GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ
SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE
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INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 11, DE 12 DE SETEMBRO DE 2011
DOE Nº 31.966, DE 12/09/2011
Estabelece diretrizes para o licenciamento
ambiental de Posto Revendedor – PR, Posto
de Abastecimento - PA, Instalações de Sistema
Retalhista – ISR, Posto Flutuante – PF e
Serviços no Estado do Pará
A SECRETÁRIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE, no uso das atribuições conferidas pelo art. 138, II,
da Constituição do Estado do Pará,
Considerando o disposto no artigo 225, da Constituição Federal, que dispõe sobre o dever do
Poder Público em garantir um meio ambiente ecologicamente equilibrado;
Considerando que a instalação, ampliação e operação de estabelecimentos e atividades
utilizadoras de recursos ambientais, considerados efetiva e potencialmente poluidores, bem como
os capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de licenciamento
do órgão estadual, nos termos do artigo 93, da Lei Estadual nº 5.887, de 09/05/1995 (Política
Estadual do Meio Ambiente);
Considerando a Resolução CONAMA nº 273/00, que estabelece diretrizes para o licenciamento
ambiental de postos de combustíveis e serviços e dispõe sobre a prevenção e controle da poluição;
Considerando CONAMA nº 362/2005, que dispõe sobre o recolhimento, coleta e destinação final
de óleo lubrificante usado ou contaminado;
Considerando a Portaria da ANP nº 29 de 09/02/99, que dispõe sobre as atividades de distribuição
de combustíveis líquidos derivados de petróleo, álcool combustível e outros combustíveis
automotivos;
Considerando a Portaria da ANP nº 104 de 20/06/00, que dispõe sobre especificação de gás
natural, de origem nacional ou importado, a ser comercializado em todo o território nacional, e dá
outras providências;
Considerando a Resolução ANP nº 12 de 21/03/2007, retificada em 23/06/2008, onde regulamenta
a operação e desativação das instalações de Ponto de Abastecimento e os requisitos necessários à
sua autorização, e a Considerando a Portaria INMETRO nº 109/05, que regulamenta a avaliação de
conformidade para empresa de instalação de Sistema de Abastecimento de Subterrâneo de
Combustíveis – SASC;
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Considerando as NBR’s expedidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT que
disciplinam as atividades objeto desta IN;
Considerando a necessidade de estabelecer procedimentos do processo de licenciamento
ambiental, para instalação, reforma e ampliação de Posto Revendedor – PR, Posto de
Abastecimento – PA, Instalações de Sistema Retalhistas – ISR e Posto Flutuante;
Considerando a necessidade de estabelecer procedimentos a serem adotados em caso de
vazamentos dos produtos armazenados e/ou resíduos líquidos e a desativação de instalações de
armazenamento e abastecimento de derivados de petróleo e outros combustíveis, assim como, a
constatação de passivos ambientais.
Considerando a periculosidade dos produtos e resíduos tratados nesta Instrução Normativa – IN,
configurada por risco de incêndio, explosão e vazamento decorrente de sua guarda e manuseio;
Resolve:
Art. 1º – Estabelecer os procedimentos para todas as fases do processo de licenciamento
ambiental, para Posto Revendedor – PR, Posto de Abastecimento – PA, Instalações de Sistema
Retalhistas – ISR e Posto Flutuante, bem como os procedimentos a serem adotados em caso de
vazamentos dos produtos armazenados e/ou resíduos líquidos, assim como a constatação de
passivos ambientais.
Art. 2º – Para a instauração do processo de licenciamento, o proponente deverá apresentar as
seguintes documentações:
I – relativamente à habilitação jurídica, conforme o caso:
a) Requerimento padrão SEMA, devidamente preenchido;
b) Declaração de Informações Ambientais – DIA;
c) Cadastro de atividade, conforme o caso;
d) Cédula de identidade do interessado;
e) Instrumento público ou particular de procuração e cédula de identidade do procurador, se for o
caso;
f) Registro comercial, no caso de empresa individual;
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g) Ato constitutivo, estatuto ou contrato social em vigor, devidamente registrado, em se tratando
de sociedades comerciais, e, no caso de sociedades por ações, acompanhado de documentos de
eleição de seus administradores;
h) Inscrição do ato constitutivo, no caso de sociedades civis, acompanhada de prova de diretoria
em exercício;
i) Decreto de autorização, em se tratando de empresa ou sociedade estrangeira em funcionamento
no País, e ato de registro ou autorização para funcionamento expedido pelo órgão competente,
quando a atividade assim o exigir;
j) Comprovação de regularidade fundiária, se for o caso;
k) Certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o local e o tipo de empreendimento ou
atividade estão em conformidade com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo, caso não
seja preenchido o requisito constante da alínea e do inciso;
l) Cópia da publicação do pedido de licenciamento no Diário Oficial do Estado e periódico regional
ou local de grande circulação deverá ser protocolizada em até 30 (trinta) dias, a contar do
requerimento da licença ambiental;
II – relativamente à regularidade fiscal, conforme o caso:
a) Prova de inscrição do interessado e do procurador, se for o caso, no Cadastro de Pessoas Físicas
(CPF);
b) Prova de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ);
c) Prova de inscrição no cadastro de contribuintes estadual;
d) Prova de isenção de contribuição estadual, se for o caso;
e) Alvará de funcionamento da Prefeitura Municipal, se for o caso;
f) Comprovante de pagamento de taxas de licença e de análise do processo de licenciamento
ambiental.
Art. 3º - A pessoa física, para protocolizar o pedido de licenciamento, deverá preencher os
requisitos mencionados nas alíneas a, b, c, d, e, j, l, m e n do inciso I e as alíneas a, e e f do inciso II
do artigo 2º.
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Art. 4° – Deverá ainda ser apresentada, para todas as fases do licenciamento ambiental cópia do
Cadastro Técnico de Defesa Ambiental (CTDAM) e da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART
(CREA) ou documento similar emitido pelo Conselho de Classe, dos projetos e estudos
apresentados.
Art. 5º – Para o requerimento da Licença Prévia – LP, Licença de Instalação – LI e Licença de
Operação – LO, assim como de sua renovação o empreendedor deverá apresentar, com base na
Resolução CONAMA nº 273/2000 e normas técnicas as seguintes as documentações técnicas:
I – relativo à solicitação da Licença Previa:
a) Cadastro de atividade de Posto Revendedor de Combustíveis ou Posto de Abastecimento,
conforme anexo Resolução CONAMA nº 273/2000, devidamente preenchido e assinado;
b)Relatório fotográfico, abrangendo vários ângulos do local a onde será instalado o
empreendimento e do seu em torno;
c) Estudo com apresentação de relatório técnico da caracterização Hidrogeológica do terreno
através de sondagens, contendo, entre outras informações: Perfil geológico do solo; Profundidade
e direção do lençol subterrâneo (mapa potenciométrico); Características da permeabilidade do
solo; Identificação das áreas de recarga; Potencial de corrosão;
d) Localização de poços de captação destinados ao abastecimento público ou privado registrados
nos órgãos competentes até a data da emissão do documento, no raio de 100 m, considerando as
possíveis interferências das atividades com corpos d’água superficiais e subterrâneos.
e) Anteprojeto, contendo no mínimo;
f) Justificativa da escolha do local, abordando a caracterização da área e de seu entorno num raio
de 200 m (duzentos metros), características físicas do terreno (topografia e corpos d’água), uso
predominante do solo, cobertura vegetal, edificações existentes, acessos, atividades a serem
desenvolvidas, disponibilidades de água para abastecimento e de energia, etc;
g) Planta de localização do empreendimento, com indicação do norte geográfico e os ventos
predominantes, em escala de 1:200 a 1:500, indicando limites e a situação do terreno em relação
aos cursos d´água, identificando o ponto de lançamento dos efluentes das águas domésticas e
residuárias após tratamento; tipos de vegetação existentes no local e seu entorno, bem como
contemplando a caracterização das edificações existentes num raio de 200 m a partir do perímetro
do empreendimento, com destaque para a existência de clínicas médicas, hospitais, creches,
sistemas viários, habitações multifamiliares com ou sem garagem subterrânea, favelas, escolas,
indústrias ou estabelecimentos comerciais, ruas com galeria de drenagem de águas pluviais, de
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esgoto ou de serviços em geral, casas de espetáculos ou templos, cisternas e/ou poços e postos de
gasolina;
h) Na inexistência de planta de localização, apresentar croqui com os mesmos elementos
requeridos para a referida planta;
i) As fontes de origem de resíduos líquidos, gasosos, sólidos e ruídos e as alternativas de controle
previstas;
j) A caracterização do corpo receptor dos efluentes líquidos, caso for um manancial hídrico, com
apresentação de um boletim de análises físico-químicas e bacteriológicas, com a respectiva vazão
(período de estiagem);
l) Caso houver previsão de supressão de vegetação, deverá ser apresentado um memorial
descritivo da vegetação existente com a devida ART ou Conselho de Classe do profissional
responsável;
m) Caso o terreno já tenha abrigado atividades similares no passado, o empreendedor deverá
efetuar investigação ambiental, em conformidade com o Anexo I desta IN, com firma reconhecida.
II – relativo à solicitação da Licença Instalação:
a)Projeto de sistema de combate a incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros (cópia);
b) Memorial descritivo contendo as especificações dos seguintes equipamentos e detalhamento
dos serviços associados à instalação dos equipamentos e demais obras:
c) Tanques e Reservatórios (quantidade, tipo, material, capacidade, fabricante, dimensões,
condições de assentamento, especificando os seguintes acessórios: sensor de monitoramento
intersticial, válvula antitransbordamento, boca de descarga com adaptador para descarga selada e
câmara de contenção, câmara de acesso à boca de visita e válvula de retenção de esfera flutuante.
d) Para os Reservatórios Aéreos, especificar igualmente a quantidade, tipo, material, capacidade e
dimensão, assim como os serviços e produtos utilizados na implantação dos mesmos e na
construção da bacia de contenção, indicando os acessórios necessários a este tipo de sistema de
armazenamento.
e) Tubulações: especificar material, tipo, diâmetro e assentamento, para as linhas de descarga à
distância, descarga direta, abastecimento, exaustão de vapores, eliminador de ar e retorno do filtro
de diesel.
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f) Unidades de Abastecimento: indicar a quantidade, especificando o tipo e características das
bombas, número de bicos e os seguintes acessórios: câmara de contenção com sensor de detecção
de líquidos e válvula de retenção junto à bomba.
g) Áreas de Abastecimento, Descarga, Lavagem de Veículos e Troca de Óleo: material do piso,
declividade, especificação e dimensionamento do sistema de drenagem, caracterização do sistema
de tratamento dos efluentes, justificando seu dimensionamento e indicando o destino dos
efluentes tratados.
h) Demais Equipamentos: fabricante, modelo, características técnicas (capacidade, potência, etc);
n) Cronograma de execução das obras e custos para implantação do empreendimento.
i) Cópia do teste de estanqueidade do fabricante, acompanhado da nota fiscal de compra dos
tanques e equipamentos, com caracterização do material dos mesmos.
j) Croqui de localização do empreendimento, indicando a situação do terreno em relação ao corpo
receptor e cursos d’água e identificando o ponto de lançamento do efluente das águas domésticas
e residuárias após tratamento, tipos de vegetação existente no local e seu entorno, bem como
contemplando a caracterização das edificações existentes num raio de 100 m com destaque para a
existência de clínicas médicas, hospitais, sistema viário, habitações multifamiliares, escolas,
indústrias ou estabelecimentos comerciais;
l) Projeto Executivo, que deverá especificar equipamentos e sistemas de monitoramento, proteção,
sistema de detecção de vazamento, sistemas de drenagem, tanques de armazenamento de
derivados de petróleo e de outros combustíveis para fins automobilísticos e sistemas acessórios de
acordo com as normas da ABNT, contendo no mínimo:
– Descrição do(s) sistema(s) de tratamento e disposição final adotado(s) para os efluentes líquidos,
inclusive do esgoto sanitário;
– Cálculo do dimensionamento hidráulico das unidades do sistema de tratamento dos efluentes
líquidos, inclusive do esgoto sanitário;
-Especificar qualitativa e quantitativamente os resíduos sólidos gerados pelo empreendimento,
descrevendo a disposição dos mesmos;
-Descrição do sistema de captação e disposição de águas pluviais;
-Sempre que houver sistema de lavagem de veículos deverá ser adotado sistema de controle de
poluição independente, conforme estabelece a NBR 13786/01 e ou a que vier a substituí- la;
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-Previsão no projeto de dispositivos para o atendimento à Resolução CONAMA nº 362/2005, ou a
que vier a substituí-la, que regulamenta a obrigatoriedade de recolhimento e disposição adequada
de óleo lubrificante usado;
– Planta de situação do empreendimento (município, bairro, distrito, etc.), indicando os acessos
existentes;
i) Planta em escala 1:200 a 1:500, contendo a localização dos tanques, tubulações (de descarga, de
abastecimento e de exaustão de vapores), unidades de abastecimento (bombas), sistemas de
filtragem de diesel, projeção da cobertura da área de abastecimento, bacias de contenção (para
tanques aéreos), compressores de ar, box de lavagem, box de troca de óleo e lubrificação, do
depósito de produtos e materiais dos escritórios, dos sanitários, do local de armazenamento de
óleo queimado, do local destinado aos compressores, dos módulos de armazenamento e
abastecimento de GNV, das atividades ao ar livre (área de tancagem fora da área coberta, área de
descarga de produto, lavagem de veículos a céu aberto, troca de óleo, módulos de armazenamento
de GNV e tratamento dos efluentes), do sistema de drenagem para águas pluviais, do sistema de
drenagem para efluentes dos pisos das áreas de descarga, de abastecimento e de lavagem de
veículos;
m) Planta baixa, com cortes e fachada, contendo o detalhamento da instalação dos tanques, as
condições de assentamento, o material de preenchimento da cava (quando subterrâneo), a
inclinação do tanque em relação ao plano horizontal, a indicação das linhas de veiculação dos
combustíveis (descarga e abastecimento), as linhas de respiro enterradas e aéreas, assim como os
detalhes das instalações correspondentes ao sistema de descarga (direta e à distância), as
unidades de abastecimento, as ligações das linhas ao tanque e ao sistema de filtragem de diesel;
n) Planta do sistema de drenagem para as águas pluviais e para as águas contaminadas das áreas
de descarga, abastecimento, lavagem e lubrificação, contendo sua localização, inclinação e sentido
de escoamento, indicação das áreas de escoamento, declividade e material dos pisos. Esta planta
deve conter o detalhamento do sistema de coleta, tratamento e destinação final dos efluentes
líquidos, incluindo os sanitários, assim como os limites da área e corpos d água mais próximo, se
existirem;
o) Plano de monitoramento para os efluentes gerados no empreendimento e do corpo d’água
receptor;
p) No caso de tanque aéreo, detalhar o tipo de tratamento e controle de efluentes provenientes
dos tanques, áreas de bombas e áreas sujeitas a vazamentos de derivados de petróleo ou de
resíduos oleosos;
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q) Caso o terreno já tenha abrigado atividades similares no passado e/ou tenha sido detectado
vazamentos e/ou venha a substituir tanques e equipamentos, o empreendedor deverá efetuar
investigação ambiental, em conformidade com o Anexo I da IN.
III – relativo à solicitação da Licença de Operação:
a) Atestado de Vistoria ou Comprovante de solicitação emitido pelo Corpo de Bombeiros (cópia);
b) Registro ou Comprovante de solicitação emitido pela Agência Nacional do Petróleo – ANP
(cópia);
c) Cópia autenticada do laudo resultante do teste de estanqueidade, realizado nos tanques e
tubulações existentes e as respectivas cópias das notas fiscais dos equipamentos, incluindo
tanques, bombas e tubulações, indicando idade e material dos mesmos, observando as
especificações exigidas para os equipamentos, conforme determina a NBR 13786/2005 ou outra
que venha substituí-la e acompanhado da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
e por empresa devidamente certificada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial – INMETRO ou entidade por ele credenciada;
d) Apresentar cópia do contrato de prestação do serviço ou comprovante de recolhimento dos
resíduos contendo produtos com hidrocarbonetos (papelões do filtro de diesel, estopas, resíduos
provenientes da CSAO, etc.), óleo lubrificante usado e de vasilhame já utilizado, por empresa
licenciada pela SEMA;
e) Plano de Atendimento a Emergências – PAE, conforme orientação contida na ABNT NBR 15288-
2005 ou outra que venha substituí-la;
f) No caso de empreendimentos que estejam em operação, apresentar Certificados dos
funcionários referentes ao treinamento teórico-prático quanto às medidas preventivas e corretivas
para o combate a incêndio e derrame de combustíveis a todos os funcionários do
empreendimento, com conteúdo programático, carga horária e qualificação do profissional ou da
empresa ministrante do mesmo, devidamente assinado pelo profissional devidamente habilitado.
g) No caso de empreendimentos que ainda não estejam em operação, apresentar cronograma de
treinamento teórico-prático quanto às medidas preventivas e corretivas para o combate a incêndio
e derrame de combustíveis a todos os funcionários do empreendimento, com conteúdo
programático, carga horária e qualificação do profissional ou da empresa ministrante do mesmo,
devidamente assinado pelo proprietário.
h) Apresentar relatório fotográfico legendado e atualizado do empreendimento que ilustre o
ambiente entorno, vista geral do posto mostrando a disposição dos extintores de incêndio no
mesmo, área de abastecimento (piso, cobertura, canaletas e bombas de abastecimento), área de
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tancagem (piso e canaletas), área de troca de óleo e lavagem de veículos, e da área das instalações
elétricas, além das condições internas e externas da Caixa Separadora de Água e Óleo (caixa SAO);
i) Em caso de utilização de água e coleta de esgoto da rede pública, apresentar documento emitido
pela concessionária dos serviços de saneamento, e/ou Prefeituras Municipais, autorizando a
ligação de distribuição de água e coleta de esgotos à rede oficial;
j) Plano de Atendimento a Emergências – PAE, conforme orientação contida na NBR 15288-2005 ou
outra que venha substituí-la;
l) Teste hidrostático (teste de estanqueidade) emitido pela marinha do Brasil;
k) Certificado de Classificação de Sistemas, equipamentos e eletricidades emitido pela Marinha do
Brasil;
l) Classificação de casco e estrutura emitido pela marinha do Brasil;
m) Termo de Vistoria emitido pela Marinha do Brasil;
n) Certificado nacional de Borda Livre emitido pela Marinha do Brasil;
o) Cópia do documento do seguro obrigatório DPEM;
p) Apresentar cópia autenticada do documento expedido pela Capitania dos Portos, autorizando
sua localização e funcionamento e contendo a localização geográfica do posto no respectivo curso
d’água.
V – relativo à solicitação da renovação da Licença de Operação:
a) Atestado de Vistoria ou Comprovante de solicitação emitido pelo Corpo de Bombeiros (cópia);
b) Registro ou Comprovante de solicitação emitido pela Agência Nacional do Petróleo – ANP
(cópia);
c) Laudo resultante do teste de estanqueidade;
d)Apresentar cópia do comprovante de recolhimento dos resíduos contendo produtos com
hidrocarbonetos (papelões do filtro de diesel, estopas, resíduos provenientes da CSAO, etc.), óleo
lubrificante usado e de vasilhame já utilizado, por empresa licenciada pela SEMA;
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e) Apresentar relatório de monitoramento dos efluentes gerados no empreendimento e do corpo
receptor, acompanhado dos laudos com resultados das análises físico-químicas, bacteriológicos
dos efluentes, conforme plano de monitoramento apresentado e aprovado pela SEMA.
f) Comprovar o cumprimento dos condicionantes da Licença de Operação anterior, acompanhado
de documentação comprobatória (laudos, relatórios, registros fotográficos), devidamente assinada
pelo responsável técnico;
g) Apresentar cópia dos certificados dos funcionários referentes ao treinamento teórico-prático
atualizado quanto às medidas preventivas e corretivas para o combate a incêndio e derrame de
combustíveis a todos os funcionários do empreendimento, com conteúdo programático, carga
horária e qualificação do profissional ou da empresa ministrante do mesmo, o qual deverá atender
a Resolução CONAMA nº 273/2000 e a NBR/ABNT 15288/1995, acompanhado de cronograma de
execução, devidamente assinado pelo proprietário.
Art. 6º – Os Postos de Revenda de Combustíveis são definidos em quatro classes (0, 1, 2 e 3) de
acordo com a análise do ambiente em seu entorno, num raio de 100 m (cem metros), levando em
consideração o impacto na saúde humana e ao meio ambiente, conforme NBR 13786/2005.
Art. 7º Os projetos de construção, modificação e ampliação deverão, obrigatoriamente, ser
realizados segundo as Normas Técnicas expedidas pela ABNT e atendendo as seguintes condições:
I- Para todos os empreendimentos previstos nesta INa) Distância mínima de 100 metros dos limites
de escolas, quartéis, asilos, hospitais e casas de saúde e locais considerados de grande
aglomeração.
b) Distância mínima de 20 metros entre o limite da parede externa do tanque mais próximo para a
linha de delimitação da propriedade do empreendimento.
c) Distância mínima de 200 metros das bocas de túneis (passagem de nível), se localizados na
respectiva via principal de acesso ou saída;
d) Os efluentes tratados resultantes do sistema separador de água e óleo deverão ser lançados
preferencialmente na rede de esgoto ou sistema de drenagem de águas pluviais, com a devida
anuência do órgão responsável pela gestão da mesma. Na ausência destes sistemas poderá ser
implantada unidade de sumidouro. Qualquer que seja a opção de destinação final, o lançamento
desses efluentes deverá estar em conformidade com os padrões de lançamento estabelecido na
legislação pertinente.
e) Os efluentes sanitários de empreendimentos, na ausência de tratamento convencional através
de Estação de Tratamento de Esgoto – ETE, deverão ser tratados, no mínimo, através fossa séptica
e filtro anaeróbio, com posterior lançamento na rede de esgoto ou sistema de drenagem de águas
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pluviais, com a devida anuência do órgão responsável pela gestão da mesma. Na ausência dessa
rede poderá ser implantada unidade de sumidouro. Qualquer que seja a opção de destinação final,
o lançamento desses efluentes deverá estar em conformidade com os padrões de lançamento
estabelecido na legislação pertinente.
f) A área destinada à instalação dos tanques deverá esta locada isoladamente da área de
abastecimento, de forma a evitar o trafego de veículos sobre esta.
g) Possuir piso com revestimento impermeável e resistente (concreto com FCK= 20mpa) ao trafego
e a percolação de derivados de petróleo e álcool nas áreas de abastecimento, descarga, lavagem
de veículos, troca de óleo, borracharia e oficinas, devendo ter os mesmos a declividade mínima de
1% (um por cento) e caneletas metálicas de drenagem independente da drenagem pluvial, para
coleta e escoamento das águas residuárias, interligado ao sistema Separador de Água e Óleo –
SAO;
h) Ser indicado em planta o respiro do tanque de combustível e atender aos seguintes requisitos;
ser atrelado à edificação do empreendimento, distando no mínimo 3,00m (três metros) dos
afastamentos laterais e do alinhamento frontal; não estar instalado abaixo da coberta do
empreendimento e respeitar uma altura mínima de 5,00m (cinco metros), acima do piso; manter a
distância mínima de 3,00 (três metros) para a Central de Compressão e Armazenamento de Gás
Combustível – CCA.
II- Para os casos de Posto de Abastecimento e Posto Revendedor:
a) O SASC deverá possuir distância mínima de 200 metros em relação a outros empreendimentos
que operem com armazenamento de petróleo e seus derivados.
II- No caso de Revenda de gás liquefeito de petróleo – GLP, que deverá ser efetuada em área
adequada para estocagem dos botijões, obedecendo aos seguintes requisitos: ser pavimentada e
cercada, de forma a ficar isolada das demais atividades do estabelecimento, principalmente do
fluxo de veículos; obedecer às normas técnicas, no que diz respeito ao armazenamento e
manuseio do produto, de forma a preservar a segurança do público consumidor; respeitar a
distância mínima de 15,00m (quinze metros), do depósito de armazenamento de GLP para as
divisas do terreno e /ou para qualquer outra instalação/ edificação do posto, inclusive dos pontos
de chama aberta e bombas medidoras de combustível.
Art. 8º – Nas fases de LI e LO, além das exigências estabelecidas nos artigos 2º e 3º, o interessado
deverá apresentar, os seguintes documentos:
I. Na fase de Licença de Instalação – LI:
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a) Cópia autenticada do Documento de Certificação expedido pelo Instituto Nacional de
Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial- (INMETRO) ou entidade por ele credenciada,
conforme a Portaria INMETRO nº109/2005 e Resolução CONAMA nº319/2002 da empresa
responsável pela fabricação do tanque e equipamentos.
b) Cópia autenticada do Documento de Certificação expedido pelo Instituto Nacional de
Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial- (INMETRO) ou entidade por ele credenciada,
conforme a Portaria INMETRO nº 109/2005 e Resolução CONAMA nº319/2002 da empresa
responsável pelo laudo do teste de estanqueidade do fabricante do tanque, acompanhado da nota
fiscal do mesmo.
II. Na fase de Licença de Operação – LO;
a) Cópia autenticada do Documento de Certificação expedido pelo Instituto Nacional de
Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial- (INMETRO) ou entidade por ele credenciada,
conforme a Portaria INMETRO nº109/2005 e Resolução CONAMA nº319/2002, atestando estar em
conformidade quanto, montagem, instalação e comissionamento dos equipamentos e sistemas de
armazenamento de derivados de petróleo e da prestadora de serviços de montagem, instalação e
comissionamento dos equipamentos.
b) Cópia autenticada do Documento de Certificação expedido pelo Instituto Nacional de
Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial- (INMETRO) ou entidade por ele credenciada,
conforme a Portaria INMETRO nº 109/2005 e Resolução CONAMA nº 319/2002 da empresa
responsável pelo laudo do teste de estanqueidade dos tanques e dos equipamentos do sistema de
armazenamento de derivados de petróleo.
Parágrafo Único. No caso de empreendimento que não se submeteu às fases do processo de
licenciamento ambiental, não isenta o interessado de apresentar os documentos citados no caput
deste artigo.
Art. 9º – Os Postos de Revenda de Combustíveis são definidos em quatro classes (0, 1, 2 e 3) de
acordo com a análise do ambiente em seu entorno, num raio de 100m (cem metros), levando em
consideração o impacto na saúde humana e ao meio ambiente, conforme NBR 13786/2005, ou a
que venha substituí-la.
Art. 10 – Os projetos de construção, modificação e ampliação deverão, obrigatoriamente, ser
realizados segundo as Normas Técnicas expedidas pela ABNT e atendendo as seguintes condições:
I - Para todos os empreendimentos previstos nesta IN.
a) Distância mínima de 100 metros dos limites de escolas, quartéis, asilos, hospitais e casas de
saúde e locais considerados de grande aglomeração.
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b) Distância mínima de 20 metros entre o limite da parede externa do tanque mais próximo para a
linha de delimitação da propriedade do empreendimento.
c) Distância mínima de 200 metros das bocas de túneis (passagem de nível), se localizados na
respectiva via principal de acesso ou saída;
d) Os efluentes tratados resultantes do sistema separador de água e óleo deverão ser lançados
preferencialmente na rede de esgoto ou sistema de drenagem de águas pluviais, com a devida
anuência do órgão responsável pela gestão da mesma. Na ausência destes sistemas poderá ser
implantada unidade de sumidouro.
e) Qualquer que seja a opção de destinação final, o lançamento desses efluentes deverá estar em
conformidade com os padrões de lançamento estabelecido na legislação pertinente.
f) Os efluentes sanitários de empreendimentos, na ausência de tratamento convencional através
de Estação de Tratamento de Esgoto – ETE, deverão ser tratados, no mínimo, através fossa séptica
e filtro anaeróbio, com posterior lançamento na rede de esgoto ou sistema de drenagem de águas
pluviais, com a devida anuência do órgão responsável pela gestão da mesma. Na ausência dessa
rede poderá ser implantada unidade de sumidouro. Qualquer que seja a opção de destinação final,
o lançamento desses efluentes deverá estar em conformidade com os padrões de lançamento
estabelecido na legislação pertinente.
g) A área destinada à instalação dos tanques deverá esta locada isoladamente da área de
abastecimento, de forma a evitar o trafego de veículos sobre esta.
h) Possuir piso com revestimento impermeável e resistente (concreto com FCK = 20mpa) ao trafego
e a percolação de derivados de petróleo e álcool nas áreas de abastecimento, descarga, lavagem
de veículos, troca de óleo, borracharia e oficinas, devendo ter os mesmos a declividade mínima de
1% (um por cento) e caneletas metálicas de drenagem independente da drenagem pluvial, para
coleta e escoamento das águas residuárias, interligado ao sistema Separador de Água e Óleo –
SAO;
i) Ser indicado em planta o respiro do tanque de combustível e atender aos seguintes requisitos;
ser atrelado à edificação do empreendimento, distando no mínimo 3,00m (três metros) dos
afastamentos laterais e do alinhamento frontal; não estar instalado abaixo da coberta do
empreendimento e respeitar uma altura mínima de 5,00m (cinco metros), acima do piso; manter a
distância mínima de 3,00 (três metros) para a Central de Compressão e Armazenamento de Gás
Combustível – CCA.
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II - Para os casos de Posto de Abastecimento e Posto Revendedor, o SASC deverá possuir distância
mínima de 200 metros em relação a outros empreendimentos que operem com armazenamento
de petróleo e seus derivados.
III - No caso de Revenda de gás liquefeito de petróleo – GLP, que deverá ser efetuada em área
adequada para estocagem dos botijões, obedecendo aos seguintes requisitos: ser pavimentada e
cercada, de forma a ficar isolada das demais atividades do estabelecimento, principalmente do
fluxo de veículos; obedecer às normas técnicas, no que diz respeito ao armazenamento e
manuseio do produto, de forma a preservar a segurança do público consumidor; respeitar a
distância mínima de 15,00m (quinze metros), do depósito de armazenamento de GLP para as
divisas do terreno e /ou para qualquer outra instalação/ edificação do posto, inclusive dos pontos
de chama aberta e bombas medidoras de combustível.
Art. 11 – Outros documentos e informações poderão ser solicitadas, de acordo com a
especificidade e/ou complexidade da atividade.
Art. 12 – O Posto de Revenda, que além de exercer a atividade prevista na Resolução CONAMA
273/2000, também atua em uma ou mais das atividades afins, abaixo listadas, poderão ter
apensadas em sua licença as atividades, desde que atenda as condições estabelecidas no art. 5º.a)
Lavagem de veículos;
b) Revenda de óleos lubrificantes e/ou troca de óleo de veículos;
c) Revenda de gás liquefeito de petróleo – GLP;
d) Simples serviços de manutenção de veículos, exceto serviços de lanternagem e pintura;
e) Borracharia.
Parágrafo Único – As atividades de que trata o caput deste artigo, quando forem terceirizadas,
deverão solicitar licenciamento individual.
Art. 13 – Nos empreendimentos de que trata esta IN, fica proibida a instalação de outras atividades
que possam produzir faísca e/ ou que manuseiem produtos químicos inflamáveis e poluentes.
Art. 14 – No caso de Posto Flutuante, apresentar cópia autenticada do documento expedido pela
Capitania dos Portos, autorizando sua localização e funcionamento e contendo a localização
geográfica do posto no respectivo curso d’água.
Art. 15 – Os empreendimentos de que trata esta IN, deverão atender aos critérios de projeto,
montagem e operação, determinados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, pelo
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Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA e Marinha do Brasil e os dispostos nesta IN e em
outros dispositivos legais.
Art. 16 – É vedada a instalação de tanques subterrâneos de armazenamento de combustível, sem
dispositivo especial de proteção contra corrosão conforme prevê Lei Estadual nº 5991/1996.
Art. 17 – É obrigatório o posto de revenda de combustíveis, que efetue lavagem de carros, utilizar
em seus serviços água de poço artesiano, conforme estabelece a Lei Estadual nº6929/2006.
Parágrafo Único – Deverá ser obtida junto a SEMA a concessão da Outorga de Utilização de
Recursos Hídricos.
Art. 18 – A licença ambiental terá seu prazo de validade conforme dispõe o Decreto Estadual nº
1.120, de 08 de julho de 2008, com texto alterado pelo Decreto Estadual nº 1.881, de 14 de
setembro de 2009.
Art. 19 – A renovação da Licença de Operação fica condicionada à apresentação de Relatório de
Informação Ambiental Anual – RIAA e informações complementares exigidas pela SEMA, conforme
dispõe o Decreto Estadual nº1.120, de 08 de julho de 2008, alterado pelo Decreto Estadual nº
1.881, de 14 de setembro de 2009.
Art. 20 – O empreendedor deverá comunicar a SEMA, quando da desativação das atividades do
estabelecimento de combustíveis, apresentando um Plano de Encerramento de Atividades, a ser
elaborado segundo Termo de Referência da SEMA (Anexo II).
Art. 21 – No caso de reforma no empreendimento, onde conste a substituição de tanques e
equipamentos e/ou tenha sido detectado vazamentos, o interessado deverá solicitar a devida
licença de instalação, conforme prevê os artigos 2º, 3º e 4º, apresentando o Relatório de
Investigação Ambiental, em conformidade com o Anexo I, observando os demais critérios
dispostos nesta IN, Art. 22 – No caso de constatação de passivo ambiental, o empreendedor
deverá apresentar o Plano de Remediação para análise e aprovação na SEMA, inclusive quando as
atividades do estabelecimento já tiverem sido encerradas.
Parágrafo Único – A adoção e implementação do plano de remediação de que trata o caput deste
artigo, não isenta o responsável de sofrer as penalidades administrativa, civil e criminal cabíveis.
Art. 23 – Os tanques subterrâneos que apresentarem vazamento só poderão ser removidos após
aprovação pela SEMA de relatório técnico detalhando todos as etapas para essa operação,
descrevendo os procedimentos para desgaseificação e limpeza conforme estabelece a NBR 14973
e dispostos de acordo com as exigências legais, mediante documento comprobatório da destinação
final por empresa devidamente credenciada pela SEMA para essa finalidade e Certificada pelo
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Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial- (INMETRO) ou entidade
por ele credenciada.
Parágrafo Único – Comprovada a impossibilidade técnica de sua remoção, estes deverão ser
desgaseificados, limpos, preenchidos com material inerte e lacrados.
Art. 24 – O proprietário de Posto, arrendatário ou responsável pelo estabelecimento, pelos
equipamentos, pelos sistemas e os fornecedores de combustíveis que abastecem a unidade,
respondem solidariamente em caso de acidentes ou vazamentos de combustíveis, devendo adotar
medidas para controle da situação emergencial e para a recuperação das áreas impactadas.
Art. 25 – Fica proibida a utilização de tanques usados e/ ou recuperados na reforma e/ ou
construção de postos de revenda de combustíveis.
Art. 26 – O Teste de Estanqueidade do SASC de empreendimentos ocorrerá da seguinte forma.
PERÍODO DO TESTE DE ESTANQUEIDADE (EM MESES)
TEMPO DE 5 > 5 ≤ 10 > 10≤ 15 > 15≤ 20 > 20
INSTALAÇÃO DO
SASC
SASC parede 24 MESES 12 MESES 12 MESES 12 MESES 12 MESES
simples sem
monitoramento
SASC parede 36 MESES 24 MESES 12 MESES 12 MESES 12 MESES
dupla sem
monitoramento
SASC parede 60 MESES 24 MESES 12 MESES 12 MESES 12 MESES
dupla com
monitoramento
SASC fora de 12 MESES 12 MESES 12 MESES 12 MESES 12 MESES
especificação
Art. 27 – A substituição do Sistema de Abastecimento Subterrâneo de Combustível – SASC de
empreendimentos ocorrerá da seguinte forma.
I- SASC com tanque de aço carbono:
a) Com 20 anos ou mais de instalação ou aqueles que não tiverem comprovação de sua idade, 365
dias a partir da publicação desta IN.
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b) Com 15 anos ou mais de instalação, 1095 dias a partir da publicação desta IN.
c) Com 10 anos ou mais de instalação, 1460 dias a partir da publicação desta IN.
II- SASC com tanque de parede simples ou tanque com parede dupla sem monitoramento
intersticial:
a) Classificados como Classe 0, 1 ou 2 conforme a ABNT, até completar 25 anos a partir da data de
fabricação
b) Classificados como Classe 3 conforme a ABNT, até completar 35 anos a partir da data de
fabricação
III- SASC com tanque com parede dupla e monitoramento intersticial:
a) Classificados como Classe 0, 1 ou 2 conforme a ABNT, até completar 33 anos a partir da data de
fabricação
b) Classificados como Classe 3 conforme a ABNT, até completar 35 anos a partir da data de
fabricação
Parágrafo Único – No caso dos resultados dos testes de estanqueidade não estanque, os prazos
previstos neste artigo serão redefinidos a critérios da SEMA.
Art. 28 – Quando o empreendimento for arrendado ou vendido para terceiros e não ocorrer
nenhuma modificação nas instalações já licenciada pela SEMA, deverá ser solicitada a transferência
de titularidade da Licença já concedida para o novo proprietário, mantendo-se o mesmo prazo de
validade e as condicionantes estabelecidas anteriormente, se houverem.
Parágrafo Único – Junto à solicitação de transferência de titularidade, deverá ser apresentada a
documentação nesta IN, em nome do novo proprietário.
Art. 29 – O empreendimento que não passou pelas fases de licenciamento regular, fica obrigado a
apresentar os documentos e estudos previstos nesta IN.
Art. 30 – Esta IN entra em vigor na data de sua publicação.
Belém, ___ de _________ de 2011.
TERESA LUSIA MÁRTIRES COELHO CATIVO ROSA
Secretária de Estado de Meio Ambiente
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ANEXO I DA INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 11/2011
NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 280712
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PARTE I
INVESTIGAÇÃO AMBIENTAL PRELIMINAR
Este estudo deverá ser executado em duas etapas seqüenciais, e de acordo com cronograma
sendo adotado como referência metodológica a Norma ASTM (American Society for Testing and
Materials) (EUA) ou similar nacional.
1 - Caracterização do estabelecimento (identificação, localização e caracterização da área ocupada)
e dos equipamentos e instalações (capacidade, características técnicas, condições, tipos, materiais
de fabricação, acabamento e idade).
2 - Histórico de vazamentos/acidentes, reformas e resultados de sindicâncias na vizinhança, num
raio mínimo de 100 m (cem metros).
3 - Planta topográfica em escala 1:200 a 1:500 identificando curvas de nível com intervalos de
metro em metro, em um raio de 200 metros.
4- Dados geológicos e hidrogeológicos locais (preliminares), com uma avaliação hidrogeológica da
área indicando a direção e o sentido do fluxo da água subsuperfcial.
5 – Boletim de análise referente a agressividade do solo (tipo de solo, teor de umidade,
estabilidade, resistividade, pH, presença de sulfetos).
6 - Identificação da malha de investigação para verificação da contaminação dos solos superficiais
e do manto de intemperização rochosa, com realização de pontos de pesquisa de vapor no solo
em número sufciente, por toda a área do estabelecimento com medições do teor de compostos
orgânicos voláteis (VOC) no solo entre 0,5 e 1,5 m de profundidade.
7 - Identificação de poços de captação de água num raio de 200 m do entorno imediato do
estabelecimento em relação: ao endereço, à profundidade, descrição do poço (paredes, fundo,
tipo de solo e rocha), vazão captada, uso a que se destina a água, nome do responsável pela
captação, etc.
8 - Identificação de fontes poluidoras potenciais primárias e secundárias vias potenciais de
exposição e mecanismos de transporte de contaminantes e receptores humanos e ambientais
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sensíveis aos produtos (inclusive considerando instalações circunvizinhas que possam constituir-se
em vias preferenciais de migração de contaminantes), num raio mínimo de 100 m.
9-Identificação dos procedimentos metodológicos e operacionais adotados em campo e em
laboratório, da equipe técnica responsável, devidamente registrada pela Anotação de
Responsabilidade Técnica junto ao conselho de classe.
10 - Caracterização da extensão da contaminação utilizando-se técnicas adequadas e
considerando-se o tipo de contaminante, as condições do meio e as limitações técnicas do local
tais como solo, edificações, espaço físico para instalação de equipamentos, dentre outras.
PARTE II
INVESTIGAÇÃO AMBIENTAL E ANÁLISE DE RISCO
Dependendo dos resultados da pesquisa de vapor no solo poderá ser necessário coletar dados
adicionais para o aprofundamento dos estudos objetivando à completa avaliação da extensão da
contaminação de seus riscos, devendo ser executadas as atividades e atendidos os requisitos a
seguir descritos, entre outros.
A abrangência do estudo deve ser suficiente para a delimitação adequada da extensão da
contaminação no que tange à fase livre, fase adsorvida e fase dissolvida. A análise de riscos deverá
ser efetuada aos moldes da metodologia RBCA (Risk based corrective action) desenvolvida pela
ASTM (American Society for Testing and Materials) (EUA) ou similar nacional. Esta análise deve
contemplar, dentre outros:
1 - Identificação, em planta na escala 1:200 a 1500 dos poços de captação de água (cisternas,
poços rasos ou artesianos) existentes na área de abrangência da investigação, bem como do curso
d’água mais próximo ao posto de combustível, se tecnicamente justificável.
2 - Laudos laboratoriais com análise qualitativa e quantitativa da água em todos os poços de
captação existentes, tubulações e redes (raio de 100 m), bem como do curso d’água mais próximo,
abordando os parâmetros PAH (hidrocarbonetos aromáticos polinucleidos) e BTEX (benzeno,
tolueno, etilbenzeno e xilenos) de acordo com os combustíveis armazenados, com a devida
referência ao padrão legal adotado e normas nacionais ou internacionais.
3 - Execução de sondagens para a coleta de amostras com a finalidade de elaboração de laudos
laboratoriais das amostras de solo continuadas, constando a composição quantitativa e qualitativa
dos parâmetros PAH (hidrocarbonetos aromáticos polinucleidos) e BTEX ((benzeno, tolueno,
etilbenzeno e xilenos). Esta avaliação deverá ser efetuada por laboratório habilitado. Os laudos
laboratoriais deverão se constituir de documentos originais em anexo ao relatório, ressaltando-se a
necessidade de apresentação dos resultados do QA/QC(sistema de controle de qualidade) e cadeia
de custódia, como documentação mínima de controle.
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4 - Execução dos estudos de análise de risco, apresentando as conclusões e recomendações para a
remediação do local, compreendendo a avaliação de riscos humanos e ambientais e a
identificação das intervenções cabíveis e previstas para a remediação (técnicas, atenuação natural,
controles), com os respectivos cronogramas.
O estudo acima referido deve ser conclusivo quanto à proposição de remediação ambiental, que
deverá ser concebida e justificada a partir da análise de risco ambiental do cenário atual e futuro,
assim determinada em função dos níveis de contaminação detectados, das condições de uso e
ocupação na vizinhança e do uso dos recursos naturais superficiais e subterrâneos.
Os resultados da investigação ambiental devem consistir de documentação técnica especializada,
devendo constar obrigatoriamente da específica Anotação de Responsabilidade Técnica junto ao
conselho de classe.
5- Os resultados obtidos na análise deverão ser comparados com a Tabela de Valores Orientadores
para solos e águas subterrâneas do Estado de São Paulo, utilizada pela CETESB, ou a que vier a
substituí-la.
ANEXO II DA INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 11/2011
NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 280632
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TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DE PLANO
DE ENCERRAMENTO DE ATIVIDADES – PEA DE POSTOS DE COMBUSTÍVEL
DIRETRIZ GERAL
Este Termo de Referência visa orientar a elaboração de Plano de Encerramento de Atividades -
PEA para empreendimentos de Postos de Combustível. Esse documento deverá ser presentado
pelo empreendedor a SEMA, para instruir processos de desmobilização de postos de combustível
ou remoção do(s) tanque(s) de combustível.
O Plano de Encerramento de Atividades (PEA) deverá ser elaborado por equipe técnica habilitada e
credenciada junto ao CREA, devendo constar no documento: nome, assinatura, registro no
respectivo Conselho Profissional e Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). O mesmo
constituir-se-á das informações obtidas a partir de levantamento e/ou estudos realizados para
elaboração do projeto.
De acordo com as características e a localização do empreendimento, a SEMA poderá solicitar as
informações complementares que julgar necessárias para avaliação da proposta, bem como
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dispensar do atendimento às exigências constantes neste documento que a seu critério, não
sejam aplicáveis.
O presente documento tem por base as Resoluções CONAMA 237/1997, 273/2000 e 319/2002, e
Norma Técnica da ABNT NBR 14973:2004, bem como outras normas da ABNT julgadas necessárias
e citadas neste documento conforme a necessidade.
DEFINIÇÕES
Remoção – consiste na retirada de tanque de armazenamento de combustível de um
empreendimento, sem que haja necessariamente o encerramento de suas atividades.
Desmobilização – consiste no processo de retirada de todos os equipamentos do sistema de
armazenamento e abastecimento do empreendimento, em decorrência do encerramento da
atividade de armazenamento de combustíveis ou em virtude do encerramento das atividades do
empreendimento.
1. DADOS DO EMPREENDEDOR E DO EMPREENDIMENTO ONDE O TANQUE ESTÁ INSTALADO
Empreendedor:
Nome do proprietário ou arrendatário do empreendimento;
RG e CPF;
CNPJ (se for o caso);
Telefone/Fax;
Endereço completo para correspondências.
E-mail.
Empreendimento:
Nome fantasia;
Razão social do empreendimento
RG e CPF;
CNPJ (se for o caso);
Telefone/Fax;
Endereço completo para correspondências.
E-mail.
2. DADOS DO RESPONSÁVEL TÉCNICO/ EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL PELO PLANO DE
ENCERRAMENTO DE ATIVIDADES
(Deve ser considerado o encerramento das atividades do posto ou do(s) tanque(s) a ser(em)
removido(s)
Nome / Razão Social;
CPF e RG
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CNPJ (se for o caso);
Registro Profissional;
Endereço completo para correspondências;
Telefone/Fax;
E-mail.
3. DADOS DO RESPONSÁVEL TÉCNICO/ EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL PELA REMOÇÃO DO
TANQUE
Nome / Razão Social;
CPF e RG
CNPJ (se for o caso);
Registro Profissional;
Cópia autenticada do Certificado do INMETRO (de acordo com a portaria 109/2005);
Endereço completo para correspondências;
Telefone/Fax;
E-mail.
4. INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O POSTO DE COMBUSTÍVEL E TANQUE(s) A SER(EM)
RETIRADO(S)
Em relação às características gerais do empreendimento e do tanque a ser removido devem ser
apresentadas as seguintes informações:
Histórico do empreendimento constando data de implantação, nº. de empregados, horário de
funcionamento, registro de reformas efetuadas, histórico de vazamentos/acidentes e demais
informações julgadas necessárias;
Projeto básico especificando equipamentos e sistemas de monitoramento, proteção, sistema de
detecção de vazamento, sistemas de drenagem, tanques de armazenamento de derivados de
petróleo (conforme ABNT NBR 13785:2003 anexo B) e de outros combustíveis para fins
automotivos e sistemas acessórios de acordo com as normas da ABNT;
Croqui e relatório descritivo da localização do empreendimento, indicando a situação do terreno
em relação ao(s) tanque(s) de combustível a ser (em) retirado(s), ao corpo receptor e cursos
d’água. Identificação do ponto de lançamento dos efluentes das águas domésticas e residuárias do
posto após tratamento, tipos de vegetação existente no local e em seu entorno, bem como
contemplando a caracterização das edificações existentes num raio de 100 m com destaque para a
existência de clínicas médicas, hospitais, sistema viário, habitações multifamiliares, escolas,
indústrias ou estabelecimentos comerciais, conforme norma técnica ABNT NBR 13.786.
Para SAAC – (Sistema Aéreo de Abastecimento de Combustível), dispositivos no projeto que
atendam a Norma da ABNT NBR 7505, 14.639 e 13.786 (no que for pertinente).
Para SASC – (Sistema de Armazenamento Subterrâneo de Combustível), dispositivos que
atendam a Norma da ABNT NBR 13783:2005 e a Norma ABNT NBR 13786:2001.
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Tipo de Combustível armazenado no(s) tanque(s) a ser(em) removido(s) e a respectiva
quantidade trabalhada, bem como a quantidade de combustível presente no momento da
remoção.
5. DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE ARMAZENAMENTO DE COMBUSTÍVEL E ATIVIDADES DE
MANIPULAÇÃO DO(s) TANQUE(s).
Descrever os equipamentos e sistemas destinados ao armazenamento e a distribuição de
combustíveis automotivos, assim como sua montagem e instalação, deverão ser avaliados quanto
a sua conformidade, no âmbito do sistema brasileiro de certificação:
Descrição do tipo de tanque, conforme especificação da ABNT;
Descrição das bombas de abastecimento e tubulações;
Detalhar os procedimentos a serem realizados durante a manipulação dos tanques de
combustível para o processo de remoção, quanto à:
i. Resíduos oleaginosos que porventura possam estar contidos no tanque devem ser armazenados
para posterior descarte, que deverá seguir legislação ambiental para este fim;
ii. Retirada do combustível;
iii. Inertização ou desgaseificação;
iv. Retirada do tanque da cava; v. Retirada do lastro;
vi. Disposição provisória do tanque (até o transporte);
vii. Transporte do tanque para o local de descarte;
viii. Destinação final do tanque por empresas especializadas
6 - LOCAÇÃO DOS PONTOS DE MEDIÇÃO DE GASES E DE AMOSTRAGEM DE SOLO
6.1.- Tanques aéreos Apos a remoção dos tanques aéreos, deve-se atentar para as condições do
solo sob os mesmos e seguir as seguintes orientações:
a) Na área sob tanque aéreo vertical sem berço removido, deve ser realizada medição de gases,
como determina o item 6.1.1 e coletada amostra de solo conforme o item 6.1.2.
b) Na remoção de tanque aéreo horizontal, caso a bacia de contenção não seja impermeabilizada,
deve ser realizada medição de gases na área da projeção do tanque e ao redor da mesma. Os
pontos de medição devem ser dispostos conforme indica a Figura 1, devendo o espaçamento entre
eles ser de no Maximo 3 metros.
No caso de tanques aéreos horizontais localizados em bacia de contenção impermeabilizada, as
seguintes situações podem ocorrer, devendo ser adotadas as ações indicadas:
- Tanque em bacia de contenção exclusiva: realizar a investigação indicada para tanques aéreos
horizontais situados em bacias não impermeabilizadas;
- Tanque em bacia de contenção na qual existem outros tanques: a investigação e dispensável.
Figura 1 - Vista da projeção do tanque aéreo horizontal com os pontos de medição de gases.
Realizada a medição de gases, para cada tanque removido deve ser coletada uma amostra de solo
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para análise química, correspondente ao ponto no qual foi constatado o maior valor de
concentração de gases. Caso todas as medições sejam nulas, deve ser coletada uma amostra de
solo para cada tanque removido, junto à franja capilar ou, nos casos em que o nível d’água não
tenha sido atingido, a 1 metro de profundidade,sempre na projeção do ponto de carga do tanque.
A coleta e o acondicionamento das amostras de solo devem ser realizadas de acordo com o item
8.2 e as análises químicas realizadas de acordo com o item 8.3.
c) Na remoção de tanque aéreo vertical com berço, as seguintes situações podem ocorrer, devendo
ser adotadas as ações indicadas:
- Tanque em bacia de contenção exclusiva: realizar a investigação indicada para tanque aéreo
vertical sem berço indicada no item a acima;
- Tanque em bacia de contenção na qual existem outros tanques: a investigação e dispensável.
6.1.1 - Estabelecimento de rede de medição de gases na área dos tanques aéreos verticais
removidos.
Os pontos de medição de gases devem se situar em áreas desobstruídas e, quando possível,
estarem dispostos no perímetro de circunferência projetada internamente ao perímetro da
circunferência do tanque, a 1 metro do mesmo, conforme Figura 2 e de acordo com os seguintes
critérios:
- Para tanques com diâmetro inferior a 3 metros, realizar medições de gases em pelo menos 4
pontos distribuídos igualmente sobre o perímetro da circunferência;
- Para tanques com diâmetro superior a 3 metros e inferior a 6 metros, realizar medições de gases
em pelo menos 8 pontos distribuídos igualmente no perímetro da circunferência;
- Para tanques com diâmetro superior a 6 metros e inferior a 9 metros, realizar medições de gases
em pelo menos 12 pontos distribuídos igualmente no perímetro da circunferência;
- Para tanques com diâmetro superior a 9 metros realizar medições de gases em pelo menos 20
pontos distribuídos igualmente no perímetro da circunferência.
Figura 2 - Indicação do perímetro da circunferência para a locação dos pontos de medição de
gases.
Para todos os critérios acima indicados, um ponto de medição adicional de gases deve ser feito no
centro do diâmetro de cada tanque.
A Tabela 1 indica o número de postos de medição de gases para cada uma das situações indicadas.
Tabela 1 - Distribuição e número de pontos de medição de gases a serem locados na área do
tanque a ser removido.
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Número de pontos de medição
Distribuídos igualmente No centro da Total
no perímetro da Circunferência
Diâmetro do tanque circunferência afastada
vertical sem berço (D) 1 metro do ponto de
em metros encontro da parede
vertical
D=3 4 1 5
3<D=6 8 1 9
6<D=9 12 1 13
D>9 20 1 21
6.1.2 - Definição do número de amostras de solo
O número de amostras de solo a serem coletadas na área dos tanques deve ser definido com base
no seguinte critério:
Tanques com diâmetro igual ou inferior a 9 metros: coletar uma amostra no ponto de maior
concentração de gases.
Tanques com diâmetro superior a 9 metros: coletar duas amostras nos pontos de maiores
concentrações de gases.
A coleta e as análises químicas de amostras de solo devem ser realizadas conforme os itens 8. e .3,
respectivamente.
6.2. - Tanques Subterrâneos
Para o processo de remoção de tanques subterrâneos, e necessária a realização de pelo menos 9
medições de gases para cada cava de ta que removido, de acordo com o seguinte critério:
- 1 ponto de medição de gases a meia altura e meia largura da cava em cada extremidade do
tanque (calota);
- 4 pontos de medição de gases, sendo dois em cada parede lateral, a meia altura, alinhados com
os pontos de carga (enchimento) e sucção (saída de produto);
- 3 pontos de medição no fundo da cava sendo um na projeção do ponto de carga e o outro na
projeção do ponto de sucção e 1 no meio.
Realizada a medição de gases, deve ser coletada uma amostra de solo para análise química, para
cada tanque removido, correspondendo ao ponto no qual foi constatado o maior valor de
concentração de gases.
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Caso todas as medições sejam nulas, deve ser coletada uma amostra no fundo da cava, na
projeção do ponto de carga do tanque.
A coleta e o acondicionamento das amostras de solo devem ser re lizados de acordo com o item
8.1. e as análises químicas de acordo com o item 8.2.
A constatação da presença de produto (combustível ou óleo lubrificante) no solo ou sobrenadante
na água eventualmente presente no interior da cava, deve ser registrada e indicada no relatório
(item 9), sendo esta situação suficiente para que a área seja declarada contaminada.
Nessa situação não e necessária a coleta de amostra de solo para análise química, devendo ser
efetuada a recuperação do produto e, concomitantemente, realizada a investigação detalhada da
área. Os seguintes destinos podem ser dados ao solo retirado de cada cava de tanque:
- Retornar para a cava e aguardar o resultado da análise química do solo para saber se o mesmo se
encontra contaminado.
Caso as concentrações observadas ultrapassem os níveis aceitáveis estabelecidos pelo ACBR (NABR
para cenário comercial mais restritivo), deve ser iniciado o processo e tratamento desse solo, que
pode ser na própria cava ou ser encaminhado para tratamento ou destinação final fora da área.
- Assumir que o solo retirado se encontra contaminado, independentemente de caracterização,
devendo o mesmo ser destinado como resíduo classe 1.
- Armazenar temporariamente o solo em local adequado, de forma a minimizar a emanação de
vapores e a lixiviação, e guardar o resultado da análise química para definir o destino do mesmo.
Esse solo pode retornar a cava para ser tratado na área ou ser encaminhado para tratamento ou
destinação final fora da área em função das concentrações indicadas nas análises químicas.
Os tanques devem ser removidos e destinados conforme a norma ABNT NBR 14973 ou outra que
venha ser substituída.
7 - DESMOBILIZAÇÃO DE SISTEMA DE ARMAZENAMENTO E ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEIS
Na desmobilização de SAAC e de SASC, deve ser realizada investigação de passivo ambiental de
acordo com o “Procedimento para Identificação de Passivos Ambientais em Estabelecimentos com
Sistema de Armazenamento Aéreo de Combustíveis – SAAC” e “Procedimento para Identificação
de Passivos Ambientais em Estabelecimentos com Sistema de Armazenamento Subterrâneo de
Combustíveis – SASC”, respectivamente. Complementarmente a investigação de passivo, devem
ser desenvolvidas as seguintes ações:
7.1 - Tanques Aéreos Horizontais e/ou Tanques Aéreos Verticais Neste caso, a investigação
ambiental estabelecida deve ser realizada apos a remoção dos tanques, de modo a possibilitar a
investigação da área sob os tanques removidos, onde deve ser adotado o procedimento descrito
no item 6.1 deste procedimento.
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7.2 - Tanques Subterrâneos Para a desmobilização em estabelecimentos que possuam
exclusivamente tanques subterrâneos, deve ser adotado a investigação do solo nas cavas dos
tanques, de acordo com o especifcado no item 6.2 deste procedimento.
8 - PROCEDIMENTO DE AMOSTRAGEM E ANÁLISES QUÍMICAS E SOLO
8.1 - Amostragem em Cava de Tanque A amostra de solo deve ser coletada na porção superficial do
ponto definido no item 6.2, apos remoção de camada de aproximadamente 2 cm do material.
A amostra coletada deve ser rapidamente transferida para frasco de vidro com boca larga e tampa
com vedação em teflon, preenchendo-o totalmente, de modo a evitar a formação de espaços
vazios no interior do mesmo.
O frasco deve ser identificado com o número do tanque, a posição do ponto de amostragem e a
concentração de gases medida em campo.
8.2 - Coleta e Amostragem nas Áreas dos Tanques Aéreos movidos Em cada ponto de amostragem
definido no item 6.1, deve ser realizada uma sondagem ate atingir o nível d’água ou ate 5 etros de
profundidade, o que ocorrer primeiro.
O método de sondagem a ser utilizado deve ser compatível com a geologia e a hidrogeologia local,
utilizando-se equipamentos que garantam a penetração até as profundidades requeridas.
Em áreas em que predominem litológicas resistentes a penetração por equipamentos
mecanizados, como granitos, basaltos, gnaisses e micaxistos, a sondagem pode ser interrompida
ao atingir-se o topo rochoso, mesmo que o nível d’água não tenha sido alcançado e a profundidade
da sondagem seja inferior a 5 metros. A comprovação dessa situação deve ser efetuada por meio
da realização de outra sondagem para avaliação da continuidade da presença do topo rochoso.
Iniciada a sondagem, a cada metro perfurado deve ser coletada uma amostra de solo, por meio da
cravação de amostrador tubular com liner, de modo a se evitar perdas de compostos por
volatilização.
A amostra coletada deve ser dividida em duas alíquotas. Uma das alíquotas deve ser
acondicionada em saco plástico impermeável auto-selante (preferencialmente de polietileno), com
um litro de capacidade. Essa alíquota deve ser composta pelas amostras contidas nas
extremidades do liner. A outra alíquota, correspondente a parte central do liner, deve ser mantida
no mesmo, sob refrigeração (temperatura inferior a 4o C) O liner deve estar totalmente preenchido
pela amostra, evitando-se a existência de espaços vazios. As duas alíquotas devem ser
devidamente identificadas, anotando-se o número da sondagem e a profundidade
correspondente.
Na primeira alíquota deve ser realizada a medição de gases em campo, de acordo com o seguinte
procedimento:
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- Preencha a metade do recipiente com o solo amostrado e, imediatamente, feche o lacre. Quebre
manualmente os torrões existentes (sem abrir o recipiente), agite vigorosamente a amostra por 15
segundos e mantenha-a em repouso por cerca de 10 minutos ate a medição.
- No momento da medição registre a temperatura ambiente, agite novamente a amostra por 15
segundos e realize imediatamente a medição dos gases presentes no espaço vazio do recipiente,
introduzindo o tubo de amostragem (sonda) do equipamento de medição no saco plástico por
meio de um pequeno orifício a ser feito no mesmo, evitando tocar o solo ou as paredes do
recipiente.
- Registre o maior valor observado durante a medição, o qual normalmente ocorre a
aproximadamente trinta segundos após o inicio da medição (verificar indicação contida no manual
do fabricante). Medições erráticas podem ocorrer em função de altas concentrações de gases
orgânicos ou elevada umidade. Nesta situação, alguns equipamentos analógicos podem indicar
zero imediatamente apos ter assinalado uma alta concentração de compostos voláteis. Em
situações semelhantes, registre no caderno de campo, as anomalias observadas.
- Utilize equipamentos com detector de fotoionização (PID) com lâmpada de 10,2 e V, ou maior,
oxidação catalítica ou ionização em chama (FID). Siga as instruções contidas no manual fornecido
pelo fabricante para o uso, manutenção e calibração do equipamento. Anote os registros
correspondentes a calibração.
- Iniciada a medição com um determinado equipamento, o mesmo deve ser utilizado em todas as
amostras da área investigada. Caso isto não seja possível, substitua o equipamento defeituoso por
outro dotado do mesmo detector. Realizada a medição de gases em todas as amostras coletadas
em cada sondagem, identifique a que apresentou a maior concentração e envie a amostra de solo
correspondente a mesma profundidade, que se encontrava mantida sob refrigeração, para ser
analisada em laboratório. Transfira essa amostra, rapidamente, para frasco de vidro com boca larga
e tampa com vedação em teflon, mantendo-a, na medida do possível, indeformada, e
preenchendo todo o frasco, evitando-se espaços vazios no interior do mesmo. No caso de ser
utilizado frasco do tipo head space, preencher a metade do frasco e lacrá-lo imediatamente.
Identifique cada frasco com a localização do ponto de amostragem, a profundidade de
amostragem e a concentração de gases medida em campo.
Caso não sejam observadas diferenças na concentração de gases nas amostras, envie para o
laboratório a amostra situada junto a franja capilar ou a amostra correspondente a profundidade
de 1 metro, nos casos em que o nível d’agua não tenha sido atingido.
Nunca envie para o laboratório a amostra na qual foram realizadas as medições de gases em
campo.
A constatação da presença de produto (combustível ou óleo lubrificante) no solo ou na água
subterrânea deve ser registrada, sendo esta situação suficiente para que a área seja declarada
contaminada. Nessa situação, a SEMA deve ser comunicada por meio de uma declaração assinada
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pelo profissional responsável pela investigação realizada e pelo responsável pelo empreendimento,
não sendo necessária a apresentação do relatório (Item 9).
Nesse caso, independentemente da manifestação da SEMA, o responsável pela área deve realizar a
investigação detalhada das plumas de fase livre, dissolvida e retida no solo, bem como estudo de
avaliação de risco, com o objetivo de definir a forma de intervenção a ser adotada na área.
Concomitantemente a essas ações, devem ser adotadas medidas destinadas a eliminação da
pluma de fase livre.
As sondagens destinadas a coleta de amostras, bem como aquelas eventualmente interrompidas,
devem ser totalmente preenchidas com calda de cimento ou bentônica umedecida, evitando assim
que os produtos eventualmente derramados na superfície atinjam o subsolo. O preenchimento das
sondagens deve ser realizado imediatamente apos a conclusão da amostragem, não sendo
necessária autorização da SEMA para tal.
8.3 – Análises Químicas As amostras coletadas devem ser encaminhadas para laboratório, para
determinação das concentrações de BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos) e de PAH
(hidrocarbonetos aromáticos polinucleados).
As amostras coletadas nas áreas de armazenamento de resíduos oleosos e demais áreas com
operação de óleos combustíveis devem ser também analisadas para TPH (Hidrocarbonetos Totais
de Petróleo). O laboratório deve ser informado de que a análise a ser realizada deve possibilitar a
quantificação dos hidrocarbonetos que compõem o óleo lubrificante.
Devem ser produzidas amostras para controle de qualidade, a saber: branco de campo, branco de
lavagem de equipamento e amostra para controle da temperatura da caixa utilizada para o
transporte das amostras.
Atente para o fato de que o laboratório selecionado possui procedimentos de controle de
qualidade e utiliza métodos de análise indicados pela EPA (Agencia de Proteção Ambiental dos
EUA), aqueles contidos na edição mais recente do Standard Methods for Water and Wastewater
Examination ou métodos estabelecidos por entidades certificadoras.
Observe, rigorosamente, os procedimentos de preservação das amostras de solo e os prazos para
equalização das análises.
9 - EMISSÃO DE RELATÓRIO
Deve ser emitido relatório conciso, objetivo e conclusivo, com a identificação e assinatura do
profissional responsável pela investigação. Esse relatório deve ser entregue na SEMA. Os arquivos
devem ser compatíveis com Microsoft Word e Excell e as figuras compatíveis com formato jpg. Os
seguintes itens e informações devem, obrigatoriamente, estar contidos no relatório:
- Razão social, endereço e coordenadas geográficas do empreendimento investigado. As
coordenadas devem ser fornecidas em UTM, em metros, utilizando-se como referencia o Datum
Horizontal SAD 69, obtidas no centro do empreendimento;
- Descrição das características da instalação e da operação do empreendimento;
- Identificação do objetivo do trabalho desenvolvido: remoção ou desmobilização;
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- Planta ou croqui do estabelecimento com a indicação dos ontos de sondagem e a localização das
edificações, dos tanques retirados e remanescentes, das tubulações, dos drenos e galerias
subterrâneas;
- Planta ou croqui da área do estabelecimento com a localização dos pontos de medição de gases e
as respectivas concentrações;
- Descrição dos procedimentos adotados na amostragem de solo, especificando o equipamento
empregado na sondagem, o material utilizado na amostragem de solo, o equipamento de medição
de gases e o procedimento adotado para sua calibração;
- Descrição da litológica observada em cada sondagem e a indicação da profundidade do nível
d’água, ou da profundidade final da sondagem, caso o nível d’água não tenha sido atingido, e
justificativa técnica quando aplicável;
- Resultados das análises químicas e a comparação dos mesmos com as concentrações referentes
aos valores de intervenção adotados pela CETESB, ACBR e CONAMA;
- Resultados das análises químicas de TPH e a comparação dos mesmos com os valores de
intervenção de solo e água de TPH, fxados em 1.000 mg/kg e 600 µg/l respectivamente, quando
aplicável;
- Anexo contendo as anomalias observadas durante a medição e os registros de campo
correspondentes as seguintes medições: concentração de gases medidas na investigação de gases
o solo, temperatura ambiente e concentração de gases nas amostras de solo;
- Anexo contendo o registro da calibração do equipamento de medição de gases, indicando a data
de calibração e o gás utilizado;
- Anexo contendo a ficha de recebimento de amostras (check list) emitida pelo laboratório no ato
de recebimento das mesmas, a cadeia de custódia referente as amostras e os laudos emitidos pelo
laboratório. Os laudos devem estar devidamente assinados pelo profissional responsável pelas
análises, conter a identificação do local investigado, a identificação do ponto de amostragem (solo
ou poco), a data em que a análise foi realizada e a indicação dos métodos analíticos adotados, dos
fatores de diluição, dos limites de quantificação, do branco de laboratório, da recuperação de
tracadores (“surrogate”) e da recuperação de amostra padrão;
- Cópia da comunicação enviada a SEMA; - O original ou uma cópia autenticada da ART referente à
investigação realizada, emitida em nome do profissional responsável.
Os originais de toda a documentação contida no relatório devem ser arquivados para apresentação
a SEMA, quando solicitado.
Ver no Diário Oficial
Este texto não substitui o publicado no DOE de 12/09/2011.