1.
1 Contents
1.1 Contents.......................................................................................................................2
2 Introdução...........................................................................................................................3
3 Contextualização.................................................................................................................4
4 Objetivos.............................................................................................................................5
4.1 Geral............................................................................................................................5
4.2 Específicos...................................................................................................................5
5 Metodologia........................................................................................................................5
6 Quadro conceptual..............................................................................................................5
6.1 Ética.............................................................................................................................5
6.2 Trabalho.......................................................................................................................6
6.3 Ética no trabalho..........................................................................................................7
7 Revisão da literatura...........................................................................................................7
7.1 Ética individual vs ética profissional...........................................................................7
7.2 . Ética no trabalho........................................................................................................8
7.3 Exemplos práticos de ética no trabalho.....................................................................11
8 Código de ética.................................................................................................................12
9 Conclusão..........................................................................................................................13
10 Referencias bibliográficas.............................................................................................14
2 Introdução
Desde os primeiros séculos, a ética foi empregada para investigar as questões referentes ao
comportamento humano. Atualmente, há exigência desses valores, devido às diferenças
sociais, políticas e econômicas, fazendo com que a sociedade redescubra essa ciência da
Moral. O princípio básico da ética é fazer o bem e evitar o mal, querer o bem dos outros
como se quer o seu próprio. Sua essência é respeito, justiça e solidariedade, é uma atitude de
amor. Já, a moral implica sempre uma consciência individual e é preciso ser praticada. O
código de ética fundamenta-se em direitos e deveres, e é aplicado em todos os campos, desde
a estrutura familiar e o papel de cada indivíduo, à ética no trabalho, e em diferentes áreas, etc.
Conceitua-se ética como “ciência do comportamento moral dos homens, em sociedade”,
sendo que, a perda dos valores da moral afeta de forma direta a dignidade humana, que tem
sua integridade abalada. (Nalini, 2014).
Dentro da definição de ética, encontra-se uma das características mais importantes do ser
humano, a moral. Não existe a possibilidade de excluir a moral do nosso cotidiano, já que é
um dos aspetos comportamentais que faz parte do ser humano, que tem a opção de adotar esta
ou aquela moral, mas jamais viver sem ela. (Aranha; Martins, 2009).
A ética empresarial surge com o intuito de promover uma melhor qualidade profissional,
mantendo sua preocupação moral diante do racionalismo e dos resultados financeiros,
preservando também, o zelo necessário com o bem da sociedade. (Farrel, 2001).
Não obstante, a ética profissional pode ser definida como um conjunto de atitudes positivas e
valores, sendo de extrema importância para manter a transparência profissional. Agir de
forma ética, com atitudes corretas, acendem outros benefícios, como o bom funcionamento
das atividades da empresa e das relações de trabalho entre os funcionários. A ética é
indispensável para a conduta humana, uma vez que seus princípios evoluíram conforme o
processo evolutivo do ser humano, passando a orientar a conduta produzida por este,
analisando o que é bom e correto, visando o bem comum social. (Nalini, 2014).
3 Contextualização
A filosofia surgiu na Grécia Antiga, no século V a.C., como uma admiração contemplativa e
interrogativa diante da realidade. Uma tentativa de entender o que é o universo “cosmos”, o
que é a natureza e o que é o próprio ser humano, o sujeito que admira e conhece a realidade.
A Filosofia caracteriza-se pela busca de fundamentos para diversas áreas do conhecimento
humano, sendo uma dessas o campo da “Ética” que enquanto ramo da Filosofia vai buscar
fundamentos das normas de conduta humana, que podemos designar código de ética ou
código moral.
A Ética enquanto reflexão filosófica sobre os valores e normas morais da sociedade, surge
com o filósofo grego Sócrates, que viveu em Atenas, entre os anos 469 e 399 a.C.; Sócrates
através do processo de reflexão Maiêutica, levava as pessoas a refletirem sobre seu próprio
mundo, as coisas que acreditavam, os valores e normas do seu tempo, criando deste modo a
Ética ou Filosofia Moral ao fazer com que os próprios concidadãos pensassem, de maneira
crítica, sobre os valores e normas que acreditavam ser as melhores.
Segundo o pensamento socrático a ética pressupõe a consciência do significado ou sentido
das normas, o que permitirá que as pessoas compreendam a razão das normas sociais serem
importantes. Aristóteles acrescenta dois novos elementos necessários à ética, a vontade, o
desejo de ser ético, e a prudência, enquanto virtude que leva a pessoa a ponderar sobre o
comportamento, deste modo, na visão aristotélica ser ético ou não é um comportamento que
depende das escolhas que a pessoa realiza volitivamente ao longo da vida, o que a torna
responsável pelo que faz. Diversos filósofos e pensadores debateram sobre a ética e como ela
influencia no dia-a-dia das pessoas. Para Aristóteles o ser humano é, por natureza, um animal
político que tem a necessidade de viver em sociedade. E, ainda, diferente de outros animais
que vivem em sociedade, o homem é capaz de pensar e isso faz com que possa fazer escolhas
de forma consciente. O filósofo alemão Immanuel Kant defendia que uma ação somente é
corretamente ética se movida por uma boa intenção. Para saber se a ação a ser realizada era
eticamente correta, Kant propunha que as pessoas tentassem universalizar, ou seja, se essa
ação seria boa para que todos praticassem. Assim, para ele agir eticamente é agir por dever
pensando no bem coletivo e não no bem individual. Pensando na ética como comportamento
praticado repetidas vezes pela sociedade ela pode ter várias nuances e ser vista de formas
diferentes por cada indivíduo. A partir disso surgem os comportamentos considerados
antiéticos como: furar filas, oferecer emprego no serviço público a parentes sem a
necessidade de realizar concurso, roubar, desviar dinheiro, entre outros.
A ética surge quando no contexto profissional ou mesmo pessoal os nossos comportamentos
ou atitudes interferem na esfera de direitos e liberdades de todos aqueles que connosco direta
ou indiretamente se relacionam. Daí se poder afirmar, conforme o defendem diversos
investigadores, que o estudo dos comportamentos e das atitudes referentes a situações
práticas deverá ser analisada à luz dos princípios éticos.
Na medida em que o contexto económico é simultaneamente um contexto social o
conhecimento, a gestão e a minimização dos problemas profissionais assume características
éticas que pressupõem um conhecimento das exigências da atividade profissional, ou seja, um
conhecimento do terreno.
Este conhecimento resulta de uma aprendizagem que é feita de um saber adquirido ao longo
da vida profissional. Não sendo fácil o estudo do impacto da experiência profissional nos
conhecimentos e comportamentos éticos.
4 Objetivos
4.1 Geral
Descrever Ética no campo de trabalho.
4.2 Específicos
Identificar elementos conceptuais da ética, trabalho e da ética no campo do trabalho
Distinguir a ética profissional da individual
Debruçar em torno da ética no campo do trabalho e dos códigos de ética
Apresentar exemplos da ética no campo do trabalho
5 Metodologia
Este trabalho foi elaborado na base técnica de pesquisa bibliográfica, direcionada as questões
abordadas entre diferentes obras que pesquisamos e serão descritos posteriormente. Teve
como referência bibliográfica trabalhos já elaborados e publicados brilhantemente como
livros, monografias, artigos científicos, dissertações e teses, “a pesquisa bibliográfica
mostrou-se uma opção válida e com suficiente legitimidade, visto que possibilitou a
contextualização das obras e dos sistemas elaborados, momento da pesquisa que justificou a
descrição da trajetória dos autores pela necessidade de contextualização das obras e
compreensão dos escritos” (CARVALHO DOS SANTOS, 2017). Esta técnica foi utilizada
desde a etapa inicial do trabalho, com o objetivo de reunir as informações e dados que
serviriam de base para a construção do mesmo.
6 Quadro conceptual
6.1 Ética
No entanto, antes há necessidade de verificar o sentido da ética e só depois, o de ética
organizacional. Etimologicamente o termo ético: do grego ethos e éthos, pode ser entendido
como costume. Refere-se aos usos e costumes de um grupo. Praticamente com o mesmo
significado, em latim “costume” corresponde a “mos” e “moris”, originando a palavra
“moral”. Assim, ética significa maneira de ser, carácter, esta adquire-se com o tempo um
sentido peculiar, atribuindo a ética uma função de fundamentação e problematização das
questões emergentes das opções e acções humanas, tendo por isso carácter predominante,
especulativo e teórico (Da silva, 2001, p.13). Na perspetiva de (Norman 1998, p. 68), ética
constitui uma tentativa de se chegar a um entendimento da natureza dos valores humanos, de
como devemos viver e do que constitui a conduta correta. A ética vai permitir a construção de
uma visão teórica da filosofia em geral e do próprio ser humano, de modo a entender que a
moral e a filosofia são produções históricas do homem, enquanto ser que se caracteriza pelo
fato de produzir cultura e, dialeticamente, ser produzido por ela. (Edison da Silva, 2012, p.11)
Nalini (2014), define a ética como ciência do comportamento moral dos homens, em
sociedade, sendo que, a perda dos valores morais afeta de forma direta a dignidade humana,
que tem sua integridade abalada
O homem não pode abandonar a ética, haja vista que este princípio faz parte da conduta e
convivência humana e social. A moral é um dos aspectos comportamentais que faz parte do
ser humano, que tem a opção de adotar esta ou aquela moral, mas jamais viver sem ela. O
fundamento moral não está ligado somente à experiência, mais se apoia em princípios
racionais apriorísticos. (Aranha; Martins, 2009)
Para a compreensão mais contemporânea, a ética pode ser entendida de maneira um pouco
diferente. Ética seriam os princípios universais, que, portanto, aplicam-se a todos, de forma
mais imparcial, ou seja, baseiam-se no preceito de que os indivíduos ou os seus interesses
devem receber igual respeito. Em seu sentido mais amplo, argumentam Outhwaite e
Botomore (1996) a ética refere-se à avaliação normativa das ações e do caráter de indivíduos
e grupos sociais. A ética é a reflexão sobre a melhor forma de viver e conviver, ou seja, são
princípios universais que regem a sociedade. Já a moral, como veremos mais à frente, estaria
mais ligada a decisões pessoais que tomamos. Sendo assim, a ética é sempre um olhar
vigilante sobre a moral. A evolução do conceito de ética no campo do trabalho, parte dos
debates ocorridos no mundo especialmente na Alemanha na década de 60, a ideia era
promover o trabalhador à condição de participante, integrante na sua plenitude das decisões,
deliberações que ocorressem na organização. Esse tema primeiro ganhou espaço nas
universidades onde se discutia amplamente a importância desta questão aliado a empresa ou
organização. Ao sair do espaço acadêmico chega-se então no mercado de trabalho
empresarial, onde se percebeu a necessidade de se implantar códigos de conduta a fim de
qualificar os serviços, agregando colaboração mútua, valores e como consequência o lucro.
6.2 Trabalho
Segundo Carnavale (2023), O trabalho é definido por Karl Marx como a atividade sobre a
qual o ser humano emprega sua força para produzir os meios para o seu sustento.
Codo (1997, p. 26) citado por Pichichi e Suzana o trabalho pressupõe uma relação de dupla
transformação entre o homem e a natureza, geradora de significado. É por meio do trabalho
que o ato de dar significado à natureza se concretiza; de mesmo modo a relação sujeito.
Para Morin (1996) o trabalho é definido como uma estrutura afetiva formada por três
componentes: o significado, a orientação e a coerência. O significado refere-se às
representações que o sujeito tem de sua atividade, assim como o valor que lhe atribui. A
orientação é sua inclinação para o trabalho, o que ele busca e o que guia suas ações. E a
coerência é a harmonia ou o equilíbrio que ele espera de sua relação com o trabalho.
6.3 Ética no trabalho
A ética no trabalho é o conjunto de valores e normas que refletem a cultura da empresa e
que tem como objetivo garantir alguns pontos essenciais para o funcionamento do ambiente
de trabalho, como a sustentabilidade organizacional, a igualdade e diversidade e o respeito
pelos direitos trabalhistas. (Carnavale, 2023)
Segundo a autora Nash (1993), a ética no trabalho pode ser definida como “estudo da forma
pelas quais normas morais e pessoais se aplicam às atividades e aos objetivos de uma
empresa comercial. Destarte, a ética passa a depender cada vez menos do caráter e da vontade
isolado do individuo, passando a fazer parte do conjunto de circunstâncias estruturais internas
e externas da organização.
7 Revisão da literatura
7.1 Ética individual vs ética profissional
A ética, enquanto ramo base do conhecimento, tem por finalidade agregar o comportamento
humano no interior de cada sociedade.
Segundo Mario Alencastro (1997, p.89), a ética profissional consiste em um conjunto de
normas de conduta que devem ser sugeridas e executadas durante o exercício profissional. As
ações reguladoras da ética atingem o desempenho profissional, fazendo com que o
profissional respeite à semelhança do próximo.
A ética profissional está ligada à postura que se espera de um profissional, no exercício de
uma determinada tarefa ou profissão, ou seja, é a conduta que o indivíduo deve observar em
sua atividade, no sentido de valorizar a profissão ou atividade laboral e bem servir aos que
dela dependem. por outro lado, preocupa-se em estabelecer primeiramente os valores,
princípios e padrões que fundamentam a conduta e as responsabilidades de uma profissão
(Davis, 2003).
A ética individual consiste na construção continuamente inacabada, pois persiste até o fim da
vida, ou seja, ética pessoal vai referir-se aos princípios arraigados sobre o que é certo e
errado, que ajudam a definir quem somos como indivíduos, aplicando-se em uma serie de
questões como “o que fazemos em nossas vidas particulares quando nos relacionamos com
outras pessoas”. O ser humano, desde seu nascimento, está sujeito à influência social,
primeiramente por intermédio da família, depois pela influência social na escola, entre
amigos, com os meios de comunicação, dentre outros. Essas influências são adquiridas aos
poucos, fazendo com que se manifeste o especto moral social. Assim, o indivíduo tem o livre
arbítrio para acatar determinada norma devido sua reflexão social, podendo ser chamada de
interiorização. (Alencastro, 1997).
7.2 . Ética no trabalho
A ética no campo de trabalho surge com o intuito de promover uma melhor qualidade
profissional, mantendo sua preocupação moral diante do racionalismo e dos resultados
financeiros, preservando também, o zelo necessário com o bem da sociedade. (Farrel, 2001).
Uma empresa sempre está vulnerável diante dos princípios éticos, pois esta não tem poder de
controlar a atitude de determinada pessoa. Assim, fazem parte dos problemas éticos de uma
empresa: a corrupção, a utilização de informações confidenciais em benefício próprio,
revelação de estratégias adotadas pela empresa, assédio moral ou sexual, manipulação de
informações sigilosas, desvio de dinheiro, dentre outros. (VELÁSQUEZ, 1998, p.52).
A importância dos princípios éticos dentro das organizações e empresas ganhou maior
relevância a partir da década de 80, com a redução crucial da hierarquia e a consequente
autonomia financeira concedida pelas pessoas.
Segundo a autora Nash (1993), a ética no campo de trabalho pode ser definida como estudo
da forma pela quais normas morais e pessoais se aplicam às atividades e aos objetivos de uma
empresa comercial, Dessa forma, a autora tende a afirmar que a ética nas organizações não se
caracteriza como valores abstratos, nem podem ser alheios aos princípios que vigoram a
sociedade, pelo contrário, as pessoas que as constituem, sendo sujeitos históricos e sociais,
levam para elas as mesmas crenças e princípios que aprenderam enquanto membros da
sociedade. (NASH, 1993).
Outros autores defendem a ética no campo de trabalho como sendo valores que são
observados por uma empresa ou organização na relação com seus clientes, fornecedores e
funcionários. Para que a postura ética da empresa se efetive, é extremamente necessário que
haja uma coerência muito grande entre a teoria, os valores que a empresa diz cultivar, e a
prática, os valores que realmente aparecem no seu dia a dia.
Do ponto de vista cultural, a empresa é uma organização voltada à produção econômica,
necessária à vida social. As sociedades criam empresas para a produção de valores, que por
sua vez, deverão suprir as necessidades de consumo das pessoas que nela trabalham.
Entende-se consumo, aqui, não no sentido capitalista do termo, como consumo de
mercadorias supérfluas induzidas pelos meios de comunicação, mas como o consumo
necessário para a sobrevivência humana, tanto material, como a alimentação, o vestuários,
energia, etc., como o intelectual, como a educação, a informação, o lazer, etc.
A empresa, portanto, é uma criação social e, como tal, constituída por pessoas que nela
interagem. O filósofo grego Aristóteles considerava o ser humano um "ser social por
natureza", na medida em que definia o ser humano como um ser social e um ser político. Karl
Marx, filósofo alemão, mentor da teoria do Materialismo Histórico, que influenciou
decisivamente as ciências sociais e humanas no século XX, entendia o ser social do homem
como um "estar junto para produzir". O homem, afirmou Marx, é um ser que produz as
condições de sua existência material e intelectual (MARX;ENGELS, 1986, p. 27). Tal
produção, no entanto, é feita coletivamente, ou seja, em sociedade. A consequência da
proposição marxiana é o fato de que a sociedade, assim como uma empresa, é produção
humana e, consequentemente, o homem é uma produção da sociedade e de suas instituições,
como por exemplo, as organizações sociais.
Assim, a empresa, enquanto instituição moderna estruturada para produzir as condições de
vida, é, em última instância, algo inerente ao ser social do ser humano. A primeira
decorrência ética dessa afirmação, conforme o professor Marculino Camargo (2006), é que
nenhuma empresa ou organização pode ver o ser humano como se ele fosse uma simples
"peça de uma engrenagem", isto é, como se ele fosse um objeto a mais entre outros que a
empresa possui. Ao contrário, afirma o autor, as pessoas precisam ser vistas como o "motor"
da estrutura organizacional, isto é, como agentes, pensantes, participativos, integrantes, com
vontade própria e com capacidade para construir junto o ser social da empresa.
A empresa é uma coletividade, na qual prevalece o nós sobre o eu. Em decorrência, valores
como a confiança mútua e a solidariedade constituem a base das relações para que possam ter
espaço formas éticas de convivência.
Assim, conclui Camargo (2006), para que a confiança e a solidariedade se efetivem no
âmbito da empresa e para que esta incorpore o funcionário como um motor da sua própria
construção, é fundamental que as pessoas possam participar das discussões e das decisões,
pois é essa participação que gera um clima de solidariedade e de cooperação entre elas.
Conforme o autor, o grande desafio é fazer as pessoas perceberem que são todos participantes
de um mesmo time, no qual precisam se empenhar para que todos se tornem vitoriosos.
Para que a empresa consiga isso, é necessário que ela cultive a consciência crítica, que
busque no funcionário alguém que pense e contribua para o desenvolvimento da empresa, que
não só não tenha medo de se manifestar, mas, sobretudo que sejam criados os espaços sociais
na empresa para as manifestações das pessoas, pois muitas vezes aquele que está vivenciando
as situações mais de perto é capaz de perceber também as soluções para os problemas que são
gerados no ambiente.
A título de exemplo: se uma empresa procura tirar vantagem dos clientes, abusando de
anúncios publicitários que na prática não são reais, de início ela poderá obter algum lucro,
mas a longo prazo, ela poderá perder a confiança dos clientes. Essa confiança, uma vez
arranhada, faz com que a empresa transpareça, para fora, uma imagem não muito boa. Sua
postura ética prática, nesse caso, foi decisiva para a construção da imagem que ela está
mostrando para os clientes e fornecedores com os quais se relaciona. A empresa, portanto, é
uma criação social e, como tal, constituída por pessoas que nela interagem.
Não se trata de padrão moral separado, mas do estudo de como o contexto dos negócios cria
seus problemas próprios exclusivos à pessoa moral que atua como um gerente deste sistema.
Segundo Mattos (2007), a busca por uma profissão já envolve a reflexão sobre como se deve
proceder dentro do grupo profissional escolhido, isto é, todo corpo profissional deve seguir
um conjunto de deveres, normas e regras inerentes à conduta profissional
Depreende-se que ética no trabalho seria o estudo da moral e da conduta do ser em seu meio
profissional, como interage com os demais, seu nível de capacidade de lidar com as
adversidades do convívio com vários indivíduos, ainda mais em um ambiente onde por
natureza, cada uma busca sempre um melhor espaço individual. Também se entende que ética
profissional é algo muito complexo. As teorias nos dizem que a atividade profissional
primeiro deve ser bem escolhida, ou seja, não adianta eu querer ser um médico se não
entendo nada de medicina, isso seria falta de ética se praticasse uma profissão a qual não se
está apto. O profissional deve buscar prestar o serviço profissional sempre naquilo que tem
maior aptidão, naquilo que poderá trazer maior retorno a instituição que o emprega, que lhe
dará maior satisfação e que lhe trará retorno financeiro proporcional e também um bom
convívio com o meio que está envolvido.
O profissional deve exercer sua profissão da melhor forma possível nos dizem os autores,
fazer em parte ou não fazer é antiético. Entende-se que se alguém sabe o que é errado e
mesmo assim persiste tem culpa, age de forma imoral e sem ética. Já aquele que não sabe
distinguir o certo e o errado é menos culpado por sua falha. Sá (1998), diz que no exercício
da profissão, o raciocínio para o social merece maior relevo, pois trabalhamos sempre para
servir a alguém e, em função disto, extraímos o proveito para suprimento de nossas próprias
necessidades. Esta teoria é bastante interessante, ela diz que o profissional deve pensar
sempre no todo, em servir, isso tem lógica, porém nosso egoísmo não nos deixa agir assim e
se acaba agindo de forma imoral e sem ética. Em geral as pessoas não pensam desta maneira,
e mais nossa cultura é de individualismo, acredita-se que isso seja assim até por estar-se em
um mundo capitalista, onde como citado anteriormente a maturidade e a capacidade de ação
de forma racional não é igual a todo. O seu objetivo é incutir um sentido nos gestores e
colaboradores de determinada organização sobre como devem gerir e realizar o seu trabalho
com responsabilidade. Devido ao facto do termo “ética” não ser utilizado da mesma forma
em todos os contextos internacionais, são várias as empresas que optam por reformular o seu
conceito de ética nos negócios denominando-o como integridade, boas práticas de negócio ou
conduta eticamente responsável. A ética no campo de trabalho, pode incluir questões práticas
e bem definidas como a obrigação de uma empresa ser honesta para com os seus clientes
como assuntos socialmente mais latos e filosóficos, como a responsabilidade de preservar o
ambiente e proteger os direitos dos seus empregados. Muitos conflitos éticos derivam dos
interesses divergentes dos acionistas das empresas relativamente aos seus trabalhadores,
clientes e comunidade envolvente. Os gestores têm de ser capazes de encontrar um equilíbrio
entre o idealismo e o pragmatismo – ou seja, a necessidade de produzir um lucro razoável
para os seus acionistas a partir de práticas de negócio honestas, segurança no local de
trabalho, sem esquecer questões de dimensão mais ampla como o ambiente e a sociedade. A
presença da ética na cultura organizacional é um fator fundamental para as boas práticas no
campo de trabalho. Hoje, para que as empresas se mantenham competitivas e ainda
proporcionem índices financeiros e econômicos capazes de satisfazer os interesses dos
investidores, elas necessitam adquirir novas competências. Para isso, não basta apenas
oferecer produtos de qualidade: são necessários novos atributos, pois os consumidores estão
cada vez mais exigentes. Nesse contexto, a implantação de uma conduta ética dentro do
campo de trabalho, poderá contribuir com excelentes resultados, não só no campo social,
como também no financeiro.
7.2.1 Exemplos práticos de ética no trabalho
Quando um profissional (dentista) recebe um paciente e esse pede para extrair um dente que
vem lhe tirando noites de sono e, após diagnosticar o problema, o dentista resolve recuperá-
lo, ao invés de removê-lo, estaria honrando com a sua ética no ambiente de trabalho. Enfim, o
profissional ético é aquele que procura oferecer o melhor dos seus conhecimentos, como o
médico que se preocupa com as suturas internas antes de realizar as externas, o professor que
se preocupa com estratégias que propiciem ao aluno a pensar e resolver desafios, o
engenheiro que demonstra certa preocupação com o melhor material para a construção da
passarela, além de outras ações que objetivam a consumação de um trabalho seguro e de
credibilidade. De modo que a ética efetiva ações e consolida metas que podem comprometer
ou favorecer o sucesso desses profissionais
Como outro exemplo, um Contador, profissional assalariado em uma empresa, recebeu
determinação da diretoria para postergar o registro de uma despesa vultosa para o mês
seguinte ao da elaboração das demonstrações contábeis do exercício em curso. Caso aceite,
ele estará superavaliando o lucro do exercício, atendendo, assim, aos interesses da
administração, mas agirá em desacordo com as normas contábeis.
Essa situação gera o seguinte dilema: manter o emprego e continuar a sustentar a sua família,
ou cumprir o princípio contábil da competência dos exercícios? Portanto, as pressões, que o
ambiente do trabalho em impulsionar o contabilista, a descumprir os preceitos do Código de
Ética profissional, em benefício de outros interesses.
8 Código de ética
A ética no local de trabalho, que diz respeito às regras que governam o comportamento no
ambiente de trabalho. Para ajudar na adoção de comportamentos mais éticos dentro do local
de trabalho surgiram os códigos de ética, considerados como um guia para os profissionais,
pois os orientam no dia a dia de trabalho mostrando tudo o que é e não é permitido.
Conforme Lopes Filho (2018) os códigos de ética são um meio de criar um padrão de
comportamento entre os profissionais e garantir maior segurança a todos. Eles apresentam
valores importantes no exercício da profissão e estabelecem medidas corretivas para aqueles
que não obedecem às normas como um meio de corrigir maus comportamentos.
Um código de ética compreende um conjunto de princípios necessários para a execução das
atividades de cada profissão de maneira correta, ou seja, respeitando a igualdade de direitos, a
justiça, pensando no bem comum de todos os profissionais e garantindo uma rotina de
trabalho. O Código de Ética no trabalho tem como finalidade desenvolver, formalizar e
implantar os valores dos profissionais da administração, servindo de guia para a orientação da
conduta profissional de todos os colaboradores que fazem parte de uma organização
empresarial. (NASH, 1993) A razão de ser da discussão dessas questões, se deve ao fato de
que as pessoas demonstram níveis mais elevados de comprometimento ao sentir que suas
empresas trabalham com lisura e integridade. É o chamado exemplo, o qual contribui para a
disseminação destes valores dentro das organizações. A aplicação da ética nas organizações
empresariais influencia diretamente nos princípios que regem a sociedade. Segundo explana
Nasch (1993) o estudo da forma pela qual as normas morais e pessoais se aplicam às
atividades e aos objetivos de uma empresa comercial. O que a autora afirma é que a ética nas
organizações não se caracteriza como valores abstratos nem alheios aos que vigoram na
sociedade; ao contrário, as pessoas que as constituem, sendo sujeitos históricos e sociais,
levam para elas as mesmas crenças e princípios que aprenderam enquanto membros da
sociedade. (MAXIMIANO, 2006).
O Código de Ética tem papel acentuado na conduta dos profissionais. José Trasferetti (2006)
cita Manfredo Oliveira acredita que, na sociedade pósmoderna, a palavra ética vai adquirindo
contornos diferentes. Segundo Oliveira (apud José Trasferetti, 2006, p. 94) as pessoas, ao
ouvirem a palavra ética, pensam em um código de deveres, em um fardo pesado que torna a
vida diminuída, sem gosto, sem qualidade. O Código de Ética no campo de trabalho, é o
conjunto de normas éticas, que devem ser seguidas pelos profissionais no exercício de seu
trabalho. Este código é elaborado pelos Conselhos, que representam e fiscalizam o exercício
da profissão. O código de ética médica, por exemplo, em seu texto descreve: “O presente
código contém as normas éticas que devem ser seguidas pelos médicos no exercício da
profissão, independentemente da função ou cargo que ocupem. A fiscalização do
cumprimento das normas estabelecidas neste código é atribuição dos Conselhos de Medicina,
das Comissões de Ética, das autoridades de saúde e dos médicos em geral.
9 Conclusão
A ética no trabalho traz-nos a reflexão de como devemos agir de maneira ética e moral no
nosso dia a dia profissional não deixando sobrepor os vícios frente às virtudes, o mal sobre o
bem. Desta maneira podemos conduzir nossas atividades profissionais com lealdade aos
colegas e clientes bem como, à empresa. Acrescenta ainda o presente artigo a importância das
organizações adotarem um código de ética empresarial que é conceituado como as normas e
regras concretas criadas por profissionais com autoridade e reputação idônea da própria
organização ou empresa contratada que visam um bem comum. Neste contexto o código de
ética regula a atividade profissional frente aos clientes e fornecedores bem como a
organização frente aos seus colaboradores. Sendo este, uma vez adotado, que norteará seus
colaboradores numa trajetória profissional de forma ética e moral.
A ética no campo de trabalho possui uma grande importância por orientar ao bom
cumprimento de todas as atividades de uma profissão, seguindo os princípios determinados
pela sociedade e por grupos de trabalho. Cada profissão tem o seu próprio código de ética,
que pode variar ligeiramente, nas diferentes áreas de atuação. No entanto, há elementos da
ética no campo do trabalho que são universais, como a honestidade, a competência, a
responsabilidade com a profissão, com colegas e com a sociedade. O estudo da ética se faz
necessário em meio a qualquer profissão, principalmente da administração, tendo em vista o
contexto específico vivenciado pelos administradores e sua atuação profissional.
10 Referencias bibliográficas
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