Dicas para Passar em Concursos Públicos
Dicas para Passar em Concursos Públicos
SANTO ANDRÉ - SP
PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ-SP
Pedagogo
(Secretaria de Assistência Social)
CÓD: SL-070MA-23
7908433236054
INTRODUÇÃO
Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução
preparou esta introdução com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.
• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você
tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma
área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área;
• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito,
determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não
pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total;
• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É
praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha
contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo;
• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto
estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque
refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.
• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses
materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais
exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame;
• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma
menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é
tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.
A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo
com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.
Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação
e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.
A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Vamos juntos!
Editora
Língua Portuguesa
1. Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)......................................................................... 7
2. Sinônimos e antônimos. Sentido próprio e figurado das palavras.............................................................................................. 09
3. Pontuação................................................................................................................................................................................... 10
4. Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, artigo, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção: emprego e
sentido que imprimem às relações que estabelecem. . ............................................................................................................. 12
5. Concordância verbal e nominal. ................................................................................................................................................ 20
6. Regência verbal e nominal.......................................................................................................................................................... 21
7. Colocação pronominal................................................................................................................................................................ 24
8. Crase........................................................................................................................................................................................... 25
Matemática
1. Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação ou radiciação com
números racionais, nas suas representações fracionária ou decimal.......................................................................................... 35
2. Mínimo múltiplo comum; Máximo divisor comum;.................................................................................................................... 39
3. Porcentagem................................................................................................................................................................................ 40
4. Razão e proporção; Regra de três simples ou composta............................................................................................................. 41
5. Equações do 1º ou do 2º graus; Sistema de equações do 1º grau............................................................................................... 43
6. Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e massa..................................................... 46
7. Relação entre grandezas – tabela ou gráfico............................................................................................................................... 51
8. Tratamento da informação – média aritmética simples.............................................................................................................. 56
9. Noções de Geometria – forma, ângulos, área, perímetro, volume, Teoremas de Pitágoras ou de Tales..................................... 58
Noções de Informática
1. MS-Windows 10: conceito de pastas, diretórios, arquivos e atalhos, área de trabalho, área de transferência, manipulação de
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arquivos e pastas, uso dos menus, programas e aplicativos, interação com o conjunto de aplicativos MS-Office 2016. ..........
2. MS-Word 2016: estrutura básica dos documentos, edição e formatação de textos, cabeçalhos, parágrafos, fontes, colunas,
marcadores simbólicos e numéricos, tabelas, impressão, controle de quebras e numeração de páginas, legendas, índices, 76
inserção de objetos, campos predefinidos, caixas de texto.........................................................................................................
3. MS-Excel 2016: estrutura básica das planilhas, conceitos de células, linhas, colunas, pastas e gráficos, elaboração de tabelas
e gráficos, uso de fórmulas, funções e macros, impressão, inserção de objetos, campos predefinidos, controle de quebras e 83
numeração de páginas, obtenção de dados externos, classificação de dados............................................................................
4. MS-PowerPoint 2016: estrutura básica das apresentações, conceitos de slides, anotações, régua, guias, cabeçalhos e roda-
pés, noções de edição e formatação de apresentações, inserção de objetos, numeração de páginas, botões de ação, anima- 90
ção e transição entre slides. . ......................................................................................................................................................
5. Correio Eletrônico: uso de correio eletrônico, preparo e envio de mensagens, anexação de arquivos...................................... 95
6. Internet: navegação na Internet, conceitos de URL, links, sites, busca e impressão de páginas................................................. 97
Editora
Conhecimentos Específicos
Editora
Definição Geral
Embora correlacionados, esses conceitos se distinguem, pois
sempre que compreendemos adequadamente um texto e o objetivo
de sua mensagem, chegamos à interpretação, que nada mais é
do que as conclusões específicas. Exemplificando, sempre que
nos é exigida a compreensão de uma questão em uma avaliação,
a resposta será localizada no próprio no texto, posteriormente,
ocorre a interpretação, que é a leitura e a conclusão fundamentada
em nossos conhecimentos prévios.
Compreensão de Textos
Resumidamente, a compreensão textual consiste na análise do
“A Constituição garante o direito à educação para todos e a
que está explícito no texto, ou seja, na identificação da mensagem.
inclusão surge para garantir esse direito também aos alunos com
É assimilar (uma devida coisa) intelectualmente, fazendo uso
deficiências de toda ordem, permanentes ou temporárias, mais ou
da capacidade de entender, atinar, perceber, compreender.
menos severas.”
Compreender um texto é apreender de forma objetiva a mensagem
transmitida por ele. Portanto, a compreensão textual envolve a
A partir do fragmento acima, assinale a afirmativa incorreta.
decodificação da mensagem que é feita pelo leitor. Por exemplo,
(A) A inclusão social é garantida pela Constituição Federal de
ao ouvirmos uma notícia, automaticamente compreendemos
1988.
a mensagem transmitida por ela, assim como o seu propósito
(B) As leis que garantem direitos podem ser mais ou menos
comunicativo, que é informar o ouvinte sobre um determinado
severas.
evento.
(C) O direito à educação abrange todas as pessoas, deficientes
ou não.
Interpretação de Textos
(D) Os deficientes temporários ou permanentes devem ser
É o entendimento relacionado ao conteúdo, ou melhor, os
incluídos socialmente.
resultados aos quais chegamos por meio da associação das ideias
(E) “Educação para todos” inclui também os deficientes.
e, em razão disso, sobressai ao texto. Resumidamente, interpretar
é decodificar o sentido de um texto por indução.
Comentário da questão:
A interpretação de textos compreende a habilidade de se
Em “A” o texto é sobre direito à educação, incluindo as pessoas
chegar a conclusões específicas após a leitura de algum tipo de
com deficiência, ou seja, inclusão de pessoas na sociedade. =
texto, seja ele escrito, oral ou visual.
afirmativa correta.
Grande parte da bagagem interpretativa do leitor é resultado
Em “B” o complemento “mais ou menos severas” se refere à
da leitura, integrando um conhecimento que foi sendo assimilado
“deficiências de toda ordem”, não às leis. = afirmativa incorreta.
ao longo da vida. Dessa forma, a interpretação de texto é subjetiva,
Em “C” o advérbio “também”, nesse caso, indica a inclusão/
podendo ser diferente entre leitores.
adição das pessoas portadoras de deficiência ao direito à educação,
além das que não apresentam essas condições. = afirmativa correta.
Exemplo de compreensão e interpretação de textos
Em “D” além de mencionar “deficiências de toda ordem”, o
Para compreender melhor a compreensão e interpretação de
texto destaca que podem ser “permanentes ou temporárias”. =
textos, analise a questão abaixo, que aborda os dois conceitos em
afirmativa correta.
um texto misto (verbal e visual):
Em “E” este é o tema do texto, a inclusão dos deficientes. =
FGV > SEDUC/PE > Agente de Apoio ao Desenvolvimento Esco-
afirmativa correta.
lar Especial > 2015
Português > Compreensão e interpretação de textos
Resposta: Logo, a Letra B é a resposta Certa para essa questão,
visto que é a única que contém uma afirmativa incorreta sobre o
texto.
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a solução para o seu concurso!
LÍNGUA PORTUGUESA
Compreender um texto trata da análise e decodificação do que =Detecção de características e pormenores que identifiquem o
de fato está escrito, seja das frases ou das ideias presentes. Inter- texto dentro de um estilo de época
pretar um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao
conectar as ideias do texto com a realidade. Interpretação trabalha Principais características do texto literário
com a subjetividade, com o que se entendeu sobre o texto. Há diferença do texto literário em relação ao texto referencial,
Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qual- sobretudo, por sua carga estética. Esse tipo de texto exerce uma
quer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua ideia linguagem ficcional, além de fazer referência à função poética da
principal. Compreender relações semânticas é uma competência linguagem.
imprescindível no mercado de trabalho e nos estudos. Uma constante discussão sobre a função e a estrutura do tex-
Quando não se sabe interpretar corretamente um texto pode- to literário existe, e também sobre a dificuldade de se entenderem
-se criar vários problemas, afetando não só o desenvolvimento pro- os enigmas, as ambiguidades, as metáforas da literatura. São esses
fissional, mas também o desenvolvimento pessoal. elementos que constituem o atrativo do texto literário: a escrita
diferenciada, o trabalho com a palavra, seu aspecto conotativo,
Busca de sentidos seus enigmas.
Para a busca de sentidos do texto, pode-se retirar do mesmo A literatura apresenta-se como o instrumento artístico de análi-
os tópicos frasais presentes em cada parágrafo. Isso auxiliará na se de mundo e de compreensão do homem. Cada época conceituou
apreensão do conteúdo exposto. a literatura e suas funções de acordo com a realidade, o contexto
Isso porque é ali que se fazem necessários, estabelecem uma histórico e cultural e, os anseios dos indivíduos daquele momento.
relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias já
citadas ou apresentando novos conceitos. Ficcionalidade: os textos baseiam-se no real, transfigurando-o,
Por fim, concentre-se nas ideias que realmente foram explici- recriando-o.
tadas pelo autor. Textos argumentativos não costumam conceder
espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas Aspecto subjetivo: o texto apresenta o olhar pessoal do artista,
entrelinhas. Deve-se ater às ideias do autor, o que não quer dizer suas experiências e emoções.
que o leitor precise ficar preso na superfície do texto, mas é fun-
damental que não sejam criadas suposições vagas e inespecíficas. Ênfase na função poética da linguagem: o texto literário mani-
pula a palavra, revestindo-a de caráter artístico.
Importância da interpretação
A prática da leitura, seja por prazer, para estudar ou para se Plurissignificação: as palavras, no texto literário, assumem vá-
informar, aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a inter- rios significados.
pretação. A leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos
específicos, aprimora a escrita. Principais características do texto não literário
Uma interpretação de texto assertiva depende de inúmeros Apresenta peculiaridades em relação a linguagem literária, en-
fatores. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos dos detalhes tre elas o emprego de uma linguagem convencional e denotativa.
presentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz
suficiente. Interpretar exige paciência e, por isso, sempre releia o Ela tem como função informar de maneira clara e sucinta, des-
texto, pois a segunda leitura pode apresentar aspectos surpreen- considerando aspectos estilísticos próprios da linguagem literária.
dentes que não foram observados previamente. Para auxiliar na
busca de sentidos do texto, pode-se também retirar dele os tópicos Os diversos textos podem ser classificados de acordo com a
frasais presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na linguagem utilizada. A linguagem de um texto está condicionada à
apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos sua funcionalidade. Quando pensamos nos diversos tipos e gêneros
não estão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira textuais, devemos pensar também na linguagem adequada a ser
aleatória, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem ne- adotada em cada um deles. Para isso existem a linguagem literária
cessários, estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento e a linguagem não literária.
defendido, retomando ideias já citadas ou apresentando novos con-
ceitos. Diferente do que ocorre com os textos literários, nos quais há
Concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo uma preocupação com o objeto linguístico e também com o estilo,
autor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço os textos não literários apresentam características bem delimitadas
para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entreli- para que possam cumprir sua principal missão, que é, na maioria
nhas. Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que das vezes, a de informar. Quando pensamos em informação, alguns
você precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental elementos devem ser elencados, como a objetividade, a transpa-
que não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecífi- rência e o compromisso com uma linguagem não literária, afastan-
cas. Ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaus- do assim possíveis equívocos na interpretação de um texto.
tão, assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes.
Gêneros Discursivos
Diferença entre compreensão e interpretação Romance: descrição longa de ações e sentimentos de perso-
A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do nagens fictícios, podendo ser de comparação com a realidade ou
texto e verificar o que realmente está escrito nele. Já a interpreta- totalmente irreal. A diferença principal entre um romance e uma
ção imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O
leitor tira conclusões subjetivas do texto.
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Homonímia e paronímia
A homonímia diz respeito à propriedade das palavras
apresentarem: semelhanças sonoras e gráficas, mas distinção de
sentido (palavras homônimas), semelhanças homófonas, mas
distinção gráfica e de sentido (palavras homófonas) semelhanças
gráficas, mas distinção sonora e de sentido (palavras homógrafas).
A paronímia se refere a palavras que são escritas e pronunciadas de
forma parecida, mas que apresentam significados diferentes. Veja
os exemplos:
– Palavras homônimas: caminho (itinerário) e caminho (verbo
caminhar); morro (monte) e morro (verbo morrer).
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2 – Utiliza-se a vírgula em casos de polissíndeto, ou seja, sempre 3 – Para iniciar fala de personagens:
que a conjunção “e” é reiterada com com a finalidade de destacar “Ele gritava repetidamente:
alguma ideia, por exemplo: – Sou inocente!”
“(…) e os desenrolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede;
e dez meses de combates, e cem dias de cancioneiro contínuo; e o Reticências
esmagamento das ruínas...” (Euclides da Cunha) 1 – Para indicar interrupção de uma frase incompleta
sintaticamente:
3 – Emprega-se a vírgula sempre que orações coordenadas “Quem sabe um dia...”
apresentam sujeitos distintos, por exemplo:
“A mulher ficou irritada, e o marido, constrangido.” 2 – Para indicar hesitação ou dúvida:
“Então... tenho algumas suspeitas... mas prefiro não revelar
O uso da vírgula é vetado nos seguintes casos: separar sujeito ainda.”
e predicado, verbo e objeto, nome de adjunto adnominal, nome
e complemento nominal, objeto e predicativo do objeto, oração 3 – Para concluir uma frase gramaticalmente inacabada com o
substantiva e oração subordinada (desde que a substantivo não seja objetivo de prolongar o raciocínio:
apositiva nem se apresente inversamente). “Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas
faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - José de Alencar).
Ponto
1 – Para indicar final de frase declarativa: 4 – Suprimem palavras em uma transcrição:
“O almoço está pronto e será servido.” “Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros -
Raimundo Fagner).
2 – Abrevia palavras:
– “p.” (página) Ponto de Interrogação
– “V. Sra.” (Vossa Senhoria) 1 – Para perguntas diretas:
– “Dr.” (Doutor) “Quando você pode comparecer?”
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Aspas
1 – Para isolar palavras ou expressões que violam norma culta, como termos populares, gírias, neologismos, estrangeirismos,
arcaísmos, palavrões, e neologismos.
“Na juventude, ‘azarava’ todas as meninas bonitas.”
“A reunião será feita ‘online’.”
CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO, ADJETIVO, NUMERAL, ARTIGO, PRONOME, VERBO, ADVÉRBIO, PREPOSIÇÃO E CON-
JUNÇÃO: EMPREGO E SENTIDO QUE IMPRIMEM ÀS RELAÇÕES QUE ESTABELECEM.
— Definição
Classes gramaticais são grupos de palavras que organizam o estudo da gramática. Isto é, cada palavra existente na língua portuguesa
condiz com uma classe gramatical, na qual ela é inserida em razão de sua função. Confira abaixo as diversas funcionalidades de cada classe
gramatical.
— Artigo
É a classe gramatical que, em geral, precede um substantivo, podendo flexionar em número e em gênero.
Observe:
Indicação de posse: antes de palavras que atribuem parentesco ou de partes do corpo, o artigo definido pode exprimir relação de
posse. Por exemplo:
“No momento em que ela chegou, o marido já a esperava.”
Na frase, o artigo definido “a” esclarece que se trata do marido do sujeito “ela”, omitindo o pronome possessivo dela.
Expressão de valor aproximado: devido à sua natureza de generalização, o artigo indefinido inserido antes de numeral indica valor
aproximado. Mais presente na linguagem coloquial, esse emprego dos artigos indefinidos representa expressões como “por volta de” e
“aproximadamente. Observe:
“Faz em média uns dez anos que a vi pela última vez.”
“Acrescente aproximadamente umas três ou quatro gotas de baunilha.”
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PREPOSIÇÃO
de em a per/por
singular o do no ao pelo
masculino
plural os dos nos aos pelos
ARTIGOS
DEFINIDOS singular a da na à pela
feminino plural as das nas às pelas
singular um dum num
masculino plural uns duns nuns
ARTIGOS
INDEFINIDOS singular uma duma numa
feminino plural umas dumas numas
— Substantivo
Essa classe atribui nome aos seres em geral (pessoas, animais, qualidades, sentimentos, seres mitológicos e espirituais). Os substantivos
se subdividem em:
Próprios ou Comuns: são próprios os substantivos que nomeiam algo específico, como nomes de pessoas (Pedro, Paula) ou lugares
(São Paulo, Brasil). São comuns os que nomeiam algo na sua generalidade (garoto, caneta, cachorro).
Primitivos ou derivados: se não for formado por outra palavra, é substantivo primitivo (carro, planeta); se formado por outra palavra,
é substantivo derivado (carruagem, planetário).
Concretos ou abstratos: os substantivos que nomeiam seres reais ou imaginativos, são concretos (cavalo, unicórnio); os que nomeiam
sentimentos, qualidades, ações ou estados são abstratos.
Substantivos coletivos: são os que nomeiam os seres pertencentes ao mesmo grupo. Exemplos: manada (rebanho de gado),
constelação (aglomerado de estrelas), matilha (grupo de cães).
— Adjetivo
É a classe de palavras que se associa ao substantivo para alterar o seu significado, atribuindo-lhe caracterização conforme uma
qualidade, um estado e uma natureza, bem como uma quantidade ou extensão à palavra, locução, oração, pronome, enfim, ao que quer
que seja nomeado.
Os tipos de adjetivos
Simples e composto: com apenas um radical, é adjetivo simples (bonito, grande, esperto, miúdo, regular); apresenta mais de um
radical, é composto (surdo-mudo, afrodescendente, amarelo-limão).
Primitivo e derivado: o adjetivo que origina outros adjetivos é primitivo (belo, azul, triste, alegre); adjetivos originados de verbo,
substantivo ou outro adjetivo são classificados como derivados (ex.: substantivo morte → adjetivo mortal; adjetivo lamentar → adjetivo
lamentável).
Pátrio ou gentílico: é a palavra que indica a nacionalidade ou origem de uma pessoa (paulista, brasileiro, mineiro, latino).
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Comparativo de inferioridade: “O gerente está menos atento número e gênero. Os pronomes podem suplantar o substantivo
do que a equipe.” ou acompanhá-lo; no primeiro caso, são denominados “pronome
Superlativo absoluto: refere-se a apenas um substantivo, substantivo” e, no segundo, “pronome adjetivo”. Classificam-se em:
podendo ser: pessoais, possessivos, demonstrativos, interrogativos, indefinidos e
– Analítico - “A modelo é extremamente bonita.” relativos.
– Sintético - “Pedro é uma pessoa boníssima.”
Pronomes pessoais
Superlativo relativo: refere-se a um grupo, podendo ser de: Os pronomes pessoais apontam as pessoas do discurso
– Superioridade - “Ela é a professora mais querida da escola.” (pessoas gramaticais), e se subdividem em pronomes do caso reto
– Inferioridade - “Ele era o menos disposto do grupo.” (desempenham a função sintática de sujeito) e pronomes oblíquos
(atuam como complemento), sendo que, para cada caso reto, existe
Pronome adjetivo um correspondente oblíquo.
Recebem esse nome porque, assim como os adjetivos, esses
pronomes alteram os substantivos aos quais se referem. Assim, CASO RETO CASO OBLÍQUO
esse tipo de pronome flexiona em gênero e número para fazer
concordância com os substantivos. Exemplos: “Esta professora é Eu Me, mim, comigo.
a mais querida da escola.” (o pronome adjetivo esta determina o Tu Te, ti, contigo.
substantivo comum professora).
Ele Se, o, a , lhe, si, consigo.
Locução adjetiva Nós Nos, conosco.
Uma locução adjetiva é formada por duas ou mais palavras,
Vós Vos, convosco.
que, associadas, têm o valor de um único adjetivo. Basicamente,
consiste na união preposição + substantivo ou advérbio. Eles Se, os, as, lhes, si, consigo.
Exemplos:
– Criaturas da noite (criaturas noturnas). Observe os exemplos:
– Paixão sem freio (paixão desenfreada). – Na frase “Maria está feliz. Ela vai se casar.”, o pronome cabível
– Associação de comércios (associação comercial). é do caso reto. Quem vai se casar? Maria.
– Na frase “O forno? Desliguei-o agora há pouco. O pronome
— Verbo “o” completa o sentido do verbo. Fechei o que? O forno.
É a classe de palavras que indica ação, ocorrência, desejo,
fenômeno da natureza e estado. Os verbos se subdividem em: Lembrando que os pronomes oblíquos o, a, os, as, lo, la, los, las,
Verbos regulares: são os verbos que, ao serem conjugados, não no, na nos, e nas desempenham apenas a função de objeto direto.
têm seu radical modificado e preservam a mesma desinência do
verbo paradigma, isto é, terminado em “-ar” (primeira conjugação), Pronomes possessivos
“-er” (segunda conjugação) ou “-ir” (terceira conjugação). Observe Esses pronomes indicam a relação de posse entre o objeto e a
o exemplo do verbo “nutrir”: pessoa do discurso.
– Radical: nutr (a parte principal da palavra, onde reside seu
significado). PESSOA DO DISCURSO PRONOME
– Desinência: “-ir”, no caso, pois é a terminação da palavra e,
tratando-se dos verbos, indica pessoa (1a, 2a, 3a), número (singular 1 pessoa – Eu
a
Meu, minha, meus, minhas
ou plural), modo (indicativo, subjuntivo ou imperativo) e tempo 2 pessoa – Tu
a
Teu, tua, teus, tuas
(pretérito, presente ou futuro). Perceba que a conjugação desse
no presente do indicativo: o radical não sofre quaisquer alterações, 3a pessoa– Seu, sua, seus, suas
tampouco a desinência. Portanto, o verbo nutrir é regular: Eu nutro;
tu nutre; ele/ela nutre; nós nutrimos; vós nutris; eles/elas nutrem. Exemplo: “Nossos filhos cresceram.” → o pronome indica que o
– Verbos irregulares: os verbos irregulares, ao contrário dos objeto pertence à 1ª pessoa (nós).
regulares, têm seu radical modificado quando conjugados e /ou
têm desinência diferente da apresentada pelo verbo paradigma. Pronomes de tratamento
Exemplo: analise o verbo dizer conjugado no pretérito perfeito Tratam-se termos solenes que, em geral, são empregados
do indicativo: Eu disse; tu dissestes; ele/ela disse; nós dissemos; em contextos formais — a única exceção é o pronome você. Eles
vós dissestes; eles/elas disseram. Nesse caso, o verbo da segunda têm a função de promover uma referência direta do locutor para
conjugação (-er) tem seu radical, diz, alterado, além de apresentar interlocutor (parceiros de comunicação). São divididos conforme o
duas desinências distintas do verbo paradigma”. Se o verbo dizer nível de formalidade, logo, para cada situação, existe um pronome
fosse regular, sua conjugação no pretérito perfeito do indicativo de tratamento específico. Apesar de expressarem interlocução
seria: dizi, dizeste, dizeu, dizemos, dizestes, dizeram. (diálogo), à qual seria adequado o emprego do pronome na segunda
pessoa do discurso (“tu”), no caso dos pronomes de tratamento, os
— Pronome verbos devem ser usados em 3a pessoa.
O pronome tem a função de indicar a pessoa do discurso (quem
fala, com quem se fala e de quem se fala), a posse de um objeto
e sua posição. Essa classe gramatical é variável, pois flexiona em
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Pronomes demonstrativos
Sua função é indicar a posição dos seres no que se refere ao tempo ao espaço e à pessoa do discurso – nesse último caso, o pronome
determina a proximidade entre um e outro. Esses pronomes flexionam-se em gênero e número.
Observe os exemplos:
“Esta caneta é sua?”
“Esse restaurante é bom e barato.”
Pronomes Indefinidos
Esses pronomes indicam indeterminação ou imprecisão, assim, estão sempre relacionados à 3ª pessoa do discurso. Os pronomes
indefinidos podem ser variáveis (flexionam conforme gênero e número) ou invariáveis (não flexionam). Analise os exemplos abaixo:
– Em “Alguém precisa limpar essa sujeira.”, o termo “alguém” quer dizer uma pessoa de identidade indefinida ou não especificada).
– Em “Nenhum convidado confirmou presença.”, o termo “nenhum” refere-se ao substantivo “convidado” de modo vago, pois não se
sabe de qual convidado se trata.
– Em “Cada criança vai ganhar um presente especial.”, o termo “cada” refere-se ao substantivo da frase “criança”, sem especificá-lo.
– Em “Outras lojas serão abertas no mesmo local.”, o termo “outras” refere-se ao substantivo “lojas” sem especificar de quais lojas se
trata.
Confira abaixo a tabela com os pronomes indefinidos:
Pronomes relativos
Os pronomes relativos, como sugere o nome, se relacionam ao termo anterior e o substituem, sendo importante, portanto, para
prevenir a repetição indevida das palavras em um texto. Eles podem ser variáveis (o qual, cujo, quanto) ou invariáveis (que, quem, onde).
Observe os exemplos:
– Em “São pessoas cuja história nos emociona.”, o pronome “cuja” se apresenta entre dois substantivos (“pessoas” e “história”) e se
relaciona àquele que foi dito anteriormente (“pessoas”).
– Em “Os problemas sobre os quais conversamos já estão resolvidos.” , o pronome “os quais” retoma o substantivo dito anteriormente
(“problemas”).
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LÍNGUA PORTUGUESA
Pronomes interrogativos
Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis cuja função é formular perguntas diretas e indiretas. Exemplos:
“Quanto vai custar a passagem?” (oração interrogativa direta)
“Gostaria de saber quanto custará a passagem.” (oração interrogativa indireta)
— Advérbio
É a classe de palavras invariável que atua junto aos verbos, aos adjetivos e mesmo aos advérbios, com o objetivo de modificar ou
intensificar seu sentido, ao adicionar-lhes uma nova circunstância. De modo geral, os advérbios exprimem circunstâncias de tempo, modo,
lugar, qualidade, causa, intensidade, oposição, aprovação, afirmação, negação, dúvida, entre outras noções. Confira na tabela:
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— Conjunção
As conjunções integram a classe de palavras que tem a função de conectar os elementos de um enunciado ou oração e, com isso,
estabelecer uma relação de dependência ou de independência entre os termos ligados. Em função dessa relação entre os termos
conectados, as conjunções podem ser classificadas, respectivamente e de modo geral, como coordenativas ou subordinativas. Em outras
palavras, as conjunções são um vínculo entre os elementos de uma sentença, atribuindo ao enunciado uma maior mais clareza e precisão
ao enunciado.
No exemplo, a conjunção “e” estabelece uma relação de adição ao enunciado, ao conectar duas orações em um mesmo período: além
de terem ouvido os pedidos de ajuda, chamaram o socorro. Perceba que não há relação de dependência entre ambas as sentenças, e que,
para fazerem sentido, elas não têm necessidade uma da outra. Assim, classificam-se como orações coordenadas, e a conjunção que as
relaciona, como coordenativa.
Neste caso, temos uma locução conjuntiva (duas palavras desempenham a função de conjunção). Além disso, notamos que o sentido
da segunda sentença é totalmente dependente da informação que é dada na primeira. Assim, a primeira oração recebe o nome de oração
principal, enquanto a segunda, de oração subordinada. Logo, a conjunção que as relaciona é subordinativa.
Conjunções subordinativas: com base no sentido construído entre as duas orações relacionadas, a conjunção subordinativa pode ser
de dois subtipos:
1 – Conjunções integrantes: introduzem a oração que cumpre a função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo,
complemento nominal ou aposto de outra oração. Essas conjunções são que e se. Exemplos:
«É obrigatório que o senhor compareça na data agendada.”
“Gostaria de saber se o resultado sairá ainda hoje.”
2 – Conjunções adverbiais: introduzem sintagmas adverbiais (orações que indicam uma circunstância adverbial relacionada à oração
principal) e se subdividem conforme a tabela abaixo:
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— Numeral
É a classe de palavra variável que exprime um número determinado ou a colocação de alguma coisa dentro de uma sequência. Os
numerais podem ser: cardinais (um, dois, três), ordinais (primeiro, segundo, terceiro), fracionários (meio, terço, quarto) e multiplicativos
(dobro, triplo, quádruplo). Antes de nos aprofundarmos em cada caso, vejamos o emprego dos numerais, que tem três principais finalidades:
1 – Indicar leis e decretos: nesses casos, emprega-se o numeral ordinal somente até o número nono; após, devem ser utilizados os
numerais cardinais. Exemplos: Parágrafo 9° (parágrafo nono); Parágrafo 10 (Parágrafo 10).
2 – Indicar os dias do mês: nessas situações, empregam-se os numerais cardinais, sendo que a única exceção é a indicação do primeiro
dia do mês, para a qual deve-se utilizar o numeral ordinal. Exemplos: dezesseis de outubro; primeiro de agosto.
3 – Indicar capítulos, séculos, capítulos, reis e papas: após o substantivo emprega-se o numeral ordinal até o décimo; após o décimo
utiliza-se o numeral cardinal. Exemplos: capítulo X (décimo); século IV (quarto); Henrique VIII (oitavo), Bento XVI (dezesseis).
Os tipos de numerais
Cardinais: são os números em sua forma fundamental e exprimem quantidades.
Exemplos: um dois, dezesseis, trinta, duzentos, mil.
– Alguns deles flexionam em gênero (um/uma, dois/duas, quinhentos/quinhentas).
– Alguns números cardinais variam em número, como é o caso: milhão/milhões, bilhão/bilhões, trilhão/trilhões, e assim por diante.
– Apalavra ambos(as) é considerada um numeral cardinal, pois significa os dois/as duas. Exemplo: Antônio e Pedro fizeram o teste,
mas os dois/ambos foram reprovados.
Ordinais: indicam ordem de uma sequência (primeiro, segundo, décimo, centésimo, milésimo…), isto é, apresentam a ordem de
sucessão e uma série, seja ela de seres, de coisas ou de objetos.
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– Os numerais ordinais variam em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Exemplos: primeiro/primeira, primeiros/
primeiras, décimo/décimos, décima/décimas, trigésimo/trigésimos, trigésima/trigésimas.
– Alguns numerais ordinais possuem o valor de adjetivo. Exemplo: A carne de segunda está na promoção.
Fracionários: servem para indicar a proporções numéricas reduzidas, ou seja, para representar uma parte de um todo. Exemplos: meio
ou metade (½), um quarto (um quarto (¼), três quartos (¾), 1/12 avos.
– Os números fracionários flexionam-se em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Exemplos: meio copo de leite,
meia colher de açúcar; dois quartos do salário-mínimo.
Multiplicativos: esses numerais estabelecem relação entre um grupo, seja de coisas ou objetos ou coisas, ao atribuir-lhes uma
característica que determina o aumento por meio dos múltiplos. Exemplos: dobro, triplo, undécuplo, doze vezes, cêntuplo.
– Em geral, os multiplicativos são invariáveis, exceto quando atuam como adjetivo, pois, nesse caso, passam a flexionar número e
gênero (masculino e feminino). Exemplos: dose dupla de elogios, duplos sentidos.
Coletivos: correspondem aos substantivos que exprimem quantidades precisas, como dezena (10 unidades) ou dúzia (12 unidades).
– Os numerais coletivos sofrem a flexão de número: unidade/unidades, dúzia/dúzias, dezena/dezenas, centena/centenas.
— Preposição
Essa classe de palavras cujo objetivo é marcar as relações gramaticais que outras classes (substantivos, adjetivos, verbos e advérbios)
exercem no discurso. Por apenas marcarem algumas relações entre as unidades linguísticas dentro do enunciado, as preposições não
possuem significado próprio se isoladas no discurso. Em razão disso, as preposições são consideradas classe gramatical dependente, ou
seja, sua função gramatical (organização e estruturação) é principal, embora o desempenho semântico, que gera significado e sentido,
esteja presente, possui um valor menor.
Preposições essenciais: são aquelas que só aparecem na língua propriamente como preposições, sem outra função. São elas: a, antes,
após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por (ou per, em dadas variantes geográficas ou históricas), sem, sob, sobre,
trás.
Exemplo 1 – ”Luís gosta de viajar.” e “Prefiro doce de coco.” Em ambas as sentenças, a preposição de manteve-se sempre sendo
preposição, apesar de ter estabelecido relação entre unidades linguísticas diferentes, garantindo-lhes classificações distintas conforme o
contexto.
Exemplo 2 – “Estive com ele até o reboque chegar.” e “Finalizei o quadro com textura.” Perceba que nas duas fases, a mesma
preposição tem significados distintos: na primeira, indica recurso/instrumento; na segunda, exprime companhia. Por isso, afirma-se que a
preposição tem valor semântico, mesmo que secundário ao valor estrutural (gramática).
Locuções prepositivas
Recebe esse nome o conjunto de palavras com valor e emprego de uma preposição. As principais locuções prepositivas são constituídas
por advérbio ou locução adverbial acrescido da preposição de, a ou com. Confira algumas das principais locuções prepositivas.
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Concordância verbal com a partícula de indeterminação do sujeito se: nesse caso, o verbo cria concordância com a 3a pessoa do
singular sempre que a oração for constituída por verbos intransitivos ou por verbos transitivos indiretos:
– «Precisa-se de cozinheiro.” e «Precisa-se de cozinheiros.”
Concordância com o elemento apassivador se: aqui, verbo concorda com o objeto direto, que desempenha a função de sujeito
paciente, podendo aparecer no singular ou no plural:
– Aluga-se galpão.” e “Alugam-se galpões.”
Concordância verbal com as expressões a metade, a maioria, a maior parte: preferencialmente, o verbo fará concordância com a 3°
pessoa do singular. Porém, a 3a pessoa do plural também pode ser empregada:
– “A maioria dos alunos entrou” e “A maioria dos alunos entraram.”
– “Grande parte das pessoas entendeu.” e “Grande parte das pessoas entenderam.”
Concordância nominal muitos substantivos: o adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo, mas
também concordar com a forma no masculino plural:
– “Casa e galpão alugado.” e “Galpão e casa alugada.”
– “Casa e galpão alugados.” e “Galpão e casa alugados.”
Concordância nominal com pronomes pessoais: o adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais:
– “Ele é prestativo.” e “Ela é prestativa.”
– “Eles são prestativos.” e “Elas são prestativas.”
Concordância nominal com adjetivos: sempre que existir dois ou mais adjetivos no singular, o substantivo permanece no singular, se
houver um artigo entre os adjetivos. Se o artigo não aparecer, o substantivo deve estar no plural:
Concordância nominal com é proibido e é permitido: nessas expressões, o adjetivo flexiona em gênero e número, sempre que
houver um artigo determinando o substantivo. Caso não exista esse artigo, o adjetivo deve permanecer invariável, no masculino singular:
– “É proibida a circulação de pessoas não identificadas.” e “É proibido circulação de pessoas não identificadas.”
– “É permitida a entrada de crianças.” e “É permitido entrada de crianças acompanhadas.”
Concordância nominal com menos: a palavra menos permanece é invariável independente da sua atuação, seja ela advérbio ou
adjetivo:
– “Menos pessoas / menos pessoas”.
– “Menos problema /menos problemas.”
Concordância nominal com muito, pouco, bastante, longe, barato, meio e caro: esses termos instauram concordância em gênero e
número com o substantivo quando exercem função de adjetivo:
– “Tomei bastante suco.” e “Comprei bastantes frutas.”
– “A jarra estava meia cheia.” e “O sapato está meio gasto”.
– “Fizemos muito barulho.” e “Compramos muitos presentes.”
Visão geral: na Gramática, regência é o nome dado à relação de subordinação entre dois termos. Quando, em um enunciado ou
oração, existe influência de um tempo sobre o outro, identificamos o que se denomina termo determinante, essa relação entre esses
termos denominamos regência.
— Regência Nominal
É a relação entre um nome o seu complemento por meio de uma preposição. Esse nome pode ser um substantivo, um adjetivo ou um
advérbio e será o termo determinante.
O complemento preenche o significado do nome, cujo sentido estaria impreciso ou ambíguo se não fosse pelo complemento.
Observe os exemplos:
“A nova entrada é acessível a cadeirantes.”
“Eu tenho o sonho de viajar para o nordeste.”
“Ele é perito em investigações como esta.”
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Na primeira frase, adjetivo “acessível” exige a preposição a, do contrário, seu sentido ficaria incompleto. O mesmo ocorre com os
substantivos “sonho“ e “perito”, nas segunda e terceira frases, em que os nomes exigem as preposições de e em para completude de seus
sentidos. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que regem. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que regem uma preposição
para que seu sentido seja completo.
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— Regência Verbal
Os verbos são os termos regentes, enquanto os objetos (direto e indireto) e adjuntos adverbiais são os termos regidos. Um verbo
possui a mesma regência do nome do qual deriva.
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COLOCAÇÃO PRONOMINAL.
A colocação do pronome átono está relacionada à harmonia da frase. A tendência do português falado no Brasil é o uso do pronome
antes do verbo – próclise. No entanto, há casos em que a norma culta prescreve o emprego do pronome no meio – mesóclise – ou após
o verbo – ênclise.
De acordo com a norma culta, no português escrito não se inicia um período com pronome oblíquo átono. Assim, se na linguagem
falada diz-se “Me encontrei com ele”, já na linguagem escrita, formal, usa-se “Encontrei-me’’ com ele.
Sendo a próclise a tendência, é aconselhável que se fixem bem as poucas regras de mesóclise e ênclise. Assim, sempre que estas não
forem obrigatórias, deve-se usar a próclise, a menos que prejudique a eufonia da frase.
Próclise
Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo.
Ênclise
Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo.
Verbo no início da oração, desde que não esteja no futuro do indicativo: Trago-te flores.
Verbo no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me a verdade!
Verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido pela preposição em: Saí, deixando-a aflita.
Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a. Com outras preposições é facultativo o emprego de ênclise ou próclise: Apres-
sei-me a convidá-los.
Mesóclise
Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.
É obrigatória somente com verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito que iniciam a oração.
Dir-lhe-ei toda a verdade.
Far-me-ias um favor?
Se o verbo no futuro vier precedido de pronome reto ou de qualquer outro fator de atração, ocorrerá a próclise.
Eu lhe direi toda a verdade.
Tu me farias um favor?
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Colocação do pronome átono nas locuções verbais Perceba que a incidência da crase está sujeita à presença de
duas vogais a (preposição + artigo ou preposição + pronome) na
Verbo principal no infinitivo ou gerúndio: Se a locução verbal construção sintática.
não vier precedida de um fator de próclise, o pronome átono deve-
rá ficar depois do auxiliar ou depois do verbo principal. Técnicas para o emprego da crase
Exemplos: 1 – Troque o termo feminino por um masculino, de classe
Devo-lhe dizer a verdade. semelhante. Se a combinação ao aparecer, ocorrerá crase diante da
Devo dizer-lhe a verdade. palavra feminina.
Exemplos:
Havendo fator de próclise, o pronome átono deverá ficar antes “Não conseguimos chegar ao hospital / à clínica.”
do auxiliar ou depois do principal. “Preferiu a fruta ao sorvete / à torta.”
Exemplos: “Comprei o carro / a moto.”
Não lhe devo dizer a verdade. “Irei ao evento / à festa.”
Não devo dizer-lhe a verdade.
2 – Troque verbos que expressem a noção de movimento (ir, vir,
Verbo principal no particípio: Se não houver fator de próclise, chegar, voltar, etc.) pelo verbo voltar. Se aparecer a preposição da,
o pronome átono ficará depois do auxiliar. ocorrerá crase; caso apareça a preposição de, o acento grave não
Exemplo: Havia-lhe dito a verdade. deve ser empregado.
Exemplos:
Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará antes do “Vou a São Paulo. / Voltei de São Paulo.”
auxiliar. “Vou à festa dos Silva. / Voltei da Silva.”
Exemplo: Não lhe havia dito a verdade. “Voltarei a Roma e à Itália. / Voltarei de Roma e da Itália.”
Haver de e ter de + infinitivo: Pronome átono deve ficar depois 3 – Troque o termo regente da preposição a por um que
do infinitivo. estabeleça a preposição por, em ou de. Caso essas preposições não
Exemplos: se façam contração com o artigo, isto é, não apareçam as formas
Hei de dizer-lhe a verdade. pela(s), na(s) ou da(s), a crase não ocorrerá.
Tenho de dizer-lhe a verdade. Exemplos:
“Começou a estudar (sem crase) – Optou por estudar / Gosta
Observação de estudar / Insiste em estudar.”
Não se deve omitir o hífen nas seguintes construções: “Refiro-me à sua filha (com crase) – Apaixonei-me pela sua
Devo-lhe dizer tudo. filha / Gosto da sua filha / Votarei na sua filha.”
Estava-lhe dizendo tudo. “Refiro-me a você. (sem crase) – Apaixonei-me por você /
Havia-lhe dito tudo. Gosto de você / Penso em você.”
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1. FCC - 2022 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Biblio- O luar continua sendo uma graça da vida, mesmo depois que
teconomia- O rio de minha terra é um deus estranho. o pé do homem pisou e trocou em miúdos a Lua, mas o tatu pensa
Ele tem braços, dentes, corpo, coração, de outra maneira. Não que ele seja insensível aos amavios do ple-
muitas vezes homicida, nilúnio; é sensível, e muito. Não lhe deixam, porém, curtir em paz
foi ele quem levou o meu irmão. a claridade noturna, de que, aliás, necessita para suas expedições
de objetivo alimentar. Por que me caçam em noites de lua cheia,
É muito calmo o rio de minha terra. quando saio precisamente para caçar? Como prover a minha sub-
sistência, se de dia é aquela competição desvairada entre bichos,
Suas águas são feitas de argila e de mistérios. como entre homens, e de noite não me dão folga?
Nas solidões das noites enluaradas Isso aí, suponho, é matutado pelo tatu, e se não escapa do in-
a maldição de Crispim desce terior das placas de sua couraça, em termos de português, é porque
sobre as águas encrespadas. o tatu ignora sabiamente os idiomas humanos, sem exceção, além
de não acreditar em audiência civilizada para seus queixumes. A
O rio de minha terra é um deus estranho. armadura dos bípedes é ainda mais invulnerável que a dele, e não
há sensibilidade para a dor ou a problemática do tatu.
Um dia ele deixou o monótono caminhar de corpo mole Meu amigo andou pelas encostas do Corcovado, em noite de
para subir as poucas rampas do seu cais. prata lunal, e conseguiu, por artimanhas só dele sabidas, capturar
Foi conhecendo o movimento da cidade, vivo um tatu distraído. É, distraído. Do contrário não o pegaria. Es-
a pobreza residente nas taperas marginais. tava imóvel, estático, fruindo o banho de luz na folhagem, essa ou-
tra cor que as cores assumem debaixo da poeira argentina da Lua.
Pois tão irado e tão potente fez-se o rio Esquecido das formigas, que lhe cumpria pesquisar e atacar, como
que todo um povo se juntou para enfrentá-lo. quem diz, diante de um motivo de prazer: “Daqui a pouco eu vou
Mas ele prosseguiu indiferente, trabalhar; só um minuto mais, alegria da vida”, quedou-se à mercê
carregando no seu dorso bois e gente, de inimigos maiores. Sem pressentir que o mais temível deles anda-
até roçados de arroz e de feijão. va por perto, em horas impróprias à deambulação de um professor
universitário.
Na sua obstinada e galopante caminhada, − Mas que diabo você foi fazer naqueles matos, de madru-
destruiu paredes, casas, barricadas, gada?
deixando no percurso mágoa e dor. − Nada. Estava sem sono, e gosto de andar a esmo, quando
todos roncam.
Depois subiu os degraus da igreja santa Sem sono e sem propósito de agredir o reino animal, pois é de
e postou-se horas sob os pés do Criador. feitio manso, mas o velho instinto cavernal acordou nele, ao sentir
qualquer coisa a certa distância, parecida com a forma de um bicho.
E desceu devagarinho, até deitar-se Achou logo um cipó bem forte, pedindo para ser usado na caça;
novamente no seu leito. e jamais tendo feito um laço de caçador, soube improvisá-lo com
perícia de muitos milhares de anos (o que a universidade esconde,
Mas toda noite o seu olhar de rio nas profundas camadas do ser, e só permite que venha aflorar em
fica boiando sob as luzes da cidade. noite de lua cheia!).
(Adaptado de: MORAES, Herculano. O rio da minha Aproximou-se sutil, laçou de jeito o animal desprevenido. O
terra. Disponível em: [Link] coitado nem teve tempo de cravar as garras no laçador. Quando
agiu, já este, num pulo, desviara o corpo. Outra volta no laço. E ou-
No trecho até roçados de arroz e de feijão, o termo “até” clas- tra. Era fácil para o tatu arrebentar o cipó com a força que a natu-
sifica-se como reza depositou em suas extremidades. Mas esse devia ser um tatu
(A) pronome. meio parvo, e se embaraçou em movimentos frustrados. Ou o sere-
(B) preposição. no narrador mentiu, sei lá. Talvez o tenha comprado numa dessas
(C) artigo. casas de suplício que há por aí, para negócio de animais. Talvez na
(D) advérbio. rua, a um vendedor de ocasião, quando tudo se vende, desde o
(E) conjunção. mico à alma, se o PM não ronda perto.
Não importa. O caso é que meu amigo tem em sua casa um
tatu que não se acomodou ao palmo de terra nos fundos da casa e
tratou de abrigar longa escavação que o conduziu a uma pedreira,
e lá faz greve de fome. De lá não sai, de lá ninguém o tira. A noite
perdeu para ele seu encanto luminoso. A ideia de levá-lo para o
zoológico, aventada pela mulher do caçador, não frutificou. Melhor
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reconduzi-lo a seu hábitat, mas o tatu se revela profundamente seus altos objetivos.
contrário a qualquer negociação com o bicho humano, que pensa (C) indicar a possibilidade da transformação sistemática da dor
em apelar para os bombeiros a fim de demolir o metrô tão rapi- em franca alegria.
damente feito, ao contrário do nosso, urbano, e salvar o infeliz. O (D) personificar a complexa conjunção entre força poética e
tatu tem razões de sobra para não confiar no homem e no luar do marginalidade social.
Corcovado. (E) promover a felicidade que pode desfrutar quem não está
Não é fábula. Eu compreendo o tatu. comprometido com nada.
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. Os dias lindos. São Paulo:
Companhia das Letras, 2013) 4. FCC - 2022 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico Judiciário - Tecno-
logia da Informação-
No desfecho da crônica, o cronista revela, em relação ao tatu,
um sentimento de A independência política em 1822 não trouxe muitas novida-
(A) empatia. des em termos institucionais, mas consolidou um objetivo claro,
(B) desconfiança. qual seja: estruturar e justificar uma nova nação.
(C) superioridade. A tarefa não era pequena e quem a assumiu foi o Instituto His-
(D) soberba. tórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), que, aberto em 1838, no Rio
(E) desdém. de Janeiro, logo deixaria claras suas principais metas: construir uma
história que elevasse o passado e que fosse patriótica nas suas pro-
3. FCC - 2022 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário - Área posições, trabalhos e argumentos.
Administrativa- Para referendar a coerência da filosofia que inaugurou o IHGB,
Melancolia e criatividade basta prestar atenção no primeiro concurso público por lá orga-
nizado. Em 1844, abriam-se as portas para os candidatos que se
Desde sempre o sentimento da melancolia gozou de má dispusessem a discorrer sobre uma questão espinhosa: “Como se
fama. O melancólico é costumeiramente tomado como um ser de- deve escrever a história do Brasil”. Tratava-se de inventar uma nova
sanimado, depressivo, “pra baixo”, em suma: um chato que con- história do e para o Brasil. Foi dado, então, um pontapé inicial, e
vém evitar. Mas é uma fama injusta: há grandes melancólicos que fundamental, para a disciplina que chamaríamos, anos mais tarde,
fazem grande arte com sua melancolia, e assim preenchem a vida e com grande naturalidade, de “História do Brasil”.
da gente, como uma espécie de contrabando da tristeza que a arte A singularidade da competição também ficou associada a seu
transforma em beleza. “Pra fazer um samba com beleza é preciso resultado e à divulgação do nome do vencedor. O primeiro lugar,
um bocado de tristeza”, já defendeu o poeta Vinícius de Moraes, na nessa disputa histórica, foi para um estrangeiro − o conhecido na-
letra de um conhecido samba seu. turalista bávaro Karl von Martius (1794-1868), cientista de ilibada
Mas a melancolia não para nos sambas: ela desde sempre importância, embora novato no que dizia respeito à história em
anima a literatura, a música, a pintura, o cinema, as artes todas. geral e àquela do Brasil em particular − , o qual advogou a tese de
Anima, sim: tanto anima que a gente gosta de voltar a ver um bom que o país se definia por sua mistura, sem igual, de gentes e po-
filme melancólico, revisitar um belo poema desesperançado, ouvir vos. Utilizando a metáfora de um caudaloso rio, correspondente à
uma vez mais um inspirado noturno para piano. Ou seja: os artis- herança portuguesa que acabaria por “limpar” e “absorver os pe-
tas melancólicos fazem de sua melancolia a matéria-prima de uma quenos confluentes das raças índia e etiópica”, representava o país
obra-prima. Sorte deles, nossa e da própria melancolia, que é as- a partir da singularidade e dimensão da mestiçagem de povos por
sim resgatada do escuro do inferno para a nitidez da forma artística aqui existentes.
bem iluminada. A essa altura, porém, e depois de tantos séculos de vigência
Confira: seria possível haver uma história da arte que de um sistema violento como o escravocrata, era no mínimo com-
deixasse de falar das grandes obras melancólicas? Por certo se per- plicado simplesmente exaltar a harmonia. Além do mais, indígenas
deria a parte melhor do nosso humanismo criativo, que sabe fazer continuavam sendo dizimados no litoral e no interior do país.
de uma dor um objeto aberto ao nosso reconhecimento prazero- Martius, que em 1832 havia publicado um ensaio chamado “O
so. Charles Chaplin, ao conceber Carlitos, dotou essa figura huma- estado do direito entre os autóctones no Brasil”, condenando os
na inesquecível da complexa composição de fracasso, melancolia, indígenas ao desaparecimento, agora optava por definir o país por
riso, esperteza e esperança. O vagabundo sem destino, que vive a meio da redentora metáfora fluvial. Três longos rios resumiriam a
apanhar da vida, ganhou de seu criador o condão de emocionar o nação: um grande e caudaloso, formado pelas populações brancas;
mundo não com feitos gloriosos, mas com a resistente poesia que o outro um pouco menor, nutrido pelos indígenas; e ainda outro,
faz enfrentar a vida munido da força interior de um melancólico dis- mais diminuto, alimentado pelos negros.
posto a trilhar com determinação seu caminho, ainda que no rumo Ali estavam, pois, os três povos formadores do Brasil; todos
a um horizonte incerto. juntos, mas (também) diferentes e separados. Mistura não era (e
(Humberto Couto Villares, a publicar) nunca foi) sinônimo de igualdade. Essa era uma ótima maneira de
“inventar” uma história não só particular (uma monarquia tropical
No terceiro parágrafo, a personagem Carlitos é invocada para e mestiçada) como também muito otimista: a água que corria re-
(A) dar um sentido de nobreza a todas as experiências de fra- presentava o futuro desse país constituído por um grande rio cau-
casso humano. daloso no qual desaguavam os demais pequenos afluentes.
(B) testemunhar a determinação de um indivíduo em alcançar É possível dizer que começava a ganhar força então a la-
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dainha das três raças formadoras da nação, que continuaria encon- 6. FCC - 2022 - SEDU-ES - Professor MaPB - Ensino Fundamental
trando ampla ressonância no Brasil, pelo tempo afora. e Médio - Língua Portuguesa-
(Adaptado de: SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o autoritarismo brasilei- Ai de ti, Ipanema
ro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019)
Há muitos anos, Rubem Braga começava assim uma de suas
O verbo sublinhado no segmento Mistura não era (e nunca foi) mais famosas crônicas: “Ai de ti, Copacabana, porque eu já fiz o si-
sinônimo de igualdade está flexionado nos mesmos tempo e modo nal bem claro de que é chegada a véspera de teu dia, e tu não viste;
que o sublinhado em: porém minha voz te abalará até as entranhas.” Era uma exortação
(A) a disciplina que chamaríamos, anos mais tarde, e com gran- bíblica, apocalíptica, profética, ainda que irônica e hiperbólica. “En-
de naturalidade tão quem especulará sobre o metro quadrado de teu terreno? Pois
(B) Três longos rios resumiriam a nação na verdade não haverá terreno algum.”
(C) O primeiro lugar, nessa disputa histórica, foi para um es- Na sua condenação, o Velho Braga antevia os sinais da
trangeiro degradação e da dissolução moral de um bairro prestes a ser tra-
(D) A independência política em 1822 não trouxe muitas novi- gado pelo pecado e afogado pelo oceano, sucumbindo em meio às
dades abjeções e ao vício: “E os escuros peixes nadarão nas tuas ruas e a
(E) a água que corria representava o futuro desse país vasa fétida das marés cobrirá tua face”.
A praia já chamada de “princesinha do mar”, coitada,
5. FCC - 2022 - DPE-AM - Analista Jurídico de Defensoria - Ci- inofensiva e pura, era então, como Ipanema seria depois, a síntese
ências Jurídicas- Atenção: Considere o texto abaixo, do pensador mítica do hedonismo carioca, mais do que uma metáfora, uma me-
francês Voltaire (1694-1778), para responder à questão. tonímia.
O preço da justiça No fim dos anos 50, Copacabana era o éden não contami-
Vós, que trabalhais na reforma das leis, pensai, assim como nado ainda pelos plenos pecados, eram tempos idílicos e pastorais,
grande jurisconsulto Beccaria, se é racional que, para ensinar os a era da inocência, da bossa nova, dos anos dourados de JK, de Gar-
homens a detestar o homicídio, os magistrados sejam homicidas e rincha. Digo eu agora: Ai de ti, Ipanema, que perdeste a inocência
matem um homem em grande aparato. e o sossego, e tomaste o lugar de Copacabana, e não percebeste os
Vede se é necessário matá-lo quando é possível puni-lo de ou- sinais que não são mais simbólicos: o emissário submarino se rom-
tra maneira, e se cabe empregar um de vossos compatriotas para pendo, as águas poluídas, as valas negras, as agressões, os assaltos,
massacrar habilmente outro compatriota. [...] Em qualquer circuns- o medo e a morte.
tância, condenai o criminoso a viver para ser útil: que ele trabalhe (Adaptado de: VENTURA, Zuenir. Crônicas de um fim de século. Rio de
continuamente para seu país, porque ele prejudicou o seu país. É Janeiro: Objetiva, 1999, p. 166/167)
preciso reparar o prejuízo; a morte não repara nada.
Talvez alguém vos diga: “O senhor Beccaria está enganado: a Ao qualificar a linguagem de Rubem Braga em sua crônica “Ai
preferência que ele dá a trabalhos penosos e úteis, que durem toda de ti, Copacabana”, Zuenir Ventura se vale dos termos exortação e
a vida, baseia-se apenas na opinião de que essa longa e ignominio- condenação, para reconhecer no texto do Velho Braga,
sa pena é mais terrível que a morte, pois esta só é sentida por um (A) a tonalidade grave de uma invectiva.
momento”. (B) a informalidade de um discurso emocional.
Não se trata de discutir qual é a punição mais suave, porém (C) o coloquialismo de um lírico confessional.
a mais útil. O grande objetivo, como já dissemos em outra passa- (D) a retórica argumentativa dos clássicos.
gem, é servir o público; e, sem dúvida, um homem votado todos os (E) a força épica de uma celebração.
dias de sua vida a preservar uma região da inundação por meio de
diques, ou a abrir canais que facilitem o comércio, ou a drenar pân- 7. FCC - 2022 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário - Área
tanos infestados, presta mais serviços ao Estado que um esqueleto Administrativa-
a pendular de uma forca numa corrente de ferro, ou desfeito em Crimes ditos “passionais”
pedaços sobre uma roda de carroça.
(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São A história da humanidade registra poucos casos de mulhe-
Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 18-20) res que mataram por se sentirem traídas ou desprezadas. Não sabe-
mos, ainda, se a emancipação feminina irá trazer também esse tipo
Voltaire acusa o sentido contraditório de um determinado po- de igualdade: a igualdade no crime e na violência. Provavelmente,
sicionamento ao referir-se a ele nestes segmentos: não. O crime dado como passional costuma ser uma reação daque-
(A) massacrar habilmente um compatriota / detestar o homi- le que se sente “possuidor” da vítima. O sentimento de posse, por
cídio sua vez, decorre não apenas do relacionamento sexual, mas tam-
(B) matem um homem / em grande aparato bém do fator econômico: o homem é, em boa parte dos casos, o
(C) Beccaria está enganado / o grande objetivo é servir o pú- responsável maior pelo sustento da casa. Por tudo isso, quando ele
blico se vê contrariado, repelido ou traído, acha-se no direito de matar.
(D) presta mais serviços ao Estado / trabalhos penosos e úteis O que acontece com os homens que matam mulheres quan-
(E) servir ao público / preservar uma região da inundação
do são levados a julgamento? São execrados ou perdoados? Como
reage a sociedade e a Justiça brasileiras diante da brutalidade que
se tenta justificar como resultante da paixão? Há decisões estapa-
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fúrdias, sentenças que decorrem mais em função da eloquência dos que, se assim continuar, nossa civilização se degradará.
advogados e do clima emocional prevalecente entre os jurados do (B) Ao detectar em nossos dias, tão agitados o vírus da pressa,
que das provas dos autos. que contamina não apenas o tempo do trabalho mas, também,
Vejam-se, por exemplo, casos de crimes passionais cujos res- o tempo de outras ocupações, o autor mostra seu temor, de
ponsáveis acabaram sendo inocentados com o argumento de que que, se assim continuar, nossa civilização se degradará.
houve uma “legítima defesa da honra”, que não existe na lei. Os (C) Ao detectar, em nossos dias tão agitados o vírus da pressa,
motivos que levam o criminoso passional a praticar o ato delituoso que contamina, não apenas o tempo do trabalho mas também
têm mais a ver com os sentimentos de vingança, ódio, rancor, frus- o tempo de outras ocupações, o autor mostra seu temor de
tração, vaidade ferida, narcisismo maligno, prepotência, egoísmo que, se assim continuar nossa civilização, se degradará.
do que com o verdadeiro sentimento de honra. (D) Ao detectar em nossos dias tão agitados, o vírus da pressa
A evolução da posição da mulher na sociedade e o desmo- que contamina, não apenas o tempo do trabalho mas, também
ronamento dos padrões patriarcais tiveram grande repercussão nas o tempo, de outras ocupações, o autor mostra seu temor de
que, se assim continuar nossa civilização se degradará.
decisões judiciais mais recentes, sobretudo nos crimes passionais.
(E) Ao detectar em nossos dias tão agitados o vírus, da pressa
A sociedade brasileira vem se dando conta de que mulheres não
que contamina não apenas o tempo do trabalho, mas também
podem ser tratadas como cidadãs de segunda categoria, submeti-
o tempo de outras ocupações, o autor mostra, seu temor, de
das ao poder de homens que, com o subterfúgio da sua “paixão”,
que, se assim continuar nossa civilização se degradará.
vinham assumindo o direito de vida e morte sobre elas.
(Adaptado de: ELUF, Luiza Nagib. A paixão no banco dos réus. São
9. FCC - 2022 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário
Paulo: Saraiva, 2002, XI-XIV, passim)
- Área Judiciária
É inteiramente regular a pontuação do seguinte período:
O meu ofício
(A) A autora do texto reclama, com senso de justiça que não se
O meu ofício é escrever, e sei bem disso há muito tempo.
considere passional um crime movido pelo rancor, e pelo ódio.
(B) Como reage, a sociedade, quando se vê diante desses cri- Espero não ser mal-entendida: não sei nada sobre o valor daquilo
mes em que, a paixão alegada, vale como uma atenuante. que posso escrever. Quando me ponho a escrever, sinto-me extra-
(C) Tratadas há muito, como cidadãs de segunda classe, as mu- ordinariamente à vontade e me movo num elemento que tenho
lheres, aos poucos, têm garantido seus direitos fundamentais. a impressão de conhecer extraordinariamente bem: utilizo instru-
(D) Não é a paixão, mas sim, os motivos mais torpes, que es- mentos que me são conhecidos e familiares e os sinto bem firmes
tão na raiz mesma, dos crimes hediondos apresentados como em minhas mãos. Se faço qualquer outra coisa, se estudo uma lín-
passionais. gua estrangeira, se tento aprender história ou geografia, ou tricotar
(E) Há advogados cuja retórica, encenada em tom emocional, uma malha, ou viajar, sofro e me pergunto como é que os outros
acaba por convencer o júri, inocentando assim um frio crimi- conseguem fazer essas coisas. E tenho a impressão de ser cega e
noso. surda como uma náusea dentro de mim.
Já quando escrevo nunca penso que talvez haja um modo
8. FCC - 2022 - DPE-AM - Analista Jurídico de Defensoria - Ciên- mais correto, do qual os outros escritores se servem. Não me im-
cias Jurídicas Considere o texto abaixo para responder à questão. porta nada o modo dos outros escritores. O fato é que só sei escre-
[Viver a pressa] ver histórias. Se tento escrever um ensaio de crítica ou um artigo
sob encomenda para um jornal, a coisa sai bem ruim. O que escrevo
Há uma continuidade entre a lógica intensamente competitiva nesses casos tenho de ir buscar fora de mim. E sempre tenho a sen-
e calculista do mundo do trabalho e aquilo que somos e fazemos sação de enganar o próximo com palavras tomadas de empréstimo
nas horas em que estamos fora dele. ou furtadas aqui e ali.
O vírus da pressa alastra-se em nossos dias de uma forma tão Quando escrevo histórias, sou como alguém que está em seu
epidêmica como a peste em outros tempos: a frequência do acesso país, nas ruas que conhece desde a infância, entre as árvores e os
a um website despenca caso ele seja mais lento que um site rival. muros que são seus. Este é o meu ofício, e o farei até a morte. Entre
Mais de um quinto dos usuários da internet desistem de um vídeo os cinco e dez anos ainda tinha dúvidas e às vezes imaginava que
caso ele demore mais que cinco segundos para carregar. podia pintar, ou conquistar países a cavalo, ou inventar uma nova
Excitação efêmera, sinal de tédio à espreita. Estará longe o dia máquina. Mas a primeira coisa séria que fiz foi escrever um conto,
em que toda essa pressa deixe de ser uma obsessão? Será que a um conto curto, de cinco ou seis páginas: saiu de mim como um mi-
adaptação triunfante aos novos tempos da velocidade máxima aca- lagre, numa noite, e quando finalmente fui dormir estava exausta,
bará por esvaziar até mesmo a consciência dessa nossa degradação atônita, estupefata.
descontrolada? (Adaptado de: GINZBURG, Natalia. As pequenas virtudes. Trad. Maurí-
(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: cio Santana Dias. São Paulo: Cosac Naify, 2015, p, 72-77, passim)
Companhia das Letras, 2016, p. 88)
As normas de concordância verbal encontram-se plenamente
Está plenamente adequada a pontuação do seguinte período: observadas em:
(A) Ao detectar, em nossos dias tão agitados, o vírus da pressa, (A) As palavras que a alguém ocorrem deitar no papel acabam
que contamina não apenas o tempo do trabalho, mas também por identificar o estilo mesmo de quem as escreveu.
o tempo de outras ocupações, o autor mostra seu temor de (B) Gaba-se a autora de que às palavras a que recorre nunca
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falta a espontaneidade dos bons escritos. derada dominante. Por sua vez, modificações que não ultrapassam
(C) Faltam às tarefas outras de que poderiam se incumbir a fa- o limiar não provocarão divergência da atenção e serão ignoradas.
cilidade que encontra ela em escrever seus textos. Quando abrimos nossos olhos, ficamos com a impressão de
(D) Os possíveis entraves para escrever um conto, revela a au- termos visão nítida, rica e bem detalhada do mundo que se estende
tora, logo se dissipou em sua primeira tentativa. por todo nosso campo visual. A consciência de nossa percepção não
(E) Não haveria de surgir impulsos mais fortes, para essa escri- é limitada, mas nossa atenção e nossa memória de curtíssimo prazo
tora, do que os que a levaram a imaginar histórias. são. Não somos capazes de memorizar tudo instantaneamente à
nossa volta e nem podemos nos ater a tudo que nos cerca. Nossa in-
10. SELECON - 2019 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico em trospecção da grandiosidade de nossa experiência visual confronta
Nutrição Escolar- Considerando a regência nominal e o emprego do com nossas limitações perceptivas práticas e cria uma vivência rica,
acento grave, o trecho destacado em “inerentes a esta festa” está porém efêmera e sujeita a erros de interpretações. Dimensiona um
corretamente substituído em: gradiente entre o que é real e o que se presume, algo que favorece
(A) inerentes à determinado momento os acidentes de trânsito.
(B) inerentes à regras de convivência Podemos interpretar que o acidente do exemplo do início do
(C) inerentes à regulamentos anteriores texto se deu porque o motorista convergiu sua atenção às partes
(D) inerentes à evidência de incorreções centrais da pista, por onde os carros preferencialmente circulam
sob velocidade mais ou menos previsível. Assim que o último carro
11. Assinale a frase com desvio de regência verbal. passou, ficou fácil pressupor que o centro da pista permaneceria
(A) Informei-lhe o bloqueio do financiamento de pesquisas. vazio por um intervalo de tempo seguro para a travessia. As late-
(B) Avisaram-no a liberação de recursos para ciência e tecno-
rais da pista, locais em que motocicletas geralmente trafegam, não
logia.
tiveram a atenção merecida, e a velocidade da moto não estava no
(C) Os acadêmicos obedecem ao planejamento estratégico.
padrão esperado.
(D) Todos os homens, por natureza, aspiram ao saber.
O mundo aqui fora é um caos repleto de acontecimentos, e
(E) Assistimos ao filme que apresentou a obra daquele grande
cientista. nossos cérebros têm que coletar e reter alguns deles para que pos-
samos compreendê-lo e, assim, agirmos em busca da nossa sobre-
12. FUNCERN - 2019 - Prefeitura de Apodi - RN - Professor de vivência. Mas essas informações são salpicadas, incompletas e mu-
Ensino Fundamental I ( 1º ao 5º ano)- táveis. Traçar uma linha que contextualize todos esses dados não é
Os pontos cegos de nosso cérebro e o risco eterno de aciden- simples. Eventualmente, esse jogo mental de ligar pontinhos cria
tes armadilha para nós mesmos, pois por vezes um ponto que deveria
Luciano Melo ser descartado é inserido em uma lógica apenas por ser chamativo.
O motorista aguarda o momento seguro para conduzir seu E outro, ao contrário, deveria ser considerado, mas é menospreza-
carro e atravessar o cruzamento. Olha para os lados que atravessará do, pois à primeira vista não atendeu a um pressuposto.
e, estático, aguarda que outros veículos deixem livre o caminho pela Essas interpretações podem provocar outras tragédias além
via transversal à sua frente. Enquanto espera, olha de um lado a ou- de acidentes de carro.
Disponível em:<[Link] Acesso em: 20 abr.
tro a vigiar a pista quase livre. Finalmente não avista mais nenhum
2019. (texto adaptado)
veículo que poderá atrapalhar seu planejado movimento. É hora de
dirigir, mas, no meio da travessia, ele é surpreendido por uma grave
No trecho “[...]poderemos assistir à queda de um deles.”, a
colisão. Uma motocicleta atinge a traseira de seu veículo.
ocorrência do acento grave é justificada
Eu tomo a defesa do motorista: ele não viu a moto se aproxi-
(A) pela exigência de artigo do termo regente, que é um ver-
mar. Presumo que vários dos leitores já passaram por situação se-
bo, e pela exigência de preposição do termo regido, que é um
melhante, mas, caso você seja exceção e acredite que enxergaria
nome.
a motocicleta, eu o convido a assistir a um vídeo que existe sobre
(B) pela exigência de preposição do termo regente, que é um
isso. O filme prova quão difícil é perceber objetos que de repente nome, e pela exigência de artigo do termo regido, que é um
somem ou aparecem em uma cena. verbo.
Nossa condição humana está casada com uma inabilidade de (C) pela exigência de artigo do termo regente, que é um nome,
perceber certas mudanças. Claro que notamos muitas alterações à e pela exigência de artigo do termo regido, que é um verbo.
nossa volta, especialmente se olharmos para o ponto alvo da modi- (D) pela exigência de preposição do termo regente, que é um
ficação no momento em que ela ocorrerá. Assim, se olharmos fixa- verbo, e pela exigência de artigo do termo regido, que é um
mente para uma janela cheia de vasos de flores, poderemos assistir nome.
à queda de um deles. Mas, se desviarmos brevemente nossos olhos
da janela, justamente no momento do tombo, é possível que nem
notemos a falta do enfeite. O fenômeno se chama cegueira para
mudança: nossa incapacidade de visualizar variações do ambiente
entre uma olhada e outra.
No mundo real, mudanças são geralmente antecedidas por
uma série de movimentos. Se esses movimentos superam um limiar
atrativo, vão capturar nossa atenção que focará na alteração consi-
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13. MPE-GO - 2022 - MPE-GO - Oficial de Promotoria - Edital 14. Leia o texto, para responder à questão.
nº 006
A importância dos debates Ainda alcancei a geração que cedia o lugar às senhoras grávi-
das. Se uma delas tomava o bonde, três, quatro ou cinco jovens se
É promissor que os candidatos ao governo gaúcho venham arremessavam. E a boa e ofegante senhora tinha seu canto, tinha
dando ênfase nas conversas diretas a projetos de governo de inte- seu espaço. E, quando ia pagar a passagem, dizia o luso condutor
resse específico dos eleitores por trás dos bigodões: “Já está paga, já está paga!”.
O primeiro confronto direto entre os candidatos Eduardo Leite E assim, num simples gesto, temos o perfil, o retrato, a alma
(PSDB) e José Ivo Sartori (MDB), que disputam o governo do Estado do antigo jovem. Hoje, não. Outro dia, fui testemunha auditiva e
em segundo turno, reafirmou a importância dessa alternativa de- ocular de um episódio patético. Vinha eu, em pé, num ônibus api-
mocrática para ajudar os eleitores a fazer suas escolhas. Uma das nhado. Passageiros amassados uns contra os outros. Essa promis-
vantagens do sistema de votação em dois turnos, instituído pela cuidade abjeta desumanizava todo mundo. O sujeito perdia a noção
Constituição de 1988, é justamente a de propiciar um maior de- da própria identidade e tinha uma sensação de bicho engradado.
talhamento dos programas de governo dos dois candidatos mais Pois bem. E, de repente, o ônibus para, e entra, exatamente, uma
votados na primeira etapa. senhora grávida. Oitavo ou nono mês.
Foi justamente o que ocorreu ontem entre os postulantes ao O ônibus estava vibrante, rumoroso de jovens estudantes.
Palácio Piratini. Colocados frente a frente nos microfones da Rá- Imaginei que esses latagões(*) iam dar uns dez lugares à mater
dio Gaúcha, ambos tiveram a oportunidade de enfrentar questões recém-chegada. Pois bem. Ninguém se mexeu e, repito, ninguém
importantes ligadas ao cotidiano dos eleitores. A viabilidade de as piou. E foi aí que percebi subitamente tudo. Ali estava uma nova
principais demandas dos gaúchos serem contempladas vai depen- geração, sem nenhuma semelhança com as anteriores. Durante
der acima de tudo da estratégia de cada um para enfrentar a crise meia hora a pobre mulher ficou em pé, no meio da passagem. Faço
das finanças públicas. uma ideia das cambalhotas que não virou o filho. Eis o que importa
Diferentemente do que os eleitores estão habituados a assistir destacar: – ela viajou e desceu, e não teve a caridade de ninguém.
no horário eleitoral obrigatório e a acompanhar por postagens dos (Nelson Rodrigues, Jovens imbecilizados pelos velhos. O óbvio ululante:
candidatos nas redes sociais, debates se prestam menos para pro- primeiras confissões. Adaptado)
paganda pessoal, estratégias de marketing e para a disseminação (*)latagões: homens jovens, robustos e de grande estatura.
de informações inconfiáveis e notícias falsas, neste ano usadas lar-
gamente em campanhas. Além disso, têm a vantagem de desafiar A passagem do texto em que todas as palavras estão emprega-
os candidatos com questionamentos de jornalistas e do público. As das em sentido próprio é:
respostas, inclusive, podem ser conferidas por profissionais de im- (A) Ninguém se mexeu e, repito, ninguém piou.
prensa, com divulgação posterior, o que facilita o discernimento por (B) E, quando ia pagar a passagem, dizia o luso condutor por
parte de eleitores sobre o que corresponde ou não à verdade. trás dos bigodões…
O Rio Grande do Sul enfrenta uma crise fiscal no setor público (C) O ônibus estava vibrante, rumoroso de jovens estudantes.
que, se não contar com uma perspectiva de solução imediata, pra- (D) Se uma delas tomava o bonde, três, quatro ou cinco jovens
ticamente vai inviabilizar a implantação de qualquer plano de go- se arremessavam.
verno. Por isso, é promissor que, enquanto em outros Estados pre- (E) E foi aí que percebi subitamente tudo.
dominam denúncias e acusações, os candidatos ao governo gaúcho
venham dando ênfase nas conversas diretas a projetos de governo 15. Quadrix - 2023 - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - GO -
de interesse específico dos eleitores. Cargos de Nível Fundamental- O vocábulo “probo”, na sentença “Ele
Democracia se faz com diálogo e transparência. Sem discus- sempre se orgulhou de ser um sujeito probo”, é antônimo de
sões amplas, perdem os cidadãos, que ficam privados de informa- (A) desonesto.
ções essenciais para fazer suas escolhas com mais objetividade e (B) leal.
(C) intolerante.
menos passionalismo.
(D) negligente.
(A IMPORTÂNCIA dos debates. GaúchaZH, 17 de outubro de 2018. Dis-
(E) justo.
ponível em: [Link] Acesso em: 30 de agosto
de 2022)
16. Quadrix - 2023 - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - GO -
No segundo parágrafo do texto, há a frase: “Colocados frente Cargos de Nível Fundamental- O termo “efêmeros”, na sentença “É
a frente nos microfones da Rádio Gaúcha, ambos tiveram a oportu- uma pena que momentos como esse sejam efêmeros”, é sinônimo
nidade de enfrentar questões importantes ligadas ao cotidiano dos de
(A) desvalorizados.
eleitores.” Conforme se observa, na expressão em destaque, não há
(B) tênues.
ocorrência da crase.
(C) banais.
Assim, seguindo a regra gramatical acerca da crase, assinale a
(D) insignificantes.
alternativa em que há o emprego da crase indevidamente:
(E) fugazes.
(A) cara a cara; às ocultas; à procura.
(B) face a face; às pressas; à deriva.
(C) à frente; à direita; às vezes.
(D) à tarde; à sombra de; a exceção de.
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17. (Prefeitura de Piracicaba - SP - Professor - Educação Infantil 18. (Prefeitura de Caranaíba - MG - Agente Comunitário de Saú-
- VUNESP - 2020) de - FCM - 2019)
Dieta salvadora
Escola inclusiva A ciência descobre um micróbio adepto de um
É alvissareira a constatação de que 86% dos brasileiros alimento abundante: o lixo plástico no mar.
concordam que há melhora nas escolas quando se incluem alunos
com deficiência. O ser humano revelou-se capaz de dividir o átomo, derrotar o
Uma década atrás, quando o país aderiu à Convenção sobre câncer e produzir um “Dom Quixote”. Só não consegue dar um des-
os Direitos das Pessoas com Deficiência e assumiu o dever de uma tino razoável ao lixo que produz. E não se contenta em brindar os
educação inclusiva, era comum ouvir previsões negativas para tal mares, rios e lagoas com seus próprios dejetos. Intoxica-os também
perspectiva generosa. Apesar das dificuldades óbvias, ela se tornou com garrafas plásticas, pneus, computadores, sofás e até carcaças
lei em 2015 e criou raízes no tecido social. de automóveis. Tudo que perde o uso é atirado num curso d’água,
A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente qualifi- subterrâneo ou a céu aberto, que se encaminha inevitavelmente
cados até para o mais básico, como o ensino de ciências; o que dizer para o mar. O resultado está nas ilhas de lixo que se formam, da
então de alunos com gama tão variada de dificuldades. Guanabara ao Pacífico.
Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como o en- De repente, uma boa notícia. Cientistas da Grécia, Suíça, Itália,
frentado por cadeirantes, a problemas de aprendizado criados por China e dos Emirados Árabes descobriram em duas ilhas gregas um
limitações sensoriais – surdez, por exemplo – e intelectuais. micróbio marinho que se alimenta do carbono contido no plástico
Bastaram alguns anos de convívio em sala, entretanto, para jogado ao mar. Parece que, depois de algum tempo ao sol e atacado
minorar preconceitos. A maioria dos entrevistados (59%), hoje, dis- pelo sal, o plástico, seja mole, como o das sacolas, ou duro, como o
corda de que crianças com deficiência devam aprender só na com- das embalagens, fica quebradiço – no ponto para que os micróbios,
panhia de colegas na mesma condição. de guardanapo ao pescoço, o decomponham e façam a festa. Os
Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de contar cientistas estão agora criando réplicas desses micróbios, para que
com pessoal capacitado, em cada estabelecimento, para lidar com eles ajudem os micróbios nativos a devorar o lixo. Haja estômago.
necessidades específicas de cada aluno. O censo escolar indica 1,2 Em “A Guerra das Salamandras”, romance de 1936 do tcheco
milhão de alunos assim categorizados. Embora tenha triplicado o Karel Čapek (pronuncia-se tchá-pek), um explorador descobre na
número de professores com alguma formação em educação espe- costa de Sumatra uma raça de lagartos gigantes, hábeis em colher
cial inclusiva, contam-se não muito mais que 100 mil deles no país. pérolas e construir diques submarinos. Em troca das pérolas que as
Não se concebe que possa haver um especialista em cada sala de salamandras lhe entregam, ele lhes fornece facas para se defende-
aula. rem dos tubarões. O resto, você adivinhou: as salamandras se re-
As experiências mais bem-sucedidas criaram na escola uma es- produzem, tornam-se milhões, ocupam os litorais, aprendem a falar
trutura para o atendimento inclusivo, as salas de recursos. Aí, ao e inundam os continentes. São agora bilhões e tomam o mundo.
menos um profissional preparado se encarrega de receber o aluno Não quero dizer que os micróbios comedores de lixo podem
e sua família para definir atividades e de auxiliar os docentes do se tornar as salamandras de Čapek. É que, no livro, as salamandras
período regular nas técnicas pedagógicas. aprendem a gerir o mundo melhor do que nós. Com os micróbios
Não faltam casos exemplares na rede oficial de ensino. Compe- no comando, nossos mares, pelo menos, estarão a salvo.
te ao Estado disseminar essas iniciativas exitosas por seus estabele- Ruy Castro, jornalista, biógrafo e escritor brasileiro. Folha de S. Paulo.
cimentos. Assim se combate a tendência ainda existente a segregar Caderno Opinião, p. A2, 20 mai. 2019.
em salas especiais os estudantes com deficiência – que não se con-
funde com incapacidade, como felizmente já vamos aprendendo. Os pronomes pessoais oblíquos átonos, em relação ao verbo,
(Editorial. Folha de [Link], 16.10.2019. Adaptado) possuem três posições: próclise (antes do verbo), mesóclise (no
meio do verbo) e ênclise (depois do verbo).
Assinale a alternativa em que, com a mudança da posição do Avalie as afirmações sobre o emprego dos pronomes oblíquos
pronome em relação ao verbo, conforme indicado nos parênteses, nos trechos a seguir.
a redação permanece em conformidade com a norma-padrão de I – A próclise se justifica pela presença da palavra negativa: “E
colocação dos pronomes. não se contenta em brindar os mares, rios e lagoas com seus
(A) ... há melhora nas escolas quando se incluem alunos com próprios dejetos.”
deficiência. (incluem-se) II – A ênclise ocorre por se tratar de oração iniciada por verbo:
(B) ... em educação especial inclusiva, contam-se não muito “Intoxica-os também com garrafas plásticas, pneus, computa-
mais que 100 mil deles no país. (se contam) dores, sofás e até carcaças de automóveis.”
(C) Não se concebe que possa haver um especialista em cada III – A próclise é sempre empregada quando há locução verbal:
sala de aula. (concebe-se) “Não quero dizer que os micróbios comedores de lixo podem
(D) Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de se tornar as salamandras de Čapek.”
receber o aluno... (encarrega-se) IV – O sujeito expresso exige o emprego da ênclise: “O ser hu-
(E) ... que não se confunde com incapacidade, como felizmente mano revelou-se capaz de dividir o átomo, derrotar o câncer e
já vamos aprendendo. (confunde-se) produzir um ‘Dom Quixote’”.
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GABARITO ______________________________________________________
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1 D ______________________________________________________
2 A
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3 D
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4 E
5 A ______________________________________________________
6 A ______________________________________________________
7 E
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8 A
9 B ______________________________________________________
10 D ______________________________________________________
11 B
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12 D
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13 D
14 E ______________________________________________________
15 A ______________________________________________________
16 E
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17 D
18 A ______________________________________________________
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ANOTAÇÕES ______________________________________________________
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MATEMÁTICA
Resposta: B
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MATEMÁTICA
2³=2.2.2=8 Exemplos:
Casos 96 : 92 = 96-2 = 94
1) Todo número elevado ao expoente 0 resulta em 1.
Exemplos:
(52)3 = 52.3 = 56
4) Todo número negativo, elevado ao expoente ímpar, resulta 5) Na divisão de dois fatores elevados a um expoente, podemos
em um número negativo. elevar separados.
6) Toda vez que a base for igual a zero, não importa o valor do
expoente, o resultado será igual a zero. Técnica de Cálculo
A determinação da raiz quadrada de um número torna-se mais
fácil quando o algarismo se encontra fatorado em números primos.
Veja:
64 2
Propriedades
1) (am . an = am+n) Em uma multiplicação de potências de mesma 32 2
base, repete-se a base e soma os expoentes. 16 2
8 2
Exemplos:
24 . 23 = 24+3= 27 4 2
([Link]) .( 2.2.2)= 2.2.2. [Link]= 27 2 2
1
64=[Link].2.2=26
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MATEMÁTICA
Multiplicação
Exemplo
Observe:
1 1 1
3.5 = (3.5) 2 = 3 2 .5 2 = 3. 5
Divisão
De modo geral, se
a ∈ R+ , b ∈ R+ , n ∈ N * , Exemplo
Então:
Adição e subtração
n
a.b = a . b
n n
Operações
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MATEMÁTICA
Exemplo
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM; MÁXIMO DIVISOR COMUM; O piso de uma sala retangular, medindo 3,52 m × 4,16 m, será
revestido com ladrilhos quadrados, de mesma dimensão, inteiros, de
forma que não fique espaço vazio entre ladrilhos vizinhos. Os ladrilhos
Máximo Divisor Comum serão escolhidos de modo que tenham a maior dimensão possível.
O máximo divisor comum de dois ou mais números naturais Na situação apresentada, o lado do ladrilho deverá medir
não-nulos é o maior dos divisores comuns desses números.
Para calcular o m.d.c de dois ou mais números, devemos seguir (A) mais de 30 cm.
as etapas: (B) menos de 15 cm.
• Decompor o número em fatores primos (C) mais de 15 cm e menos de 20 cm.
• Tomar o fatores comuns com o menor expoente (D) mais de 20 cm e menos de 25 cm.
• Multiplicar os fatores entre si. (E) mais de 25 cm e menos de 30 cm.
Resposta: A.
Exemplo:
352 2 416 2
15 3 24 2 176 2 208 2
5 5 12 2 88 2 104 2
1 6 2 44 2 52 2
3 3 22 2 26 2
1 11 11 13 13
1 1
15 = 3.5 24 = 23.3
Devemos achar o mdc para achar a maior medida possível
O fator comum é o 3 e o 1 é o menor expoente. E são os fatores que temos iguais:25=32
m.d.c
(15,24) = 3 Exemplo
Mínimo Múltiplo Comum (MPE/SP – Oficial de Promotora I – VUNESP/2016) No aeroporto
O mínimo múltiplo comum (m.m.c) de dois ou mais números é de uma pequena cidade chegam aviões de três companhias aéreas.
o menor número, diferente de zero. Os aviões da companhia A chegam a cada 20 minutos, da companhia
B a cada 30 minutos e da companhia C a cada 44 minutos. Em um do-
Para calcular devemos seguir as etapas: mingo, às 7 horas, chegaram aviões das três companhias ao mesmo
• Decompor os números em fatores primos tempo, situação que voltará a se repetir, nesse mesmo dia, às:
• Multiplicar os fatores entre si (A) 16h 30min.
(B) 17h 30min.
Exemplo: (C) 18h 30min.
(D) 17 horas.
15,24 2 (E) 18 horas.
15,12 2
Resposta: E.
15,6 2
15,3 3 20,30,44 2
5,1 5 10,15,22 2
1 5,15,11 3
5,5,11 5
Para o mmc, fica mais fácil decompor os dois juntos.
Basta começar sempre pelo menor primo e verificar a divisão 1,1,11 11
com algum dos números, não é necessário que os dois sejam divisí- 1,1,1
veis ao mesmo tempo.
Observe que enquanto o 15 não pode ser dividido, continua Mmc(20,30,44)=2².3.5.11=660
aparecendo.
1h---60minutos
Assim, o mmc (15,24) = 23.3.5 = 120 x-----660
x=660/60=11
Calculando Porcentagem de Forma Rápida Essa fórmula é diferente para acréscimo e decréscimo no preço
Alguns cálculos podem levar muito tempo na hora de fazer uma de um produto, ou seja, o resultado será fatores diferentes.
prova. Pensando nisso, trouxemos dois métodos que te ajudarão a
fazer porcentagem de maneira mais rápida. Fator multiplicativo para aumento em um valor
Quando um produto recebe um aumento, o fator de
Método 1: Calcular porcentagem utilizando o 1% multiplicação é dado por uma soma.
Você também tem como calcular porcentagem rapidamente Fator de multiplicação = 1 + i.
utilizando o correspondente a 1% do valor.
Exemplo: Foi feito um aumento de 25% em uma mercadoria
que custava R$ 100. O valor final da mercadoria pode ser calculado
da seguinte forma:
2 [Link]
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MATEMÁTICA
Um acréscimo de 25% fará com que o valor final da mercadoria Exemplo: Qual a razão entre 40 e 20?
seja R$ 125.
3º passo: multiplicar o valor inicial pelo fator multiplicativo. Além disso, nas razões, o coeficiente que está localizado acima é chamado
100 x 0,75 = 75 reais. de antecedente (A), enquanto o de baixo é chamado de consequente (B).
ou A : B, onde b ≠ 0.
Logo: A · D = B · C.
2. É possível trocar os extremos e os meios de lugar, por Exemplo: Se 7 pedreiros constroem uma casa grande em 80
exemplo: dias, apenas 5 deles construirão a mesma casa em quanto tempo?
é equivalente
Ao analisarmos o caso percebemos que o aumento de Reparem que as grandezas são diretamente proporcionais, já
colaboradores provocará também um aumento no gasto de papel. que o aumento no pedido de bolos pede uma maior quantidade
Logo, essa é uma razão do tipo direta, que deve ser resolvida através de limões. Logo, o valor desconhecido é determinado pela
da multiplicação cruzada: multiplicação cruzada:
35x = 50 . 10 x = 250 . 6
35x = 500 x = 1500 ml de suco
x = 500/35
x = 14,3 Exemplo 2: Um carro com velocidade de 120 km/h percorre um
trajeto em 2 horas. Se a velocidade for reduzida para 70 km/h, em
Portanto, serão necessários 14,3 papéis para suprir as quanto tempo o veículo fará o mesmo percurso?
demandas da microempresa com 50 funcionários.
— Equação do 1° Grau
Na Matemática, a equação é uma igualdade que envolve uma
ou mais incógnitas5. Quem determina o “grau” dessa equação é
o expoente dessa incógnita, ou seja, se o expoente for 1, temos a
equação do 1º grau. Se o expoente for 2, a equação será do 2º grau;
70x = 120 . 2 se o expoente for 3, a equação será de 3º grau. Exemplos:
70x = 240 4x + 2 = 16 (equação do 1º grau)
x = 240/70 x² + 2x + 4 = 0 (equação do 2º grau)
x = 3,4 h x³ + 2x² + 5x – 2 = 0 (equação do 3º grau)
2° exemplo:
5 [Link]
text=Na%20Matem%C3%A1tica%2C%20a%20equa%C3%A7%C3%A3o%20
%C3%A9,equa%C3%A7%C3%A3o%20ser%C3%A1%20de%203%C2%BA%20
grau.
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MATEMÁTICA
O número que está do mesmo lado de x é o 12 e ele está Começaremos com a eliminação do número 12. Como ele
subtraindo. Nesse exemplo, ele vai para o outro lado da igualdade está somando, vamos subtrair o número 12 nos dois membros da
com a operação inversa, que é a soma: equação:
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text=Toda%20equa%C3%A7%C3%A3o%20que%20puder%20ser,a%20zero%20
em%20hip%C3%B3tese%20alguma.
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MATEMÁTICA
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MATEMÁTICA
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MATEMÁTICA
No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido como o comprimento da distância percorrida pela
luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.
Assim, são múltiplos do metro: quilômetro (km), hectômetro (hm) e decâmetro (dam)10.
Enquanto são submúltiplos do metro: decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm).
Os múltiplos do metro são as grandes distâncias. Eles são chamados de múltiplos porque resultam de uma multiplicação que tem
como referência o metro.
Os submúltiplos, ao contrário, como pequenas distâncias, resultam de uma divisão que tem igualmente como referência o metro. Eles
aparecem do lado direito na tabela acima, cujo centro é a nossa medida base - o metro.
— Medidas de Capacidade
As medidas de capacidade representam as unidades usadas para definir o volume no interior de um recipiente11. A principal unidade
de medida da capacidade é o litro (L).
O litro representa a capacidade de um cubo de aresta igual a 1 dm. Como o volume de um cubo é igual a medida da aresta elevada ao
cubo, temos então a seguinte relação:
1 L = 1 dm³
Mudança de Unidades
O litro é a unidade fundamental de capacidade. Entretanto, também é usado o quilolitro(kL), hectolitro(hL) e decalitro que são seus
múltiplos e o decilitro, centilitro e o mililitro que são os submúltiplos.
Como o sistema padrão de capacidade é decimal, as transformações entre os múltiplos e submúltiplos são feitas multiplicando-se ou
dividindo-se por 10.
Para transformar de uma unidade de capacidade para outra, podemos utilizar a tabela abaixo:
Note que dividir por 1000 é o mesmo que “andar” com a vírgula três casa diminuindo o número.
b) 5 daL em dL
Seguindo o mesmo raciocínio anterior, identificamos que para converter de decalitro para decilitro devemos multiplicar duas vezes
por 10, ou seja, multiplicar por 100.
5 . 100 = 500 dL
c) 400 cL em L
Para passar de centilitro para litro, vamos dividir o número duas vezes por 10, isto é, dividir por 100:
400 : 100 = 4 L
10 [Link]
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MATEMÁTICA
Medida de Volume
As medidas de volume representam o espaço ocupado por um corpo. Desta forma, podemos muitas vezes conhecer a capacidade de
um determinado corpo conhecendo seu volume.
A unidade de medida padrão de volume é o metro cúbico (m³), sendo ainda utilizados seus múltiplos (km³, hm³ e dam³) e submúltiplos
(dm³, cm³ e mm³).
Em algumas situações é necessário transformar a unidade de medida de volume para uma unidade de medida de capacidade ou vice-
versa. Nestes casos, podemos utilizar as seguintes relações:
1 m³ = 1 000 L
1 dm³ = 1 L
1 cm³ = 1 mL
Exemplo: Um tanque tem a forma de um paralelepípedo retângulo com as seguintes dimensões: 1,80 m de comprimento, 0,90 m de
largura e 0,50 m de altura. A capacidade desse tanque, em litros, é:
A) 0,81
B) 810
C) 3,2
D) 3200
Para começar, vamos calcular o volume do tanque, e para isso, devemos multiplicar suas dimensões:
V = 1,80 . 0,90 . 0,50 = 0,81 m³
Para transformar o valor encontrado em litros, podemos fazer a seguinte regra de três:
Medidas de Massa
No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg)12. Um cilindro de platina e irídio é usado como o padrão
universal do quilograma.
As unidades de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), decagrama (dag), grama (g), decigrama (dg), centigrama (cg) e miligrama (mg).
São ainda exemplos de medidas de massa a arroba, a libra, a onça e a tonelada. Sendo 1 tonelada equivalente a 1000 kg.
Utilizando o grama como base, os múltiplos e submúltiplos das unidades de massa estão na tabela a seguir.
Além das unidades apresentadas existem outras como a tonelada, que é um múltiplo do grama, sendo que 1 tonelada equivale a 1
000 000 g ou 1 000 kg. Essa unidade é muito usada para indicar grandes massas.
A arroba é uma unidade de medida usada no Brasil, para determinar a massa dos rebanhos bovinos, suínos e de outros produtos. Uma
arroba equivale a 15 kg.
O quilate é uma unidade de massa, quando se refere a pedras preciosas. Neste caso 1 quilate vale 0,2 g.
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MATEMÁTICA
— Conversão de unidades
Como o sistema padrão de medida de massa é decimal, as transformações entre os múltiplos e submúltiplos são feitas multiplicando-
se ou dividindo-se por 1013.
Para transformar as unidades de massa, podemos utilizar a tabela abaixo:
Exemplos:
a) Quantas gramas tem 1 kg?
Para converter quilograma em grama basta consultar o quadro acima. Observe que é necessário multiplicar por 10 três vezes.
1 kg → g
1 kg x 10 x 10 x 10 = 1 x 1000 = 1.000 g
— Medidas de Tempo
Existem diversas unidades de medida de tempo, por exemplo a hora, o dia, o mês, o ano, o século. No sistema internacional de
medidas a unidades de tempo é o segundo (s)14.
O diagrama abaixo apresenta a operação que devemos fazer para passar de uma unidade para outra.
Em algumas áreas é necessário usar medidas com precisão maior que o segundo. Neste caso, usamos seus submúltiplos.
Assim, podemos indicar o tempo decorrido de um evento em décimos, centésimos ou milésimos de segundos.
Por exemplo, nas competições de natação o tempo de um atleta é medido com precisão de centésimos de segundo.
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MATEMÁTICA
Instrumentos de Medidas
Para medir o tempo utilizamos relógios que são dispositivos que medem eventos que acontecem em intervalos regulares.
Os primeiros instrumentos usados para a medida do tempo foram os relógios de Sol, que utilizavam a sombra projetada de um objeto
para indicar as horas.
Foram ainda utilizados relógios que empregavam escoamento de líquidos, areia, queima de fluidos e dispositivos mecânicos como os
pêndulos para indicar intervalos de tempo.
Tudo o que estiver do lado direito da medida base são chamados submúltiplos. Os prefixos deci, centi e mili correspondem
respectivamente à décima, centésima e milésima parte da unidade fundamental.
Do lado esquerdo estão os múltiplos. Os prefixos deca, hecto e quilo correspondem respectivamente a dez, cem e mil vezes a unidade fundamental.
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MATEMÁTICA
Exemplos:
a) Quantos mililitros correspondem 35 litros?
Para fazer a transformação pedida, vamos escrever o número na tabela das medidas de capacidade. Lembrando que a medida pode
ser escrita como 35,0 litros. A virgula e o algarismo que está antes dela devem ficar na casa da unidade de medida dada, que neste caso
é o litro.
Depois completamos as demais caixas com zeros até chegar na unidade pedida. A vírgula ficará sempre atrás dos algarismos que
estiver na caixa da unidade pedida, que neste caso é o ml.
Depois completamos com zeros até chegar na casa da unidade pedida, que neste caso é o quilograma. A vírgula passa então para atrás
do algarismo que está na casa do quilograma.
— Gráficos
Os gráficos são representações que facilitam a análise de dados, os quais costumam ser dispostos em tabelas quando se realiza
pesquisas estatísticas15. Eles trazem muito mais praticidade, principalmente quando os dados não são discretos, ou seja, quando são
números consideravelmente grandes. Além disso, os gráficos também apresentam de maneira evidente os dados em seu aspecto temporal.
Elementos do Gráfico
Ao construirmos um gráfico em estatística, devemos levar em consideração alguns elementos que são essenciais para sua melhor
compreensão. Um gráfico deve ser simples devido à necessidade de passar uma informação de maneira mais rápida e coesa, ou seja, em
um gráfico estatístico, não deve haver muitas informações, devemos colocar nele somente o necessário.
As informações em um gráfico devem estar dispostas de maneira clara e verídica para que os resultados sejam dados de modo coeso
com a finalidade da pesquisa.”
Tipos de Gráficos
Em estatística é muito comum a utilização de diagramas para representar dados, diagramas são gráficos construídos em duas
dimensões, isto é, no plano. Existem vários modos de representá-los. A seguir, listamos alguns.
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MATEMÁTICA
• Gráfico de Pontos
Também conhecido como Dotplot, é utilizado quando possuímos uma tabela de distribuição de frequência, sendo ela absoluta
ou relativa. O gráfico de pontos tem por objetivo apresentar os dados das tabelas de forma resumida e que possibilite a análise das
distribuições desses dados.
Exemplo: Suponha uma pesquisa, realizada em uma escola de educação infantil, na qual foram coletadas as idades das crianças. Nessa
coleta foi organizado o seguinte rol:
Rol: {1, 1, 2, 2, 2, 2, 3, 3, 4, 4, 4, 4, 4, 4, 5, 5, 6}
Observe que a quantidade de pontos corresponde à frequência de cada idade e o somatório de todos os pontos fornece-nos a
quantidade total de dados coletados.
• Gráfico de linha
É utilizado em casos que existe a necessidade de analisar dados ao longo do tempo, esse tipo de gráfico é muito presente em análises
financeiras. O eixo das abscissas (eixo x) representa o tempo, que pode ser dado em anos, meses, dias, horas etc., enquanto o eixo das
ordenadas (eixo y) representa o outro dado em questão.
Uma das vantagens desse tipo de gráfico é a possibilidade de realizar a análise de mais de uma tabela, por exemplo.
Exemplo: Uma empresa deseja verificar seu faturamento em determinado ano, os dados foram dispostos em uma tabela.
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MATEMÁTICA
Veja que nesse tipo de gráfico é possível ter uma melhor noção a respeito do crescimento ou do decrescimento dos rendimentos da
empresa.
• Gráfico de Barras
Tem como objetivo comparar os dados de determinada amostra utilizando retângulos de mesma largura e altura. Altura essa que deve
ser proporcional ao dado envolvido, isto é, quanto maior a frequência do dado, maior deve ser a altura do retângulo.
Exemplo: Imagine que determinada pesquisa tem por objetivo analisar o percentual de determinada população que acesse ou tenha:
internet, energia elétrica, rede celular, aparelho celular ou tablet. Os resultados dessa pesquisa podem ser dispostos em um gráfico como
este:
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MATEMÁTICA
• Gráfico de Colunas
Seu estilo é semelhante ao do gráfico de barras, sendo utilizado para a mesma finalidade. O gráfico de colunas então é usado quando
as legendas forem curtas, a fim de não deixar muitos espaços em branco no gráfico de barra.
Exemplo: Este gráfico está, de forma genérica, quantificando e comparando determinada grandeza ao longo de alguns anos.
• Gráfico de Setor
É utilizado para representar dados estatísticos com um círculo dividido em setores, as áreas dos setores são proporcionais às
frequências dos dados, ou seja, quanto maior a frequência, maior a área do setor circular.
Exemplo: Este exemplo, de forma genérica, está apresentando diferentes variáveis com frequências diversas para determinada
grandeza, a qual pode ser, por exemplo, a porcentagem de votação em candidatos em uma eleição.
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MATEMÁTICA
• Histograma
O Histograma é uma ferramenta de análise de dados que apresenta diversos retângulos justapostos (barras verticais)16.
Por esse motivo, ele se assemelha ao gráfico de colunas, entretanto, o histograma não apresenta espaço entre as barras.
• Infográficos
Os infográficos representam a união de uma imagem com um texto informativo. As imagens podem conter alguns tipos de gráficos.
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MATEMÁTICA
Média Ponderada
— Tabelas A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à adi-
As tabelas são usadas para organizar algumas informações ção e na qual cada elemento tem um “determinado peso” é chama-
ou dados. Da mesma forma que os gráficos, elas facilitam o da média aritmética ponderada.
entendimento, por meio de linhas e colunas que separam os dados.
Mediana (Md)
Sejam os valores escritos em rol: x1 , x2 , x3 , ... xn
Exemplo 1:
Determinar a mediana do conjunto de dados:
Sendo assim, são usadas para melhor visualização de {12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}
informações em diversas áreas do conhecimento. Também são
muito frequentes em concursos e vestibulares. Solução:
Escrevendo os elementos do conjunto em rol, tem-se: (3, 7, 10,
12, 18, 21, 23). A mediana é o termo médio desse rol. Logo: Md=12
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO – MÉDIA ARITMÉTICA Resposta: Md=12.
SIMPLES Exemplo 2:
Determinar a mediana do conjunto de dados:
{10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.
Média aritmética de um conjunto de números é o valor que se
obtém dividindo a soma dos elementos pelo número de elementos Solução:
do conjunto. Escrevendo-se os elementos do conjunto em rol, tem-se:
Representemos a média aritmética por . (3, 7, 10, 12, 18, 21, 23, 25). A mediana é a média aritmética
A média pode ser calculada apenas se a variável envolvida na entre os dois termos centrais do rol.
pesquisa for quantitativa. Não faz sentido calcular a média aritméti-
ca para variáveis quantitativas. Logo:
Na realização de uma mesma pesquisa estatística entre diferen-
tes grupos, se for possível calcular a média, ficará mais fácil estabe- Resposta: Md=15
lecer uma comparação entre esses grupos e perceber tendências.
Considerando uma equipe de basquete, a soma das alturas dos Moda (Mo)
jogadores é: Num conjunto de números: x1 , x2 , x3 , ... xn, chama-se moda
aquele valor que ocorre com maior frequência.
1,85 + 1,85 + 1,95 + 1,98 + 1,98 + 1,98 + 2,01 + 2,01+2,07+2,07
+2,07+2,07+2,10+2,13+2,18 = 30,0 Observação:
A moda pode não existir e, se existir, pode não ser única.
Se dividirmos esse valor pelo número total de jogadores, obte-
remos a média aritmética das alturas: Exemplo 1:
O conjunto de dados 3, 3, 8, 8, 8, 6, 9, 31 tem moda igual a 8,
isto é, Mo=8.
Exemplo 2:
A média aritmética das alturas dos jogadores é 2,02m. O conjunto de dados 1, 2, 9, 6, 3, 5 não tem moda.
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a solução para o seu concurso!
MATEMÁTICA
Desvio padrão
Definição
Seja o conjunto de números x1 , x2 , x3 , ... xn, tal que é sua mé-
Isto é: dia aritmética. Chama-se desvio padrão desse conjunto, e indica-se
por , o número:
E para amostra
Isto é:
Exemplo 1:
Em oito jogos, o jogador A, de bola ao cesto, apresentou o se-
guinte desempenho, descrito na tabela abaixo:
Exemplo:
JOGO NÚMERO DE PONTOS As estaturas dos jogadores de uma equipe de basquetebol são:
2,00 m; 1,95 m; 2,10 m; 1,90 m e 2,05 m. Calcular:
1 22 a) A estatura média desses jogadores.
2 18 b) O desvio padrão desse conjunto de estaturas.
3 13 Solução:
4 24
Sendo a estatura média, temos:
5 26
6 20
7 19
8 18
Solução:
a) A média de pontos por jogo é:
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a solução para o seu concurso!
MATEMÁTICA
— Teorema de Pitágoras
Uma das fórmulas mais importantes para esta frente
matemática é o Teorema de Pitágoras.
Em um triângulo retângulo (com um ângulo de 90º), a soma
dos quadrados dos catetos (os “lados” que formam o ângulo reto) é
igual ao quadrado da hipotenusa (a aresta maior da figura).
Teorema de Pitágoras: a² + b² = c²
17 [Link]
geometria%20%C3%A9%20uma%20%C3%A1rea,Geometria%20Anal%C3%AD-
tica
18 [Link]
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a solução para o seu concurso!
MATEMÁTICA
— Teorema de Tales
O Teorema de Tales é uma propriedade para retas paralelas.
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a solução para o seu concurso!
MATEMÁTICA
Polígonos
O perímetro é a soma de todos os lados da figura, ou seja, o comprimento do polígono.
Onde A é a área da figura, veja as principais fórmulas:
Fórmulas da Circunferência
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a solução para o seu concurso!
MATEMÁTICA
— Geometria Espacial
É a frente matemática que estuda a geometria no espaço. Ou seja, é o estudo das formas que possuem três dimensões: comprimento,
largura e altura.
Apenas as figuras de geometria espacial têm volume.
Uma das primeiras figuras geométricas que você estuda em geometria espacial é o prisma. Ele é uma figura formada por retângulos,
e duas bases. Outros exemplos de figuras de geometria espacial são cubos, paralelepípedos, pirâmides, cones, cilindros e esferas. Veja a
aula de Geometria espacial sobre prisma e esfera.
Fórmulas da Esfera
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a solução para o seu concurso!
MATEMÁTICA
Fórmulas do Cone
Onde r é o raio da base, g é a geratriz e H é a altura.
Área lateral do cone: Š = π · R . g
Área da base do cone: A = π · R²
Área da superfície total do cone: S = Š + A
Volume do cone: V = 1/3 . A . H
Fórmulas do cilindro
Fórmulas do Prisma
O prisma é um sólido formado por laterais retangulares e duas bases. Na imagem a seguir, o prisma tem base retangular, sendo um
paralelepípedo. O cubo é um paralelepípedo e um prisma.
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a solução para o seu concurso!
MATEMÁTICA
Altura da face =
Altura do tetraedro =
Área da face: AF =
Área total: AT =
Volume do tetraedro:
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a solução para o seu concurso!
MATEMÁTICA
Equação Reduzida e Equação Geral da Reta 3. PREFEITURA DE LARANJAL PAULISTA/SP - PEB II - AVANÇA
• Equação reduzida: y = mx + q e m = tgα. SP/2022
• Equação geral: ax + by + c = 0. Raquel deseja comprar 15 litros de uma bebida vendida na
seguinte embalagem:
(B) 75.
(C) 80.
(D) 85.
(E) 90.
De acordo com a tabela, a escola de Ensino Fundamental do município de Linda Flor que possui a maior quantidade de alunos
matriculados é:
(A) Carlos Silva.
(B) Dulce da Costa.
(C) Mário Gomes.
(D) Nilce Modesto.
(E) Osvaldo Bastos.
10. PREFEITURA DE JARDINÓPOLIS/SC - FISCAL DE VIGILÂNCIA 15. COMUR DE NOVO HAMBURGO/RS - AGENTE DE
SANITÁRIA - GS ASSESSORIA E CONCURSOS/2021 ATENDIMENTO E VENDAS - FUNDATEC/2021 Qual o resultado da
Na construção de um muro 8 pedreiros levaram 12 dias para equação de primeiro grau 2x - 7 = 28 - 5x?
conclui-lo. Se a disponibilidade para fazer esse muro fosse de 6 (A) 3.
homens em quanto tempo estaria concluído? (B) 5.
(A) 16 (C) 7.
(B) 14 (D) -4,6.
(C) 20 (E) Não é possível resolver essa equação.
(D) 21
(E) 18 16. PREFEITURA DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON/PR -
ARQUITETO - INSTITUTO UNIFIL/2021
11. PREFEITURA DE PIRACICABA/SP - PROFESSOR - Considerando a equação do segundo grau {2x2 – 9x + 7 = 0},
VUNESP/2020 assinale a alternativa que representa o resultado do produto das
Uma escola tem aulas nos períodos matutino e vespertino. raízes desta equação.
Nessa escola, estudam 400 alunos, sendo o número de alunos do (A) 5,0
período vespertino igual a 2/3 do número de alunos do período (B) 4,6
matutino. A razão entre o número de alunos do período vespertino (C) 4,4
e o número total de alunos dessa escola é: (D) 3,5
(A) 1/4
(B) 1/3
(C) 2/5 GABARITO
(D) 3/5
(E) 2/3
1 D
12. UEPA - TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR - FADESP/2020
Doze funcionários de um escritório de contabilidade trabalham 2 B
8 horas por dia, durante 25 dias, para atender a um certo número de 3 C
clientes. Se dois funcionários adoecem e precisam ser afastados por
tempo indeterminado, o total de dias que os funcionários restantes 4 CERTO
levarão para atender ao mesmo número de pessoas, trabalhando 2 5 B
horas a mais por dia, no mesmo ritmo de trabalho, será de:
6 E
(A) 23 dias.
(B) 24 dias. 7 C
(C) 25 dias. 8 B
(D) 26 dias.
9 C
13. PREFEITURA DE SÃO ROQUE/SP - INSPETOR DE ALUNOS - 10 A
VUNESP/2020
Seu José cria 36 galinhas em seu sítio. Se todas as galinhas 11 C
botarem 1 ovo por dia, em uma semana, o total de ovos que as 12 B
galinhas terão botado é:
13 C
(A) 15 dúzias.
(B) 18 dúzias. 14 D
(C) 21 dúzias. 15 B
(D) 24 dúzias.
(E) 30 dúzias. 16 D
______________________________________________________
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
MS-WINDOWS 10: CONCEITO DE PASTAS, DIRETÓRIOS, ARQUIVOS E ATALHOS, ÁREA DE TRABALHO, ÁREA DE TRANSFERÊN-
CIA, MANIPULAÇÃO DE ARQUIVOS E PASTAS, USO DOS MENUS, PROGRAMAS E APLICATIVOS, INTERAÇÃO COM O CONJUN-
TO DE APLICATIVOS MS-OFFICE 2016.
Lançado em 2015, O Windows 10 chega ao mercado com a proposta ousada, juntar todos os produtos da Microsoft em uma única
plataforma. Além de desktops e notebooks, essa nova versão equipará smartphones, tablets, sistemas embarcados, o console Xbox One e
produtos exclusivos, como o Surface Hub e os óculos de realidade aumentada HoloLens1.
Versões do Windows 10
– Windows 10 Home: edição do sistema operacional voltada para os consumidores domésticos que utilizam PCs (desktop e notebook),
tablets e os dispositivos “2 em 1”.
– Windows 10 Pro: o Windows 10 Pro também é voltado para PCs (desktop e notebook), tablets e dispositivos “2 em 1”, mas traz
algumas funcionalidades extras em relação ao Windows 10 Home, os quais fazem com que essa edição seja ideal para uso em pequenas
empresas, apresentando recursos para segurança digital, suporte remoto, produtividade e uso de sistemas baseados na nuvem.
– Windows 10 Enterprise: construído sobre o Windows 10 Pro, o Windows 10 Enterprise é voltado para o mercado corporativo. Os
alvos dessa edição são as empresas de médio e grande porte, e o Sistema apresenta capacidades que focam especialmente em tecnologias
desenvolvidas no campo da segurança digital e produtividade.
– Windows 10 Education: Construída a partir do Windows 10 Enterprise, essa edição foi desenvolvida para atender as necessidades
do meio escolar.
– Windows 10 Mobile: o Windows 10 Mobile é voltado para os dispositivos de tela pequena cujo uso é centrado no touchscreen, como
smartphones e tablets
– Windows 10 Mobile Enterprise: também voltado para smartphones e pequenos tablets, o Windows 10 Mobile Enterprise tem como
objetivo entregar a melhor experiência para os consumidores que usam esses dispositivos para trabalho.
– Windows 10 IoT: edição para dispositivos como caixas eletrônicos, terminais de autoatendimento, máquinas de atendimento para o
varejo e robôs industriais – todas baseadas no Windows 10 Enterprise e Windows 10 Mobile Enterprise.
– Windows 10 S: edição otimizada em termos de segurança e desempenho, funcionando exclusivamente com aplicações da Loja Mi-
crosoft.
– Windows 10 Pro – Workstation: como o nome sugere, o Windows 10 Pro for Workstations é voltado principalmente para uso profis-
sional mais avançado em máquinas poderosas com vários processadores e grande quantidade de RAM.
3 [Link]
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Menu Iniciar
Algo que deixou descontente grande parte dos usuários do Windows 8 foi o sumiço do Menu Iniciar.
O novo Windows veio com a missão de retornar com o Menu Iniciar, o que aconteceu de fato. Ele é dividido em duas partes: na direita,
temos o padrão já visto nos Windows anteriores, como XP, Vista e 7, com a organização em lista dos programas. Já na direita temos uma
versão compacta da Modern UI, lembrando muito os azulejos do Windows Phone 8.
Paint 3D
O novo App de desenhos tem recursos mais avançados, especialmente para criar objetos em três dimensões. As ferramentas antigas
de formas, linhas e pintura ainda estão lá, mas o design mudou e há uma seleção extensa de funções que prometem deixar o programa
mais versátil.
Para abrir o Paint 3D clique no botão Iniciar ou procure por Paint 3D na caixa de pesquisa na barra de tarefas.
Paint 3D.
5 Fonte: [Link]
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Cortana
Cortana é um/a assistente virtual inteligente do sistema operacional Windows 10.
Além de estar integrada com o próprio sistema operacional, a Cortana poderá atuar em alguns aplicativos específicos. Esse é o caso
do Microsoft Edge, o navegador padrão do Windows 10, que vai trazer a assistente pessoal como uma de suas funcionalidades nativas. O
assistente pessoal inteligente que entende quem você é, onde você está e o que está fazendo. O Cortana pode ajudar quando for solicita-
do, por meio de informações-chave, sugestões e até mesmo executá-las para você com as devidas permissões.
Para abrir a Cortana selecionando a opção na Barra de Tarefas. Podendo teclar ou falar o
tema que deseja.
Microsot Edge
O novo navegador do Windows 10 veio para substituir o Internet Explorer como o browser-padrão do sistema operacional da Mi-
crosoft. O programa tem como características a leveza, a rapidez e o layout baseado em padrões da web, além da remoção de suporte a
tecnologias antigas, como o ActiveX e o Browser Helper Objects.
Dos destaques, podemos mencionar a integração com serviços da Microsoft, como a assistente de voz Cortana e o serviço de armaze-
namento na nuvem OneDrive, além do suporte a ferramentas de anotação e modo de leitura.
O Microsoft Edge é o primeiro navegador que permite fazer anotações, escrever, rabiscar e realçar diretamente em páginas da Web.
Use a lista de leitura para salvar seus artigos favoritos para mais tarde e lê-los no modo de leitura . Focalize guias abertas para visu-
alizá-las e leve seus favoritos e sua lista de leitura com você quando usar o Microsoft Edge em outro dispositivo.
O Internet Explorer 11, ainda vem como acessório do Windows 10. Devendo ser descontinuado nas próximas atualizações.
Para abrir o Edge clique no botão Iniciar , Microsoft Edge ou clique no ícone na barra de tarefas.
Windows Hello
O Windows Hello funciona com uma tecnologia de credencial chamada Microsoft Passport, mais fácil, mais prática e mais segura do
que usar uma senha, porque ela usa autenticação biométrica. O usuário faz logon usando face, íris, impressão digital, PIN, bluetooth do
celular e senha com imagem.
Para acessar o Windows Hello, clique no botão , selecione Configurações > Contas > Opções de entrada. Ou procure por
Hello ou Configurações de entrada na barra de pesquisa.
Windows Hello.
Bibliotecas
As Bibliotecas são um recurso do Windows 10 que permite a exibição consolidada de arquivos relacionados em um só local. Você pode
pesquisar nas Bibliotecas para localizar os arquivos certos rapidamente, até mesmo quando esses arquivos estão em pastas, unidades
ou em sistemas diferentes (quando as pastas são indexadas nos sistemas remotos ou armazenadas em cache localmente com Arquivos
Offline).
One Drive
O OneDrive é serviço um de armazenamento e compartilhamento de arquivos da Microsoft. Com o Microsoft OneDrive você pode
acessar seus arquivos em qualquer lugar e em qualquer dispositivo.
O OneDrive é um armazenamento on-line gratuito que vem com a sua conta da Microsoft. É como um disco rígido extra que está
disponível para todos os dispositivos que você usar.
OneDivre.8
Manipulação de Arquivos
É um conjunto de informações nomeadas, armazenadas e organizadas em uma mídia de armazenamento de dados. O arquivo está
disponível para um ou mais programas de computador, sendo essa relação estabelecida pelo tipo de arquivo, identificado pela extensão
recebida no ato de sua criação ou alteração.
Há arquivos de vários tipos, identificáveis por um nome, seguido de um ponto e um sufixo com três (DOC, XLS, PPT) ou quatro letras
(DOCX, XLSX), denominado extensão. Assim, cada arquivo recebe uma denominação do tipo [Link]ão. Os tipos mais comuns são
arquivos de programas ([Link]), de texto ([Link]), de imagens ([Link], [Link]), planilhas eletrônicas ([Link]) e
apresentações ([Link]).
Pasta
As pastas ou diretórios: não contém informação propriamente dita e sim arquivos ou mais pastas. A função de uma pasta é organizar
tudo o que está dentro das unidades.
O Windows utiliza as pastas do computador para agrupar documentos, imagens, músicas, aplicações, e todos os demais tipos de
arquivos existentes.
Para visualizar a estrutura de pastas do disco rígido, bem como os arquivos nela armazenados, utiliza-se o Explorador de Arquivos.
8 Fonte: [Link]
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Windows Defender.9
Lixeira
A Lixeira armazena temporariamente arquivos e/ou pastas excluídos das unidades internas do computador (c:\).
Para enviar arquivo para a lixeira:
- Seleciona-lo e pressionar a tecla DEL.
- Arrasta-lo para a lixeira.
- Botão direito do mouse sobre o arquivo, opção excluir.
- Seleciona-lo e pressionar CTRL+D.
CTRL + R ou F5: atualizar a janela. – Trabalhando em grupo, em tempo real: permite que vários
CTRL + Y: refazer. usuários trabalhem no mesmo documento de forma simultânea.
CTRL + ESC: abrir o menu iniciar.
CTRL + SHIFT + ESC: gerenciador de tarefas.
WIN + A: central de ações.
WIN + C: cortana.
WIN + E: explorador de arquivos.
WIN + H: compartilhar.
WIN + I: configurações.
WIN + L: bloquear/trocar conta.
WIN + M: minimizar as janelas.
WIN + R: executar.
WIN + S: pesquisar.
WIN + “,”: aero peek.
WIN + SHIFT + M: restaurar as janelas.
WIN + TAB: task view (visão de tarefas).
WIN + HOME: aero shake.
Ao armazenar um documento on-line no OneDrive ou no Sha-
ALT + TAB: alternar entre janelas.
WIN + X: menu de acesso rápido. rePoint e compartilhá-lo com colegas que usam o Word 2016 ou
F1: ajuda. Word On-line, vocês podem ver as alterações uns dos outros no
documento durante a edição. Após salvar o documento on-line, cli-
que em Compartilhar para gerar um link ou enviar um convite por
MS-WORD 2016: ESTRUTURA BÁSICA DOS DOCUMENTOS, e-mail. Quando seus colegas abrem o documento e concordam em
EDIÇÃO E FORMATAÇÃO DE TEXTOS, CABEÇALHOS, PARÁ- compartilhar automaticamente as alterações, você vê o trabalho
GRAFOS, FONTES, COLUNAS, MARCADORES SIMBÓLICOS em tempo real.
E NUMÉRICOS, TABELAS, IMPRESSÃO, CONTROLE DE QUE-
BRAS E NUMERAÇÃO DE PÁGINAS, LEGENDAS, ÍNDICES,
INSERÇÃO DE OBJETOS, CAMPOS PREDEFINIDOS, CAI-
XAS DE TEXTO.
10 [Link]
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
– Histórico de versões melhorado: vá até Arquivo > Histórico para conferir uma lista completa de alterações feitas a um documento e
para acessar versões anteriores.
– Compartilhamento mais simples: clique em Compartilhar para compartilhar seu documento com outras pessoas no SharePoint, no
OneDrive ou no OneDrive for Business ou para enviar um PDF ou uma cópia como um anexo de e-mail diretamente do Word.
– Formatação de formas mais rápida: quando você insere formas da Galeria de Formas, é possível escolher entre uma coleção de
preenchimentos predefinidos e cores de tema para aplicar rapidamente o visual desejado.
– Guia Layout: o nome da Guia Layout da Página na versão 2010/2013 do Microsoft Word mudou para apenas Layout11.
Interface Gráfica
Faixa de Opções
Faixa de Opções é o local onde estão os principais comandos do Word, todas organizadas em grupos e distribuídas por meio de guias,
que permitem fácil localização e acesso. As faixas de Opções são separadas por nove guias: Arquivos; Página Inicial, Inserir, Design, Layout,
Referências, Correspondências, Revisão e Exibir.
– Salvar/Salvar como: a primeira vez que irá salvar o documento as duas opções levam ao mesmo lugar. Apenas a partir da segunda
vez em diante que o Salvar apenas atualiza o documento e o Salvar como exibe a janela abaixo. Contém os locais onde serão armazenados
os arquivos. Opções locais como na nuvem (OneDrive).
– Imprimir: opções de impressão do documento em edição. Desde a opção da impressora até as páginas desejadas. O usuário tanto
pode imprimir páginas sequenciais como páginas alternadas.
– Página Inicial: possui ferramentas básicas para formatação de texto, como tamanho e cor da fonte, estilos de marcador, alinhamento
de texto, entre outras.
Grupo Fonte
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Fonte: permite que selecionar uma fonte, ou seja, um tipo de letra a ser exibido em seu texto. Em cada texto
pode haver mais de um tipo de fontes diferentes.
Tamanho da fonte: é o tamanho da letra do texto. Permite escolher entre diferentes tamanhos de fonte na lista
ou que digite um tamanho manualmente.
Negrito: aplica o formato negrito (escuro) ao texto selecionado. Se o cursor estiver sobre uma palavra, ela fica-
rá toda em negrito. Se a seleção ou a palavra já estiver em negrito, a formatação será removida.
Itálico: aplica o formato itálico (deitado) ao texto selecionado. Se o cursor estiver sobre uma palavra, ela ficará
toda em itálico. Se a seleção ou palavra já estiver em itálico, a formatação será removida.
Sublinhado: sublinha, ou seja, insere ou remove uma linha embaixo do texto selecionado. Se o cursor não está
em uma palavra, o novo texto inserido será sublinhado.
Tachado: risca uma linha, uma palavra ou apenas uma letra no texto selecionado ou, se o cursor somente esti-
ver sobre uma palavra, esta palavra ficará riscada.
Cor do realce do texto: aplica um destaque colorido sobre a palavra, assim como uma caneta marca texto.
Grupo Parágrafo
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Espaçamento de linha e parágrafo: escolhe o espaçamento entre as linhas do texto ou entre parágrafos.
Sombreamento: aplica uma cor de fundo no parágrafo onde o cursor está posicionado.
Grupo Estilo
Possui vários estilos pré-definidos que permite salvar configurações relativas ao tamanho e cor da fonte, espaçamento entre linhas
do parágrafo.
Grupo Edição
CTRL+L: ao clicar nesse ícone é aberta a janela lateral, denominada navegação, onde é possível localizar
um uma palavra ou trecho dentro do texto.
CTRL+U: pesquisa no documento a palavra ou parte do texto que você quer mudar e o substitui por
outro de seu desejo.
Inserir: a guia inserir permite a inclusão de elementos ao texto, como: imagens, gráficos, formas, configurações de quebra de página,
equações, entre outras.
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Adiciona uma folha inicial em seu documento, parecido como uma capa.
Uma seção divide um documento em partes determinadas pelo usuário para que sejam aplicados
diferentes estilos de formatação na mesma ou facilitar a numeração das páginas dentro dela.
Permite inserir uma tabela, uma planilha do Excel, desenhar uma tabela, tabelas rápidas ou converter o texto em
tabela e vice-versa.
Design: esta guia agrupa todos os estilos e formatações disponíveis para aplicar ao layout do documento.
Layout: a guia layout define configurações características ao formato da página, como tamanho, orientação, recuo, entre outras.
Referências: é utilizada para configurações de itens como sumário, notas de rodapé, legendas entre outros itens relacionados a iden-
tificação de conteúdo.
Correspondências: possui configuração para edição de cartas, mala direta, envelopes e etiquetas.
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Revisão: agrupa ferramentas úteis para realização de revisão de conteúdo do texto, como ortografia e gramática, dicionário de sinô-
nimos, entre outras.
Formatos de arquivos
Veja abaixo alguns formatos de arquivos suportados pelo Word 2016:
.docx: formato xml.
.doc: formato da versão 2003 e anteriores.
.docm: formato que contém macro (vba).
.dot: formato de modelo (carta, currículo...) de documento da versão 2003 e anteriores.
.dotx: formato de modelo (carta, currículo...) com o padrão xml.
.odt: formato de arquivo do Libre Office Writer.
.rtf: formato de arquivos do WordPad.
.xml: formato de arquivos para Web.
.html: formato de arquivos para Web.
.pdf: arquivos portáteis.
MS-EXCEL 2016: ESTRUTURA BÁSICA DAS PLANILHAS, CONCEITOS DE CÉLULAS, LINHAS, COLUNAS, PASTAS E GRÁFICOS,
ELABORAÇÃO DE TABELAS E GRÁFICOS, USO DE FÓRMULAS, FUNÇÕES E MACROS, IMPRESSÃO, INSERÇÃO DE OBJETOS,
CAMPOS PREDEFINIDOS, CONTROLE DE QUEBRAS E NUMERAÇÃO DE PÁGINAS, OBTENÇÃO DE DADOS EXTERNOS, CLASSI-
FICAÇÃO DE DADOS.
14 [Link]
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Especificamente sobre o Excel 2016, seu diferencial é a criação e edição de planilhas a partir de dispositivos móveis de forma mais fácil
e intuitivo, vendo que atualmente, os usuários ainda não utilizam de forma intensa o Excel em dispositivos móveis.
Ao abrir uma planilha em branco ou uma planilha, é exibida a área de trabalho do Excel 2016 com todas as ferramentas necessárias
para criar e editar planilhas15.
15 [Link]
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Planilha Eletrônica
A Planilha Eletrônica é uma folha de cálculo disposta em forma de tabela, na qual poderão ser efetuados rapidamente vários tipos de
cálculos matemáticos, simples ou complexos.
Além disso, a planilha eletrônica permite criar tabelas que calculam automaticamente os totais de valores numéricos inseridos, impri-
mir tabelas em layouts organizados e criar gráficos simples.
Barra de Fórmulas
Nesta barra é onde inserimos o conteúdo de uma célula podendo conter fórmulas, cálculos ou textos, mais adiante mostraremos
melhor a sua utilidade.
Barra de Fórmulas.
Guia de Planilhas
Quando abrirmos um arquivo do Excel, na verdade estamos abrindo uma pasta de trabalho onde pode conter planilhas, gráficos, tabe-
las dinâmicas, então essas abas são identificadoras de cada item contido na pasta de trabalho, onde consta o nome de cada um.
Nesta versão quando abrimos uma pasta de trabalho, por padrão encontramos apenas uma planilha.
Guia de Planilhas.
16 [Link]
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
– Coluna: é o espaçamento entre dois traços na vertical. As colunas do Excel são representadas em letras de acordo com a ordem
alfabética crescente sendo que a ordem vai de “A” até “XFD”, e tem no total de 16.384 colunas em cada planilha.
– Linha: é o espaçamento entre dois traços na horizontal. As linhas de uma planilha são representadas em números, formam um total
de 1.048.576 linhas e estão localizadas na parte vertical esquerda da planilha.
Linhas e colunas.
Célula: é o cruzamento de uma linha com uma coluna. Na figura abaixo podemos notar que a célula selecionada possui um endereço
que é o resultado do cruzamento da linha 4 e a coluna B, então a célula será chamada B4, como mostra na caixa de nome logo acima da
planilha.
Células.
Pasta de trabalho
É denominada pasta todo arquivo que for criado no MS Excel. Tudo que for criado será um arquivo com extensão: xls, xlsx, xlsm, xltx
ou xlsb.
Fórmulas
Fórmulas são equações que executam cálculos sobre valores na planilha. Uma fórmula sempre inicia com um sinal de igual (=).
Uma fórmula também pode conter os seguintes itens: funções, referências, operadores e constantes.
– Referências: uma referência identifica uma célula ou um intervalo de células em uma planilha e informa ao Microsoft Excel onde
procurar os valores ou dados a serem usados em uma fórmula.
– Operadores: um sinal ou símbolo que especifica o tipo de cálculo a ser executado dentro de uma expressão. Existem operadores
matemáticos, de comparação, lógicos e de referência.
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
– Constantes: é um valor que não é calculado, e que, portanto, não é alterado. Por exemplo: =C3+5.
O número 5 é uma constante. Uma expressão ou um valor resultante de uma expressão não é considerado uma constante.
Funções
Funções são fórmulas predefinidas que efetuam cálculos usando valores específicos, denominados argumentos, em uma determinada
ordem ou estrutura. As funções podem ser usadas para executar cálculos simples ou complexos.
Assim como as fórmulas, as funções também possuem uma estrutura (sintaxe), conforme ilustrado abaixo:
Estrutura da função.
NOME DA FUNÇÃO: todas as funções que o Excel permite usar em suas células tem um nome exclusivo.
Para obter uma lista das funções disponíveis, clique em uma célula e pressione SHIFT+F3.
ARGUMENTOS: os argumentos podem ser números, texto, valores lógicos, como VERDADEIRO ou FALSO, matrizes, valores de erro
como #N/D ou referências de célula. O argumento que você atribuir deve produzir um valor válido para esse argumento. Os argumentos
também podem ser constantes, fórmulas ou outras funções.
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Função SOMA
Esta função soma todos os números que você especifica como argumentos. Cada argumento pode ser um intervalo, uma referência
de célula, uma matriz, uma constante, uma fórmula ou o resultado de outra função. Por exemplo, SOMA (A1:A5) soma todos os números
contidos nas células de A1 a A5. Outro exemplo: SOMA (A1;A3; A5) soma os números contidos nas células A1, A3 e A5.
Função MÉDIA
Esta função calcula a média aritmética de uma determinada faixa de células contendo números. Para tal, efetua o cálculo somando os
conteúdos dessas células e dividindo pela quantidade de células que foram somadas.
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Função SE
A função SE é uma função do grupo de lógica, onde temos que tomar uma decisão baseada na lógica do problema. A função SE verifica
uma condição que pode ser Verdadeira ou Falsa, diante de um teste lógico.
Sintaxe
SE (teste lógico; valor se verdadeiro; valor se falso)
Exemplo:
Na planilha abaixo, como saber se o número é negativo, temos que verificar se ele é menor que zero.
Na célula A2 digitaremos a seguinte formula:
Função SOMASE
A função SOMASE é uma junção de duas funções já estudadas aqui, a função SOMA e SE, onde buscaremos somar valores desde que
atenda a uma condição especificada:
Sintaxe
SOMASE (intervalo analisado; critério; intervalo a ser somado)
Onde:
Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai analisar o critério.
Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no intervalo a ser analisado.
Intervalo a ser somado (opcional): caso o critério seja atendido é efetuado a soma da referida célula analisada. Não pode conter texto
neste intervalo.
Exemplo:
Vamos calcular a somas das vendas dos vendedores por Gênero. Observando a planilha acima, na célula C9 digitaremos a função
=SOMASE (B2:B7;”M”; C2:C7) para obter a soma dos vendedores.
Função [Link]
Esta função conta quantas células se atender ao critério solicitado. Ela pede apenas dois argumentos, o intervalo a ser analisado e o
critério para ser verificado.
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Sintaxe
[Link] (intervalo analisado; critério)
Onde:
Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai analisar o critério.
Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no intervalo a ser analisado.
Aproveitando o mesmo exemplo da função anterior, podemos contar a quantidade de homens e mulheres.
Na planilha acima, na célula C9 digitaremos a função =[Link] (B2:B7;”M”) para obter a quantidade de vendedores.
MS-POWERPOINT 2016: ESTRUTURA BÁSICA DAS APRESENTAÇÕES, CONCEITOS DE SLIDES, ANOTAÇÕES, RÉGUA, GUIAS,
CABEÇALHOS E RODAPÉS, NOÇÕES DE EDIÇÃO E FORMATAÇÃO DE APRESENTAÇÕES, INSERÇÃO DE OBJETOS, NUMERAÇÃO
DE PÁGINAS, BOTÕES DE AÇÃO, ANIMAÇÃO E TRANSIÇÃO ENTRE SLIDES.
O aplicativo Power Point 2016 é um programa para apresentações eletrônicas de slides. Nele encontramos os mais diversos tipos de
formatações e configurações que podemos aplicar aos slides ou apresentação de vários deles. Através desse aplicativo, podemos ainda,
desenvolver slides para serem exibidos na web, imprimir em transparência para projeção e melhor: desenvolver apresentações para pa-
lestras, cursos, apresentações de projetos e produtos, utilizando recursos de áudio e vídeo.
O MS PowerPoint é um aplicativo de apresentação de slides, porém ele não apenas isso, mas também realiza as seguintes tarefas17:
– Edita imagens de forma bem simples;
– Insere e edita áudios mp3, mp4, midi, wav e wma no próprio slide;
– Insere vídeos on-line ou do próprio computador;
– Trabalha com gráficos do MS Excel;
– Grava Macros.
– Ideal para apresentar uma ideia, proposta, empresa, produto ou processo, com design profissional e slides de grande impacto;
17 FRANCESCHINI, M. Ms PowerPoint 2016 – Apresentação de Slides.
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
– Os seus temas personalizados, estilos e opções de formatação dão ao utilizador uma grande variedade de combinações de cor, tipos
de letra e feitos;
– Permite enfatizar as marcas (bullet points), com imagens, formas e textos com estilos especiais;
– Inclui gráficos e tabelas com estilos semelhantes ao dos restantes programas do Microsoft Office (Word e Excel), tornando a apre-
sentação de informação numérica apelativa para o público.
– Com a funcionalidade SmartArt é possível criar diagramas sofisticados, ideais para representar projetos, hierarquias e esquemas
personalizados.
– Permite a criação de temas personalizados, ideal para utilizadores ou empresas que pretendam ter o seu próprio layout.
– Pode ser utilizado como ferramenta colaborativa, onde os vários intervenientes (editores da apresentação) podem trocar informa-
ções entre si através do documento, através de comentários.
• Compartilhar: permite compartilhar as apresentações com outros usuários on-line para edição simultânea por meio do OneDrive.
• Anotações à Tinta: o usuário pode fazer traços de caneta à mão livre e marca-texto no documento. Esse recurso é acessado por meio
da guia Revisão.
• Ideias de Design: essa nova funcionalidade da guia Design abre um painel lateral que oferece sugestões de remodelagem do slide
atual instantaneamente.
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Faixa de Opções
A Faixa de Opções é usada para localizar rapidamente os co-
mandos necessários para executar uma tarefa. Os comandos são
organizados em grupos lógicos, reunidos em guias. Cada guia está
relacionada a um tipo de atividade como gravação ou disposição
de uma página. Para diminuir a desorganização, algumas guias são
exibidas somente quando necessário. Por exemplo, a guia Ferra-
mentas de Imagem somente é exibida quando uma imagem for
selecionada.
Grande novidade do Office 2007/2010, a faixa de opções elimi-
na grande parte da navegação por menus e busca aumentar a pro-
dutividade por meio do agrupamento de comandos em uma faixa
localizada abaixo da barra de títulos20.
Painel de Anotações
Nele é possível digitar as anotações que se deseja incluir em
um slide.
Barra de Status
Exibe várias informações úteis na confecção dos slides, entre
elas: o número de slides; tema e idioma.
Barra de Título
Exibe o nome do programa (Microsoft PowerPoint) e, também
exibe o nome do documento ativo. Nível de Zoom
Clicar para ajustar o nível de zoom.
Justificar: alinha o texto às margens esquerda e direita, adicionando espaço extra entre as palavras conforme o necessário, promoven-
do uma aparência organizada nas laterais esquerda e direita da página.
Colunas: divide o texto em duas ou mais colunas.
Excluir slide
Selecione o slide com um clique e tecle Delete no teclado.
Salvar Arquivo
Para salvar o arquivo, acionar a guia Arquivo e sem sequência, salvar como ou pela tecla de atalho Ctrl + B.
Inserir Figuras
Para inserir uma figura no slide clicar na guia Inserir, e clicar em um desses botões:
– Imagem do Arquivo: insere uma imagem de um arquivo.
– Clip-Art: é possível escolher entre várias figuras que acompanham o Microsoft Office.
– Formas: insere formas prontas, como retângulos e círculos, setas, linhas, símbolos de fluxograma e textos explicativos.
– SmartArt: insere um elemento gráfico SmartArt para comunicar informações visualmente. Esses elementos gráficos variam desde
listas gráficas e diagramas de processos até gráficos mais complexos, como diagramas de Venn e organogramas.
– Gráfico: insere um gráfico para ilustrar e comparar dados.
– WordArt: insere um texto com efeitos especiais.
Transição de Slides
A Microsoft Office PowerPoint 2016 inclui vários tipos diferentes de transições de slides. Basta clicar no guia transição e escolher a
transição de slide desejada.
Exibir apresentação
Para exibir uma apresentação de slides no Power Point.
1. Clique na guia Apresentação de Slides, grupo Iniciar Apresentação de Slides.
2. Clique na opção Do começo ou pressione a tecla F5, para iniciar a apresentação a partir do primeiro slide.
3. Clique na opção Do Slide Atual, ou pressione simultaneamente as teclas SHIFT e F5, para iniciar a apresentação a partir do slide
atual.
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Slide mestre
O slide mestre é um slide padrão que replica todas as suas características para toda a apresentação. Ele armazena informações como
plano de fundo, tipos de fonte usadas, cores, efeitos (de transição e animação), bem como o posicionamento desses itens. Por exemplo, na
imagem abaixo da nossa apresentação multiuso Power View, temos apenas um item padronizado em todos os slides que é a numeração
da página no topo direito superior.
Ao modificar um ou mais dos layouts abaixo de um slide mestre, você modifica essencialmente esse slide mestre. Embora cada layout
de slide seja configurado de maneira diferente, todos os layouts que estão associados a um determinado slide mestre contêm o mesmo
tema (esquema de cor, fontes e efeitos).
Para criar um slide mestre clique na Guia Exibição e em seguida em Slide Mestre.
CORREIO ELETRÔNICO: USO DE CORREIO ELETRÔNICO, PREPARO E ENVIO DE MENSAGENS, ANEXAÇÃO DE ARQUIVOS.
E-mail
O e-mail revolucionou o modo como as pessoas recebem mensagem atualmente21. Qualquer pessoa que tenha um e-mail pode man-
dar uma mensagem para outra pessoa que também tenha e-mail, não importando a distância ou a localização.
Um endereço de correio eletrônico obedece à seguinte estrutura: à esquerda do símbolo @ (ou arroba) fica o nome ou apelido do
usuário, à direita fica o nome do domínio que fornece o acesso. O resultado é algo como:
maria@[Link]
Atualmente, existem muitos servidores de webmail – correio eletrônico – na Internet, como o Gmail e o Outlook.
Para possuir uma conta de e-mail nos servidores é necessário preencher uma espécie de cadastro. Geralmente existe um conjunto de
regras para o uso desses serviços.
Correio Eletrônico
Este método utiliza, em geral, uma aplicação (programa de correio eletrônico) que permite a manipulação destas mensagens e um
protocolo (formato de comunicação) de rede que permite o envio e recebimento de mensagens22. Estas mensagens são armazenadas no
que chamamos de caixa postal, as quais podem ser manipuladas por diversas operações como ler, apagar, escrever, anexar, arquivos e
extração de cópias das mensagens.
Para enviar um e-mail, o usuário deve possuir um cliente de e-mail que é um programa que permite escrever, enviar e receber e-mails
conectando-se com a máquina servidora de e-mail. Inicialmente, um usuário que deseja escrever seu e-mail, deve escrever sua mensagem
de forma textual no editor oferecido pelo cliente de e-mail e endereçar este e-mail para um destinatário que possui o formato “nome@
[Link]“. Quando clicamos em enviar, nosso cliente de e-mail conecta-se com o servidor de e-mail, comunicando-se com o pro-
grama SMTP, entregando a mensagem a ser enviada. A mensagem é dividida em duas partes: o nome do destinatário (nome antes do @)
e o domínio, i.e., a máquina servidora de e-mail do destinatário (endereço depois do @). Com o domínio, o servidor SMTP resolve o DNS,
obtendo o endereço IP do servidor do e-mail do destinatário e comunicando-se com o programa SMTP deste servidor, perguntando se o
nome do destinatário existe naquele servidor. Se existir, a mensagem do remetente é entregue ao servidor POP3 ou IMAP, que armazena
a mensagem na caixa de e-mail do destinatário.
21 [Link]
22 [Link]
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NOÇÕES DE INFORMÁTICA
23
Clientes de E-mail
Um cliente de e-mail é essencialmente um programa de computador que permite compor, enviar e receber e-mails a partir de um ser-
vidor de e-mail, o que exige cadastrar uma conta de e-mail e uma senha para seu correto funcionamento. Há diversos clientes de e-mails
no mercado que, além de manipular e-mails, podem oferecer recursos diversos.
23 [Link]
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NOÇÕES DE INFORMÁTICA
– Outlook: cliente de e-mails nativo do sistema operacional Microsoft Windows. A versão Express é uma versão mais simplificada e
que, em geral, vem por padrão no sistema operacional Windows. Já a versão Microsoft Outlook é uma versão que vem no pacote Microsoft
Office possui mais recursos, incluindo, além de funções de e-mail, recursos de calendário.
– Mozilla Thunderbird: é um cliente de e-mails e notícias Open Source e gratuito criado pela Mozilla Foundation (mesma criadora do
Mozilla Firefox).
Webmails
Webmail é o nome dado a um cliente de e-mail que não necessita de instalação no computador do usuário, já que funciona como uma
página de internet, bastando o usuário acessar a página do seu provedor de e-mail com seu login e senha. Desta forma, o usuário ganha
mobilidade já que não necessita estar na máquina em que um cliente de e-mail está instalado para acessar seu e-mail. A desvantagem da
utilização de webmails em comparação aos clientes de e-mail é o fato de necessitarem de conexão de Internet para leitura dos e-mails,
enquanto nos clientes de e-mail basta a conexão para “baixar” os e-mails, sendo que a posterior leitura pode ser realizada desconectada
da Internet.
24
INTERNET: NAVEGAÇÃO NA INTERNET, CONCEITOS DE URL, LINKS, SITES, BUSCA E IMPRESSÃO DE PÁGINAS.
Internet
A Internet é uma rede mundial de computadores interligados através de linhas de telefone, linhas de comunicação privadas, cabos
submarinos, canais de satélite, etc25. Ela nasceu em 1969, nos Estados Unidos. Interligava originalmente laboratórios de pesquisa e se cha-
mava ARPAnet (ARPA: Advanced Research Projects Agency). Com o passar do tempo, e com o sucesso que a rede foi tendo, o número de
adesões foi crescendo continuamente. Como nesta época, o computador era extremamente difícil de lidar, somente algumas instituições
possuíam internet.
24 [Link]
25 [Link]
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
8. (PREFEITURA DE SÃO FRANCISCO/MG - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - COTEC/2020) Em observação aos conceitos e componentes
de e-mail, faça a relação da denominação de item, presente na 1.ª coluna, com a sua definição, na 2.ª coluna.
Item
1- Spam
2- IMAP
3- Cabeçalho
4- Gmail
Definição
( ) Protocolo de gerenciamento de correio eletrônico.
( ) Um serviço gratuito de webmail.
( ) Mensagens de e-mail não desejadas e enviadas em massa para múltiplas pessoas.
( ) Uma das duas seções principais das mensagens de e-mail.
9. (PREFEITURA DE SÃO FRANCISCO/MG - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - COTEC/2020) Os termos internet e World Wide Web (WWW)
são frequentemente usados como sinônimos na linguagem corrente, e não são porque
(A) a internet é uma coleção de documentos interligados (páginas web) e outros recursos, enquanto a WWW é um serviço de acesso
a um computador.
(B) a internet é um conjunto de serviços que permitem a conexão de vários computadores, enquanto WWW é um serviço especial de
acesso ao Google.
(C) a internet é uma rede mundial de computadores especial, enquanto a WWW é apenas um dos muitos serviços que funcionam
dentro da internet.
(D) a internet possibilita uma comunicação entre vários computadores, enquanto a WWW, o acesso a um endereço eletrônico.
(E) a internet é uma coleção de endereços eletrônicos, enquanto a WWW é uma rede mundial de computadores com acesso especial
ao Google.
10. (CRN - 3ª REGIÃO (SP E MS) - OPERADOR DE CALL CENTER - IADES/2019) A navegação na internet e intranet ocorre de diversas
formas, e uma delas é por meio de navegadores. Quanto às funções dos navegadores, assinale a alternativa correta.
(A) Na internet, a navegação privada ou anônima do navegador Firefox se assemelha funcionalmente à do Chrome.
(B) O acesso à internet com a rede off-line é uma das vantagens do navegador Firefox.
(C) A função Atualizar recupera as informações perdidas quando uma página é fechada incorretamente.
(D) A navegação privada do navegador Chrome só funciona na intranet.
(E) Os cookies, em regra, não são salvos pelos navegadores quando estão em uma rede da internet.
11. (PREFEITURA DE TAUBATÉ/SP - AUDITOR PLENO - INSTITUTO EXCELÊNCIA/2019) Utilizando o Microsoft Word 2016 para formatar
o texto em um documento como colunas. Qual das alternativas contém o caminho certo para realizar essa ação?
(A) Selecione o texto - Guia Inserir - Opção Colunas.
(B) Selecionar o texto - Guia Layout - Opção Colunas.
(C) Selecione o texto - Guia Página Inicial - Opção Colunas.
(D) Nenhuma das alternativas.
12. (TJ/DFT - ESTÁGIO - CIEE/2019) O PowerPoint permite, ao preparar uma apresentação, inserir efeitos de transições entre os slides.
Analise os passos para adicionar a transição de slides.
( ) Selecionar Opções de Efeito para escolher a direção e a natureza da transição
( ) Selecionar a guia Transições e escolher uma transição; selecionar uma transição para ver uma visualização.
( ) Escolher o slide no qual se deseja adicionar uma transição.
( ) Selecionar a Visualização para ver como a transição é exibida.
13. (PREFEITURA DE VILA VELHA/ES - PSICÓLOGO - IBADE/2020) O programa utilizado para criação/edição e exibição de slides é:
(A) Excel.
(B) Word.
(C) Photoshop.
(D) Power Point.
(E) Media Player.
14. (CÂMARA DE MONTES CLAROS/MG - AGENTE DO LEGISLATIVO - COTEC/2020) Dado o recorte de tabela a seguir, as fórmulas
necessárias para se obter a quantidade de alunos aprovados, conforme exposto na célula B16 e a média de notas da Prova 1, disposta na
célula B13, estão na alternativa:
15. (TJ/RN - TÉCNICO DE SUPORTE SÊNIOR - COMPERVE/2020) Um técnico de suporte recebeu uma planilha elaborada no Microsoft
Excel, com os quantitativos de equipamentos em 3 setores diferentes e o valor unitário em reais de cada equipamento, conforme imagem
abaixo.
Para que uma célula mostre o valor em reais do somatório dos valores de todos os equipamentos do departamento de informática,
seria necessário utilizar a fórmula:
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a solução para o seu concurso!
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Alternativas ______________________________________________________
(A) =SOMA(B3:B8 + C3:C8)
(B) =SOMA(B3:B8 * C3:C8) ______________________________________________________
(C) =SOMA(B3:B8 * D3:D8)
(D) =SOMA(B3:B8 + D3:D8) ______________________________________________________
______________________________________________________
GABARITO ______________________________________________________
______________________________________________________
1 B
______________________________________________________
2 B
______________________________________________________
3 A
4 B ______________________________________________________
5 D ______________________________________________________
6 E
______________________________________________________
7 A
8 D ______________________________________________________
9 C ______________________________________________________
10 A ______________________________________________________
11 B
______________________________________________________
12 A
13 D ______________________________________________________
14 D ______________________________________________________
15 B
______________________________________________________
ANOTAÇÕES ______________________________________________________
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CONHECIMENTOS
ESPECÍFICOS
Pedagogo - (Secretaria de Assistência Social)
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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a solução para o seu concurso!
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Ressalta-se a riqueza desse processo, com inúmeras contribui- mentação de secretarias próprias na grande maioria dos municípios
ções recebidas dos Conselhos de Assistência Social, do Fórum Na- do País (mais de 4.500), e em todos os Estados da Federação e no
cional de Secretários de Assistência Social – FONSEAS, do Colegiado Distrito Federal, reflete uma expressiva capacidade de construção
de Gestores Nacional, Estaduais e Municipais de Assistência Social, e assimilação progressiva de procedimentos técnicos e operacio-
Associações de Municípios, Fóruns Estaduais, Regionais, Governa- nais, homogêneos e simétricos para a prestação dos serviços so-
mentais e Não governamentais, Secretarias Estaduais, do Distrito cioassistenciais, para o financiamento e para a gestão da política de
Federal e Municipais de Assistência Social, Universidades e Núcleos assistência social em seus diferentes níveis governamentais: União,
de Estudos, entidades de assistência social, estudantes de Escolas Estados, Distrito Federal e Municípios.
de Serviço Social, Escola de gestores da assistência social, além de Contudo, a consolidação da assistência social como política pú-
pesquisadores, estudiosos da área e demais sujeitos anônimos. blica e direito social ainda exige o enfrentamento de importantes
Tal conquista, em tão breve tempo, leva a uma rápida consta- desafios. A IV Conferência Nacional de Assistência Social, realizada
tação: a disponibilidade e o anseio dos atores sociais em efetivá-la em dezembro/2003, em Brasília/DF, apontou como principal delibe-
como política pública de Estado, definida em Lei. Muitos, às vezes e ração a construção e implementação do Sistema Único da Assistên-
ainda, confundem a assistência social com clientelismo, assistencia- cia Social – SUAS, requisito essencial da LOAS para dar efetividade à
lismo, caridade ou ações pontuais, que nada têm a ver com políticas assistência social como política pública.
públicas e com o compromisso do Estado com a sociedade. O MDS/ Desencadear a discussão e o processo de reestruturação or-
SNAS e o CNAS estão muito empenhados em estabelecer políticas gânica da política pública de assistência social na direção do SUAS,
permanentes e agora com a perspectiva prioritária de implantar ampliando e resignificando o atual sistema descentralizado e parti-
o SUAS, para integrar o Governo Federal com os Estados, Distrito cipativo, é retrato, portanto, do compromisso conjunto do Ministé-
Federal e Municípios em uma ação conjunta. Com isso, busca-se rio do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e demais gestores
impedir políticas de protecionismo, garantindo aquelas estabeleci- da política de assistência social, à frente das secretarias estaduais
das por meio de normas jurídicas universais. Este é o compromisso e municipais, da potencialização de todos os esforços políticos e
do MDS, que integra três frentes de atuação na defesa do direito à administrativos necessários ao enfrentamento das grandes e cres-
renda, à segurança alimentar e à assistência social, compromisso centes demandas sociais, e dos inéditos compromissos políticos as-
também do CNAS. sumidos pelo novo Governo Federal.
A Política Nacional de Assistência Social ora aprovada expres- Nessa direção, a presente Política Nacional de Assistência So-
sa exatamente a materialidade do conteúdo da Assistência Social cial – PNAS busca incorporar as demandas presentes na sociedade
como um pilar do Sistema de Proteção Social Brasileiro no âmbito brasileira no que tange à responsabilidade política, objetivando tor-
da Seguridade Social. nar claras suas diretrizes na efetivação da assistência social como
Este é um momento histórico e assim devemos concebê-lo, en- direito de cidadania e responsabilidade do Estado.
sejando todos os esforços na operacionalização desta política. Tra- A gestão proposta por esta Política pauta-se no pacto federa-
ta-se, portanto, de transformar em ações diretas os pressupostos tivo, no qual devem ser detalhadas as atribuições e competências
da Constituição Federal de 1988 e da LOAS, por meio de definições, dos três níveis de governo na provisão das ações socioassistenciais,
de princípios e de diretrizes que nortearão sua implementação, em conformidade com o preconizado na LOAS e NOB1, a partir das
cumprindo uma urgente, necessária e nova agenda para a cidada- indicações e deliberações das Conferências, dos Conselhos e das
nia no Brasil. Comissões de Gestão Compartilhada (Comissões Intergestoras Tri-
partite e Bipartites – CIT e CIBs), as quais se constituem em espaços
PATRUS ANANIAS DE SOUSA de discussão, negociação e pactuação dos instrumentos de gestão e
Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome formas de operacionalização da Política de Assistência Social.
Frente ao desafio de enfrentar a questão social, a descentrali-
MÁRCIA HELENA CARVALHO LOPES zação permitiu o desenvolvimento de formas inovadoras e criativas
Secretária Nacional de Assistência Social na sua implementação, gestão, monitoramento, avaliação e infor-
mação. No entanto, a compreensão de que a gestão democrática
MARCIA MARIA BIONDI PINHEIRO vai muito além de inovação gerencial ou de novas tecnologias é
Presidente do Conselho Nacional de Assistência Social bastante limitada neste País. A centralização ainda é uma marca a
ser superada.
Introdução Junto ao processo de descentralização, a Política Nacional de
Ao se considerar as condições políticas e institucionais, reuni- Assistência Social traz sua marca no reconhecimento de que para
das nestes quase onze anos de LOAS, cabe relembrar os avanços além das demandas setoriais e segmentadas, o chão onde se en-
conquistados pela sociedade brasileira na construção da política de contram e se movimentam setores e segmentos faz diferença no
assistência social, decorrência de seu reconhecimento como direito manejo da própria política, significando considerar as desigualda-
do cidadão e de responsabilidade do Estado. des socioterritoriais na sua configuração.
A última década significou a ampliação do reconhecimento Faz-se relevante nesse processo, a constituição da rede de
pelo Estado, no esteio da luta da sociedade brasileira, dos direitos serviços que cabe à assistência social prover, com vistas a conferir
de crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Hoje, maior eficiência, eficácia e efetividade em sua atuação específica e
o Benefício de Prestação Continuada – BPC caminha para a sua uni- na atuação intersetorial, uma vez que somente assim se torna pos-
versalização, com impactos relevantes na redução da pobreza no sível estabelecer o que deve ser de iniciativa desta política pública
País. Observa-se um crescimento progressivo dos gastos públicos, e em que deve se colocar como parceira na execução. Para tanto,
nas três esferas de governo, no campo da assistência social. A alta
capilaridade institucional descentralizada, alcançada com a imple-
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a solução para o seu concurso!
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
propõe-se a regulamentação dos artigos 2º e 3º, da LOAS, para que - Uma visão social de proteção, o que supõe conhecer os ris-
se identifiquem as ações de responsabilidade direta da assistência cos, as vulnerabilidades sociais a que estão sujeitos, bem como os
social e as em que atua em corresponsabilidade. recursos com que conta para enfrentar tais situações com menor
A forma de gestão no sistema descentralizado e participativo dano pessoal e social possível. Isto supõe conhecer os riscos e as
proposto pela LOAS, em seu capítulo III, artigo 6º, implica na partici- possibilidades de enfrentá-los.
pação popular, na autonomia da gestão municipal, potencializando - Uma visão social capaz de captar as diferenças sociais, enten-
a divisão de responsabilidades e no co-financiamento entre as esfe- dendo que as circunstâncias e os requisitos sociais circundantes do
ras de governo e a sociedade civil. indivíduo e dele em sua família são determinantes para sua prote-
Como consequência da concepção de Estado mínimo e de polí- ção e autonomia. Isto exige confrontar a leitura macro social com a
tica pública restritiva de direitos, deu-se a precarização do trabalho leitura micro social.
e a falta de renovação de quadros técnicos, criando enorme defasa- - Uma visão social capaz de entender que a população tem ne-
gem de profissionais qualificados; com um enorme contingente de cessidades, mas também possibilidades ou capacidades que devem
pessoal na condição de prestadores de serviços, sem estabilidade e podem ser desenvolvidas. Assim, uma análise de situação não
de emprego, sem direitos trabalhistas e sem possibilidade de con- pode ser só das ausências, mas também das presenças até mesmo
tinuidade das atividades. Essa é uma realidade geral, encontrada como desejos em superar a situação atual.
tanto em nível nacional, estadual e municipal. - Uma visão social capaz de identificar forças e não fragilidades
Por fim, a Política Nacional de Assistência Social na perspec- que as diversas situações de vida possua.
tiva do Sistema Único de Assistência Social ressalta o campo da
informação, monitoramento e avaliação, salientando que as novas Tudo isso significa que a situação atual para a construção da
tecnologias da informação e a ampliação das possibilidades de co- política pública de assistência social precisa levar em conta três ver-
municação contemporânea têm um significado, um sentido técnico tentes de proteção social: as pessoas, as suas circunstâncias e den-
e político, podendo e devendo ser consideradas como veios estra- tre elas seu núcleo de apoio primeiro, isto é, a família. A proteção
tégicos para uma melhor atuação no tocante às políticas sociais e social exige a capacidade de maior aproximação possível do cotidia-
a nova concepção do uso da informação, do monitoramento e da no da vida das pessoas, pois é nele que riscos, vulnerabilidades se
avaliação no campo da política de assistência social. constituem.
Tal empreendimento deve sobrelevar a prática do controle so- Sob esse princípio é necessário relacionar as pessoas e seus
cial, o que, nessa área em particular, adquire uma relevância crucial, territórios, no caso os municípios que, do ponto de vista federal,
já que o atributo torpe de campo de favores políticos e caridade, são a menor escala administrativa governamental. O município, por
agregado historicamente a esta área, deve ser minado pelo esta- sua vez, poderá ter territorialização intra-urbanas, já na condição de
belecimento de um novo estágio, feito de estratégias e determina- outra totalidade que não é a nação. A unidade sociofamiliar, por sua
ções que suplantem política e tecnicamente o passado. Esta nova vez, permite o exame da realidade a partir das necessidades, mas
qualidade precisa favorecer um nível maior de precisão, tanto no também dos recursos de cada núcleo/domicílio.
que tange ao conhecimento dos componentes que a geram, e que O conhecimento existente sobre as demandas por proteção
precisam ser conhecidos abundantemente, como aos dados e as social é genérico, pode medir e classificar as situações do ponto de
consequências que a política produz. Isto vai incidir em outras con- vista nacional, mas não explicá-las. Este objetivo deverá ser parte
dições para a sua ação, no estabelecimento de escopos ampliados, do alcance da política nacional em articulação com estudos e pes-
e contribuir para uma outra mensagem de seus resultados, visando quisas.
o aprimoramento e a sintonia da política com o direito social. Trata- A nova concepção de assistência social como direito à prote-
-se de pensar políticas de monitoramento e avaliação como táticas ção social, direito à seguridade social tem duplo efeito: o de suprir
de ampliação e de fortificação do campo assistencial. sob dado padrão pré-definido um recebimento e o de desenvolver
capacidades para maior autonomia. Neste sentido ela é aliada ao
1. Análise Situacional desenvolvimento humano e social e não tuteladora ou assistencia-
A Assistência Social como política de proteção social configu- lista, ou ainda, tão só provedora de necessidades ou vulnerabilida-
ra-se como uma nova situação para o Brasil. Ela significa garantir a des sociais. O desenvolvimento depende também de capacidade
todos, que dela necessitam, e sem contribuição prévia a provisão de acesso, vale dizer da redistribuição, ou melhor, distribuição dos
dessa proteção. Esta perspectiva significaria aportar quem, quan- acessos a bens e recursos, isto implica incremento das capacidades
tos, quais e onde estão os brasileiros demandatários de serviços de famílias e indivíduos.
e atenções de assistência social. Numa nova situação, não dispõe A Política Nacional de Assistência Social se configura necessa-
de imediato e pronto a análise de sua incidência. A opção que se riamente na perspectiva socioterritorial, tendo os mais de 5.500
construiu para exame da política de assistência social na realidade municípios brasileiros como suas referências privilegiadas de aná-
brasileira parte então da defesa de um certo modo de olhar e quan- lise, pois se trata de uma política pública, cujas intervenções se dão
tificar a realidade, a partir de: essencialmente nas capilaridades dos territórios. Essa característica
- Uma visão social inovadora, dando continuidade ao inaugu- peculiar da política tem exigido cada vez mais um reconhecimento
rado pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei Orgânica da As- da dinâmica que se processa no cotidiano das populações.
sistência Social de 1993, pautada na dimensão ética de incluir “os
invisíveis”, os transformados em casos individuais, enquanto de fato
são parte de uma situação social coletiva; as diferenças e os diferen-
tes, as disparidades e as desigualdades.
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a solução para o seu concurso!
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Por sua vez, ao agir nas capilaridades dos territórios e se confrontar com a dinâmica do real, no campo das informações, essa política
inaugura uma outra perspectiva de análise ao tornar visíveis aqueles setores da sociedade brasileira tradicionalmente tidos como invisíveis
ou excluídos das estatísticas – população em situação de rua, adolescentes em conflito com a lei, indígenas, quilombolas, idosos, pessoas
com deficiência.
Nessa direção, tendo como base informações do Censo Demográfico de 2000 e da Síntese de Indicadores Sociais - 2003, elaborado
a partir das informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD de 2002, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
– IBGE, bem como o Atlas de Desenvolvimento Humano 2002, e tendo a Política de Assistência Social assumido a centralidade sociofami-
liar no âmbito de suas ações, cabe reconhecer a dinâmica demográfica e socioeconômica associadas aos processos de exclusão/inclusão
social, vulnerabilidade aos riscos pessoais e sociais em curso no Brasil, em seus diferentes territórios.
Tendo em vista que normalmente essas informações permitem no máximo o reconhecimento por Estado brasileiro, e considerando o
fato de que o modelo de desigualdade socioterritorial do País se reproduz na dinâmica das cidades, também se faz necessário um pano-
rama desses territórios, espaços privilegiados de intervenção da política de assistência social. Dessa forma, a presente análise situacional
buscará também compreender algumas características desse universo de mais de 5.500 cidades brasileiras.
Os dados gerais do País permitem uma análise situacional global e sugerem, ao mesmo tempo, a necessidade de confrontá-los com a
realidade que se passa no âmbito dos municípios brasileiros, considerando pelo menos seus grandes grupos:
- Municípios pequenos 1: com população até 20.000 habitantes
- Municípios pequenos 2: com população entre 20.001 a 50.000 habitantes
- Municípios médios: com população entre 50.001 a 100.000 habitantes
- Municípios grandes: com população entre 100.001 a 900.000 habitantes
- Metrópoles: com população superior a 900.000 habitantes
Aspectos Demográficos
A dinâmica populacional é um importante indicador para a política de assistência social, pois ela está intimamente relacionada com o
processo econômico estrutural de valorização do solo em todo território nacional, destacando-se a alta taxa de urbanização, especialmen-
te nos municípios de médio e grande porte e as metrópoles. Estes últimos espaços urbanos passaram a ser produtores e reprodutores de
um intenso processo de precarização das condições de vida e de viver, da presença crescente do desemprego e da informalidade, de vio-
lência, da fragilização dos vínculos sociais e familiares, ou seja, da produção e reprodução da exclusão social, expondo famílias e indivíduos
a situações de risco e vulnerabilidade.
A Política Nacional de Assistência Social prevê na caracterização dos municípios brasileiros a presença das metrópoles, identificadas
como as cidades com mais de 900 mil habitantes, que embora numericamente sejam contadas em apenas 15 cidades, sua população total
corresponde a 20% de toda população brasileira. São também em 20% o percentual dos que vivem no conjunto dos 4.020 municípios con-
siderados pequenos (com até 20.000 habitantes). Juntos, portanto, esses dois extremos representam 40% de toda população brasileira.
Significa dizer, em outras palavras, que 40% da população encontra-se vivendo em dois contextos totalmente diversos do ponto de vista
da concentração populacional, mas seus contextos apresentam situações de vulnerabilidades e riscos sociais igualmente alarmantes,
justamente por apresentarem territórios marcados pela quase total ausência ou precária presença do Estado. Os pequenos municípios
expressam uma característica dispersiva no território nacional e ainda com boa parte de sua população vivendo em áreas rurais (45% da
população). E as metrópoles, pela complexidade e alta desigualdade interna, privilegiando alguns poucos territórios em detrimento da-
queles especialmente de áreas de fronteira e proteção de mananciais.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Tabela 1
Classificação dos Municípios Segundo Total de Habitantes
Fonte: IBGE, 2000, Atlas do Desenvolvimento Humano, 2002. (*) Embora o número de municípios oficialmente divulgado pelo IBGE seja
5.561, o Atlas do Desenvolvimento Humano trabalhou com um universo de 5.509 municípios por razões metodológicas.
Seguindo a análise demográfica por município, vale notar que embora a tendência de urbanização se verifique na média das regiões
brasileiras, a sua distribuição entre os municípios apresenta um comportamento diferenciado, considerando o porte populacional.
Além do fato de os municípios de porte pequeno 1 (até 20.000 habitantes) apresentarem ainda 45% de sua população vivendo em
áreas rurais, vale lembrar também que esses municípios representam 73% dos municípios brasileiros, ou seja, a grande maioria das cida-
des brasileiras caracteriza-se como de pequeno porte. Em contraponto, apenas 3% da população das metrópoles encontram-se em áreas
consideradas rurais, ficando 97% dos seus moradores na zona urbana. Essas nuances demográficas apontam a necessidade de os Centros
de Referência de Assistência Social considerarem as dinâmicas internas de cada tipo de município, face à natureza de sua concentração
populacional aliada às condições socioeconômicas.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
O crescimento relativo da população brasileira vem diminuindo desde a década de 70. A taxa de natalidade declinou de 1992 a 2002 de
22,8% para 21%, bem como a taxa de fecundidade total, que declinou de 2,7 para 2,4 filhos por mulher em período fértil (número médio
de filhos que uma mulher teria ao final do seu período fértil). A queda da fecundidade e natalidade tem provocado importantes transfor-
mações na composição etária da população brasileira, como estreitamento da base da pirâmide etária, com a redução do contingente de
crianças e adolescentes até 14 anos e o alargamento do topo, com o aumento da população idosa.
O Brasil apresenta um dos maiores índices de desigualdade do mundo, quaisquer que sejam as medidas utilizadas. Segundo o Instituto
de Pesquisas Aplicadas – IPEA, em 2002, os 50% mais pobres detinham 14,4% do rendimento e o 1% mais ricos, 13,5% do rendimento. A
questão central a ser considerada é que esse modelo de desigualdade do País ganha expressão concreta no cotidiano das cidades, cujos
territórios internos (bairros, distritos, áreas censitárias ou de planejamento) tendem a apresentar condições de vida também desiguais.
Porém, ainda considerando as medidas de pobreza (renda per capita inferior a ½ salário mínimo) e indigência (renda per capita inferior
a ¼ do salário mínimo) pelo conjunto dos municípios brasileiros, já é possível observar as diferenças de concentração da renda entre os
municípios, o que supõe a necessidade de conjugar os indicadores de renda a outros relativos às condições de vida de cada localidade.
Tabela 2
Concentração da Indigência nos Grupos de Municípios Classificados pela População – 2000
Tabela 3
Concentração da Pobreza nos Grupos de Municípios Classificados pela População – 2000
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Nota-se que, em termos percentuais, os municípios pequenos concentram mais população em condição de pobreza e indigência do
que os municípios médios, grandes ou metrópoles. Do ponto de vista da concentração absoluta, as diferenças diminuem, mas os pequenos
municípios na sua totalidade terminam também concentrando mais essa população. Porém, considerando que essa população se distribui
nos mais de 4.000 municípios, termina ocorrendo uma dispersão da concentração, invertendo o grau de concentração da população em
pobreza e indigência, recaindo sobre os grandes municípios e as metrópoles.
A Família e Indivíduos
A família brasileira vem passando por transformações ao longo do tempo. Uma delas refere-se à pessoa de referência da família. Da
década passada até 2002 houve um crescimento de 30% da participação da mulher como pessoa de referência da família.
Em 1992, elas eram referência para aproximadamente 22% das famílias brasileiras, e em 2002, passaram a ser referência para próximo
de 29% das famílias. Esta tendência decrescimento ocorreu de forma diferente entre as regiões do País e foi mais acentuada nas regiões
metropolitanas. Em Salvador, 42,2% das famílias tinham na mulher sua referência.
Em Belém eram 39,8% e em Recife 37,1%. Entre as grandes regiões, o Norte apresentava a maior proporção de famílias com este perfil,
33,4%, e o Sul, a menor, 25,5%. Entre as Unidades Federadas, em um dos extremos estava o Amapá com 41,1% e, no outro, o Mato Grosso,
com 21,9% das famílias cuja pessoa de referência é a mulher. (Gráfico 1).
GRÁFICO 1
Proporção de Famílias com Pessoas de Referência do Sexo Feminino Brasil – 1992/2002
Proteção Integral
Tabela 4
% de Crianças Fora da Escola de Acordo com a Classificação dos Municípios – 2000
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Uma variável considerada importante e que influenciaria a defasagem escolar seria o rendimento familiar per capita. Entre a popula-
ção com 25 anos ou mais, a média de anos de estudo dos mais pobres era, em 2002, de 3,4 anos e, entre os mais ricos, de 10,3 anos de
estudo. Por outro lado, tomando o tamanho dos municípios, a defasagem escolar também varia segundo o mesmo indicador, sendo maior
nos municípios pequenos, onde a média de anos de estudos fica em 4 anos, e nos de grande porte ou metrópoles essa média sobe para 6
a quase 8 anos de estudos. Ou seja, além da renda, o tamanho dos municípios também pode interferir no indicador de defasagem escolar.
Tabela 5
% de Crianças Fora da Escola de Acordo com a Classificação dos Municípios – 2000
GRÁFICO 2
Percentagem de Crianças e Adolescentes de 5 a 17 Anos de Idade Ocupadas,
Trabalhadores Domésticos, Segundo Unidades da Federação – 2002
Gravidez na Adolescência
O comportamento reprodutivo das mulheres brasileiras vem mudando nos últimos anos, com aumento da participação das mulheres
mais jovens no padrão de fecundidade do País. Chama a atenção o aumento da proporção de mães com idades abaixo dos 20 anos. Este
aumento é verificado tanto na faixa de 15 a 19 anos de idade como na de 10 a 14 anos de idade da mãe. A gravidez na adolescência é
considerada de alto risco, com taxas elevadas de mortalidade materna e infantil.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Tabela 6
Concentração de Mulheres de 15 a 17 Anos com Filhos – 2000
Do ponto de vista percentual, a distância entre os tamanhos dos municípios aparenta não ser significativa quanto à concentração de
adolescentes mães entre 15 a 17 anos no Brasil, variando entre 7% a 9% do total dessa faixa etária. Porém, em concentração absoluta
distribuída pelo total de municípios classificados pelo grupo populacional, o quadro é bem diferente, ficando 200 vezes maior a presença
de adolescentes mães nas metrópoles do que nos municípios pequenos. Já o segundo grupo de municípios pequenos (de 20.000 a 50.000
habitantes) apresenta quatro vezes mais adolescentes mães do que o primeiro grupo de municípios pequenos (até 20.000 habitantes).
Equidade
Idosos
Segundo a PNAD - 2002, a população idosa (pessoas com 60 ou mais anos de idade) era aproximadamente de 16 milhões de pessoas,
correspondendo a 9,3% da população brasileira. Considerando o aumento da expectativa de vida, as projeções apontam para uma popu-
lação de idosos, em 2020, de 25 milhões de pessoas, representando 11,4% da população total brasileira. Esse aumento considerável da
participação da população idosa produzirá importantes impactos e transformações nas políticas públicas, principalmente saúde, previdên-
cia e assistência social.
A distribuição da população com mais de 65 anos nos municípios brasileiros, apresenta uma média percentual equilibrada em torno
de 6%, não havendo discrepância sob esse ponto de vista entre os tamanhos dos municípios. Em termos absolutos, embora também
fiquem na totalidade em torno de 2 milhões de pessoas nos grupos dos municípios, quando se distribui essa concentração por unidade
municipal, a maior variação fica entre uma média de 545 idosos nos municípios pequenos até 149.000 idosos nas metrópoles.
Tabela 7
Concentração da População com Mais de 65 Anos nos Municípios – 2000
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Em 2002, a maioria dos idosos brasileiros era de aposentados ou pensionistas, 77,7%. Muitos ainda trabalham, 30,4%, desempenhan-
do um papel importante para a manutenção da família. No Brasil, das pessoas com idade de 60 ou mais anos, 64,6% eram referências para
as famílias. Destes, 61,5% eram homens e 38,5% mulheres. Um dado preocupante refere-se ao tipo de família dos idosos. No Brasil, 12,1%
dos idosos faziam parte de famílias unipessoais, ou seja, moravam sozinhos.
Tabela 8
Estimativa da População com Algum Tipo de Deficiência, e Distribuição
Percentual por Grande Região – 2000
Diferentemente dos censos realizados anteriormente, o Censo Demográfico de 2000 elaborou um levantamento mais detalhado
dos universos das pessoas com deficiência, introduzindo graus diversos de severidade das deficiências, incluindo na análise pessoas com
alguma dificuldade, grande dificuldade e incapacidade de ouvir, enxergar e andar, bem como as pessoas com limitações mentais e físicas.
Considerando as deficiências em geral, sua incidência está mais associada aos ciclos de vida, enquanto as incapacidades, as doenças
mentais, paraplegias e as mutilações estão mais relacionadas aos problemas de nascença, acidentes e violência urbana, mais prevalente
entre homens jovens.
Segundo o Censo Demográfico de 2000, 32,02% da população estava abaixo da linha de pobreza, ou seja, tinham rendimento familiar
per capita inferior a 1/2 salário mínimo. Entre as PPDs, 29,05% estavam abaixo da linha da pobreza. Preocupante era a situação das PPIs,
com 41,62% em situação de pobreza. Entre as PPDs a taxa de pobreza é inferior à da população total. Este resultado pode estar associado
à atuação do Estado, pela transferência de renda oriundas da assistência social e da previdência social.
Ainda na perspectiva da equidade, a política de assistência social atua com outros segmentos sujeitos a maiores graus de riscos sociais,
como a população em situação de rua, indígenas, quilombolas, adolescentes em conflito com a lei, os quais ainda não fazem parte de uma
visão de totalidade da sociedade brasileira. Tal ocultamento dificulta a construção de uma real perspectiva de sua presença no território
brasileiro, no sentido de subsidiar o direcionamento de metas das políticas públicas.
Tabela 9
Participação dos Entes nos Gastos com a Função Assistência Social – 2002/2003
(em R$ milhões)
Com relação ao co-financiamento das despesas com assistência social, observa-se que a participação da União (transferências do
FNAS) nas despesas municipais foi de 33,1% em 2002 e de 28,4% em 2003, em média. Nota-se que a participação dos recursos federais é
maior nos Municípios do Nordeste e menor nos Municípios dos Estados da Região Sudeste.
Já a participação da União no financiamento das despesas estaduais (incluindo-se o Distrito Federal) com assistência social foi, em
média, de 31,2% em 2002 e de 37,1% em 2003.
Deve-se ressaltar uma constatação, fruto da análise dos balanços orçamentários dos entes federados enviados à Secretaria do Tesouro
Nacional – STN, referente à discriminação das receitas orçamentárias: os entes federados devem declarar uma receita denominada “Trans-
ferências de Recursos do Fundo Nacional de Assistência Social”, entretanto, apenas cinco Estados registraram receitas dessa natureza em
2002 e 2003, apesar de a União ter repassado recursos para todas as Unidades da Federação. Esta discrepância também acontece quando
se analisa o balanço dos Municípios. Em 2002, de 4.825 Municípios que apresentaram as contas ao Tesouro Nacional, apenas 1.952 apon-
taram receitas dessa natureza, enquanto o FNAS transferiu recursos para 4.913 Municípios (88% dos Municípios brasileiros). Em 2003,
esse número foi de 4.856 (87% de todos os Municípios), mas somente 2.499 Municípios (dos 4.769 declarantes) registraram ter recebido
recursos do FNAS.
Se compararmos os gastos públicos com a função Assistência Social em relação ao Produto Interno Bruto – PIB medido a preços de
mercado pelo IBGE, notaremos uma ampliação significativa da participação. Em 2002, o PIB medido foi de R$ 1.346.028 milhão, dos quais
0,74% refere-se a essa área. Em 2003, o PIB alcançou R$ 1.514.924 milhão, sendo 0,81% relativo aos gastos dos governos com a política
de Assistência Social.
Quando se compara as despesas com Assistência Social em relação ao total gasto com a Seguridade Social, em cada esfera de governo,
que inclui os totais de despesas com Saúde, Previdência e Assistência Social, efetuada em cada âmbito, observa-se que nos Estados e Dis-
trito Federal, a média foi de 5,50% em 2002 e 5,38% em 2003. Entretanto, variou entre os Estados o Distrito Federal de 1,2% a 25,3%, em
2002, e de 0,75% a 34,9%, em 2003. Nos Municípios, agregados por Estados e Distrito Federal, a média foi de 10,86% em 2002 e 10,81%
em 2003.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
GRÁFICO 3
Participação Relativa das Despesas Estaduais com Assistência Social sobre Orçamento da Seguridade Social
Já no âmbito da União, a participação das despesas com Assistência Social na execução orçamentária da Seguridade Social, aumentou
de 3,7% para 4,1%, de 2002 para 2003. Em 2004, esse percentual deverá atingir o valor de 5%, que foi recomendado pelas últimas Confe-
rências Nacionais da Assistência Social, cabendo ressaltar que, para o Orçamento 2005, o Governo Federal propôs despesas que ultrapas-
sam um percentual de 6% do total da Seguridade Social.
Tabela 10
Participação Relativa das Despesas com Assistência Social na Execução Orçamentária dos Entes
O Benefício de Prestação Continuada e a Renda Mensal Vitalícia (benefício configurado como direito adquirido a ser mantido pela
assistência social até o momento de sua extinção) tem participação expressiva no total desses orçamentos, representando cerca de 88%
em 2004 e 87% em 2005.
Vale ressaltar que tais benefícios têm seu custeio praticamente mantido com receitas advindas da Contribuição para Financiamento da
Seguridade Social – COFINS (que representa cerca de 90,28% do total do orçamento do Fundo Nacional de Assistência Social no exercício
de 2004). Outras fontes de financiamento compõem o orçamento desse fundo, a saber: Recursos Ordinários – 2,40%; Contribuições sobre
Concursos de Prognósticos – 0,03%; Alienação de Bens Apreendidos – 0,22%; Recursos Próprios – Receita de Aluguéis – 0,69%; Contribui-
ção Social sobre o Lucro Líquido das Pessoas Jurídicas – 0,01%; Outras Contribuições Sociais – 0,05% e Fundo de Combate e Erradicação
da Pobreza – 6,33%.
Com relação às despesas municipais com assistência social, em comparação com o total de seu orçamento, verifica-se que a grande
parte dos Municípios dos Estados do Sul e Sudeste gastam percentuais abaixo da média nacional, que foi de 3,04% em 2002 e 3,12% em
2003. Destacam-se Municípios de alguns Estados com despesas da ordem entre 5% a 7% de seus orçamentos nos dois anos pesquisados.
Ressaltam-se negativamente outros com despesas de 1,70% em 2002 e 1,72% em 2003.
A pesquisa Loas+10 também revela que os Estados e os Municípios majoritariamente alocam recursos próprios nas ações dessa po-
lítica, em conformidade com as informações acima disponibilizadas pelo Tesouro Nacional. Os resultados dessa pesquisa apontam que a
maioria dos Estados, Distrito Federal e Municípios tem recursos oriundos do orçamento próprio e do Fundo Nacional de Assistência Social,
apesar de não ser frequente o repasse dos recursos de seus orçamentos próprios para os respectivos fundos.
Entretanto, ainda que haja a alocação de recursos das três esferas de governo, constata-se descaracterização da concepção relativa ao
co-financiamento, à medida que muitos Fundos Municipais não recebem recursos das três esferas de governo.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
A esfera estadual é a esfera governamental que menos repassa Por segurança da acolhida, entende-se como uma das seguran-
recursos e, até o momento, todos os recursos da esfera federal são ças primordiais da política de assistência social. Ela opera com a
repassados para ações definidas nacionalmente. provisão de necessidades humanas que começa com os direitos à
Destaca-se também o fato da maior parte dos Estados, Distrito alimentação, ao vestuário e ao abrigo, próprios à vida humana em
Federal e Municípios assegurar em legislação e nas leis orçamentá- sociedade. A conquista da autonomia na provisão dessas necessi-
rias locais as fontes de financiamento, embora poucos estabelecem dades básicas é a orientação desta segurança da assistência social.
um percentual do orçamento a ser aplicado na assistência social. É possível, todavia, que alguns indivíduos não conquistem por toda
Quanto ao financiamento indireto, segundo dados da Receita a sua vida, ou por um período dela, a autonomia destas provisões
Federal e Previdência Social, dos R$ 2,4 bilhões correspondentes às básicas, por exemplo, pela idade – uma criança ou um idoso –, por
isenções anuais concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social alguma deficiência ou por uma restrição momentânea ou contínua
– INSS relativas ao pagamento da cota patronal dos encargos sociais da saúde física ou mental.
devidos a esse órgão e oportunizadas em razão da certificação com Outra situação que pode demandar acolhida, nos tempos
o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEAS, atuais, é a necessidade de separação da família ou da parentela por
51% são de instituições de educação. múltiplas situações, como violência familiar ou social, drogadição,
Interessante notar que as instituições de assistência social são alcoolismo, desemprego prolongado e criminalidade. Podem ocor-
em maior número que as de educação e saúde. rer também situações de desastre ou acidentes naturais, além da
profunda destituição e abandono que demandam tal provisão.
2. Política Pública de Assistência Social A segurança da vivência familiar ou a segurança do convívio é
De acordo com o artigo primeiro da LOAS, “a assistência social, uma das necessidades a ser preenchida pela política de assistên-
direito do cidadão e dever do Estado, é Política de Seguridade Social cia social. Isto supõe a não aceitação de situações de reclusão, de
não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada através situações de perda das relações. É próprio da natureza humana o
de um conjunto integrado de iniciativa pública e da sociedade, para comportamento gregário. É na relação que o ser cria sua identida-
garantir o atendimento às necessidades básicas”. de e reconhece a sua subjetividade. A dimensão societária da vida
A Constituição Federal de 1988 traz uma nova concepção para desenvolve potencialidades, subjetividades coletivas, construções
a Assistência Social brasileira. Incluída no âmbito da Seguridade So- culturais, políticas e, sobretudo, os processos civilizatórios. As bar-
cial e regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS reiras relacionais criadas por questões individuais, grupais, sociais
em dezembro de 1993, como política social pública, a assistência por discriminação ou múltiplas inaceitações ou intolerâncias estão
social inicia seu trânsito para um campo novo: o campo dos direi- no campo do convívio humano. A dimensão multicultural, interge-
tos, da universalização dos acessos e da responsabilidade estatal. A racional, interterritoriais, intersubjetivas, entre outras, devem ser
LOAS cria uma nova matriz para a política de assistência social, inse- ressaltadas na perspectiva do direito ao convívio.
rindo-a no sistema do bem-estar social brasileiro concebido como Nesse sentido a Política Pública de Assistência Social marca sua
campo da Seguridade Social, configurando o triângulo juntamente especificidade no campo das políticas sociais, pois configura res-
com a saúde e a previdência social. ponsabilidades de Estado próprias a serem asseguradas aos cida-
A inserção na Seguridade Social aponta, também, para seu ca- dãos brasileiros.
ráter de política de Proteção Social articulada a outras políticas do Marcada pelo caráter civilizatório presente na consagração de
campo social, voltadas à garantia de direitos e de condições dignas direitos sociais, a LOAS exige que as provisões assistenciais sejam
de vida. Segundo Di Giovanni (1998:10), entende-se por Proteção prioritariamente pensadas no âmbito das garantias de cidadania
Social as formas “institucionalizadas que as sociedades constituem sob vigilância do Estado, cabendo a este a universalização da co-
para proteger parte ou o conjunto de seus membros. Tais sistemas bertura e a garantia de direitos e acesso para serviços, programas e
decorrem de certas vicissitudes da vida natural ou social, tais como projetos sob sua responsabilidade.
a velhice, a doença, o infortúnio, as privações. (...) Neste conceito,
também, tanto as formas seletivas de distribuição e redistribuição de 2.1. Princípios
bens materiais (como a comida e o dinheiro), quanto os bens cultu- Em consonância com o disposto na LOAS, capítulo II, seção I,
rais (como os saberes), que permitirão a sobrevivência e a integração, artigo 4º, a Política Nacional de Assistência Social rege-se pelos se-
sob várias formas na vida social. Ainda, os princípios reguladores e as guintes princípios democráticos:
normas que, com intuito de proteção, fazem parte da vida das coletivi- I – Supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre
dades”. Desse modo, a assistência social configura-se como possibilida- as exigências de rentabilidade econômica;
de de reconhecimento público da legitimidade das demandas de seus II – Universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o des-
usuários e espaço de ampliação de seu protagonismo. tinatário da ação assistencial alcançável pelas demais políticas pú-
A proteção social deve garantir as seguintes seguranças: segu- blicas;
rança de sobrevivência (de rendimento e de autonomia); de acolhi- III – Respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao
da; de convívio ou vivência familiar. seu direito a benefícios e serviços de qualidade, bem como à con-
A segurança de rendimentos não é uma compensação do valor vivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer comprovação
do salário mínimo inadequado, mas a garantia de que todos tenham vexatória de necessidade;
uma forma monetária de garantir sua sobrevivência, independente- IV – Igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem dis-
mente de suas limitações para o trabalho ou do desemprego. criminação de qualquer natureza, garantindo-se equivalência às po-
É o caso de pessoas com deficiência, idosos, desempregados, pulações urbanas e rurais;
famílias numerosas, famílias desprovidas das condições básicas V – Divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e
para sua reprodução social em padrão digno e cidadã. projetos assistenciais, bem como dos recursos oferecidos pelo Po-
der Público e dos critérios para sua concessão.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Hoje os benefícios eventuais são ofertados em todos os Mu- Realiza, ainda, sob orientação do gestor municipal de Assistên-
nicípios, em geral com recursos próprios ou da esfera estadual e cia Social, o mapeamento e a organização da rede socioassistencial
do Distrito Federal, sendo necessária sua regulamentação mediante de proteção básica e promove a inserção das famílias nos serviços
definição de critérios e prazos em âmbito nacional. de assistência social local. Promove também o encaminhamento
Os serviços, programas, projetos e benefícios de proteção so- da população local para as demais políticas públicas e sociais, pos-
cial básica deverão se articular com as demais políticas públicas lo- sibilitando o desenvolvimento de ações intersetoriais que visem a
cais, de forma a garantir a sustentabilidade das ações desenvolvidas sustentabilidade, de forma a romper com o ciclo de reprodução
e o protagonismo das famílias e indivíduos atendidos, de forma a intergeracional do processo de exclusão social, e evitar que estas
superar as condições de vulnerabilidade e a prevenir as situações famílias e indivíduos tenham seus direitos violados, recaindo em si-
que indicam risco potencial. Deverão, ainda, se articular aos servi- tuações de vulnerabilidades e riscos.
ços de proteção especial, garantindo a efetivação dos encaminha-
mentos necessários. São considerados serviços de proteção básica de assistência
Os serviços de proteção social básica serão executados de for- social aqueles que potencializam a família como unidade de refe-
ma direta nos Centros de Referência da Assistência Social – CRAS rência, fortalecendo seus vínculos internos e externos de solidarie-
e em outras unidades básicas e públicas de assistência social, bem dade, através do protagonismo de seus membros e da oferta de um
como de forma indireta nas entidades e organizações de assistência conjunto de serviços locais que visam a convivência, a socialização
social da área de abrangência dos CRAS. e o acolhimento, em famílias cujos vínculos familiar e comunitário
não foram rompidos, bem como a promoção da integração ao mer-
Centro de Referência da Assistência Social e os Serviços de cado de trabalho, tais como:
Proteção Básica - Programa de Atenção Integral às Famílias.
O Centro de Referência da Assistência Social – CRAS é uma uni- - Programa de inclusão produtiva e projetos de enfrentamento
dade pública estatal de base territorial, localizado em áreas de vul- da pobreza.
nerabilidade social, que abrange um total de até 1.000 famílias/ano. - Centros de Convivência para Idosos.
Executa serviços de proteção social básica, organiza e coordena a - Serviços para crianças de 0 a 6 anos, que visem o fortaleci-
rede de serviços socioassistenciais locais da política de assistência mento dos vínculos familiares, o direito de brincar, ações de socia-
social. lização e de sensibilização para a defesa dos direitos das crianças.
O CRAS atua com famílias e indivíduos em seu contexto comu- - Serviços socioeducativos para crianças, adolescentes e jovens
nitário, visando a orientação e o convívio sociofamiliar e comunitá- na faixa etária de 6 a 24 anos, visando sua proteção, socialização e o
rio. Neste sentido é responsável pela oferta do Programa de Aten- fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
ção Integral às Famílias. Na proteção básica, o trabalho com famílias - Programas de incentivo ao protagonismo juvenil, e de fortale-
deve considerar novas referências para a compreensão dos diferen- cimento dos vínculos familiares e comunitários.
tes arranjos familiares, superando o reconhecimento de um modelo - Centros de informação e de educação para o trabalho, volta-
único baseado na família nuclear, e partindo do suposto de que são dos para jovens e adultos.
funções básicas das famílias: prover a proteção e a socialização dos
seus membros; constituir-se como referências morais, de vínculos 2.5.2. Proteção Social Especial
afetivos e sociais; de identidade grupal, além de ser mediadora das Além de privações e diferenciais de acesso a bens e serviços,
relações dos seus membros com outras instituições sociais e com a pobreza associada à desigualdade social e a perversa concentra-
o Estado. ção de renda, revela-se numa dimensão mais complexa: a exclu-
O grupo familiar pode ou não se mostrar capaz de desempe- são social. O termo exclusão social confunde-se, comumente, com
nhar suas funções básicas. O importante é notar que esta capaci- desigualdade, miséria, indigência, pobreza (relativa ou absoluta),
dade resulta não de uma forma ideal e sim de sua relação com a apartação social, dentre outras. Naturalmente existem diferenças
sociedade, sua organização interna, seu universo de valores, entre e semelhanças entre alguns desses conceitos, embora não exista
outros fatores, enfim, do estatuto mesmo da família como grupo consenso entre os diversos autores que se dedicam ao tema. Entre-
cidadão. Em consequência, qualquer forma de atenção e, ou, de tanto, diferentemente de pobreza, miséria, desigualdade e indigên-
intervenção no grupo familiar precisa levar em conta sua singulari- cia, que são situações, a exclusão social é um processo que pode
dade, sua vulnerabilidade no contexto social, além de seus recursos levar ao acirramento da desigualdade e da pobreza e, enquanto tal,
simbólicos e afetivos, bem como sua disponibilidade para se trans- apresenta-se heterogênea no tempo e no espaço.
formar e dar conta de suas atribuições. A realidade brasileira nos mostra que existem famílias com as
Além de ser responsável pelo desenvolvimento do Programa de mais diversas situações socioeconômicas que induzem à violação
Atenção Integral às Famílias – com referência territorializada, que dos direitos de seus membros, em especial, de suas crianças, ado-
valorize as heterogeneidades, as particularidades de cada grupo fa- lescentes, jovens, idosos e pessoas com deficiência, além da gera-
miliar, a diversidade de culturas e que promova o fortalecimento ção de outros fenômenos como, por exemplo, pessoas em situação
dos vínculos familiares e comunitários –, a equipe do CRAS deve de rua, migrantes, idosos abandonados que estão nesta condição
prestar informação e orientação para a população de sua área de não pela ausência de renda, mas por outras variáveis da exclusão
abrangência, bem como se articular com a rede de proteção social social. Percebe-se que estas situações se agravam justamente nas
local no que se refere aos direitos de cidadania, mantendo ativo um parcelas da população onde há maiores índices de desemprego e
serviço de vigilância da exclusão social na produção, sistematização de baixa renda dos adultos.
e divulgação de indicadores da área de abrangência do CRAS, em As dificuldades em cumprir com funções de proteção básica,
conexão com outros territórios. socialização e mediação, fragilizam, também, a identidade do gru-
po familiar, tornando mais vulneráveis seus vínculos simbólicos e
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a solução para o seu concurso!
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
afetivos. A vida dessas famílias não é regida apenas pela pressão Vale destacar programas que, pactuados e assumidos pelos três
dos fatores socioeconômicos e necessidade de sobrevivência. Elas entes federados, surtiram efeitos concretos na sociedade brasileira,
precisam ser compreendidas em seu contexto cultural, inclusive ao como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI e o Pro-
se tratar da análise das origens e dos resultados de sua situação de grama de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
risco e de suas dificuldades de auto-organização e de participação
social. Proteção Social Especial de Média Complexidade
Assim, as linhas de atuação com as famílias em situação de ris- São considerados serviços de média complexidade aqueles que
co devem abranger desde o provimento de seu acesso a serviços de oferecem atendimentos às famílias e indivíduos com seus direitos
apoio e sobrevivência, até sua inclusão em redes sociais de atendi- violados, mas cujos vínculos familiar e comunitário não foram rom-
mento e de solidariedade. pidos. Neste sentido, requerem maior estruturação técnico-ope-
As situações de risco demandarão intervenções em problemas racional e atenção especializada e mais individualizada, e, ou, de
específicos e, ou, abrangentes. Nesse sentido, é preciso desenca- acompanhamento sistemático e monitorado, tais como:
dear estratégias de atenção sociofamiliar que visem a reestrutura- - Serviço de orientação e apoio sociofamiliar.
ção do grupo familiar e a elaboração de novas referências morais e - Plantão Social.
afetivas, no sentido de fortalecê-lo para o exercício de suas funções - Abordagem de Rua.
de proteção básica ao lado de sua auto-organização e conquista de - Cuidado no Domicílio.
autonomia. Longe de significar um retorno à visão tradicional, e - Serviço de Habilitação e Reabilitação na comunidade das pes-
considerando a família como uma instituição em transformação, a soas com deficiência.
ética da atenção da proteção especial pressupõe o respeito à cida- - Medidas socioeducativas em meio-aberto (Prestação de Ser-
dania, o reconhecimento do grupo familiar como referência afetiva viços à Comunidade – PSC e Liberdade Assistida – LA).
e moral e a reestruturação das redes de reciprocidade social.
A ênfase da proteção social especial deve priorizar a reestru- A proteção especial de média complexidade envolve também
turação dos serviços de abrigamento dos indivíduos que, por uma o Centro de Referência Especializado da Assistência Social, visando
série de fatores, não contam mais com a proteção e o cuidado de a orientação e o convívio sociofamiliar e comunitário. Difere-se da
suas famílias, para as novas modalidades de atendimento. A histó- proteção básica por se tratar de um atendimento dirigido às situa-
ria dos abrigos e asilos é antiga no Brasil. A colocação de crianças, ções de violação de direitos.
adolescentes, pessoas com deficiência e idosos em instituições para
protegê-los ou afastá-los do convívio social e familiar foi, durante Proteção Social Especial de Alta Complexidade
muito tempo, materializada em grandes instituições de longa per- Os serviços de proteção social especial de alta complexidade
manência, ou seja, espaços que atendiam a um grande número de são aqueles que garantem proteção integral – moradia, alimenta-
pessoas, que lá permaneciam por longo período – às vezes a vida ção, higienização e trabalho protegido para famílias e indivíduos
toda. São os chamados, popularmente, como orfanatos, internatos, que se encontram sem referência e, ou, em situação de ameaça,
educandários, asilos, entre outros. necessitando ser retirados de seu núcleo familiar e, ou, comunitá-
São destinados, por exemplo, às crianças, aos adolescentes, rio. Tais como:
aos jovens, aos idosos, às pessoas com deficiência e às pessoas em - Atendimento Integral Institucional.
situação de rua que tiverem seus direitos violados e, ou, ameaçados - Casa Lar.
e cuja convivência com a família de origem seja considerada prejudi- - República.
cial a sua proteção e ao seu desenvolvimento. No caso da proteção - Casa de Passagem.
social especial, à população em situação de rua serão priorizados os - Albergue.
serviços que possibilitem a organização de um novo projeto de vida, - Família Substituta.
visando criar condições para adquirirem referências na sociedade - Família Acolhedora.
brasileira, enquanto sujeitos de direito. - Medidas socioeducativas restritivas e privativas de liberdade
A proteção social especial é a modalidade de atendimento as- (semiliberdade, internação provisória e sentenciada).
sistencial destinada a famílias e indivíduos que se encontram em si- - Trabalho protegido.
tuação de risco pessoal e social, por ocorrência de abandono, maus
tratos físicos e, ou, psíquicos, abuso sexual, uso de substâncias psi- 3. Gestão da Política Nacional de Assistência Social na Pers-
coativas, cumprimento de medidas sócio-educativas, situação de pectiva do Sistema Único de Assistência Social - SUAS
rua, situação de trabalho infantil, entre outras.
São serviços que requerem acompanhamento individual e 3.1. Conceito e Base de Organização do Sistema Único de As-
maior flexibilidade nas soluções protetivas. Da mesma forma, com- sistência Social – SUAS
portam encaminhamentos monitorados, apoios e processos que O SUAS, cujo modelo de gestão é descentralizado e participa-
assegurem qualidade na atenção protetiva e efetividade na reinser- tivo, constitui-se na regulação e organização em todo o território
ção almejada. nacional das ações socioassistenciais. Os serviços, programas, pro-
Os serviços de proteção especial têm estreita interface com o jetos e benefícios têm como foco prioritário a atenção às famílias,
sistema de garantia de direito exigindo, muitas vezes, uma gestão seus membros e indivíduos e o território como base de organização,
mais complexa e compartilhada com o Poder Judiciário, Ministério que passam a ser definidos pelas funções que desempenham, pelo
Público e outros órgãos e ações do Executivo. número de pessoas que deles necessitam e pela sua complexida-
de. Pressupõe, ainda, gestão compartilhada, co-financiamento da
política pelas três esferas de governo e definição clara das compe-
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tências técnico-políticas da União, Estados, Distrito Federal e Muni- • segurança de acolhida: através de ações, cuidados, serviços e
cípios, com a participação e mobilização da sociedade civil, e estes projetos operados em rede com unidade de porta de entrada desti-
têm o papel efetivo na sua implantação e implementação. nada a proteger e recuperar as situações de abandono e isolamen-
O SUAS materializa o conteúdo da LOAS, cumprindo no tempo to de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, restaurando
histórico dessa política as exigências para a realização dos objetivos sua autonomia, capacidade de convívio e protagonismo mediante
e resultados esperados que devem consagrar direitos de cidadania a oferta de condições materiais de abrigo, repouso, alimentação,
e inclusão social. higienização, vestuário e aquisições pessoais desenvolvidas através
Segundo Aldaíza Sposati, “Trata das condições para a extensão de acesso às ações socio-educativas.
e universalização da proteção social aos brasileiros através da polí-
tica de assistência social e para a organização, responsabilidade e • Defesa Social e Institucional: a proteção básica e a especial
funcionamento de seus serviços e benefícios nas três instâncias de devem ser organizadas de forma a garantir aos seus usuários o aces-
gestão governamental.” so ao conhecimento dos direitos socioassistenciais e sua defesa.
O SUAS define e organiza os elementos essenciais e imprescin- São direitos socioassistenciais a serem assegurados na operação do
díveis à execução da política de assistência social possibilitando a SUAS a seus usuários:
normatização dos padrões nos serviços, qualidade no atendimento, • Direito ao atendimento digno, atencioso e respeitoso, ausen-
indicadores de avaliação e resultado, nomenclatura dos serviços e te de procedimentos vexatórios e coercitivos.
da rede sócio-assistencial e, ainda, os eixos estruturantes e de sub- • Direito ao tempo, de modo a acessar a rede de serviço com
sistemas conforme aqui descritos: reduzida espera e de acordo com a necessidade.
- Matricialidade Sociofamiliar. • Direito à informação, enquanto direito primário do cidadão,
- Descentralização político-administrativa e Territorialização. sobretudo àqueles com vivência de barreiras culturais, de leitura,
- Novas bases para a relação entre Estado e Sociedade Civil. de limitações físicas.
- Financiamento. • Direito do usuário ao protagonismo e manifestação de seus
- Controle Social. interesses.
- O desafio da participação popular/cidadão usuário. • Direito do usuário à oferta qualificada de serviço.
- A Política de Recursos Humanos. • Direito de convivência familiar e comunitária.
- A Informação, o Monitoramento e a Avaliação.
O processo de gestão do SUAS prevê as seguintes bases orga-
Os serviços socioassistenciais no SUAS são organizados segun- nizacionais:
do as seguintes referências: vigilância social, proteção social e defe-
sa social e institucional: 3.1.1. Matricialidade Sócio-familiar
As reconfigurações dos espaços públicos, em termos dos di-
• Vigilância Social: refere-se à produção, sistematização de reitos sociais assegurados pelo Estado Democrático de um lado e,
informações, indicadores e índices territorializados das situações por outro, dos constrangimentos provenientes da crise econômica
de vulnerabilidade e risco pessoal e social que incidem sobre fa- e do mundo do trabalho, determinaram transformações fundamen-
mílias/pessoas nos diferentes ciclos da vida (crianças, adolescen- tais na esfera privada, resignificando as formas de composição e o
tes, jovens, adultos e idosos); pessoas com redução da capacidade papel das famílias. Por reconhecer as fortes pressões que os pro-
pessoal, com deficiência ou em abandono; crianças e adultos víti- cessos de exclusão sociocultural geram sobre as famílias brasileiras,
mas de formas de exploração, de violência e de ameaças; vítimas acentuando suas fragilidades e contradições, faz-se primordial sua
de preconceito por etnia, gênero e opção pessoal; vítimas de apar- centralidade no âmbito das ações da política de assistência social,
tação social que lhes impossibilite sua autonomia e integridade, como espaço privilegiado e insubstituível de proteção e socializa-
fragilizando sua existência; vigilância sobre os padrões de serviços ção primárias, provedora de cuidados aos seus membros, mas que
de assistência social em especial aqueles que operam na forma de precisa também ser cuidada e protegida. Essa correta percepção
albergues, abrigos, residências, semi-residências, moradias provi- é condizente com a tradução da família na condição de sujeito de
sórias para os diversos segmentos etários. Os indicadores a serem direitos, conforme estabelece a Constituição Federal de 1988, o Es-
construídos devem mensurar no território as situações de riscos so- tatuto da Criança e do Adolescente, a Lei Orgânica de Assistência
ciais e violação de direitos. Social e o Estatuto do Idoso.
A família, independentemente dos formatos ou modelos que
• Proteção Social: assume, é mediadora das relações entre os sujeitos e a coletividade,
• segurança de sobrevivência ou de rendimento e de autono- delimitando, continuamente os deslocamentos entre o público e o pri-
mia: através de benefícios continuados e eventuais que assegurem: vado, bem como geradora de modalidades comunitárias de vida.
proteção social básica a idosos e pessoas com deficiência sem fonte Todavia, não se pode desconsiderar que ela se caracteriza como
de renda e sustento; pessoas e famílias vítimas de calamidades e um espaço contraditório, cuja dinâmica cotidiana de convivência é
emergências; situações de forte fragilidade pessoal e familiar, em marcada por conflitos e geralmente, também, por desigualdades,
especial às mulheres chefes de família e seus filhos. além de que nas sociedades capitalistas a família é fundamental no
• segurança de convívio ou vivência familiar: através de ações, âmbito da proteção social.
cuidados e serviços que restabeleçam vínculos pessoais, familiares, Em segundo lugar, é preponderante retomar que as novas fei-
de vizinhança, de segmento social, mediante a oferta de experiên- ções da família estão intrínseca e dialeticamente condicionadas às
cias socioeducativas, lúdicas, socioculturais, desenvolvidas em rede transformações societárias contemporâneas, ou seja, às transfor-
de núcleos socioeducativos e de convivência para os diversos ciclos mações econômicas e sociais, de hábitos e costumes e ao avanço
de vida, suas características e necessidades. da ciência e da tecnologia. O novo cenário tem remetido à discus-
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são do que seja a família, uma vez que as três dimensões clássi- Assim, essa perspectiva de análise, reforça a importância da
cas de sua definição (sexualidade, procriação e convivência) já não política de Assistência Social no conjunto protetivo da Seguridade
têm o mesmo grau de imbricamento que se acreditava outrora. Social, como direito de cidadania, articulada à lógica da universali-
Nesta perspectiva, podemos dizer que estamos diante de uma fa- dade. Além disso, há que considerar a diversidade sociocultural das
mília quando encontramos um conjunto de pessoas que se acham famílias, na medida em que estas são, muitas vezes, movidas por
unidas por laços consanguíneos, afetivos e, ou, de solidariedade. hierarquias consolidadas e por uma solidariedade coativa que re-
Como resultado das modificações acima mencionadas, superou-se dundam em desigualdades e opressões. Sendo assim, a política de
a referência de tempo e de lugar para a compreensão do conceito Assistência Social possui papel fundamental no processo de eman-
de família. cipação destas, enquanto sujeito coletivo.
O reconhecimento da importância da família no contexto da Postula-se, inclusive, uma interpretação mais ampla do estabe-
vida social está explícito no artigo 226, da Constituição Federal do lecido na legislação, no sentido de reconhecer que a concessão de
Brasil, quando declara que a: “família, base da sociedade, tem es- benefícios está condicionada à impossibilidade não só do beneficiá-
pecial proteção do Estado”, endossando, assim, o artigo 16, da De- rio em prover sua manutenção, mas também de sua família. Dentro
claração dos Direitos Humanos, que traduz a família como sendo do princípio da universalidade, portanto, objetiva-se a manutenção
o núcleo natural e fundamental da sociedade, e com direito à pro- e a extensão de direitos, em sintonia com as demandas e necessi-
teção da sociedade e do Estado. No Brasil, tal reconhecimento se dades particulares expressas pelas famílias.
reafirma nas legislações específicas da Assistência Social – Estatuto Nessa ótica, a centralidade da família com vistas à superação da
da Criança e do Adolescente – ECA, Estatuto do Idoso e na própria focalização, tanto relacionada a situações de risco como a de segmen-
Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS, entre outras. tos, sustenta-se a partir da perspectiva postulada. Ou seja, a centrali-
Embora haja o reconhecimento explícito sobre a importância dade da família é garantida à medida que na Assistência Social, com
da família na vida social e, portanto, merecedora da proteção do base em indicadores das necessidades familiares, se desenvolva uma
Estado, tal proteção tem sido cada vez mais discutida, na medida política de cunho universalista, que em conjunto com as transferências
em que a realidade tem dado sinais cada vez mais evidentes de pro- de renda em patamares aceitáveis se desenvolva, prioritariamente, em
cessos de penalização e desproteção das famílias brasileiras. Nesse redes socioassistenciais que suportem as tarefas cotidianas de cuidado
contexto, a matricialidade sociofamiliar passa a ter papel de des- e que valorizem a convivência familiar e comunitária.
taque no âmbito da Política Nacional de Assistência Social – PNAS. Além disso, a Assistência Social, enquanto política pública que
Esta ênfase está ancorada na premissa de que a centralidade da compõe o tripé da Seguridade Social, e considerando as caracte-
família e a superação da focalização, no âmbito da política de As- rísticas da população atendida por ela, deve fundamentalmente
sistência Social, repousam no pressuposto de que para a família inserir-se na articulação intersetorial com outras políticas sociais,
prevenir, proteger, promover e incluir seus membros é necessário, particularmente, as públicas de Saúde, Educação, Cultura, Esporte,
em primeiro lugar, garantir condições de sustentabilidade para tal. Emprego, Habitação, entre outras, para que as ações não sejam
Nesse sentido, a formulação da política de Assistência Social é pau- fragmentadas e se mantenha o acesso e a qualidade dos serviços
tada nas necessidades das famílias, seus membros e dos indivíduos. para todas as famílias e indivíduos.
Essa postulação se orienta pelo reconhecimento da realidade A efetivação da política de Assistência Social, caracterizada
que temos hoje através de estudos e análises das mais diferentes pela complexidade e contraditoriedade que cerca as relações intra-
áreas e tendências. Pesquisas sobre população e condições de vida familiares e as relações da família com outras esferas da sociedade,
nos informam que as transformações ocorridas na sociedade con- especialmente o Estado, colocam desafios tanto em relação a sua
temporânea, relacionadas à ordem econômica, à organização do proposição e formulação quanto a sua execução.
trabalho, à revolução na área da reprodução humana, à mudança Os serviços de proteção social, básica e especial, voltados para
de valores e à liberalização dos hábitos e dos costumes, bem como a atenção às famílias deverão ser prestados, preferencialmente, em
ao fortalecimento da lógica individualista em termos societários, re- unidades próprias dos Municípios, através dos Centros de Referên-
dundaram em mudanças radicais na organização das famílias. Den- cia da Assistência Social básico e especializado. Os serviços, pro-
tre essas mudanças pode-se observar um enxugamento dos grupos gramas, projetos de atenção às famílias e indivíduos poderão ser
familiares (famílias menores), uma variedade de arranjos familiares executados em parceria com as entidades não-governamentais de
(monoparentais, reconstituídas), além dos processos de empobre- assistência social, integrando a rede socioassistencial.
cimento acelerado e da desterritorialização das famílias gerada pe-
los movimentos migratórios. 3.1.2. Descentralização Político-Administrativa e Territoriali-
Essas transformações, que envolvem aspectos positivos e ne- zação
gativos, desencadearam um processo de fragilização dos vínculos No campo da assistência social, o artigo 6º, da LOAS, dispõe
familiares e comunitários e tornaram as famílias mais vulneráveis. A que as ações na área são organizadas em sistema descentralizado e
vulnerabilidade à pobreza está relacionada não apenas aos fatores participativo, constituído pelas entidades e organizações de assistência
da conjuntura econômica e das qualificações específicas dos indiví- social, articulando meios, esforços e recursos, e por um conjunto de
duos, mas também às tipologias ou arranjos familiares e aos ciclos instâncias deliberativas, compostas pelos diversos setores envolvidos
de vida das famílias. Portanto, as condições de vida de cada indiví- na área. O artigo 8º estabelece que a União, os Estados, o Distrito Fede-
duo dependem menos de sua situação específica que daquela que ral e os Municípios, observados os princípios e diretrizes estabelecidas
caracteriza sua família. No entanto, percebe-se que na sociedade nesta Lei, fixarão suas respectivas políticas de assistência social.
brasileira, dada as desigualdades características de sua estrutura A política de assistência social tem sua expressão em cada nível
social, o grau de vulnerabilidade vem aumentando e com isso au- da Federação na condição de comando único, na efetiva implan-
menta a exigência das famílias desenvolverem complexas estraté- tação e funcionamento de um Conselho de composição paritária
gias de relações entre seus membros para sobreviverem. entre sociedade civil e governo, do Fundo, que centraliza os recur-
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sos na área, controlado pelo órgão gestor e fiscalizado pelo Conse- Dessa forma, uma maior descentralização, que recorte regiões
lho, do Plano de Assistência Social que expressa a política e suas homogêneas, costuma ser pré-requisito para ações integradas na
inter-relações com as demais políticas setoriais e ainda com a rede perspectiva da intersetorialidade.
socioassistencial. Portanto, Conselho, Plano e Fundo são os elemen- Descentralização efetiva com transferência de poder de deci-
tos fundamentais de gestão da Política Pública de Assistência Social. são, de competências e de recursos, e com autonomia das admi-
O artigo 11º da LOAS coloca, ainda, que as ações das três es- nistrações dos microespaços na elaboração de diagnósticos sociais,
feras de governo na área da assistência social realizam-se de forma diretrizes, metodologias, formulação, implementação, execução,
articulada, cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera Fe- monitoramento, avaliação e sistema de informação das ações defi-
deral e a coordenação e execução dos programas, em suas respecti- nidas, com garantias de canais de participação local. Pois, esse pro-
vas esferas, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. cesso ganha consistência quando a população assume papel ativo
Dessa forma, cabe a cada esfera de governo, em seu âmbito na reestruturação.
de atuação, respeitando os princípios e diretrizes estabelecidos na Para Menicucci (2002), “a proposta de planejamento e inter-
Política Nacional de Assistência Social, coordenar, formular e co- venções intersetoriais envolve mudanças nas instituições sociais e
-financiar, além de monitorar, avaliar, capacitar e sistematizar as suas práticas”. Significa alterar a forma de articulação das ações em
informações. Considerando a alta densidade populacional do País segmentos, privilegiando a universalização da proteção social em
e, ao mesmo tempo, seu alto grau de heterogeneidade e desigual- prejuízo da setorialização e da autonomização nos processos de
dade socioterritorial presentes entre os seus 5.561 Municípios, a trabalho. Implica, também, em mudanças na cultura e nos valores
vertente territorial faz-se urgente e necessária na Política Nacional da rede socioassistencial, das organizações gestoras das políticas
de Assistência Social. Ou seja, o princípio da homogeneidade por sociais e das instâncias de participação. Torna-se necessário, consti-
segmentos na definição de prioridades de serviços, programas e tuir uma forma organizacional mais dinâmica, articulando as diver-
projetos torna-se insuficiente frente às demandas de uma realidade sas instituições envolvidas.
marcada pela alta desigualdade social. Exige-se agregar ao conhe- É essa a perspectiva que esta Política Nacional quer implemen-
cimento da realidade a dinâmica demográfica associada à dinâmica tar. A concepção da assistência social como política pública tem
socioterritorial em curso. como principais pressupostos a territorialização, a descentralização
Também, considerando que muitos dos resultados das ações e a intersetorialidade aqui expressos.
da política de assistência social impactam em outras políticas so- Assim, a operacionalização da política de assistência social em
ciais e vice-versa, é imperioso construir ações territorialmente defi- rede, com base no território, constitui um dos caminhos para supe-
nidas, juntamente com essas políticas. rar a fragmentação na prática dessa política.
Importantes conceitos no campo da descentralização foram in- Trabalhar em rede, nessa concepção territorial significa ir além
corporados a partir da leitura territorial como expressão do conjun- da simples adesão, pois há necessidade de se romper com velhos
to de relações, condições e acessos inaugurados pelas análises de paradigmas, em que as práticas se construíram historicamente pau-
Milton Santos, que interpreta a cidade com significado vivo a partir tadas na segmentação, na fragmentação e na focalização, e olhar
dos “atores que dele se utilizam”. para a realidade, considerando os novos desafios colocados pela di-
Dirce Koga afirma que “os direcionamentos das políticas públi- mensão do cotidiano, que se apresenta sob múltiplas formatações,
cas estão intrinsecamente vinculados à própria qualidade de vida exigindo enfrentamento de forma integrada e articulada.
dos cidadãos. É no embate relacional da política pública entre go- Isso expressa a necessidade de se repensar o atual desenho da
verno e sociedade que se dará a ratificação ou o combate ao pro- atuação da rede socioassistencial, redirecionando-a na perspectiva
cesso de exclusão social em curso. Pensar na política públ