DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ÁGUA E ALIMENTOS
• Segundo a OMS cerca de 85% das doenças conhecidas são de
veiculação hídrica ou alimentar→ relacionadas à água ou a
alimentos contaminados.
• As doenças de veiculação hídrica e alimentar são causadas
principalmente por microrganismos patogênicos de origem
entérica, animal ou humana, transmitidos basicamente pela
via fecal-oral:
- Excretados nas fezes de indivíduos infectados e ingeridos
na forma de água ou alimento contaminado com fezes.
CONTAMINAÇÃO DO ALIMENTO
• Contaminação extrínseca:
- Exposição do alimento e da água ao ambiente contaminado
(microrganismos patogênicos ou substâncias tóxicas);
- Manipulação inadequada do alimento;
- Doenças de transmissão fecal-oral. Ex: Salmonelose, Shigelose,
Diarréia do viajante (ETEC), Febre tifóide, Cólera...
• Contaminação intrínseca:
- Em decorrência da infecção do hospedeiro;
- Alimento (carne) contendo formas infectantes do agente. Ex:
Toxoplasmose e Teníase-Cisticercose.
AGENTES INFECCIOSOS
• Infecção do sistema gastrointestinal:
- Gastroenterite.
- Bacterianas:
Vírus o Escherichia coli; Salmonella e Shigella...
- Virais:
- Hepatite A, Rotavírus, Norovírus
Bactérias - Parasitárias:
o Giardia intestinalis, Cryptosporidium
spp, Toxoplasma gondii, Taenia solium,
Taenia saginata e Echinococcus
Parasitas granulosus.
GASTROENTERITE BACTERIANA
• Alimento contaminado:
- Própria bactéria
- Toxina bacteriana
o Toxina: substância de origem
biológica que provoca danos à
saúde .
• Intoxicação alimentar X Infecção
INTOXICAÇÕES ALIMENTARES
• Toxinas bacterianas presentes em
água ou alimentos.
- Staphylococcus aureus
Laboratório de Protozoologia
INTOXICAÇÃO ALIMENTAR
• Alimentos com alto teor de
carboidratos:
- Tortas, cremes, bolos, pudins,
produtos de carne bovina, aves,
salgadinhos, queijos, saladas e
maionese são alimentos muito
manipulados.
• Bactérias são transmitidas pelas
mãos.
Como Reconhecer Uma
Intoxicação Alimentar?
• Período de incubação curto:
- 2 a 6 horas.
• Os sintomas típicos são náuseas, vômitos, dor de
cabeça, dor abdominal e diarréia.
• Não há presença de FEBRE;
• Alguns casos dores musculares e prostração.
Como Tratar Intoxicação Alimentar
• Não existe tratamento específico:
- Não utilizar antibióticos.
- Ingestão de toxina pré-formada.
• Em caso de diarréia:
– Manter-se hidratado bebendo água de
boa qualidade;
Prevenção
• Cuidados no preparo dos alimentos;
• Cuidado com a temperatura de armazenamento;
• Medidas básicas de higiene como lavar as mãos
antes das refeições e depois de usar o banheiro.
Transmissão
• Fecal-oral;
• Ingestão de água e alimentos contaminados
com fezes contendo agentes infecciosos.
Sintomas
• Principais sintomas:
- Diminuição da consistência das fezes;
- Aumento do número de evacuações (geralmente
mais de 3 vezes ao dia).
• Outras manifestações possíveis
- Vômitos, febre, dor abdominal e disenteria (fezes
com muco e sangue).
Prevenção
• Lavar sempre as mãos com água e sabão
- Antes de manipular alimentos;
- Antes das refeições;
- Após utilizar o banheiro.
• Evitar alimentos de procedência duvidosa.
- Não consumir alimentos de vendedores ambulantes.
- Evitar o consumo de alimentos crus (dar preferência por
alimentos cozidos).
• Preferir o consumo de água mineral e, se não for possível,
beber:
- Água filtrada, fervida ou desinfetada;
- Bebidas feitas com água fervida (café e chá).
• Evitar o consumo de água de origem
desconhecida.
• Evitar cubos de gelo.
• Consumir alimentos cozidos ou fervidos,
preparados na hora.
• Evitar o consumo de carnes cruas ou
mal passadas, bem como peixes e frutos
do mar crus.
Tratamento
• Antibiótico (gastroenterite bacteriana).
• Deve-se buscar orientação médica.
SALMONELOSE
• As infecções causadas pelas bactérias do gênero Salmonella
são consideradas as causas mais importantes de DTAs.
- Carne de galinha e ovos crus;
- Carne de suínos e bovinos.
• Vive no trato gastrointestinal de animais (aves, mamíferos e
répteis) e infecta o homem quando existe contaminação de
alimentos ou água com fezes de animais.
- Salmonella typhi é exceção somente o homem é hospedeiro
(não é zoonótica).
• Não é considerada microbiota intestinal normal do homem.
• Classificação (nomenclatura):
- 02 espécies e 06 subespécies:
- S. enterica (subespécies: enterica, salamae, arizonae,
diarizonae, houtenae e indica) e S. bongori.
• Atravessa a camada do epitélio intestinal → alcançam a
lâmina própria (camada na qual as células epiteliais estão
ancoradas) → proliferação → são fagocitadas pelos monócitos
e macrófagos → resposta inflamatória → diarréia.
- A penetração de Salmonella fica limitada à lâmina própria.
Transmissão
• Fecal-oral:
- Ingestão de água e alimentos contaminados
com fezes ou vômitos contendo o Vibrio
cholerae.
- A bactéria invade as células do intestino e
produz uma enterotoxina que provoca diarréia
líquida intensa.
Sintomas
Náusea, vômitos e diarréia aquosa de instalação súbita (horas ou em
até 5 dias), potencialmente fatal, com evolução rápida (horas) para
desidratação grave e diminuição acentuada da pressão sanguínea.
www.bbc.co.uk/.../157_angolacolera/page2.shtml
Distribuição Geográfica
Atualmente a doença ocorre em surtos.
Brasil - não há registro atual de casos de cólera
autóctones desde 2006 (https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-
conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2021/boletim_especial_doencas
_negligenciadas.pdf/view).
• Risco de reintrodução de cólera por viajantes.
Mundo - continente africano (Angola e Sudão).
• Rara em países desenvolvidos.
Prevenção
• Medidas de higiene e saneamento.
• Vacina.
Tratamento
• Antibiótico;
• Deve-se buscar orientação médica.
http://www.anvisa.gov.br/paf/viajantes/diarreia.htm
Transmissão
• Fecal-oral
– Ingestão de água e alimentos contaminados pela
Salmonella typhi.
• A pessoa infectada elimina a bactéria nas fezes e na
urina, independente de apresentar ou não sintomas.
• Período de incubação de 2 semanas.
Sintomas
• Febre alta;
• Dores de cabeça;
• Mal estar geral;
• Falta de apetite;
• Aumento do volume do baço;
• Diarréia e vômito;
• Podem aparecer manchas rosadas na
pele (roséola tífica).
Distribuição Geográfica
Brasil - Maior incidência nas regiões Norte e
Nordeste.
Mundo - amplamente distribuída.
Maior ocorrência em países em
desenvolvimento.
Prevenção
• Medidas de higiene e saneamento.
• Vacina.
Tratamento
• Antibiótico;
• Deve-se buscar orientação médica.
http://www.anvisa.gov.br/paf/viajantes/diarreia.htm
Prevenção
• Vacina contra rotavirus (VORH) → crianças menores de 6 meses:
⁻ Rotavírus pentavalente (VR5), composta por 5 tipos de rotavírus.
Deve ser administrada em três doses: aos 2, 4 e 6 meses.
⁻ Rotavírus monovalente (VRH1), composta por 1 tipo de rotavírus e
deve ser administrada em duas doses: aos 2 e 4 meses.
• Lavar sempre as mãos depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas e
antes de manipular/preparar os alimentos.
• Lavar e desinfetar as superfícies, utensílios e equipamentos usados
na preparação de alimentos.
GIARDÍASE
• Giardia duodenalis
– 2 sinônimos:
o Giardia intestinalis
o Giardia lamblia
• Distribuição mundial;
• Parasita intestinal mais comum em países
desenvolvidos;
• Ásia, África e América Latina:
- 200 milhões de indivíduos sintomáticos
- 500.000 casos novos por ano
GIARDÍASE
• Infecta o homem e animais domésticos:
- Cães, gatos e bovinos.
• Parasitismo:
- Aderem à mucosa intestinal (disco adesivo);
- Não há invasão das células;
- Barreira mecânica para absorção de alimentos;
- Adesão provoca lesões com inflamação;
Transmissão
• Fecal – oral;
• Ingestão de alimentos e água
contaminados com cistos.
Sintomas
• Diarréia (fezes amolecidas) com
duração entre 2 a 4 semanas
(autolimitada);
• Esteatorréia, desconforto abdominal,
náuseas, vômitos, flatulência e perda
de peso;
Período de incubação:
• 1 a 4 semanas (média 7 a 10 dias).
Diagnóstico
• Exame de fezes (coproparasitológico);
• Pesquisa de cistos e trofozoítos;
- Exame de 03 amostras colhidas em dias
alternados;
- Eliminação de cistos é intermitente.
Tratamento
• Derivados imidazólicos
- Metronidazol;
- Secnidazol;
- Tinidazol.
• Orientação médica
Controle
• Difícil
- Grupos A e B circulam entre seres
humanos e animais.
o Austrália: alta proporção de cães
infectados com os grupos A e B.
o 1993: surto no Canadá (veiculação
hídrica) = esquilos como fonte de
infecção.
• Saneamento básico;
• Educação sanitária;
• Filtração da água;
• Lavar bem frutas e verduras.