4º Grupo
Domingos Daniel
Jorge João Limpo
Maria Celso Bomés
Micheque Tonito
Ramadane Luís Filipe Damião
Licenciatura em Ensino de Biologia - 5º Ano
Didática de Química III
Universidade Licungo
Faculdade de Ciências Naturais e Matemática
Educação Aberta à Distância – Gurué
Gurué, Abril de 2023
4º Grupo
Domingos Daniel
João Jorge Limpo
Maria Celso Bomes
Micheque Tonito
Ramadane Luís Damião
Licenciatura em Ensino de Biologia - 5º Ano
Didática de Química III
Docente: Dr. Pedro Muzongue Rainde
Universidade Licungo
Faculdade de Ciências Naturais e Matemática
Educação Aberta à Distância – Gurué
Gurué, Abril de 2023
Índice
Introdução........................................................................................................................................3
A aquisição de conhecimentos pela actividade experimental..........................................................4
A função da experimentação no ensino de química........................................................................5
Exigências para a realização de experiência de demonstração pelo professor................................5
Algumas exigências gerais para a realização das experiências dos alunos.....................................7
Conclusão........................................................................................................................................8
Bibliografia......................................................................................................................................9
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Introdução
O presente trabalho, é uma reflexão de alguns temas relevantes no que a ensino da Quimica
diz respeito. Nele serão abordadas as questões ligadas a aulas praticas (experiências para ser
mais exacto) nas nossas escolas nas aulas de Química, como:
como ocorre o processo de aquisição de conhecimentos a partir da experimentação?
qual e a função da experimentação no PEA de química?
que exigências trazem a experiência de demonstração para o professor no contexto
moçambicano (suas vantagens e desvantagens);
Exigências para a realização das experiências dos alunos (vantagens e desvantagens).
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1. A aquisição de conhecimentos pela actividade experimental
Toda a experiência supõe sempre a aquisição de um certo conheci mento em virtude da
presença imediata de uma realidade. Quer dizer que em toda experiência há um diálogo entre
o nosso espírito e algo distinto. Daí que a primeira coisa que se exige a toda experiência é
que nos deve proporcionar uma certa aquisição e, consequentemente, um certo enriquecimento
do sujeito seja cognitivo, afetivo ou emocional.
PIA GET (1996 :100) considera que, a cognição é um processo racional ativo e interativo que
envolve o sujeito e o meio. Decorre em etapas sequenciais, que se designam estágios de
desenvolvi mento.
Segundo BECKER (2001:36) o conhecimento não está no sujeito quando ele nasce, “o
conhecimento se dá por um processo de interação radical entre o sujeito e o objecto e entre
organismo e meio.
Neste contexto, é necessário desfazer as crenças do senso comum que fazem acreditar que a
ciência é um conjunto de verdades construídas pelos cientistas e que cabe ao professor
transmitir e, aos alunos, memorizar e reproduzi tais verdades. Significa que no processo de
ensino -aprendizagem, o professor poderá fazer o uso da experiência, para em conjunto com os
alunos construir os conhecimentos.
A este propósito, (Ibd.:4 1) refere que uma sala de aulas não pode continuar a ser monopólio do
professor. Não se pode continuar, de um lado, com um professor repetindo interminavelmente
as lições e, do outro, um aluno passivo que, ao entrar na sala de aulas, já se senta aguardando a
acção do professor.
Para PIA GET (apud MORE IRA, 1999:100) o crescimento da criança dá -se por assi mi lação
e acomodação. O que acontece muitas vezes é que os esquemas de acção da criança ou mesmo
do adulto não consegue em assimilar determinada situação. Neste caso, o organismo (mente)
desiste ou se modifica.
Nesta perspectiva, a experiência proporcionar ao aluno um momento de confrontação entre o
que já sabe e o novo conhecimento. Esse conflito possibilita a re-elaboração do novo
conhecimento e a sua respectiva acomodação na mente do aluno. Significa que, há
aprendizagem quando há acomodação , ou seja, uma reestruturação da estrutura cognitiva
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do indivíduo, que resulta em novos esquemas de assimilação a partir de experiências
acomodadas. Portanto, o ensino pode activar este mecanismo, procurando usar na medida do
possível métodos activos como, por exemplo, a elaboração conjunta, o trabalho independente do
aluno, actividade experimental, etc. O ensino pode ser acompanhado de acções e
demonstrações e, sempre que possível, dar ao aluno a oportunidade de agir, isto é, de
realizar trabalhos prático s, de experimentar, etc.
Por conseguinte a tarefa do professor, no processo de ensino - aprendizagem, não é a
penas de transmitir conhecimentos, mas também de ajudar o aluno a organizar os seus
pensamentos, a escolher um caminho na vida, a ter atitudes e convicções que orientem
as suas opções diante dos problemas vividos e situações da vida quotidiana, para além
de lhe dar ferramentas necessárias para ser capaz de interpretar o mundo que o rodeia.
2. A função da experimentação no ensino de química
A experimentação em geral tem um papel muito importante em todas as áreas onde ela seja
necessária. A partir da realização de atividades experimentais, é possível verificar diversos
benefícios no processo de aprendizagem, dentre elas: a participação ativa do aluno no
desenvolvimento de tarefas, que o permitirá melhor assimilar os conteúdos teóricos apresentados
em sala de aula e despertar o interesse do aluno na identificação de processos e fenômenos
científicos, passando por cálculos para o alcance dos resultados.
Já no processo de ensino de Química, a experimentação pode exercer um papel fundamental. Um
dos mais importantes, e que deve ser desenvolvido inicialmente, reside na mudança de atitude
dos alunos, que deixam de se comportar apenas como ouvintes/observadores de aulas expositivas
e passam a refletir, pensar, questionar e argumentar, participando de discussões propostas pelo
professor. Quando se fala em Experimentação no Ensino de Química e Ciências, muitas vezes o
que vêm à lembrança é a utilização de laboratórios e a realização do que muitos acreditam ser
um “show”, com a presença de reações com explosões ou até mesmo a presença de muitas cores.
3. Exigências para a realização de experiência de demonstração pelo professor
Para que uma demonstração seja feita, é necessário prepará -la com antecedência para que na
altura da sua execução seja realizada da melhor forma possível.
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Neste sentido, o professor utiliza a parelhos que possuem um tamanho aceitável que dê o efeito
de demonstração, de modo a permitir que os alunos possam e sejam metodicamente
incentivados a observar, a desenhar, a colocar perguntas e a elaborar o protocolo sobre a
aula.
Para as experiências de demonstração mais eficazes são aqueles em que, o professor examina
cada experiência antes da realização de forma a evitar situações perigosas e resultados
secundários desconhecidos (SZIBURIE S & KOOL, 19 86:45).
É preciso que os aparelhos e instrumentos possuam um tamanho tal que produzam o efeito da
demonstração;
Por exemplo:
tubo de combustão – 40 cm; 20 mm; 500 ml;
balão de vidro – 500 ml;
copo de vidro – 400 a 600ml;
tubo de ensaio – 15 a 30mm
O arranjo dos aparelhos e instrumentos tem de ser visíveis a fim de que todos alunos possam
acompanhar claramente o decorrer da experiência; as quantidades das substâncias que de vem
reagir e os passos da reacção têm que corresponder a estas exigências;
Os tubos de interligação de vidro ou de borracha devem ser relativamente curtos e a corrente dos
produtos químicos da reacção deve ser conduzida da esquerda para a direi ta tal e qual como se
escreve no quadro;
É necessário examinar cada experiência de demonstração antes da aula prevista, utilizando
asmesmas quantidades de substâncias e os mesmos aparelhos que o professore vai colocar em
frente dos alunos, para evitar situações perigosas e resultados secundários imprevistos;
Devem ser amplia das as possibilidades de acção de efeitos, podendo utilizar, por exemplo, o
retroprojector.
Vantagens das experiências de demonstração
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O professor pode dirigir facilmente a atenção dos alunos;
Todos os alunos percebem ao mesmo tempo e bem os mesmos efeitos da experiência;
Podem ser realizadas experiências que possuem um caracter perigoso quanto ao trabalho
dos alunos.
Desvantagens das experiências de demonstração
Montagem e condução das aulas são trabalhosas para o professor;
Difícil atender número grande de alunos;
Riscos de acidentes, em especial em grandes grupos de aluno.
4. Algumas exigências gerais para a realização das experiências dos alunos
As experiências devem ser realizadas de forma fácil; com poucos passos na sua realização.
Os alunos devem aprender a manusear rapidamente os aparelhos; estes que devem ser simples;
Os alunos não devem realizar experiências com substâncias venenosas e com sustâncias que
podem explodir facilmente;
O perigo na realização de experiências pelos alunos deve ser o máximo limitado: as quantidades
das substâncias utilizadas devem ser pequenas; substâncias diluídas.
A montagem dos aparelhos não deve ocupar muito tempo da aula;
Vantagens
Além disso, proporciona aos discentes maior capacidade de reflexão, observação, compreensão e
reformulação dos conhecimentos adquirido
Desvantagens
Podemos destacar algumas desvantagens para os alunos como (desordem, dispersão ou lotação
da turma na sala das experiencias, risco de acidente, falta de reagente ou equipamentos de
proteção adequados , dentre outras.
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Conclusão
Como pode ser visto no desenvolvimento deste trabalho, as aulas praticas são muito importantes
no ensino da Química, pós, a partir da realização de atividades experimentais, é possível verificar
diversos benefícios no processo de aprendizagem, dentre elas: a participação ativa do aluno no
desenvolvimento de tarefas, que o permitirá melhor assimilar os conteúdos teóricos apresentados
em sala de aula e despertar o interesse do aluno na identificação de processos e fenômenos
científicos, passando por cálculos para o alcance dos resultados.
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Bibliografia
PIA GET (1996 :100) apud FRANCISCO Zulmira & Ana Paula
CAMUENDO, Ana Paula, sebenta de Didática de Química III, UP-Maputo, 2007.
SILVA, V. G. a importância da experimentação no ensino de química e Ciências,
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – UNESP BAURU. 2016.
MOREIRA, M. A. Linguagem e aprendizagem significativa. Encontro Internacional Linguagem,
Cultura e Cognoção, II, 2003.
Em pouco tempo pode -se