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Venezuela: História, Geografia e Economia

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Venezuela

Venezuela (pronúncia espanhola: [be.neˈswe.la]),


oficialmente República Bolivariana da República Bolivariana da
Venezuela (em castelhano: República Venezuela
Bolivariana de Venezuela), é um país da América República Bolivariana de Venezuela
localizado na parte norte da América do Sul,
constituído por uma parte continental e um grande
número de pequenas ilhas no Mar do Caribe, cuja
capital e maior aglomeração urbana é a cidade de
Caracas. Possui uma área de 916 445 km², sendo o
32º maior país no mundo em território. Suas Bandeira Brasão de armas
fronteiras são delimitadas a norte com o Mar do Lema: Federación y Dios ("Deus e Federação")
Caribe, a oeste com a Colômbia, ao sul com o Brasil
Hino nacional: Gloria al bravo pueblo
e ao leste com a Guiana, com quem mantém
("Glória ao bravo povo")
disputas territoriais. Através das suas zonas
1:31
marítimas, tem soberania sobre 71 295 km² de mar
territorial, 22 224 km² na zona contígua, 471
507 km² do Mar do Caribe e o Oceano Atlântico sob Gentílico: venezuelano(a)
o conceito de zona económica exclusiva, e 99
889 km² de plataforma continental. Esta área
marinha faz fronteira com treze estados soberanos,
sendo Trinidad e Tobago, Granada, São Vicente e
Granadinas, Santa Lúcia e Barbados alguns deles.
Sua população é estimada em
[1]
28 067 000 habitantes e a capital nacional é
Caracas.

O país é amplamente conhecido por suas vastas


reservas de petróleo, pela diversidade ambiental do
seu território e por seus diversos recursos naturais.
É considerado um país megadiverso,[7] com uma
fauna diversificada e uma grande variedade de
habitats protegidos. As cores da bandeira
Localização da Venezuela em verde escuro;
venezuelana são o amarelo, azul e vermelho, nessa área reivindicada pelos venezuelanos no
ordem: o amarelo representa a riqueza da terra, o território da Guiana em verde claro.
azul o mar e o céu do país, e o vermelho o sangue
Capital Caracas
derramado pelos heróis da independência.[8]
Cidade mais Caracas
O território venezuelano foi colonizado pelo populosa
Império Espanhol em 1522, apesar da resistência Língua oficial Espanhol
dos povos nativos. Em 1811, tornou-se uma das
Governo República federal
primeiras colônias hispano-americana a declarar a
presidencialista
independência, mas que apenas foi consolidada em
1830, quando a Venezuela deixou de ser um • Presidente Nicolás Maduro
departamento da Grã-Colômbia. Durante o século • Vice-presidente Delcy Rodríguez
XIX, o país sofreu com instabilidade política e
• Presidente da Luis Parra
autocracia, dominado por caudilhos regionais até Assembleia
meados do século XX. Desde 1958, houve uma série Nacional
de governos democráticos.
Independência da Espanha
No entanto, choques econômicos nas décadas de
• Iniciada 19 de abril de 1810
1980 e 1990 culminaram em várias crises políticas,
como os motins mortais durante o Caracazo de • Declarada 5 de julho de 1811
1989, duas tentativas de golpe em 1992, além do
• Reconhecida 30 de março de 1845
impeachment do presidente Carlos Andrés Pérez
por desvio de fundos públicos em 1993. O colapso Área
da confiança permitiu que Hugo Chávez ganhasse
• Total 916 445 km² (33.º)
força. Ele criou o conceito de "Revolução
Bolivariana" ao aprovar uma nova constituição em • Água (%) 0,3
1999. Após a morte de Chávez em 2013, Nicolás
Fronteira Brasil a sul, Colômbia a
Maduro assume o poder após ganhar as eleições oeste, Guiana a leste.
presidenciais no mesmo ano. Em maio de 2018,
Maduro foi reeleito em uma eleição controversa, População
não reconhecida pela oposição e por grande parte • Estimativa para 28 067 000[1]
da comunidade internacional.[9][10] Atualmente, o 2018 hab. (45.º)
país enfrenta uma crise socioeconômica e política
• Densidade 33,74 hab./km²
grave, com hiperinflação, escassez de produtos
básicos, alta criminalidade e censura da PIB (base PPC) Estimativa de 2021
imprensa.[11][12]
• Total US$ 142,416 bilhões*[2]

Etimologia • Per capita US$ 5 163[2]

Alonso de Ojeda, Américo Vespúcio e Juan de la PIB (nominal) Estimativa de 2021


Cosa foram os primeiros a explorar a costa da
• Total US$ 44,893 bilhões*[2]
Venezuela em 1499. No dia 24 de agosto desse ano
chegaram ao que é hoje o lago de Maracaibo, onde • Per capita US$ 1 627[2]
encontraram nativos cujas casas estavam
construídas sobre estacas de madeira fixas no lago IDH (2021) 0,691 (120.º) – médio[3]
(palafitas). Vespúcio, que era italiano, achou Gini (2013) 44,8[4]
aquelas construções semelhantes às da cidade de
Veneza e por isso chamou a região de Venezuela, ou Moeda Bolívar soberano[a][5]
seja, "Pequena Veneza". (VEF)

Fuso horário (UTC−4[6])


Por outro lado, Martín Fernández de Enciso, um
geógrafo que acompanhava a expedição, afirma na Cód. Internet .ve
sua obra Summa de Geografia (1519) que junto ao
lago existia uma grande rocha plana, em cima da Cód. telef. +58
qual havia um povoado indígena conhecido como Website www.gobiernoenlinea.ve
governamental (http://www.gobiernoenli
nea.ve/)
Veneciuela. Assim, o nome Venezuela pode ser nativo, e não estrangeiro. No entanto, a primeira
versão permanece como a mais divulgada e aceita.

História

Período pré-colombiano
É certo que o homem chegou à América vindo do Nordeste da Ásia, em algum momento entre 15 e
30 mil anos atrás, tendo alcançado o continente seja pela travessia a pé da Beríngia ou navegando
em pequenos barcos próximos à costa e, em seguida, ao longo dos milênios, se dispersam para o
sul, povoando o continente americano.[13]

Os vestígios mais antigos de presença humana em território venezuelano são materiais associados
à caça de mastodontes, encontrados no sítio arqueológico de Taima-Taima e datados de 14 mil
anos atrás.[14]

Na época da chegada dos espanhóis, uma diversidade de povos indígenas habitavam o que é hoje a
Venezuela: os caribes na região costeira central, otomacos, yaruros e aruaques nas planícies,
waraos no delta do Orinoco, timoto-cuicas na região dos Andes, barís e wayuus na região do Lago
de Maracaibo, gaiones e jirajaras na região centro-oeste do país e ianomâmis no sul da
Amazônia.[15] Grupos nômades ocupavam a região do Lago de Maracaibo, os Llanos e o litoral,
enquanto os povos autóctones tecnologicamente mais avançados viviam nos Andes, com uma vida
baseada na agricultura.[16]

Colonização espanhola
Cristóvão Colombo chegou ao litoral venezuelano em 1498, durante sua terceira viagem à América.
Batizou a região de Venezuela (“pequena Veneza”), em razão das palafitas sobre o Lago de
Maracaibo, que se assemelhavam à cidade italiana.[16]

No início, a Espanha não teve grandes interesses nessa área, limitando-se à caça de escravos e
pesca de pérolas. O primeiro assentamento espanhol permanente, Cumaná, foi fundado em 1523.
Logo depois, a família banqueira Welser, da cidade alemã de Augsburgo, comprou os direitos de
exploração e colonização da costa noroeste da Venezuela. No entanto, os colonizadores alemães
não conseguiram se fixar nem encontrar metais preciosos e, com isso, os espanhóis retomaram o
comando das terras dos Welser em 1546.[16]

Na segunda metade do século XVI, os espanhóis começaram a colonizar a Venezuela, por meio do
estabelecimento de fazendas com o uso da mão-de-obra indígena, por meio do sistema de
encomienda. Caracas foi fundada em 1567 e décadas depois, mais de 20 assentamentos espanhóis
existiam no litoral e na região andina.[16]

A economia venezuelana colonial era baseada na agricultura, sobretudo de cana-de-açúcar, tabaco


e cacau, e na pecuária. Usava-se a mão-de-obra indígena e escrava africana. No século XVIII, para
eliminar a forte presença britânica, francesa e neerlandesa no comércio venezuelano, os espanhóis
estabeleceram um monopólio comercial dentro do pacto colonial. No entanto, os interesses régios
foram contra o dos latifundiários venezuelanos, forçando à dissolução da empresa monopolista
nos anos 1780.[16]
O território que é hoje a Venezuela esteve dividido entre o Vice-Reino do Peru e audiência de
Santo Domingo até ao estabelecimento do Vice-Reino de Nova Granada em 1717. Em 1776, a
Venezuela tornou-se uma capitania-Geral do Império Espanhol.

Grã-Colômbia e independência
A primeira rebelião contra o domínio espanhol ocorreu em 1749.[17] No entanto, os primeiros
movimentos separatistas na Venezuela surgiram apenas nas últimas décadas daquele século.[16]

Em 1797, um grupo de membros da elite venezuelana proclamou a independência, mas falhou.[16]

Em 1806, o militar caraquenho Francisco de Miranda, profundamente influenciado pelas ideias


iluministas e veterano nas lutas das Revoluções Americana e Francesa, tentou desembarcar no
litoral venezuelano com mercenários contratados em Nova York, para por em prática sua ideia de
criar um país pan-hispânico na América, mas tal ação não deu certo, devido à falta de apoio da
elite, temerosa de que a metrópole fosse alterada da Espanha para o Reino Unido.[16][18]

Em 1808, Napoleão Bonaparte invadiu a Espanha, prendeu e depôs o rei Fernando VII e colocou
em seu lugar o irmão José Bonaparte. Esse foi o estopim para a independência das colônias
espanholas na América, pois muitas elites não aceitaram ter um rei estrangeiro no trono espanhol.
Nessa época, entrou, no processo de independência da Venezuela, o militar Simón Bolívar, que
havia estudado na Europa e recebeu influências da Revolução Americana.[18][19]

Em 19 de abril de 1810, a elite caraquenha decretou a formação de uma junta governativa,


expulsando os espanhóis dos cargos administrativos. Em um primeiro momento, a junta declarou
lealdade a Fernando VII, mas as tropas espanholas mandaram bloquear os portos venezuelanos,
levando os integrantes a declararem a independência.[18]

Em julho de 1811, a junta governativa, liderada por Cristóbal Mendoza, assinou a Ata da
Declaração de Independência da Venezuela. Francisco de Miranda se tornou o primeiro chefe do
exército do novo país.[18]

Nas lutas contra as forças realistas, em julho de 1812, Miranda assinou a rendição ante estas, para
evitar que mais sangue fosse derramado, o que foi visto como uma traição, levando-o a ser
entregue aos espanhóis e exilado.[16][18]

Em 1813, a junta governantiva indicou Bolívar para o cargo de


comandante das forças revolucionárias. Depois de derrotas nas
lutas contra os espanhóis, ele contou com o apoio de elites que
abandonaram a defesa do colonialismo e llaneros e negros que
desertaram da causa monarquista e muitos mercenários
britânicos e irlandeses e com a ajuda do Haiti.[16][18]

Em 17 de dezembro de 1819, foi proclamada a República da


A assinatura da Independência da
Grã-Colômbia, com capital em Bogotá e tendo Bolívar como
Venezuela, de Martín Tovar y Tovar.
presidente. Em junho de 1521, suas tropas, reforçadas pela
cavalaria liderada por José Antonio Páez, derrotaram o
principal exército espanhol na Batalha de Carabobo. A última força da Coroa Espanhola se rendeu
em outubro de 1823 na cidade de Puerto Cabello.[16]
Em seguida, Bolívar, acompanhado de tropas venezuelanas, ajudou a libertar o Peru e a Bolívia,
esta última tendo recebido o seu nome. Enquanto isso, as rivalidades regionais eclodiram na Grã-
Colômbia e ele não foi capaz de contê-las.[16] ) Então, entre 1829 e 1830, a Grã-Colômbia se
fragmentou, com a independência do Equador e da Venezuela.[17]

República Caudilha
Com a independência de fato da Venezuela, o novo país passou a ser governado pelos caudilhos,
que permanecem no cargo por um século. Em 1830, foi promulgada a primeira constituição do
país, de caráter centralista, escravagista e conservador.[16]

Entre 1830 e 1848, a política venezuelana esteve nas mãos dos conservadores, cuja principal figura
foi José Antonio Páez, presidente duas vezes (1831–35 e 1839–43) e importante figura política.
Nesse período, houve uma estabilidade política e progresso econômico, a Igreja perdeu a isenção
tributária e o monopólio educacional e o Exército, sua autoridade e a economia, devastada por
anos de guerra, foi reconstruída.[16]

Em 1840, Antonio Leocadio Guzmán fundou o Partido Liberal, antiescravagista e pena de morte e
favorável à extensão do direito ao voto, a primeira grande oposição aos conservadores. Na década
de 1840, houve uma queda no preço das commodities venezuelanas e isso fortaleceu a oposição
liberal.[16]

Em 1848, os conservadores são tirados do cargo pelo General José Tadeo Monagas. Nos dez anos
seguintes, o poder alternou-se entre Monagas e seu irmão José Gregorio Monagas, quando foram
aprovadas, mas não implementadas, a abolição da escravidão e da pena de morte e a ampliação do
sufrágio. A situação econômica estava piorando e a tentativa de criar, em 1857, uma constituição
que permitia aos presidentes permanecerem mais tempo no cargo, levou a uma revolta de
dissidentes liberais e conservadores, que depuseram os Monagas em 1858. Isso desencadeou uma
guerra civil entre os liberais, de tendência federal e democrática, e os conservadores, centralistas, a
chamada Guerra Federal (1858–63).[16]

Páez retornou do exílio em 1861 e restaurou a hegemonia do seu grupo até 1863, com a vitória
liberal, cujos líderes eram Juan Crisóstomo Falcón e Antonio Guzmán Blanco. Uma nova
constituição, de caráter liberal e federalista, foi promulgada no ano seguinte. Devido à má gestão
governamental, os conservadores, agora liderados por José Tadeo Monagas, retornaram ao poder
em 1868. Outra guerra civil seguiu, resultando em uma nova vitória liberal em 1870.[16]

Guzmán Blanco assumiu o poder em 1870 e adotou um programa de reformas econômicas,


retirando o país da situação econômica que vivia há anos. Uma nova constituição foi promulgada
em 1872, estabelecendo eleições diretas para a presidência, sufrágio para todos os homens e um
sistema nacional de educação. Em 1878, Guzmán deixou a presidência, para a qual retornaria em
1886, após deixar a Venezuela ser governada por aliados. Em 1888, após a saída de Guzmán,
inicia-se um período de instabilidade política, que continuou durante o governo de Joaquín Crespo
(1892–98). Durante essa gestão, as relações com o Reino Unido se conflituaram, por causa da
intensificação da disputa pela Guiana Essequiba, região rica em ouro reivindicada por ambos os
países.[16]

Em 1899, o general Cipriano Castro, natural do estado de Táchira, chega a Caracas e dá um golpe
de estado, assumindo a presidência como um ditador. O governo Castro (1899–1909) foi o
primeiro de cinco governos de presidentes militares tachirenses, conhecidos como Andinos, os
quais ficaram no poder até 1958, exceto por um breve intervalo
entre 1945 e 1948.[16]

Em 1908, Cipriano, cujo governo foi caracterizado por uma


política externa agressiva, foi forçado a deixar a presidência
por causa de sua saúde e foi substituído por Juan Vicente
Gómez, que governou a Venezuela até sua morte, em 1935.
Seus 27 anos no cargo foram caracterizados pelo
autoritarismo, corrupção, cerceamento às liberdades
Juan Vicente Gómez e Eleazar individuais e de imprensa e eleições fraudulentas. Por outro
López Contreras em Maracay, 1934. lado, foi no governo de Gómez, pouco antes da Primeira
Guerra Mundial, que as gigantescas reservas de petróleo
venezuelanas foram descobertas e o início da sua exploração
trouxe grandes lucros, permitindo ao Estado fazer obras de infraestrutura, subsidiar a agricultura
e pagar a dívida. No entanto, a riqueza era desigual, a maioria da população vivia na pobreza e
houve pouquíssimos investimentos estatais na saúde ou educação.[16]

Um país entre a democracia e o autoritarismo


Eleazar López Contreras assumiu a presidência com a morte de Gómez, de quem fora ministro, em
1935. Seu governo (1935–41) começou com a retomada das liberdades e a permissão do
sindicalismo, mas a ameaça da oposição o fez retomar a ditadura, em 1937. Economicamente, essa
gestão continuou seguindo a orientação desenvolvimentista, com investimentos estatais na
agricultura, educação, saúde e indústria.[16]

Isaías Medina Angarita (1941–45) manteve o desenvolvimentismo e restaurou as liberdades


individuais. Com a queda nos preços do petróleo devido à Segunda Guerra Mundial, o governo
ampliou sua participação nos lucros do petróleo e, com a retomada das redes de transporte
globais, houve novas concessões e um boom do petróleo.[16]

Em 1945, um golpe civil-militar depôs Medina, marcando a primeira vez que um partido político, o
social-democrata Ação Democrática (AD), toma o poder, com o apoio popular. Seu líder, Rómulo
Betancourt, liderou uma junta composta por civis e militares que elaborou uma constituição
seguindo a orientação do partido, adotada em julho de 1947.[16] Em dezembro do mesmo ano, o
escritor Rómulo Gallegos tomou posse, sendo o primeiro presidente democraticamente eleito da
história da Venezuela. Gallegos adotou medidas trabalhistas, desenvolvimentistas e
assistencialistas, o que levou à sua deposição por um golpe militar em novembro de 1948,
resultado da forte oposição conservadora ao seu governo.[16]

Com o golpe de 1948, assumiu o poder a junta militar do Major Marcos Pérez Jiménez e Tenente-
Coronel Carlos Delgado Chalbaud, este assassinado em 1951, o que levou aquele a se tornar o líder
único do país, governando-o autoritariamente até sua deposição 1958, período no qual todas as
conquistas sociais, trabalhistas e democráticas foram suprimidas.[16] Sucedeu a Jiménez uma
junta civil-militar, que durou até 1959, quando Betancourt foi eleito, por meio de uma aliança
entre o AD e o democrata-cristão Partido Social-Cristão (Copei), e tomou posse.[16][20]

Dominância de dois partidos


O segundo mandato de Betancourt (1959–64) também foi caracterizado pelos investimentos em
saúde, educação, agricultura e indústria, mas foi mais moderado em relação ao primeiro. Na
política externa, a Venezuela rompeu relações com a República Dominicana em 1960, após um
atentado contra Betancourt feito por agentes dominicanos, e com Cuba em 1961, por causa do seu
financiamento a grupos guerrilheiros marxistas venezuelanos, e se tornou um dos membros-
fundadores da OPEP em 1960.[16]

As eleições presidenciais de 1963 foram vencidas por Raúl Leoni (AD). Os democrata-cristãos
retiraram-se passaram para a oposição. Durante a presidência de Leoni (1964–69), houve
crescimento na indústria petroquímica e mineradora. Apesar da prosperidade, o governo teve
pouca popularidade, o que fortaleceu a Copei, cujo candidato, Rafael Caldera, venceu as eleições
presidenciais de 1968. Sua posse, no ano seguinte, foi um marco histórico para a Venezuela, pois,
pela primeira vez, o governo incumbente entregou pacificamente a presidência a um partido
oposicionista.[16]

O governo Caldera (1969–74) manteve políticas similares às gestões anteriores, ampliou as


relações diplomáticas com Cuba, União Soviética e as ditaduras latino-americanas e nacionalizou o
gás natural. Seu sucessor, Carlos Andrés Pérez (1974–79), da Ação Democrática, nacionalizou a
indústria de ferro em 1975 e a de petróleo em 1976.[16]

Após a Guerra do Yom Kippur (1973), o preço do barril de petróleo venezuelano aumentou mais de
300%, o que trouxe grandes lucros ao país sul-americano. Houve a imigração vinda de países
próximos e um aumento nas importações, mas, por outro lado, a corrupção crescia cada vez mais e
os lucros se concentravam nas elites, gerando pouco benefícios à classe popular. Além disso, o
boom econômico ocasionado pelo aumento na cotação do barril durou pouco,[16] pois houve
aumentos maciços nos gastos públicos[21] e no final dos anos 1970 iniciou-se uma crise econômica
causada pela queda nos preços do petróleo, devido à superoferta da comodity e o segundo choque
do petróleo.[16]

Os governos de Luis Herrera Campins (Copei, 1979–84) e Jaime Lusinchi (AD, 1984–89) foram
caracterizados pela crise e consequente desemprego e fuga de capitais estrangeiros, aumento
constante da inflação, corrupção, diminuição das exportações e moratória da dívida
externa.[16][20] Para tentar solucionar a crise, foram adotadas medidas de desvalorização da
moeda e austeridade.[16]

Carlos Andrés Pérez foi eleito para um segundo mandato em


1988, sob a promessa de pagamento da dívida. No início de seu
mandato, em 1989, foram adotadas medidas de austeridade e
esse fator gerou o levante popular conhecido como Caracaço,
cujo estopim foi o aumento da tarifa de ônibus da capital. Os
dois anos seguintes foram marcados por greves trabalhistas e
mais manifestações. Em 1992, Pérez sofreu duas tentativas de
golpe militar: uma, de oficiais de baixa patente no exército,
cujo líder era o tenente-coronel Hugo Chávez; outra, por Rua de Caracas durante o
membros da Força Aérea. Os militares rebeldes foram presos e Caracazo, em 1989.
o presidente continuou no cargo até meados do ano seguinte,
quando sofreu impeachment por corrupção.[16][20]
Em 1994, o ex-presidente Rafael Caldera tomou posse para um segundo mandato, dessa vez como
político independente,[16] e logo em seguida anistia Hugo Chávez, restaurando seus direitos
políticos.[22] Durante a gestão Caldera (1994–99), inicialmente foram aplicadas medidas
econômicas populistas até depois adotar um plano econômico neoliberal orientado pelo
FMI.[16][20]

Revolução Bolivariana
Nas eleições de 1998, no contexto da desconfiança aos partidos
políticos tradicionais, Chávez foi eleito presidente, prometendo
combater os grandes problemas que o país vivia na época,
como a corrupção e altas taxas de pobreza, tomando posse no
início do ano seguinte.[16] Meses depois, uma Assembleia
Constituinte, com predominância chavista, foi eleita e redigiu
uma nova constituição, por meio da qual o nome do país foi
alterado para República Bolivariana da Venezuela, o mandato
presidencial foi ampliado de cinco para seis anos e o
Legislativo se tornou unicameral.[20] Esse foi o início da
Hugo Chávez em 2013. chamada "Revolução Bolivariana".[17]

Em abril de 2002, um golpe de Estado derruba Chávez, após


manifestações populares de seus opositores,[23] mas ele voltou ao poder depois de dois dias, com a
ajuda de apoiadores militares e populares.[24]

Chávez também se manteve no poder depois de uma greve geral nacional, que durou mais de dois
meses (de dezembro de 2002 a fevereiro de 2003), além de uma greve na companhia estatal de
petróleo Petróleos de Venezuela (PDVSA). Os movimentos grevistas produziram um problema
econômico grave, sendo que o PIB do país caiu 27 por cento durante os primeiros quatro meses de
2003 e custou à indústria petrolífera 13,3 bilhões de dólares.[25] A fuga de capitais, antes e durante
a greve, levou à reinstituição de controles cambiais (que tinha sido abolida em 1989), gerido pela
agência CADIVI.

Chávez seguiu uma orientação populista, centralizadora e socialista, a qual ele chamou de
Socialismo do século XXI. Durante os 14 anos que governou a Venezuela, foram adotadas políticas
sociais com o dinheiro vindo do petróleo e estatizados setores estratégicos da economia, como a
siderurgia, petróleo, telecomunicações, indústria de cimento e eletricidade e houve uma redução
na pobreza. Ao mesmo tempo, houve uma concentração de poder nas mãos do presidente. Além
disso, surgiu uma forte polarização política; apesar do grande apoio popular, a rejeição entre as
classes média e alta ao presidente era alta e isso gerou uma forte tensão.[16][20]

Nas eleições de 2000, 2006 e 2012, nas quais Chávez foi reeleito, o seu partido MVR (Movimento
Quinta República) e aliados — muitos dos quais, em 2007, foram unidos no Partido Socialista
Unido da Venezuela (PSUV) — obtiveram ampla maioria no Legislativo. Em 2009, foi aprovada,
pela Assembleia Nacional e por consulta popular, a emenda constitucional que institui a reeleição
ilimitada para cargos públicos.[20]

No início da década de 2010, o governo adotou as primeiras medidas de desvalorização da


moeda.[26][27][28][29][30] Estas desvalorizações têm feito pouco para melhorar a situação do povo
venezuelano, que conta com produtos importados ou produtos produzidos localmente, mas que
dependem de insumos importados, enquanto as vendas de petróleo representam a grande maioria
das exportações da Venezuela.[31]

Em 2012, Chávez foi reeleito para um quarto mandato, mas ele nunca chegou a tomar posse,
devido ao tratamento contra o câncer, doença para a qual faleceu em 5 de março de 2013, depois
de dois anos de luta, o que gerou forte comoção popular.[20][32]

Governo Maduro e crise


Com a morte de Chávez, o vice-presidente, Nicolás Maduro, assumiu interinamente a
presidência.[20]

A eleição presidencial de 14 de abril de 2013, a primeira em que o


nome de Chávez não aparecia na cédula de votação desde que
assumiu o poder em 1999,[33] foi vencida por Maduro, com 50,61%
dos votos, contra o candidato da oposição Henrique Capriles
Radonski, que teve 49,12% dos votos.[34] A federação Mesa da
Unidade Democrática contestou a sua nomeação como uma violação
da constituição. No entanto, o Tribunal Supremo de Justiça da
Venezuela decidiu que, segundo a constituição nacional, Nicolás
Maduro é o presidente legítimo e foi investido como tal pelo
congresso venezuelano.[35][36] Nicolás Maduro, o atual
presidente do país.
Maduro assumiu o poder em meio a uma situação econômica frágil,
com a escassez de produtos básicos e inflação em alta.[16] Em
fevereiro de 2014, milhares de venezuelanos protestaram contra o
níveis crescentes de violência criminal, inflação e pela escassez
crônica de produtos básicos devido às políticas do governo
federal.[37][38][39][40][41] Manifestações e tumultos deixaram mais de
40 mortes nos distúrbios entre os dois chavistas e manifestantes da
oposição,[42] além de terem levado à prisão de líderes da oposição,
como Leopoldo López.[42][43] Atualmente, o país enfrenta uma grave
crise socioeconômica e política, com hiperinflação, escassez de
produtos básicos, alta criminalidade e censura da imprensa.[11][12] Protestos contra o governo
de Maduro em 2014.
O Center for Economic and Policy Research (CEPR) com sede em
Washington estima que 40 000 pessoas morreram em resultado das
sanções dos EUA entre 2017 e 2018, devido ao seu impacto na distribuição de medicamentos,
fornecimentos médicos e alimentos. Milhões de pessoas com diabetes, hipertensão ou câncer já
não podem receber tratamento adequado.[44]

Em maio de 2018, Maduro foi reeleito em uma eleição controversa, não reconhecida pela oposição
e por grande parte da comunidade internacional.[9][10] Em janeiro de 2019, a Assembleia Nacional
da Venezuela declarou que Maduro estava usurpando o cargo presidencial e Juan Guaidó, como
presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, autoproclamou-se presidente interino da
Venezuela.[45][46] No mesmo dia, a Organização dos Estados Americanos (OEA) considerou
ilegítimo o governo de Maduro.[47]
Após assumir a presidência interina, Guaidó disse que os três objetivos centrais de sua estratégia
política seriam encerrar o governo de Nicolás Maduro, estabelecer um governo de transição guiado
pela Assembleia Nacional e a convocação de novas eleições.[48] Em fevereiro de 2019, mais de 50
países reconheciam Guaidó como presidente interino da Venezuela, incluindo todos os países
membros do Grupo de Lima com exceção do México, além de Brasil, Canadá, Estados Unidos,
Israel, Austrália, Japão, o Parlamento Europeu e a maioria dos países da União
Europeia.[49][50][51][52][53][54] Por outro lado, cerca de 20 países reconheciam Maduro como
presidente legítimo, incluindo Rússia, Cuba, Nicarágua, China e Coreia do Norte.[55] A
Organização das Nações Unidas (ONU), o Vaticano e 17 países declararam neutralidade.[56]

Em janeiro de 2021, a União Europeia deixou de reconhecer Juan Guaidó como presidente
interino.[57]

Geografia
Com cerca de 2 800 km de litoral, a Venezuela é um país
localizado no norte da América do Sul, na fronteira com o mar
do Caribe. É delimitada ao sul pelo Brasil, a oeste pela
Colômbia e a leste pela Guiana. O país tem uma área total de
916 445 km², dos quais 882 050 km² são de terra, cerca do
dobro do tamanho do estado da Califórnia, nos Estados
Unidos. A forma de seu território se assemelha
aproximadamente à de um triângulo invertido.
O Pico Bolívar, a 4 981 de altitude,
é o ponto mais alto do país[58] Hidrografia e topografia
O país possui uma variedade de paisagens. As extensões da
cordilheira dos Andes vão do extremo nordeste até o noroeste da Venezuela e continuam ao longo
da costa norte do Caribe. O Pico Bolívar, o ponto mais alto da nação com 4 981 m de altura,
encontra-se nesta região. O centro do país é caracterizado pelos llanos, que são extensas planícies
que se estendem desde a fronteira colombiana ao extremo oeste do delta do rio Orinoco, no leste.

No sul, a região Guayana contém a região norte da Bacia


Amazônica e o Salto Ángel, a maior cachoeira (cascata, em
Portugal). O Orinoco, com seus ricos solos aluviais, se liga ao
maior e mais importantes sistema de rios, que se origina em
uma das maiores bacias hidrográficas da América Latina. O
Caroni e o Apure são outros grandes rios. Do sistema deltaico,
que forma um triângulo cobrindo o Delta Amacuro, projeta-se
para o nordeste em direção ao Oceano Atlântico.
Salto Ángel, a mais alta queda de
água do planeta
O país pode ainda ser dividido em dez zonas geográficas,
correspondentes a algumas regiões climáticas e biogeográficas.
No norte são os Andes venezuelanos e a região Coro, uma área montanhosa no noroeste, tem
vários vales e serras. No leste estão as planícies adjacentes ao lago de Maracaibo e ao golfo da
Venezuela. A Cordilheira Central é paralela à costa e inclui as colinas que rodeiam Caracas, a
Cordilheira Oriental, separada da Cordilheira Central pelo golfo de Cariaco, abrange o Sucre e o
norte de Monagas. A Região Insular inclui todas as ilhas da Venezuela: Nueva Esparta e as várias
dependências federais.

Clima
Embora a Venezuela esteja inteiramente situada nos trópicos,
o clima varia de planícies úmidas de baixa altitude, onde as
temperaturas médias anuais variam de tão elevadas como
28 °C, às geleiras e regiões montanhosas com uma
temperatura média anual de 8 °C. A precipitação anual varia
entre 430 mm na porção semiárida do noroeste até 1 000 mm
no delta do rio Orinoco do extremo oriente do país. A maioria
das quedas de precipitação entre junho e outubro (época das
chuvas ou "inverno"); o restante mais seco e mais quente do
Venezuela de acordo com a ano é conhecido como "verão", embora a variação da
classificação climática de Köppen
temperatura ao longo do ano não seja tão pronunciada como
em latitudes temperadas.[59]

O país divide-se em quatro zonas de temperatura horizontais baseadas principalmente na


elevação, tendo os climas tropical, seco, temperado com invernos secos e polar (tundra alpina),
entre outros.[60][61][62] Na zona tropical as temperaturas são quentes, com médias anuais variando
entre 26 e 28 °C. A zona temperada, onde se localizam muitas das cidades da Venezuela, incluindo
a capital, varia entre 800 e 2 000 m de altura, com médias de 12–25 °C. As condições mais frias
com temperaturas de 9–11 °C são encontrados na zona fria entre 2 000 e 3 000 m de altura,
especialmente nos Andes venezuelanos, onde há pastagem e campo de neve permanentes com
médias anuais abaixo de 8 °C.

Biodiversidade
A Venezuela se encontra dentro da região neotropical, e
grandes porções do país são originalmente cobertas por
florestas úmidas de folhagem larga. Isso classifica a Venezuela
como um dos dezessete países megadiversos.[63][64][65] No
país, os habitats vão desde as montanhas dos Andes até o oeste
da Bacia Amazônica, através de extensas planícies e a costa do
Caribe, no centro e no delta do rio Orinoco, no leste. Estes
incluem cerrados no extremo noroeste e litoral e florestas de
mangue no nordeste.[66] Suas florestas de baixa altitude e Mapa das regiões naturais do país
tropicais são particularmente ricas.[67]

A fauna da Venezuela é diversa e inclui espécies pouco conhecidas como o peixe-boi, preguiça de
três dedos, preguiça-de-coleira, boto-cor-de-rosa e crocodilo-do-orinoco, que podem atingir até
6,6 m de comprimento. A Venezuela abriga um total de 1 417 espécies de aves, 48 das quais são
endémicas.[68] Aves importantes incluem o íbis, diversos tipos de águias, maçaricos e o turpial, a
ave nacional da Venezuela.[67] Os ​mamíferos mais notáveis são o tamanduá-bandeira, onça-
pintada e a capivara, o maior roedor do mundo.[69] Mais de metade das espécies de aves e
mamíferos venezuelanos são encontradas nas florestas da Amazônia e ao sul do rio Orinoco.[70]
Sobre a flora presente na Venezuela, mais de 25 mil espécies
de orquídeas são encontradas nas florestas do país e nos
ecossistemas da floresta de várzea.[67] Estas incluem a flor de
mayo (Cattleya mossiae), que é tida como a flor nacional
venezuelana. A árvore nacional da Venezuela é o Ipê amarelo
(ou araguaney, como é chamado no país) cuja característica
exuberante após o período chuvoso levou o romancista
Rómulo Gallegos a nomeá-la de "a primavera de oro de los
araguaneyes" (a primavera de ouro dos araguaneyes).[69]
Vista aérea do delta do rio Orinoco
Em se tratando de fungos, uma conta foi fornecida por R.W.G.
Dennis, sendo digitalizada e os registros disponibilizados
online como parte do banco de dados do Cybertruffle Robigalia.[71][72] Este banco de dados inclui
cerca de 3,9 mil espécies de fungos registrados na Venezuela, mas está longe de ser completa, e é
provável que o número total de espécies de fungos já conhecidos no país seja maior, dada a
estimativa geralmente aceita de que apenas 7% de todos os fungos em todo o mundo foram
descobertos, catalogados e estudados até o momento.[73]

O país está entre os vinte melhores em termos de


endemismo.[69] Entre os seus animais, 23% dos répteis e 50%
das espécies de anfíbios são endémicas.[69] Embora a
quantidade de informação disponível ainda seja muito
pequena, um primeiro esforço foi feito para estimar o número
de espécies de fungos endêmicos para a Venezuela:
Aproximadamente 1 334 espécies de fungos foram
identificados como possíveis endemias do país. Cerca de 38%
Visa panorâmica da ilha de
Margarita, no mar do Caribe dos mais de 21 mil espécies de plantas conhecidas da
Venezuela são exclusivas do país.[69]

A Venezuela é atualmente o lar de uma reserva da biosfera, o Alto Orinoco-Casiquiare, que faz
parte da Rede Mundial de Reservas da Biosfera, além de cinco zonas úmidas que estão registradas
nos termos da Convenção de Ramsar. Em 2003, 70% das terras do país estavam sob a gestão da
conservação em mais de 200 áreas protegidas, incluindo 43 parques nacionais. Nas últimas
décadas, a exploração madeireira, mineração, agricultura itinerante e outras atividades humanas
têm servido como ameaça para a biodiversidade venezuelana. Entre 1990 e 2000, 0,40% da
cobertura florestal foi desmatada anualmente. No mesmo período, foram implementadas medidas
de proteções federais, como a proteção de 20% a 33% da área florestal venezuelana.[69]
Panorama dos tepuis Kukenán e Roraima vistos a partir do acampamento do rio Tëk (rio visível na imagem), em
Gran Sabana. O tepui Roraima é, na verdade, 100 metros maior que o Kukenan, mas, devido à perspectiva da
fotografia, ele parece menor.

Demografia

Religiões
De acordo com uma pesquisa de 2011 (GIS XXI), 88% da
população é cristã, principalmente católica romana (71%), e os
17% restantes são protestantes, principalmente evangélicos (na
América Latina, os protestantes são geralmente chamados de
"evangélicos"). Cerca de 8% dos venezuelanos são irreligiosos (2%
de ateus e 6% de agnósticos ou indiferentes). Quase 3% da
população segue outra religião (1% dessas pessoas pratica a
santería).[74]

Existem pequenas, mas influentes comunidades muçulmanas,


drusas,[75][76] budistas e judaicas. A comunidade muçulmana de Religiões na Venezuela
mais de 100 mil está concentrada entre pessoas de ascendência (2011)[74]
libanesa e síria que vivem no estado de Nueva Esparta, Punto Fijo
e na área de Caracas. A comunidade drusa é estimada em cerca de Católicos romanos (71%)
60 mil e concentrada entre pessoas de ascendência libanesa e Protestantes (17%)
síria (um ex-vice-presidente é druso, mostrando a influência do Irreligiosos (7%)
pequeno grupo).[77][75] Outras religiões (3%)
Sem resposta (1%)
A comunidade judaica diminuiu nos últimos anos devido às
crescentes pressões econômicas e antissemitismo na
Venezuela,[78][79][80][81][82] com a população diminuindo de 22 mil em 1999[83] para menos de 7
mil em 2015.[84]

Composição étnica
A Venezuela é um país bastante miscigenado e grande parte de sua população é multirracial, como
resultado do contato entre espanhóis, indígenas e africanos no período colonial.[16][85]
Segundo o censo populacional de 2011, a composição étnico-racial da população venezuelana,
segundo autoidentificação, é a seguinte: 49,9%: multirraciais (de qualquer tipo), 42,2% brancos,
3,5% afrodescendentes e 2,7% ameríndios.[86] Segundo a Encyclopædia Britannica, a população
venezuelana é assim dividida: 63,7% mestiços indígenas-europeus ou mestiços indígenas-
africanos-europeus, 23,3% brancos, 10,0% negros, 1,3% indígenas e 1,7% outros.[16] Já Francisco
Lizcano estimou a composição étnica do país sul-americano dessa forma: 37,7% mestizos
(mestiços indígenas-europeus), 37,7% mulatos (mestiços africanos-europeus), 16,9% brancos,
2,8% negros, 2,7% ameríndios e 2,2% asiáticos (em grande parte, descendentes de árabes).[87]

Na Venezuela, os afrodescendentes estão concentrados em regiões próximas à costa, enquanto os


indígenas residem, em grande parte, em regiões remotas do interior do país, como florestas
próximas ao Lago de Maracaibo e a Floresta Amazônica.[16]

De acordo com um estudo genético de DNA autossômico, realizado em 2008, pela Universidade
de Brasília (UnB) a composição da população da Venezuela é a seguinte: 60,60% de contribuição
europeia, 23% de contribuição indígena e 16,30% de contribuição africana.[88]

Até a Segunda Guerra Mundial, a entrada de europeus na Venezuela foi quase exclusivamente de
espanhóis. Entre 1948 e 1958, o governo estimulou a entrada de portugueses, espanhóis e
italianos. Entre as décadas de 1950 e 1970, centenas de milhares de imigrantes oriundos de países
hispanófonos da América do Sul se fixaram na Venezuela, especialmente colombianos, mas
também argentinos, chilenos e uruguaios. Muitos desses europeus e sul-americanos não se
fixaram em território venezuelano definitivamente, pois retornaram aos seus países de origem.[16]

Criminalidade
A violência era a maior preocupação de eleitores venezuelanos
em 2008, de acordo com uma pesquisa.[89] A Venezuela está
entre os países com as maiores taxas de violência urbana do
mundo. Estima-se que, em média, um venezuelano seja
assassinado a cada 21 minutos.[90] Crimes violentos têm sido
tão prevalentes no paós que o governo não mais divulga
estatísticas sobre crimes ocorridos.[91] Em 2018, a taxa de
homicídios foi estimada em 36,7 por 100 mil habitantes, uma Favela em Caracas
das mais altas do mundo.[92] A capital Caracas tem uma das
maiores taxas de homicídios entre as grandes cidades do
mundo, com 122 homicídios por 100 mil habitantes.[93]

Segundo relatório da Anistia Internacional, os homicídios na Venezuela cresceram de forma


constante, desde 2002. Estima-se que 92% dos crimes comuns na Venezuela não são
solucionados, índice que sobe para 98%, em casos de violações de direitos humanos, conforme
apurado pela InSight Crime e pela COFAVIC, respectivamente, em 2016.[94] A maioria dos
assassinados na Venezuela são homens jovens e pobres. Segundo o relatório, "as políticas de
segurança implementadas entre 2002 e 2017 priorizaram o uso de métodos repressivos pela
polícia em operações de combate ao crime, com relatos de buscas ilegais, execuções extrajudiciais
e uso de tortura durante essas operações".[95][96]
Os números de vítimas, nas últimas décadas, são semelhantes aos da guerra do Iraque, e, em
algumas instâncias, houve mais civis mortos, ainda que o país viva em épocas de paz.[97]

Urbanização
A Venezuela está entre os países mais urbanizados da América Latina.[98][99] Cerca de 85% da
população vive em áreas urbanas na parte norte do país, especialmente na capital Caracas, que é
também a maior cidade do país. Outras cidades importantes incluem Maracaibo, Valência,
Maracay, Barquisimeto, Mérida, Barcelona-Puerto La Cruz e Ciudad Guayana.

Governo e política
A Venezuela é uma república federal presidencialista governada pela
Constituição de 1999. Esta constituição consagrou a existência de
cinco poderes: executivo, legislativo, judiciário, cidadão e eleitoral.

O poder executivo recai sobre o presidente da República, eleito por


sufrágio universal para um mandato de seis anos, podendo ser
reeleito infinitamente, depois de referendada a emenda
constitucional, por voto popular. Ele é simultaneamente chefe de
Estado e chefe de governo. É também o Comandante Supremo das
Forças Armadas. Nomeia o vice-presidente da República (cargo
ocupado desde janeiro de 2007 por Jorge Rodríguez Gómez) e os
Nicolás Maduro, o atual ministros.[carece de fontes?]
presidente da Venezuela,
que assumiu o cargo após O poder legislativo reside na Asamblea Nacional (Assembleia
a morte de Hugo Chávez
Nacional), parlamento unicameral composto por 167 membros, 3 dos
em 2013.
quais representantes dos povos indígenas. Os membros da assembleia
são eleitos para um período de 5 anos, podendo ser reeleitos para
mais dois mandatos. Entre as funções da Assembleia Nacional encontram-se para aprovar as leis e
o orçamento e designar os embaixadores. Antes da aprovação da constituição de 1999 a Venezuela
tinha um parlamento bicameral, composto pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. As últimas
eleições para a Assembleia Nacional tiveram lugar em Dezembro de 2015.[carece de fontes?]

O Supremo Tribunal de Justiça, órgão máximo do poder judiciário, é constituído por 36 membros
eleitos para um mandato único de doze anos, sendo designados pela Assembleia Nacional. Cada
estado possui um governador (eleito para um período de quatro anos) e um Conselho Legislativo;
o Distrito Capital tem um governador (eleito para um período de quatro anos). O alcalde (prefeito,
presidente da Câmara Municipal), é a principal figura do poder municipal, sendo eleito também
para um mandato de quatro anos.[carece de fontes?]

Os principais partidos políticos venezuelanos são a Acción Democrática (AD, fundado em 1941 por
Rómulo Gallegos e Rómulo Betancourt), o Partido Social Cristiano (COPEI, fundado em 1946 por
Rafael Caldera), o Partido Socialista Unido de Venezuela(PSUV, liderado desde a sua fundação por
Hugo Chávez), Un Nuevo Tiempo, (fundado em 2000 por Manuel Rosales), Primero Justicia,
(fundado em 2000 por Julio Borges), Moviemento al Socialismo (MAS) e Convergencia (fundado
em 1993). Em 2007 Hugo Chavez criou o Partido Socialista Unificado Venezuelano (PSUV), o qual
conquistou mais de 5 milhões de inscritos em poucos meses, tornando-se o principal partido. A
população venezuelana atua diretamente na política através dos conselhos comunais. Estes
conselhos são comunidades de aproximadamente 200 famílias
que moram próximos e possuem laços em comum. Através de
assembleias populares os cidadãos decidem quais obras
deverão ser executadas naquela comunidade. Estes grupos
participam da política chegando a propor e aprovar leis, como
por exemplo, a Lei de Terras, leis contra o açambarcamento
em supermercados e a própria lei dos conselhos comunais.
[carece de fontes?]
Imagem aérea da sede da
Assembleia Nacional da Venezuela.
Segundo a ONU, o país se encontra em 'estado de exceção',
com o governo sendo acusado de ameaçar e torturar
opositores. Em contrapartida, José Rangel Avalos, vice-ministro do Interior, afirma que: "A
tortura não faz parte da realidade política da Venezuela" e que a população tem a garantia de seus
direitos.[101][102]

Forças armadas
A Força Armada Nacional da República Bolivariana da
Venezuela (Fuerza Armada Nacional, FAN) são as forças
armadas da Venezuela. Ela inclui mais de 129 150 homens e
mulheres, nos termos do artigo 328 da Constituição, em cinco
componentes de terra, mar e ar. Os componentes das Forças
Armadas Nacionais são: o Exército venezuelano, a Marinha
venezuelana, a Força Aérea venezuelana, a Milicia Nacional
Bolivariana da Venezuela e a Milícia Nacional da Venezuela.
Caça Sukhoi Su-30 da Força Aérea
da Venezuela.
Em 2008, cerca de 600 000 soldados foram incorporados em
um novo ramo, conhecido como Reserva Armada. O presidente
da Venezuela é o comandante em chefe das forças armadas do país. As principais funções das
forças armadas são defender o território nacional soberano da Venezuela, o espaço aéreo, as ilhas,
a luta contra o narcotráfico, busca e salvamento e, no caso de um desastre natural, a proteção civil.
Todos os homens que são cidadãos da Venezuela têm o dever constitucional de se inscrever nas
forças armadas na idade de 18 anos, que é a idade de maioridade na Venezuela.

Relações internacionais
Durante a maior parte do século XX, a Venezuela manteve
relações amistosas com os países latino-americanos e
ocidentais. As relações entre a Venezuela e o governo dos
Estados Unidos pioraram após o golpe de Estado na Venezuela
de 2002, durante a qual o governo estadunidense reconheceu a
presidência interina de Pedro Carmona. Do mesmo modo,
laços com vários países da América Latina e do Oriente Médio
O ex-presidente Hugo Chávez com que não são aliados dos Estados Unidos foram fortalecidos. A
o presidente da Rússia Vladimir Venezuela busca alternativas de integração hemisférica,
Putin. através de propostas como a Aliança Bolivariana para as
Américas e a recém-lançada rede de televisão pan-latino-
americana, TeleSUR. A Venezuela é uma das quatro nações no
mundo, juntamente com a Rússia, a Nicarágua e Nauru, que reconheceu a independência da
Abecásia e da Ossétia do Sul. A Venezuela foi um defensor da
decisão da Organização dos Estados Americanos para adotar a
sua Convenção Anti-Corrupção e está trabalhando ativamente
no Mercosul para pressionar o aumento do comércio e da
integração energética. Globalmente, buscando a formação de
um mundo "multipolar", baseado no fortalecimento dos laços
diplomáticos entre os países do Terceiro Mundo.

Encontro de presidentes sul- Desde março de 2015, o governo norte-americano durante a


americanos no Brasil em 2009. Lulagestão de Barack Obama declarou o governo venezuelano
da Silva está no centro, enquanto
como ameaça a segurança nacional de seu governo.[103]
Hugo Chávez está à direita.
Posteriormente, em Junho de 2015, oito senadores brasileiros
foram até a Venezuela para promoverem um ato pela
libertação dos presos políticos do país. Os oito senadores da comitiva foram recebidos pelas
mulheres dos presos políticos, opositores do governo de Nicolás Maduro, que eles iriam visitar
num presídio. Mas a rodovia estava bloqueada. Segundo a polícia, por causa de um acidente de
trânsito. Foi então que dezenas de simpatizantes do governo cercaram o micro-ônibus e
começaram a bater nos vidros. Os senadores tiveram que voltar.[104] A Câmara Federal do Brasil,
aprovou uma moção de repúdio ao ato contra os senadores. A Venezuela negou obstáculos a visita
dos senadores.

Toda a região a oeste do rio Essequibo (quase 60% do


território da Guiana) é reivindicada pela Venezuela como
sendo parte de seu território subtraído no século XIX pela
Inglaterra, então potência colonial que administrava a antiga
Guiana Britânica. A disputa está em moratória. A região é
denominada pela Venezuela de Guiana Essequiba. Em 1895,
após anos de tentativas diplomáticas para resolver a disputa
fronteiriça na Venezuela, a disputa sobre a fronteira do rio
Essequibo deflagrou-se e então foi submetida a uma comissão
supostamente neutra (composta por representantes do Reino
Unido, Estados Unidos e da Rússia e sem representante direto
da Venezuela) que, em 1899, decidiu-se contra a reivindicação Guiana Essequiba, parte do
territorial da Venezuela.[105] território da Guiana que é
reivindicado pela Venezuela.
A história da Venezuela no Mercosul iniciou em 16 de
dezembro de 2003, durante reunião de cúpula do Mercosul
realizada em Montevidéu, quando foi assinado o Acordo de Complementação Econômica
Mercosul, Colômbia, Equador e Venezuela. Neste acordo foi estabelecido um cronograma para a
criação de uma zona de livre comércio entre os Estados signatários e os membros plenos do
Mercosul, com gradual redução de tarifas. Desta maneira, estes países obtiveram sucesso nas
negociações para a formação de uma zona de livre comércio com o Mercosul, uma vez que, um
acordo de complementação econômica, com o cumprimento integral de seu cronograma, é o item
exigido para ascensão de um novo associado. No entanto, em 8 de julho de 2004, a Venezuela foi
elevada ao status de membro associado, sem ao menos concluir o cronograma firmado com
o Conselho do Mercado Comum. No ano seguinte, o bloco a reconheceu como uma nação
associada em processo de adesão, o que na prática significava que o Estado possuía voz, mas não
voto.[106] A expulsão da Venezuela foi oficializada em 1º de dezembro de 2016. A decisão foi
unanime por parte de: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai; Ainda que para o governo de
Montevidéu seria prudente acionar a cláusula democrática do bloco, da mesma forma que foi feita
com o Paraguai. Após a Venezuela não aderir o tratado de Assunção sobre a promoção e proteção
dos direitos humanos, o acordo sobre residência que permite que moradores de outros países do
bloco tenham moradia no país e, também, o Acordo de complementação econômica 18, que é
considerado um dos principais pilares do bloco.[107][108] O governo Venezuelano aderiu apenas 80
por cento das 1 224 técnicas exigidas, e 25 por cento do tratado necessário.[109][110]

Divisão administrativa
A Venezuela é uma república federal dividida em 23 estados, um Distrito Capital (que compreende
a cidade de Caracas e a sua área metropolitana), as Dependências Federais (formada por 72 ilhas e
ilhotas na sua maioria sem população humana) e um território em reivindicação com a Guiana
(Guayana Esequiba).

Os estados da Venezuela encontram-se agrupados em nove regiões administrativas, que foram


criadas a partir de um decreto presidencial de 1980.

Mar do Caribe
Oceano Atlântico
Dependências Federais

Falcón
Vargas Nueva Esparta

Yaracuy Distrito Capital Sucre Trindade e Tobago


Lara Miranda
Zulia Carabobo
Aragua
Trujillo Cojedes Monagas
Portuguesa
Guárico Anzoátegui Delta Amacuro
Mérida
Barinas
Táchira

Apure
Bolívar
Guiana

Amazonas

Colômbia

Brasil

Economia
Em 2020, o país foi o 76º maior exportador do mundo (US $
16,4 milhões em mercadorias, 0,1% do total mundial).[111][112]
Já nas importações, em 2016, foi o 63º maior importador do
mundo: US$ 33,6 bilhões.[113]

Na agricultura, a Venezuela produziu, em 2019: 4,3 milhões de


toneladas de cana-de-açúcar; 1,9 milhões de toneladas de
milho; 1,4 milhão de toneladas de banana; 760 mil toneladas
Gráfico das principais exportações
de arroz; 485 mil toneladas de abacaxi; 477 mil toneladas de
do país (em inglês).
batata; 435 mil toneladas de óleo de palma; 421 mil toneladas
de mandioca; 382 mil toneladas de laranja; 225 mil toneladas
de melancia; 199 mil toneladas de mamão; 194 mil toneladas de melão; 182 mil toneladas de
tomate; 155 mil toneladas de tangerina; 153 mil toneladas de coco; 135 mil toneladas de abacate;
102 mil toneladas de manga (incluindo mangostim e goiaba); 56 mil toneladas de café; além de
produções menores de outros produtos agrícolas. Devido aos problemas econômicos e políticos
internos, a produção de cana-de-açúcar caiu de 7,3 milhões de toneladas em 2012 para 3,6 milhões
em 2016. A de milho caiu de 2,3 milhões de toneladas em 2014 para 1,2 milhão em 2017. A de
arroz caiu de 1,15 milhão de toneladas em 2014 para 498 mil toneladas em 2016.[114] Na pecuária,
a Venezuela produziu, em 2019: 470 mil toneladas de carne bovina, 454 mil toneladas de carne de
frango, 129 mil toneladas de carne suína, 1,7 bilhões de litros de leite de vaca, entre outros. A
produção de carne de frango caiu progressivamente, ano a ano, de 1,1 milhão de toneladas em 2011
para 448 mil toneladas em 2017. A de carne de porco caiu de 219 mil toneladas em 2011 para 124
mil em 2018. A produção de leite de vaca caiu de 2,4 bilhões de litros em 2011 para 1,7 bilhões em
2019.[115]

O Banco Mundial lista os principais países produtores a cada


ano, com base no valor total da produção. Pela lista de 2019, a
Venezuela tinha a 31ª indústria mais valiosa do mundo (US$
58,2 bilhões). A grosso modo, baseada na indústria
petrolífera.[116] Em 2018, a Venezuela era a 51ª maior
produtora de veículos do mundo (1,7 mil), sofrendo quedas
desde 2010, quando produzia 153 mil veículos/ano. Na
produção de aço, o país não consta entre os 40 maiores
produtores do mundo.[117][118][119] O Banco Central da Sede do Banco Central da
Venezuela é responsável pelo desenvolvimento da política Venezuela em Caracas.
monetária para o bolívar venezuelano, que é usado como
moeda. A moeda é impressa principalmente em papel e
distribuídos por todo o país. O presidente do Banco Central da
Venezuela é atualmente Eudomar Tovar, que também atua
como representante do país no Fundo Monetário
Internacional. De acordo com a Heritage Foundation e o The
Wall Street Journal, a Venezuela tem os direitos de
propriedade mais fracos do mundo, marcando apenas 5,0 em
uma escala de 100; a expropriação sem indenização não é algo A escassez de produtos na
incomum no país. A Venezuela tem uma economia mista Venezuela deixou mercados vazios
baseada no mercado dominado pelo setor do petróleo, que em 2014.
responde por cerca de um terço do PIB, cerca de 80% das
exportações e mais da metade do orçamento do governo. O PIB
per capita em 2009 foi de 13 mil dólares, ocupando o 85º lugar no mundo.[120] A Venezuela tem a
gasolina mais barata do mundo, porque o preço ao consumidor é fortemente subsidiado pelo
governo.

Mais de 60% das reservas internacionais da Venezuela estão em ouro, oito vezes mais do que a
média para os países da região. A maioria do ouro da Venezuela detido no exterior está localizado
em Londres. Em 25 de novembro de 2011, a primeira das barras de ouro de 11 bilhões de dólares
foi repatriada e chegou em Caracas; Chávez chamou a repatriação do ouro um passo "soberano",
que irá ajudar a proteger as reservas internacionais do país da turbulência nos Estados Unidos e a
Europa.[121] No entanto as políticas governamentais rapidamente gastaram este ouro e em 2013, o
governo foi forçado a adicionar o reservas em dólar de empresas estatais que os do banco nacional,
a fim de tranquilizar o mercado internacional de títulos.[122]

A indústria contribuiu com 17% do PIB em 2006. As fábricas e


exportadores do país produzem produtos como aço, alumínio e
cimento, com a produção concentrada em torno de Ciudad Guayana,
perto da Hidrelétrica de Guri, um dos maiores do mundo e o provedor
de cerca de três quartos da eletricidade da Venezuela. Outras
indústrias notáveis incluem eletrônicos e automóveis, bem como
bebidas e alimentos. A agricultura responde por cerca de 3% do PIB,
10% da força de trabalho e pelo menos um quarto da área terrestre do
país. A Venezuela exporta arroz, milho, peixe, frutas tropicais, café,
carne bovina e carne de porco. O país não é autossuficiente na maioria
dos setores agrícolas. Em 2012, o consumo total de alimentos foi de
Sede da Empresas Polar mais de 26 milhões de toneladas, um aumento de 94,8% em relação a
em Caracas. 2003.[123]

Desde a descoberta de petróleo no início do século XX, a Venezuela


tem sido um dos principais exportadores mundiais do produto e é um
membro fundador da Organização dos Países Exportadores de
Petróleo (OPEP). Anteriormente um exportador subdesenvolvido de
commodities agrícolas, como o café e o cacau, o petróleo rapidamente
passou a dominar as exportações e as receitas do governo. A
superabundância de petróleo dos anos 1980 levou a uma crise da
dívida externa e a uma crise econômica de longa duração, que viu pico
da inflação em 100% em 1996 e as taxas de pobreza subirem para 66%
em 1995[124] Em 1998 o PIB per capita caiu para o mesmo nível de
1963, uma queda de um terço de seu pico de 1978.[125] A década de
1990 também viu a Venezuela experimentar uma grande crise
bancária em 1994. A recuperação dos preços do petróleo a partir de
Complexo Parque Central
Torre, na cidade de 2001 impulsionou a economia venezuelana e facilitou os gastos
Caracas. sociais. Em 2003, o governo de Hugo Chávez implementou controles
cambiais após a fuga de capitais que levou a uma desvalorização da
moeda. Isto levou ao desenvolvimento de um mercado paralelo de
dólares nos anos seguintes, com a taxa de câmbio oficial a menos de um sexto do valor do mercado
negro. As consequências da Grande Recessão aprofundaram a desaceleração econômica.
Com os programas sociais, como as missões bolivarianas, a Venezuela fez progressos no
desenvolvimento social na década de 2000, particularmente em áreas como saúde, educação e
pobreza. Muitas das políticas sociais prosseguidos por Chávez e seu governo foram tiradas dos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, oito metas que a Venezuela e 188 outras nações
concordaram em cumprir perante as Nações Unidas em setembro de 2000.[126]

No início de 2013, a Venezuela desvalorizou sua moeda, devido à falta crônica de produtos básicos
no país,[127] como papel higiênico, leite e farinha.[128] O pânico subiu a níveis tão altos devido à
escassez de papel higiênico que o governo ocupou uma fábrica de papel higiênico.[129] Os bônus da
Venezuela também diminuíram várias vezes em 2013 devido a decisões do presidente Nicolás
Maduro. Uma de suas decisões foi a de forçar lojas e seus armazéns a vender todos os seus
produtos, o que podia levar a uma escassez ainda maior no futuro.[130] A classificação de crédito
da Venezuela também foi considerada negativa pela maioria das agências de classificação.[131]

Petróleo e outros recursos


A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo, e era classificada
consistentemente entre os dez maiores produtores mundiais de petróleo.[132] Porém, em 2020, o
país havia caído para o posto de 26º maior produtor de petróleo do mundo, extraindo 527 mil
barris/dia.[133] A Venezuela registrou uma queda acentuada na produção após 2015 (onde
produziu 2,5 milhões de barris/dia), caindo em 2016 para 2,2 milhões, em 2017 para 2 milhões,
em 2018 para 1,4 milhões e em 2019 para 877 mil, por falta de investimentos e por conta da
política do país.[134] Em 2019, o país consumia 356 mil barris/dia (39º maior consumidor do
mundo).[135][136] O país foi o 13º maior exportador de petróleo do mundo em 2018 (1,2 milhões de
barris/dia), quando a produção ainda não havia despencado para 527 mil barris/dia em 2020.[133]
Em 2015, a Venezuela era o 28º maior produtor mundial de gás natural, 26 bilhões de m³ ao ano.
Em 2017 o país era o 28º maior consumidor de gás (37,6 bilhões de m³ ao ano) e era o 45º maior
importador de gás do mundo em 2010: 2,1 bilhões de m³ ao ano.[137] Na produção de carvão, o
país foi o 41º maior do mundo em 2018: 0,3 milhões de toneladas (em 2014 a produção era de 1,2
milhões de toneladas e vem caindo desde então).[138]

Em comparação com o ano anterior, outros 40,4% em reservas


de petróleo bruto foram comprovados em 2010, permitindo
que a Venezuela superasse a Arábia Saudita como o país com
as maiores reservas desse tipo.[139] As principais jazidas de
petróleo do país estão localizadas em torno e abaixo do lago
Maracaibo, no Golfo da Venezuela (ambos em Zulia) e na bacia
do rio Orinoco (Venezuela leste), onde maior reserva do país
está localizada. Além das maiores reservas de petróleo
convencional e a segunda maior reserva de gás natural do Poço de petróleo em Zulia.
[140]
Hemisfério Ocidental, o país também possui depósitos não
convencionais de petróleo (óleo bruto extra-pesado, betume e
areias betuminosas) aproximadamente iguais às reservas mundiais de petróleo convencional.[141]
O sistema elétrico na Venezuela é um dos poucos a usar principalmente a energia hidrelétrica, e
inclui a Hidrelétrica de Guri, uma das maiores do mundo.

Na primeira metade do século XX, as empresas de petróleo dos Estados Unidos estiveram
fortemente envolvidas na Venezuela, inicialmente interessadas apenas em comprar
concessões.[142] Em 1943, um novo governo introduziu uma divisão 50/50 nos lucros entre o
governo e a indústria do petróleo. Em 1960, com um governo
democrático recém-instalado, o ministro de hidrocarbonetos,
Juan Pablo Pérez Alfonso, liderou a criação da OPEP, o
consórcio de países produtores de petróleo com o objetivo de
apoiar o preço do petróleo.[143] Em 1973, a Venezuela votou a
nacionalizar sua indústria petrolífera, a partir de 1 janeiro de
1976, com a Petróleos de Venezuela (PDVSA) assumido e
presidindo uma série de empresas subsidiárias; nos anos
Vista de parte do Complexo de
seguintes, o país construiu um vasto sistema de refino e
Paraguaná, da estatal Petróleos de
comercialização na Europa e nos Estados Unidos.[144] Na Venezuela (PDVSA), uma das
década de 1990, a PDVSA tornou-se mais independente do maiores refinarias do mundo.
governo e presidiu uma abertura, na qual convidou em
investimentos estrangeiros. No governo de Hugo Chávez, uma
lei de 2001 estabeleceu limites ao investimento estrangeiro.

A empresa estatal de petróleo, a PDVSA, desempenhou um papel fundamental em dezembro de


2002, durante a greve nacional que terminou em fevereiro de 2003, e que buscava a renúncia do
presidente Chávez. Gestores e técnicos qualificados bem pagos da PDVSA fecharam as plantas e
deixaram os seus postos e, de acordo com alguns relatos, sabotaram equipamentos, fazendo com
que a produção e o refino de petróleo PDVSA quase parasse. As atividades foram lentamente
reiniciadas e os trabalhadores do petróleo substituídos. Como resultado da greve, cerca de 40% da
força de trabalho da empresa (cerca de 18 mil trabalhadores) foram demitidos por "abandono do
dever" durante a greve.[145][146] De acordo com o Comissão Econômica para a América Latina e o
Caribe (Cepal), a pobreza, passado de 58,6% em 2002 para 32,1% em 2013, aumenta desde então
com um ritmo anual de 2% a 5% por causa da crise econômica e política.[147]

Infraestrutura

Educação
A educação na Venezuela está estruturada em quatro níveis:
pré-escolar, primário, secundário e superior. É regulamentado
pela Lei Orgânica de Educação, que dá a ela um caráter
obrigatório e gratuito do pré-escolar ao nível secundário (6 a
15 anos) e nas universidades administradas diretamente pelo
Estado ao nível de graduação.[149] Em este assunto o Estado
tem o poder de criar os serviços relevantes para facilitar e
Cidade Universitária de Caracas manter o acesso a todos os tipos de educação.[150]
declarada Patrimônio Mundial da
Humanidade pela UNESCO em De acordo com dados oficiais, entre 2005 e 2006 um total de
2000.[148] 1 010 946 crianças foram matriculadas na educação pré-
escolar. A educação primária e secundária teve um registro de
4 885 779 matrículas no mesmo período, enquanto nos níveis
superior e técnico havia 671 140 estudantes registrados. O país detinha 25 835 escolas e unidades
educacionais para estes três níveis.[151] A taxa líquida de matrícula na escola primária era de 91%
em 2005, enquanto a taxa líquida de escolarização secundária estava em 63% em 2005.[152] A
Venezuela também tem várias universidades, das quais a mais prestigiosa são da Universidade
Central da Venezuela (UCV), fundada em Caracas em 1721, a Universidade de Zulia (LUZ),
fundada em 1891, a Universidade dos Andes (ULA), fundada no estado de Mérida, em 1810, e a
Universidade Simón Bolívar (USB), fundada no estado de Miranda, em 1967.[152]

A evolução da alfabetização tem vindo a aumentar


rapidamente durante o período 1950–2005. A taxa de
alfabetização na população acima de 10 anos aumentou de
51,2% em 1950 para 95,7% em 2008.[152][153] Em 2005, a
Venezuela foi declarada como um território livre do
analfabetismo, mas a declaração é, no entanto, contrariada
pelas estatísticas oficiais e projeções sobre o assunto.[154]

Atualmente, um grande número de graduados venezuelanos


Escola Luis Navarro de Los Teques.
procuram um futuro em outro lugar devido a economia
conturbada e a taxa de criminalidade pesada no país. Em um
estudo intitulado "Comunidade Venezuelana no Exterior", da Universidade Central da Venezuela,
mais de 1,35 milhão de graduados universitários venezuelanos deixaram o país desde o início da
Revolução Bolivariana.[155][156] Acredita-se que quase 12% dos venezuelanos vivem no exterior,
sendo que a Irlanda tem se tornando um destino popular para os estudantes.[157] De acordo com
Claudio Bifano, presidente da Academia Venezuelana de Física, Matemática e Ciências Naturais,
mais da metade dos médicos formados em 2013 havia deixado o país.[158]

O número de crianças na escola passou de 6 milhões em 1998 para 13 milhões em 2011.[159] O


número de estudantes passou de 895 000 em 2000 para 2,3 milhões em 2011, com a criação de
novas universidades.[159]

Saúde
A Venezuela detém um sistema nacional de saúde
universal. O país criou um programa de ampliação do
acesso à saúde denominado Misión Barrio Adentro,
embora sua eficiência e condições de trabalho tenham
sido criticadas.[160][161] Foi relatado que muitas clínicas
da Misión Barrio Adentro foram fechadas em dezembro
Hospital Central Dr. Urquinaona, em
de 2014, estimando-se que 80% dos estabelecimentos do
Maracaibo.
Barrio Adentro na Venezuela estão
abandonados. [162][163]

A mortalidade infantil na Venezuela estava em 16 mortes


a cada 1 000 nascimentos em 2004, muito mais baixo do
que a média da América do Sul.[164][165] Má nutrição de
crianças atinge 17%, com Delta Amacuro e Amazonas
tendo os piores índices.[166] De acordo com as Nações
Hospital Central de Maracay. Unidas, 32% dos venezuelanos não possuem saneamento
adequado, principalmente aqueles vivendo em áreas
rurais.[167] As doenças variam desde febre tifoide, febre
amarela, cólera, hepatite A, hepatite B e hepatite D, presentes em todo o país.[168] Apenas 3% dos
doentes são tratados; a maioria das grandes cidades não tem instalações de tratamento
suficientes.[169] 17% dos venezuelanos não possuem acesso a água potável.[170]
A expectativa de vida ao nascer no país é estimada, atualmente, em 72,22 anos, sendo 75,7 anos
para as mulheres e 68,9 anos para os homens. A taxa de fertilidade total é de 2,24 filhos por
mulher, conforme dados da CIA em 2021. Cerca de 3,6% do orçamento total do país é voltado para
gastos e investimentos em saúde, o que se revela modesto em comparação com outros países sul-
americanos. A taxa de prevalência de obesidade atinge 25,6% da população adulta (2016),
enquanto a prevalência do HIV era de 0,5% da população em 2019.[171]

Turistas que vão para a Venezuela são avisados para obterem vacinação para as várias doenças do
país.[168] Em uma epidemia de cólera nos anos de 1992 e 1993 no delta do Orinoco, os líderes
políticos da Venezuela foram acusados de colocar a culpa na raça dos doentes (como se alguma
característica da raça tenha feito eles ficarem doentes) para retirar a culpa das instituições do país,
e assim agravando a epidemia.[172]

Cerca de vinte mil médicos cubanos estão atuando na Venezuela. Estes muitas vezes moram e
atendem em comunidades carentes. Além dos atendimentos, estes médicos estão dando formações
em saúde para pessoas destas comunidades. O programa Barrio Adentro construiu diversos
hospitais e postos de saúde em comunidades carentes da Venezuela.[173]

Transportes
A Venezuela está ligada ao mundo principalmente por via
aérea (os aeroportos venezuelanos incluem o Aeroporto
Internacional Simón Bolívar em Maiquetía, perto de Caracas, e
Aeroporto Internacional de La Chinita, perto de Maracaibo) e
pelo mar (com os principais portos marítimos em La Guaira,
Maracaibo e Puerto Cabello). No sul e no leste, na região da
floresta amazônica, o transporte transfronteiriço é limitado; no
oeste, há uma fronteira montanhosa de mais de 2 213 km Ponte General Rafael Urdaneta, no
compartilhada com a Colômbia. O rio Orinoco é navegável por Lago Maracaibo.
navios de até 400 km no interior do país e se conecta a
principal cidade industrial de Ciudad Guayana no Oceano
Atlântico.

A Venezuela tem um sistema ferroviário nacional limitado, que não tem ligações ferroviárias ativas
para outros países. O governo de Hugo Chávez tentou investir na expansão, mas o projeto
ferroviário da Venezuela está em espera devido ao país não ser capaz de pagar US$ 7,5 bilhões
devidos a China Railway.[174] Várias grandes cidades têm sistemas de metrô; o Metrô de Caracas
está em funcionamento desde 1983; o Metrô de Maracaibo e de Valencia foram abertos mais
recentemente. O país tem uma rede rodoviária de cerca de 100 000 km de extensão, a 45ª maior
rede do mundo,[175] sendo que cerca de um terço das estradas são pavimentadas.

Energia
Em torno de 68,13% da energia elétrica é produzida em instalações hidrelétricas. A estatal
Corporación Venezolana de Guayana/Electrificación del Caroni desenvolve em Bolívar a
Hidrelétrica de Guri, sendo está a maior do país, contribuindo com mais de 70% da produção de
energia elétrica nacional nos últimos anos. A empresa estatal Compañía Anónima de
Administración y Fomento Eléctrico vem operando o Complexo Uribante Caparo desde a década
de 1970. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas da Venezuela (INE), em 2005
foram gerados 99,2 milhões de KWh de eletricidade no
país.[176] Conforme dados de 2011, da CIA World Factbook, o
consumo de eletricidade na Venezuela naquele ano foi de
85,05 bilhões kW.[177]

Cultura
A cultura da Venezuela é uma mistura que inclui,
Hidrelétrica de Guri, no rio Caroni,
essencialmente, três famílias diferentes: os ameríndios, os
estado de Bolívar.
africanos e os espanhóis. As duas primeiras culturas eram, por
sua vez, diferenciadas de acordo com as tribos. A aculturação e
assimilação, típica de um sincretismo cultural, causou impacto na cultura venezuelana atual,
similar em muitos aspectos ao resto da América Latina, embora haja diferenças importantes.

A influência indígena é limitada a algumas palavras de vocabulário e gastronomia e a muitos


nomes de lugares. A influência africana da mesma forma, além de instrumentos musicais como o
tambor. A influência espanhola foi predominante (devido ao processo de colonização e da
estrutura socioeconômica que foi criada) e, em particular, das regiões de Andaluzia e
Extremadura, os locais de origem da maioria dos colonos no Caribe durante a era colonial. Um
exemplo disso inclui edifícios, música, a religião católica e o idioma espanhol.

Música
A música como arte é cultivada na Venezuela desde seus
primórdios.[178] No início do século XVII, a música da catedral
de Caracas passou a ser administrada por um organista
profissional e, em 1671, um diretor musical foi nomeado
seguindo o estilo europeu.[179]

É desse século que vem o primeiro compositor venezuelano


conhecido por nome: Diego de los Ríos, que escrevia música da
igreja para a conversão dos indígenas; sabe-se que ele fazia a
A dança Guanaguanare, uma dança
música com a letra local e que teria acrescentado elementos
popular em Portuguesa.
indígenas na sua obra.[179]

Já no século XVIII, a música do país deveu muito a Pedro


Palacios y Sojo; embora não se saiba se ele compunha ou sequer tocava, ele fundou importantes
instituições de estudo e prática musical; uma delas foi capitaneada por Juan Manuel Olivares,
outro notório compositor venezuelano.[179] Outros nomes relevantes da música venezuelana são
Teresa Carreño, José Ángel Montero e Reynaldo Hahn (este último naturalizado francês).[179]

Esportes
O beisebol é o esporte mais popular da Venezuela, sendo que a Liga Venezuelana de Beisebol
Profissional existe desde 1945.[180] Além do beisebol, outros esportes populares no país são o
basquete e o futebol.[181] Venezuela sediou o Mundial Pré-Olímpico de Basquete de 2012 e a Copa
América de Basquetebol Masculino de 2013, que aconteceu no Poliedro de Caracas. O futebol,
liderado pela Seleção Venezuelana de Futebol, está entre os mais populares.
Venezuela também é o lar do piloto de Fórmula 1, Pastor
Maldonado. No Grande Prêmio da Espanha de 2012, ele
conquistou sua primeira vitória e se tornou o único
venezuelano a ter feito isso em toda a história da F1.
Maldonado tem aumentado a popularidade do esporte na
Venezuela e agora está inspirando milhares de jovens crianças
venezuelanas a seguirem carreira no esporte.
Estádio Cachamay, em Ciudad
Guayana.
Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2012, o venezuelano Rubén
Limardo conquistou o ouro na esgrima.

Feriados

Nome em
Data Nome local Notas
português

1 de Janeiro Día de Año Nuevo Ano-Novo

6 de Janeiro Día de Reyes Dia de Reis Dia no qual as crianças recebem presentes
Segunda e terça-feira
antes da quarta-feira Carnaval Carnaval -
de Cinzas

do Domingo de Ramos
Semana Santa Semana Santa
ao Domingo de Páscoa

19 de Março Día de San José Dia de São José


Começo do movimento pela independência
19 de Abril 19 de abril
em 1810

Día del Dia do


1 de Maio -
Trabajador Trabalhador

Batalla de Batalha de Conquista da independência. Também se


24 de Junho
Carabobo Carabobo comemora o Dia do Exército.
Dia da
5 de Julho 5 de julio Assinatura da Declaração de Independência
Independência

3 de Agosto Día de la bandera Dia da Bandeira


Día de la Anteriormente este dia era chamado "Día de
Dia da Resistência
12 de Outubro Resistencia la Raza" e celebrava a chegada de
Indígena
Indígena Cristóvão Colombo à América

Día de Todos los Dia de Todos os


1 de Novembro
Santos Santos

Apenas na região de Zulia; celebra o milagre


Féria de La
17 — 19 de Novembro Feria de la Chinita de Nossa Senhora do Rosario de
Chinita
Chiquinquirá.
Inmaculada Imaculada
8 de Dezembro
Concepción Conceição

24 de Dezembro Nochebuena Véspera de Natal Nascimento de Jesus (Divino Niño).

Noite de São
31 de Dezembro Nochevieja Último dia do ano
Silvestre

Ver também
América do Sul
América Latina
Lista de Estados soberanos
Lista de Estados soberanos e territórios dependentes da América
Missões diplomáticas da Venezuela
OPEP
Morte de Hugo Chávez

Notas e referências

Notas
a. Entra em vigor nesta segunda-feira (20) o pacote de medidas do presidente da Venezuela,
Nicolás Maduro, para tentar conter a inflação prevista para 1.000.000% neste ano no país. A
principal mudança do chamado "Madurazo" será o corte de cinco zeros da moeda local, que
passa a se chamar bolívar soberano, e o novo câmbio, que prevê 96% de desvalorização da
moeda do país..

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Ligações externas
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