Estudo de como determinar a condutibilidade eléctrica e o pH de uma substância
Quimíca geral - Faculdade de Engenharia - Experiência nº1
Discentes Docente:
Saide Rafael
Adelson dos Anjos Augusto;
Carmo João Passe Gumurajo;
Délcio Ali Momade;
Raci António Filipe;
Rogério Patrício Franscisco.
Pemba, 08 de Junho de 2024
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Índice
1.Introdução...................................................................................................................................3
2.Objectivos....................................................................................................................................4
2.1.Objectivo geral:....................................................................................................................4
2.2.Objectivos específicos:.........................................................................................................4
3.Metodologia.................................................................................................................................4
4.Fundamento Teórico...................................................................................................................5
4.1.PH..........................................................................................................................................5
4.2.Condutibilidade eléctrica....................................................................................................5
7.Observação..................................................................................................................................9
8.Resultados....................................................................................................................................9
9.Conclusão...................................................................................................................................11
10.Referencias bibliográficas......................................................................................................12
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1.Introdução
O presente relatório fala sobre a experiência realizada na aula práctica da cadeira de Química
Geral na sala 1c, onde nesse mesmo experimento foi usado um método para a determinação da
condutibilidade eléctrica e do Ph de uma substância. E nesse mesmo experimento foi nos
ensinado como o Ph e a condubilidade varia para cada substância.
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2.Objectivos
2.1.Objectivo geral:
Saber determinar o Ph e a condubilidade eléctrica de uma substância.
2.2.Objectivos específicos:
Saber como usar os instrumentos que foram usados na experiência;
Saber a quantidade de cada substância usada no experimento;
Saber como funciona o dispositivo usado para a medição do Ph e a Condutibilidade
eléctrica;
Saber determinar os sais desolvidos durante o experimento.
3.Metodologia
Para o presente relatório foram usados os seguintes critérios para a sua realização:
Os ensinamentos básicos que o docente abrodou durante o experimento;
Uso de algumas obras.
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4.Fundamento Teórico
4.1.PH
O pH é uma medida da concentração de íons de hidrogênio (H⁺) em uma solução aquosa. Essa
medida é usada para avaliar o caráter ácido ou básico de uma substância. O pH é definido como
o negativo do logaritmo decimal da concentração de íons H⁺. Em soluções ácidas, o pH é menor
que 7, enquanto em soluções básicas, o pH é maior que 7. (Atkins & Jones, 2012). E esse mesmo
pode ser representado pela seguinte equação matématica:
pH=−log[H+]
Onde [H+] representa a concentração de íons de hidrogênio em mol/L (molaridade). Esta
fórmula é uma maneira de representar a relação logarítmica entre a concentração de íons de
hidrogênio e o pH.
4.2.Condutibilidade eléctrica
A condutividade elétrica, é uma medida fundamental da capacidade de um material de
transportar corrente elétrica, influenciada pela estrutura do material, pela concentração de
portadores de carga e pela temperatura. Seja em soluções eletrolíticas ou em metais, a
compreensão da condutividade elétrica é essencial para a aplicação em diversas áreas da ciência
e da engenharia. (Atkins & Jones, 2012). Matematicamente, pode ser expressa como:
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k=
p
Onde:
K é a condutibilidade eléctrica, que é medida em Siemens por metro (S/m);
P é a resistividade em ohm-metro (Ω⋅m).
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No contexto de soluções eletrolíticas, a condutividade molar (Λm), que é a condutividade elétrica
de uma solução eletrolítica normalizada pela concentração molar do eletrólito. A condutividade
molar é dada por:
k
Λm=
c
Onde:
Λm é a condutividade molar (em siemens metro quadrado por mol, S·m²·mol⁻¹);
c é a concentração do eletrólito (em mol por metro cúbico, mol/m³);
4.2.1.Condutividade em diferentes soluções
4.2.1.1.Eletrólitos fortes
Nos Eletrólitos fortes são substâncias que se dissociam completamente em íons quando
dissolvidas em água. Exemplos incluem sais como cloreto de sódio (NaCl), ácidos fortes como
ácido clorídrico (HCl), e bases fortes como hidróxido de sódio (NaOH). A condutividade molar
desses eletrólitos é alta devido à completa dissociação.
Para eletrólitos fortes, a condutividade molar diminui com o aumento da concentração devido à
maior interação entre íons, que reduz a mobilidade dos íons.
4.2.1.2.Eletrólitos Fracos
Nos Eletrólitos fracos são substâncias que se dissociam parcialmente em íons em solução aquosa.
Exemplos incluem ácido acético (CH3COOH) e amônia (NH3). A condutividade molar desses
eletrólitos é menor comparada aos eletrólitos fortes devido à dissociação incompleta.
Para eletrólitos fracos, a condutividade molar geralmente aumenta com a diluição, pois a
dissociação aumenta, levando a um maior número de íons livres em solução.
4.3.Compostos iônicos
4.3.1.Formação e Estrutura:
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Compostos iônicos são formados pela transferência de elétrons de um átomo para outro,
resultando na formação de íons positivos (cátions) e negativos (ânions).
A estrutura típica de um composto iônico é uma rede cristalina tridimensional, onde os
íons estão organizados em um padrão regular e repetitivo.
4.3.2.Características Físicas:
Ponto de Fusão e Ebulição: Altos, devido às fortes forças eletrostáticas entre os íons.
Por exemplo, o cloreto de sódio (NaCl) tem um ponto de fusão de 801°C.
Dureza e Fragilidade: Muitos compostos iônicos são duros mas quebradiços. Isso ocorre
porque a aplicação de força pode deslocar os íons e causar repulsão entre íons de mesma
carga, resultando na quebra do cristal.
Condutividade Elétrica: No estado sólido, compostos iônicos não conduzem
eletricidade. No entanto, quando dissolvidos em água ou fundidos, os íons são liberados e
podem conduzir corrente elétrica.
Solubilidade: Muitos compostos iônicos são solúveis em água, um solvente polar, onde
os íons se dissociam e ficam cercados por moléculas de água.
4.4.Compostos Covalentes
4.4.1. Formação e Estrutura:
Compostos covalentes são formados pelo compartilhamento de pares de elétrons entre
átomos.
As moléculas podem ser discretas (como em H₂O e CO₂) ou formar redes covalentes
extensas (como em diamante e grafite).
4.4.2. Características Físicas:
Ponto de Fusão e Ebulição: Geralmente mais baixos do que os dos compostos iônicos,
porque as forças intermoleculares (forças de Van der Waals, ligações de hidrogênio) são
mais fracas do que as ligações iônicas. Por exemplo, a água (H₂O) tem um ponto de
fusão de 0°C e um ponto de ebulição de 100°C.
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Dureza e Fragilidade: As propriedades variam amplamente. Por exemplo, o diamante,
uma rede covalente, é extremamente duro, enquanto a cera de parafina, formada por
moléculas covalentes, é macia.
Condutividade Elétrica: A maioria dos compostos covalentes não conduz eletricidade,
pois não possuem íons livres ou elétrons delocalizados. Uma exceção é o grafite, que
conduz eletricidade devido à estrutura de camadas com elétrons delocalizados.
Solubilidade: A solubilidade dos compostos covalentes depende da polaridade.
Compostos covalentes polares (como a água) tendem a ser solúveis em solventes polares,
enquanto compostos covalentes apolares (como o hexano) são solúveis em solventes
apolares.
5.Materias usados durante o experimento
Os materiais usados no experimento foram os seguintes:
50ml de água mazi meio gelada;
50ml de água da torneira;
20g de NaCl (Cloreto de Sódio);
20g de Sacarose (açucar);
Becker;
Analisador electroanalítico multiparamétrico de água;
Electrodos.
6.Procedimentos
Antes de começamos a nossa experiencia primeiro calibramos o nosso Analisador
electroanalítico multiparamétrico de água, depois usamos dois electrodos específicos, que esses
mesmos nos possibilitam a determinar a condutibilidade eléctrica e o pH das nossas substâncias.
Em seguida determinamos a condutibilidade eléctrica da água e depois dissolvemos essa mesma
com a sacarose para também medir a condutibilidade eléctrica do açucar.
Em seguida ajustamos o nosso aparelho para determinamos o pH das mesmas substâncias.
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E finalmente fazendo os mesmos procedimentos acima, medimos a condubilidade eléctrica e o
pH da juncão da água mazi e o Cloreto de Sódio.
7.Observação
Durante a experiencia observou-se que é sempre importante calibrar o nosso dispositivo, é
importante saber também quais tipos de electrodos serão usados durante a experiência, também
observou-se que a condutibilidade eléctrica da água era baixo isso devido à ausência de íons, e
quando a sacorese foi diluída em água observou-se que a sacarose, sendo um composto
covalente, não se ioniza em água, portanto, a condutividade elétrica da solução de sacarose deve
permanecer baixa, similar à da água pura, enquanto que quando dissolvemos o Cloreto de Sódio
em água a solução de Cloreto de Sódio (NaCl) em água obteve-se uma alta condutividade
elétrica, devido à dissociação completa de Na⁺ e Cl⁻.
E quanto ao pH observou-se que a água mazi como as outras águas potáveis se aproximam a um
pH próximo á 7 e não exactamente 7, e também com a adição de sacarose à água não deve alterar
significativamente o pH, pois a sacarose não é ácida nem básica, como o pH de NaCl é quase
neutro com pH próximo de 7, então não hidrolisa em solução aquosa.
8.Resultados
No final do experimento obteve-se os seguintes resultados:
A condubilidade eléctrica foram as seguintes:
Sacarose= 31.9 µS/cm
Água mazi= 13.97 µS/cm
Água da torneira= 1248 µS/cm
Sacorese em água mazi= 17.93 µS/cm
NaCl em água mazi= 981 µS/cm
O pH das substâncias foram os seguintes:
Água mazi= 6.2
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Água da tornera= 7.45
NaCl com água mazi= 6.33
Os sais dissolvidos foram os seguintes:
1. NaCl em Água Mazi=
TDS=0.67×981= 657.27 mg/L
2.Sacorese em água mazi=
TDS=0.67×17.93= 12.01mg/L
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9.Conclusão
No final do experimento concluiu-se que a diferença na condutibilidade elétrica se deve à
presença ou ausência de íons livres nas soluções. A sacarose, sendo um composto não-
eletrolítico, possui baixa condutibilidade elétrica, enquanto o cloreto de sódio, sendo um
composto iônico, apresenta alta condutibilidade elétrica. A água potável, por sua vez, possui uma
condutibilidade intermediária devido à presença de pequenas quantidades de íons dissolvidos.
E quanto ão pH, apesar das diferenças na condutibilidade elétrica, as soluções aquosas dessas
substâncias possuem valores de pH relativamente semelhantes, com pequenas variações.
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10.Referencias bibliográficas
Atkins, Peter; Jones, Loretta. Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o
Meio Ambiente. 5ª ed. Bookman, 2012.
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