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Prevenção do Abuso de Drogas nas Escolas

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Revista Psicologia, Saúde & Doenças ISSN 2182-8407

Vol. 24, Nº. 1, 115-125, 2023 www.sp-ps.pt


Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde https://doi.org/10.15309/23psd240110

PREVENÇÃO AO ABUSO DE DROGAS COM ESCOLARES A PARTIR DAS


HABILIDADES SOCIAIS

DRUG ABUSE PREVENTION WITH SCHOOLS FROM SOCIAL SKILLS

Gelsimar Machado†1, Raul Martins2, & Liana Romera1

1UniversidadeFederal do Espírito Santo (UFES), Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), Vitória, Brasil.
2UniversidadeEstadual Paulista (UNESP), Faculdade de Filosofia e Ciências, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas
(IBILCE), Marília, Brasil.

Resumo: Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa sobre um programa de prevenção ao
abuso de álcool e outras drogas com base nas habilidades sociais com o público adolescente. As
habilidades sociais são diferentes classes de comportamento que o indivíduo possui para lidar com as
situações interpessoais. A pesquisa teve como objetivo geral identificar índices de uso de álcool e
outras drogas e sua relação com habilidades sociais entre adolescentes de uma escola do interior do
estado do Espírito Santo, bem como implementar e avaliar um programa de prevenção ao abuso
dessas substâncias a partir do Treinamento de Habilidades Sociais. Foram utilizados dois
instrumentos: o Teste de Identificação de Distúrbios do Uso de Álcool (AUDIT), aplicado antes e
depois da realização do programa de prevenção, seguido do Inventário de Habilidades Sociais para
Adolescentes (IHSA-Del-Prette). Os dados apontaram que pode haver relação entre o maior
repertório de habilidades sociais com o menor consumo de álcool, assim como o seu inverso, ainda
que seja necessário considerar que essa relação não ocorre de forma simples. Nos resultados do pós-
teste (AUDIT), houve redução no consumo de álcool dos participantes, especialmente se comparado
a avaliação inicial. Conclui-se que a estratégia das habilidades sociais possibilita alcançar resultados
significativos acerca da prevenção ao uso abuso de drogas, especialmente quando as ações
ultrapassam metodologias tradicionais com eficácia reduzida e utilizam-se de metodologias
participativas.
Palavras-Chave: Prevenção ao Abuso de Drogas, Habilidades Sociais, Adolescência.

Abstract: This work presents the results of a research on a program to prevent the abuse of alcohol
and other drugs based on social skills with the adolescent public. Social skills are different classes of
behavior that the individual has to deal with interpersonal situations. The research aimed to identify
alcohol and other drugs use rates and their relationship with social skills among adolescents in a
school in the interior of the state of Espírito Santo, as well as to implement and evaluate a program
to prevent the abuse of these substances from the Training of Social Skills. Two instruments were
used for the production of data: the Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT), applied
before and after the prevention program, followed by the Social Skills Inventory for Adolescents
(IHSA-Del-Prette). The data pointed out that there may be a relationship between the largest
repertoire of social skills with the lowest consumption of alcohol, as well as its inverse, although it is
necessary to consider that this relationship does not occur in a simple way. In the results of the post-
test (AUDIT), there was a reduction in the alcohol consumption of the participants, especially when

†Autor de Correspondência: Gelsimar Machado ([email protected])


Submetido: 11 de novembro de 2020
Aceite: 04 de maio de 2023
Prevenção ao abuso de drogas e habilidades sociais

compared to the initial evaluation. It is concluded that the social skills strategy makes it possible to
achieve significant results regarding the prevention of drug abuse, especially when the actions go
beyond traditional methodologies with reduced effectiveness and use participatory methodologies.
Keywords: Drug Abuse Prevention, Social Skills, Adolescence

A proposta desse artigo é apresentar os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo
identificar os índices de uso de álcool e outras drogas e a relação com habilidades sociais entre
adolescentes de uma escola do interior do estado do Espírito Santo, implementar e avaliar um
programa de prevenção aos usos dessas substâncias apoiado em um Treinamento em Habilidades
Sociais (THS) visando à diminuição dos problemas decorrentes.
As discussões e evidências sobre a prevenção de drogas demonstram que a estratégia de repressão
e o discurso de “guerra às drogas” não tem surtido os efeitos esperados (Moreira et al., 2015).
Levantamentos epidemiológicos mostram que a experimentação de drogas ocorre no início ou até
mesmo antes da adolescência (entre 12 e 17 anos de idade), o álcool e tabaco são as drogas de maior
uso na vida, substâncias também que mais constituíram motivo para tratamento de adolescentes,
juntamente com a cocaína em pó (Bastos et al., 2017; Brasil, 2016; Carlini et al., 2010). O álcool é
apontado como a droga precursora das demais, sendo que o estímulo social e a facilidade de acesso
se configuram como alguns dos fatores mais expressivos para o consumo.
Para Scivoletto (2011), a adolescência é uma fase de experimentação e sentimento de onipotência,
permitindo que alguns riscos como o uso de drogas sejam pouco considerados, tornando este
adolescente vulnerável. Outros fatores desta vulnerabilidade estão ligados à insuficiente capacidade
de desenvolvimento de competências pessoais e interpessoais, contribuindo para que o consumo
destas substâncias seja como um modo de escape em meio às situações problemáticas (Vitalle, 2011).
Caracterizados como preventivos, terapêuticos e profissionais, os programas de THS com crianças
e adolescentes tem contribuído para a prevenção de comportamentos problemáticos, indisciplina,
bullying, consumo de drogas e outros (Caballo, 2016; Del Prette & Del Prette, 2017). O termo
habilidades sociais trata-se dos “[...] comportamentos sociais valorizados em determinada cultura
com alta probabilidade de resultados favoráveis para o indivíduo, seu grupo e comunidade, que
podem contribuir para um desempenho socialmente competente em tarefas interpessoais” (Del Prette
& Del Prette, 2017, p. 24). Ser socialmente hábil é a possibilidade de o indivíduo emitir um conjunto
de comportamentos durante uma interação interpessoal que expresse sentimentos, atitudes, desejos,
opiniões ou direitos de modo coerente com a situação (Caballo, 2016). Essas habilidades são divididas
em classes e subclasses. As principais classes são: comunicação, civilidade, fazer e manter amizade,
empatia, assertividade, expressar solidariedade, manejar conflitos e resolver problemas interpessoais,
expressar afeto e intimidade, coordenar grupo e falar em público.
Não há consenso na literatura sobre a presença de maior deficit em habilidades sociais em usuários
de drogas. Felicissimo et al. (2013) analisaram produções entre 1990 e 2011 e observam a pouca
relação entre o consumo de álcool e deficit nas habilidades sociais. A maioria dos estudos mostrou
eficácia nas prevenções do consumo com as habilidades sociais, mas não houve superioridade das
intervenções que tiveram como método esta abordagem se comparada a outros. Já Schneider et al.
(2016) analisaram artigos entre 2004 e 2014 e destacam trabalhos que apresentam deficits em
habilidades sociais como fatores de risco e bom repertório como fator de proteção aos usos de drogas.
Estudo de Romero e Alexis (2015) apresentam mudanças nos conhecimentos e atitudes dos
adolescentes em um programa de prevenção em uma escola com as habilidades sociais, sendo
significativo para amenizar problemas do abuso de álcool com o fortalecimento dessas habilidades.
Além da dificuldade de dizer não aos pares, os adolescentes podem fazer uso de drogas para reduzir
ansiedade diante de contextos sociais, considerações importantes para que programas de THS sejam
desenvolvidos. É possível que haja resultados positivos para usuários de diferentes substâncias e o

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aprendizado de novas habilidades para suprir lacunas quanto à aquisição de comportamentos


saudáveis (Limberger et al., 2017; Wagner & Oliveira, 2007). Com características metodológicas
interativas, as intervenções preventivas com o THS tendem a apresentar resultados significativos para
além do consumo de drogas, se constituindo como uma das estratégias com potencial para resultados
mais promissores se comparados com modelos tradicionais que estão focados na transmissão de
informações (Cuijpers, 2002).
A intervenção de que trata este trabalho foi desenvolvida em um município cuja maioria da
população é constituída por descendentes da extinta região europeia Pomerânia. O consumo de
bebidas alcoólicas antes da idade adulta tem implicações diretas com a tradição cultural desses
descendentes. Pesquisas locais demonstram a relação do alcoolismo com os casos de suicídio e
tentativas, depressão, dificuldades em solicitar ajuda e o desgaste do trabalho rural, cooperando para
que o consumo prejudicial desponte como um dos grandes problemas da comunidade (Fehlberg &
Menandro, 2015; Potratz et al., 2015). Ainda assim, as ações de prevenção municipais têm sido
incipientes, não havendo trabalho sistematizado em espaços importantes, como em ambientes
escolares, mas apenas intervenções com tratamento a partir do Centro de Atenção Psicossocial
(CAPS).

MÉTODO

Participantes

Fizeram parte do THS 19 estudantes adolescentes entre 15 e 17 anos de idade de uma turma do
ensino médio de uma escola estadual no interior do estado do Espírito Santo.

Material

O AUDIT (Teste de Identificação de Distúrbios do Uso de Álcool) (Babor et al., 2001),


desenvolvido com o apoio da Organização Mundial da Sáude (OMS), avalia o uso de álcool nos
últimos 12 meses e detecta o nível em que a pessoa se encontra. Baseia-se em uma dose padrão, sendo
14 gramas ou 17,5 ml de puro álcool em uma bebida, proporção presente em 40 ml de destilados
(cachaça, conhaque, uísque, vodca), 1 lata de cerveja, 1 copo de chope ou 140 ml de vinho (De
Micheli et al., 2017). Com o máximo de 40 pontos e composto por 10 questões, a pontuação do
AUDIT é classificada em quatro níveis/zonas que determina o padrão de consumo de álcool e
direciona uma proposta de intervenção, sendo:
1) Zona I: Prevenção Primária (0-7 pontos) – pessoas que não consomem ou consomem pouco;
2) Zona II: Orientação Básica (8-15 pontos) – usuários de risco consumindo acima de duas doses
diariamente ou mais que cinco doses em única ocasião;
3) Zona III: Intervenção Breve e Monitoramento (16-19 pontos) – pessoas que apresentam uso
nocivo;
4) Zona IV: Encaminhamento para Serviço Especializado (20-40 pontos) – apresenta grande
possibilidade de dependência.
O segundo instrumento da pesquisa, Inventário de Habilidades Sociais para Adolescentes (IHSA-
Del-Prette) (Del Prette & Del Prette, 2015), é composto por 38 itens que avaliam as habilidades
sociais do adolescente em diferentes contextos (escola, lazer, trabalho, família) e com distintos
interlocutores, como familiares, amigos, autoridades, pessoas conhecidas e desconhecidas. A cada
item do IHSA-Del-Prette, o adolescente indica a resposta relacionada à dificuldade e a sua frequência.
Para os resultados, os escores de dificuldade e frequência são organizados em escalas tipos Likert

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presentes nas subescalas (F1) Empatia; (F2) Autocontrole; (F3) Civilidade; (F4) Assertividade; (F5)
Abordagem Afetiva; (F6) Desenvoltura Social.

Procedimento

A pesquisa teve a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Espírito


Santo (UFES) sob o número CAAE: 87054618.5.0000.5542. Com adequada explanação das etapas
da pesquisa para os participantes, foi entregue o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)
para assinatura dos pais ou responsáveis dos estudantes menores de 18 anos. Os estudantes menores
de idade também assinaram o Termo de Assentimento.
O desenvolvimento da pesquisa ocorreu a partir das seguintes etapas: 1) aplicação do AUDIT
como instrumento de triagem; 2) detecção/formação do grupo para participar da intervenção com o
THS, tendo como critério a série/ano/turma com maiores pontuações no AUDIT; 3) levantamento de
informações sobre as habilidades sociais dos adolescentes a partir do IHSA-Del-Prette e; 4)
reaplicação do instrumento AUDIT.
Foram desenvolvidas 12 sessões de THS com o grupo de estudantes no segundo semestre do ano
letivo de 2018, afora os contatos realizados para a aplicação dos instrumentos. Cada sessão teve 55
minutos de duração, o que corresponde ao tempo de 1 aula regular na rede estadual de ensino, tempo
este cedido por professores de disciplinas diferentes em cada semana de intervenção. Com base em
metodologias interativas e com dinâmicas grupos, as sessões foram organizadas em: 1) Introdução ao
programa; 2) Informações sobre estudos epidemiológicos; 3) Automonitoria, feedback e elogio; 4)
Lidar com ansiedade, preocupação e estresse; 5) Informações sobre o cigarro; 6) Desenvolvendo a
assertividade; 7) Habilidades Sociais empáticas; 8) Solicitar ajudar e padrões de amizade; 9)
Conhecendo fatores de risco e de proteção; 10) Estratégias para a solução de problemas; 11) Tomada
de decisões e habilidades deficitárias e; 12) Efeito das drogas e tipos de uso.
Os resultados pré e pós-intervenção de cada participante oriundos do AUDIT foram organizados
em tabelas no programa Word para análise de acordo com as pontuações obtidas. Os dados do IHSA-
Del-Prette seguiram as orientações legais e foram analisados por profissional com formação em
Psicologia segundo orientações do próprio instrumento (Del Prette & Del Prette, 2015). Os resultados
do IHSA-Del-Prette estão baseados em percentis de 0 a 100 para os itens Frequência e Dificuldade.
Com os escores de Frequência maior e Dificuldade menor, mais elaborado pode ser o repertório de
habilidades sociais do sujeito. Ocorre de modo oposto para a Dificuldade, sendo que o repertório de
habilidades sociais do indivíduo pode ser menos elaborado quanto maior for a pontuação desse item
(Del Prette & Del Prette, 2015). Os resultados do IHSA-Del-Prette foram cruzados com aqueles
obtidos pelo AUDIT nas etapas pré e pós-intervenção.

RESULTADOS

A turma era composta por 11 meninos (58%) e 8 meninas (42%), turma esta que apresentou os
maiores índices de consumo de álcool na triagem inicial. Quanto à ocupação, 15 estudantes (79%)
responderam que apenas estudavam, 2 (10,5%) trabalhavam na agricultura e 2 (10,5%) no comércio
na função de Auxiliar de Serviços Gerais. Perguntados sobre a descendência, 13 alunos (68,4%)
responderam que fazem parte de familiares pomeranos/alemães, 3 (16%) disseram ser descendentes
de italianos, 1 (5,2%) pomerano/italiano, 1 (5,2%) pomerano/afro e 1 (5,2%) não sabe.
Os dados do Quadro 1 constam os resultados do IHSA-Del-Prette juntamente com a interpretação
das informações sobre as habilidades sociais dos pesquisados. O Quadro 2 apresenta o total de

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Frequência e Dificuldade do IHSA-Del-Prette no início do programa e a avaliação do consumo de


álcool através do AUDIT antes e após a intervenção.

Quadro 1. Interpretação dos resultados para Frequência e Dificuldade do IHSA-Del-Prette


Total (%)
Médio inferior até abaixo da média 10 (52,6)
Frequência Bom repertório 3 (15,8)
Elaborado a altamente elaborado 6 (31,6)
Total 19 (100)
Baixo custo de resposta 12 (63,2)
Médio custo de resposta 5 (26,3)
Dificuldade
Alto custo de resposta 2 (10,5)
Total 19 (100)
Fonte: Resultados do IHSA-Del-Prette

Quadro 2. Resultados dos instrumentos IHSA-Del-Prette e AUDIT


IHS-A Início do THS Total AUDIT Total AUDIT
Aluno
Total Frequência Total Dificuldade Início do THS Final do THS
1 95,00 10,00 0 0
2 1,00 60,00 0 0
3 20,00 65,00 23 16
4 20,00 55,00 20 7
5 50,00 10,00 3 3
6 70,00 5,00 0 0
7 20,00 25,00 10 6
8 100,00 5,00 5 9
9 100,00 1,00 2 2
10 60,00 30,00 5 5
11 70,00 15,00 0 6
12 25,00 10,00 9 6
13 80,00 35,00 0 *
14 35,00 75,00 1 0
15 55,00 50,00 3 3
16 20,00 30,00 1 1
17 15,00 85,00 1 1
18 20,00 25,00 5 5
19 1,00 45,00 7 0
Nota: *Estudante que se transferiu para outra escola/turno.

Sobre os resultados do quesito Frequência do IHSA-Del-Prette, 3 estudantes apresentaram bom


repertório de habilidades sociais ao atingirem percentis entre 36 a 65, e 6 estudantes enquadraram-se
em repertório elaborado (percentis entre 66 e 75) a altamente elaborado de habilidades sociais
(percentis entre 76 e 100). Do lado oposto, 10 sujeitos foram considerados com média inferior (26 a
35) até abaixo da média (01 a 25), o que corresponde a 52,6% do total. Nesse último item encontra-
se a maioria dos estudantes, um número considerado significativo na pesquisa, pois enquadraram-se
em uma categoria que indica a necessidade de treinamento para o desenvolvimento das habilidades
sociais deficitárias, assim como para fortalecer o repertório das habilidades já existentes.
Quanto aos escores de Dificuldade, 12 estudantes apresentaram baixo custo de reposta na
interpretação das habilidades sociais ao se enquadrem nos percentis entre 01 a 35, representando
63,2% do grupo. Cinco alunos apresentaram médio custo de resposta (entre 36 a 65) e 2 mostraram

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alto custo de resposta (de 66 a 100), podendo apresentar elevada ansiedade na emissão das
habilidades nas relações interpessoais.
Antes do desenvolvimento do THS, os resultados do AUDIT no pré-teste demonstraram que 15
estudantes estavam na Zona I ao pontuarem de 0 a 8 no total, apresentando consumo baixo ou mesmo
abstinência. Outros 2 estudantes encaixaram-se na Zona II, pontuando entre 8 e 15. Não houve
estudantes na Zona III. Entretanto, na Zona IV enquadraram-se 2 estudantes, atingindo acima de 20
pontos e apresentando grande possibilidade de dependência.
Na relação entre os dois instrumentos, referente ao quesito Frequência do IHSA-Del-Prette no
Quadro 2, percebeu-se que 6 estudantes identificados com repertório de habilidades sociais elaborado
a altamente elaborado, apresentaram baixa pontuação no consumo de álcool no instrumento AUDIT.
Entre eles, 4 eram abstêmios e 2 bebiam pouco. Tal resultado leva à interpretação de que um maior
repertório de habilidades sociais pode resultar em menor consumo de álcool ou até mesmo
abstinência.
No mesmo quesito, os 10 participantes identificados entre os que apresentaram médio inferior até
abaixo da média no IHSA-Del-Prette encontraram-se os que mais pontuaram no AUDIT, 5 deles
alcançando pontuações entre 7 e 23, dos 40 totais, sinalizando risco, uso nocivo e risco de
dependência, conforme níveis classificatórios do instrumento. Esse resultado pode estar relacionado
ao fato de que o consumo de álcool tende a ser maior entre os estudantes que apresentem deficit em
habilidades sociais.
Contudo, a comparação dos níveis de habilidades sociais com o uso de álcool não demonstrou ser
uma relação de “causa e efeito” neste trabalho, já que, quanto aos escores de Dificuldade, 2 estudantes
apresentaram alto custo de resposta ao atingirem percentis acima de 66 dessa interpretação, porém
indicando baixa pontuação no AUDIT. Dois participantes (Alunos 3 e 4) apresentaram 20 e 23 pontos
no AUDTI e baixos percentis na Frequência do IHSA-Del-Prette e, para o item Dificuldade, estes se
enquadraram no médio custo de resposta. Dos 5 estudantes que apresentaram médio custo de
resposta, apenas um era abstêmio e três pontuaram acima de 8 pontos no AUDIT. Dos 12 estudantes
que apresentaram baixo custo de resposta, percebeu-se uma variação entre consumo baixo médio e
não consumo de álcool, de acordo com a classificação do AUDIT.
Na avaliação final do programa com a reaplicação do AUDIT, 16 estudantes se enquadraram na
Zona I, sendo abstêmios ou consumindo pouco. Houve apenas um estudante na Zona III e nenhum
na Zona IV. Se comparado ao levantamento inicial, esses dados revelam uma diminuição do risco do
consumo de álcool indicando que os resultados podem estar associados às intervenções desenvolvidas
no THS. O AUDIT também mostrou que houve certo aumento no consumo de álcool de dois
estudantes após as intervenções, porém, esses números representam baixo risco.

DISCUSSÃO

Observou-se o menor consumo de álcool entre alguns estudantes que apresentaram maior
repertório de habilidades sociais, ou seja, tiveram alta pontuação na Frequência e baixa no item
Dificuldade do IHSA-Del-Prette. De modo oposto, outros estudantes com baixas habilidades sociais
apresentaram maior consumo. Estes dados indicam que pode haver relação entre consumo de álcool
e deficit em habilidades sociais. Resultados semelhantes foram observados em outros trabalhos.
Em pesquisa com 203 adolescentes infratores, Amaral et al. (2015) observaram que as dificuldades
de resposta ou a ansiedade relacionada às situações que exigem assertividade e autocontrole, podem
ter influências sobre condutas infratoras e uso de drogas. Tatmatsu (2016) avaliou o repertório de
habilidades sociais de 110 adolescentes usuários de drogas. O trabalho apontou que, quanto mais
elaborado o repertório de empatia, de assertividade e de abordagem afetiva, menor a frequência de
uso de drogas na amostra de usuários frequentes.

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Gelsimar Machado, Raul Martins, & Liana Romera

Wagner e Oliveira (2009) avaliaram as habilidades sociais de 98 adolescentes entre usuários e não
usuários de maconha e apontam maior sintomas de ansiedade e depressão no grupo de consumidores
da referida droga. Apesar de não apresentarem diferenças estaticamente significativas nos níveis de
habilidades sociais, houve distinção expressiva no grupo de usuários de maconha ao apresentarem
mais dificuldade no enfrentamento de situações novas diante da exposição de desconhecidos e
contestação de seus comportamentos com reações de agressividade.
Em pesquisa com 965 adolescentes de 50 escolas públicas de São Paulo, Cardoso e Malbergier
(2013) identificaram que baixos níveis de habilidades sociais estiveram relacionadas às dificuldades
de enfrentamento e assertividade. O uso de drogas foi associado a ter dificuldade para defender
opiniões, ser influenciados pelos colegas, ter medo de lutar por seus direitos, dificuldade em dizer
não para as pessoas e para pedir ajuda. Outro resultado do estudo mostrou que quanto mais deficit em
habilidades sociais maior a vulnerabilidade para o consumo de drogas ilícitas.
Dentre outros pontos, observam-se as dificuldades do adolescente em lidar com a defesa de suas
próprias opiniões, situação que se configura pela assertividade. Essa habilidade se apresenta como
uma das mais significativas, já que a influência dos pares se mostra como uma demanda importante
no cenário de consumo de drogas antes da idade adulta e para além dessa fase. Caballo (2016) destaca
que é comum adolescentes que bebem selecionarem amigos entre os pares que ingerem bebidas
excessivamente, havendo a probabilidade de deficit em habilidades sociais naqueles que apresentam
pré-disposição para o consumo.
Com menor ou maior ênfase, baixos níveis em habilidades sociais podem se configurar como
fatores de risco para abuso de drogas entre adolescentes, e o bom repertório habilidades figuram como
essenciais enquanto fatores protetivos. Apesar dessas considerações, é necessário ter cautela, já que
os resultados deste trabalho não apresentam unanimidade e indicam a necessidade de mais pesquisas
nesta direção. Isso significa afirmar que não é possível relacionar de forma simplista que pessoas que
consomem álcool apresentam deficit em habilidades sociais. No desenvolvimento deste THS, os dois
alunos que apresentaram maior consumo de álcool participaram ativamente das atividades quando
convidados e demonstraram desenvoltura com os demais integrantes da turma. Esses resultados
podem significar que nem sempre haverá relação direta entre alta Frequência de habilidades sociais
do indivíduo e menor Dificuldade e menor consumo de álcool (como o Estudante 8). De modo
semelhante, os resultados demonstraram que nem sempre a alta Dificuldade estará relacionada à baixa
habilidade social e ao alto consumo de álcool (como os Estudantes 2 e 11).
Pesquisas demonstram que nem sempre pode haver esta aproximação entre baixos níveis de
habilidades sociais e uso de drogas. O estudo com 80 pessoas dependentes e não-dependentes de
álcool de Aliane et al. (2006) não foi suficiente para confirmar trabalhos que apresentam evidências
relacionando a dependência de álcool e outras drogas com deficit de habilidades sociais. Em pesquisa
com 47 pessoas em tratamento, Sá e Del Prette (2014) identificaram que a presença ou deficit em
habilidades sociais não está relacionada com a dependência ou abstinência de álcool e outras drogas.
Salientam que algumas habilidades sociais podem favorecer a abstinência ao uso de drogas, e o
fortalecimento dessas pode possibilitar menor envolvimento para os que estão em tratamento.
Em outro estudo, com 237 participantes, Felicissimo et al. (2016) não encontraram diferenças
significativas no repertório de habilidades sociais de dependentes e não dependentes de álcool.
Entretanto, foi observado pior desempenho entre os dependentes de álcool quanto ao autocontrole da
agressividade. Resultado semelhante foi constatado na pesquisa de Wagner et al. (2010) envolvendo
30 adolescentes, ao descreverem dados sobre a avaliação das habilidades sociais de usuários de
maconha e compará-los com não usuários dessa droga. Houve diferenças significativas quanto ao
autocontrole da agressividade em situações aversivas. O grupo de usuários também apresentou maior
intensidade de sintomas depressivos e ansiedade.
Mesmo com estas divergências entre a associação ou não com o abuso de drogas, o trabalho com
habilidades sociais não deve ser minimizado, haja vista que se constitui como uma das estratégias

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promissoras de programas preventivos com resultados significativos que vão além da relação com as
substâncias, contribuindo para relações interpessoais mais satisfatórias e que podem incidir sobre
aspectos do consumo. Como é possível observar neste trabalho, mais estudantes se enquadraram
como abstinentes, consumindo pouco ou que reduziram o consumo abusivo na reaplicação do AUDIT
ao final do THS. Esses resultados são expressivos e demonstram que as sessões realizadas alcançaram
seus objetivos inicialmente propostos de problematizar o uso de drogas e reduzir os fatores de riscos
para o abuso tendo como mediação diferentes temas, sem que o assunto “drogas” fosse retratado a
todo momento de modo incisivo. Optou-se assim por tratar da prevenção e educação sobre drogas
sem prender-se à menção do termo a todo momento.
Em um estudo com 358 adolescentes na Espanha, Espada et al. (2012) examinaram os impactos
das versões integral e reduzida de um programa em habilidades sociais. Os participantes que
receberam o programa com todos os componentes tiveram a maior diferença no uso de álcool.
Constatou-se menor consumo com os participantes de uma das versões do programa, bem como as
intenções de uso de drogas foram menores nos grupos que tiveram intervenção se comparado com o
grupo controle. Outro estudo desenvolvido com 120 meninas estudantes adolescentes do Irã, revelou
o aumento de autocontrole para evitar o uso de drogas em diferentes situações sociais, especialmente
quanto às circunstâncias emocionais que podem trazer desequilíbrio, como o luto (Alavijeh et al.,
2016).
Em pesquisa para verificar os efeitos do treinamento de habilidades para a vida com 100 estudantes
do ensino médio, também do Irã, identificou-se resultados positivos para a redução do abuso de
drogas, violência e estresse na comparação entre o grupo controle com os alunos participantes da
intervenção (Jamali et al., 2016). Em situação semelhante, Velasco et al. (2017) apresentam os
resultados de um estudo italiano com 3048 alunos do ensino médio de 55 escolas. Os alunos do grupo
intervenção relataram menor uso de tabaco e álcool, melhoraram o conhecimento sobre o uso de
substâncias e demonstraram níveis de assertividade e controle da ansiedade.
Os trabalhos preventivos problematizam temáticas a partir dos THS que retiram o foco sobre as
drogas e se debruçam sobre assuntos que estão relacionados direta e indiretamente sobre o consumo
dessas substâncias. Possivelmente este seja um dos pontos significativos da prevenção a partir do
THS com adolescentes e que colaborem com bons resultados quanto ao uso de drogas e o
desenvolvimento das relações interpessoais.
É importante também observar nos resultados desse trabalho a relação significativa entre
intervenções preventivas com pessoas abstêmias ou que consomem pouco. Catorze dos 19 estudantes
que participaram da pesquisa apresentaram consumo de baixo risco com pontuação abaixo de 8 no
AUDIT. Tais cifras tendem a prosseguir nos anos seguintes representando a abstinência ou o consumo
não abusivo, números que podem apresentar relação direta com o programa de prevenção
desenvolvido.
Em um estudo para avaliar a eficácia de um programa de prevenção com 1000 estudantes do ensino
médio em Israel, Peleg et al. (2001) observaram que programas deste tipo podem ter resultados
benéficos se o comportamento alvo ainda não se tornou normativo no grupo envolvido. No subgrupo
de alunos que havia consumido quantidades regulares de bebidas alcoólicas, a intervenção não foi
efetiva. Pesquisas indicam que programas preventivos devam se iniciar na escola primária, quando
ainda pode não ter ocorrido o contato com drogas (Ellickson et al., 2003; Shek et al., 2016), ou tendo
como alvo jovens adolescentes (Martins et al., 2008).
Vittale (2011) nota que adolescentes com acesso às informações sobre drogas são menos
vulneráveis quanto aos problemas decorrentes do consumo destas substâncias. Nesta perspectiva, o
espaço escolar destaca-se como um local privilegiado para a problematização de temas comuns da
adolescência, tanto para aspectos de prevenção quanto de promoção da saúde (Cruz et al., 2016), o
que pode ser mediado pela habilidades sociais como parte de um programa sistematizado no ambiente
escolar.

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Gelsimar Machado, Raul Martins, & Liana Romera

Os resultados deste trabalho se apresentam como importantes tanto para a redução do consumo
abusivo e manutenção da ingestão de álcool com baixo risco. As habilidades sociais podem se
estabelecer como instrumento mediador para a prevenção ao abuso de drogas em ambientes escolares.
Não há muitos estudos brasileiros com esta abordagem no espaço educacional que meça a relação
entre o consumo de drogas após intervenções com THS, trazendo novas perspectivas para
intervenções para além ambientes terapêuticos. Reitera-se que não houve unanimidade nos resultados
quanto à relação entre deficit em habilidades sociais e uso de álcool, ou vice-versa. Esta relação não
ocorre de maneira linear e é preciso que se desenvolvam outras pesquisas em busca de outros
apontamentos.
Ações com o público adolescente, em razão das peculiaridades dessa fase, exigem
contextualização que as tornem atrativas, de modo que possa possibilitar a integração ativa no
processo de problematização do tema. É preciso reiterar a necessidade de outros olhares para esse
público. É neste sentido que as habilidades sociais se apresentam como importantes para interações
sociais saudáveis, inclusive para a autonomia quanto ao uso de drogas. Observa-se, paulatinamente,
um avanço em produções brasileiras sobre as habilidades sociais e uso de drogas na adolescência.
Sugere-se novos estudos visando minimizar os problemas decorrentes do uso de drogas,
especialmente o álcool, a partir do fortalecimento das relações interpessoais e fortalecendo os fatores
de proteção.

ORCID

Gelsimar Machado https://orcid.org/0000-0002-2982-7074


Raul Martins https://orcid.org/0000-0001-6495-731X
Liana Romera https://orcid.org/0000-0001-7501-670X

CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES

Gelsimar Machado: Concetualização, Análise formal, Investigação, Redação do rascunho original, Redação – revisão e
edição.
Raul Martins: Concetualização, Curadoria dos dados, Supervisão, Validação, Redação – revisão e edição.
Liana Romera: Concetualização, Administração do projeto, Supervisão, Validação, Redação – revisão e edição.

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