Os astecas são originários de outra civilização pré-colombiana
conhecida como mexicas. Os mexicas, segundo os historiadores,
estabeleceram-se no Vale do México provavelmente após
migrarem da região Sul do atual Estados Unidos e Norte do
México para a região central do atual território mexicano.
Esse território constitui atualmente a região central do México,
onde os mexicas estabeleceram-se originalmente em uma ilha
que ficava no lago Texcoco. As lendas astecas afirmavam que
esse povo fixou-se nesse local após visualizar um presságio do
deus Huitzilopochtli indicando onde os mexicas deveriam viver.
Ainda segundo essas lendas, esse presságio seria a imagem de
uma águia, pousada sobre um cacto, segurando uma serpente.
Assim, foi fundada Tenochtitlán em 1325, que se transformou em
uma cidade muito próspera e capital do Império Asteca. O
crescimento dessa cidade estava relacionado com o
fortalecimento dos astecas e a conquista dos povos vizinhos.
Os historiadores apontam que, à medida que a cidade de
Tenochtitlán tornava-se rica, os astecas aliavam-se com outras
cidades vizinhas, formando uma Tríplice Aliança que conquistou
os povos das redondezas. Dessa forma, os astecas constituíram
um império que possuía cerca de 11 milhões de habitantes.
Características dos astecas
Uma vez consolidado o poderio dos astecas sobre a região do
Vale do México, os povos dominados eram obrigados a pagar
pesados impostos para eles. Esses impostos eram pagos em
itens de valor para a época e, caso não fossem pagos, os
astecas, em represália, puniam os povos conquistados. Os
impostos eram cobrados pelo imperador asteca, que na língua
local, o nahuatl, era chamado de Hueyi Tlatoani.
A sociedade asteca era estratificada, portanto, era dividida em
classes sociais organizadas de acordo com seu poderio
econômico. No topo da sociedade, estavam o imperador e sua
família, seguidos de sacerdotes e funcionários de estado, que
formavam a elite. Outros grupos que constituíam a sociedade
asteca eram comerciantes, artesãos, camponeses e escravos.
Esse conhecimento que os historiadores têm acerca da
sociedade asteca foi possível graças aos códices, documentos
astecas que descreviam o cotidiano e o modo de vida asteca.
Os astecas tiravam o básico de sua sobrevivência da agricultura,
com a produção de diversos gêneros agrícolas como batata e
tomate. A riqueza da agricultura dos astecas estava relacionada
com a técnica agrícola utilizada, que se chamava chinampa. As
chinampas eram ilhas artificiais construídas com matéria orgânica
que eram colocadas para flutuar sobre o lago Texcoco.
Essa técnica possibilitou elevar a produção agrícola dos astecas,
ao ponto de conseguirem alimentar uma população superior a
200 mil habitantes, dos que viviam somente em Tenochtitlán. Aos
astecas também atribui-se o feito de ter construído canais de
irrigação, que levavam água potável do lago, e diques que
barravam o avanço da água etc.
No campo da religião, os astecas eram politeístas, ou seja,
adoravam vários deuses, dos quais destacavam-
se Huitzilopochtli, Quetzalcoatl e Tezcatlipoca. O elemento
mais conhecido da religião asteca é a alta demanda de sacrifícios
humanos. Os astecas acreditavam que os sacrifícios humanos
era uma forma de agradar aos deuses, assim, sacrificavam
principalmente os prisioneiros obtidos em batalhas.
Os astecas entraram em decadência a partir de 1519, quando os
espanhóis chegaram à região do Vale do México liderados pelo
espanhol Hernán Cortés. Os desentendimentos entre esses dois
povos levaram a um confronto que foi responsável
pela conquista da cidade Tenochtitlán em 1521. Os espanhóis
causaram a morte de milhões de astecas.