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Xangô

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Xangô

O Orixá da justiça
Definição
Xangô é a Divindade que está assentada no pólo positivo ou irradiante
da 4ª. Linha de Umbanda, que é a da Justiça Divina
Como Orixá Universal, Xangô traz a Qualidade da Justiça Divina e a
irradia o tempo todo na Criação para dar equilíbrio, estabilidade e
harmonia a tudo e a todos. É o Orixá do equilíbrio, da estabilidade e da
razão. Sustenta e ampara os seres que vivem o Sentido da Justiça de
forma equilibrada.
Origem e tradução do nome
Etimologicamente, Xangô é uma palavra de origem iorubá, onde o
sufixo "Xa", significa "senhor"; "angô" (AG + NO = "fogo oculto") e
"Gô", pode ser traduzido para "raio" ou "alma". Assim sendo,
"Xangô" significaria "senhor do fogo oculto".
Definição
Xangô é a ideologia, a decisão, a vontade, a iniciativa. É
a solidez, a organização, o trabalho, a discussão pela
melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o
levante, a vontade de vencer. Também é o sentido de
realeza, o espírito nobre das pessoas, o poder de
liderança.
Características populares
* É um orixá que faz parte das religiões de matriz africana no Brasil;
*É o orixá dos raios e da justiça, sendo justo, bondoso, forte e ágil, e não tolerando
injustiças cometidas por mentirosos e por bandidos.
*Nas religiões de matriz africana, como o candomblé, Xangô é considerado o orixá da
justiça, dos raios, do trovão e do fogo. Sua popularidade é tão grande que, em
Pernambuco, o nome “xangô” também pode designar de modo genérico o culto
religioso de matriz africana. O machado é um dos seus símbolos.
*O sincretismo religioso fez com que ele fosse relacionado com o santo católico São
Jerônimo.
Dia,cores,comidas, e preferências
DIA: Quarta-Feira
CORES: Vermelho (ou marrom) e branco
COMIDA: Begueri, prato feito à base de quiabo, camarões secos,
azeite de dendê, carne de boi e muita pimenta.
No Candomblé, é o Amalá. Não só uma comida, mas sim um ritual.
SÍMBOLOS: Oxés (machados duplos), Edún-Àrá, xerê
ELEMENTOS: Fogo (grandes chamas, raios), formações rochosas.
DOMÍNOS: Poder estatal, justiça, questões jurídicas.
SAUDAÇÃO: Kawó Kabiesilé!! (Venha saudar o Rei)
Amalá
Possui como principal comida ritual o Amalá, por isso chamada de comida de axé, que deve ser
colocado em gamela, quando possível, preparado por um filho de Xangô. Servir o Amalá é sempre
um momento de muita emoção, e deve ser de união também, é quando temos a oportunidade de
poder compartilhar do axé deste Orixá, com todos os presentes, é se encher de alegrias e forças a
cada novo dia, é ter a certeza que Xangô está presente em todos os nossos momentos, nos
acompanhando em cada decisão, em cada novo passo em nossa vida diária.
Quando for servido em um Xirê, o preparo do Amalá deve iniciar no dia anterior, com a maceração
da mostarda (macerada para reduzir o amargo, característico da folha), para no dia seguinte um
filho de Xangô (se houver) fazer o preparo do pirão (preparado a partir de farinha de mandioca
crua) e do molho para ser servido. O molho, com a mostarda (folha) é servido sobre o pirão.
Vida Amorosa
Xangô teve três esposas, que são as Orixás de nome:

● Iansã – Outrora esposa de Ogum, que acabou encantada pelos poderes


e pela força de Xangô;
● Obá– a primeira esposa de Xangô;
● Oxum, a segunda esposa de Xangô, e antiga esposa de Oxóssi.
Oferendas
Velas brancas, vermelhas ou marrons. Flores de todas as espécies,
cerveja escura, vinho doce e licor de ambrosia são de seu gosto também.
Os melhores locais para as homenagens a Xangô são montanhas,
cachoeiras ou pedreiras.
Em outra fonte, cita-se: pedras, alguidar, pé de porco, feijão preto, cerveja
preta, vinho tinto seco, licor de ambrosia ou machado de dois gumes;
Quizilas:
Kizila ou Èèwò
Tudo aquilo que provoca uma reação contrária ao axé, dá-se o nome de kizila ou èèwò, ou seja, são as
energias contrárias a energia positiva do orixá. Estas energias negativas podem estar em alimentos,
cores, situações, animais e até mesmo na própria natureza.

Dentre elas, quiabo, camarão sem retirar a cauda e os espetos da cabeça do camarão., cágado. Algumas
casas não oferecem azeite de dendê a Xangô.
Símbolos
Seu símbolo principal é o machado de dois gumes e a balança, símbolo da justiça. Deus
do fogo, que pune aos que lhe querem mal com febres e ervas que lhe são atribuídas.
Joga sobre os inimigos sua bola de fogo através dos raios, chamadas edunara (pedra de
raio que representa o corpo de Xangô, seu símbolo por excelência, pela mitologia do
elemento procriado por um lado e que irmana Xangô a Exú por outro lado).
Arquétipos dos Filhos de Xangô

Estes nascem para ser grandes vencedores na vida. Por mais que passem pelas mais
graves humilhações, tenham de superar complicados obstáculos, sempre terão seu
nome entre as pessoas que venceram por seus talentos e fizeram história. Audaciosos e
justiceiros, não aceitam o destino como uma ilha isolada e sem saída, correm atrás do
que acreditam ser certo, mesmo quando isso não vá mexer em nada com suas vidas e
sim ajudar alguém em especial. São grandes exemplos para aqueles que se deixam
abater por qualquer coisa.
Continuação dos Arquétipos
Exelentes ouvintes, podem escutar por horas, mas querem dar a última palavra.
Isto, pois, querem ser sempre uma autoridade. As críticas diretas ou indiretas
deixam os filhos de Xangô muito aborrecidos, em geral não as tolerando.
Quando a aceitam as críticas guardam aquele momento para em uma ocasião
futura criticarem a pessoa que os criticou, mostrando, assim, que eles também
são donos da verdade e sabem ver o que os outros erraram. Ou seja, deixar
claro que a pessoa não é mais do que ele.
Final dos Arquétipos
Para diminuir os riscos de cair numa cama, precisam buscar uma vida mais saudável e
principalmente colocar para fora seus sentimentos mais humanos como medo, saudade, dor,
carência, etc. Os filhos de Xangô são reconhecidos rapidamente, pois gostam de muitas badalações,
de festas onde haja muita comida, pois possuem fama de comilões e esteticamente possuem corpo
forte, com tendência a obesidade.

Quando o assunto é trabalho, são tidos como uma pessoa difícil de lidar. Tem tudo para se destacar
em suas profissões como administração, contabilidade, direito ou comércio, de preferência que mexa
com a vida noturna da cidade em que vive. O gênio autoritário faz com que sejam odiados por muitos.
Não aceitam outra opinião que não seja a deles, a não ser que a argumentação seja forte. Por falar a
verdade, por falar tudo o que pensam doa a quem doer. Costumam criar inimigos de graça. Às vezes,
perdem o emprego por não saber controlar a língua.
São Jerônimo (Sincretismo religioso)
Costuma se dizer que São Jerônimo, que no sincretismo
religioso corresponde ao orixá Xangô, castiga os mentirosos, os
ladrões e malfeitores. Seu símbolo principal é o machado de
dois gumes e a balança, símbolo da justiça. Tudo que se refere
a estudos, a justiça, demandas judiciais e contratos, pertencem
a xangô.
São Miguel Arcanjo (Sincretismo)
Na época da escravidão no Brasil, os escravos africanos criaram uma
maneira criativa e inteligente de enganar os seus senhores. Invocavam os
seus deuses africanos sob a forma dos santos católicos: (São Miguel,
Xango) e desta forma realizava suas oferendas e cultuo-os, dentre outros.
"Em um sincretismo complexo e mais fiel, na Umbanda entende-se que
São Miguel lidera e coordena as falanges de Exu e Pomba-Gira, assim
como as leis do carma, sendo, portanto, visto também pela imagem de
Xangô, Orixá general e guerreiro."
Itans
Segundo conta a lenda, uma tarde, no lugar onde vivia, São Jerônimo se deparou
com um leão que vinha andando com três patas, uma pata levantada. Porém,
enquanto os demais se desesperaram ao avistar o leão, São Jerônimo calmamente
levantou-se e foi até o leão, que estendeu-lhe sua pata, ferida com espinhos.
Então São Jerônimo cuidou do ferimento do leão até que este se recuperasse, e a
gentileza do cuidado fez com que o leão se tornasse manso, acompanhando São
Jerônimo como se fosse um animal de estimação e servindo como protetor dos
bens daquele lugar. Eis o porquê de, em suas imagens e representações, o
tradutor da Vulgata ser ladeado por um leão, calmamente deitado aos seus pés.
Continuação
Além de o leão ser um símbolo de realeza para os iorubás, o que tornaria o
santo digno de ser sincretizado com o grande orixá rei de Oyó, uma das
cidades mais importantes à sua época, na região onde hoje se encontra a
Nigéria. Além disso, São Jerônimo é representado no alto de uma pedreira,
local onde buscou exílio, segurando uma pedra, a qual usava como
penitência quando tinha pensamentos impuros.
Outro itam
De acordo com a lenda, Xangô era o rei de Òyó - região que hoje é a Nigéria. Xangô é símbolo
do rei Deus em Benin. Conhecido por praticar uma justiça dura, justa e cega, como uma rocha,
que aliás é outro elemento que o representa: a rocha. É o deus do raio e do trovão.
Contrariamente a Ogum (Deus dos Ferreiros) que emprega o fogo artificial, Xangô manipula o
fogo em estado selvagem, o fogo que os homens não sabem utilizar. É um Orixá temido e
respeitado, é viril e violento, porém justiceiro. Costuma se dizer que Xangô castiga os
mentirosos, os ladrões e malfeitores.
Outro Itam
Quando Xangô pediu Oxum em casamento, ela disse que aceitaria com a condição
de que ele levasse o pai dela, Oxalá, nas costas para que ele, já muito velho,
pudesse assistir ao casamento. Xangô, muito esperto, prometeu que depois do
casamento carregaria o pai dela no pescoço pelo resto da vida; e os dois se
casaram. Então, Xangô arranjou uma porção de contas vermelhas e outra de contas
brancas, e fez um colar com as duas misturadas. Colocando-o no pescoço, foi dizer
a Oxum: "- Veja, eu já cumpri minha promessa. As contas vermelhas são minhas e
as brancas, de seu pai; agora eu o carrego no pescoço para sempre."
Só mais um itan
Airá, aquele que se veste de branco, foi um dia às terras do velho Oxalá para levá-lo à festa que faziam em sua cidade.
Oxalá era velho e lento, por isso Airá o levava nas costas.

Quando se aproximavam do destino, viram a grande pedreira de Xangô, bem perto de seu grande palácio. Xangô levou
Oxalufã ao cume, para dali mostrar ao velho amigo todo o seu império e poder. E foi lá de cima que Xangô avistou uma
belíssima mulher mexendo sua panela. Era Oiá! Era o amalá do rei que ela preparava!
Xangô não resistiu à tamanha tentação. Oiá e amalá! Era demais para a sua gulodice, depois de tanto tempo pela
estrada. Xangô perdeu a cabeça e disparou caminho abaixo, largando Oxalufã em meio às pedras, rolando na poeira,
caindo pelas valas. Oxalufã se enfureceu com tamanho desrespeito e mandou muitos castigos, que atingiram
diretamente o povo de Xangô.

Xangô, muito arrependido, mandou todo o povo trazer água fresca e panos limpos e ordenou que os banhassem e
trouxessem vestes novas. Oxalufã aceitou todas as desculpas e apreciou o banquete de caracóis e inhames, que por
dias o povo lhe ofereceu, mas Oxalá impôs um castigo eterno a Xangô. Ele que tanto gosta de fartar-se de boa comida,
nunca mais pode Xangô comer em prato de louça ou porcelana.

Nunca mais Xangô pode comer em alguidar de cerâmica. Xangô só pode comer em gamela de pau, como comem os
bichos da casa e o gado e como comem os escravos.

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