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A UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA - RETROSPECTIVA HISTÓRICA E


ESTRUTURA FÍSICA

O cuidado de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva é uma modalidade de assistência


mundialmente aceita e, assim, deve ser regulamentada adotando definições e normas técnicas e
éticas para que essa assistência seja de qualidade e os profissionais trabalhem com mais
responsabilidade e segurança.
Segundo a Resolução nº. 170/2007 do CREMESP, que define e regulamenta as atividades das
Unidades de Terapia Intensiva do estado de São Paulo, os serviços de tratamento intensivo têm por
objetivo prestar atendimento a pacientes graves ou de risco, potencialmente recuperáveis, que
exijam assistência médica ininterrupta, com apoio de equipe de saúde multiprofissional, além de
equipamentos e recursos humanos especializados.
E a Enfermagem como surgiu dentro da assistência em Unidades de Terapia Intensiva?

A Enfermagem, enquanto profissão teve início na Inglaterra, no século XIX, com o trabalho
de Florence Nightingale, recrutando e treinando um grupo de mulheres para colaborarem nos
cuidados e na higiene dos soldados feridos durante a Guerra da Criméia (1854-l856). Nessa época,
também com Florence Nightingale, surgiu à ideia de classificar os doentes de acordo com o grau de
dependência, dispondo-os nas enfermarias, de tal maneira que os mais graves ficassem próximos à
área de trabalho das enfermeiras, para maior vigilância e melhor atendimento (Malta; Nishide,
1997).

Os serviços de tratamento intensivo dividem-se de acordo com a faixa etária dos pacientes
atendidos, nas seguintes modalidades:
a) Neonatal – destinado ao atendimento de paciente com idade de 0 a 28 dias.
b) Pediátrico – destinado ao atendimento de pacientes com idade de 29 dias a 18 anos
incompletos.
c) Adulto – destinado ao atendimento de pacientes com idade acima de 14 anos.
d) Pacientes na faixa etária de 14 a 18 anos incompletos, podem ser atendidos nos
Serviços de Tratamento Intensivo Adulto ou Pediátrico, de acordo com o manual
de rotinas do Serviço.

Toda UTI deve dispor, no mínimo, dos seguintes serviços, 24 horas por dia: a) Laboratório
de Análises Clínicas.
b) Agência transfusional/banco de sangue
c) Diálise Peritoneal.
d) Eletrocardiografia.
e) Serviço de Imagem, com capacidade para realização de exames à beira do leito.
Além de ser assistida por uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar
(CCIH)

O Planejamento e projeto de uma UTI devem ser baseados em padrões de admissão de


paciente, fluxo de visitantes e funcionários, e na necessidade de instalações de apoio (posto de
enfermagem, armazenamento, parte burocrática, exigências administrativas e educacionais) e
serviços que são peculiares à instituição individual em questão.
Segundo normas para projetos físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS,
1995), a organização físico-funcional de internação de paciente em regime de terapia intensiva deve:
• Proporcionar condições de internar pacientes críticos em ambientes individuais e/ou
coletivos conforme grau de risco, faixa etária, patologia e requisitos de privacidade;
• Executar e registrar assistência médica e de enfermagem intensiva;
• Prestar apoio diagnóstico-laboratorial, de imagem e terapêutico 24 horas;
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• Manter condições de monitoramento e assistência respiratória contínua;
• Prestar assistência nutricional e distribuir alimentos aos pacientes;
• Manter pacientes com morte encefálica, nas condições de permitir a retirada de órgãos para
transplantes, quando consentida.

É necessário que a unidade esteja numa posição “privilegiada” dentro do hospital, devendo ficar
perto de um elevador, num local com acesso controlado, próxima ao serviço de emergência, centro
cirúrgico, sala recuperação pós anestésica, unidades intermediárias de terapia e serviço de
laboratório e radiologia.
De acordo com Gomes (1988) uma UTI deve existir com no mínimo cinco leitos, em hospitais
com capacidade para cem ou mais leitos. A instalação com menos de cinco leitos torna-se
impraticável e extremamente onerosa, com rendimento insatisfatório em termos de atendimento.
Estabelecimentos especializados em cirurgia, cardiologia e em emergência devem fazer cálculo
específico. O ideal considerado do ponto de vista funcional são oito a doze leitos por unidade. Caso
se indique maior número de leitos, esta deve ser dividida em subunidades. Esta divisão proporciona
maior eficiência de atendimento da equipe de trabalho.
A área deve ser planejada de modo que proporcione observação contínua do paciente. O projeto
ideal é aquele que permite uma linha direta de visão, entre o paciente e o posto de enfermagem.

ENTENDENDO O PACIENTE CRÍTICO

Para trabalhar numa unidade de terapia intensiva é necessário entender qual tipo de paciente
poderemos encontrar nela. Como já foi dito anteriormente o paciente para ser admitido nessa área
de internação precisa ser grave ou de risco, mas com possibilidade de recuperação. Podemos
descrever resumidamente estas duas situações:
• Paciente Grave – paciente que apresenta instabilidade de um ou mais sistemas orgânicos, com risco
de morte.
• Paciente de Risco – paciente que possui alguma condição potencialmente determinante de
instabilidade.

Nas duas situações visualizamos clientes em situações críticas de saúde. Quais são as patologias
que mais levam os pacientes a este estado? O que é, de fato, essa situação crítica?
Paciente grave/crítico é aquele que apresenta instabilidade de um ou mais de seus sistemas
orgânicos, devido às alterações agudas ou agudizadas, que ameaçam sua vida. O paciente crítico
internado em uma UTI está em situação de stresse onde suas necessidades básicas são afetadas.

CRITÉRIOS DE ADMISSÃO E ALTA

As indicações para admissão e alta da Unidade de Tratamento Intensivo, devem ser feitas de
comum acordo entre o médico assistente e o médico intensivista. Em casos de divergência a decisão
caberá ao Diretor Clínico.
Toda decisão, bem como sua justificativa, deverá estar explicitamente anotada, com letra
legível, no prontuário do paciente, com identificação do médico responsável. Deve haver a adequada
comunicação à família, quando da admissão e alta do paciente.
Terá indicação para admissão em Unidade de Tratamento Intensivo, todo paciente grave ou
de risco, com probabilidade de sobrevida e recuperação, respeitada a autonomia do paciente, e
paciente em morte encefálica, por tratar-se de potencial doador de órgãos.
De acordo com o Parecer CREMEC N° 27/99 a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) tem
sido definida como um serviço para pacientes com potenciais condições de recuperação os quais
podem ser beneficiados de observação mais detalhada, bem como de tratamento invasivo.
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Geralmente é reservada para pacientes com insuficiência orgânica estabelecida ou em potencial.
Então, pacientes com desgaste crônicos de um ou mais sistemas, que precisam de apoio de
dois ou mais sistemas, que precisem de suporte ventilatório ou que apresentem insuficiência aguda
de algum órgão pode ser encaminhados para terapia intensiva.
A decisão de admitir um paciente para UTI deveria ser baseada no conceito de potencial
benefício. Pacientes clinicamente estáveis, que não contemplam expectativa de recuperação, para
uma qualidade de vida aceitável, não deveriam ser admitidos. Idade não deve ser barreira para
admissão em UTI. Reconhece-se que está associada com diminuição de reservas fisiológicas e com
um aumento de risco de doenças coexistentes (Parecer CREMEC N° 27/99).
Paciente deveria ser admitido em UTI, antes que suas condições clínicas exibam
precariedade e a sua recuperação torne-se impossível. Critérios podem ajudar a identificar esses
riscos. Diagnóstico precoce possibilita chances de recuperação, reduz disfunção orgânica; o tempo
de internação na UTI e no hospital pode ser reduzido significativamente com repercussão direta nos
custos operacionais (Parecer CREMEC N° 27/99). Então, os pacientes internados em UTI são
selecionados analisando alguns critérios.
Geralmente, são aqueles em estado crítico, que necessitam de cuidados específicos de
enfermagem e de observação frequente.
Tem que estar com importante comprometimento nas suas funções vitais ou aquele que pode
apresentar subitamente alterações graves nas suas funções vitais. Por exemplo: pacientes com
convulsões, insuficiência renal aguda, coma, hemorragias graves.

Quanto tempo um paciente deve permanecer em um leito de Terapia Intensiva?

A permanência de um doente na Unidade de Terapia Intensiva deve limitarse ao necessário


para superar a situação crítica que determinou sua admissão. Deste modo, o paciente deixaria a
unidade quando não fosse mais um doente grave ou de alto risco (GOMES, 2003).
Na hora em que o paciente é admitido na unidade o corpo da enfermagem recebe-o de forma
acolhedora, se identifica para passar mais segurança ao cliente. Conferir o prontuário quanto ao
número do leito, registro, nome, fazer as anotações, histórico do paciente, anotar admissão no livro
de registro.
Quando o paciente for sair de alta deve-se anotar esta alta no livro específico com data e
hora de saída e para qual unidade ele foi organizar o prontuário, providenciar limpeza do leito,
recompor a unidade, testar equipamentos e arrumar o leito para o próximo paciente.

FUNÇÃO DOS ELEMENTOS DA EQUIPE

A Terapia Intensiva pode ser considerada uma especialidade jovem ou recente. Seu processo
de implantação e implementação em nível nacional foi lento e substanciado de forma mais
consistente pelas práticas americanas na área da atenção à saúde. A alta tecnologia e capacitação
necessariamente diferenciadas desta área assistencial chamaram a atenção de grupos farmacêuticos,
fornecedores de tecnologia médico-hospitalar e grupos hospitalares.
Em um período relativamente curto surgiram as chamadas Unidades de Tratamento
Intensivo (UTIs) ou Centros de Tratamento Intensivo (CTIs), locais de grande especialização e
tecnologia, identificados como espaços laborais destinados a profissionais médicos e de
Enfermagem com grande diferenciação de conhecimento, grande habilidade e destreza para a
realização de procedimentos que, em muitos momentos, representavam a diferença entre a vida e a
morte.
A Política Nacional de Atenção ao Paciente Crítico instituída na Portaria GM/MS nº
1.071 de 04 de julho de 2005, diz que a terapia intensiva deve se inserir no processo assistencial em
conformidade com os princípios de integralidade, equidade e universalidade assistencial, tanto no
âmbito hospitalar quanto do próprio sistema de saúde. E para que isso aconteça exige a conformação
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de uma rede assistencial (hospitalar e extra-hospitalar) organizada que incorpore a linha de cuidado
integral e a humanização assistencial.
O atendimento ao paciente crítico deve ser oferecido dentro de condições técnicas,
instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência
especializada na área de terapia intensiva. Para isso os profissionais devem ser sempre alvo de
educação continuada como assegura a portaria anteriormente citada.
Todos os membros da equipe têm a mesma importância, toda atividade realizada por cada
um é indispensável. Esta equipe geralmente é formada por enfermeiros, técnicos de enfermagem,
médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos.

Qualquer pessoa pode trabalhar em uma Unidade de Terapia Intensiva?

As atividades de Enfermagem na UTI devem ser desempenhadas por pessoal treinado. O


conhecimento e a certeza de que deva existir um treinamento sistematizado, visando a uma melhor
prestação de serviço, não tem sido suficiente para se estabelecer meios que assegurem um bom
cuidado de Enfermagem ao paciente (GOMES, 2003).
Cada profissional da Enfermagem tem sua função. O atendente de enfermagem que ainda
existe em muitos hospitais, é responsável, por exemplo, pela limpeza, montagem, encaminhamento
para esterilização dos equipamentos. O técnico realiza os cuidados com o paciente, fazendo suas
devidas anotações no prontuário e o Enfermeiro gerencia a equipe, além de cuidar e evoluir o
paciente já que ele tem respaldo para estas tarefas. O técnico pode realizar a função de secretário de
Enfermagem. Ele vai controlar o estoque, encaminhar altas. Fazer os pedidos no almoxarifado e
farmácias, as tarefas mais burocráticas dentro da unidade.

A ASSISTÊNCIA HUMANIZADA AO PACIENTE CRÍTICO

O cuidado em enfermagem, nesta concepção de colocar-se no lugar do outro, aproxima-se


das ideias do humanismo latino ao identificar os seres humanos pela sua capacidade de colaboração
e de solidariedade para com o próximo. Deste modo, prestar cuidado quer na dimensão pessoal quer
na social é uma virtude que integra os valores identificadores da profissão da enfermagem. Assim,
compartilhar com as demais pessoas experiências e oportunidades, particularmente as que
configuram o bem maior, a vida, constitui um dos fundamentos dos humanistas, que se apresenta
na essência do cuidado de enfermagem.
O cuidado significa desvelo, solicitude, diligência, zelo, atenção e se concretiza no contexto
da vida em sociedade. Cuidar implica colocar-se no lugar do outro, geralmente em situações
diversas, quer na dimensão pessoal, quer na social. É um modo de estar com o outro, no que se
refere a questões especiais da vida dos cidadãos e de suas relações sociais, dentre estas o nascimento,
a promoção e a recuperação da saúde e a própria morte. Compreender o valor do cuidado de
enfermagem requer uma concepção ética que contemple a vida como um bem valioso em si,
começando pela valorização da própria vida para respeitar a do outro em sua complexidade, suas
escolhas, inclusive a escolha da enfermagem como uma profissão (Souza et al, 2005).
A Enfermagem é a profissão responsável, digamos assim, pelo cuidar do paciente. Esse
cuidado humano tem muitos significados e interpretações, tem dimensões variadas. O que será e
como se dá o cuidado ou assistência humanizada ao paciente crítico, que na maioria das vezes está
sedado, em coma, inconsciente? A atenção a este paciente nestas condições precisa realmente ser
humanizada?

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ÉTICA E BIOÉTICA EM TERAPIA INTENSIVA

Ética é o conjunto de princípios morais que regem os direitos e deveres de um indivíduo ou


de uma organização.
A Bioética é uma ética aplicada na área da Ciência da vida e da ciência gera muitos conflitos
na prática, os profissionais precisam estar norteados por um pensamento ético para que a sua ação
seja um ato que não fira a integridade do cidadão que receberá a assistência.
Para trabalhar na área de saúde prestando assistência às pessoas que necessitam tanto desse cuidado,
que estão vulneráveis e muitas vezes em risco iminente de morte não é necessário apenas ter
conhecimento científico, biológico. É muito importante e necessário conhecer os valores humanos.
Quem nunca passou por uma situação no campo de trabalho em que se questionou se aquele
procedimento, aquela ação que estava fazendo estava correto, se era ético?
Nas unidades de terapia intensiva diariamente deparamos com pessoas no fim da vida.
E nesses momentos podemos refletir sobre:
• Qualidade de vida
• Dignidade no processo de morrer
• Autonomia nas escolhas em relação à própria vida nos seus momentos finais.

O cuidado se manifesta na preservação do potencial saudável dos cidadãos e depende de


uma concepção ética que contemple a vida como um bem valioso em si. Por ser um conceito de
amplo espectro, pode incorporar diversos significados. Ora quer dizer solidarizar- se, evocando
relacionamentos compartilhados entre cidadãos em comunidades, ora, dependendo das
circunstâncias e da doutrina adotada, transmite uma noção de obrigação, dever e compromisso
social (Souza et al, 2005).

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI

Equipamentos de Proteção Individual ou EPIs são quaisquer meios ou dispositivos que


podem ser utilizados por um profissional contra possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou
segurança durante o exercício de uma determinada atividade.
Um equipamento de proteção individual pode ser constituído por vários meios ou
dispositivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos.
O uso deste tipo de equipamento só deverá ser contemplado quando não for possível tomar medidas
que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. Ou seja,
inicialmente, o que é mais importante é eliminar ou tentar diminuir os riscos do ambiente de
trabalho.
O uso desses equipamentos tem que ser regulamentado e no Brasil a NR 6 é a norma
regulamentadora destes.
Alguns exemplos de EPI: capacetes, abafadores de ruído, máscaras, óculos, viseiras, sapatos,
botinas, botas, luvas. Para os profissionais de saúde o uso desses equipamentos éindispensável
porque o protege de acidentes com perfuro cortantes, de secreções do paciente, de levar
microrganismos seus para o paciente e vice-versa, etc.
Os materiais como lâmina de barbear, agulhas ampolas de vidro, pontas diamantadas, lâmina
de bisturi, lancetas, espátulas e outros similares devem ser desprezados em recipientes especiais
como as caixas de perfurocortantes, pois apresentam elevados riscos de acidentes e contaminação.
A caixa deve ser preenchida até 2/3 da sua capacidade.

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TÉCNICAS DE PROFILAXIA DE INFECÇÕES

O técnico e o auxiliar de enfermagem como integrantes da equipe de enfermagem devem ter


consciência de sua atuação no processo de prevenção da infecção hospital.
Segundo Pereira (1994) algumas medidas podem ser tomadas por eles.
Tais como:
• Participar das reuniões da CCIH para tomar conhecimento e colocar em prática as normas e
rotinas que foram padronizadas na unidade visando à proteção do paciente e a sua;
• Participar de treinamento/reciclagem sobre procedimentos de risco, prevenção
• de IH;
• Conhecer e colocar em prática as normas para desinfecção do centro cirúrgico,
• UTI e outras unidades mais especializadas;
• Auxiliar no controle de fluxo de pacientes, visitas, de
material esterilizado/contaminado, de lixo hospitalar e de rouparia;
• Ter especial atenção com manuseio de material descartável e esterilizado;
• Dar atenção especial aos equipamentos de proteção individual e coletiva, ao emprego de
técnicas assépticas, ao manuseio de produtos químicos.
• Adquirir o hábito de lavar as mãos.

• Técnica de lavagem das mãos:

Disponível em: http://hsm.gpsaude.pt

O ambiente hospitalar é contaminado por si próprio, possui um grande número de agentes


infecciosos e micróbios, muitas pessoas circulantes, muitos equipamentos de uso comum que são
verdadeiros veículos de infecção.

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Numa UTI onde os pacientes estão internados com queimaduras, feridas abertas, traumas,
deficiência imunológica e, ainda, são “alvo” de técnicas terapêuticas invasivas, cateterismo vesical,
mudança de decúbito, tratamento por radiação, traqueostomia, cirurgias em geral, intubação,
ventilação mecânica e outros procedimentos. Um quadro propício para instalação de infecção
nosocomial se a equipe não realizar os procedimentos com segurança e competência.
Devem-se tomar algumas precauções. Recomenda-se:
• Usar luvas quando administrar fármacos;
• Usar máscara e óculos se houver a possibilidade de respingo no rosto;
• Avental para não se sujar nem contaminar o medicamento.
Quando for arrumar o leito do paciente sempre utilizar EPIs como luvas, avental, máscara, óculos.
Ao realizar uma aspiração seja ela nasotraqueal, endotraqueal, oral ou nasal o uso de luvas é
obrigatório.
Se for aspiração endotraqueal a luva tem que ser estéril.
Ao dar banho no paciente sempre utilizar luvas, máscaras e avental.
Quando manusear SVD, SNG, cateteres, fizer coleta de materiais para exame, curativos sempre se
proteger utilizando EPIs.
Segundo Santos (2003) os agentes infecciosos mais encontrados em ambiente hospitalar e que são
causadores de infecção são:
• Em cateter periférico: Staphylococcus aureus, Cândida sp;
• Em cateter central: Staphylococcus aureus, Enterococcus, bacilos gram-negativo e aeróbicos como
Klebsiella sp e Pseudomonas.
• Cateter de longa permanência: Staphylococcus aureus, Enterobacter.
• Nas infusões endovenosas contaminadas geralmente encontramos Enterobacter,
Klebsiella, Pseudomonas e Cândida.

Infecção por Staphylococcus aureus:

Foliculite causada por Psedomonas:

TÉCNICA DE COLETA DE MATERIAL PARA EXAMES LABORATORIAIS

Urina I

MATERIAL:

• Cuba rim
• Recipiente para coleta
• Saco plástico
• Luvas
Passos:
1. Lavar as mãos
2. Reunir o material e levar para próximo do paciente
3. Explicar procedimento e finalidade
4. Solicitar que o paciente faça a higiene íntima com água e sabão (se tiver em
condições)
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5. Orientar desprezar primeiro jato de urina e colher o restante (10 a 20 mL)
6. Calçar luvas
7. Passar urina para o recipiente
8. Tirar luvas
9. Lavar mãos
10. Anotar e identificar o paciente no recipiente que deverá ser enviado ao laboratório.

Urocultura

A urocultura é o exame de escolha para a confirmação da Infecção do trato urinário, porém


sua confiabilidade depende da coleta adequada de urina (o trato urinário é estéril, com exceção da
uretra anterior, podendo ocorrer resultados duvidosos por contaminação da amostra).
Deve-se realizar uma rigorosa assepsia com água e sabão, e, depois de retirado o excesso, o material
colhido deve ser enviado imediatamente para semeadura.

Disponível em: http://www.albanesi.it

Com a proximidade do ânus da uretra a possibilidade de infecção urinária é maior. Ao fazer a coleta
de urina deve-se prestar bastante cuidado para não contaminar a amostra.

Coleta de urina - jato médio para urocultura.

Material:
• Recipiente esterilizado
• Luva
• Sabão e água
• Cuba rim
• Pinça
• Cuba redonda com gazes
• Saco plástico
• Comadre
• Papel toalha
• Biombo
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Passos:
1. Lavar as mãos
2. Explicar o procedimento ao paciente, se o paciente estiver acordado e consciente
perguntar se está com vontade de urinar. Se não tiver, oferecer água.
3. Colocar o material próximo ao leito 5. Isolar o paciente com biombo
6. Colocá-lo em posição ginecológica
7. Calçar luva
8. Abrir o pacote de material
9. Colocar comadre
10. Limpar genitais com água e sabão
11. Pedir para o paciente urinar
12. Colher de 5 a 10 mL
13. Tirar a luva
14. Lavar as mãos.

Se o paciente estiver com SVD deve-se:


1. Fechar a SVD
2. Fazer a coleta no local indicado que fica na sonda depois deste ter sido desinfectado com
PVPI tópico ou álcool a 70%.
3. Utilizar campo e material estéril.

Atenção: Jamais desconectar a bolsa de drenagem, do cateter! Se o paciente estiver com dispositivo
urinário deve-se:
1. Realizar o asseio perineal
2. Trocar todo o sistema, pois o que está em uso já se encontrará contaminado.
3. Depois de colocado novo dispositivo colher a primeira urina do sistema.

COLETA DE SANGUE

O conhecimento prático sobre coleta e as reações que poderão ocorrer durante este
procedimento são adquiridos, geralmente, através de experiências pessoais ou de informações
prestadas por outros profissionais.
Os técnicos da área de coleta de sangue sabem que as chamadas "veias difíceis" não
constituirão problema, desde que profissionais com experiência prática forneçam orientações e
detalhes sobre o procedimento mais adequado.
O sangue é considerado como um sistema complexo e relativamente constante, constituído de:
• Elementos sólidos (células sanguíneas)
• Substância líquida (soro ou plasma)
• Elementos gasosos (O e CO).
Para obtê-lo, o procedimento é conhecido como punção venosa, venipunção ou flebotomia.

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Sangue I
Sangue I é o hemograma que serve para avaliar as células sanguíneas do paciente. MATERIAL:
• 1 par de luvas de procedimento
• Scalp 21 ou 23, ou agulha 30 x 7
• Seringa 10 ml
• Garrote
• 2 bolas de algodão
• Álcool 70 %
• Tubos para coleta Passos:

1. Explicar o procedimento ao paciente.


2. Receber os frascos de exames, certificando o nome correto do paciente.
3. Certificar-se que o paciente se encontra em jejum, quando necessário para o exame
solicitado.
4. Lavar as mãos. Paramentar-se com equipamento de proteção individual (EPI) adequado
(luva de procedimento, óculos de proteção e/ou avental).
5. Manter todo material de procedimento próximo ao leito.
6. Verificar as condições de acesso venoso, selecionando a mais adequada. Garrotear próximo
ao local selecionado.
7. Realizar anti-sepsia, com algodão e álcool 70%, friccionando com movimento único de
baixo para cima, aguardando o tempo de secagem.
8. Realizar a punção venosa, com o bisel da agulha voltado para cima.
9. Retirar o garrote, logo após o início da introdução do sangue no 1º tubo, continuar a coleta
com os demais tubos, se for o caso.
10. Realizar inversões delicadas (mínimo 8), nos tubos com anticoagulante (EDTA).
11. Acondicionar o tubo de coleta em grade própria.
12. Retirar a agulha do local puncionado, com auxílio de algodão, exercendo pressão sobre o
local, sem dobrar o braço do paciente.

Hemocultura

MATERIAL:
1. 10 ml de PVPI tópico ou degermante
2. Se o paciente for alérgico a PVPI usar álcool a 70%
3. Bolas de algodão
4. 1 par de luvas de procedimento
5. 1 garrote
6. Seringa de 10 ml
7. 1 agulha 30 x 7 ou 30 x 6 scalp 21 ou 23
8. 1 frasco de hemocultura Passos:
A técnica é igual à de coleta de sangue I. Apenas deverá ser feito uma antissepsia mais rigorosa com
PVPI ou álcool já que é uma hemocultura e a técnica deve ser livre de contaminação.
Geralmente, colhe-se 5 ml para adulto e 1 a 2 ml para crianças.

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Glicemia Capilar

O teste de glicemia serve para avaliar os níveis glicêmicos do paciente. É uma avaliação da
glicemia direta onde se faz um teste de ponta de dedo, é possível saber no momento o valor da taxa
de açúcar no sangue, o que possibilita a detecção de uma hipoglicemia ou de uma hiperglicemia.

Cultura de Secreção

Podemos fazer a coleta de vários tipos de secreção: traqueal, vaginal, uretral, do ouvido, de
abscesso. Desse modo cada tipo de secreção tem uma técnica. O importante é que o profissional que
for fazer a coleta tem que manter a técnica asséptica, livre de contaminação para que esta não
interfira nos resultados.

• Cultura de secreção ocular, orofaringe e ouvido: o paciente não deverá alimentar-se e nem utilizar
anti-séptico bucal antes da coleta de secreção de orofaringe; e não deverá lavar os olhos antes da
coleta de secreção ocular.
• Cultura de secreção uretral, anal, vaginal e endocervical. Cultura de lesão purulenta de lesão
ulcerada de pele: o paciente não deverá estar em uso de qualquer medicação tópica.
• A fresco – secreções uretral e vaginal: o paciente não deverá estar em uso de qualquer medicação
tópica.

Casometria Arterial

A gasometria arterial é um exame feito com a punção artéria radial, perto do punho, mas
também poderá ser coletada pela artéria braquial ou femoral. Através das amostras de sangue
coletadas nestes sítios artérias pode-se medir a concentração de oxigênio e gás carbônico. É um
meio de avaliar se a ventilação a que o paciente está sendo submetido está proporcionando uma boa
oxigenação.
Também serve para monitorar a acidez do sangue.
A punção é feita pelo médico ou enfermeiro ou técnico supervisionado e treinado e é igual a uma
punção venosa, mas devem-se tomar alguns cuidados especiais como:
• Para localizar a artéria deve-se primeiro sentir o pulso

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• Como é uma artéria há uma maior facilidade para formação de hematomas e sangramentos então
depois de puncionada a artéria deve sofrer compressão para evitar esses problemas.
Os resultados anormais podem indicar doenças renais, respiratórias ou metabólicas. Os resultados
também podem estar alterados nos traumatismos, particularmente em lesões cefálicas ou cervicais
que possam afetar a respiração.
Valores de referência:
• Pressão parcial de oxigênio (PaO2) - de 75 a 100 mm Hg
• Pressão parcial de dióxido de carbono (PaCO2) - de 35 a 45 mm Hg
• pH - de 7.35 a 7.45
• Saturação de oxigênio (SaO2) - de 94% a 100%
• Bicarbonato - (HCO3) - de 22 a 26 mEq/litro
• mEq/litro = miliequivalentes por litro,
• mm Hg = milímetro de mercúrio.

Imagens da artéria femoral e radial:

Disponível em: http://www.clinicacdc.com.br

CARRO DE EMERGÊNCIA

É um carro para transporte de medicamentos e equipamentos de emergência. Então, ele deve


estar com materiais que deverão ser usados para dar assistência a este paciente em situação crítica.
É também chamado de carro de parada por ser mais utilizado em pacientes que desenvolveram ou
estão na iminência de ter uma parada cardiorrespiratória (PCR).
A quantidade de drogas e equipamentos deve ser estipulada conforme necessidade da área e
rotina institucional. Médicos e enfermeiros devem estar preparados para atender, de forma
sistematizada e padronizada, uma situação de emergência. Para que isso ocorra, o treinamento da
equipe é fundamental, e todo o material necessário para esse momento deve estar disponível de
forma imediata.
O carro deve ser composto por:
• Desfibrilador - aparelho elétrico com dois eletrodos que são colocados sobre o peito e que
descarrega eletricidade no coração quando o paciente está com batimento cardíaco alterado. O
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objetivo é dar choques no coração para que ele volte ao normal.
• Equipamento de intubação endotraqueal - Tubos de vários tamanhos, fio guia e laringoscópio (peça
achatada de metal que levanta a língua para que o tubo possa ser colocado na traquéia).
A intubação endotraqueal é o procedimento que consiste em colocar um tubo na traqueia quando a
pessoa para de respirar ou não está respirando adequadamente.
• Cateteres das veias centrais
• Drogas cardíacas - durante uma parada cardíaca, algumas drogas potentes são necessárias para fazer
com que o coração recomece a bater ou volte para um ritmo mais estável. Sulfato de epinefrina
(adrenalina), sulfato de atropina, amiodarona, bicarbonato de sódio, lidocaína, sulfato de
magnésio, procainamida, vasopressina e outras.
• Material de Proteção: Luva, Máscaras, gorros e óculos de proteção.
• Tábua de parada (prancha de cama) – é uma tábua que se estende dos ombros até a cintura do
paciente e por toda a largura da cama. Oferece um suporte firme sob as costas do paciente e é
importante para evitar perda de força de compressão, por conta do afundamento do colchão,
quando o tórax é comprimido.
• Sonda de Aspiração Traqueal e Sonda Nasogástrica
• Cateter Intravascular Periférico (Jelco 12 á 24)
• Equipo de Soro, Seringa, Agulha.
• Água Destilada, Soro Fisiológico e glicosado.
Existe uma controvérsia de quem é a responsabilidade da conferência do carro de parada, contudo
na maioria dos hospitais cabe ao Enfermeiro a responsabilidade da conferência e reposição do carro,
esta responsabilidade deve ser protocolada de modo que toda equipe tenha acesso a sua conferência.

Disponível em: http://www.ahospitalar.com.br

14
CARACTERÍSTICAS E EFEITOS DOS PRINCIPAIS MEDICAMENTOS
UTILIZADOS EM UTI

A administração de medicamentos é um dos procedimentos de Enfermagem mais complexo e que


exige do profissional:
• Conhecimentos sobre Farmacologia
• Conhecimentos sobre Matemática
• Habilidades técnicas e conhecimentos científicos para reconhecer as respostas que estes
medicamentos podem causar no paciente.
Na unidade de terapia intensiva alguns medicamentos são mais utilizados, existe um grupo de
medicamentos “básicos”, que são sempre utilizados na unidade. É necessário que o técnico de
Enfermagem os conheça. Dentre eles estão os medicamentos vasoativos, vasodilatadores,
anticoagulantes, Insulinas, citostáticos, sangue e hemoderivados.

• VASOATIVOS

Os medicamentos desta classe modificam o calibre dos vasos e, por isso, a sua diluição e dosagens
precisam ser calculadas com bastante cuidado e a administração deve ser feita por bomba de infusão
por uma via venosa central.
O acesso central se faz necessário pelo fato de que o extravasamento destes medicamentos pode
lesar a pele. Este acesso central deve ser usado exclusivamente para as drogas vasoativas. Estes
fármacos possuem algumas características específicas como:
- Início rápido de ação
- Curta duração
- Uso exclusivo venoso
- Podem causar taquicardia, hipotensão, arritmias de forma acentuada e rápida. A equipe
de Enfermagem deve prestar vigilância constante da frequência cardíaca (FC)
e pressão arterial (PA). Além de avaliar pressão venosa central (PVC), aquecimento, perfusão das
extremidades, débito urinário.

• VASOPRESSORES

As medicações DOPAMINA, NORADRENALINA E ADRENALINA são representantes dessa


classe de fármacos. Sua ação é aumentar a pressão sanguínea, por isso é usado em casos de:
- Hipotensão arterial severa
- Pós-operatório de cirurgia cardíaca
- Choque séptico
- Choque cardiogênico
Sempre que estes medicamentos forem utilizados no paciente a Enfermagem deve:
- Monitorar PA e nível de consciência
- Comunicar agitação ou confusão mental
- Controlar diurese
- Observar arritmias ou taquicardia fazendo ECG
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- Observar permeabilidade do cateter, pois se a droga extravasar pode causar necrose ou escarificação
no local da infiltração.

Dopamina
Também conhecida como REVIVAN. Apresenta-se em ampolas de 10 ml em concentração de 50
mg.

Adrenalina
Também conhecida como EPINEFRINA. Apresenta-se em ampolas de 1 ml em concentração de 1
mg. Deve ser administrada em via endovenosa, em bollus.
A adrenalina inibe a ação da insulina! Noradrenalina
Também conhecida como LEVOPHED ou NORAEPINEFRINA. Apresenta-se em ampolas de 4
ml em concentração de 1000ug/ ml.
Neste medicamento deve ser observada a presença de formação de precipitado ou mudança na
coloração, ficando castanha ou rosada deve ser desprezada.

• INOTRÓPICOS

Pacientes com insuficiência cardíaca grave, choque cardiogênico, pós-operatório de cirurgia


cardíaca podem utilizar esses fármacos, pois eles agem sobre a energia de contração das fibras
musculares.
Os representantes desta classe são: DOBUTAMINA, MILRINONE e AMRINONE.
Os cuidados da enfermagem ao paciente que faz uso destes medicamentos incluem:
- Monitorar PA, FC, ECG, PVC.
- Controlar diurese
- Vigiar velocidade da infusão
- Observar presença de flebite na inserção do cateter - observar sinais de reações alérgicas.

Dobutamina

A dobutamina é uma droga que apresenta poucos efeitos sobre a FC, aumenta a contratilidade
miocárdica e o índice cardíaco, não agindo sobre a resistência vascular e periférica. É utilizada para
melhorar o desempenho cardíaco, em pacientes com, por exemplo, choque cardiogênico e
insuficiência cardíaca congestiva (ICC).

• VASODILATADORES

São medicamentos que produzem dilatação dos vasos, especialmente das arteríolas.
Os principais são a Nitroglicerina (NTG) e o Nitroprussiato (NPS).

Nitroglicerina (ntg)
Os efeitos colaterais mais comuns são: náuseas, vômitos, cefaleia intensa, palpitação, hipotensão,
isquemia do miocárdio.Os cuidados com a PA devem ser rigorosos. Observar a presença de cianose.

Nitroprussiato de sódio (nps)


É um medicamento fotossensível e que deve, então, ser protegido da luz. Além disso, a Enfermagem
deve:
16
- Estar atenta a alterações bruscas de PA
- Caso haja cefaleia persistente administrar analgésico já prescrito
- Efeitos colaterais como hipotensão, confusão mental e até convulsões podem acontecer. Então, a
Enfermagem deve ficar atenta aos sinais que indicam a presença ou início desses efeitos.

• HEPARINA

É um anticoagulante usado em pacientes que se encontram sob risco de formação de coágulos.


A solução injetável de heparina pode ser administrada por injeção ou infusão endovenosa ou, ainda,
por via intramuscular.
Apresenta-se como uma solução aquosa estéril, contendo 5.000 ui de heparina sódica (por 1 ml e
por 0,25 ml).
A equipe de enfermagem deve observar possíveis sangramentos. É preciso tomar cuidado com as
hemorragias provenientes de feridas operatórias ou com as que se produzem nos pontos de injeção,
bem assim como em hematomas que se formam em pontos de pressão.
Geralmente é usada em casos de:
-Trombose ou ameaça de trombose
-Embolia
-Prevenção das tromboses pós-operatórias
-Infarto do miocárdio
-Heparinização do sangue em caso de necessidade de circulação extracorpórea e de rim artificial
-profilaxia E tratamento da hiperlipidemia.
• INSULINA (SUBCUTÂNEA E ENDOVENOSA)

A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas. Ela é considerada uma droga
que promove a entrada da glicose nas células, para que assim possa ser utilizada como fonte de
energia.

Existem vários tipos de insulina, com início de efeito, período de concentração máxima e
duração do efeito que variam conforme o tipo de insulina. A seleção da mais apropriada ou
combinação de diversos tipos dependem da resposta individual ao fármaco, das condições do
diabete e dos hábitos do paciente (http://www.ufpe.br/ufhc/insulina.htm).
Existem alguns tipos de insulina e a escolha vai depender da terapêutica que o paciente necessita.
O quadro abaixo mostra os quatro tipos de insulinas, o início de ação de cada uma, além do pico de
funcionamento (quando vão estar em atividade máxima no organismo) e a sua duração no organismo
do paciente.

É preciso tomar alguns cuidados com os pacientes que fazem uso deste medicamento porque podem
surgir algumas alterações como:
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-Ração local
-Reações hipoglicêmicas
-Lipodistrofia
-E até mesmo resistência ao medicamento Locais de aplicação:

É necessário fazer rodízio dos locais de aplicação da insulina para que as reações locais
como vermelhidão, formação de nódulos e dor não seja uma constante na terapêutica com insulina.
A insulinoterapia por via endovenosa é realizada com bomba de infusão nos pacientes em terapia
intensiva. É preciso seguir a risca a dosagem porque há um grande risco de desenvolver uma
hipoglicemia grave.

• SANGUE E HEMODERIVADOS

Inicialmente precisamos entender o que é a hemotransfusão?


É a transferência de sangue ou de um hemocomponente (componente do sangue) de um indivíduo
(doador) a outro (receptor). As transfusões são realizadas para aumentar a capacidade do sangue de
transportar oxigênio, para restaurar o volume sanguíneo do organismo, para melhorar a imunidade
ou para corrigir distúrbios de coagulação.
Os pacientes críticos muitas vezes estão dentro dessa situação e precisam receber sangue ou
hemoderivados.
Os hemocomponentes são:
• Concentrado de hemácias Indicação: Hemorragias, anemias.
• Concentrado de plaquetas
Indicação: Doenças neoplásicas, leucemias, procedimentos cirúrgicos e disfunção plaquetária.
• Plasma fresco congelado
Indicação: Reposição de fatores de coagulação, onde não estão disponíveis ou indicados os fatores
liofilizados, doenças hepáticas, hemorragias.
• Crioprecipitado (É a fração do plasma insolúvel em frio, obtida através do plasma fresco
congelado.).
Indicação: Deficiências de fibrinogênio, doença de Von Willebrand, deficiência de fatores de
coagulação.
Como a equipe de Enfermagem deve proceder durante a hemotransfusão? Quais são os cuidados
necessários?
18
Disponível em: http://www.hemoclinica.com.br

Quando o técnico receber a bolsa de hemocomponente para ser transfudida deve sempre conferir
o tipo de sangue da bolsa com o tipo de sangue do paciente que irá recebê-la. Conferir o nome do
paciente na bolsa e no prontuário e se é aquele hemoderivado que está mesmo prescrito para o
paciente.
• Verificar os sinais vitais.
• Lavar as mãos.
• Calçar as luvas.
• Selecionar a veia observando que a região a ser puncionada deve estar livre de lesões
cutâneas. O paciente de UTI já possui vários acessos venosos.
Neste caso utiliza-se o melhor acesso periférico que ele tiver.
• Observar as condições do produto relativas à estocagem, aspecto, validade e liberação.
• Atenção: O aquecimento do sangue antes da transfusão deve ser feito de forma controlada
em aquecedores com termômetro visível e alarme sonoro
• Fazer a rechecagem de todos os dados
• Observar o cliente durante todo o procedimento a fim de detectar sinais e sintomas de
reações adversas.
• Em caso de redução do fluxo, reposicionar agulha e observar o sistema para detectar
coágulos.
• Estar atento a sinais e alarmes dos equipamentos.
• Registrar todas as intercorrências.
Atenção: O tempo de infusão de uma bolsa não deve exceder às 4h. Após o término do processo,
retirar a etiqueta da bolsa e afixá-la no prontuário.

SEDATIVOS

São medicamentos que ao produzir um efeito calmante reduzem a ansiedade. Quase não interferem
na função mental e motora.
Os mais conhecidos são DIAZEPAN (VALIUM) e MIDAZOLAM (DORMONID).

19
ANALGÉSICOS OPIÓIDES E NÃO OPIÓIDES

A sua principal função é diminuir a dor.


Os opióides ou narcóticos são mais potentes, mas podem causar dependência. Os não- narcóticos
são a dipirona, AAS e paracetamol.

ANOTAÇÕES DE ENFERMAGEM

São anotações ou registros realizados pelos integrantes da equipe de enfermagem contendo


todas as informações do paciente, observações feitas sobre o seu estado de saúde, prescrições de
enfermagem e sua implantação, da evolução de enfermagem e de outros cuidados, entre eles a
execução das prescrições médicas.
Cada anotação deve vir acompanhada da assinatura e do número do registro do COREN e
do profissional que a realizou. Devem ser escritas de maneira clara, completa, precisa, abordando
aspectos biológicos, psicológico e espiritual (LIMA, 2006).
De acordo com Erdmann e Lentz (2006) no dia-a-dia verifica-se que as anotações de
Enfermagem, de modo geral, não são completas em relação ao cuidado integral que o paciente
necessita e recebe, e não satisfazem os requisitos necessários para sua padronização. Acredita- se
que essas falhas ocorram devido à falta de conscientização de seu valor pelo pessoal de enfermagem.
Quanto mais consciência o funcionário tiver sobre a finalidade dos registros de Enfermagem, mais
ele a fará com riqueza de conteúdo, colaborando assim, efetivamente, para a elaboração de cuidados
de Enfermagem individualizados a cada paciente.
Qual a importância das anotações de Enfermagem?
Lima (2006) coloca que existem muitos motivos que a fazem importantes tais como:
• Oferecem dados para as pesquisas na área de saúde
• Revelam como o paciente está evoluindo em seu tratamento
• Fornecem informações para outros profissionais de saúde que também tratam do paciente; é um
meio de comunicação.
• Contribuem para identificação e resolução de problemas do paciente
• Oferecem dados para o setor de contabilidade e de estatística
• Em circunstâncias ético-legais as anotações oferecem respaldo a quem executa o procedimento.
Cada instituição deve adotar um padrão específico de anotação de enfermagem, de acordo com o
serviço que oferece. Mas em geral os profissionais devem observar os seguintes aspectos no
paciente:
-Nível de consciência (sonolento e/ou confuso).
-Locomoção (acamado e deambulando)
-PA (elevada, normal e baixa)
-Anotar valores dos sinais vitais
-Mantendo jejum (colocar motivo)
-Dieta (tipo e se aceitou)
-Sono ou repouso
-Incisão cirúrgica (local, aspecto).
-Cateteres e sondas (local aspecto da secreção, drenagem).
-Venóclise e dispositivo de infusão (local e colocar se é periférico ou central)
-Eliminações urinárias e fecais (ausente, presente, horário, aspecto e/ou quantidade).
-Queixas (náuseas e/ou dor).
20
A equipe deve ter sempre a noção de que tudo que é feito e acontece com paciente deve ser
anotado no prontuário. E deve ser escrito de modo científico, legível, pois o prontuário é um
documento que é guardado por muitos anos e lhe assegura os procedimentos que fez em caso de
auditoria.
É importante lembrar que as cores de caneta que podem ser utilizadas para escrever no
prontuário são preta/azul para horário diurno e vermelho para noite. Quando for checar um
medicamento feito no paciente deve-se rubricar em cima do horário. Se a medicação não for feita
circular o horário e anotar no prontuário o motivo da não realização da mesma.
Erros como da figura acima não devem ocorrer. As anotações do prontuário devem seguir uma
padronização e ele deve ser legível e sem rasuras, não se deve usar corretivo, nem escrever a lápis,
nem deixar folhas em branco.

ASSISTÊNCIA AO PACIENTE EM PÓS-OPERATÓRIO: PRINCIPAIS


COMPLICAÇÕES E INTERVENÇÕES

O pós-operatório é um período de grande instabilidade e o paciente encontra-se num nível


de estresse fisiológico bastante elevado. Desse modo a equipe deve trabalhar para estabilizar o
paciente e evitar que as complicações do pós-operatório se instalem, além de, aliviar a dor e o
desconforto tão comuns neste período.
Ao avaliar o cliente a equipe de enfermagem deve incluir a observação das condições dos
sistemas neurológico, respiratório, cardiovascular e renal; suporte nutricional e de eliminações; dos
acessos venosos, drenos; ferida cirúrgica e posicionamento.
O espectro do cuidado de Enfermagem cobre uma ampla gama de atividades durante esse
período. Na fase pós-operatória imediata, o foco inclui a manutenção da via aérea do paciente,
avaliação dos efeitos dos agentes anestésicos, avaliação do paciente para complicações e
fornecimento do conforto e alívio para dor. Depois, as atividades de Enfermagem focalizam a
promoção da recuperação do paciente e iniciação do ensino, dos cuidados de acompanhamento e
referências essenciais para recuperação e reabilitação depois da alta (BRUNNER, 2005).
Segundo Brunner (2005) alguns fatores influenciam a saúde do paciente no pós- operatório.
Tais como: estado nutricional e hídrico, uso de droga ou álcool, estado respiratório, estado
cardiovascular, funções hepática e renal, função endócrina, função imune, uso prévio de
medicamentos, fatores psicossociais.

• PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA CARDÍACA

Muitos leitos de UTI são destinados aos pacientes que passaram por uma cirurgia cardíaca. Em geral
são procedimentos muitos delicados e que tem um grande risco de complicações por isso a equipe
deve estar treinada para prestar uma assistência específica e de qualidade.
Segundo Machado (2004) ao ser admitido na unidade de tratamento intensivo a cada 4-12 horas
deve ser realizada uma avaliação sistemática completa, que determinará a evolução do paciente no
pós-operatório, comparando com estado pré-operatório e observando as alterações desde o início da
cirurgia.
O cuidado deve ser intenso porque em geral ele vem da sala de cirurgia ainda sob efeito da anestesia
geral e em um quadro bastante instável.
Deve-se então avaliar os seguintes parâmetros:
1. Nível de consciência
2. Estado cardíaco: frequência cardíaca (FC), pressão venosa central (PVC), pressão
21
arterial (PA).
3. Estado respiratório; presença de ruídos respiratórios, frequência respiratória,
saturação de oxigênio.
4. Estado vascular periférico: pulso, coloração cutânea, temperatura, presença de
edemas.
5. Função renal: débito urinário, coloração.
6. Estado hidroeletrolítico: ingestão, eliminação de todas as drenagens.
7. Dor

As complicações mais frequentes no pós-operatório de cirurgia cardíaca são:


• Complicação da função cardíaca pela diminuição do débito cardíaco devido a perdas sanguíneas
• Alteração do volume líquido e do equilíbrio eletrolítico devido à alteração do volume sanguíneo
circulante
• Dor
• Embolia
• Distúrbios de coagulação
• Alteração da perfusão renal
• Hipertermia devido à infecção ou síndrome de periocardiotomia.

PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA UROLÓGICA

A cirurgia urológica envolve procedimentos realizados nos rins, ureteres, bexiga, uretra e órgãos
genitais masculinos. Os principais procedimentos cirúrgicos são:
• Nefrectomia: remoção de um rim.
• Ureterostomia cutânea: desvio da corrente urinária pela anastomose dos ureteres, a uma alça isolada
do íleo, que é exteriorizada na parede abdominal como uma ileostomia.
• Cistectomia: excisão da bexiga e estruturas adjacentes;
• Prostatectomia: é a remoção cirúrgica da glândula e sua cápsula; geralmente para tratamento de
carcinoma ou porções anormais da próstata.
O paciente deve ser avaliado principalmente em relação aos líquidos, a observação do débito
urinário nestes casos deve ser contínua para que a função renal seja mantida com o máximo de
estabilidade possível.
Após essas cirurgias urológicas a urina apresenta-se sanguinolenta, e, a seguir, adquire sua cor
normal.
Quando está prevista a drenagem de grandes quantidades de fragmentos celulares e coágulos
sanguíneos, recorre-se à irrigação contínua. Este sistema pode ser empregado para lavagem
periódica da bexiga. Deve ser fechado, contínuo e estéril para reduzir o risco de infecção.

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URESTEROSTOMIA CUTÂNEA E COLOSTOMIA NEFRECTOMIA

htp//services.epnet.com

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Os cuidados de Enfermagem são:
• Lavar bem as mãos antes de manipular sondas
• Fixar sonda com adesivo na parede lateral do abdome
• Conectar a sonda a um sistema estéril fechado
• Observar se a sonda está drenando adequadamente
• Manter o local de inserção da sonda limpo e protegido com o curativo
• Controlar e anotar volume drenado
• Incentivar a ingestão hídrica
• Cuidado para não tracionar cateter

PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA TORÁCICA

Os cuidados ao paciente em pós-operatório de cirurgia torácica objetivam aperfeiçoar a oxigenação


e a ventilação.
Os cuidados são:
• Manter o paciente em posição prescrita (em geral é Fowler)
• Aspirar secreções de maneira correta e efetiva
• Fazer exercícios respiratórios
• Trocar curativos utilizando técnicas assépticas
• Registrar a evolução da ferida operatória observando: dor, vermelhidão, edema, sangramento,
secreção purulenta, mau cheiro, área de necrose tecidual.
• Observar e comunicar: dispneia, cianose ou dor torácica.
• Controlar a infusão dos medicamentos prescritos.
• Estimular ingesta hídrica
• Incentivar a movimentação no leito e deambulação precoce.

PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS GASTRINTESTINAIS,


ABDOMINAL e ANORRETAL

A maioria dos pacientes de cirurgias desse tipo precisa de assistência em UTI. Isso porque
além de ser um tipo de cirurgia que tem potencialmente muitas complicações complexas, o risco de
infecção também é muito grande.

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São cirurgias realizadas no trato gastrintestinal, esôfago, ânus, fígado, pâncreas, vesícula biliar e
baço.
Gastrectomia: ressecção do estômago.
Pancreatectomia: é remoção parcial ou total do pâncreas.
Hepatectomia: é a ressecção de um ou mais lobo do fígado por neoplasia.
Colecistectomia: é a excisão da vesícula biliar, sendo a intervenção mais comum para remoção de
cálculos biliares.
Esplenectomia: é a remoção do baço, sem prejuízo nos adultos por não ser um órgão essencial, visto
que suas funções são também efetuadas por outros órgãos.
Proctolectomia: é a remoção do cólon e do reto, com fechamento do ânus. É utilizada comumente
para tratamento da colite ulcerativa, complicações da doença de Chron, tumores, megacólon tóxico,
abscessos e fístula. Geralmente é feita uma ileostomia permanente.
As principais complicações são:
• Distensão abdominal
• Obstrução intestinal
• Hemorragias
• Deiscência da linha de sutura
• Choque
• Problemas pulmonares
• Trombose
• Evisceração
• Íleo paralítico
• Infecção

Evisceração:

Disponível em: www.medicinaufmg.com

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Como são cirurgias do trato gastrintestinal muitas vezes haverá o uso de sonda nasogástrica (SNG)
e a equipe deve mantê-la bem posicionada, aberta (quando necessário) para drenar secreções e assim
evitar náuseas e vômitos no paciente.

Infecção em ferida operatória:

Disponível em: http://www2.uepa.br

PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA VASCULAR

De maneira geral, a cirurgia vascular envolve a retirada da obstrução através da ressecção e remoção
de trombos e êmbolos.
Trombos: corpo ou substância que obstrui total ou parcialmente um vaso.

Disponível em: http://www.ismaap.org

Êmbolos: corpo estranho na corrente sanguínea, geralmente um coágulo sanguíneo que se deslocou
do ponto original.

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Embolia pulmonar

Disponível em: http://www.drpereira.com.br

Os procedimentos mais comuns são:


• Embolectomia: retirada cirúrgica de um êmbolo de um vaso sanguíneo.
• Aneurismectomia: aneurisma é uma dilatação localizada da parede arterial e que provoca uma
alteração da forma do vaso e do fluxo sanguíneo.
A assistência vai depender do local da cirurgia. Os principais objetivos no cuidado aos pacientes
vasculares são:
• Suporte do sistema vascular •
• Estabilização hemodinâmica
• Controle da dor.
Geralmente o paciente é internado por 24 a 48 horas numa UTI, onde são monitorizados sinais vitais
e outros parâmetros hemodinâmicos; há acompanhamento do equilíbrio hídrico e eletrolítico. O
doente é mantido no respirador para facilitar as trocas gasosas. A observação do volume hídrico é
de grande importância para estabilização hemodinâmica. Pois o choque hemorrágico é muito
presente devido à perda de sangue na cirurgia ou no pós-operatório.
O paciente é posicionado em decúbito dorsal ou Trendelemburg, com cabeceira elevada em 300 a
400 e orientado a não fletir os joelhos ou quadris, na presença de enxertos abdominais ou femorais.

27
Decúbito dorsal e Trendelemburg:

Disponível em: http://www.ippb.org.br

PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA CABEÇA E PESCOÇO

Os principais procedimentos de cabeça e pescoço são:


• Tireoidectomia total: ressecção total da glândula tireoide, normalmente feita nos casos de câncer da
tireoide (SRPA).
• Tireoidectomia parcial: ressecção parcial da glândula tireoide.
• Laringectomia: ressecção da laringe (SRPA)
• Laringectomia total: retirada completa da laringe
• Hemiglossectomia: remoção do segmento lateral da língua.
Os cuidados de enfermagem à pacientes com extensa cirurgia de cabeça e pescoço requerem um
intenso monitoramento de sinais vitais (SSVV), gases sanguíneos e exames laboratoriais. É
essencial nesta e nas fases subsequentes atenção às necessidades de conforto, nutrição e
comunicação.
• A imobilização da cabeça e pescoço é essencial para evitar a flexão e hiperextensão do pescoço. O
paciente deve ser posicionado em semifowler baixa, com a cabeça elevada cerca de 30 graus.
Esta posição promove a drenagem das secreções, reduz o edema, evita a compressão nas linhas
de sutura e facilita as respirações.

• Mobilizar, estimular a tosse e respiração profunda são essenciais para evitar atelectasias e
pneumonia hipostática.
• Estimular deambulação logo que possível
• Fixar curativos sem causar desconforto
• Verificar sinais vitais atentando para intensidade dos movimentos respiratórios
• Comunicar sinais de angústia respiratória e cianose

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• Aspirar sempre que houver necessidade, usando técnica asséptica e uma sonda estéril para cada
aspiração.
• Observar sangramento no local ou sinais de hemorragia
• Trocar cânula conforme rotina
• Retirar cânula interna para lavar
• Fazer curativo
• Manter cadarço limpo e com pressão adequada
• Estimular ingesta hídrica
• Fazer higiene oral com cuidado para evitar náuseas e vômitos. Manter a boca livre de resíduos
• Observar ferida operatória

SUPORTE NUTRICIONAL DO PACIENTE CRÍTICO

A desnutrição pode se desenvolver ou encontrar-se presente em uma grande proporção de pacientes


hospitalizados e destes 50% apresentam desnutrição moderada e 5% a 10% desnutrição severa.
Preservar as defesas do organismo, a perda de massa magra, evitar deficiências de nutrientes e
melhorar o resultado clínico são quatro condições básicas que justificam um suporte nutricional
especializado. (CINTRA, 2000)
É fundamental terapia nutricional para os pacientes hospitalizados em estado crítico, pois diminui a
morbimortalidade e diminui tempo de internação em UTI, diminui taxa de infecção e ainda melhora
a cicatrização.
Existem vários tipos de terapias nutricionais de acordo com CINTRA (2000):

1. Nutrição enteral: é a administração de produtos líquidos por via oral, SNG, gastrostomia ou
jejunostomia. Apesar de ser o tipo de suporte nutricional mais fisiológico, não é isenta de
complicações. A monitorização constante dos pacientes em uso de suporte enteral é
imprescindível para reduzir o índice de complicações.

As principais complicações são:


• Náuseas e vômitos
• Cólica, empachamento, distensão abdominal e flatulência.
• Obstipação
• Diarreia

29
• Obstrução da sonda
• Saída ou migração acidental da sonda
• Erosão nasal, necrose e abscesso septonasal.
• Hiperglicemia
• Hipoglicemia
• Aspiração pulmonar

2. Nutrição parenteral: deve ser utilizada apenas e tão somente se o tratamento gastrintestinal não
puder ser utilizado em hipótese alguma. É indicada em casos de ressecção maciça do intestino
delgado, enterite, vômito e diarreia intratável.
A nutrição parenteral pode ser periférica ou central.
A NP periférica é utilizada quando o paciente necessita de NP por 7 a 10 dias e não está apresentando
quadro de desnutrição severa, sem restrição hídrica e tem bom acesso periférico. Geralmente a
punção é feita no braço ou antebraço e as soluções contêm de 5 a 10% de glicose.
Na NP central são utilizadas veias de grande calibre (subclávia ou jugular interna) e próximo ao
coração. Isto permite a administração de soluções hiperosmolares e a minimização dos
inconvenientes, pois este local apresenta intenso fluxo sanguíneo, o que dilui facilmente a solução.

Disponível em: http://www.ee.usp.br

Para prevenir a flebite nos locais de acesso é importante tomar alguns cuidados como: fazer rodízio
da punção de 48/48h, utilizar braço contralateral para a punção seguinte.

ULCERA DE DECÚBITO

A úlcera de decúbito é um dos principais problemas que pode ocorrer no paciente crítico, internado
numa unidade de tratamento intensivo. É um paciente grave, com alguns ou muitos dos seus
sistemas comprometidos, o tempo de internação é prolongado, então todo esse quadro predispõe a
formação de úlceras. E esse é um problema que deve ser evitado e que, de certa forma, medem a
30
qualidade da assistência de enfermagem prestada ao paciente.
A pele é o órgão de revestimento do corpo sendo a primeira barreira de defesa do organismo contra
agentes externos. É formada por três camadas, a epiderme, a derme e a hipoderme. Além disso,
ainda existem estruturas e tecidos adjacentes como: fáscia, músculo, tendões e ossos.

CAMADAS DA PELE:

Disponível em: http://static.hsw.com.br

Segundo Figueiredo (2006) as lesões da pele consistem em qualquer alteração estrutural ou


funcional da pele que pode ser causada por fatores intrínsecos ou extrínsecos. Os fatores intrínsecos
são:

• Desequilíbrios nutricionais, lesões resultantes de um ou mais componentes nutricionais.


• Distúrbios genéticos, lesões resultantes de uma falha no sistema genético. Exemplo: epiderme
bolhosa.
• Distúrbios patológicos: lesões desencadeadas por uma patologia. Exemplo: úlcera venosa, arterial,
diabética, lesões cancerígenas.
Como fatores extrínsecos têm:
• Agentes químicos: lesões resultantes da ação de substâncias alquilantes ou vesicantes. Por exemplo:
extravasamento de quimioterapia antineoplásica.
• Agentes físicos, lesões resultantes pela exposição a temperaturas extremas ou á energia elétrica.
• Agentes biológicos: resultantes da ação de microorganismos. Exemplo: piodermites (celulite e
furúnculo).
• Agentes mecânicos: lesões resultantes de objeto perfurocortantes, pressão, fricção, cisalhamento e
maceração.

31
De acordo com CTI as úlceras de decúbito são classificadas em:
• Estágio I: observa-se hiperemia persistente
• Estágio II: comprometimento da epiderme ou derme
• Estágio III: comprometimento do tecido subcutâneo
• Estágio IV: comprometimento do tecido muscular e/ou ósseo.
O tratamento para UP é baseado na prevenção, avaliação constante da pele do paciente, mudanças
de decúbito, minimização da fricção da pele do paciente e escoriação, elevação cabeceira. É
necessário investir nestas medidas porque a UP aumenta a morbidade, prejudica o tratamento e
prolonga o tempo de hospitalização.

De acordo com Machado (2004) os fatores de risco são:


• Estado geral do paciente
• Mobilidade reduzida
• Peso
• Incontinência urinária e fecal
• Pressão e fricção
• Idade
• Hidratação da pele
A mesma autora afirma que na avaliação diária do paciente de UTI, a Enfermagem deve ter como
rotina para prevenir o aparecimento de escaras de decúbito:
• Avaliar as condições gerais da pele do paciente.
• Identificar fatores de risco, observando pressão, umidade e rupturas.
• Observar a presença de dor, rubor local.
• Verificar alterações isquêmicas
• Avaliar nível de mobilidade, tônus muscular.
• Avaliar estado nutricional, hidratação, imunodepressão, incontinência e traumas múltiplos.
• Registrar aspectos importantes.

Os cuidados de enfermagem podem ser:


• Fazer mudança de decúbito de 2 em 2 horas ou segundo prescrição de enfermagem
• Fazer massagem de conforto com hidratante
• Proteger saliências ósseas
• Checar as áreas mais vulneráveis
• Fazer curativo conforme prescrição médica
• Observar presença de secreções fétidas
• Utilizar colchão caixa de ovo que deverá ser prescrito pelo intensivista.

Quando for necessário fazer curativo é importante anotar a localização e o tipo do curativo (aberto,
oclusivo, compressivo, com irrigação, com drenagem, etc.); se existem presença de sinais flogísticos
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(exsudato, hiperemia, rubor, calor) e as complicações locais (dor, etc.);
Se tiver exsudato anotar aspecto, coloração, quantidade, consistência e/ou odor.

Úlcera sacral:

Disponível em: http://www.eerp.usp.br/

Não se esquecer de anotar a localização da ferida ou lesão e sua extensão; a caracterização


(limpo, seco, com tecido necrótico, com fibrina, etc.); as condições de pele ao redor da ferida
(hiperemia, edema, calor, coloração, algia); o tipo do curativo (oclusivo, aberto, compressivo,
limpo, seco); o horário da realização do procedimento; os materiais e produtos utilizados no
curativo; as queixas referidas pelo paciente (dor, desconforto e/ou prurido).

CUIDANDO DO PACIENTE POLITRAUMATIZADO

De acordo com Pires (2006) o paciente politraumatizado é diferente de qualquer outro tipo
de doente, pelas próprias circunstâncias que originaram seu estado; de um modo geral, em uma
pessoa hígida e com saúde, até que, subitamente, devido a algum tipo de acidente, passou a se
encontrar em estado grave, necessitando de assistência médica imediata, sem que se encontrasse
preparado de maneira alguma para tal situação. Por outro lado, o paciente politraumatizado,
exatamente por ser antes um indivíduo hígido, apresenta, caso seja salvo, uma grande possibilidade
de ter uma vida normal, justificando o investimento dos recursos na tentativa de salvá-lo.
O tratamento hospitalar ao politraumatizado inicialmente inclui a preparação do ambiente
para o paciente buscando o material de intubação, soluções salinas aquecidas, preparo dos
monitores, comunicação com a radiologia para que esta se prepare. O pessoal que recebe este tipo
de paciente deve estar paramentado para proteção individual contra hepatite, AIDS, etc., usando
avental cirúrgico, máscara, luvas e óculos de proteção.
O paciente é abordado segundo o ATLS, de maneira simples e objetiva, buscando cuidar de:

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1. Vias aéreas (imobilização cervical)

Disponível em: http://portal.ua.pt


2. Respiração e ventilação

Disponível em : www.enfeps.blogspot.com

As queimaduras se classificam de acordo com a profundidade e a extensão da área lesada, o que


determinará a sua gravidade.
1º grau: atinge a epiderme, apresenta vermelhidão da área e é acompanhada de dor. 2º grau: a lesão
atinge a epiderme e a derme, apresenta vermelhidão na área e é
acompanhada de dor e aparecimento de bolhas.
3º grau: atinge as camadas mais profundas do tecido subcutâneo. Somatório das áreas:
• Cabeça e pescoço: 9%
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• Tronco anterior 18%
• Tronco posterior 18%
• Braço 9% (cada um)
• Perna 18% (cada um)
• Períneo 1%

Classificação das queimaduras:

Disponível em: http://hon.nucleusinc.com

De acordo com Santos (2003) podemos considerar um paciente de “grande queimado” quando:
Adultos: > 75 anos, com 10 % de área corporal lesada/queimada, de acordo com a regra dos nove.
Criança: < 10 anos, também com 10 % de área corporal lesada/queimada, de acordo com a regra
dos nove. As demais faixas etárias, ou seja, entre 10 e 55 anos, apresentando 20% ou mais de área
corporal lesada/queimada, de acordo com a regra dos nove.

Regra dos nove:

Disponível em: http://www.einstein.br

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A assistência de enfermagem deve realizar cuidados bem específicos para este tipo de paciente, pois
a patologia em si causa grandes mudanças vasculares e alterações no volume do líquido corporal do
paciente, a pele lesada perde a capacidade de reter calor e de manter a temperatura corporal, grande
risco de infecções e outras complicações.
Os cuidados incluem:
• Instalar O2 se necessário, sob cateter nasal, até 3 l/min, ou sob máscara.
• Verificar SSVV e instalar oxímetro de pulso
• Lavar as áreas com SF 0,9% e mantê-las cobertas com gaze ou compressa úmida
• Puncionar acesso venoso de grosso calibre e manter hidratação venosa conforme prescrição médica
• Manter o material de intubação de fácil acesso, assim como o respirador.
• Dar continuidade ao plano de cuidados traçado pelo enfermeiro responsável
• Fazer curativo diário mantendo rigorosa técnica asséptica
• Controlar diurese

NOÇÕES GERAIS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA (VM)

Segundo Machado (2004) a ventilação mecânica é qualquer método de respiração que utiliza um
aparelho mecânico para aumentar ou satisfazer completamente as necessidades respiratórias do
paciente.
O ventilador pulmonar é definido como um dispositivo automático conectado às vias aéreas com o
objetivo de aumentar ou prover a ventilação do paciente. É o método de substituição funcional mais
utilizado em terapia intensiva.
Em linhas gerais é indicada em casos de:
• Insuficiência respiratória aguda sem doença subjacente.
• Doenças neuromusculares
• Edema pulmonar, pneumonia, asma.
• Depressão do centro respiratório.
• Falência respiratória.
• Traumatismos torácicos.

A VM pode ser do tipo: invasiva ou não-invasiva. As Indicações para Ventilação Mecânica Invasiva
são:
• Pacientes que não são capazes de manter adequada ventilação alveolar e trocas gasosas
• Pacientes que não são capazes de proteger as vias aéreas (déficit de deglutição, tosse ineficaz, com
dificuldade de eliminação de secreções)
• Pacientes com Falência Muscular respiratória
• Pacientes que falharam na adaptação da Ventilação Não-Invasiva.
• Pacientes com rebaixamento do nível de consciência.

Já a ventilação não – invasiva que se trata de um suporte ventilatório que usa Máscaras Nasais ou
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Faciais, não sendo necessária a intubação ou traqueostomia é indicada quando temos:
• Paciente colaborativo
• Paciente capaz de proteger as vias aéreas e eliminar secreções
• Capacidade de adaptação às máscaras nasal ou facial
• Pressão arterial controlada

Este tipo de ventilação é mais vantajoso que o modo invasivo por que:
• Melhora troca gasosa,
• Minimiza desconforto respiratório,
• Diminui necessidade de hospitalizações,
• Reduz riscos de infecções respiratórias,
• Reduzem as lesões de vias aéreas superiores,
• Reduz tempo de hospitalização,
• Reduz morbidade e mortalidade,
• Baixo custo de terapia,
• Fácil manuseio.

Temos três tipos principais de ventilação:


1. Ventilação Controlada
Neste modo de ventilação não há participação do paciente, o aparelho determina todas as fases da
ventilação. A sensibilidade do aparelho está desligada porque o paciente não vai colaborar neste
caso.
2. Ventilação Assistida
Neste modo de ventilação, o aparelho determina o início da inspiração por um critério de pressão
ou fluxo, mas o ciclo só é iniciado com o esforço do paciente. (Sensibilidade predeterminada).

3. Ventilação assistido-controlada
Este modo permite um mecanismo duplo de disparo fornecendo maior segurança para o paciente,
pois o ciclo controlado entra sempre que o paciente não disparar o ciclo assistido. Utilizam-se
frequências respiratórias ligeiramente abaixo da frequência espontânea do paciente para que os
ciclos controlados sejam a exceção.
Segundo Machado (2004) os cuidados de enfermagem relacionados com a ventilação são:
• Controlar a existência de conexão entre o ventilador e a rede de gás, bem comoos pontos do circuito
e tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia.
• Manter o carro de urgência e o material de oxigenação, próximos ao paciente em uso de ventilação.
• Cuidado ao mobilizar o paciente, não realizando manobras bruscas para evitar pinçamento do
circuito e desconexões do ventilador o que causaria danos ao estado clínico do paciente.
• As traqueias do circuito devem estar livres de água ou qualquer outra substância para evitar
infecções respiratórias.
• Observar se os parâmetros programados estão de acordo com os prescritos e condizentes com o
quadro clínico do paciente.

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• Estar atento aos alarmes sempre que ocorram. Manter ajustados os limites máximos e mínimos
programados para os alarmes, observando com frequência os avisos ópticos e evitando confusão
em face de indicadores simultâneos.
• Avaliar nível de consciência, estado de agitação e adaptação do paciente a ventilação mecânica.
Verificar o uso de sedativos, relaxantes musculares, para conseguir uma adequada ventilação.
Ao avaliar o paciente entubado ou traqueostomizado devem ser feitas as anotações adequadas no
prontuário incluindo:
• A localização do tubo ou cânula (oral, nasal) e o tipo (traqueostomia, cricotireoidostomia, etc.);
• O tempo de permanência;
• As complicações: locais da traqueostomia (hemorragia; enfisema subcutâneo ou de mediastino;
pneumotórax, perfuração de traqueia, mediastino ou esôfago; lesão de corda vocal; aspiração do
conteúdo gástrico; rotura de laringe;) e as tardias (estenose traqueal ou subglótica; aspiração;
fístula traqueosofágica; mudança na voz; infecção; sangramento; traqueomalacia);
• As condições de permebilidade do tubo ou cânula (obstruída
desposicionamento).
• A secreção: tipo (amarela, sanguinolenta, espessa, etc.) e quantidade (pequena média e grande);
• O tipo de fixação.
PCR - PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

Pires (2006) afirma que a parada cardiopulmonar é a cessação da circulação e da respiração; é


reconhecida pela ausência de pulso e apneia em um paciente inconsciente.
O mesmo autor diz que as manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) foram introduzidas na
década de 1950, quando se verificou que a ressuscitação, após a parada cardíaca era de fato possível.
Até alguns anos atrás, nada era feito quando da ocorrência da parada cardiorrespiratória, devido a
uma crença infundada, vigente na época, de que nada poderia ser feito por esses pacientes.
Os principais sinais e sintomas que precedem uma PCR são:
• Dor torácica
• Sudorese
• Tontura
• Escurecimento visual
• Perda de consciência
• Alterações neurológicas
• Sinais de baixo débito cardíaco
• Parada de sangramento prévio
Os sinais clínicos de um paciente são: inconsciência, ausência dos movimentos respiratórios,
ausência de pulsos em grandes artérias ou ausência de sinais de circulação.
Então o que se deve fazer inicialmente ao reconhecer uma PCR?
1. Solicitar ajuda pegar material.
2. Colocar vítima em decúbito dorsal
3. Iniciar suporte básico de vida
É necessário termos um carro de parada completo com todos os equipamentos já descrito. As
medicações utilizadas são adrenalina, atropina, bicarbonato de sódio a 8,4% e 5%, dopamina,
dobutamina, amrinona, gluconato de cálcio e xilocaína.
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As manobras que serão descritas a seguir é o melhor tratamento para PCR e quando aplicadas
precocemente aumentam a sobrevida do paciente, diminuindo as sequelas cardíacas e cerebrais.
O suporte básico de vida inclui três etapas de ressuscitação cardiopulmonar:
1. Abertura das vias aéreas
2. Respiração boca-boca ou boca-nariz
3. Circulação artificial (compressão torácica externa)

Em unidades de terapia intensiva utilizam-se mais o suporte avançado que é a sequência do


primário. Nele utilizam-se equipamentos adequados para maior oxigenação e ventilação, como
ambumáscara ou intubação endotraqueal, a circulação artificial é feita com massagem cardíaca e
até mesmo desfibrilação ainda é associado uso de medicamentos e a busca do diagnóstico.
Em relação às anotações que devem constar no prontuário após a ressuscitação cardiopulmonar a
equipe deve anotar;
• O horário da detecção dos sinais de ausências de pulso (periférico e central), ausência de
movimentos respiratórios e ausência de resposta verbal e motora;
• Os sinais observados;
• A conduta tomada, exemplificando: chamado o médico, puncionado veia, etc.;
• As intervenções médicas e da enfermagem (compreensão cardíaca, instalação de máscara, punção
venosa, intubação, monitoração cardíaca, etc.);
• As respostas das ações de enfermagem;
• As condutas tomadas na transferência do paciente, se ocorrer;

Posição correta das mãos e braços:

PVC: NOÇÕES BÁSICAS


A pressão venosa é a monitorização invasiva da pressão nas grandes veias de retorno ao
coração (cava superior). Esta monitorização vai nos fornece informações sobre o volume sanguíneo
que chega ao coração, casos de hipo e hipervolemia, condições do coração de bombear o sangue e
tônus vascular.
Para montarmos uma PVC é necessário que o médico tenha feito no paciente um acesso
central (geralmente a subclávia). Após isso, peamos o equipo de PVC, uma régua de nível, suporte
para soro, soro fisiológico e fita adesiva.
Depois de reunir o material o primeiro passo é montar o equipo de PVC com o soro; depois fixamos
a fita graduada no suporte e também o equipo.
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A via mais curta deve ser fixada junto à fita graduada e a via longa é inserida no cateter central do
paciente. Para que medida de PVC saia correta o paciente deve estar em decúbito dorsal totalmente
horizontal e em posição anatômica.
Para iniciar a medida devemos marcar um nível zero que vai ser o encontro da linha axilar média
com o mamilo. Quando marcamos esse ponto (altura) ele deve ser exatamente marcado no suporte
e a partir dele é que colamos a nossa fita graduada.
O passo agora é encher a coluna d’água com SF instalado no equipo de PVC. Depois fechar a via
do soro e abrir a do paciente para poder observar a queda do líquido na coluna que está fixada no
suporte e assim medir a PVC Os valores normais de PVC em adultos são:
• 10 a 12 cm de H2O (7 a 8 mmHg)A equipe de enfermagem deve ser treinada para fazer essa
mensuração de pressão invasiva e deve realizar alguns cuidados:
• Observar sinais flogístico na inserção do cateter
• Fazer curativos com técnica asséptica sempre que necessário
• Prevenir obstrução do cateter
• Fazer controle das infusões venosas
• Comunicar ao enfermeiro valores discrepantes de PVC

CUIDADOS PÓS-MORTE

O trabalho em unidades de terapia intensiva é com pacientes críticos, com possibilidades de


complicação. E muitas vezes o paciente vem a óbito é preciso saber lidar com essa situação.
É necessário tratar este momento com ética independente de como o profissional encara a morte.
Profissionalismo e ética são fundamentais neste momento.
A equipe de Enfermagem deve permitir que os familiares tenham um tempo com o cadáver, deve
entregar à família os objetos pessoais, pedir para assinar o livro de protocolo além de identificar o
cadáver com os dados pessoais, preparar o corpo e enviar ao necrotério e fazer anotações no
prontuário.
A preparação do corpo antes de levá-lo ao necrotério inclui:
• Dar banho no leito se necessário
• Retirar sondas e drenos
• Fazer curativos se necessário
• Fazer tamponamento dos orifícios com algodão ou gaze
• Prender braços e pernas com atadura
• Colocar o cadáver identificado no saco para óbito No prontuário as anotações de enfermagem devem
conter:
• O horário que o médico constatou o óbito; o nome do médico que constatou o
óbito;
• O horário que avisou o Registro Geral do Hospital;
• O tipo de óbito (mal definido, bem definido, caso de polícia, etc.);
• A retirada de cateteres, drenos, equipamentos para suporte;
• O preparo do corpo realizado (limpeza, tamponamento, colocação de próteses,
curativo, vestimenta, identificação do corpo);
40
• Os pertences encaminhados juntamente com o corpo;
• O horário do encaminhamento do corpo ao necrotério, Instituto Médico Legal (IML), Serviço de
Verificação de Óbitos (SVO);
• O encaminhamento do prontuário do paciente ao Registro Geral do Hospital.

CUIDADOS GERAIS COM DRENOS, SONDAS, OSTOMIAS E ACESSO


CENTRAL.

O paciente internado em UTI lida com muitos procedimentos invasivos, durante a


internação permanece com: sondas, drenos, cateteres, traqueostomia, tubos de ventilação
mecânica, etc., e a equipe precisa saber cuidar desses materiais para que o paciente se restabeleça
sem sequelas.

DRENOS

Existem muitos tipos de drenos como o de penrose, de kher utilizado em cirurgias da via
biliar, dreno fechados de pressão negativa que é uma bolsa sanfonada que cria um vácuo e aspira
continuamente à secreção, dreno de tórax utilizado na cavidade torácica, para retirar pus, ar,
sangue, etc..
Os drenos devem ser cuidadosamente manipulados para que não seja alterado o fluxo das
secreções e também para que não desloque ou retire o dreno acidentalmente causando desconforto
e dor ao paciente.

DRENO DE PENROSE

DISPONÍVEL EM: http://ortopediapalmipe.com.br/

41
DRENO SANFONADO:

DISPONÍVEL EM: http://www.kalmedica.com.br

DRENO TORÁCICO:

Disponível em: http://upload.wikimedia.org/

As anotações do prontuário devem conter:


• A localização e tipo de dreno (Kher, Penrose, tórax, etc.);
• O débito (volume, cor, aspecto, etc.);
• A troca de coletor, especificando o horário;
• O aspecto de inserção (hiperemia, lesão, ressecamento, presença de exsudato, condições gerais
de pele);
• O curativo de inserção (se houver): oclusivo, aberto, limpo, seco e compressivo;
• O tipo de fixação do dreno;
• As queixas referidas pelo paciente com relação ao dreno (dor, prurido, 4 etc.).

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SONDAS
As sondas utilizadas no paciente podem ser vesical, nasogástrica, orogástrica, retal, gastrostomia,
etc.
Os cuidados de enfermagem vão depender do tipo de sonda e é importante inicialmente, observar
a localização e tipo de sonda (nasogástrica, nasoenteral, vesical, retal) e assim:

• Anotar o débito (volume, cor, aspecto, etc.). A secreção gástrica é clara e viscosa. O aspecto
marrom ou esverdeado sugere estase gástrica e refluxo de bile;
• Sempre que necessário trocar de coletor, especificando o horário;
• Observar o aspecto de inserção se há presença de hiperemia, lesão, ressecamento, quais as
condições gerais de pele.
• Fazer curativo com técnica asséptica
• Observar e anotar as queixas referidas pelo paciente com relação à sonda (dor, prurido, etc.);

SONDA DE GASTROSTOMIA

DISPONÍVEL EM: http://www.nlm.nih.gov

OSTOMIAS

A ostomia é uma intervenção cirúrgica que permite criar uma comunicação entre o órgão interno
e o exterior, com a finalidade de eliminar os dejetos do organismo. A nova abertura que se cria
com o exterior, chama-se ostoma.
Os ostomizados utilizam um dispositivo, geralmente uma bolsa, que permite recolher o conteúdo
a ser eliminado através do ostoma. Existem três tipos principais de ostomias:
• COLOSTOMIA: é um tipo de ostomia intestinal que faz a comunicação do cólon com o exterior,
também através do ostoma, no qual é acoplado a bolsa coletora no abdômen para a coleta das
fezes.

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• ILEOSTOMIA: é um tipo de ostomia intestinal que faz a combinação do íleo, a parte final e mais
larga do intestino delgado, com o exterior. As Ileostomias localizam-se sempre no lado inferior
direito do abdômen. Através do ostoma é colocada a bolsa coletora para eliminar as fezes mais
líquidas.
• UROSTOMIA (também denominada como “Desvio Urinário”): é a intervenção cirúrgica que
consiste em desviar o curso normal da urina. As semelhanças das ostomias podem ser
permanentes ou temporárias.

BOLSAS PARA OSTOMIAS:

DISPONÍVEL EM: http://home.yawl.com.br

A equipe de enfermagem ao prestar cuidados aos ostomizados deve observar:


✓ A localização e o tipo de dispositivo utilizado;
✓ O débito (características, volume, frequência, odor, cor);
✓ As características da ostomia como retração, prolapso, edema, sangramento, etc.;
✓ A higienização da ostomia (horário, intercorrências, etc.);
✓ As características da pele ao redor da ostomia (ressecada, lesada, hiperemiada,
edemaciada, presença de exsudato, etc.);
✓ O horário da troca do dispositivo coletor (bolsa, etc.);
✓ As orientações ao paciente relacionadas aos cuidados com a ostomia.
Em relação às eliminações deve anotar a frequência,
quantidade ou volume, o aspecto ou características, a consistência (fezes), a cor e o odor.

ACESSO CENTRAL

O grande tempo de internação, a terapia intravenosa de longa duração, medicamentos vesicantes,


nutrição parenteral, ausência de acesso periférico de boa qualidade são alguns dos motivos pelo qual
o paciente crítico precisa ter um acesso central feito pelo médico da equipe.
O cuidado deve ser rigoroso principalmente no controle da infecção nestes acessos que na maioria
das vezes tem muitas entradas. Então o curativo deve ser feito sempre que necessário utilizando
técnicas assépticas, usar sempre luvas ao manusear o cateter, observar presença de sinais flogísticos
(exsudato, hiperemia, rubor, calor), observarem indicativos de infecção da corrente sanguínea
como: tremores, sudorese, confusão mental, etc., complicações locais (hiperemia, flebite,
infiltração, edema, queixas álgicas, etc.).

44
Disponível em: http://www.drgarciamonaco.com.ar

Além disso, após os cuidados anotar no prontuário a localização (subclávia, pedioso, etc.) e o tipo
do procedimento (intracath, flebotomia, port-a-cath, etc.), tipo de cateter (duplo, triplo lúmen, etc.),
o tempo de permanência, os produtos utilizados no curativo realizado em inserção de cateter.

Flebite

Disponível em: http://files.splinder.com

45
REFERÊNCIAS

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Atenção ao Paciente Crítico. Disponível em http://www.sotiro.pvh.googlepages.com. Acessado em:
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