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Resolução de Exame: Economia e Finanças Públicas

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Economia e Finanças Públicas

Exame Época de Recurso – 2022-23

Tópicos de Resolução
Nota: Na resposta a uma pergunta de âmbito normativo, pode admitir-se diferentes respostas, desde que
convenientemente fundamentadas nos seus argumentos e consistentes com as premissas explicitadas e
os referenciais teóricos. Já nas questões de natureza quantitativa existe apenas uma resposta correta,
devendo os cálculos ser explicados. Em certos casos, não é necessário todo o desenvolvimento dos tópicos
abaixo enunciados para uma resposta correta, mas uma correção mais desenvolvida ajuda a ver várias
perspetivas de resposta.

Grupo 1

TÓPICOS DE RESOLUÇÃO

1a)
A tipologia de funções do sector público de Musgrave são: afetação, distribuição e
estabilização. Nos seus fundamentos económicos, as duas primeiras inserem-se numa
ótica microeconómica e a terceira numa ótica macroeconómica.
A função estabilização engloba o conjunto de intervenções que procura influenciar as
variáveis agregadas relevantes para a promoção do crescimento económico (PIB), o nível
de emprego/desemprego, controlo da inflação, promoção do equilíbrio e sustentabilidade
das contas externas e das contas públicas.
Exemplos de políticas públicas concretas nesta função: incremento do investimento
público; incentivos ao investimento privado; incentivos às exportações; políticas de
formação profissional; política salarial/rendimentos na função pública; políticas de
segurança social (transferências/ prestações sociais), etc.

1b)
As Finanças Modernas combinam as finanças intervencionistas e constitucionalismo
financeiro.
A classificação deste tipo de sistema de FP, algo híbrido, surge no âmbito da realidade
das instituições europeias, associado ao aprofundamento histórico do processo de
integração económica, em especial nas questões da coordenação das políticas orçamentais
exigidas pela UEM e pelo desígnio da estabilidade do euro.
Apesar das diferenças e especificidades entre os vários Estados-membros, é possível
identificar características genéricas comuns nos perfis dos seus sistemas de FP:
-- prioridade na orientação dos recursos para o crescimento económico e
competitividade e para a promoção da justiça social e redução das desigualdades;

1
-- Sustentabilidade das FP: défices e dívida pública controlados, visando a sua
estabilidade intertemporal, com acordo sobre regras constitucionais de orientação da
disciplina orçamental, previstas nos Tratados europeus
-- Fomento da “regra de ouro” no financiamento da despesa pública: despesas
correntes financiadas por impostos do período; despesa de capital pode admitir
recurso à dívida;
-- a atividade financeira do Estado vai para além das AP, abrangendo também a
existência de um sector público empresarial.

2.
A provisão privada de um bem público implica alguma forma de exclusão: impor uma
taxa, tarifa ou preço para permitir o seu acesso por parte dos utilizadores.
No caso de um bem público, por definição, não há rivalidade no consumo para todos os
indivíduos simultaneamente. O custo de oportunidade de se ter mais um indivíduo a
consumir o bem é nulo. Se for introduzida uma forma de provisão privada de um bem
público não congestionado, isso leva a uma situação de ineficiência económica porque
provocará uma redução da quantidade consumida sem que daí resulte qualquer benefício
em termos de variação positiva do bem-estar social. Racionar o consumo de um bem
público exercendo alguma forma de exclusão (provisão privada) não se traduz em
benefícios sociais. [ver ilustração na Fig. 3.3 livro teórico EFP (pg. 55, 6ª Ed.); mas não
era necessário/exigido fazer o gráfico na resposta!]
A provisão pública de um bem privado corresponde ao fornecimento do bem aos
cidadãos de forma gratuita, ou por um valor muito inferior ao custo médio/ custo
marginal. Tal pode conduzir a uma situação de sobreconsumo, provocando desperdício e,
portanto, ineficiência na afetação dos recursos, quer nesse mercado como nos restantes
[ver Fig. 3.15 na pg. 86 do manual EFP, 6ª ed. – mas não é necessário apresentar gráfico
na resposta!].
Existe base para concordarmos com a frase do enunciado: ainda que por razões diferentes,
de acordo com as situações e os efeitos de diferentes formas de provisão sobre distintas
naturezas de bens económicos, quer a provisão privada de um bem público quer a
provisão pública de um bem privado conduzem a estados de ineficiência económica na
afetação dos recursos.

2
Grupo 2

3.

A afirmação é verdadeira e traduz a convexidade da curva – para iguais acréscimos


proporcionais da taxa de imposto o acréscimo proporcional da receita vai sendo cada vez
menor. Tal pode refletir a ideia de que, com um aumento da taxa, os consumidores tendem
a substituir parte do consumo para outros produtos que são, comparativamente, menos
taxados.

4.
Equidade: esta medida é negativa para a equidade porque, geralmente, os pensionistas
nórdicos que decidem emigrar têm, à partida, um poder de compra maior do que os
pensionistas portugueses.
Eficácia: as receitas geradas pelo sistema fiscal devem ser adequadas e suficientes para
fazer às necessidades. A eficácia financeira é tanto maior quanto mais abrangente for a
base tributável. Assim sendo, a resposta depende se estes pensionistas viriam para
Portugal sem estas regras: se a maioria não viesse, a isenção de IRS contribui para atrair
mais pensionistas e que pagam outros impostos (IVA, entre outros), aumentando a
eficácia financeira. Caso a maioria viesse mesmo com as regras que são aplicadas aos
pensionistas portugueses, então a medida é negativa para a eficácia financeira.

5.
Montante a pagar: 80000*13%- 20000*6%.

6.
O IVA, ao longo da cadeia de valor, gera a necessidade de um duplo reporte – por parte
do comprador e do vendedor – à AT. Por terem interesses divergentes nesse reporte, é
mais provável que ambos reportem o valor verdadeiro da transação. Esses incentivos só
não existem de uma maneira tão pronunciada na última fase da cadeia de valor, quando
é feita a venda ao consumidor final, se este não tiver incentivos para pedir uma fatura.

3
Grupo 3

Tópicos de resolução grupo 3 239300


7.
C D E F G

(millions of euros) Central Government


Regional and Local Government
Social Security General Government
Effective revenues (current and capital) 71 059 14 002 35 523 102 582
Transferências correntes e de capital, das quais:
Transfers from other subsectors of the General Government 1857 5 244 10 901
Effective spending (current and capital) 78 815 13 862 31 457 106 132
From wich
Spending with personal 19 005 4 967 303 24 275
Interest payments 6 416 181 7 6 604
Transfers to other subsectors of the General Government 16 048 192 1 762
Primary balance -1 340 321 4 073 3 054 3 054
Budget balance -7 756 140 4 066 -3 550

1,3% do PIB

8.a)
Fase I - Elaboração do Programa de Estabilidade até 15 de abril, elaboração do OE e
da respetiva proposta de lei até 10 de outubro (desde 2020), pelo Governo.
Fase II - Discussão, alterações e votação da proposta de lei, pela Assembleia da
República.
Fase III - Execução e mandar executar (da Lei) do OE, pelo Governo.
Fase IV – Elaboração pelo Governo e discussão, votação e fiscalização da Conta Geral
do Estado pela Assembleia da República.
Explicações adicionais simples.

8.b)

Três tipos de receitas:


 Receitas correntes efetivas;

4
 Receitas de capital efetivas;
 E receitas de capital não efetivas (11. e 12.), que resultam de operações com ativos
e passivos financeiros, nomeadamente empréstimos e amortizações de dívida
pública.

Grupo 4

9.
Dados do Exercicio 9 Valor Unidade
1 Dívida Pública em t-1 142000 M.€
2 Receitas Públicas 55000
3 Despesas Primárias 59000
4 Taxa de Juro Implícita na Dívida Pública 3%
5 Injeção de Capital em Empresas Públicas Mercantis 2500
6 Receitas de Privatizações 890
7 Amortizações de dívida pública no ano t 18000

Soluções Exercicio 9 (cálculos):

9a) 8 Saldo primário=receitas efetivas - despesas primárias -4000


Nota: as receitas de privatizações, são não efetivas
Juros t=taxa de juro implícita na dívida pública*Dívida (t-
9 1) 4260

10 Saldo global=saldo primário - Juros -8260


(ou Saldo global= Receitas Públicas -(despesas primárias +juros)

9b) 11 Necessidades Líquidas de Financiamento (NLF) 9870


11=Défice Orçamental+Injeção de capital em EPMercantis-R. Priv=s-10+5-6
12 Necessidades Brutas de Financiamento 27870
12=NLF + Amortizações da Dívida=11+7
13 Dívida Pública Bruta das APs em ano t=(1)+(11)= 151870

9c) Divida bruta das administrações públicas no PIB deve ser inferior a 60%

Se tal não for o caso, o governo deve tentar reduzir em 1/20 o excesso da dívida
em relação aos 60%. Por exemplo, com rácio da dívida de 100%; 100%-60%=40%,
pelo que a redução deverá ser de 2% ao ano.

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