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DPOC -

DOENÇA PULMONAR
OBSTRUTIVA CRÔNICA

Aluna: Aline Mello


DEFINIÇÃO
A DPOC caracterizada
por obstrução irreversível do fluxo de ar
expiratório, hiperinsuflação, hipersecreção
de muco e aumento da atividade
respiratória

Sendo mais comum em idosos, E é a terceira causa de óbitos, no mundo. De


principalmente os que estão acima acordo com a (OMS), mais de 80% dessas mortes
dos 65 anos de idade acontecem em países de renda média a baixa
DEFINIÇÃO
Sendo progressão lenta e irreversível,
constituida por um grupo de doenças
respiratórias

Inclui a bronquite crônica (estreitamento das


vias aéreas causado pela inflamação dos
brônquios ), enfisema pulmonar (danos
irreversíveis nos alvéolos).
DEFINIÇÃO
fisiopatologia
Estresse oxidativo: biomarcadores do estresse oxidativo foram detectados no pulmão e
sistemicamente associado à redução dos antioxidantes. Os radicais livres são liberados
pelo cigarro e pelas células inflamatórias (macrófagos/neutrófilos).

Desequilíbrio Protease x AntiProtease: há aumento das proteases devido à resposta


inflamatória pulmonar.

Inflamação: há aumento no número de macrófagos, neutrófilos ativados e linfócitos


localizados nos pulmões (vias aéreas, vasos e parênquima pulmonar) promovendo
liberação de mediadores inflamatórios.
SINTOMAS
Acometimento
Acometendo não apenas o sistema respiratório; nas formas mais graves da doença, acomete principalmente:

Coração – hipertrofia ventricular direita (cor pulmonale), resultado da pós-carga imposta pelo aumento da
resistência vascular pulmonar.
Sistema muscular – redução da força e resistência da musculatura periférica, resultante do desuso
progressivo imposto pela limitação da doença.
Redução da capacidade aeróbica – círculo vicioso pelo desuso da musculatura periférica.
Redução da qualidade de vida – pelo acometimento progressivo, ocorre redução da qualidade de vida
proporcional às condições mais graves da doença
Disfunção do músculos
periféricos

Além das alterações estruturais e funcionais da DPOC relacionadas com o sistema


respiratório, ela é considerada uma doença sistêmica, com manifestações extrapulmonares
múltiplas, como disfunção musculoesquelética, descondicionamento físico, intolerância ao
exercício, osteoporose, alterações metabólicas, ansiedade, depressão e doença
cardiovascular.
Disfunção do músculos
periféricos

Essa disfunção se apresenta como marcador


de gravidade da doença e prognóstico
negativo, particularmente com a
predominância de fenótipo enfisematoso.

Tabagismo, hipoxia, hipercapnia, acidose, alterações


metabólicas de vários tipos, má nutrição, fatores
genéticos, inflamação sistêmica, idade, comorbidades,
tratamentos concomitantes, exacerbações e inatividade
estão entre os fatores etiológicos mais relevantes que
contribuem para a disfunção muscular
Disfunção do músculos
periféricos
A maioria das mudanças estruturais tem sido relatada no
quadríceps, embora algumas anormalidades também sejam
encontradas em outros músculos periféricos dos membros
inferiores. Indivíduos com DPOC apresentam
aproximadamente 20 a 30% de redução de força do
quadrícepes

O declínio da força é de 4,3% ao ano comparado a 1 a 2% ao ano


na população idosa saudável. Os músculos dos membros
superiores são relativamente preservados, provavelmente por
sua maior utilização nas atividades de vida diária e pelo fato de
serem usados durante a inspiração.
Fatores de Risco

Tabagismo: principal fator de risco para DPOC - 15% a 30% dos fumantes evoluem com DPOC
Exposição à combustão de biomassa;
Poeiras ocupacionais;
Gases e poluição do ar;
Histórico de Tuberculose, asma, infecções;
Fatores genéticos: deficiência da alfa 1 antitripsina;
fator de susceptibilidade genética como fator individual.
Fatores de Risco
De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o
Manejo da DPOC, deve-se investigar indivíduos
com idade maior ou igual a 40 anos, mesmo
que assintomáticos, com exposição conhecida
aos fatores de risco (tabagismo, exposição à
fumaça da lenha).

A investigação deve ser realizada por meio da


espirometria, que permite identificar a presença de
limitação ao fluxo aéreo caracterizada pela relação
VEF1/CVF<0,70 após o uso de broncodilatador.
ALTERAÇÕES - exame físico

Alterações com agravamento Incluem:


redução da expansibilidade pulmonar;
tórax em tonel;
hipersonoridade à percussão ( a percussão está mais clara e mais intensa, indicando
aumento de ar no interior dos alvéolos pulmonares);
redução do frêmito toracovocal e do murmúrio vesicular difusamente;
aumento do tempo expiratório.
exame físico - tipos de tórax
BRONQUITE CRÔNICA E
ENFISEMA PULMONAR
Bronquite Crônica
A bronquite ocorre pela inflamação A doença leva a um estreitamento
dos brônquios, estruturas pulmonares das vias aéreas impedindo a entrada e
responsáveis por levar e trazer o ar a saida do ar e também facilita o
cada respiração. acúmulo de secreção dentro delas.

É definida clinicamente como a existência


de tosse produtiva na maior parte dos dias
do mes, tres meses de um ano, em 2 anos
sucessivos e sem outras doenças
subjacentes para justificar a tosse.
Bronquite Crônica -
Características

SINTOMAS CARACTERÍSTICAS
Tosse com expectoração (secreção de Excesso de muco nas vias aéreas 
muco); Espessamento das paredes brônquicas (aumento
chiado; das glândulas e edema) 
falta de ar; Aumento do número de células caliciformes 
cansaço, Aumento da quantidade de músculo liso
cianose. (hipereatividade brônquica) 
Metaplasia escamosa do epitélio brônquico
Bronquite Crônica - FISIOPATOLOGIA
Com a obstrução por inflamação e secreção de muco

Decréscimo da ventilação e o organismo responde com


Aumento do DC

Circulação rápida em pulmão pobremente ventilado

Hipoxemia e Policitemia (aumento de glóbulos vermelhos)

Hipercapnia e acidose respiratória

Vasoconstrição arterial
ENFISEMA

O enfisema é caracterizado pela destruição dos


É a falta da enzima alfa-1-antítripsina, sem a enzima o
alvéolos. Com a doença, essas estruturas inflamam,
nosso organismo não consegue quebrar a cadeia de
começam a se romper e formam pequenas bolhas. Esse
dissulfeto que tem as secreções das células calciformes
processo dificulta a passagem do ar e a oxigenação do (secretam o muco).
sangue.

A enzima Alfa-1-antiitripsina
a elastase neutrófila
protege contra a elastase
danifica os pulmões
neutrófila
ENFISEMA
ENFISEMA - FISIOPATOLOGIA
A destruição dos septos alveolares / destruição do leito capilar pulmonar

Aumento da incapacidade de oxigenar o sangue

Há diminuição do Débito Cardíaco e Hiperventilação compensatória

Fluxo sanguíneo limitado em um pulmão superventilado

Devido à diminuição do DC

Hipoxemia tecidual e Caquexia respiratória

( Desenvolvem diminuição da massa muscular e perda de peso)


complacência pulmonar
Toda estrutura elástica tem como propriedade fundamental oferecer
resistência à deformação. No caso, a capacidade que o pulmão tem A definição clássica de complacência afirma que se trata de uma
de se expandir chama-se complacência. Para expandir os pulmões é relação entre pressão e volume, ou seja, o quanto o pulmão é
necessário um mínimo de esforço durante a respiração. Quando a capaz de distender-se para acomodar o volume de ar que entra
capacidade de expandir está diminuída, diz-se que o pulmão tem a pelas vias aéreas
complacência reduzida,

A complacência pode estar aumentada em idosos ou em pessoas com


enfisema pulmonar. Nestes casos, há perda de fibras elásticas, e uma
vez expandido, o pulmão não volta à posição inicial. Nesse caso, o
problema está na expiração, com a redução do recuo elástico, que
torna mais difícil a saída de ar.
ENFISEMA - CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

Tosse com fluido ou muco


 Sintomatologia aos 60 anos, com história de dispnéia aos esforços
 Perda de peso
Uso dos músculos respiratórios acessórios para respirar
 Taquipnéia e fase expiratória prolongada
 RX com hiperinsuflação do pulmão  pulmões aumentados/diafragma
deprimido/ aumento do diâmetro ântero-posterior (“tórax
em barril”)
 “Sopradores rosados”
ENFISEMA - CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
RAIO-X
Hiperinsuflação pulmonar
Rebaixamento das cúpulas diafragmáticas
RAIO-X
Os pulmões estão hiperinsuflados,
o diafragma retificado,
o tamanho do coração discretamente aumentado.
TRATAMENTO CLÍNICO

Cessar o fumo
Broncodilatadores
Corticóides
antibiocoterapia
oxigenoterapia
OXIGÊNIO: - Ofertar o mínimo
necessário, com alvo de saturação
88-92%.
AVALIAÇÃO - ESPIROMETRIA

Uma das formas de se avaliar a gravidade da


DPOC é através da função pulmonar, utilizando-
se a medida do VEF1 após a broncodilatação.
AVALIAÇÃO - PEAK FLOW
O Peak Flow é um aparelho utilizado para medir o pico
do fluxo expiratório (PFE), que é a velocidade máxima
alcançada pelo ar na expiração forçada, curta e rápida,
após máxima inspiração
AVALIAÇÃO - PEAK FLOW
AVALIAÇÃO - MANOVACUOMETRO

A manovacuometria é um teste simples, rápido e não invasivo


por meio do qual a pressão inspiratória máxima (PImáx) e a
pressão expiratória máxima (PEmáx) são obtidas, a fim de
auxiliar na avaliação muscular respiratória.
AVALIAÇÃO - MANOVACUOMETRO
AVALIAÇÃO

CIRTOMETRIA TC6
Comparar a mobilidade torácica, por Utilizado para avaliar capacidade
meio da cirtometria torácica funcional
Dessaturação aos esforços
TRATAMENTO Fisioterapêutico
DRENAGEM POSTURAL
O procedimento consiste na utilização da ação da gravidade com o objetivo de drenar secreções pulmonares
em direção às regiões mais centrais da árvore brônquica, para assim facilitar sua eliminação, seja por meio da
tosse ou da técnica de aspiração traqueal. A verticalização dos brônquios segmentares facilita a remoção da
secreção nas regiões ventiladas por esses brônquios.

A técnica pode ser realizada em qualquer horário, preferencialmente nos intervalos alimentares, atentando-se
para a presença de refluxo gastroesofágico ou história de vômitos freqüentes. A duração da drenagem
postural é variável e dependerá da doença de base, do volume, do tipo e do local da secreção, bem como da
tolerância do paciente.
TRATAMENTO Fisioterapêutico
A drenagem postural, comumente, é utilizada no tratamento de pacientes hipersecretivos, especialmente
portadores de fibrose cistica e de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Nos pacientes portadores de
DPOC, a associação de atividade física regular, drenagem postural e exercícios respiratórios promove aumento
da tolerância aos exercícios, mesmo na ausência de melhora do teste de função pulmonar.

Associados a manobras de desobstrução brônquica (não realizar com broncoespasmo)


Desinsuflação Pulmonar
Técnicas expiratórias lentas (ETGOL)
Técnicas expiratórias forçadas (HUFFIN)
Aumento de fluxo expiratório
Técnicas reexpansivas
REABILITAÇÃO PULMONAR
Os principais objetivos da reabilitação pulmonar são reduzir os sintomas, impedir a progressão da
doença, aumentar a tolerância e o desempenho nos exercícios, evitar complicações, melhorar a
qualidade de vida e reduzir a mortalidade.

Exercícios de Membros Inferiores: O treinamento de exercícios é baseado nos três


princípios: fisiológicos básicos: intensidade, especificidade e reversibili- dade.
Recentes estudos têm demonstrado que o metabolismo anaeróbio e o início precoce
da acidose lática podem ser observados no treinamento de exercícios da DPOC e que
a melhora na resposta aos exercícios máximos e submáximos pode ser obtida após
treinamento de alta intensidade (60 a 80o/da taxa máxima de trabalho) comparado
com baixa intensidade (30o/o da taxa máxima de trabalho)
REABILITAÇÃO PULMONAR
Exercícios de Membros Superiores
A inclusão de exercícios de membros superiores em programas de reabilitação é muito
importante. Os músculos respiratórios estão envolvidos em várias atividades de vida diária.
A função dos músculos respiratórios pode estar comprometida nos pacientes portadores
de DPOC contribuindo para o aparecimento da dispnéia, limitação de exercício e hipercapnia
REABILITAÇÃO PULMONAR

Treinamento dos Músculos Inspiratórios


Quando o estímulo é suficiente para aumentar a força desses músculos, há aumento
associado da capacidade de exercício e redução da dispnéia., o treinamento dos
músculos respiratórios, sozinho ou associado a exercício de condicionamento geral,
diminui a dispnéia e melhorou a capacidade de exercício em pacientes portadores de
DPOC.
REABILITAÇÃO PULMONAR

O exercício respiratório controlado tem sido preconizado no programa de reabilitação com o objetivo de aliviar a
dispnéia através da redução da hiperinsuflação dinâmica e melhora da troca gasosa, aumento da força e endurance
dos músculos inspiratórios e otimização do padrão toracoabdominal. Para tanto, é utilizada a respiração com
resistência labial, posicionamento adequado (inclinação anterior de tronco para otimizar a vantagem mecânica do
diafragma) e treinamento específico dos músculos respiratórios..
INTERNAMENTO
Exarcebação:

Dispneia severa
Taquipneia
Confusão
Piora da Hipoxemia
Cianose
Piora da quanrtidade de espectoração
Uso de musculatura acessória
Piora da Hipercapnia
Acidose respiratória
AVALIAÇÃO
Gasometria arterial: Essencial para avaliação de hipoxemia, hipercapnia e do
estado ácidobásico. pCO2 > 45 mmHg com bicarbonato elevado sugere
insuficiência respiratória crônica. Pacientes com pCO2 > 45 mmHg e pH < 7,35
apresentam risco elevado de evolução para carbonarcose.
Referências
.
MÉDICO, D. Revista Qualidade HC Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - Exacerbação Aguda na Sala de Urgência Autores e
Afiliação: Objetivos. [s.l: s.n.]. Disponível em: <[Link]
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RIBEIRO, Denise C.; SHIGUEMOTO, Tathiana S. O ABC da Fisioterapia Respiratória . [Digite o Local da Editora]: Editora Manole, 2015. E-
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