1.
ª Série | Ensino Médio
Língua
Portuguesa ✓ Manifestações literárias e
relação entre recursos
expressivos e efeitos de sentido
16.ª Semana
D043_P Reconhecer recursos estilísticos utilizados na construção de textos.
D025_P Reconhecer efeitos de sentido decorrentes do uso ou função da pontuação e de
DESCRITORES DO outras notações.
D057_P Interpretar textos que articulam elementos verbais e não verbais.
PAEBES
D017_P Reconhecer o gênero de um texto.
EM13LP06 Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem, da
escolha de determinadas palavras ou expressões e da ordenação, combinação e
contraposição de palavras, dentre outros, para ampliar as possibilidades de construção de
sentidos e de uso crítico da língua.
EM13LP13 Analisar, a partir de referências contextuais, estéticas e culturais, efeitos de
sentido decorrentes de escolhas de elementos sonoros (volume, timbre, intensidade, pausas,
HABILIDADES DO ritmo, efeitos sonoros, sincronização etc.) e de suas relações com o verbal, levando-os em
CURRÍCULO conta na produção de áudios, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de
RELACIONADAS apreciação.
AOS DESCRITORES EM13LP49a/ES Perceber as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros
literários (a apreensão pessoal do cotidiano nas crônicas, a manifestação livre e subjetiva do
eu lírico diante do mundo nos poemas, a múltipla perspectiva da vida humana e social dos
romances, a dimensão política e social de textos da literatura marginal e da periferia, da
literatura juvenil brasileira, da literatura capixaba, da literatura de autoria feminina, da
literatura das diferenças etc.) para experimentar os diferentes ângulos de apreensão do
indivíduo e do mundo pela literatura.
✓ Estilo, efeitos de sentido;
✓ Léxico/morfologia.
✓ Fono-ortografia e efeitos de sentido;
OBJETO(S) DE ✓ Exploração da multissemiose na discussão oral.
CONHECIMENTO ✓ Efeito de sentido dos textos literários das origens à contemporaneidade;
✓ Construção composicional dos textos literários das origens à contemporaneidade;
✓ Manifestações literárias.
O poema, muitas vezes, no seu formato técnico-padrão, é conhecido por sua organização formal em
verso (cada “linha” do poema). É exatamente isso que faz com que o gênero textual e literário poema se
diferencie de um texto em prosa.
A palavra poema deriva do verbo grego poein, que significa “fazer, criar, compor”. Como já vimos nas
semanas anteriores, o período literário do Trovadorismo trouxe como heranças as cantigas
trovadorescas (líricas e satíricas).
Estudar a lírica é muito prazeroso pela propriedade rítmica e musical dos textos. Então, conseguir
caracterizar as cantigas trovadorescas, tanto em relação à questão temática quanto ao uso do ritmo e da
musicalidade, é o início da aprendizagem dos elementos métricos e rítmicos - não somente das cantigas
medievais, como também domínio de leitura e interpretação de diversos textos poéticos que circulam na
nossa sociedade.
-Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
Ai Deus, e u é?
Ai, flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo, Como se pode observar, trata-se de um texto escrito em
aquel que mentiu do que pos comigo! galego-português. Mesmo com as dificuldades próprias
Ai Deus, e u é? da linguagem arcaica, compreendemos facilmente que
Se sabedes novas do meu amado
se trata de uma voz feminina questionando onde está
aquel que mentiu do que mi ha jurado!
Ai Deus, e u é? seu amado. Além dessa súplica por informações,
-Vós me preguntades polo voss’amigo, observamos que o eu lírico feminino dialoga com a
e eu ben vos digo que é san’e vivo. natureza. Temos, assim, no espaço do campo, uma
Ai Deus, e u é?
mulher, temente a Deus, perguntando por onde anda
Vós me preguntades polo voss’amado,
e eu ben vos digo que é viv’e sano. seu amado.
Ai Deus, e u é? Esteticamente, observa-se a musicalidade conseguida
E eu ben vos digo que é san’e vivo com a repetição de versos (paralelismo) e com rimas. A
e seerá vosc’ant’o prazo saído. voz feminina e a musicalidade são, portanto, dois
Ai Deus, e u é?
aspectos pelos quais começamos a perceber as marcas
E eu ben vos digo que é viv’e sano
e seerá vosc’ant’o prazo passado. de uma forma de Trovadorismo.
Ai Deus, e u é?1
(In MOISÉS, 2006, p. 28-29)
02
METRIFICAÇÃO
O verso é formado por quatro elementos: o metro, a estrofe, o ritmo e a rima.
1. Estudo do Metro
A palavra métrica (ou metro) significa medida. Por isso, podemos dizer que o metro é a medida do
verso, e seu estudo chama-se métrica ou metrificação.
Em relação à métrica, os versos podem ser:
a) Isométricos - quando têm o mesmo número de sílabas.
b) Heterométricos - quando têm números diferente de sílabas.
Se considerarmos a quantidade de sílabas métricas, encontraremos os seguintes tipos:
a) monossílabos - versos de uma sílaba;
b) dissílabos - versos de duas sílabas;
c) trissílabos - versos de três sílabas;
d) tetrassílabos - versos de quatro sílabas;
e) pentassílabos (ou redondilha menor) - versos de cinco sílabas;
f) hexassílabos - versos de seis sílabas;
g) heptassílabos (ou redondilha maior) - versos de sete sílabas;
h) octossílabos - versos de oito sílabas;
i) eneassílabos - versos de nove sílabas;
j) decassílabos - versos de dez sílabas;
k) hendecassílabos (ou arte maior) - versos de onze sílabas;
l) dodecassílabos (ou alexandrinos) - versos de doze sílabas;
m) bárbaros - versos de mais de doze sílabas.
Existe, ainda, o verso livre, que é aquele que além de não ter um número regular de sílabas também
não se preocupa com a métrica. Por isso, se diz que nele não há metro; há apenas o ritmo
psicológico.
03
1.1 Escansão
Para conhecer a métrica do verso, precisamos contar suas sílabas ou seus sons. A este
procedimento se dá o nome de escansão. Escandir um verso é ver quantas sílabas métricas ele
tem. ATENÇÃO: A sílaba métrica não significa o mesmo que a sílaba gramatical; ela só é contada
até a última tônica da palavra. Observe os versos:
Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
Para saber as sílabas poéticas, conta-se até a última sílaba tônica do verso. As sílabas poéticas
que estão após a última sílaba tônica do verso não são contadas.
1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º
Ai flo res ai flo res do ver de pi no
No geral, ter noção sobre a escansão é suficiente para um estudante do Ensino Médio entender
e conhecer melhor os versos poéticos - das Cantigas Medievais até as produções atuais.
Portanto, esse estudo não tem somente essas características apresentadas aqui, É necessário,
sobretudo, envolver o aluno em “práticas de leitura literária que possibilitem o
desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura (...), reconhecendo o
potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura” (BRASIL, 2018, p. 87).
Engana-se quem acredita que todo poema é composto por
versos e estrofes: há poemas em prosa, bem como poemas
que aliam elementos visuais à linguagem verbal,
contrariando assim a ideia de que
o poema deve prender-se a regras como métrica ou rimas!
04
1.2 Estudo da estrofe
Estrofe é um verso ou um conjunto de versos. Pode receber algumas classificações de acordo com o tipo
de composição, a disposição no poema, a métrica e o ritmo. Vamos nos concentrar no ritmo!
Isorrítimicas - quando os versos têm o mesmo esquema rítmico.
Existe um site com uma base
Ai mia senhor! tod'o bem mi a mi fal, de dados que disponibiliza
mais nom mi fal gram coita, nem cuidar, inúmeras cantigas medievais
presentes nos cancioneiros
des que vos vi, nem mi fal gram pesar; galego-portugueses. Não
mais nom mi valha O que pod'e val, deixe de conferir:
[Link]
se hoj'eu sei onde mi venha bem,
ai mia senhor, se mi de vós nom vem!
Heterorrítimicas - quando os versos têm esquema rítmico variado.
Mandai-me, Senhores, hoje,
O período barroco, o romântico e o
que em breves rasgos descreva
moderno são exemplos bem
do Amor a ilustre prosápia, contundentes da herança que o
e de Cupido as proezas. Trovadorismo deixou. Lembramos
aqui um poema de Gregório de
Matos Guerra, que, fazendo uso de
uma escritura que lembra as
cantigas de escárnio, reescreve a
concepção camoniana de amor:
“Definição do amor”.
05
NOVELAS DE CAVALARIA
No trovadorismo, além dos poemas cantados - cantigas - textos
escritos em versos pelos trovadores, também existiu as Novelas de
Cavalaria, que foram produções textuais em prosa, muito marcantes
na cultura portuguesa.
As Novelas de Cavalaria surgiram em ambiente palaciano no
momento em que se passou a escrever e organizar textos em
volume manuscrito, organizado em cadernos. Foram agrupados em
ciclos, como o do Bretão, o do Amadis, o de Carlos Magno e o do
Clássico.
Ciclo Bretão ou Arturiano
É o que narra as novelas de cavalaria inspiradas em feitos fantásticos da
lendária figura do Rei Artur e de seus famosos cavaleiros da Távola
Redonda. A temática principal destas histórias está ligada à demanda ou
procura do Santo Graal, um vaso sagrado, no qual José de Arimateia teria
recolhido as últimas gotas de sangue de Jesus crucificado.
Ciclo Amadis
Nome dado para relacionar à obra Amadis de Gaula, considerado o livro mais importante do
ciclo, o qual narra modelos amorosos da época da corte de Afonso III e de D. Dinis. O grande
destaque é o paradigma do cavaleiro perfeito, lutador, destruidor de monstros e malvados,
amante fiel de uma moça solteira chamada Oriana. Assim como na cantiga de amor há a
relação de vassalagem nos sentimentos amorosos, no romance Amadis de Gaula, essa
característica também está presente na relação de Amadis com Oriana: o cavaleiro “servia” a
dama pelo tempo que fosse necessário para merecer sua recompensa.
Ciclo Carlos Magno ou Corolíngio
São novelas de cavalaria que narram a história do rei e herói Carlos Magno
na luta contra os árabes e saxões, com seus doze Pares de França.
Pertencem ao ciclo, carolíngio: a Crônica de Maynete, a Crônica de Turpin
e a Canção de Rolando, do século XII, obra-prima do ciclo, em que se
narram o desastre do desfiladeiro de Ronces-vales e a morte de Rolando.
São novelas eminentemente belicosas, às vezes sanguinolentas.
Ciclo Clássico ou Greco-Latino
Pertence as novelas que remontam às estórias gregas e romanas, ou seja, narrativas em
torno de personagens da Antiguidade Clássica. Romance de Tebas, Romance de Tróia,
Romance de Enéias, são exemplos de obras desse ciclo. O destaque está para a forma
como os heróis e os lugares estão transportados para a Idade Média, em seus hábitos e
psicologia. A obra com mais visibilidade é a Roman de Alexandre, pois a forma com
que foi escrito, com versos de 12 sílabas, que surgiu o verso alexandrino.
06
CARACTERÍSTICAS DAS NOVELAS DE CAVALARIA
Narrativas extensas e divididas em capítulos
Marcadas pela tradição oral
Temas heroicos e mitológicos
Relato de acontecimentos históricos
Caráter místico e simbólico
Aventuras fantásticas e situações dramáticas
Visão teocêntrica (Deus no centro do mundo)
Os personagens são cavaleiros, heróis e donzelas
Sublimação do amor profundo
Amor cortês e idealização da mulher
Ê SABIA?
VOC OTE DE LA
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QUIX m roma
DO M é u de
C H A no v elas
MAN as urou
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ir ad o n in au g
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aria.
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07
EXERCÍCIOS
D057_P Interpretar textos que articulam elementos verbais e não verbais.
Sancho Pança é um personagem do livro Don Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. Atua como
um personagem contraste ao personagem principal, o próprio Dom Quixote.
Enquanto Quixote é sonhador e fantasioso, Sancho Pança é realista e sério. Contudo, na medida em que o
relato avança, ele vai se perdendo cada vez mais e, aos poucos, vai aceitando os "delírios" do cavaleiro de
quem é o fiel escudeiro. Sancho Pança decidiu acompanhar Dom Quixote após este ter prometido que lhe
daria a governação de uma ilha.
Mesmo pobre, continua fiel a Dom Quixote como no ditado dos cavaleiros (um cavaleiro nunca foge a uma
luta), além de nunca lhe faltar com o respeito. Normalmente, andava em cima de um burro, junto de Dom
Quixote, que andava em cima do seu cavalo, o Rocinante, o que marca umas das evidências do contraste
dos personagens.
1) Na história de Miguel de Cervantes, o personagem Dom Quixote visualiza um moinho e
acha que é um gigante. Sobre o quadrinho acima, é correto afirmar que
a) a linguagem verbal é o elemento principal e único para o entendimento do quadrinho.
b) o uso da linguagem verbal não faz diferença para a compreensão do quadrinho.
c) o uso simultâneo das linguagens verbal e não verbal colabora para o entendimento.
d) o uso da linguagem não verbal não faz diferença para a compreensão do quadrinho.
08
2) O quadrinho utiliza a linguagem verbal e não verbal na construção de uma crítica
social-temporal, uma vez que
a) na Era Medieval, as primeiras expressões de deboche e crítica a determinado tipo social, seja de
forma explícita (nas cantigas de maldizer) ou não direcionada a alguém claramente (nas cantigas de
escárnio), sugerem uma proximidade com a noção atual de bullying.
b) no período trovadoresco, as primeiras expressões de deboche e crítica às mulheres, seja de forma
explícita (nas cantigas de escárnio) ou não direcionada a alguém claramente (nas cantigas de
maldizer), sugerem uma proximidade com a noção atual de bullying.
c) no mundo atual, a prática de bullying é recorrente e a violência física tem aumentado cada vez
mais. Diferente do que acontecia na época da Idade Média, quando os cavaleiros respeitavam as
amadas, de forma explícita ou indireta através das cantigas.
d) no mundo atual, a prática de bullying vem crescendo, mas o quadrinho mostra que o padrão
desde a época da Idade Média é a liberdade de expressão dos oprimidos, a importância do
politicamente correto e as questões da tolerância social.
D017_P Reconhecer o gênero de um texto.
Cantiga da Ribeirinha (tradução)
No mundo ninguém se assemelha a mim
enquanto a minha vida continuar como está,
porque morro por ti, e ai
minha senhora de pele alva e faces rosadas,
quereis que eu vos descreva (retrate)
quando eu vos vi sem manto!
Maldito dia! me levantei
que não vos vi feia (ou seja, que viu a mais bela)
E, minha senhora, desde aquele dia, ai!
tudo me foi muito mal
e vós, filha de don Pai
Moniz, e bem vos parece
de ter eu por vós guarvaia,
pois eu, minha senhora, como prova de amor
de vós nunca recebi
algo, mesmo que sem valor.
Paio Soares de Taveirós
09
3) O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais, seu contexto de uso, sua função
específica, seu objetivo comunicativo e seu formato mais comum relacionam-se com os
conhecimentos construídos socioculturalmente. A análise dos elementos constitutivos
desse poema demonstra que sua função é
A) vender um produto anunciado através de figuras de linguagem e brincando com as palavras
através da língua galego-português.
B) informar sobre a vida de casado com a senhora, utilizando de recursos expressivos e figurados e de
maneira clara e objetiva.
C) ensinar os cuidados com a esposa, com verbos no infinitivo e aconselhar sobre família, utilizando
mecanismos e linguagem denotativa.
D) proporcionar ao leitor uma experiência estética, centrando-se na mensagem e utilizando-se de
criação de ritmos, métricas etc.
4) Ainda sobre a cantiga acima, é possível afirmar que
a) há paralelismo na intejeição “ai”
b) há em todo texto rima isorrítimica.
c) todos os versos se classificam como decassílabos.
d) tem como contexto a Era Moderna.
D025_P Reconhecer efeitos de sentido decorrentes do uso ou função da pontuação e de
outras notações.
Ai dona fea, fostes-vos queixar Ai dona feia, fostes-vos queixar
que vos nunca louv’en[o] meu cantar; que vos nunca louvei em meu cantar;
mais ora quero fazer um cantar mas agora quero fazer um cantar
em que vos loarei todavia; em que vos louvarei ainda;
e vedes como vos quero loar: e vedes como vos quero louvar:
dona fea, velha e sandia! dona feia, velha e idiota!
5) Na cantiga, o emprego da exclamação sugere
a) pouco entusiasmo
b) ênfase da ofensa
c) muita preguiça
d) sequência de sustos
6) Na cantiga, o motivo do emprego dos dois-pontos no penúltimo verso é
a) explicar e esclarecer
b) enumerar e evocar
c) resumir e sintetizar
d) estar no discurso direto
e) exemplificar e citar.
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D043_P Reconhecer recursos estilísticos utilizados na construção de textos.
Ai, dona feia, foste-vos queixar
que nunca vos louvo em meu cantar;
mas agora quero fazer um cantar
em que vos louvares de qualquer modo;
e vede como quero vos louvar: dona feia, velha e maluca!
Dona feia, que Deus me perdoe,
pois tendes tão grande desejo
de que eu vos louve, por este motivo
quero vos louvar já de qualquer modo;
e vede qual será a louvação: dona feia, velha e maluca!
Dona feia, eu nunca vos louvei
em meu trovar, embora tenha trovado muito;
mas agora já farei um bom cantar;
em que vos louvarei de qualquer modo;
e vos direi como vos louvarei: dona feia, velha e maluca!
7) Assinale a alternativa incorreta:
a) Esta é uma cantiga de refrão, constituída por três estrofes de cinco versos.
b) “Ai dona fea” é uma crítica direta feita pelo eu lírico.
c) Quanto à rima, esta apresenta-se emparelhada -AR; -IA; -OM; -EI.
d) Quanto às palavras, a cantiga denota leveza e simplicidade.
8) Qual o recurso estilístico utilizado nos versos “e vede como vos quero louvar: dona
feia, velha e maluca!”?
a) A metáfora, ao comparar indiretamente a dona com pessoas feias, velhas e malucas.
b) A comparação, ao relacionar diretamente a dona com outras mulheres feias, velhas e malucas.
c) A ironia, ao afirmar que iria compor uma louvação, mas que, na verdade, foi um insulto.
d) A personificação, já que se fala de uma mulher feia, velha e maluca.
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Chave de respostas
1) C
2) A
3) D
4) A
5) B
6) D
7) E
8) C
12
SITES DE PESQUISAS:
Currículo do Estado do Espírito Santo. Secretaria da Educação.
Ensino Médio: área de Linguagens e Códigos / Secretaria da Educação,
2020. Disponível em:
<[Link]
o5Z0/view>. Acesso em: 27 abr. de 2024.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular.
Brasília: MEC, 2018.
CESAD - Centro de Educação Superior a Distância. Aula 02 - Literatura -
Cantigas trovadorescas. Universidade Federaal de Sergipe. Disponível em
<[Link]
a_Portuguesa_I_Aula_2.pdf>. Acesso em 02 de maio de 2024.
FILHO, Antônio Cardoso. CESAD - Centro de Educação Superior a
Distância. O poema e seus constituintes (1ª parte). Disponível em
<[Link] 19023 616022012
Teoria_da_Literatura_I_Aula_10.pdf>. Acesso em 02 de maio de 2024.
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