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Intervenção do Estado na Economia Portuguesa

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A intervenção do Estado

na economia
O Estado
• Por ser um ser social, cedo o Homem entendeu que não podia viver
em sociedades onde não existisse um mínimo de organização e de
regras que as tornassem estáveis e justas.
• É da necessidade de compatibilização dos diferentes interesses
existentes, de resolução de conflitos e de organização da própria
sociedade que nasce a noção de Estado

2
• O Estado aparece associado ao conceito de cidade e existe não só
para satisfazer necessidades coletivas – segurança, defesa, etc. -
mas principalmente para promover a felicidade dos cidadãos,
entendida num sentido ético, ou seja, como soma de virtudes
(Aristóteles)
• Muitas são as definições de Estado pois muitas têm, também, sido
as formas que ele foi assumindo ao longo dos tempos.
• O Estado é uma comunidade humana fixada num território que,
dentro das suas fronteiras institui uma determinada ordem política
soberana, com o intuito de garantir segurança, justiça e bem-estar
económico e social aos cidadãos.

3
As funções do Estado
Funções jurídicas Funções não jurídicas

• Legislativa – Criação de normas • Políticas – visam garantir o


jurídicas (leis) superior interesse da Nação
• Executiva – Implementação • Sociais – visam melhorar o
daquelas normas jurídicas (para bem-estar das populações
que as necessidades coletivas sejam
satisfeitas) • Económicas – visam o bom
• Judicial – Administração da funcionamento da economia do
justiça país

4
A organização do Estado português
• Presidência da República
• Poder político

• Assembleia da República
• Poder legislativo

• Governo
• Poder executivo e legislativo

• Tribunais
• Poder judicial São estes os 4 órgãos de
soberania nacional
5
• Para cumprir as suas funções, o Estado cria uma estrutura pesada a
que se dá o nome de Setor Público que, por sua vez, se divide no…

Setor Público Administrativo Setor Empresarial do Estado ou


Setor Público Empresarial
Ao SPA ou Administrações O SEE ou SPE é constituído por
Públicas, cabe desempenhar as todas as empresas propriedade
atividades tradicionais do Estado. (total ou parcial) do Estado, em
Estamos a falar de todos os que este atua como empresário.
órgãos de soberania anteriores

6
Matéria para o teste de 5/março

• Unidade 11 – A intervenção do Estado na economia


• Tudo o que constar do PPT disponibilizado no Teams
• Unidade 10 – As relações económicas com o resto do mundo
• Indicadores de comércio eterno + Políticas comerciais
• Unidade 9 – A Contabilidade Nacional
• Óticas de cálculo do Produto
• Unidade 4- Preços e Mercados
As administrações públicas, incluem

• A Administração Central (ministérios, direções gerais, etc.)


• A Administração Regional (regiões autónomas e seus órgãos de
soberania)
• A Administração Local (autarquias locais)
• Segurança Social
• Fundos autónomos (Universidades, politécnicos, teatros nacionais,
regiões de turismo, etc.)

8
O SEE, é composto por …

• Empresas públicas – capital todo do Estado (normalmente setores


chave da economia: transportes, metalúrgica, cimentos, energia,
etc.)
• Empresas mistas – capitais mistos (públicos e privados)
• Empresas participadas ou intervencionadas – empresas
originalmente de capitais privados onde o Estado decide intervir
para melhorar a sua gestão ou apenas injetando dinheiro que ajude
na sua recuperação financeira

9
• Em Portugal, logo após a revolução de Abril, iniciou-se um processo
de nacionalização de algumas empresas (banca, seguros, cimentos,
petróleo, etc.) que deu origem a um grande conjunto de empresas
públicas
• Este processo começou ser invertido a partir de 1978, quando
algumas destas empresas foram privatizadas (49% do capital),
passando algumas das EP a empresas de capital misto.
• Este processo não foi pacífico já que havia muitas divergências de
opinião

10
• Os defensores do Estado liberal apoiavam as privatizações pois
defendiam que o Estado é mau gestor e que não é capaz de tomar
decisões de forma ágil e rápida, daí que o setor privado fosse
preferível por ser muito melhor

• Os defensores do Estado social criticavam as privatizações,


afirmando que as necessidades coletivas devem ser satisfeitas
pelo Estado e que em muitos casos o deverão ser a preços muito
baixos, o que a lógica do lucro não permite!

11
A intervenção do Estado na atividade económica
• Logo após a 1ª revolução industrial , o chamado capitalismo
industrial deu origem às ideias do liberalismo económico que
assentava na
• Propriedade privada
• Livre iniciativa e concorrência
• Não interferência do Estado
• Manter-se na esfera política (definição do quadro jurídico base da atividade económica)
• Defesa, segurança (policiamento), justiça

• Assim nascia o Estado Liberal

12
• Mas nem tudo correu bem, principalmente quando se começaram a
verificar algumas concentrações de empresas e algumas crises
decorrentes da inadequação da procura à oferta.
• Foi o que aconteceu em 1929 – o mercado não conseguiu
autorregular-se! O Estado precisava intervir!
• A 1ª Grande Guerra também tinha já contribuido para a quebra
desta tradição de não interferência do Estado na economia, pois
verificou-se…
• Necessidade de armamento
• Dificuldades de escoamento dos produtos das empresas
• Desemprego
• …
13
• Aumenta a consciência política dos operários (proletariado) e
consequentemente o seu peso político e as exigências que daqui
decorrem…
• A Grande Depressão que se iniciou nos EUA, atinge o coração da
economia capitalista… O mundo assiste à superprodução, à
inadequação entre a procura e a oferta, ao desemprego,… à
pobreza!
• As ideias de Adam Smith são substituídas pelas de John Maynard
Keynes que defende um Estado intervencionista, cuja ação deveria
ser direcionada no sentido de evitar novas crises.

14
• Este “novo” Estado deveria promover o investimento e assim criar
emprego e gerar rendimento que, por sua vez, iria promover o
investimento privado
• Segundo Keynes assim se evitariam as crises cíclicas do capitalismo,
corrigindo os abusos do liberalismo, garantindo aos cidadãos mais
desfavorecidos (desempregados, idosos, doentes) um rendimento
mínimo que garantisse a sua sobrevivência.
• Esta crise, que se propagou internacionalmente devido ao colapso
do sistema financeiro internacional, levou a que os países
adotassem políticas comerciais protecionistas (EUA, RU), com o
objetivo de proteger a produção nacional

15
• Após a 2ª Grande Guerra assiste-se a um aprofundamento da
intervenção do Estado na economia, agora também com o objetivo
de…
• Dinamizar o desenvolvimento económico,
• Novo sistema de Contabilidade Nacional, e
• Métodos de previsão económica
• Fomentar a justiça social
• Redistribuição dos rendimentos
• Rendimento mínimo
• Concessão de apoios sociais

• É o Estado Providência

16
Funções económicas e sociais do Estado
• Atualmente a complexidade das sociedades necessita de uma
intervenção simultânea do Estado e dos privados na economia, já
que se entende que só assim se promove a eficiência, a equidade e
a estabilidade dos mercados.
• Se o mercado é eficiente, usa os recursos da forma mais racional
possível, i.e., usa a menor quantidade possível de recursos para
produzir a maior quantidade de bens possível e ao mais baixo custo
• Se o mercado é equitativo, promove a justiça social repartindo
equitativamente os rendimentos (repartição secundária)
• Se o mercado é estável, evita crises e flutuações da atividade
económica
17
• Espera-se, então, que o Estado

• promova a eficaz e eficiente utilização dos recursos, com vista ao


crescimento e ao desenvolvimento económicos
• promova a produção de bens públicos
• promova a justiça social (distribuição dos rendimentos mais equitativa)
• estabilize a economia, prevenindo e combatendo crises económico-
financeiras e também reduzindo as flutuações dos níveis de atividade
económica
• Regule (juridicamente) a atividade económica
• Em suma, espera-se que o Estado seja

• Dinamizador Ex: Concessão de subsídios quando há catástrofes,


criação de empresas (SEE)

• Regulador Ex: Definição do salário mínimo nacional e de condições


de higiene e segurança no trabalho

• Fiscalizador Ex: Verificação da obediência às leis

• Planificador Ex: Adequação das metas aos recursos existentes - OGE

19
• A intervenção do Estado na economia justifica-se pelas falhas de
funcionamento dos mercados.
• Os mercados, que hoje em dia são de concorrência imperfeita, muitas vezes
não são eficientes na medida em que a procura do lucro por monopólios,
oligopólios ou concorrência monopolística, não respeita a otimização da
utilização dos recursos para a minimização de custos de produção que levem
a preços de venda baixos.
• Externalidades, isto é, efeitos na comunidade decorrentes da atividade das
empresas. Se estas externalidades são negativas, isto é, nocivas para a
sociedade, muitas vezes as empresas não suportam quaisquer custos daí
resultantes ou então os custos que suportam são de montante inferior aos
que a sociedade suporta

20
• Bens públicos
• Um bem diz-se público se
• é indivisível
• satisfaz necessidades coletivas
• não tem exclusividade nem rivalidade no seu consumo

- A não exclusividade tem a ver com o facto de ninguém poder ser excluído do
seu consumo, i.e., de todos o poderem consumir
- A não rivalidade tem a ver com o facto de cada pessoa o poder consumir na
totalidade
- O facto de ser público não significa que pertença ao Estado
- O facto de ser público significa que tem que estar completamente disponível
para todos

21
• Exemplos de bens públicos:
• Defesa nacional
• Sinais de trânsito
• Iluminação pública
• Hospitais
• Parques nacionais
• Transmissões de rádio e TV

• Aplicações práticas
• Livro, exercícios 11 a 15, p 201

22
Instrumentos de intervenção económica e social
do Estado
• O Estado pode intervir na economia de 3 formas diferentes:
• Intervenção direta
• Planeamento económico
• Políticas económicas e sociais

• Quando produz bens e presta serviços que satisfazem


necessidades coletivas, está a fazer intervenção direta

23
• O planeamento económico consiste na articulação das diferentes
políticas, através de um plano.
• Um plano é um projeto que parte de um conjunto de meios que são
utilizados por um centro de decisão económica para atingir um ou
mais objetivos
• O planeamento da atividade económica feito pelos Estados atuais,
visa articular iniciativas públicas com iniciativas privadas por forma
a obter a máxima eficiência, o mesmo é dizer, a máxima satisfação
de necessidades (individuais e coletivas), com o mínimo dispêndio
de meios (humanos, financeiros e naturais)

24
A Constituição da República Portuguesa, diz na sua Parte II –
Organização económica

“A organização económico-social assenta nos seguintes princípios: (…)


b) Coexistência do sector público, do sector privado e do sector
cooperativo e social de propriedade dos meios de produção;
c) Liberdade de iniciativa e de organização empresarial no âmbito de
uma economia mista; (…)
e) Planeamento democrático do desenvolvimento económico e
social;
(…)” (art. 80º)

25
“Incumbe prioritariamente ao Estado no âmbito económico e social:
a) Promover o aumento do bem-estar social e económico e da qualidade
de vida das pessoas, em especial das mais desfavorecidas, no quadro de
uma estratégia de desenvolvimento sustentável;
b) Promover a justiça social, assegurar a igualdade de oportunidades e
operar as necessárias correcções das desigualdades na distribuição da
riqueza e do rendimento, nomeadamente através da política fiscal;
c) Assegurar a plena utilização das forças produtivas, designadamente
zelando pela eficiência do sector público;
d) Promover a coesão económica e social de todo o território nacional,
orientando o desenvolvimento no sentido de um crescimento equilibrado
de todos os sectores e regiões e eliminando progressivamente as
diferenças económicas e sociais entre a cidade e o campo e entre o litoral
e o interior;(…)” (art. 81º)

26
“Os planos de desenvolvimento económico e social têm por objectivo
promover o crescimento económico, o desenvolvimento harmonioso
e integrado de sectores e regiões, a justa repartição individual e
regional do produto nacional, a coordenação da política económica
com as políticas social, educativa e cultural, a defesa do mundo
rural, a preservação do equilíbrio ecológico, a defesa do ambiente e
a qualidade de vida do povo português.” (art. 90º)

“1. Os planos nacionais são elaborados de harmonia com as


respectivas leis das grandes opções …” (art. 91º)

NOTA: Cabe aos governos fazê-los e à AR aprová-los


27
• Para se atingir a desejada maximização da eficiência económica da
produção, é , então, necessário inventariar recursos, identificar as
necessidades prioritárias a satisfazer, os setores de atividade e as
regiões a desenvolver, os benefícios a conceder, etc.
• Apesar das críticas feitas por alguns economistas, o Plano
(obrigatório entre nós) tem vantagens ao nível da coordenação
nacional (das políticas económicas), da organização das EP
(normalmente grandes empresas) e na correção de desequilíbrios
(nacionais ou internacionais)

28
• Um plano económico nacional não impede a existência de iniciativa
privada, bem pelo contrário, ajuda os privados a planificarem as
suas próprias atividades no contexto dos objetivos definidos
superiormente para a economia nacional.
• Então, o Plano é
- Indicativo para o Setor Privado
Não podendo ser impostos aos privados, os objetivos do Plano são
atingidos através de determinadas estratégias, como definição
governamental de taxas de juro, carga fiscal, salário mínimo, etc.
Para estes, o plano é meramente orientador.
- Imperativo para o Setor Público
Os gestores públicos têm que lhe obedecer
29
Exemplo

Suponhamos que das Grandes Opções do Plano (estratégia de


desenvolvimento económico e social) consta a fixação de pessoas em
determinada zona do país para seu consequente desenvolvimento económico.
O que fazer?
• O Estado pode tentar atrair o setor privado, construindo infraestruturas de
acesso e um parque industrial.
• Se isto não funcionar, pode reduzir a taxa de IRC para as empresas que ali se
fixarem e criarem empregos, subsidiar profissionais qualificados, conceder
linhas de crédito bonificadas para reconversão de empresas, etc.
- Programa Trabalhar no Interior

30
Aplicações práticas
1- No âmbito das suas funções económicas e sociais, o Estado, ao aplicar políticas
de redistribuição dos rendimentos, pretende essencialmente garantir a eficiência.
Esta afirmação é…
• A … falsa, porque o Estado, ao reduzir as desigualdades na repartição dos
rendimentos, pretende essencialmente assegurar um aumento das exportações.
• B … falsa, porque o Estado, ao reduzir as desigualdades na repartição dos
rendimentos, pretende essencialmente promover a equidade.
• C … verdadeira, porque o Estado, ao reduzir as desigualdades na repartição dos
rendimentos, pretende essencialmente promover a estabilidade.
• D … verdadeira, porque o Estado, ao reduzir as desigualdades na repartição dos
rendimentos, pretende essencialmente diminuir os custos de produção das
empresas.
R: B
2- Quais são e em que consistem as formas de intervenção do
Estado na economia?
3- O que é um bem público? Escolha-os de entre a lista abaixo
1. Arroz 5. Consulta médica
2. Escola pública 6. Fruta
3. Autocarros 7. Energia elétrica
4. Atmosfera limpa 8. Defesa nacional
Justifique
O Orçamento do Estado
• Se o Estado tem objetivos definidos no Plano, tem que definir
estratégias que lhe permita alcançá-los.
• Anualmente, cada Estado, define estas estratégias e avalia os
recursos de que necessita para as implementar e assim
satisfazer as necessidades a que se propôs no Plano.
• No âmbito das suas funções, o Estado vai ter despesas que
terão que ser financiadas por receitas
• O Orçamento de Estado é o documento onde se faz a previsão
das despesas e das receitas do ano seguinte.

33
• O orçamento de Estado assenta num conjunto de previsões e de
estimativas sobre o comportamento global da economia, o que
significa que lhe subjaz alguma incerteza
• O OE é, então, o documento que permite conhecer o que a
Administração pretende fazer, quanto pensa gastar em cada
uma destas realizações e quais as suas fontes de financiamento,
i.e., permite conhecer a política económica global do Estado.
• Em Portugal o Orçamento Geral do Estado (OGE) é preparado
pelo Ministério das Finanças, aprovado pelo Governo e depois
apresentado à Assembleia da República para discussão e
aprovação final

34
Síntese temática 2º período NOTAS:
1- A resposta tem
Pares 11I Pares 11J que vir escrita com
• Afonso + Edgar a caligrafia de
ambos os
• Alexandre + Diana • Dinis + Raquel
elementos do par.
• Filipe + Beatriz • Diogo + André 2- No final do
• André + Rafaela • Rodrigo +Lara trabalho, devem
• Maria + Eliana • Rafael + Rui escrever algo que
mostre como
• Marta + Letícia • João + Luís
trabalho foi
• Martim L + Martim M • Juliana realizado
• Leandro + Vasco (participação
equitativa?)
• Pedro
3- Duração: 45 min.
• Do relatório sobre o Orçamento Geral do Estado para 2024, retirou-se o
seguinte texto: “Perante uma conjuntura externa marcada por abrandamento
económico e relevantes tensões geopolíticas, e reconhecendo os desafios que
enfrenta a economia nacional, o Orçamento do Estado para 2024 responde com
três prioridades: reforçar os rendimentos, promover o investimento e proteger o
futuro.”
Pretende-se que responda às seguintes questões:
1- As prioridades mencionadas têm que estar em consonância com os atos
legislativos que precedem um OGE. Fale sobre eles. (30 pontos)
2- Que desafios enfrenta, em sua opinião, a economia nacional (30 pontos)
3- Sugira uma medida que o Estado possa tomar para satisfazer cada uma
das prioridades definidas (30 pontos)
Utilização correta da terminologia económica – 10 pontos
Respostas
1- O OGE é o documento que vai prever as despesas e as receitas necessárias à
satisfação dos objetivos definidos no Plano anual previamente definido que, por sua
vez, é feito com base na Lei das Grandes Opções que foi previamente elaborada para
um período de 4 anos.
2- Os desafios atuais são os ligados às tenções geopolíticas de que o texto fala, isto
é, as guerras da Ucrânia e da Palestina e ainda os de caráter nacional, como a
inflação e o da crise na habitação
3- Reforçar os rendimentos: medidas para aumentar os salários; apoiar mais os pais,
os jovens, os reformados; ajudar na habitação
Promover o investimento: medidas de aumento do investimento público; ajuda à
empresas e criação de empresas.
Proteger o futuro: medidas de caráter ambiental, apostar na qualidade dos
serviços públicos (educação, saúde, justiça)
Funções do orçamento:
• Função económico-financeira – “define a gestão dos dinheiros
públicos durante 1 ano civil”

• Função Política – “assegura a separação de poderes”

• Função Jurídica – “porque limita os poderes financeiros da


Administração Pública para o período orçamental”

Assembleia da República , https://www.parlamento.pt/OrcamentoEstado/Paginas/oe-


sobre.aspx 38
Regras inerentes à elaboração do OGE
• Adaptação das receitas às despesas - não devem ser previstas
despesas superiores às receitas a arrecadar e estas devem ser as
estritamente necessárias à realização das despesas
• Limitação das despesas - não podem ser realizadas despesas não
previstas no orçamento (princípio da inscrição orçamental) ou de
montantes maiores do que os previstos (princípio do cabimento
das despesas)
• Exposição do plano financeiro do Estado - como o OE é público, as
pessoas tomam conhecimento sobre as opções do Estado (o que
vai privilegiar), sobre como o dinheiro (que lhes foi retirado) vai ser
gasto e, consequentemente, farão os juízos de valor que
entenderem
• Pode-se, então afirmar que o OE permite:

Gestão eficiente e racional dos dinheiros públicos

Definição de políticas económicas

Definição de políticas financeiras

Definição de políticas sociais

40
As despesas públicas
• As despesas públicas são os gastos realizados pelo Estado no
âmbito das suas funções.
• O Estado deve ter sempre presente a necessidade de
maximização da utilidade social das despesas, ou seja, cada
despesa deve ser precedida de uma ponderação sobre a sua
pertinência, nunca esquecendo que a escassez de recursos, face à
imensidão de necessidades, obriga a definição de prioridades e à
melhor decisão possível.

41
Tipos de despesas

• Despesas correntes: gastos necessários ao normal funcionamento


da administração pública.
• Ex: vencimentos dos funcionários públicos; manuais escolares; eletricidade
das escolas, hospitais, tribunais, etc.; rendas; medicamentos nos hospitais;
apoios sociais; juros da dívida; etc.
• Despesas de capital: gastos com a aquisição de bens duradouros
que aumentam a capacidade produtiva do país
• Ex: Construção de estradas, pontes, barragens e outras infraestruturas;
reembolsos de empréstimos; subsídios ao investimento, etc.

42
Efeitos das despesas públicas
• As despesas públicas, devido ao montante que assumem, têm
um efeito muito importante na economia de um país, seja por
via do consumo, seja por via da produção

Crescimento Económico
Aplicações práticas:
- Livro, p. 204, exercício 17
43
Despesas da Administração Pública M€

Total despesas

Despesas correntes

Despesas de capital

Fonte: Pordata
Administrações Públicas – Despesas em % do PIB

EU -27

PT

Fonte: Pordata
As receitas públicas

• As receitas públicas são os recursos obtidos pelo Estado para


fazer face às despesas pública

46
Tipos de receitas

• Receitas patrimoniais ou voluntárias – provenientes da


venda de património do Estado.
• Ex: Venda de edifícios, rendas de edifícios, lucros do SEE, etc.
• Receitas creditícias – provenientes de empréstimos
contraídos  Dívida pública
• Ex: Certificados de aforro; empréstimos nos mercados financeiros
• Receitas tributárias ou coativas – provenientes de impostos e
taxas e contribuições para a Segurança Social, i.e., definidas
por lei, por isso obrigatórias.
• Um imposto é uma prestação coativa (obrigatória por lei),
pecuniária (paga em dinheiro), unilateral (sem contrapartida),
estabelecida por lei e sem caráter de sanção (por isto se distingue
de uma multa)
• Impostos diretos (IRS, IRC, IMI, IUC)
• Impostos indiretos (IVA, ISP, IS)

• Uma taxa é o pagamento de serviços prestados pelo Estado


• Pagamento de propinas, taxas moderadoras dos hospitais, etc.

48
CARGA FISCAL
31,2 37,7

Contribuições sociais 12,2


9,9
Efeitos das receitas públicas
• Os impostos, como grandes contribuidores das receitas públicas,
podem ser elemento de aumento ou diminuição da equidade
social.
• Se os impostos forem progressivos
• Se os impostos forem regressivos

50
Outras classificações de despesas e receitas públicas
Despesas Receitas
• Classificação funcional • Classificação económica
• Despesas de soberania • Receitas correntes
• Despesas sociais • Impostos, taxas, multas, etc.
• Despesas económicas • Receitas de capital
• Venda de património
• Classificação económica
• Aplicação de poupança
• Despesas de educação
• Obtenção de empréstimos
• Despesas de saúde • Etc.
• Despesas de justiça
• Despesas de defesa
• Etc. Esta é a classificação normalmente usada no OGE.
.
51
Total receitas

Receitas correntes

Receitas de capital
Aplicações práticas:

• Livro, p. 207, exercícios 19 e 20


pp. 222 a 225, exercícios 1, 3, 5, 6, 9 e 13
Avaliação do 3º período
• Teste: 60%
- 28/maio/2024
• Trabalho prático: 25%
- 14 e 16/maio/2024 (11I e 11J)
• Síntese temática 15%
- maio/2024

54
Trabalho prático – 11I
Grupos: Temas:
1-Beatriz, Letícia, Marta e 1- Eleições Europeias
Martim M
2-Vasco, Eliana, Leandro, 2-O Orçamento da UE
Martim L e Rafaela
3- Afonso, Alexandre, André e 3-Apoios financeiros
Filipe
4- Diana, Edgar, Maria e Pedro 4- Alterações climáticas
Datas importantes

• 30/04/2024 – Índice pormenorizado do trabalho e


análise à informação já recolhida
• 07/05/2024 – Análise do trabalho já feito
• 14/05/2024 – Apresentação dos trabalhos
Trabalho prático – 11J
Grupos: Temas:
1- Luís, Raquel e Rui 1- Eleições Europeias
2-Juliana e João 2-O Orçamento da UE
3-Lara, Rafael e Rodrigo 3-Apoios financeiros
4- André, Dinis e Diogo 4- Alterações climáticas

Datas importantes:
30/04/2024 – Índice pormenorizado do trabalho e análise à informação já
recolhida
09/05/2024 – Análise do trabalho já feito
16/05/2024 – Apresentação dos trabalhos
O saldo orçamental

• O saldo do orçamento é a diferença entre o valor das receitas e


das despesas que dele constam
• Se receitas > despesas  Superavit ou excedente
• Se receitas = despesas  Saldo nulo (equilíbrio)
• Se receitas < despesas  Deficit ou défice
• A situação de deficit é, infelizmente, muito comum e é ela que
provoca a necessidade de contração de empréstimos, razão
pela qual no OE também se inclui a dívida pública em todas as
suas dimensões: emissão, pagamento de juros e reembolso

58
Lei quadro da dívida pública – art. 10º
Formas da dívida pública
1 - A dívida pública poderá assumir as seguintes formas:
a) Contrato;
b) Obrigações do Tesouro;
c) Bilhetes do Tesouro;
d) Certificados de aforro;
e) Certificados especiais de dívida pública;
f) Promissórias;
2 - A dívida pública directa pode ser representada por títulos, nominativos ou ao portador, ou
assumir forma meramente escritural. (…)
4- Até à respectiva extinção, serão ainda consideradas as seguintes formas de dívida pública
directa:
a) Certificados de renda perpétua;
b) Certificados de renda vitalícia (…)
• O saldo orçamental, em todas as suas componentes, é um bom
indicador da situação económica de um país, pois permite medir o
impacte do OGE na economia do país.
• Porquê?
• Por causa da influência que as receitas e as despesas públicas têm na
atividade económica. Vejamos…
Atividade económica
PIB - Ótica da despesa

PIB = C + G + FBC + X - M Há, nesta fórmula, algo que


esteja relacionado com o
OGE?
Sim, o G que tem efeitos
no C e na FBC 60
• Mas também podemos calcular este PIB pela ótica do rendimento,
pois cada vez que algo é produzido e vendido, alguém recebe o
respetivo rendimento, rendimento este que só pode ter um de 3
destinos …
PIB = RIB = Consumo + Poupança (S) + Impostos (T)

Então C + G + FBC + X – M = C + S + T
G + FBC + (X – M) = S + T
(T – G) = (X – M) – (S - FBC)
Está o saldo orçamental nesta equação? Sim
61
• Aqui, este saldo orçamental, é medido pelo saldo privado, a
diferença entre a S e a FBC e pelo saldo exterior (X – M), apurado
na Balança de Pagamentos
• O saldo orçamental pode ser analisado segundo diferentes
perspetivas, dando origem a valores, obviamente, diferentes.
• Saldo orçamental corrente = receitas correntes – despesas
correntes
• Este saldo diz-nos qual a capacidade que o Estado tem de
financiar as suas despesas ordinárias e de simultaneamente ter
alguma poupança para financiar parte dos seus investimentos

62
O OGE deve
ter saldo
zero devido
à regra da
adaptação
das receitas
às despesas

63
• Saldo orçamental de capital = receitas de capital – despesas de
capital
• O valor deste saldo deve ser simétrico ao do saldo orçamental corrente
• Saldo orçamental global ou convencional = receitas efetivas –
despesas efetivas
• As receitas efetivas são o total de receitas sem emissão de dívida
pública, e as despesas efetivas são o total de despesas sem
reembolsos/amortizações da dívida pública
• Saldo orçamental primário – saldo orçamental global expurgado de
juros da dívida pública e outros encargos com ela relacionados

64
• Para muitos, o saldo orçamental corrente é o verdadeiro saldo
orçamental. Os que assim pensam, afirmam que há superavit
sempre que as receitas correntes > despesas correntes; há deficit
quando as receitas de capital financiam despesas correntes
• Contudo, é o saldo orçamental primário que a U.E. utiliza para
verificar o cumprimento dos critérios de convergência (< 3% do
PIB)

65
Exercícios de aplicação: Para cada frase diga, justificando, se é verdadeira
ou falsa
1. Um saldo orçamental é sempre a diferença entre despesas e receitas F
2. Para que um saldo orçamental seja um excedente, é necessário que as
previsões de receitas públicas atinjam valores superiores às previsões de V
despesas públicas
3. Os saldos orçamentais são normalmente medidos em percentagem do PIB V
4. Nem todas as operações financeiras relacionadas com a dívida pública F
influenciam os saldos orçamentais
5. Um OGE não tem saldo orçamental V
6. O saldo corrente deve ser sempre igual ao saldo de capital F
7. O saldo corrente diz-nos se as Administrações Públicas têm capacidade
de financiamento de despesas de capital V

8. Podemos apurar o valor das despesas efetivas, somando todo o tipo de F


despesas públicas
9. Aquelas despesas efetivas servem para calcular o saldo orçamental F
primário
10. À diferença entre receitas públicas (diminuídas da emissão de dívida
pública) e as despesas públicas (diminuídas de reembolsos da dívida V
pública), dá-se o nome de saldo global ou convencional
11. O saldo orçamental primário não é influenciado pelas 3 operações que
a dívida pública pode provocar V
12. Apesar de muitos considerarem que o melhor destes saldos é o
primário, é o saldo global que é usado na U.E. para efeitos de critérios F
de convergência.
13. Todas as receitas decorrentes do património imobiliário do Estado
integram as receitas correntes. F
14. A dívida pública é o montante de empréstimos concedidos pelo
Estado para equilibrar o OGE F
15. As receitas públicas podem ter impacto ao nível do consumo e da
produção de uma economia V
16. Se as despesas efetivas forem de 12 000 M€, as receitas totais forem
de 12 500 M€, o valor de empréstimos obtido no período forem de 4
000 M€ e os juros da dívida pública forem de 234,5 M€, o saldo F
orçamental primário é um défice de 3 734,5 M€
SOP = - 3265,5 M€
De que fala o texto?
• ”O Governo autoriza a (…) IGCP a emitir Obrigações do Tesouro até ao
montante máximo de 25 mil milhões de euros, não podendo o prazo de
vencimento exceder os 50 anos, enquanto os Bilhetes do Tesouro têm um
teto máximo de 20 mil milhões de euros. Os certificados de aforro e de
certificados do tesouro poupança crescimento têm o montante máximo
de seis mil milhões.”
Observador 1/04/2020
R: Da dívida pública
. Livro, p. 208, exercício 22
p. 207, exercício 21
p. 226, exercícios 16 a 18
A importância do OE
• O OE é um instrumento fundamental da política económica e
financeira do Estado, razão pela qual cada OE é profundamente
analisado por muitos, principalmente por políticos, analistas,
comentadores, etc.
• Esta análise dá, normalmente, atenção à origem das receitas, ao
tipo de despesas e à distribuição das despesas pelos diferentes
ministérios
• Esta análise leva a conclusões que variam com as ideias político-
económicas do analista, daí que a mesma pergunta possa ter
respostas opostas…
70
• Mas a verdade é que é a partir do OGE e das Grandes Opções do
Plano que ficamos a saber quais as medidas que o Estado
pretende implementar e como elas afetarão a nossa vida, quer
em termos económicos quer sociais.
• Porque aqueles documentos contêm as políticas económicas e
sociais do Estado, diz-se que ele é um importante instrumento de
intervenção económica e social
PLANO
(articulação das diferentes políticas)
Então…

Aplicações práticas: ORÇAMENTO


1- Explique de que modo as (previsão de despesas e receitas
públicas para concretização das
despesas públicas operam a políticas)
redistribuição do rendimento
2- Em sua opinião, por que
razão se diz que a dívida CONTAS PÚBLICAS
pública é um fardo para as (registo da forma como o Orçamento
foi executado)
gerações futuras?

TRIBUNAL DE CONTAS
(controlo e fiscalização da execução
orçamental)
72
Políticas económicas e sociais
• Objetivos idênticos ao das outras formas de intervenção do Estado
na economia: corrigir desequilíbrios, uso mais eficaz dos recursos
• Uma política económica e social é um conjunto de decisões e de
ações coerentes, tomadas pelo poder político (Estado), que visam,
através da utilização de alguns instrumentos, a consecução de
determinados objetivos de caráter económico e social
• Fala-se de política económica e social e não de política económica
e de política social pois na maioria dos casos as políticas
económicas têm efeitos sociais
• Ex: Aumento da taxa de IVA; benefícios fiscais à criação de empregos

73
• Os grandes objetivos destas políticas são
• Promover o crescimento económico
• Proporcionar a criação de emprego
• Garantir a estabilidade dos preços
• Assegurar o equilíbrio das contas externas

• Que tipo de políticas económicas e sociais deve o Estado


implementar?
• Depende das circunstâncias

• A verdade é que, por vezes, há conflitos entre os diferentes


objetivos que se pretendem alcançar

74
A conflitualidade entre objetivos
• Em política económica, pode querer atingir-se vários objetivos em
simultâneo, por exemplo, pode querer-se ter crescimento
económico, controlar a inflação, diminuir ao desemprego e
diminuir o défice orçamental
• Ora, pode o Estado decidir promover o investimento para
contribuir para o crescimento económico e reduzir o desemprego,
mas, com certeza, este aumento do rendimento das famílias vai
fazer aumentar a procura de bens que, se não houver idêntico
aumento da oferta, pode provocar aumentos da inflação.
Simultaneamente, o aumento da despesa pública (investimento),
vai agravar o défice orçamental Conflitos entre objetivos
Tipos de políticas

• Políticas conjunturais – políticas aplicadas no curto prazo, que


visam resolver desequilíbrios do momento
• São políticas conjunturais as políticas fiscal, orçamental, monetária, de
preços, de combate ao desemprego e de redistribuição de rendimentos
• Políticas estruturais – políticas aplicadas no médio e longo prazo,
que visam trazer solidez ao sistema
• São políticas estruturais todas as políticas de crescimento económico,
como as políticas agrícola, industrial e de turismo (políticas setoriais) e
também as políticas de educação, de saúde, do ambiente, de segurança
social (políticas de sustentabilidade da qualidade de vida dos cidadãos)

76
• Estrutura – “O que permite que uma construção se sustente e
se mantenha sólida
- O que serve de sustento ou de apoio”
- “Disposição ou organização na qual as partes são
dependentes do todo e, por conseguinte, solidárias umas das
outras”
•Conjuntura – “Conjunto de circunstâncias ou acontecimentos
de um dado momento”
- “ Estado de coisas resultante do encontro mais ou
menos fortuito de certos acontecimentos”
Dicionário Priberam

Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora

77
Política fiscal
• Traduz-se na criação de impostos

Tem efeitos na redistribuição de rendimentos

Se o Estado quer aumentar o Se o Estado quer diminuir ao


consumo e o investimento e deficit orçamental, desenvolve
assim promover o crescimento uma política fiscal restritiva
económico, desenvolve uma (Mais impostos)
política expansionista
(Menos impostos) 78
• Obviamente, qualquer uma destas hipóteses tem “efeitos
secundários”,i.e.,
• uma política expansionista pode levar a um deficit orçamental (menos
receitas) ou até a inflação (mais dinheiro  mais procura)
• Uma política restritiva pode levar a menos investimento, mais
desemprego e comprometimento do crescimento económico
• É a conflitualidade entre os objetivos das políticas económicas
e sociais
• Aplicação prática: Identifique os tipos de política fiscal presente no texto:
O novo governo português vai diminuir o IRS até ao 8º escalão e o
governo brasileiro decidiu aumentar o imposto sobre as encomendas
internacionais
79
Política orçamental
• Traduz-se na utilização das receitas e das despesas públicas para
atingir determinados objetivos
• O ciclo económico é sinusoidal, por isso, a fases de expansão
seguem-se fases de recessão
• Quando em fase expansionista, pode ser necessário controlar a inflação e
o aumento do défice orçamental , pelo que se pode aplicar uma política
orçamental restritiva ou retracionista (menos despesa pública)
• Quando em fase de recessão, será necessário promover o crescimento
pelo que se deve implementar uma política expansionista (mais despesa)
Aplicações práticas: Livro, exercícios 27, p. 213
- Que tipo de política orçamental tiveram os governos que
implementar na sequência da pandemia do novo coronavírus? 80
Política monetária
• Traduz-se no controlo da massa monetária em circulação

Expansionista Restritiva
(aumento da massa monetária) (diminuição da massa monetária)
Instrumentos: Taxa de juro, taxa de câmbio, limites ao crédito,
reservas bancárias, etc.
• Expansionista: diminuição da taxa de juro e das reservas bancárias;
aumento dos limites de crédito e da taxa de câmbio (valorização da
moeda)
• Restritiva: o inverso da expansionista

81
• Mais moeda em circulação permite mais consumo e mais
investimento (o crédito é mais fácil e mais barato), mas pode
levar a inflação e défice externo
• Menos moeda em circulação leva a menos consumo e menos
investimento (crédito mais difícil e mais caro), o que pode levar
à diminuição do crescimento económico, a desemprego e a
recessão
• Esta é uma política a que qualquer país da zona euro não pode
recorrer por ser exclusiva do Banco Central Europeu. Assim
sendo as armas de países como Portugal são as políticas fiscal
e orçamental
• Aplicação prática: Livro, p. 219, exercício 35
82
Política de preços
• Traduz-se no controlo dos preços
• Fixação dos preços dos bens essenciais: pão, leite, eletricidade,
gasolina, etc.
• Controlo dos preços de alguns bens, especialmente dos bens
transacionados em mercados monopolistas e oligopolistas,
para garantir que bens essenciais têm preços baixos (subsídios)
e bens de luxo têm preços altos (impostos)
• Controlo dos preços dos fatores de produção, por exemplo, a
fixação do salário mínimo e a da taxa de juro.

83
• Política Fiscal
• Política Orçamental
Políticas Económicas
• Política Monetária
• Política de Preços

Política de combate ao desemprego


Políticas Sociais
Política de redistribuição de rendimentos
Política de combate ao desemprego
• Traduz-se no controlo da taxa de desemprego
• Medidas para a procura de trabalho (empregadores)
• Baixa de salários e/ou dos encargos patronais
• Subsídios às empresas que criem postos de trabalho
• Flexibilização da contratação/despedimento
• Desburocratização da criação de empresas
• Medidas para a oferta de trabalho (trabalhadores)
• Diminuição da idade da reforma
• Prolongamento da formação dos jovens
• Formação profissional

• Ver livro, p. 217 e fazer exercício 30 85


Política de redistribuição de rendimentos

• Traduz-se na diminuição da desigualdade de rendimentos, i.e.,


está associada à proteção social
• Esta política recorre às políticas anteriormente apresentadas,
mormente
- à política fiscal (impostos progressivos)
- à política orçamental (apoios sociais)
- à política de preços, especialmente dos bens públicos (educação, saúde,
transportes públicos, etc.)

86
As políticas económicas e sociais do Estado português
Livro: Ver
• Política fiscal esquema
• O que tem sido feito? p. 214
• O Governo de Passos Coelho aumentou muito os impostos

Política restritiva
• Os Governos de António Costa dizem que os diminuiu!

Política expansionista

• O Governo de Luís Montenegro diz que os vai diminuir

87
Livro: Ver esquema p. 213
• Política orçamental
• O objetivo do controlo do défice orçamental, tem sido muito difícil de alcançar em
Portugal, contudo em 2019 houve um excedente de 0,1% do PIB. A partir daí
• 2020 – previsto excedente, mas acabou por ser défice de 5,8% do PIB.
• 2021 - (2,9)% do PIB
• 2022 - o OGE chumbado em outubro de 2021 previa défice de 3,2% do PIB, depois foi
feita uma revisão em baixa para 1,9% e acabou em 0,3%
• 2023 – excedente de 1,2% do PIB
• Se a isto juntarmos a taxa de crescimento real do PIB do país
2019 – 2,68%; 2020 - (8,30)%; 2021 – 5,7%; 2022 – 6,8%; 2023 – 2,3%

… A coisa não está muito boa, mas está a melhorar!

88
• Política monetária:

• Não se aplica
• Política de emprego

• Reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC): CNO,


CQEP, Qualifica
• Aumento da escolaridade obrigatória
• Aumento da idade da reforma
• Flexibilização de contratação e despedimento
• Apoios financeiros a empresas que criem postos de trabalho
• Lay-off simplificado (proibição de despedimentos)

Taxas de desemprego: 2013 – 17,1% (H – 17%; M- 17,1%; J – 38,1%)


2019 - 6,6% (H – 6%; M – 7,3%; J - 18,3%)
2021 - 6,6% (H – 6,3%; M – 6,9%; J - 23,4%)
2023 – 6,5% (H – 6,1%; M – 6,9%; J - 20,3%)
90
• Política de redistribuição de rendimentos
• Já sabemos desde a unidade 6 que Portugal é um país com
desigualdades e que elas estão acima da média da U.E.
• As políticas conjunturais e estruturais, não são opostas, antes
são complementares.
• Muitas vezes as intervenções de natureza estrutural são levadas
a cabo através de políticas conjunturais
• Ex: A adesão ao euro originou a obrigatoriedade de políticas orçamentais
que reduzissem os défices e as dívidas públicas
• Outras vezes, as políticas estruturais podem ajudar ao sucesso
das políticas conjunturais
• Ex: Os recursos obtidos a partir de privatizações (estrutural) contribuem
para o sucesso de políticas conjunturais, nomeadamente da política
orçamental

92
Aplicações práticas:
1- Livro p. 219, exercício 34
pp. 222 a 226, exercícios 4, 7, 8, 10, 14
p. 229, exercício 2
2- A atribuição de subsídio de desemprego é uma medida utilizada pelo
Estado para atenuar os efeitos do desemprego, constituindo,
simultaneamente, uma forma de redistribuição do rendimento.
• Explique o papel do Estado na redistribuição do rendimento
• Classifique o subsídio de desemprego enquanto prestação social incluída
no Orçamento Geral do Estado. Justifique devidamente
3- Refira os indicadores que conhece para a avaliação das desigualdades
sociais
R: Limiar da pobreza, Risco de pobreza, S80/S20, S90/S10, Curva de
Lorenz, Coeficiente de Gini e Rendimento per capita 93

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