Apostila Uti
Apostila Uti
A Enfermagem, enquanto profissão teve início na Inglaterra, no século XIX, com o trabalho
de Florence Nightingale, recrutando e treinando um grupo de mulheres para colaborarem nos
cuidados e na higiene dos soldados feridos durante a Guerra da Criméia (1854-l856). Nessa época,
também com Florence Nightingale, surgiu à ideia de classificar os doentes de acordo com o grau de
dependência, dispondo-os nas enfermarias, de tal maneira que os mais graves ficassem próximos à
área de trabalho das enfermeiras, para maior vigilância e melhor atendimento (Malta; Nishide,
1997).
Os serviços de tratamento intensivo dividem-se de acordo com a faixa etária dos pacientes
atendidos, nas seguintes modalidades:
a) Neonatal – destinado ao atendimento de paciente com idade de 0 a 28 dias.
b) Pediátrico – destinado ao atendimento de pacientes com idade de 29 dias a 18 anos
incompletos.
c) Adulto – destinado ao atendimento de pacientes com idade acima de 14 anos.
d) Pacientes na faixa etária de 14 a 18 anos incompletos, podem ser atendidos nos
Serviços de Tratamento Intensivo Adulto ou Pediátrico, de acordo com o manual
de rotinas do Serviço.
Toda UTI deve dispor, no mínimo, dos seguintes serviços, 24 horas por dia: a) Laboratório
de Análises Clínicas.
b) Agência transfusional/banco de sangue
c) Diálise Peritoneal.
d) Eletrocardiografia.
e) Serviço de Imagem, com capacidade para realização de exames à beira do leito.
Além de ser assistida por uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar
(CCIH)
É necessário que a unidade esteja numa posição “privilegiada” dentro do hospital, devendo ficar
perto de um elevador, num local com acesso controlado, próxima ao serviço de emergência, centro
cirúrgico, sala recuperação pós anestésica, unidades intermediárias de terapia e serviço de
laboratório e radiologia.
De acordo com Gomes (1988) uma UTI deve existir com no mínimo cinco leitos, em hospitais
com capacidade para cem ou mais leitos. A instalação com menos de cinco leitos torna-se
impraticável e extremamente onerosa, com rendimento insatisfatório em termos de atendimento.
Estabelecimentos especializados em cirurgia, cardiologia e em emergência devem fazer cálculo
específico. O ideal considerado do ponto de vista funcional são oito a doze leitos por unidade. Caso
se indique maior número de leitos, esta deve ser dividida em subunidades. Esta divisão proporciona
maior eficiência de atendimento da equipe de trabalho.
A área deve ser planejada de modo que proporcione observação contínua do paciente. O projeto
ideal é aquele que permite uma linha direta de visão, entre o paciente e o posto de enfermagem.
Para trabalhar numa unidade de terapia intensiva é necessário entender qual tipo de paciente
poderemos encontrar nela. Como já foi dito anteriormente o paciente para ser admitido nessa área
de internação precisa ser grave ou de risco, mas com possibilidade de recuperação. Podemos
descrever resumidamente estas duas situações:
• Paciente Grave – paciente que apresenta instabilidade de um ou mais sistemas orgânicos, com risco
de morte.
• Paciente de Risco – paciente que possui alguma condição potencialmente determinante de
instabilidade.
Nas duas situações visualizamos clientes em situações críticas de saúde. Quais são as patologias
que mais levam os pacientes a este estado? O que é, de fato, essa situação crítica?
Paciente grave/crítico é aquele que apresenta instabilidade de um ou mais de seus sistemas
orgânicos, devido às alterações agudas ou agudizadas, que ameaçam sua vida. O paciente crítico
internado em uma UTI está em situação de stresse onde suas necessidades básicas são afetadas.
As indicações para admissão e alta da Unidade de Tratamento Intensivo, devem ser feitas de
comum acordo entre o médico assistente e o médico intensivista. Em casos de divergência a decisão
caberá ao Diretor Clínico.
Toda decisão, bem como sua justificativa, deverá estar explicitamente anotada, com letra
legível, no prontuário do paciente, com identificação do médico responsável. Deve haver a adequada
comunicação à família, quando da admissão e alta do paciente.
Terá indicação para admissão em Unidade de Tratamento Intensivo, todo paciente grave ou
de risco, com probabilidade de sobrevida e recuperação, respeitada a autonomia do paciente, e
paciente em morte encefálica, por tratar-se de potencial doador de órgãos.
De acordo com o Parecer CREMEC N° 27/99 a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) tem
sido definida como um serviço para pacientes com potenciais condições de recuperação os quais
podem ser beneficiados de observação mais detalhada, bem como de tratamento invasivo.
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Geralmente é reservada para pacientes com insuficiência orgânica estabelecida ou em potencial.
Então, pacientes com desgaste crônicos de um ou mais sistemas, que precisam de apoio de
dois ou mais sistemas, que precisem de suporte ventilatório ou que apresentem insuficiência aguda
de algum órgão pode ser encaminhados para terapia intensiva.
A decisão de admitir um paciente para UTI deveria ser baseada no conceito de potencial
benefício. Pacientes clinicamente estáveis, que não contemplam expectativa de recuperação, para
uma qualidade de vida aceitável, não deveriam ser admitidos. Idade não deve ser barreira para
admissão em UTI. Reconhece-se que está associada com diminuição de reservas fisiológicas e com
um aumento de risco de doenças coexistentes (Parecer CREMEC N° 27/99).
Paciente deveria ser admitido em UTI, antes que suas condições clínicas exibam
precariedade e a sua recuperação torne-se impossível. Critérios podem ajudar a identificar esses
riscos. Diagnóstico precoce possibilita chances de recuperação, reduz disfunção orgânica; o tempo
de internação na UTI e no hospital pode ser reduzido significativamente com repercussão direta nos
custos operacionais (Parecer CREMEC N° 27/99). Então, os pacientes internados em UTI são
selecionados analisando alguns critérios.
Geralmente, são aqueles em estado crítico, que necessitam de cuidados específicos de
enfermagem e de observação frequente.
Tem que estar com importante comprometimento nas suas funções vitais ou aquele que pode
apresentar subitamente alterações graves nas suas funções vitais. Por exemplo: pacientes com
convulsões, insuficiência renal aguda, coma, hemorragias graves.
A Terapia Intensiva pode ser considerada uma especialidade jovem ou recente. Seu processo
de implantação e implementação em nível nacional foi lento e substanciado de forma mais
consistente pelas práticas americanas na área da atenção à saúde. A alta tecnologia e capacitação
necessariamente diferenciadas desta área assistencial chamaram a atenção de grupos farmacêuticos,
fornecedores de tecnologia médico-hospitalar e grupos hospitalares.
Em um período relativamente curto surgiram as chamadas Unidades de Tratamento
Intensivo (UTIs) ou Centros de Tratamento Intensivo (CTIs), locais de grande especialização e
tecnologia, identificados como espaços laborais destinados a profissionais médicos e de
Enfermagem com grande diferenciação de conhecimento, grande habilidade e destreza para a
realização de procedimentos que, em muitos momentos, representavam a diferença entre a vida e a
morte.
A Política Nacional de Atenção ao Paciente Crítico instituída na Portaria GM/MS nº
1.071 de 04 de julho de 2005, diz que a terapia intensiva deve se inserir no processo assistencial em
conformidade com os princípios de integralidade, equidade e universalidade assistencial, tanto no
âmbito hospitalar quanto do próprio sistema de saúde. E para que isso aconteça exige a conformação
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de uma rede assistencial (hospitalar e extra-hospitalar) organizada que incorpore a linha de cuidado
integral e a humanização assistencial.
O atendimento ao paciente crítico deve ser oferecido dentro de condições técnicas,
instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência
especializada na área de terapia intensiva. Para isso os profissionais devem ser sempre alvo de
educação continuada como assegura a portaria anteriormente citada.
Todos os membros da equipe têm a mesma importância, toda atividade realizada por cada
um é indispensável. Esta equipe geralmente é formada por enfermeiros, técnicos de enfermagem,
médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos.
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ÉTICA E BIOÉTICA EM TERAPIA INTENSIVA
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TÉCNICAS DE PROFILAXIA DE INFECÇÕES
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Numa UTI onde os pacientes estão internados com queimaduras, feridas abertas, traumas,
deficiência imunológica e, ainda, são “alvo” de técnicas terapêuticas invasivas, cateterismo vesical,
mudança de decúbito, tratamento por radiação, traqueostomia, cirurgias em geral, intubação,
ventilação mecânica e outros procedimentos. Um quadro propício para instalação de infecção
nosocomial se a equipe não realizar os procedimentos com segurança e competência.
Devem-se tomar algumas precauções. Recomenda-se:
• Usar luvas quando administrar fármacos;
• Usar máscara e óculos se houver a possibilidade de respingo no rosto;
• Avental para não se sujar nem contaminar o medicamento.
Quando for arrumar o leito do paciente sempre utilizar EPIs como luvas, avental, máscara, óculos.
Ao realizar uma aspiração seja ela nasotraqueal, endotraqueal, oral ou nasal o uso de luvas é
obrigatório.
Se for aspiração endotraqueal a luva tem que ser estéril.
Ao dar banho no paciente sempre utilizar luvas, máscaras e avental.
Quando manusear SVD, SNG, cateteres, fizer coleta de materiais para exame, curativos sempre se
proteger utilizando EPIs.
Segundo Santos (2003) os agentes infecciosos mais encontrados em ambiente hospitalar e que são
causadores de infecção são:
• Em cateter periférico: Staphylococcus aureus, Cândida sp;
• Em cateter central: Staphylococcus aureus, Enterococcus, bacilos gram-negativo e aeróbicos como
Klebsiella sp e Pseudomonas.
• Cateter de longa permanência: Staphylococcus aureus, Enterobacter.
• Nas infusões endovenosas contaminadas geralmente encontramos Enterobacter,
Klebsiella, Pseudomonas e Cândida.
Urina I
MATERIAL:
• Cuba rim
• Recipiente para coleta
• Saco plástico
• Luvas
Passos:
1. Lavar as mãos
2. Reunir o material e levar para próximo do paciente
3. Explicar procedimento e finalidade
4. Solicitar que o paciente faça a higiene íntima com água e sabão (se tiver em
condições)
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5. Orientar desprezar primeiro jato de urina e colher o restante (10 a 20 mL)
6. Calçar luvas
7. Passar urina para o recipiente
8. Tirar luvas
9. Lavar mãos
10. Anotar e identificar o paciente no recipiente que deverá ser enviado ao laboratório.
Urocultura
Com a proximidade do ânus da uretra a possibilidade de infecção urinária é maior. Ao fazer a coleta
de urina deve-se prestar bastante cuidado para não contaminar a amostra.
Material:
• Recipiente esterilizado
• Luva
• Sabão e água
• Cuba rim
• Pinça
• Cuba redonda com gazes
• Saco plástico
• Comadre
• Papel toalha
• Biombo
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Passos:
1. Lavar as mãos
2. Explicar o procedimento ao paciente, se o paciente estiver acordado e consciente
perguntar se está com vontade de urinar. Se não tiver, oferecer água.
3. Colocar o material próximo ao leito 5. Isolar o paciente com biombo
6. Colocá-lo em posição ginecológica
7. Calçar luva
8. Abrir o pacote de material
9. Colocar comadre
10. Limpar genitais com água e sabão
11. Pedir para o paciente urinar
12. Colher de 5 a 10 mL
13. Tirar a luva
14. Lavar as mãos.
Atenção: Jamais desconectar a bolsa de drenagem, do cateter! Se o paciente estiver com dispositivo
urinário deve-se:
1. Realizar o asseio perineal
2. Trocar todo o sistema, pois o que está em uso já se encontrará contaminado.
3. Depois de colocado novo dispositivo colher a primeira urina do sistema.
COLETA DE SANGUE
O conhecimento prático sobre coleta e as reações que poderão ocorrer durante este
procedimento são adquiridos, geralmente, através de experiências pessoais ou de informações
prestadas por outros profissionais.
Os técnicos da área de coleta de sangue sabem que as chamadas "veias difíceis" não
constituirão problema, desde que profissionais com experiência prática forneçam orientações e
detalhes sobre o procedimento mais adequado.
O sangue é considerado como um sistema complexo e relativamente constante, constituído de:
• Elementos sólidos (células sanguíneas)
• Substância líquida (soro ou plasma)
• Elementos gasosos (O e CO).
Para obtê-lo, o procedimento é conhecido como punção venosa, venipunção ou flebotomia.
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Sangue I
Sangue I é o hemograma que serve para avaliar as células sanguíneas do paciente. MATERIAL:
• 1 par de luvas de procedimento
• Scalp 21 ou 23, ou agulha 30 x 7
• Seringa 10 ml
• Garrote
• 2 bolas de algodão
• Álcool 70 %
• Tubos para coleta Passos:
Hemocultura
MATERIAL:
1. 10 ml de PVPI tópico ou degermante
2. Se o paciente for alérgico a PVPI usar álcool a 70%
3. Bolas de algodão
4. 1 par de luvas de procedimento
5. 1 garrote
6. Seringa de 10 ml
7. 1 agulha 30 x 7 ou 30 x 6 scalp 21 ou 23
8. 1 frasco de hemocultura Passos:
A técnica é igual à de coleta de sangue I. Apenas deverá ser feito uma antissepsia mais rigorosa com
PVPI ou álcool já que é uma hemocultura e a técnica deve ser livre de contaminação.
Geralmente, colhe-se 5 ml para adulto e 1 a 2 ml para crianças.
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Glicemia Capilar
O teste de glicemia serve para avaliar os níveis glicêmicos do paciente. É uma avaliação da
glicemia direta onde se faz um teste de ponta de dedo, é possível saber no momento o valor da taxa
de açúcar no sangue, o que possibilita a detecção de uma hipoglicemia ou de uma hiperglicemia.
Cultura de Secreção
Podemos fazer a coleta de vários tipos de secreção: traqueal, vaginal, uretral, do ouvido, de
abscesso. Desse modo cada tipo de secreção tem uma técnica. O importante é que o profissional que
for fazer a coleta tem que manter a técnica asséptica, livre de contaminação para que esta não
interfira nos resultados.
• Cultura de secreção ocular, orofaringe e ouvido: o paciente não deverá alimentar-se e nem utilizar
anti-séptico bucal antes da coleta de secreção de orofaringe; e não deverá lavar os olhos antes da
coleta de secreção ocular.
• Cultura de secreção uretral, anal, vaginal e endocervical. Cultura de lesão purulenta de lesão
ulcerada de pele: o paciente não deverá estar em uso de qualquer medicação tópica.
• A fresco – secreções uretral e vaginal: o paciente não deverá estar em uso de qualquer medicação
tópica.
Casometria Arterial
A gasometria arterial é um exame feito com a punção artéria radial, perto do punho, mas
também poderá ser coletada pela artéria braquial ou femoral. Através das amostras de sangue
coletadas nestes sítios artérias pode-se medir a concentração de oxigênio e gás carbônico. É um
meio de avaliar se a ventilação a que o paciente está sendo submetido está proporcionando uma boa
oxigenação.
Também serve para monitorar a acidez do sangue.
A punção é feita pelo médico ou enfermeiro ou técnico supervisionado e treinado e é igual a uma
punção venosa, mas devem-se tomar alguns cuidados especiais como:
• Para localizar a artéria deve-se primeiro sentir o pulso
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• Como é uma artéria há uma maior facilidade para formação de hematomas e sangramentos então
depois de puncionada a artéria deve sofrer compressão para evitar esses problemas.
Os resultados anormais podem indicar doenças renais, respiratórias ou metabólicas. Os resultados
também podem estar alterados nos traumatismos, particularmente em lesões cefálicas ou cervicais
que possam afetar a respiração.
Valores de referência:
• Pressão parcial de oxigênio (PaO2) - de 75 a 100 mm Hg
• Pressão parcial de dióxido de carbono (PaCO2) - de 35 a 45 mm Hg
• pH - de 7.35 a 7.45
• Saturação de oxigênio (SaO2) - de 94% a 100%
• Bicarbonato - (HCO3) - de 22 a 26 mEq/litro
• mEq/litro = miliequivalentes por litro,
• mm Hg = milímetro de mercúrio.
CARRO DE EMERGÊNCIA
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CARACTERÍSTICAS E EFEITOS DOS PRINCIPAIS MEDICAMENTOS
UTILIZADOS EM UTI
• VASOATIVOS
Os medicamentos desta classe modificam o calibre dos vasos e, por isso, a sua diluição e dosagens
precisam ser calculadas com bastante cuidado e a administração deve ser feita por bomba de infusão
por uma via venosa central.
O acesso central se faz necessário pelo fato de que o extravasamento destes medicamentos pode
lesar a pele. Este acesso central deve ser usado exclusivamente para as drogas vasoativas. Estes
fármacos possuem algumas características específicas como:
- Início rápido de ação
- Curta duração
- Uso exclusivo venoso
- Podem causar taquicardia, hipotensão, arritmias de forma acentuada e rápida. A equipe
de Enfermagem deve prestar vigilância constante da frequência cardíaca (FC)
e pressão arterial (PA). Além de avaliar pressão venosa central (PVC), aquecimento, perfusão das
extremidades, débito urinário.
• VASOPRESSORES
Dopamina
Também conhecida como REVIVAN. Apresenta-se em ampolas de 10 ml em concentração de 50
mg.
Adrenalina
Também conhecida como EPINEFRINA. Apresenta-se em ampolas de 1 ml em concentração de 1
mg. Deve ser administrada em via endovenosa, em bollus.
A adrenalina inibe a ação da insulina! Noradrenalina
Também conhecida como LEVOPHED ou NORAEPINEFRINA. Apresenta-se em ampolas de 4
ml em concentração de 1000ug/ ml.
Neste medicamento deve ser observada a presença de formação de precipitado ou mudança na
coloração, ficando castanha ou rosada deve ser desprezada.
• INOTRÓPICOS
Dobutamina
A dobutamina é uma droga que apresenta poucos efeitos sobre a FC, aumenta a contratilidade
miocárdica e o índice cardíaco, não agindo sobre a resistência vascular e periférica. É utilizada para
melhorar o desempenho cardíaco, em pacientes com, por exemplo, choque cardiogênico e
insuficiência cardíaca congestiva (ICC).
• VASODILATADORES
São medicamentos que produzem dilatação dos vasos, especialmente das arteríolas.
Os principais são a Nitroglicerina (NTG) e o Nitroprussiato (NPS).
Nitroglicerina (ntg)
Os efeitos colaterais mais comuns são: náuseas, vômitos, cefaleia intensa, palpitação, hipotensão,
isquemia do miocárdio.Os cuidados com a PA devem ser rigorosos. Observar a presença de cianose.
• HEPARINA
A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas. Ela é considerada uma droga
que promove a entrada da glicose nas células, para que assim possa ser utilizada como fonte de
energia.
Existem vários tipos de insulina, com início de efeito, período de concentração máxima e
duração do efeito que variam conforme o tipo de insulina. A seleção da mais apropriada ou
combinação de diversos tipos dependem da resposta individual ao fármaco, das condições do
diabete e dos hábitos do paciente (http://www.ufpe.br/ufhc/insulina.htm).
Existem alguns tipos de insulina e a escolha vai depender da terapêutica que o paciente necessita.
O quadro abaixo mostra os quatro tipos de insulinas, o início de ação de cada uma, além do pico de
funcionamento (quando vão estar em atividade máxima no organismo) e a sua duração no organismo
do paciente.
É preciso tomar alguns cuidados com os pacientes que fazem uso deste medicamento porque podem
surgir algumas alterações como:
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-Ração local
-Reações hipoglicêmicas
-Lipodistrofia
-E até mesmo resistência ao medicamento Locais de aplicação:
É necessário fazer rodízio dos locais de aplicação da insulina para que as reações locais
como vermelhidão, formação de nódulos e dor não seja uma constante na terapêutica com insulina.
A insulinoterapia por via endovenosa é realizada com bomba de infusão nos pacientes em terapia
intensiva. É preciso seguir a risca a dosagem porque há um grande risco de desenvolver uma
hipoglicemia grave.
• SANGUE E HEMODERIVADOS
Quando o técnico receber a bolsa de hemocomponente para ser transfudida deve sempre conferir
o tipo de sangue da bolsa com o tipo de sangue do paciente que irá recebê-la. Conferir o nome do
paciente na bolsa e no prontuário e se é aquele hemoderivado que está mesmo prescrito para o
paciente.
• Verificar os sinais vitais.
• Lavar as mãos.
• Calçar as luvas.
• Selecionar a veia observando que a região a ser puncionada deve estar livre de lesões
cutâneas. O paciente de UTI já possui vários acessos venosos.
Neste caso utiliza-se o melhor acesso periférico que ele tiver.
• Observar as condições do produto relativas à estocagem, aspecto, validade e liberação.
• Atenção: O aquecimento do sangue antes da transfusão deve ser feito de forma controlada
em aquecedores com termômetro visível e alarme sonoro
• Fazer a rechecagem de todos os dados
• Observar o cliente durante todo o procedimento a fim de detectar sinais e sintomas de
reações adversas.
• Em caso de redução do fluxo, reposicionar agulha e observar o sistema para detectar
coágulos.
• Estar atento a sinais e alarmes dos equipamentos.
• Registrar todas as intercorrências.
Atenção: O tempo de infusão de uma bolsa não deve exceder às 4h. Após o término do processo,
retirar a etiqueta da bolsa e afixá-la no prontuário.
SEDATIVOS
São medicamentos que ao produzir um efeito calmante reduzem a ansiedade. Quase não interferem
na função mental e motora.
Os mais conhecidos são DIAZEPAN (VALIUM) e MIDAZOLAM (DORMONID).
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ANALGÉSICOS OPIÓIDES E NÃO OPIÓIDES
ANOTAÇÕES DE ENFERMAGEM
Muitos leitos de UTI são destinados aos pacientes que passaram por uma cirurgia cardíaca. Em geral
são procedimentos muitos delicados e que tem um grande risco de complicações por isso a equipe
deve estar treinada para prestar uma assistência específica e de qualidade.
Segundo Machado (2004) ao ser admitido na unidade de tratamento intensivo a cada 4-12 horas
deve ser realizada uma avaliação sistemática completa, que determinará a evolução do paciente no
pós-operatório, comparando com estado pré-operatório e observando as alterações desde o início da
cirurgia.
O cuidado deve ser intenso porque em geral ele vem da sala de cirurgia ainda sob efeito da anestesia
geral e em um quadro bastante instável.
Deve-se então avaliar os seguintes parâmetros:
1. Nível de consciência
2. Estado cardíaco: frequência cardíaca (FC), pressão venosa central (PVC), pressão
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arterial (PA).
3. Estado respiratório; presença de ruídos respiratórios, frequência respiratória,
saturação de oxigênio.
4. Estado vascular periférico: pulso, coloração cutânea, temperatura, presença de
edemas.
5. Função renal: débito urinário, coloração.
6. Estado hidroeletrolítico: ingestão, eliminação de todas as drenagens.
7. Dor
A cirurgia urológica envolve procedimentos realizados nos rins, ureteres, bexiga, uretra e órgãos
genitais masculinos. Os principais procedimentos cirúrgicos são:
• Nefrectomia: remoção de um rim.
• Ureterostomia cutânea: desvio da corrente urinária pela anastomose dos ureteres, a uma alça isolada
do íleo, que é exteriorizada na parede abdominal como uma ileostomia.
• Cistectomia: excisão da bexiga e estruturas adjacentes;
• Prostatectomia: é a remoção cirúrgica da glândula e sua cápsula; geralmente para tratamento de
carcinoma ou porções anormais da próstata.
O paciente deve ser avaliado principalmente em relação aos líquidos, a observação do débito
urinário nestes casos deve ser contínua para que a função renal seja mantida com o máximo de
estabilidade possível.
Após essas cirurgias urológicas a urina apresenta-se sanguinolenta, e, a seguir, adquire sua cor
normal.
Quando está prevista a drenagem de grandes quantidades de fragmentos celulares e coágulos
sanguíneos, recorre-se à irrigação contínua. Este sistema pode ser empregado para lavagem
periódica da bexiga. Deve ser fechado, contínuo e estéril para reduzir o risco de infecção.
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URESTEROSTOMIA CUTÂNEA E COLOSTOMIA NEFRECTOMIA
htp//services.epnet.com
http://entuba2.blogspot.com/2014/11/prostatectomia-simple.html
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Os cuidados de Enfermagem são:
• Lavar bem as mãos antes de manipular sondas
• Fixar sonda com adesivo na parede lateral do abdome
• Conectar a sonda a um sistema estéril fechado
• Observar se a sonda está drenando adequadamente
• Manter o local de inserção da sonda limpo e protegido com o curativo
• Controlar e anotar volume drenado
• Incentivar a ingestão hídrica
• Cuidado para não tracionar cateter
A maioria dos pacientes de cirurgias desse tipo precisa de assistência em UTI. Isso porque
além de ser um tipo de cirurgia que tem potencialmente muitas complicações complexas, o risco de
infecção também é muito grande.
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São cirurgias realizadas no trato gastrintestinal, esôfago, ânus, fígado, pâncreas, vesícula biliar e
baço.
Gastrectomia: ressecção do estômago.
Pancreatectomia: é remoção parcial ou total do pâncreas.
Hepatectomia: é a ressecção de um ou mais lobo do fígado por neoplasia.
Colecistectomia: é a excisão da vesícula biliar, sendo a intervenção mais comum para remoção de
cálculos biliares.
Esplenectomia: é a remoção do baço, sem prejuízo nos adultos por não ser um órgão essencial, visto
que suas funções são também efetuadas por outros órgãos.
Proctolectomia: é a remoção do cólon e do reto, com fechamento do ânus. É utilizada comumente
para tratamento da colite ulcerativa, complicações da doença de Chron, tumores, megacólon tóxico,
abscessos e fístula. Geralmente é feita uma ileostomia permanente.
As principais complicações são:
• Distensão abdominal
• Obstrução intestinal
• Hemorragias
• Deiscência da linha de sutura
• Choque
• Problemas pulmonares
• Trombose
• Evisceração
• Íleo paralítico
• Infecção
Evisceração:
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Como são cirurgias do trato gastrintestinal muitas vezes haverá o uso de sonda nasogástrica (SNG)
e a equipe deve mantê-la bem posicionada, aberta (quando necessário) para drenar secreções e assim
evitar náuseas e vômitos no paciente.
De maneira geral, a cirurgia vascular envolve a retirada da obstrução através da ressecção e remoção
de trombos e êmbolos.
Trombos: corpo ou substância que obstrui total ou parcialmente um vaso.
Êmbolos: corpo estranho na corrente sanguínea, geralmente um coágulo sanguíneo que se deslocou
do ponto original.
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Embolia pulmonar
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Decúbito dorsal e Trendelemburg:
• Mobilizar, estimular a tosse e respiração profunda são essenciais para evitar atelectasias e
pneumonia hipostática.
• Estimular deambulação logo que possível
• Fixar curativos sem causar desconforto
• Verificar sinais vitais atentando para intensidade dos movimentos respiratórios
• Comunicar sinais de angústia respiratória e cianose
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• Aspirar sempre que houver necessidade, usando técnica asséptica e uma sonda estéril para cada
aspiração.
• Observar sangramento no local ou sinais de hemorragia
• Trocar cânula conforme rotina
• Retirar cânula interna para lavar
• Fazer curativo
• Manter cadarço limpo e com pressão adequada
• Estimular ingesta hídrica
• Fazer higiene oral com cuidado para evitar náuseas e vômitos. Manter a boca livre de resíduos
• Observar ferida operatória
1. Nutrição enteral: é a administração de produtos líquidos por via oral, SNG, gastrostomia ou
jejunostomia. Apesar de ser o tipo de suporte nutricional mais fisiológico, não é isenta de
complicações. A monitorização constante dos pacientes em uso de suporte enteral é
imprescindível para reduzir o índice de complicações.
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• Obstrução da sonda
• Saída ou migração acidental da sonda
• Erosão nasal, necrose e abscesso septonasal.
• Hiperglicemia
• Hipoglicemia
• Aspiração pulmonar
2. Nutrição parenteral: deve ser utilizada apenas e tão somente se o tratamento gastrintestinal não
puder ser utilizado em hipótese alguma. É indicada em casos de ressecção maciça do intestino
delgado, enterite, vômito e diarreia intratável.
A nutrição parenteral pode ser periférica ou central.
A NP periférica é utilizada quando o paciente necessita de NP por 7 a 10 dias e não está apresentando
quadro de desnutrição severa, sem restrição hídrica e tem bom acesso periférico. Geralmente a
punção é feita no braço ou antebraço e as soluções contêm de 5 a 10% de glicose.
Na NP central são utilizadas veias de grande calibre (subclávia ou jugular interna) e próximo ao
coração. Isto permite a administração de soluções hiperosmolares e a minimização dos
inconvenientes, pois este local apresenta intenso fluxo sanguíneo, o que dilui facilmente a solução.
Para prevenir a flebite nos locais de acesso é importante tomar alguns cuidados como: fazer rodízio
da punção de 48/48h, utilizar braço contralateral para a punção seguinte.
ULCERA DE DECÚBITO
A úlcera de decúbito é um dos principais problemas que pode ocorrer no paciente crítico, internado
numa unidade de tratamento intensivo. É um paciente grave, com alguns ou muitos dos seus
sistemas comprometidos, o tempo de internação é prolongado, então todo esse quadro predispõe a
formação de úlceras. E esse é um problema que deve ser evitado e que, de certa forma, medem a
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qualidade da assistência de enfermagem prestada ao paciente.
A pele é o órgão de revestimento do corpo sendo a primeira barreira de defesa do organismo contra
agentes externos. É formada por três camadas, a epiderme, a derme e a hipoderme. Além disso,
ainda existem estruturas e tecidos adjacentes como: fáscia, músculo, tendões e ossos.
CAMADAS DA PELE:
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De acordo com CTI as úlceras de decúbito são classificadas em:
• Estágio I: observa-se hiperemia persistente
• Estágio II: comprometimento da epiderme ou derme
• Estágio III: comprometimento do tecido subcutâneo
• Estágio IV: comprometimento do tecido muscular e/ou ósseo.
O tratamento para UP é baseado na prevenção, avaliação constante da pele do paciente, mudanças
de decúbito, minimização da fricção da pele do paciente e escoriação, elevação cabeceira. É
necessário investir nestas medidas porque a UP aumenta a morbidade, prejudica o tratamento e
prolonga o tempo de hospitalização.
Quando for necessário fazer curativo é importante anotar a localização e o tipo do curativo (aberto,
oclusivo, compressivo, com irrigação, com drenagem, etc.); se existem presença de sinais flogísticos
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(exsudato, hiperemia, rubor, calor) e as complicações locais (dor, etc.);
Se tiver exsudato anotar aspecto, coloração, quantidade, consistência e/ou odor.
Úlcera sacral:
De acordo com Pires (2006) o paciente politraumatizado é diferente de qualquer outro tipo
de doente, pelas próprias circunstâncias que originaram seu estado; de um modo geral, em uma
pessoa hígida e com saúde, até que, subitamente, devido a algum tipo de acidente, passou a se
encontrar em estado grave, necessitando de assistência médica imediata, sem que se encontrasse
preparado de maneira alguma para tal situação. Por outro lado, o paciente politraumatizado,
exatamente por ser antes um indivíduo hígido, apresenta, caso seja salvo, uma grande possibilidade
de ter uma vida normal, justificando o investimento dos recursos na tentativa de salvá-lo.
O tratamento hospitalar ao politraumatizado inicialmente inclui a preparação do ambiente
para o paciente buscando o material de intubação, soluções salinas aquecidas, preparo dos
monitores, comunicação com a radiologia para que esta se prepare. O pessoal que recebe este tipo
de paciente deve estar paramentado para proteção individual contra hepatite, AIDS, etc., usando
avental cirúrgico, máscara, luvas e óculos de proteção.
O paciente é abordado segundo o ATLS, de maneira simples e objetiva, buscando cuidar de:
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1. Vias aéreas (imobilização cervical)
Disponível em : www.enfeps.blogspot.com
De acordo com Santos (2003) podemos considerar um paciente de “grande queimado” quando:
Adultos: > 75 anos, com 10 % de área corporal lesada/queimada, de acordo com a regra dos nove.
Criança: < 10 anos, também com 10 % de área corporal lesada/queimada, de acordo com a regra
dos nove. As demais faixas etárias, ou seja, entre 10 e 55 anos, apresentando 20% ou mais de área
corporal lesada/queimada, de acordo com a regra dos nove.
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A assistência de enfermagem deve realizar cuidados bem específicos para este tipo de paciente, pois
a patologia em si causa grandes mudanças vasculares e alterações no volume do líquido corporal do
paciente, a pele lesada perde a capacidade de reter calor e de manter a temperatura corporal, grande
risco de infecções e outras complicações.
Os cuidados incluem:
• Instalar O2 se necessário, sob cateter nasal, até 3 l/min, ou sob máscara.
• Verificar SSVV e instalar oxímetro de pulso
• Lavar as áreas com SF 0,9% e mantê-las cobertas com gaze ou compressa úmida
• Puncionar acesso venoso de grosso calibre e manter hidratação venosa conforme prescrição médica
• Manter o material de intubação de fácil acesso, assim como o respirador.
• Dar continuidade ao plano de cuidados traçado pelo enfermeiro responsável
• Fazer curativo diário mantendo rigorosa técnica asséptica
• Controlar diurese
Segundo Machado (2004) a ventilação mecânica é qualquer método de respiração que utiliza um
aparelho mecânico para aumentar ou satisfazer completamente as necessidades respiratórias do
paciente.
O ventilador pulmonar é definido como um dispositivo automático conectado às vias aéreas com o
objetivo de aumentar ou prover a ventilação do paciente. É o método de substituição funcional mais
utilizado em terapia intensiva.
Em linhas gerais é indicada em casos de:
• Insuficiência respiratória aguda sem doença subjacente.
• Doenças neuromusculares
• Edema pulmonar, pneumonia, asma.
• Depressão do centro respiratório.
• Falência respiratória.
• Traumatismos torácicos.
A VM pode ser do tipo: invasiva ou não-invasiva. As Indicações para Ventilação Mecânica Invasiva
são:
• Pacientes que não são capazes de manter adequada ventilação alveolar e trocas gasosas
• Pacientes que não são capazes de proteger as vias aéreas (déficit de deglutição, tosse ineficaz, com
dificuldade de eliminação de secreções)
• Pacientes com Falência Muscular respiratória
• Pacientes que falharam na adaptação da Ventilação Não-Invasiva.
• Pacientes com rebaixamento do nível de consciência.
Já a ventilação não – invasiva que se trata de um suporte ventilatório que usa Máscaras Nasais ou
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Faciais, não sendo necessária a intubação ou traqueostomia é indicada quando temos:
• Paciente colaborativo
• Paciente capaz de proteger as vias aéreas e eliminar secreções
• Capacidade de adaptação às máscaras nasal ou facial
• Pressão arterial controlada
Este tipo de ventilação é mais vantajoso que o modo invasivo por que:
• Melhora troca gasosa,
• Minimiza desconforto respiratório,
• Diminui necessidade de hospitalizações,
• Reduz riscos de infecções respiratórias,
• Reduzem as lesões de vias aéreas superiores,
• Reduz tempo de hospitalização,
• Reduz morbidade e mortalidade,
• Baixo custo de terapia,
• Fácil manuseio.
3. Ventilação assistido-controlada
Este modo permite um mecanismo duplo de disparo fornecendo maior segurança para o paciente,
pois o ciclo controlado entra sempre que o paciente não disparar o ciclo assistido. Utilizam-se
frequências respiratórias ligeiramente abaixo da frequência espontânea do paciente para que os
ciclos controlados sejam a exceção.
Segundo Machado (2004) os cuidados de enfermagem relacionados com a ventilação são:
• Controlar a existência de conexão entre o ventilador e a rede de gás, bem comoos pontos do circuito
e tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia.
• Manter o carro de urgência e o material de oxigenação, próximos ao paciente em uso de ventilação.
• Cuidado ao mobilizar o paciente, não realizando manobras bruscas para evitar pinçamento do
circuito e desconexões do ventilador o que causaria danos ao estado clínico do paciente.
• As traqueias do circuito devem estar livres de água ou qualquer outra substância para evitar
infecções respiratórias.
• Observar se os parâmetros programados estão de acordo com os prescritos e condizentes com o
quadro clínico do paciente.
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• Estar atento aos alarmes sempre que ocorram. Manter ajustados os limites máximos e mínimos
programados para os alarmes, observando com frequência os avisos ópticos e evitando confusão
em face de indicadores simultâneos.
• Avaliar nível de consciência, estado de agitação e adaptação do paciente a ventilação mecânica.
Verificar o uso de sedativos, relaxantes musculares, para conseguir uma adequada ventilação.
Ao avaliar o paciente entubado ou traqueostomizado devem ser feitas as anotações adequadas no
prontuário incluindo:
• A localização do tubo ou cânula (oral, nasal) e o tipo (traqueostomia, cricotireoidostomia, etc.);
• O tempo de permanência;
• As complicações: locais da traqueostomia (hemorragia; enfisema subcutâneo ou de mediastino;
pneumotórax, perfuração de traqueia, mediastino ou esôfago; lesão de corda vocal; aspiração do
conteúdo gástrico; rotura de laringe;) e as tardias (estenose traqueal ou subglótica; aspiração;
fístula traqueosofágica; mudança na voz; infecção; sangramento; traqueomalacia);
• As condições de permebilidade do tubo ou cânula (obstruída
desposicionamento).
• A secreção: tipo (amarela, sanguinolenta, espessa, etc.) e quantidade (pequena média e grande);
• O tipo de fixação.
PCR - PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
CUIDADOS PÓS-MORTE
DRENOS
Existem muitos tipos de drenos como o de penrose, de kher utilizado em cirurgias da via
biliar, dreno fechados de pressão negativa que é uma bolsa sanfonada que cria um vácuo e aspira
continuamente à secreção, dreno de tórax utilizado na cavidade torácica, para retirar pus, ar,
sangue, etc..
Os drenos devem ser cuidadosamente manipulados para que não seja alterado o fluxo das
secreções e também para que não desloque ou retire o dreno acidentalmente causando desconforto
e dor ao paciente.
DRENO DE PENROSE
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DRENO SANFONADO:
DRENO TORÁCICO:
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SONDAS
As sondas utilizadas no paciente podem ser vesical, nasogástrica, orogástrica, retal, gastrostomia,
etc.
Os cuidados de enfermagem vão depender do tipo de sonda e é importante inicialmente, observar
a localização e tipo de sonda (nasogástrica, nasoenteral, vesical, retal) e assim:
• Anotar o débito (volume, cor, aspecto, etc.). A secreção gástrica é clara e viscosa. O aspecto
marrom ou esverdeado sugere estase gástrica e refluxo de bile;
• Sempre que necessário trocar de coletor, especificando o horário;
• Observar o aspecto de inserção se há presença de hiperemia, lesão, ressecamento, quais as
condições gerais de pele.
• Fazer curativo com técnica asséptica
• Observar e anotar as queixas referidas pelo paciente com relação à sonda (dor, prurido, etc.);
SONDA DE GASTROSTOMIA
OSTOMIAS
A ostomia é uma intervenção cirúrgica que permite criar uma comunicação entre o órgão interno
e o exterior, com a finalidade de eliminar os dejetos do organismo. A nova abertura que se cria
com o exterior, chama-se ostoma.
Os ostomizados utilizam um dispositivo, geralmente uma bolsa, que permite recolher o conteúdo
a ser eliminado através do ostoma. Existem três tipos principais de ostomias:
• COLOSTOMIA: é um tipo de ostomia intestinal que faz a comunicação do cólon com o exterior,
também através do ostoma, no qual é acoplado a bolsa coletora no abdômen para a coleta das
fezes.
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• ILEOSTOMIA: é um tipo de ostomia intestinal que faz a combinação do íleo, a parte final e mais
larga do intestino delgado, com o exterior. As Ileostomias localizam-se sempre no lado inferior
direito do abdômen. Através do ostoma é colocada a bolsa coletora para eliminar as fezes mais
líquidas.
• UROSTOMIA (também denominada como “Desvio Urinário”): é a intervenção cirúrgica que
consiste em desviar o curso normal da urina. As semelhanças das ostomias podem ser
permanentes ou temporárias.
•
BOLSAS PARA OSTOMIAS:
ACESSO CENTRAL
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Disponível em: http://www.drgarciamonaco.com.ar
Além disso, após os cuidados anotar no prontuário a localização (subclávia, pedioso, etc.) e o tipo
do procedimento (intracath, flebotomia, port-a-cath, etc.), tipo de cateter (duplo, triplo lúmen, etc.),
o tempo de permanência, os produtos utilizados no curativo realizado em inserção de cateter.
Flebite
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REFERÊNCIAS
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