SLD 1
SLD 1
Fisiologia Aplicada à
Atividade Motora
Prof. Dra. Ana Paula Azevedo
Conteúdos da aula
Bioenergética:
Metabolismo e fontes de energia.
Energia para atividade celular: ATP.
Sistemas energéticos básicos.
Sistemas energéticos e exercício.
O que é Bioenergética
Bioenergética:
Estudo dos processos envolvidos na transformação e utilização de energia pelos
seres vivos.
Processo metabólico capaz de converter nutrientes alimentares numa forma
de energia biologicamente utilizável pelas células.
Fonte: www.nextgov.com
Metabolismo e Fontes de Energia
Metabolismo
Anabolismo Catabolismo
Reações de
Reações
degradação /
de síntese
desassimilação
Metabolismo e Fontes de Energia
Mitocôndrias
Retículo
endoplasmático
Complexo
de Golgi
Lisossomas
Membrana
Vacúolo celular
Mitocôndrias
Retículo
endoplasmático
Complexo
de Golgi
Lisossomas
Membrana
Vacúolo celular
Fonte: Powers & Howley, 2000
O que é Energia?
Ser humano: dependente da vida animal e vegetal para obter energia – alimentos.
Energia que pode ser armazenada para uso posterior (estoques de gordura,
glicogênio muscular...).
• Compostos formados por C, H e O – “Açúcares”. • Mesmos elementos químicos que os • Formadas por muitas subunidades
• Energia rapidamente disponível. carboidratos, porém, relação entre C e O pequenas: aminoácidos.
muito maior. • Pelo menos 20 tipos de AA para formação
• Glicogênio: polissacarídeos (ligação de
moléculas de glicose) estocados no tecido • Combustível para situações prolongadas – de tecidos, enzimas, proteínas
animal, sintetizados no interior das células e grande quantidade de energia por unidade plasmáticas, etc. – 9 essenciais.
armazenado nas fibras musculares e fígado de peso. • Contribuição para fornecimento de energia –
(suprimento). • Não são hidrossolúveis. 2 formas: Alanina – Glicose (fígado) e AA –
• Estoque limitado (esgotado em poucas horas) – • Animais e vegetais. Intermediários Metabólicos.
processo contínuo no interior das células.
Trabalho
Alimento Energia Humanos, animais
biológico
Fonte: Google.
Resposta
Trabalho
Alimento Energia Humanos, animais
biológico
Fonte: Google.
Fontes de Energia: ATP
Fonte: sobiologia.com.br
Célula só consegue realizar seu trabalho especializado a partir da energia liberada pela
desintegração do ATP.
Sem ATP = morte celular – unidade básica de energia – “doadora universal de energia”.
Formação do ATP: Fosforilação
A energia liberada na quebra de ATP é utilizada para realizar diferentes formas de trabalho
biológico, entre elas a contração muscular.
ATP H2O
H2O Adenosina P P P Adenosina P P P
Requires Releases
energy ADP Pi energy ATP ADP + Pi
A B
A: Estrutura simplificada de ATP, mostrando as ligações fosfato de alta energia.
Fonte: Khan Dead B: Desintegração de ATP para ADP e fosfato inorgânico (Pi), com liberação de energia útil.
Academy battery A desintegração de 1 mol de ATP produz entre 7 e 12 quilocalorias (kcal) de energia.
Quantidade
de ATP no
organismo é
muito pequena.
Com Células
suprimento de musculares
ATP limitado, armazenam
fibra muscular quantidades
utiliza várias
formas de
limitadas de VIAS
ATP - molécula
ressíntese muito pesada. METABÓLICAS
de ATP. PRESSUPOSTOS
Exercício requer
Energia para
suprimento
apenas 3 ou 4s.
constante de
de atividade
ATP – precisa
caso não fosse
ser restaurada
restaurada.
continuamente!
Vias Metabólicas para Restauração de ATP
• Sistema ATP-CP
(ou Sistema dos Fosfagênios) • Sistema Oxidativo
• Sistema Glicolítico (ou Fosforilação Oxidativa)
(ou Glicólise Anaeróbia)
Anaeróbio Aeróbio
Todo e qualquer sistema energético que ressintetize ATP sem a presença de oxigênio (O 2)
é classificado como:
a) Aeróbio.
b) Oxidativo.
c) Anaeróbio.
d) Glicolítico.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
Fonte: Google –
Crônicas do Frank.
Resposta
Todo e qualquer sistema energético que ressintetize ATP sem a presença de oxigênio (O 2)
é classificado como:
a) Aeróbio.
b) Oxidativo.
c) Anaeróbio.
d) Glicolítico.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
Fonte: Google –
Dreamstime.
Vias Metabólicas: Sistemas Anaeróbios
Vias energéticas
anaeróbias
Exigem presença de
enzimas (compostos
proteicos que regulam
o ritmo das reações
individuais)
Anaeróbio Anaeróbio
alático lático
Sistema ATP-CP
Sistema da
ou sistema dos
glicólise anaeróbia
fosfagênios
Sistema ATP-CP: Energia Imediata
CP = Fosfocreatina.
Semelhante ao ATP.
Sistema ATP-CP: Energia Imediata
Liberação de energia
Energia útil
Ligação fosfato Ligação fosfato
de alta energia de alta energia
Creatina
Creatina P Creatina P Creatina
Quinase P
PC C + Pi
Pi ADP
+ Pi + P P A
Ressíntese de
ATP por meio
da CP
Creatina P
C Pi
P P P A
40
Depleção de CP como limitante do
desempenho em exercícios de alta 20
0 2 4 6 8 10 12 14
Tempo (s)
Alterações da ATP e da creatina fosfato musculares durante 14 segundos de
esforço muscular máximo (sprinting). Embora a ATP seja utilizada numa
velocidade elevada, a energia da creatina fosfato é utilizada para sintetizar
ATP, impedindo que a sua concentração caia. No entanto, na exaustão, tanto
a concentração de ATP quanto a de creatina fosfato são baixas.
Fonte: Powers & Howley, 2000
Sistema Glicolítico Anaeróbio: Energia em Curto Prazo
Via anaeróbica utilizada para transferir energia de ligações de glicose para a união Pi + ADP.
Fase I
Fase de investimento de energia
1 ATP Glicose Hexoquinase –1
ADP
Fosfoglicose
2 Glicose – 6 – fosfato
isomerase
2000 (adaptado).
4 Frutose – 1.6 – difosfato Aldolase
Fase II
Fase de geração de energia
Sistema Glicolítico Anaeróbio: Energia em Curto Prazo
Produção
Passos Reação Enzima
de ATP
3 – fosfoglicerato 3 – fosfoglicerato
8 Fosfoglicerato-mutase
2 – fosfoglicerato 2 – fosfoglicerato
Fonte: Powers & Howley,
2000 (adaptado) H2O H2O Enolase
9
ADP fosfoenolpiruvato fosfoenolpiruvato ADP
10 piruvato piruvato
2H+
NADH NADH
2H+
Lactato desidrogenase
NAD NAD
11
lactato lactato
Produção de ATP = 2
Sistema Glicolítico Anaeróbio: Energia em Curto Prazo
1
2 fases: Fase de
investimento Glicose
Fase de investimento de energia de energia
• Primeiras 5 reações;
• ATP armazenada utilizada para formar fosfatos de
açúcar (2 ou 1 ATP no início da via); 2 ATP
• Adição de Pi (fosforilação) à glicose e frutose-6-fosfato. necessárias
2 piruvatos
ou
2 lactatos
Produção:
Entrada Saída
1 glicose 2 piruvatos ou 2 lactatos
2 ADP 2 ATP
Fonte: Powers & Howley, 2000 2 NAD 2 NADH
Sistema Glicolítico Anaeróbio: Energia em Curto Prazo
Conversão Conversão da
Conversão da Transformação de
do glicogênio Frutose 6-fosfato
glicose para em Frutose Fosfoenolpiruvato
(1ª reação) para Glicose 6-fosfato.
1,6-difosfato. em Piruvato.
Glicose 1-fosfato.
Ressíntese
Gasto de 1 ATP. Gasto de 1 ATP. de 2 ATP.
Limita a velocidade
e controla fluxo de
precursores da via
(“guardião”).
Permite início da
fase de geração Principais enzimas
de energia. reguladoras e
limitantes da via.
Sistema Glicolítico Anaeróbio: Energia em Curto Prazo
Ácido Lático
Sistema Glicolítico Anaeróbio: Energia em Curto Prazo
Esforços de alta intensidade, alta velocidade e/ou que exijam muita força por um período
maior que 10 ou 15 segundos - potência máxima entre 1 e 3 minutos:
Fonte: Google –
Crônicas do Frank.
Resposta
Fonte: Google –
Dreamstime.
Sistema Aeróbio: Energia em Longo Prazo
Ciclo de Krebs: Término da oxidação (remoção de H+) dos CHO, AGL ou AA.
1 molécula de glicogênio
Estágio 1
Degradação Glicólise Degradação de
proteica triglicerídeos
(lipólise) Citoplasma
Membrana mitocondrial
Aminoácidos Piruvato Ácidos graxos Interior da mitocôndria
e-
CO2
CO2, NH2
e- e-
Acetil-CoA
Estágio 2
Oxaloacetato Citrato
e-
Malato Isocitrato
Ciclo de Estágio 3
Fonte: Powers & Howley, 2000 (adaptado) Krebs
e-
Fumarato α-Cetoglutarato
CO2
e- Cadeia de
e- Transporte
Succinato Succinil-CoA de Elétrons
ADP
CO2
Redução dos ATP
transportadores de elétrons
NADH FADH2
2H+, ½O2
H2O
Sistema Aeróbio: Energia em Longo Prazo
Estágio 1
Degradação Glicólise Degradação de
proteica triglicerídeos
(lipólise) Citoplasma
Membrana mitocondrial
Aminoácidos Piruvato Ácidos graxos Interior da mitocôndria
e-
CO2
CO2, NH2
e- e-
Acetil-CoA
Estágio 2
Oxaloacetato Citrato
e-
Malato Isocitrato
Ciclo de Estágio 3
Fonte: Powers & Howley, 2000 (adaptado) Krebs
e-
Fumarato α-Cetoglutarato
CO2
e- Cadeia de
e- Transporte
Succinato Succinil-CoA de Elétrons
ADP
CO2
Redução dos ATP
transportadores de elétrons
NADH FADH2
2H+, ½O2
H2O
Sistema Aeróbio: Degradação de Substratos e Geração de Acetil-CoA
SUBSTRATOS
Carboidratos
(degradação completa – Glicólise Aeróbica)
Lipídios
Proteínas
Sistema Aeróbio: Degradação de Substratos e Geração de Acetil-CoA
Glicose Glicose Acyl-CoA
aeróbica anaeróbica
FAD
Glicogênio Glicogênio
Acyl-CoA
dehydrogenase FADH2
Glicose Glicose
ADP + Pi ADP + Pi trans-2-Enoyl-CoA
ATP ATP
H2O
Ácido Ácido Enoyl-CoA
pirúvico pirúvico hydratase
Oxigênio Oxigênio 3-Hydroxyacyl-CoA
suficiente insuficiente Continue transiting
NAD+ through beta-oxidation
3-Hydroxyacyl-CoA until 2 Acetyl-CoA
CO2 + H2O + ATP Ácido lático
dehydrogenase NADH + H+ molecules are produced.
beta-Ketoacyl-CoA
CoASH
beta-Ketoacyl-CoA
thiolase Acetyl-CoA
Acetyl-CoA
(2 C Atoms Shorter)
Fonte: Powers & Howley, 2000 (adaptado)
Sistema Aeróbio: Degradação de Substratos e Geração de Acetil-CoA
glutamato
aminotransferase Glico-
neogênese Ureia da
Piruvato
ureia
NH4+ Fígado Citrato
ureia Arginina Argininosuccinato
Alanina Oxalacetato Isocitrato
Ciclo
Fumarato Malato de α-cetoglutarato
Krebs
Fumarato Succinil-CoA
Succinato
Estágio 1
Degradação Glicólise Degradação de
proteica triglicerídeos
(lipólise) Citoplasma
Membrana mitocondrial
Aminoácidos Piruvato Ácidos graxos Interior da mitocôndria
e-
CO2
CO2, NH2
e- e-
Acetil-CoA
Estágio 2
Oxaloacetato Citrato
e-
Malato Isocitrato
Ciclo de Estágio 3
Fonte: Powers & Howley, 2000 (adaptado) Krebs
e-
Fumarato α-Cetoglutarato
CO2
e- Cadeia de
e- Transporte
Succinato Succinil-CoA de Elétrons
ADP
CO2
Redução dos ATP
transportadores de elétrons
NADH FADH2
2H+, ½O2
H2O
Sistema Aeróbio: Ciclo de Krebs
CO2
Acetil-CoA
CoA
Citrato
Oxaloacetato sintase Citrato
NADH
Malato Aconitase
NAD+ desidrogenase
Isocitrato
Fumarase desigrogenase NADH
α-Cetoglutarato NAD+
FADH desigrogenase
NADH
FAD Succinato Succinil-CoA
CO2
Succinil-CoA
sintetasse
Pi
GTP GDP
Produção:
NADH = 3
FADH = 1
ADP ATP
Sistema Aeróbio: Ciclo de Krebs
Estágio 1
Degradação Glicólise Degradação de
protéica triglicerídeos
(lipólise) Citoplasma
Membrana mitocondrial
Aminoácidos Piruvato Ácidos graxos Interior da mitocôndria
e-
CO2
CO2, NH2
e- e-
Acetil-CoA
Estágio 2
Oxaloacetato Citrato
e-
Malato Isocitrato
Ciclo de Estágio 3
Fonte: Powers & Howley, 2000 (adaptado) Krebs
e-
Fumarato α-Cetoglutarato
CO2
e- Cadeia de
e- Transporte
Succinato Succinil-CoA de Elétrons
ADP
CO2
Redução dos ATP
transportadores de elétrons
NADH FADH2
2H+, ½O2
H2O
Sistema Aeróbio: Cadeia de Transporte de Elétrons
Série de reações para que isso aconteça = Cadeira de Transporte de Elétrons (CTE) ou
Sistema de Transporte de Elétrons (STE) ou Cadeira Respiratória.
S NADH + H+
2H+ ADP + Pi
2e-
ATP
FADH Oxidada Fe++
CoQ Citocromo b
FAD Reduzida Fe+++
ADP + Pi
2e-
ATP
Fonte: Powers & Howley, 2000 (adaptado) Fe+++
Fe++
Citocromo c1 e c Citocromo a
Fe+++ Fe++ ADP + Pi
2e-
ATP
Fe++
H2O
Citocromo a3
Fe+++ 2e-
+ ½ O2
2H+
Sistema Aeróbio: Cadeia de Transporte de Elétrons
O repouso;
Lactic Acid
% of energy supplied
Aerobic
Com base no conteúdo da aula, analise e identifique a única afirmativa incorreta sobre as vias
metabólicas.
a) A produção de ATP via sistema anaeróbico alático não gera ácido lático, enquanto através
do sistema anaeróbico lático há a produção desse ácido.
b) Carboidratos, lipídios e proteínas podem ser utilizados pelo sistema oxidativo.
c) Para entrar no Ciclo de Krebs, os substratos devem ser degradados a Acetil-CoA.
d) Na glicólise anaeróbia ocorre a degradação total dos carboidratos.
e) A maior parte dos ATPs gerados no sistema oxidativo é proveniente
da cadeia respiratória.
Fonte: Google –
Crônicas do Frank.
Resposta
Com base no conteúdo da aula, analise e identifique a única afirmativa incorreta sobre as vias
metabólicas.
a) A produção de ATP via sistema anaeróbico alático não gera ácido lático, enquanto através
do sistema anaeróbico lático há a produção desse ácido.
b) Carboidratos, lipídios e proteínas podem ser utilizados pelo sistema oxidativo.
c) Para entrar no Ciclo de Krebs, os substratos devem ser degradados a Acetil-CoA.
d) Na glicólise anaeróbia ocorre a degradação total dos carboidratos.
e) A maior parte dos ATPs gerados no sistema oxidativo é proveniente
da cadeia respiratória.
Fonte: Google –
Dreamstime.
ATÉ A PRÓXIMA!