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Fisiologia da Olfação e Gustação

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TUTORIA

TUTORIA 2.1:

1- O que é bioeletrogênese?
2- Defina olfação e gustação.
3- Quais estruturas estão envolvidas, e suas respectivas funções, na olfação e na gustação
(papilas gustatórias)?
4- Descreva as vias sensitivas da olfação e da gustação.
5- Qual a integração sensorial da olfação e da gustação?
6- Como ocorre a interpretação dos estímulos de olfação e de gustação pelo sistema
nervoso?
7- Quais são as causas de alterações na olfação e na gustação (ver significado das
palavras desconhecidas)?
8- Como a olfação e a gustação voltam ao normal?
9- Como funciona o processo de acomodação do olfato e da gustação?
10- Como o olfato e a gustação interferem no bem-estar?
11- Quais são os exames de imagem usados para avaliar estrutura e função dos órgãos
envolvidos na olfação e na gustação? Como correlacionar as áreas correspondentes a ela
no sistema nervoso?

Bioeletrogênese:

Bioeletrogênese é uma propriedade da célula em gerar uma diferença de potencial


iônico entre o meio intracelular e o meio extracelular. Estímulos que podem vir tanto do
interior da célula quanto do exterior (estímulos químicos, mecânicos, neurotransmissores.
Receptores se ligam em canais e ativam o estímulo, que precisa ativar um limiar para
disparar o potencial de ação. Ocorre uma mudança no potencial da célula devido à entrada
de íons. Potenciais graduados são disparados ao longo do neurônio e quando atingem a
zona de gatilho dispara o potencial de ação. A bomba sódio (hiperpolarização - ela dificulta
que um potencial de ação aconteça imediatamente após o último) é ativada no final do
processo para regularizar as concentrações iniciais de íons dentro e fora da célula. Existem
algumas equações para avaliar a permeabilidade dos íons da membrana, que são as de
Nernst e de Goldman.
Os canais de voltagem que ocorrem na despolarização e repolarização são
voltagem dependente, ocorre transporte passivo, por diferença de concentração. Já a
bomba de sódio e potássio, que ocorre na hiperpolarização, é um transporte ativo.

Olfação:
43 é área cortical primária e 36 é área cortical terciária.

O sistema olfatório humano consiste de um epitélio olfatório revestindo a cavidade


nasal, no qual estão inseridos os neurônios sensoriais primários, chamados de neurônios
sensoriais olfatórios. Os axônios dos neurônios sensoriais olfatórios formam o nervo
olfatório, ou nervo craniano I. O nervo olfatório faz sinapse com neurônios sensoriais
secundários no bulbo olfatório, localizado na parte inferior do lobo frontal. Os neurônios
secundários e de ordem superior se projetam do bulbo olfatório, através do trato olfatório,
para o córtex olfatório. O trato olfatório, ao contrário da maioria das outras vias sensoriais,
não passa pelo tálamo.
Vias sensitivas da olfação:
- A olfação refere-se ao sentido do olfato, que é a capacidade de detectar e identificar
odores no ambiente. As vias sensitivas da olfação começam com os receptores
olfativos localizados na mucosa olfatória, localizada na parte superior das cavidades
nasais.
- Quando as moléculas odoríferas entram em contato com os receptores olfativos,
eles são ativados e geram potenciais de ação.
- Os axônios dos receptores olfativos convergem para formar os nervos olfativos, que
passam através dos orifícios da lâmina crivosa do etmoide, localizados na parte
inferior do cérebro.
- Esses nervos olfativos então projetam-se diretamente para o bulbo olfatório,
localizado na base do cérebro.
- No bulbo olfatório, as informações olfativas são processadas e transmitidas para
áreas mais profundas do cérebro, incluindo o córtex olfatório, onde são
interpretadas e reconhecidas como odores específicos.

Transdução do sinal olfatório- A superfície do epitélio olfatório possui os terminais


protuberantes dos dendritos dos neurônios sensoriais olfatórios, onde de cada
protuberância emergem vários cílios imóveis. Os cílios estão embebidos em uma camada
de muco, produzido pelas glândulas olfatórias (glândulas de Bowman) situadas no epitélio e
na lâmina própria.
As moléculas odoríferas devem, inicialmente, se dissolver e penetrar no muco antes
que possam se ligar a uma proteína receptora olfatória no cílio olfatório. Cada proteína
receptora olfatória é sensível a uma faixa limitada de substâncias odoríferas. Se o potencial
receptor graduado resultante for suficientemente forte, ele dispara um potencial de ação que
percorre o axônio do neurônio sensorial até o bulbo olfatório.
Os axônios das células com os mesmos receptores convergem para poucos
neurônios secundários do bulbo olfatório, os quais podem modificar a informação antes de
enviá-la para o córtex olfatório. O cérebro utiliza informações provenientes de centenas de
neurônios sensoriais olfatórios, em diferentes combinações, para criar a percepção de
muitos odores diferentes, exatamente como as combinações de letras criam palavras
diferentes.
Via gustativa:
A extremidade das células gustativas possuem um poro gustatório e no ápice de
cada célula gustativa possuem muitas microvilosidades. No poro das células gustatórias se
encontram fibras nervosas gustativas. Abaixo da membrana dessas células tem vesículas
com neurotransmissores que são liberados excitando as terminações das fibras nervosas.
Referente a localização estão:
*Circundando as papilas circunvaladas
*Moderadamente nas papilas fungiformes
*Moderadamente nas papilas foliáceas
*Adicionais no palato
*Sabor salgado: NA entra causa despolarização da membrana, isso abre canais de NA e
CÁ dependentes de voltagem, e ele faz com que vesículas contendo serotonina se fundem
à membrana.
*Azedo/ ácido: o H bloqueia o canal de K e faz a despolarização da membrana. Isso faz
com que NA e CÁ através dos canais dependentes de voltagem entre na célula e faz as
vesículas com serotonina liberar no axônio gustativo aferente
*Sabor amargo/ doce/ umami: são formados por dímeros (duas proteínas interligadas)
geralmente receptor acoplado à proteína G
Em geral, essas proteínas G possuem segundos mensageiros e a sinalização
estimula fosfolipase C que pode fazer NA entrar ou liberar o CA intracelular. Isso permite a
liberação de ATP no axônio aferente.

Os receptores gustatórios estão localizados primariamente nos botões gustatórios,


agrupados na superfície da língua. Um botão gustatório é composto de 50 a 150 células
receptoras gustatórias (CRGs), juntamente com células de sustentação e células basais
regenerativas. Os receptores gustatórios também estão espalhados em outras regiões da
cavidade oral, como o palato.
Para que uma substância (gustante) seja detectada, ela deve primeiro se dissolver
na saliva e no muco da boca. Os ligantes gus-tatórios dissolvidos interagem com uma
proteína localizada na membrana apical (receptora ou canal) da célula receptora gustatória.
A interação do ligante gustatório com a proteína de membrana inicia uma cascata de
transdução de sinal, que termina com a liberação de um mensageiro químico pela CRG
Os sinais químicos liberados das células receptoras gustatórias ativam neurônios sensoriais
primários (neurônios gustatórios), cujos axônios seguem nos nervos cranianos VII, IX e X
para o bulbo, onde fazem sinapse. A informação sensorial, então, vai ao córtex gustatório
através do tálamo (ver Fig. 10.3). O processamento central da informação sensorial
compara a entrada de várias células receptoras gustatórias e interpreta a sensação
gustatória com base nas populações neuronais com respostas mais fortes (outro exemplo
de código populacional). Os sinais provenientes dos neurônios sensoriais também iniciam
respostas comportamentais, como o comportamento alimentar, e respostas antecipatórias
(p. 17), que ativam o sistema digestório.
Interação entre olfato e paladar:

No século XVIII, Haller definia sabor como a soma de gostos e odores. Na verdade,
mais do que a soma das ativações gustativa e olfatória, o sabor de algo que ingerimos
depende de uma complexa interação dessas e de outras modalidades sensoriais. Sabemos
a diferença entre beber um copo de refrigerante, quando bem gelado, e beber o mesmo
refrigerante se estiver à temperatura ambiente. Da mesma maneira, o pão fresquinho que
acaba de chegar da padaria não terá o mesmo sabor no dia seguinte. Percebemos,
portanto, que, ao lado das qualidades gustativas e olfatórias que caracterizam um alimento,
outras qualidades são igualmente importantes para construir a percepção de seu sabor, tais
como a sua temperatura, consistência e textura. Essas outras qualidades são percebidas
por meio da estimulação de receptores que constituem a sensibilidade somestésica da
cavidade oral (mecanoceptores e termoceptores). Mesmo nociceptores (que também fazem
parte da sensibilidade somestésica) contribuem para o sabor de um alimento, por serem
ativados por substâncias, como a capsaicina, encontrada em algumas pimentas, e que tanto
contribuem para a riqueza de nosso paladar.
Um aspecto ainda controvertido é o mecanismo responsável pelo sabor produzido
pelas gorduras presentes em um alimento. Alguns autores acreditam que a viscosidade e a
textura dos alimentos gordurosos sejam os únicos atributos que compõem seu sabor,
mediado, portanto, pela sensibilidade somestésica, tal como acontece como a sensação
adstringente produzida por polifenóis presentes em algumas frutas, chás e vinhos (e que
decorre da precipitação, na saliva, de aminoácidos ricos em prolina). No entanto, foram
encontrados, recentemente, receptores/transportadores de ácidos graxos na membrana de
células gustativas, que podem se ligar a ácidos graxos de cadeia longa e facilitar seu
transporte para o interior da célula. A inativação do gene que codifica a síntese desses
receptores/transportadores diminui o apetite de camundongos por alimentos enriquecidos
com ácidos graxos, o que dá força à proposta, defendida por alguns autores, de que um
mecanismo gustativo primário deva ser associado a estímulos gordurosos.

O que podemos afirmar, com certeza, é que estímulos gustativos, olfatórios,


mecânicos, térmicos e mesmo nociceptivos contribuem para compor o sabor de um
alimento.
Podemos ir além e incluir os proprioceptores dos músculos mastigatórios e da
articulação temporomandibular, além de mecanoceptores periodontais, como uma fonte de
informações sensoriais que contribui para um dado sabor. Afinal, a maciez de um alimento é
também percebida e avaliada a partir da contribuição de informações proprioceptivas.
Dados obtidos por métodos de neuroimagem dão suporte a essa ideia de
composição multissensorial do sabor dos alimentos. Imagens de ressonância magnética
funcional mostraram que estímulos gustativos, olfatórios e somestésicos, provenientes da
cavidade oral, causam ativações neurais que se superpõem em várias áreas corticais, tais
como ínsula, córtex orbitofrontal e giro do cíngulo. Tais evidências sugerem que essas
estruturas corticais têm um papel central na integração de informações sensoriais distintas,
mas que cooperam para a percepção de um sabor. O sabor de um alimento, portanto, é
apenas mais um exemplo de uma integração sensorial multimodal, sujeito a modulações
impostas pelo aprendizado, por processos de retroalimentação sensorial e também pela
atenção que prestamos àquilo que ingerimos.
Interpretação dos estímulos de olfação e de gustação pelo sistema nervoso
Fonte: Fisiologia - Margarida

GUSTAÇÃO:

- célula receptora gustativa transmite a informação para os terminais das fibras dos
pares de nervos facial e glossofaríngeo. o neurotransmissor envolvido nessa
comunicação é o ATP.
- as informações codificadas projetam-se ao núcleo do trato solitário, localizado no
bulbo. as projeções ao NTS terminam em uma área denominada núcleo gustatório.
- em seguida as projeções chegam ao tálamo.
- essas informações continuam por uma via gustativa específica que alcança o córtex
gustativo primário, localizado no córtex insular anterior. Projeções do córtex
gustativo primário partem para o núcleo central da amígdala e de lá para o
hipotálamo e áreas dopaminérgicas do mesencéfalo. Ainda do córtex gustativo
primário partem projeções diretas para uma área do córtex orbitofrontal, por isso
denominada córtex gustativo secundário.

A célula receptora gustativa, desprovida de axônio, transmite a informação


sinapticamente aos terminais de fibras aferentes que compõem os VII e IX pares de nervos
cranianos, respectivamente facial e glossofaríngeo. Um ramo do nervo vago (X par) também
inerva botões gustativos presentes na epiglote e porção superior do esôfago. O principal
neurotransmissor responsável pela comunicação entre a célula receptora e fibra aferente
primária é o trifosfato de adenosina (ATP) que, liberado na fenda sináptica, alcança
receptores purinérgicos do tipo P2X2/P2X3 na membrana pós-sináptica do neurônio
sensorial primário.
Uma única fibra gustativa, embora possa responder preferencialmente a um dos
cinco estímulos básicos, responde com diferentes graus de intensidade a outros estímulos
gustativos. Uma fibra gustativa recebe, portanto, a influência de células receptoras com
diferentes especificidades. A qualidade sensorial de um estímulo gustativo não deve
depender apenas da ativação de um grupo isolado de fibras, mas de um elaborado padrão
na atividade dos diferentes tipos de fibras sensoriais primárias e dos neurônios aos quais se
projetam. Em outras palavras, acredita-se que a informação gustativa seja codificada por
meio de interações das diferentes submodalidades gustativas, de maneira análoga àquela
observada em outras modalidades sensoriais. Esse tipo de codificação é uma “linguagem”
comum utilizada pelo sistema nervoso em muitas outras instâncias da atividade neural, não
restritas ao processamento sensorial. Sendo assim, o “código” (aqui, código refere-se à
detecção e identificação de um dado gosto) depende não da atividade de um neurônio
específico ou de um pequeno e particular conjunto de neurônios, mas da atividade
combinada de um grupo neuronal, o que se denomina “código de população”. Essa
“linguagem” neural permite uma expansão combinatória da quantidade de padrões que
podem ser identificados, quantidade essa que vai muito além do número de tipos de
neurônios envolvidos.
As informações gustativas, assim codificadas, projetam-se ao núcleo do trato
solitário (NTS), localizado no bulbo, o qual preserva, similarmente ao que ocorre nas
projeções talâmicas e corticais, uma segregação espacial das submodalidades gustativas
observadas na língua. As projeções gustativas ao NTS terminam em sua porção
rostrolateral, denominada núcleo gustatório. O NTS também está envolvido na recepção de
outras aferências viscerais, incluindo informações cardiovasculares, respiratórias e
digestivas.
Em primatas, projeções da porção gustativa do NTS cursam diretamente ao núcleo
ventroposteromedial do tálamo, em que neurônios recebendo as aferências gustativas
encontram-se segregados em relação àqueles associados a outras modalidades sensoriais
originadas da língua. Essas informações continuam por uma via gustativa específica que
alcança o córtex gustativo primário, localizado no córtex insular anterior. Projeções do
córtex gustativo primário partem para o núcleo central da amígdala e de lá para o
hipotálamo e áreas dopaminérgicas do mesencéfalo. Ainda do córtex gustativo primário
partem projeções diretas para uma área do córtex orbitofrontal, por isso denominada córtex
gustativo secundário. O córtex orbitofrontal recebe projeções de outras modalidades
sensoriais, tais como olfação, visão, somestesia e interocepção, podendo contribuir para a
integração multimodal que constitui o sabor de um alimento. Adicionalmente, o córtex
gustativo também envia projeções descendentes para núcleos do tronco encefálico, tais
como o NTS, oferecendo mais um importante exemplo de controle eferente da
sensibilidade. Embora a percepção consciente de um estímulo gustativo seja um
componente fundamental dessa modalidade sensorial, as vias gustativas são importantes
na organização de muitos outros tipos de resposta. Há um conjunto de reflexos envolvidos
no controle de ações motoras e vegetativas durante a ingestão de alimentos, incluindo-se
reflexos de proteção contra a ingestão de substâncias irritantes ou tóxicas e também
reflexos salivatórios. Esses reflexos são também essenciais para a adaptação adequada de
um organismo ao seu ambiente, e são organizados por circuitos neurais localizados
principalmente no tronco encefálico. Um exemplo que ilustra a complexidade e a sutileza
desses reflexos é o aumento no fluxo de uma saliva mais fluida produzido por estímulos
azedos, mediado por uma ação parassimpática, enquanto estímulos doces produzem
menor aumento no fluxo salivar, mas incrementam o conteúdo salivar de amilase, o que
reflete uma ação simpática. Esse exemplo ilustra a fina integração da sensibilidade
gustativa com respostas autonômicas, envolvendo circuitos que se estendem do tronco
encefálico à medula espinal, além de sua coordenação superior por circuitos hipotalâmicos
e telencefálicos.
OLFAÇÃO:

A exposição de neurônios olfatórios a substâncias odoríferas geralmente provoca


uma resposta hipopolarizante, embora hiperpolarizações também possam ser observadas.
A frequência de potenciais de ação provocados no neurônio aumenta em função da
concentração da substância odorífera, fornecendo mais um exemplo do mecanismo
utilizado pelo sistema nervoso na codificação da intensidade de um estímulo sensorial.
Vários estudos eletrofisiológicos têm mostrado que um mesmo neurônio olfatório pode
responder a uma variedade de substâncias, mas que diferentes conjuntos de neurônios
respondem a conjuntos distintos de substâncias. Portanto, diferentes substâncias são
codificadas por populações neuronais funcionalmente superpostas, a exemplo da
sensibilidade gustativa e ainda outras modalidades sensoriais. Especula-se, também, que o
padrão temporal na descarga de um único neurônio em resposta a um conjunto de
substâncias possa contribuir para a codificação desses estímulos.
Estudos de hibridização in situ mostraram que cada gene responsável por um
receptor odorífero (RO) é expresso em uma reduzida fração dos neurônios olfatórios. A
partir daí, análises quantitativas indicaram que cada neurônio expressa apenas o gene
responsável por um único RO e que, portanto, a informação transmitida ao bulbo olfatório
por um neurônio reflita diretamente a especificidade de um único tipo de RO. Embora a
resposta máxima a diferentes substâncias ocorra em regiões diversas do epitélio olfatório, a
resposta a uma determinada substância é obtida em muitas regiões do epitélio. Essa é uma
evidência adicional de que o gene associado a um RO não se encontra localizado em
pequenas áreas do epitélio, mas sim disperso sobre regiões maiores da superfície epitelial.
Em camundongos e ratos, essas regiões formam, pelo menos, quatro zonas distintas nas
quais diferentes conjuntos de genes RO são expressos. Neurônios que expressam o
mesmo gene (e, portanto, são ativados pelas mesmas substâncias), ou que expressam
genes membros da mesma subfamília (e, portanto, são ativados por substâncias
semelhantes), estão confinados à mesma zona. Estudos neuroanatômicos mostram que
essa organização topográfica encontrada no epitélio olfatório é preservada em suas
projeções ao bulbo olfatório, semelhantemente à organização topográfica (retinotópica,
somatotópica, tonotópica) encontrada em outras modalidades sensoriais.
Os axônios dos neurônios olfatórios, em cada cavidade nasal, projetam-se ao bulbo
olfatório ipsilateral, que se localiza acima e posteriormente à cavidade. No bulbo olfatório,
os axônios das células receptoras fazem contato sináptico em estruturas denominadas
glomérulos, com dendritos de interneurônios e com dendritos de neurônios secundários
(células mitral e em tufo) que levam a informação ao córtex olfatório. Glomérulos individuais
recebem projeções convergentes originadas em diferentes regiões do epitélio olfatório, e
respondem a diferentes substâncias odoríferas. Estudos relativamente recentes também
mostram que cada substância, individualmente, induz atividade em vários glomérulos
diferentes. Acredita-se que cada glomérulo receba a projeção de neurônios que expressam
um mesmo RO, e que vários glomérulos ativados por uma única substância recebam
projeções de diferentes RO, em vez de um único RO que se projeta sobre vários
glomérulos. Por sua vez, a habilidade de um único glomérulo em responder a diferentes
substâncias deriva não da inervação daquele glomérulo por neurônios expressando
diversos RO, mas sim da capacidade de um único RO de reconhecer substâncias distintas.
Em suma, cada substância é reconhecida por diferentes RO, e cada RO reconhece
diferentes substâncias. Este fato é consistente com a capacidade de células receptoras
individuais, as quais expressam um único RO, de responder a diversas substâncias.
Diferentes RO que interagem com uma mesma substância odorífera devem reconhecer
diversas características estruturais dessa substância, e substâncias distintas devem
compartilhar algumas dessas características, mas diferir em outras.
Imagem: Guyton
LAB MORFO
-
MED LAB
TBL
BIOELETROGENESE :

·
capacidade de Células musculares e

NEURÔNIOS DE PROPAGAR SINAIS ELÉTRICOS

RÁPIDO POR RESPOSTA A UM ESTÍMULO


.

EQUAÇÃO DE NERST

↳ descreve o Pontencial de Membran se a

MEMBRAN FOR PENTRADA POR UM ÚNICO ION.

FATORES QUE INFLUEM NO POTENCIAL DE * UMA MUDANÇA SIGNIFICATIVA


no POTENCIAL DE MEMBRANA

MEMBRANA .

OCORRE COM O MOVIMENTO DE POUQUÍSSIMOS INS


.

-DISTRIBUIÇÃO DESIGUAL DOS IONS

+
-
CANAIS COM PORTO CONTROLAM A PERMEABILIDADE
↓la

3 ÔNICA NEURÔNIO
EXTRACE CULAR DO .

cat
e

·
PRINCIPAIS CANAIS :

+
Citoso >
-
K -
CANAL DE Nat

DIFERENÇA DE PERMEABILIDADE DA MEMBRANA -Canal De

AOS IONS . -Canal De Cat

Em Repouso = ↑ permeável AO
V
-
Canais De Ce-

ON QUE MAIS CONTRIBUI PARA

↑ N
O POTENCIAL EM REPOUSO .
CONDUTANCIA
=
Facilidade QUE OS IONS LEM ATRAVÉS
+J
DE UM CANAL


valor medio do = -E0m (dentro da Célula

POTENCIAL EM
Relação canais portão são três
REPOUSOL, Em Ao MEIO com classificados em

EXTRA CATEGORIAS :

>
-
CANAIS ÔNICOS CONTROLADOS MECANICAMENTE

NEURÔNIOS SENSORIAIS

EquaÇÃo De G :
ESTÍMULO /ABERTURA =
FORGAS FÍSICAS
.

>
-
Canais lônicos dependentes de ligante .

↳ calcula o potencial de membrana resultante de LIGANTE = ...


NEUROTRANSMISSORES ; NEUROMODULADORES

TODOS OS INS QUE PODEM ATRAVESSAR A MEMBRANA .


>
- Canais lônicos Dependentes de Voltagem :

RESPONDE A MUDANÇAS No POTENCIAL DE MEMBRANA .

7/ 1

SIGNIFICADO DA EQUAÇÃO
O POTENCIAL DE MEMBRANA EM REPOUSO É DETERMINADO ABERTURA ATIVAÇÃO Do CANAL
.
OBS
: =

PELA CONTRIBUIÇÃO COMBINADA DA


CONCENTRAÇÃO X ALGUNS CANAIS São Inativados aleatoriamente
.

PERMEABILIDADE PARA CADA ION


.

O FLUXO CORRENTE OBRECE A LEI DE OHM

-
O Movimento Dos INS GERA SINAIS ELÉTRICOS

↑ [Nat] MEIO EXTERNO E =

=P
MEMBRANA DO
-

NEURÔNIO : MEIO INTERNO


↑ [k+1
(EM REPONSO -
·
resistência Da Membran Celular é a resistência

pornista
INTERNA DO CITOPLASMA .

ABERTURA
CANAL

DESPOLARIZAÇÃO -
↳ SEM NENHUM CANAL ABERTO :

RESISTENCIA
ABERTURA CANAL

↓ CONDUTÂNCIA
RESISTÊNCIA INTERNA Dos NEURÔNIOS É DETERMINADA POR :

composição do Citoplasma .

-Diâmetro Da CÉWLA .

N
(MEMBRANA
4
RESISTENCIA EXTERNA CONSTANTE DE

RESISTÊNCIA INTERNA COMPRIMENTO


.

POTENCIAIS GRADUADOS

-SINAIS DE FORÇAS VARIÁVEIS .

-DISTÂNCIAS CURTAS .

- PERDEM A
FORÇA À MEDIDA QUE Percorrem A CÉLULA.

POTENCIAIS DE AÇÃO
-GRANDES DESPOLARIZAÇÕES
- BREVES
N
-
LONGAS DISTANCIAS

-
Não PERDEM FORÇA .

-
POTENCIAIS GRADUADOS
ESTÍMULO
.
REFLETEM A
mudade
INTENSIDADE DO
LUGAR DE ACORDO

COM O TIPO DE NEURÔNIO


São CHAMADO DE GRADO POIS SEU AMANHO

OU AMPLITUDE É DIRETAMENTE PROPORCIONAL A CAPACIDADE DE DISPARAR O ESTÍMULO =

FORÇA DO ESTÍMULO
. EXCITABILIDADE CELULAR .

DESPOLARIZAÇÃO E
REPOLARIZAÇÃO DOS NEURÔNIOS
.

-
POTENCIAIS DE AÇÃO PERCORREM LONGAS

DISTÂNCIAS .

Não PERDE FORGA


.

POTENCIAL No FINAL DO AXÔNIO É IGUAL O

POTENCIAL NA ZONA DE GATILHO


.

POTENCIAL Não SE TRATA De Um ÚNICO POTENCIAL

E SIM UMA ONDA DE ENERGIA ELÉTRICA


.

A FORGA De
DESPOLARIZAÇÃO EM UM POTENCIAL

GRADUADO È DETERMINADO PELA QUANTIDADE

DE CARGA QUE ENTRA NA CÉLULA .

QUE Esse Tipo POTENCIAL PERDE ?


POR De
FORGA
>
-
VARAMENTO DE CORRENTE
-
Resistência Citoplasmática .
-
Um POTENCIAL De AÇÃO Não ALTERA Os

GRADIENTES DE CONCENTRAÇÃO
NICA :

ONS QUE SE OVEM /DENTRO E PARA

FORA Da CÉLULA Durante


Os POTENCIAIS De

AÇÃo São Rapidamente TRANSPORTADOS PI

SEUS COMPARTIMENTOS ORIGINAIS PELA

Na-K+ ATPase .

- Canais de N no nio Possuem Dois

PORTÕES .

PORTÕES DE
ATIVAÇÃO/INATIVAÇÃO
-N Se em A Membr Durante Os

POTENCIAIS .

o POTENCIAL De AÇÃO PODE SER DIVIDIDO Em

TRÊS FASES :

ASCENDENTE = ↑ PERMEABILIDADE DO Nat


POTENCIAL SE INICIA QUANDO O POTENCIAL

GRADUADO ATINGE O GATILHO COM LIMIAR

( -

55mV)
N Li Dentro Da CÉLULA

+
descendente =↑ PERMEABILIDADE DO K

RESPOSTA A DESPOLARIZAÇÃO
CÉLULA Lamin /POTENCIAL DE REPOUSO

PS-PERPONARIZAÇÃO
-
A DESPOLARIZAÇÃO
ABRE OS CANAIS DE - Nat,

+ Na ENTRA NA

CÉLULA E MAIS A

CÉLULA DESPOLARIZA
.

-
Os POTENCIAIS De AÇÃO Não São DISPARADOS

DURANTE O PERÍODO REFRATÁRIO ABSOLUTO


.

UMA Vez QUE O POTENCIAL DE AÇÃO TENHA INICIADO


,
UM SEGUNDO POTENCIAL NÃO PODE SER DISPARADO

DURANTE CERCA DE-2 MS


.

PERÍODO REFRATÁRIO RELATIVO -


ALGUNS PORTÕES Já
Estão A
CONFIGURAÇÃO INICIAL; POTENCIAIS

DISPARADOS NESSE ESTÁGIO SEMPRE TÊM AMPLITUDE

MENOR .

-
Os POTENCIAIS de AÇÃO São Conduzidos
.

-
NEURÔNIOS MAIORES CONDUZEM POTENCIAIS

DE
AÇÃO MAIS RAPIDAMENTE .

PARÂMETROS QUE INFLUEM NA VELOCIDADE :

- Diâmetro Do Nio
.

-RESISTÊNCIA Do Ônio o Vazamento De N Para

FORA DA CÉLULA (CONSTANTE DE .


COMPRIMENTO)

-
a condução é mais pida em

AXÔNIOS MIELINIZADOS .

condução Saltatória
.

NÓDULOS DE RANVIER
.

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