Análise Térmica: DTA e DSC Explicados
Análise Térmica: DTA e DSC Explicados
cristalização fusão
algumas reações
de decomposição
(perda de massa)
Caso a substância sofra alguma reação, haverá um desvio da linha base, dependendo do tipo de
reação.
Base para o cálculo do calor absorvido ou
liberado pela amostra, e o resultado será:
for a substância
liberará calor
especificada pelo programa, ficando
por um curto período de tempo, com
uma temperatura maior que a
Positivo: Ta > Tr
(∆T > 0)
exotérmica referência.
Se a reação
a substância e a temperatura da amostra será
for vai absorver
calor
temporariamente menor que a
referência.
Negativo: Ta < Tr
(∆T< 0)
endotérmica
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Análise Térmica Diferencial (DTA)
Esta diferença de temperatura (ΔT) é registrada em um gráfico, em função da temperatura (T) ou
tempo (t).
Indicação se as transformações
Temperatura em que ocorrem Variações na capacidade
envolvidas em cada processo são
mudanças na amostra calorífica
exotérmicas ou endotérmicas.
Variação de entalpia
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TGA e DTA Simultâneas
PVDF
110
1
100
0
90
-1
TGA-Massa (%)
80
DTA/(uV/mg)
-2
70
-3
60
-4
50
-5
40
-6
30
-7
100 200 300 400 500 600 700
Temperatura (°C)
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Análise Exploratória de Varredura/Calorimetria Diferencial de Varredura (DSC)
Com o objetivo de suprir a falta de informações obtidas no DTA, utiliza-se a técnica de DSC.
Curvas de DSC
Quando a amostra sofrer uma transição de fase, o seu compartimento precisará receber
mais ou menos energia (dependendo do processo) para ter a mesma temperatura que a
referência.
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Análise Exploratória de Varredura/Calorimetria Diferencial de Varredura (DSC)
Desta forma, o DSC pode ser definido como uma técnica que mede o fluxo de calor associado com as
transições de uma determinada amostra em função do tempo ou temperatura.
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Análise Exploratória de Varredura/Calorimetria Diferencial de Varredura (DSC)
Curva de DSC
Mudança de linha
Picos
base
amostra são aquecidas por uma única fonte e a a referência e amostra são mantidas na mesma
temperatura é medida por termopares de contato temperatura, a partir de aquecedores elétricos individuais.
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DSC - compensação de potência
O DSC de compensação de potência é um calorímetro que mede
diretamente a energia envolvida nos eventos térmicos.
O princípio de funcionamento pressupõe que amostra e referência sejam mantidas em condições isotérmicas.
Se a amostra sofre alteração de temperatura, os termopares detectam a diferença de T entre ela e a referência, e o
equipamento, automaticamente, modifica a potência de entrada de um dos fornos de modo a igualar a T de ambos.
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DSC com fluxo de calor
No DSC com fluxo de calor consiste de um forno, onde a amostra e referência são aquecidas por uma única fonte,
e a temperatura de ambas é medida por termopares individuais .
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Princípio funcional de um fluxo de calor DSC
Devido ao calor específico (cp) da amostra, o lado da referência (usualmente um cadinho vazio) geralmente aquece mais
rapidamente do que o lado da amostra durante o aquecimento de uma célula de medição DSC; isto é, a temperatura de
referência (TR, verde) aumenta ligeiramente mais rápido do que a temperatura da amostra (TP, vermelho).
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Exemplos de equipamentos de DSC (Fluxo de calor)
Metler Toledo
Perkin-Elmer
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Exemplos de equipamentos de DSC (Fluxo de calor)
Netzsch STA 449 F3: Permite a realização da análise de TGA, DSC e DTA
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Exemplos de equipamentos de DSC (Fluxo de calor)
TG e DSC
TG e DTA
TG
TG
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Calibração
Um detalhe importante é ter certeza de que a temperatura na qual o pico aparecerá, é realmente a
temperatura na qual a transição ocorre, e a troca de calor envolvida é correta.
• A escolha dos padrões é determinada pela faixa de temperatura a ser explorada nos experimentos.
• O procedimento de calibração é determinado pelo fornecedor do equipamento.
Massa/volume
Características da
amostra
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Efeito da forma física e massa da amostra
O tamanho das partículas da amostra e a sua distribuição interferem tanto na forma dos picos quanto
na temperatura das transições.
Condutividade térmica da amostra: materiais com maior condutividade térmica permitem a maior resolução e
sensibilidade durante a análise.
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Efeito da taxa de aquecimento ou resfriamento
Alta
• Os cristais de uma amostra começam a fundir e
rapidamente a temperatura do compartimento da amostra
é suficiente para iniciar a fusão dos cristais da outra
amostra.
Taxa de aquecimento
+ acentuado o pico de fusão
> 𝒅𝒆𝒔𝒍𝒐𝒄𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝑻𝒎
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Efeito da atmosfera do formo do gás de arraste
Estática
Dinâmica
(sem gás fluente)
(com gás fluente
sobre a amostra)
Sistemas fechados ou quando não
Quando há liberação de voláteis, que devem ser removidos.
ocorre liberação de voláteis
Arrasta os voláteis para fora da célula de DSC, mantendo
constante a composição da atmosfera do forno.
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Efeito do material do cadinho
Variáveis (cadinho) Aplicações Efeito
Alumínio Avaliações de eventos térmicos até 600 Al sofre fusão a 660 oC.
oC em amostras que não reagem com Inerte a maioria dos materiais
Al Baixo custo relativo
Platina, ouro, aço Amostras que atacam o alumínio ou Material inerte
sofrem transições entre 600 e 750 oC
Aberta Reações entre amostra e gás (oxidação, Maior contato da amostra com a
redução) atmosfera do forno
Com tampa invertida e furada Reações com taxa alta de Evita o aumento da pressão interna
desprendimento de calor (explosivas) e a projeção de frações da amostra
e/ou com formação de voláteis pra fora da cápsula
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Diferenças entre DTA e DSC
DSC DTA
a temperatura da amostra acompanha a temperatura da
referência a partir do ganho ou perda de calor controlado medida de diferença de temperatura entre um material
O registro da curva de DSC é expresso em termos de fluxo de Temperatura de operação de -170 a 1600 oC
calor (miliwatts (mW) versus temperatura (oC) ou tempo
(min).
Análise quantitativa
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Parâmetros obtidos em curvas de DTA e DSC
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Parâmetros obtidos em curvas de DTA e DSC
Os principais eventos térmicos observados em DTA e DSC e a forma característica de acordo com a
transformação física ou química e tipo de reações da amostra estão apresentados a seguir.
Temperatura de Determinação do
transição vítrea (Tg) grau de cristalinidade
Temperatura de
fusão(Tf)
Temperatura de
cristalização (Tc)
Polimorfismo
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Determinação da temperatura de transição vítrea (Tg)
• Transição termodinâmica de segunda ordem: não ocorre mudança de estado termodinâmico.
• Está associada à natureza amorfa dos polímeros, sendo mensurável apenas nas regiões amorfas.
Temperatura
Volume
específico
Entalpia
Entropia
Tg
Temperatura (oC)
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Determinação da temperatura de transição vítrea (Tg)
A Tg é uma transição de segunda ordem, portanto um processo acompanhado de capacidade
calorífica, que se manifesta como variação da linha base na curva de DSC.
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Aumento da densidade de ligações cruzadas
A Tg de um polímero termofixo é uma propriedade que depende do grau de conversão da
reação de reticulação.
Transição de primeira ordem termodinâmica: ocorre uma mudança de estado (sólido para líquido) ou fase
(cristalina para amorfa), ocasionando mudança de entalpia e volume específico.
Tm
Destruição
Sólido - semicristalino da ordem Estado viscoso - líquido
cristalina (amorfo)
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Temperatura de fusão (Tf ou Tm(do inglês melting))
Endo
Resfriamento
Para que isso ocorra, as cadeias devem ter tempo suficiente para se moverem e se alinharem umas com as
outras.
Certos polímeros cristalizam muito rapidamente, enquanto que outros demoram mais tempo.
Cristalização
isotérmica dinâmica
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Determinação da fusão e cristalização
Endotérmico 6
151
4 Poliamida 12 (Nylon)
2
0
Fluxo de calor (mW))
-2
-4
-6
-8 81,22
Entalpia de fusão Xc .100 38,3%
-10 81,22 J/g 209,3
-12
-14 192
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Determinação da cristalização a partir da amostra fria (durante o aquecimento)
DSC do PET
Redução da Tc e Tf
A adição dos aditivos dificulta a
cristalização, reduzindo a cristalinidade.
Consiste em fundir a amostra, esperar o fundido se equilibrar e então resfriá-lo em uma taxa
específica (primeira corrida).
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Determinação do grau de cristalinidade
Entalpia: quantidade de calor envolvido na transformação
K .A
f
m
m : massa da amostra
ΔΗf* é a entalpia de fusão
K é a constante de proporcionalidade, a qual pode ser
determinada com o uso de uma amostra padrão.
A é a área do pico
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Determinação do grau de cristalinidade
O grau de cristalinidade é definido como a relação do calor de fusão da amostra em estudo com o
calor de fusão de uma amostra hipoteticamente 100% cristalina.
A cristalinidade em polímeros geralmente é na ordem de 20 a 70% e pode ser determinada por DSC
empregando-se a relação:
f
Xc .100
H F *
f
C C
n ΔΗf é a entalpia de fusão da amostra, obtida por DSC
H F
ΔΗf* é a entalpia de fusão para o polímero perfeitamente cristalino
ϕ é a fração em massa do polímero na mistura.
59,1
Xc .100 56%
104,7 *1
52
Determinação do grau de cristalinidade
Entalpia de fusão para o polímero 100% cristalino é obtida através de extrapolação
Poliésteres:
Poly(propylene-2,5-furandicarboxylate) (PPF)
poly(propylene 2,6-naphthalate)
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Identificação de misturas
Mistura de PP e PEAD
∆𝐻𝑝𝑖𝑐𝑜
𝑃𝑃 =
∆𝐻𝑃𝑃
14,3
𝑃𝑃 =
60
PP = 0,238 ou 23,8 %
PVDF
-1
0.2 W.g
Identificação de dois picos de fusão –
polimorfismo:
Heat Flow (u.a.)
∆𝐻𝑐𝑢𝑟𝑎 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑑𝑢𝑎𝑙
Grau de cura (%)= 1 − 𝑥 100
∆𝐻𝑐𝑢𝑟𝑎 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
Atmosfera Atmosfera
inerte oxidativa
• Ambos os polímeros • PMMA sofre
apresentam pico despolimerização
endotérmico (pico endotérmico),
relacionado a seguida de discreta
degradação oxidação
• PC sofre
decomposição
térmica oxidativa
Decomposição térmica do PMMA e PC – Efeito da
atmosfera inerte e oxidante
Fonte: Canevarolo, 2013
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Referências
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60
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