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Tabela Periódica: História e Classificação

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TRABALHO DE QUÍMICA

11ª classe

Tema : Tabela Periódica

Nampula
2024
Nome
Willton Fernandes Macaza

11ª classe

Tema: Tabela Periódica

O presente trabalho de investigação científica sobre Tabela Periódica 11ª classe, e é de


carácter avaliativo lecionado pelo Docente/ Professor
José Januário Francisco Chiporo

Nampula
2024

Índice
1. Introdução………………..
2. História da Tabela Periódica……………….
3. A Classificação Periódica de Mendeleev ………………….
4. Lei Periódica Moderna……………………
5. Propriedades na tabela periódica ………………..
6. Periódicas e Aperiodicas ……………….
Introdução

A tabela periódica é uma organização dos elementos químicos em forma de uma grade,
que mostra a relação entre os elementos de acordo com suas propriedades químicas e
físicas. Ela é uma ferramenta fundamental na química, pois permite visualizar e
compreender a estrutura e o comportamento dos elementos. A tabela periódica moderna
é organizada em ordem crescente de número atômico, que é o número de prótons no
núcleo de um átomo. Os elementos são dispostos em linhas horizontais chamadas
períodos e em colunas verticais chamadas grupos. Cada elemento na tabela periódica
possui um símbolo químico único e propriedades específicas que o distinguem de outros
elementos. A tabela periódica é uma representação eficaz e organizada dos elementos
conhecidos atualmente, e sua estrutura ajuda os cientistas a prever o comportamento e
as reações químicas dos elementos.

História da Tabela Periódica


História da tabela periódica começa em 1829 com a “lei das tríades” de Johann
Wolfgang Döbereiner e termina com a disposição sistemática de Dmitri Mendeleev e
Lothar Meyer dos elementos químicos demonstrando a periodicidade dos mesmos em
uma tabela organizada. Teorias para explicar a matéria foram elaboradas pelos filósofos
gregos ainda na Antiguidade, pelo qual postulava-se que toda a matéria era formada a
partir de quatro elementos que poderiam ser transformados um no outro, conceito
explorado pela alquimia.

Tabela proposta por Mendeleyev em 1869.


A partir da separação da alquimia da química no século XVI, e posteriormente o
trabalho de Antoine Lavoisier que incluiu a organização de uma lista com os elementos
conhecidos até a época, foram iniciados os avanços científicos para definição e
compreensão da matéria. Durante os anos seguintes, um grande volume de
conhecimento relativo às propriedades dos elementos e seus compostos foram
adquiridos pelos químicos.

Com o aumento do número de elementos descobertos, os cientistas iniciaram a


investigação de modelos para reconhecer as propriedades e desenvolver esquemas de
classificação. A primeira tentativa foi as tríades de Döbereiner, grupos de três
elementos com propriedades similares, ideia que foi expandida por outros cientistas. O
primeiro modelo organizado que contemplava todos os elementos foi o parafuso telúrico
de Chancourtois, porém sua teoria não teve aceitação inicial. Newlands e Odling
também publicaram tabelas que demonstravam periodicidade, mas sem aceitação
acadêmica.

A primeira tabela a ter aceitação entre os químicos foi elaborada por Dmitri Mendeleev
em 1869, que demonstrava avanços em relação às tentativas de seus antecessores como,
por exemplo, a previsão das propriedades de elementos ainda a serem descobertos.
Lothar Meyer também havia publicado uma tabela similar concomitantemente, que
posteriormente recebeu reconhecimento científico. Esta versão da tabela de Mendeleev
foi aprimorada ao longo do tempo para contemplar os elementos que vieram a ser
descobertos até atingir o formato padrão da atualidade.
Antecedentes
As tentativas de organizar a matéria em função de suas propriedades remontam a Grécia
antiga, durante o qual filósofos como Tales de Mileto, Heráclito, Anaximandro e
Anaximenes conjecturavam sobre a divisão da matéria. Tales acreditava que toda
matéria provinha da água enquanto Anaximenes, Heráclito e Anaximandro
acrescentaram o ar, fogo e o ápeiron, respectivamente. O filósofo Empédocles
consolidou a teoria dos quatro elementos, incluindo a terra e retirando o ápeiron,
formando assim as quatro entidades de elementos que seriam mantidos pelos
alquimistas. Posteriormente, Platão, Filolau e Aristóteles viriam a postular a inclusão de
um quinto elemento, denominado quita essentia por Aristóteles e que seria a matéria que
constitui os céus. Platão foi o primeiro a postular que cada elemento teria uma forma
específica e a possibilidade de transformação de um elemento em outro, conceito que
foi empregado na alquimia.[1][2]

Até meados do século XVIII, outros elementos foram postulados como constituintes da
matéria. O alquimista árabe Geber postulou que todos os metais eram constituídos de
mercúrio e enxofre e o alquimista medieval Paracelso postulou o conceito de que o
mercúrio, enxofre e o sal seriam princípios presentes em toda a matéria, teoria esta
chamada de tria prima.[1][3]

Entretanto, tais conceitos não tinham fundamentação científica e a partir do


desenvolvimento do método científico começaram a cair em desuso e uma teoria
alternativa para explicar a matéria começou a ser analisada. O livro The Sceptical
Chymist (1661) de Robert Boyle é considerado um marco na história da química por
negar a existência dos elementais como constituintes da matéria e dar início a uma
abordagem científica da química ao prover a primeira definição de elemento químico. O
livro Traité Élémentaire de Chimie (1789) de Antoine Lavoisier foi o marco seguinte na
história da tabela periódica ao publicar uma lista com 33 substâncias elementares, isto é
que não podiam ser decompostas em reações químicas, e das quais muitas fazem parte
da tabela atual. Lavoisier classificou tais elementos em quatro grupos: substâncias
simples, metálicas, não-metálicas e salificáveis ou terrosas.

Com a sistematização da Lei das proporções definidas por Joseph Louis Proust e lei da
conservação da massa por Lavoisier, foi consolidado o conhecimento que permitiu o
avanço da teoria atômica por John Dalton que formulou o conceito do átomo como
indivisível e imutável e a lei das proporções múltiplas pela qual os átomos se
combinavam numa proporção fixa. Isto permitiu o cálculo da massa atômica relativa
dos átomos e, embora houvesse erros no cálculo de alguns elementos como o oxigênio,
permitiu a identificação e relação inequívoca entre os átomos.

A classificação Periódica de Mendeleev

A classificação de Mendeleev é a base da teoria da estrutura


eletrônica do átomo. Numerando-se em seqüência os elementos de
acordo com a sua classificação, verifica-se que o número de ordem de
cada elemento é igual à carga positiva de seu núcleo atômico. Quanto
às propriedades químicas, são sobretudo função da forma de
agrupamento dos elétrons em torno do núcleo. Quando a carga do
núcleo aumenta de uma unidade e o número de elétrons cresce
respectivamente, os tipos de agrupamento de elétrons repetem-se, o
que determina a periodicidade nas alterações das propriedades dos
átomos.
A lei de Mendeleev estipula que as propriedades dos elementos são
função periódica do número de ordem ou da carga do núcleo atômico.
A classificação periódica reflete não só as conexões, mas também as
transformações reais dos elementos químicos e seus compostos. As
reações nucleares e a desintegração radioativa dos átomos
correspondem a deslocamentos na classificação periódica, a qual
reflete ainda a evolução da matéria sideral e a repartição dos
compostos químicos ao longo da evolução da Terra.

Lei Periódica Moderna


A lei periódica é a base da tabela periódica dos elementos. De acordo com esta lei,
as propriedades físicas e químicas dos elementos tendem a repetir-se
sistematicamente consoante aumenta o número atômico. A tabela é portanto um
esquema que apresenta os elementos químicos segundo a ordem crescente do número
atômico.
Em suma, quando os elementos químicos são dispostos de forma regular, então a lei
periódica define uma regularidade nas propriedades químicas e nas propriedades físicas
desses elementos.
No entanto, esse comportamento ficaria em evidência apenas quando um número
elevado desses elementos químicos fossem descobertos, coisa que aconteceu por volta
do século XIX. Assim, tem-se como os primeiros grupos de elementos que continham
propriedades semelhantes aqueles elementos que hoje são conhecidos como metais
alcalinos e halogênios.

O químico britânico John Alexander Reina Newlands (1838-1898) foi um dos


precursores deste conceito ao propor a Lei das Oitavas, segundo a qual em cada oito dos
elementos se encontram propriedades similares. Partindo da mesma ideia, Newlands
elaborou uma tabela periódica em 1863.

O químico alemão Julius Lothar Meyer (1830-1895) baseou-se nestas noções para
determinar os volumes atômicos dos elementos. Depois de calcular os pesos (massas)
atômicos e dispor os respectivos valores sob a forma de gráfico, pôde comprovar que o
aumento do peso atômico correspondia a um incremento das propriedades físicas. Os
trabalhos de Meyer referentes à lei periódica foram publicados em 1870.

No entanto, foi o químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907) que ficou com o mérito
histórico de criador da tabela periódica dos elementos. Mendeleiev ordenou os
elementos de acordo com a sua massa atómica, colocando numa mesma coluna aqueles
que tinham algo em comum. A sua tabela, apresentada em 1869, tem por base a variação
manual das propriedades químicas.

Na vertical, as colunas da tabela periódica são conhecidas pelo nome de grupos e


incluem elementos com uma mesma valência atômica (e, por conseguinte, propriedades
similares entre si). Por sua vez, as linhas, que se encontram na horizontal, chamam-se
períodos e apresentam elementos com propriedades diferentes mas massas similares.

Contudo, a história da tabela periódica começara bem antes, mais especificamente em


1829 com a lei chamada de “lei das tríades” criada pelo químico alemão Johann
Wolfgang Döbereiner. Nesse modelo os elementos químicos eram agrupados e cada
grupo possuía três elementos que tinham alguma semelhança química.

Porém, as tríades de D Döbereiner acabaram não recebendo maiores créditos da


comunidade científica daquela época. Mesmo assim ele recebeu o mérito por seu
trabalho haver sido o primeiro a demonstrar algo sobre o que ele acreditava ser uma
relação entre os elementos químicos, o que poderia isso ser visto como um esboço de
uma tabela periódica.

Mas as tentativas de organizar a matéria segundo as suas propriedades existe desde a


Grécia antiga, período esse onde filósofos como Anaximandro, Tales de Mileto,
Anaximenes e Heráclito, faziam suposições quanto a divisão da matéria. Enquanto Tales
cria que as matérias vinham da água, Anaximenes, Heráclito e Anaximandro
adicionavam a isso elementos como ar, fogo e também o ápeiron.

E ainda na Grécia Antiga, os filósofos elaboravam teorias para explicar a matéria. E ali
muitos acreditavam que a matéria era composta por quatro elementos e que eles
poderiam se transformar um no outro e tal conceito fora explorado pela alquimia.

Propriedades da tabela periódica

As propriedades periódicas dos elementos químicos são as características inerentes à


esses elementos que variam de acordo com sua posição na tabela periódica, ou seja, com
o número atômico.

As propriedades periódicas são: eletronegatividade, eletropositividade, raio atômico,


afinidade eletrônica, potencial de ionização, densidade atômica, volume atômico,
temperatura de fusão e temperatura de ebulição. As quatro últimas propriedades muitas
vezes são consideradas aperiódicas por apresentarem um certo desordenamento: o
volume atômico cresce, no período, do centro para as extremidades; as temperaturas de
fusão e ebulição crescem com o raio atômico nas famílias da esquerda (1ª e 2ª), e
decrescem nas da direita (gases nobres e halogênios).

Eletronegatividade
A eletronegatividade é a tendência que um átomo tem em receber elétrons em uma
ligação química, logo, não pode ser calculada a eletronegatividade de um átomo isolado.

A escala de Pauling, a mais utilizada, define que a eletronegatividade cresce na família


de baixo para cima, devido à diminuição do raio atômico e do aumento das interações
do núcleo com a eletrosfera; e no período da esquerda pela direita, acompanhando o
aumento do número atômico.
Eletro forma positividade
A da medição da eletropositividade é a mesma da eletronegatividade: através de uma
ligação química. Entretanto, o sentido é o contrário, pois mede a tendência de um átomo
em perder elétrons: os metais são os mais eletropositivos.

A eletropositividade cresce no sentido oposto da eletronegatividade: de cima para baixo


nas famílias e da direita para a esquerda nos períodos.

O frâncio é o elemento mais eletropositivo, logo, tem tendência máxima à oxidação.


Raio Atômico
Raio atômico é, basicamente, a distância do núcleo de um átomo à sua eletrosfera na
camada mais externa. Porém, como o átomo não é rígido, calcula-se o raio atômico
médio definido pela metade da distância entre os centros dos núcleos de dois átomos de

mesmo elemento numa ligação química em estado sólido:


Periódicas
As propriedades dos elementos químicos variam em função de seu número atômico. As
propriedades chamadas periódicas são aquelas que aumentam e diminuem, em
intervalos regulares, com o aumento do número atômico. Ou seja, possuem um padrão
de repetição periódico.

Como a Tabela Periódica é organizada em função do número atômico, as propriedades


periódicas possuem um mesmo sentido de variação dentro dos períodos (linhas) e
grupos (colunas), atingindo valores máximos e mínimos em grupos bem definidos

Quais são as propriedades periódicas


1. Raio Atómico
2. Energia ionização
3. Eletronegatividades
4. Eletropositividade
Oque são propriedades aperiódicas?
As propriedades aperiódicas variam de forma contínua em relação ao número atômico,
de modo que aumentam ou diminuem em função do número atômico, sem apresentar
padrões de repetição em intervalos regulares.
Quais são as principais propriedades Aperiodicas

As principais propriedades aperiódicas são massa atômica, calor


específico, dureza e índice de refração. Veja sobre cada uma delas a
seguir

1. Massa atómica
2. Índice de refração
3. Calor específico
4. Dureza

Diferença Entre Propriedades Periódicas e Aperiodicas

Propriedades periódicas e aperiódicas se alteram em função do


número atômico. A diferença entre elas é a forma como ocorre essa
alteração em relação ao número atômico. Entre as propriedades
periódicas, as mudanças ocorrem em intervalos regulares, com a
variação do número atômico dos elementos.
Conclusão

A história da Tabela Periódica é um registro fascinante da evolução do


entendimento da estrutura dos elementos químicos ao longo do
tempo. Desde os primeiros testes de classificação de elementos até os
modelos modernos, como a Classificação Periódica de Mendeleev e a
Lei Periódica Moderna, a Tabela Periódica passou por vários estágios de
desenvolvimento, refletindo os avanços na compilação

Dmitri Mendeleev é exclusivamente reconhecido por sua contribuição à


classificação dos elementos, desenvolvendo uma versão inicial da
Tabela Periódica em 1869. Seu trabalho foi revolucionário ao prever a
existência de elementos ainda não descobertos e suas propriedades
com base em padrão
A Lei Periódica Moderna, formulada posteriormente, distribuída a
relação entre a estrutura eletrônica dos átomos e sua posição na Tabela
Periódica, reorganizando-a com base

As propriedades da Tabela Periódica são organizadas de acordo com


padrões periódicos, como raio atômico, eletronegatividade, varredura
eletrônica e energia de ionização. Essas propriedades variam de forma
previsível ao longo dos períodos e grupos da Tabela Peri

As propriedades aperiódicas, por outro lado, não seguem os padrões


dos jornais claros e incluem características como massa atômica e
estado de oxidação, que não mostram uma

Bibliografia

Eric R. Scerri, “Uma breve introdução à tabela periódica” (Universidade


de Oxford P

John Emsley, “Blocos de construção da natureza: um guia AZ para os


elementos” (Oxford University Press

Paul Parsons, “A Tabela Periódica: Um Guia Visual para os Elementos”


(Quercus, 201

Peter Atkins, “O Reino Periódico: Uma Viagem à Terra do Elemento


Químico

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