QUAL É A DIFERENÇA ENTRE PROTOZOARIOS E ALGAS?
As algas são seres eucariontes, fotossintetizantes, clorofiladas, unicelulares ou pluricelulares.
Elas podem viver em ambientes terrestres úmidos e aquáticos de água doce ou salgada.
Apesar de algumas delas se parecerem com plantas, as algas não apresentam folhas, caules ou
raízes. Assim, elas são organismos bem mais simples do que as plantas.
Os protozoários pertencem ao Reino Protista, juntamente com as algas, são heterotróficos,
Por serem eucariontes, apresentam núcleo individualizado e sua única célula exerce todas as
funções que normalmente há nos multicelulares: respiração, excreção e reprodução.
Uma característica típica de suas células é a presença de vacúolos contráteis ou pulsáteis,
com função de realizar regulação osmótica.
Devido à diferença de concentração entre o citoplasma e o ambiente externo, há entrada
constante de água por osmose. Assim, o vacúolo controla a quantidade de água, recolhendo e
eliminando o excesso.
E SUAS CARACTERISTICAS COMUNS!
Todos pertencem ao reino protista
SEMELHANCAS E DIFERENÇAS ENTRE PLANTAS E ALGAS
Semelhança- Presença de parede celular, cloroplastos são autotróficas,
fotossintetizantes.
Diferença- Algas possuem organização mais simples, são uni ou multicelulares, não
possuem tecidos ou órgãos bem desenvolvidos como as plantas. Não apresentam uma
estrutura dividida em raiz, caule e folha.
Figura: Talos nas algas
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE O TALO DAS ALGAS E O CAULE DAS
PLANTAS?
Chama-se de caule o órgão condutor de seivas (tanto seiva bruta como seiva elaborada) das
plantas, por que e que sustenta a copa das árvores. Possui gemas (apical e auxilar) de onde
brotam os nós, os ramos, as folhas e as flores. O meristema é o tecido responsável pelo
crescimento do caule
As algas não possuem tecidos e órgãos especializados. Sendo assim, não tem raiz, caule,
folha e nem flor; seu corpo é um talo, e, por isso, são chamadas de talófitas
As talófitas são conhecidas como algas pluricelulares (com muitas células), pois são plantas
muito simples, pois não apresentam raízes, caules, folhas, flores, frutos e nem sementes. Elas
apresentam apenas um único talo. O talo tem a forma de filamento, lâmina ou raminhos.
Foram os primeiros vegetais que surgiram em nosso planeta.
As talófitas vivem em ambientes aquáticos (mares, rios, lagos e pântanos), em pedras,
troncos de árvores e em superfícies muito úmidas, como: uma superfície verde e pegajosa que
fica sobre os rochedos onde o mar bate, nas paredes de um aquário, de uma piscina, que se
chama limo, e que é formada por minúsculas algas. Algumas algas têm vida livre porque não
estão presas a lugar nenhum, boiam na água, com ajuda dos flutuadores (bolinhas cheias de
ar). Ex.: fucus.
Existem outras algas que vivem presas às rochas, no fundo dos mares ou rios, são fixas por
uma estrutura chamada de apressórios. Todas as algas têm clorofila, por isso realizam a
fotossíntese (produzem seu alimento), não tendo vasos para a condução da seiva. Apesar
disso, nem todas são verdes. Há outros pigmentos que dão várias cores às algas.
Quanto à cor (pigmento), as algas foram classificadas em: clorofíceas, feofíceas e
rodofíceas.
Resumo de características gerais das algas
Tradicionalmente, sobretudo nos livros didáticos voltados para o Ensino Fundamental e
Médio, as algas têm sido classificadas no Reino Protista, ou Protoctista, como sugerido por
Margulis e Schwartz em 1982. No entanto, a classificação dos seres vivos tem passado por
várias modificações, principalmente em função dos avanços em biologia molecular e sua
influência sobre o estudo da evolução dos seres vivos. Tais modificações são, ainda, alvo de
muitos debates entre os cientistas.
Assim, em propostas de classificação mais recentes, como a sugerida por Sandra Baudalf
(2003), o reino protista deixa de existir e os diferentes filos de algas se distribuem por
grandes agrupamentos de seres vivos. Por exemplo, os filos Chlorophyta (algas verdes),
Phaeophyta (algas pardas) e Charophyta (carofíceas) são colocados no mesmo agrupamento
das plantas terrestres. Alguns autores de livros didáticos, mesmo adotando o termo Protista, já
procuram deixar claro que se trata de um coletivo sem valor taxonômico.
De qualquer forma, as algas caracterizam-se por serem organismos eucarióticos unicelulares
ou multicelulares que, em sua maioria, apresentam parede celular formada de celulose e mais
alguma substância como ágar, carragenina, carbonato de cálcio etc. O corpo das algas
multicelulares é chamado de talo e pode apresentar-se como filamentos, lâminas ou estruturas
que lembram caules e folhas de plantas.
As algas são autótrofas, isto é, são capazes de realizar fotossíntese e sintetizar moléculas
orgânicas (alimento) a partir de substâncias inorgânicas e da energia da luz solar. A maioria
apresenta cloroplastos cujo número e forma podem variar, mas que sempre apresentam
clorofila, pigmento importante para a realização da fotossíntese. Além de diferentes tipos de
clorofila (a, b, c, d ou e), os cloroplastos das algas podem apresentar outros pigmentos, tais
como carotenos ou xantofilas. A presença desses pigmentos é uma característica muito
importante como critério de classificação.
O fato de serem autótrofas faz das algas organismos de grande importância ecológica,
representando a base da cadeia alimentar de oceanos e lagos. Além disso, apresentam grande
importância econômica para o ser humano.
Principais grupos de algas Há três filos que agrupam exclusivamente algas unicelulares: as
diatomáceas (Bacillariophyta), os dinoflagelados (Dinophyta) e os euglenóides
(Euglenophyta).
A maioria das espécies nos dois primeiros grupos é encontrada nos oceanos, constituindo o
principal componente do fitoplâncton marinho, enquanto os euglenóides são, na sua maioria,
de água doce. Os euglenóides não possuem parede celular e apresentam uma característica
bastante peculiar: embora possuam cloroplastos e sejam fotossintetizantes, são capazes de
sobreviver na ausência de luz, ingerindo partículas de alimento do meio externo,
comportando-se, nesse caso, como heterótrofos.
No sistema de classificação proposto por Baudalf, os euglenóides encontram-se no mesmo
grupo dos tripanossomas e leishmanias (tradicionalmente classificados como protozoários).
Os euglenóides, assim como os dinoflagelados possuem flagelos que auxiliam sua
locomoção.
O filo dos dinoflagelados abriga algumas espécies curiosas. Algumas delas não possuem
cloroplastos, apresentando alimentação heterotrófica. Outras vivem no interior das células de
protozoários ou de alguns animais marinhos, como cnidários e moluscos, sendo chamadas de
zooxantelas. Há ainda espécies do gênero Noctiluca que emitem uma luz esverdeada
provocando o fenômeno da bioluminescência do mar. Este filo apresenta-se também
relacionado ao fenômeno da maré vermelha em que ocorre uma enorme proliferação dessas
algas, colorindo a água de tons marrom-avermelhados e eliminando substâncias que causam a
morte de animais marinhos.
Tanto os dinoflagelados como as diatomáceas possuem uma carapaça revestindo suas células.
A carapaça das diatomáceas é constituída de sílica e em alguns locais é possível encontrar-se
depósitos de carapaças que se acumularam no fundo do mar ao longo de milhares de anos,
formando os diatomitos, utilizados como matéria prima para polidores e na fabricação de
filtros e isolantes.
Figura 1: Alguns exemplos de algas unicelulares. Da esquerda para a direita: Diatomáceas,
euglenóides e dois exemplos de dinoflagelados: Noctilluca e Ceratium
O filo das algas pardas ou feofíceas (Phaeophyta) apresenta apenas espécies multicelulares
que podem ter de alguns centímetros até mais de 60 m de comprimentos. Apresentam
coloração castanho-amarelada devido ao pigmento ficoxantina existente em seus cloroplastos
e certas espécies apresentam partes semelhantes às raízes e folhas das plantas. Neste filo
encontra-se a Laminaria, espécie conhecida como kombu, de importância na culinária
japonesa.
Figura 2: Alga parda do género laminaria
Dois outros filos apresentam tanto espécies unicelulares como multicelulares: o das algas
vermelhas ou rodofíceas (Rodophyta) e o das algas verdes ou clorofíceas (Chlorophyta).
Esses dois filos apresentam espécies marinhas e de água doce e algumas terrestres que vivem
em ambientes úmidos como barrancos e troncos de árvores em florestas. Algumas clorofíceas
associam-se a fungos formando os liquens e outras vivem no interior do organismo de
animais de água doce como a Hydra, sendo chamadas de zooclorelas. Entre as algas
vermelhas encontramos a Porphyra, também utilizada na culinária japonesa, sendo chamada
de nori.
Figura :3 Exemplos de algas vermelhas e verdes multicelulares: Asparagopsis (esquerda) e
Ulva, também conhecida como alface do mar.
A reprodução das algas
As algas, tanto as unicelulares como as multicelulares, apresentam reprodução assexuada e
sexuada. Nas algas unicelulares a reprodução assexuada ocorre por divisão binária, com um
indivíduo dando origem a dois outros. No caso das algas multicelulares, esse tipo de
reprodução pode ocorrer por fragmentação do talo, como é comum nas algas filamentosas, ou
por zoosporia. Neste processo, um indivíduo forma células flageladas chamadas de zoósporos
que soltam-se e, ao fixar-se em algum substrato, originam novos indivíduos.
A reprodução sexuada envolve, como em outros organismos, a fusão de gametas haplóides.
Em algas unicelulares, como as Chlamydomonas, cada indivíduo funciona como um gameta
e, em certa fase de seu desenvolvimento, dois indivíduos unem-se formando um zigoto que
sofre meiose formando quatro células-filhas. Em algas multicelulares filamentosas algumas
células transformam-se em gâmetas masculinos e outras em gâmetas femininos. Um gameta
masculino pode atingir o gameta feminino através de pontes que se estabelecem entre
filamentos diferentes. O zigoto que se forma liberta-se do filamento materno e dá origem a
novo talo.
Também é comum em várias espécies de algas multicelulares, a ocorrência de um fenômeno
chamado alternância de gerações. Durante o ciclo de vida dessas algas alternam-se gerações
de indivíduos haplóides que produzem gâmetas e indivíduos diplóides que produzem esporos.