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Guia para Elaboração de TCC em Nutrição

Disciplina TCC Cruzeiro do Sul virtual

Enviado por

Leticia Rossi
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Trabalho de

Conclusão de
Curso em Nutrição I
Trabalho de Conclusão de Curso em Nutrição I

Responsável pelo Conteúdo:


Prof. Dr. Anderson Sena Barnabé
Prof.ª Me. Amanda José Pereira do Nascimento

Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro
Trabalho de Conclusão
de Curso em Nutrição I

• Introdução;
• Definições;
• Orientação Geral Sobre o Desenvolvimento de Um Projeto
Científico, sua Estrutura e Composição;
• Desenvolvimento das Etapas de um Projeto de Pesquisa.

OBJETIVO DE APRENDIZADO
• Proporcionar base aos alunos sobre caminhos iniciais da elaboração metodológica e cientí-
fica do Trabalho de Conclusão de Curso em Nutrição I.
UNIDADE Trabalho de Conclusão de Curso em Nutrição I

Introdução
Desenvolver um projeto científico não é uma tarefa fácil, porém, subsidia-se como
um dos principais papéis ao aluno de graduação ou pós-graduação.
Antes de tudo, é necessário entender que o aluno, ou o seu orientador, será aqui
definido como pesquisador. Fundamentalmente, a maneira de o pesquisador observar,
captar, compreender, sentir e explorar o mundo faz com que se estabeleçam qua-
dros ou modelos explicativos e elabore interpretações compartilhadas com seus pares
(outros alunos ou outros orientadores ao longo da carreira do profissional) e com a
sociedade em geral por meio de palavras, ou seja, utilizando-se da linguagem como
meio e ferramenta, ainda que limitada pelas barreiras e dificuldades intersubjetivas de
expressão e difusão (FERNANDES; MOREIRA; FORTES, 2017).
Nesta unidade, você iniciará o seu projeto científico.
Para que o estudo seja completo, é necessário resgatar os conhecimentos desen-
volvidos na disciplina de Metodologia Científica.

Definições
A ciência – cuja raiz etimológica deriva do latim scire, significando conhecimento,
saber, sabedoria – não é a única nem a melhor forma de compreensão do mundo,
apesar de ser de extrema relevância (FERNANDES; MOREIRA; FORTES, 2017).
Podemos afirmar que a ciência se caracteriza por propor e enfrentar problemas
envolventes, palpáveis e cotidianos que impactam a sociedade como um todo, e pro-
jetar, assim, suas soluções, lançando mão de teorias, métodos e técnicas sistematiza-
das para tal. Muitas das teorias que aprendemos ao longo de nossa vida e nossa vida
acadêmica. Diferentemente das outras formas de compreensão do mundo, a ciência
retroalimenta-se ao produzir conhecimento dinâmico e replicável, gerando concre-
tude em seus resultados voltados para os interesses das sociedades, formando-as,
informando-as e reformando-as por conta de sua capacidade intrínseca de efetuar
verdadeiras ‘profecias autorrealizáveis (ALVES, 2005; MINAYO, 1998).
E parece ser acertado e concreto, conforme citado em Fernandes, Moreira e Fortes
(2017), a importância de notar que a humanização da ciência é inexoravelmente passada
pela consciência de que suas atividades típicas de ensino e pesquisa são expressões da
humanidade, tanto dos que são quanto dos que não são cientistas, ou seja, a busca eterna
do saber e as formas com que passamos esse saber adiante (FREIRE, 1996).

E qual a relação do conhecimento, da ciência e um projeto científico?


No processo de pesquisa, compreende-se método (a metodologia científica), pelo caminho
traçado e percorrido pelo pesquisador (aluno e orientador), para se atingirem objetivos na
sua prática e o resultado deve inserir-se, de uma forma factível, nas comunidades que ve-
nham a necessitar desse processo (BACHELARD, 2002).

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Geralmente chegamos ao entendimento de que o caráter científico de uma ativi-
dade investigativa, entre outros requisitos, não pode prescindir da indagação voltada
para as próprias ações e pensamentos que engendram o método utilizado. Daí com-
preende-se metodologia científica, ou seja, o estudo do método, consistindo em
conhecimento de segunda ordem e de natureza epistemológica, um conhecimento
sobre o conhecimento, metaconhecimento, nascido e plasmado na reflexão sobre o
caminho dos pesquisadores no exercício de sua forma de visão/explicação do mundo
(FERNANDES; MOREIRA; FORTES, 2017).

Metaconhecimento: reflexão sobre o processo de conhecimento.

Orientação Geral Sobre o


Desenvolvimento de Um Projeto
Científico, sua Estrutura e Composição
Na Figura 1, Fernandes, Moreira e Fortes (2017) elaboram um esquema interati-
vo sobre os caminhos dos projetos de pesquisa envolvendo a situação problema, a
teoria e o raciocínio que devem ser elementos-chave na elaboração de um projeto de
pesquisa e do desenvolvimento do trabalho como um todo.
Realidade

Ética Método Criatividade

Objetivo
Campo
geral

Situação Raciocínio Matodologia


problema hipotético

Objetivos
Teoria
específicos

Fontes Objeto Técnicas

Figura 1 – Esquematização dos componentes do processo de pesquisa


Fonte: Adaptado de FERNANDES; MOREIRA; FORTES, 2017

Segundo os autores citados, ter que lidar com uma situação-problema significa,
também, que o que é considerado problema, para alguns, pode não ser para ou-
tros, sendo isso uma das premissas científicas, ou seja, o desenvolvimento analítico
do método e a difusão do conhecimento, pois não há garantias de que a mesma
situação seja encarada como um problema por duas ou mais pessoas diferentes
(FERNANDES; MOREIRA; FORTES, 2017). Só que o modo de se pensar e de se

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UNIDADE Trabalho de Conclusão de Curso em Nutrição I

propor tentar encontrar possíveis soluções para esse problema é fundamental para
lhe conferir caráter científico – cientificidade, dando assim relevância fundamental
aos processos criativos que envolvem a metodologia científica e seus alinhamentos,
seja na área de nutrição, seja na área de saúde pública, biológicas, ciências sociais e
demais aplicações acadêmicas.

Destaca-se, na figura, o elemento “realidade”, o qual se envolve com “Ética, Mé-


todo e Criatividade”.

De uma forma mais alinhada aos objetivos, desse material, podemos afirmar que
um projeto de pesquisa pode ser entendido como uma ‘carta de intenções’ cuja
elaboração demanda considerações de ordem prática. A primeira delas diz respei-
to a elementos que influem decisivamente na metodologia, tanto na elaboração do
projeto quanto na execução da pesquisa: as questões da temporalidade, dos recur-
sos e do investimento teórico. Esses são alguns dos fatores que, do ponto de vista
do pesquisador, interferem na escolha de um tema para o trabalho de pesquisa e,
consequentemente, na estruturação do seu projeto (COUTINHO; CUNHA, 2004;
MINAYO, 1998).

Desenvolvimento das Etapas


de um Projeto de Pesquisa
Um bom começo para o desenvolvimento de seu projeto seria o planejamento, o
qual iremos dividir nas seguintes fases:
1. Introdução

A qual deve conter:


• Descrição do tema/objeto;
• O que se conhece sobre o assunto (literatura existente);
• O que você quer saber sobre o assunto;
• Por que/justificativa (teóricas, pessoais, da equipe de pesquisadores, rele-
vância científica, social etc.);
• Para que (fins teóricos e práticos).

Importante!
A etapa do planejamento é fundamental para a continuidade do desenvolvimento dos
projetos (MEDINA e OLIVEIRA, 1999).

As autoras Medina e Oliveira (1999) entendem que aprender a pôr em or-


dem suas próprias ideias e ordenar os dados é uma experiência de trabalho
metódico, quer dizer, construir um objeto.

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A sistematização é uma das etapas necessárias para a aquisição de conhe-
cimento a respeito de um tema (com base na escolha acertada entre aluno
e orientador), que se tem interesse em estudar, para elaboração crítica
de uma experiência e para aquisição de uma capacidade de identificar os
problemas, encará-los com métodos e expô-los segundo certas técnicas de
comunicação (MEDINA; OLIVEIRA, 1999).

Após o planejamento, seguem-se as etapas:


2. Objetivos: (bem definidos e circunscritos) geral e específicos (como chegar
ao objetivo geral).
3. Metodologia ou material e método
• Marco teórico;
• Definição do tipo de estudo;
• Etapas de desenvolvimento:
» em relação à população estudada:
Grupo populacional ou amostra, tipo de amostragem, tamanho e crité-
rio para seleção da amostra.
» em relação aos procedimentos e instrumentos de coleta de dados:
Questionários (entrevistas ou autoaplicáveis), critérios e padronização
dos exames clínicos e laboratoriais, técnicas estatísticas de coleta, orga-
nização e codificação dos dados.
» em relação à análise:
Quantitativa (estatística, teste de hipótese), qualitativa (análise de texto,
discurso, conteúdo, estudo de caso etc.).
4. Orçamento
• Recursos humanos e recursos materiais (consumo e permanente): Na
tabela abaixo, descreveremos um exemplo de que pode ser utilizado para
o registro desses recursos, definindo também seu custo.

Tabela 1 – Orçamento de recursos humanos e recursos materiais para projeto de pesquisa


Recursos Humanos Custo
Estatístico
Tradutor
Revisor Ortográfico
Recursos Materiais Custo
Impressão
Tinta para impressora
Caneta
Sulfite
Lápis
Borracha

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UNIDADE Trabalho de Conclusão de Curso em Nutrição I

5. Cronograma atividades: abaixo, descreveremos um exemplo de tabela que


pode ser utilizado para o planejamento e registro das atividades a serem de-
senvolvidas durante o planejamento do projeto e posterior desenvolvimento.

Tabela 2 – Cronograma das atividades a serem desenvolvidas


durante o planejamento e desenvolvimento do TCC
Tipo de Atividade Data de Inícío Data do Término Status*

*poderá ser colocado como status: concluído (C), incompleto (I) e atrasado (A).

6. Referências Bibliográficas ou Bibliografia: Seguir sempre as normas


da ABNT.
7. Anexos: Se houver.

Tema e Problematização da Pesquisa


A pesquisa sempre será vista como um diálogo crítico e criativo com a realidade,
culminando com a elaboração própria e com a capacidade de intervenção da sua
finalidade para com a população que venha a usufruir. Em tese, pesquisa é a atitude
de “aprender a aprender continuamente”, e, como tal, faz parte de todo processo
educativo e emancipatório (PIANA, 2009).

Para a construção desses estudos investigativos, problematizados, adotam-se vá-


rios procedimentos metodológicos necessários para se obterem respostas aos ques-
tionamentos e aos objetivos propostos inicialmente pelos envolvidos na pesquisa, tais
como compreender e explicar a importância das ciências biológicas e da saúde (in-
cluindo a nutrição nesse contexto), garantindo o conhecimento técnico-científico de
uma equipe interdisciplinar na efetivação da formação de cidadãos (PIANA, 2009).

Importante!
Dentro desse contexto, podemos afirmar que a escolha do tema e a introdução dessa
argumentação é um fator de extrema importância no desenvolvimento não só do Tra-
balho de Conclusão de Curso, mas do desempenho como pesquisador dentro da carreira
do profissional.

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Fontelles (2009) aborda que a escolha do tema é o primeiro passo para a defi-
nição do protocolo de pesquisa.

O tema corresponde a um aspecto geral sobre uma área de interesse de determi-


nado assunto que se deseja estudar. Dentro do tema proposto, o investigador deverá
selecionar a questão da pesquisa, e seu tipo de andamento.

O tema e, consequentemente, o título do trabalho, deve compreender os concei-


tos-chave que o tema encerra. Deve ser nomeadamente delimitado com o objetivo
do trabalho.

Quando se abordam tema e sua introdução, fomenta-se a parte do artigo cien-


tífico em que o autor informa o que foi pesquisado e o porquê da investigação
(PEREIRA, 2012). É local para precisar aspectos particulares da pesquisa, tais como
a justificativa para a sua realização, a originalidade e a lógica que guiou a inves-
tigação. Algumas questões importantes auxiliam na redação, na elaboração e no
desenvolvimento contínuo do trabalho, sendo estas questões (entre outras), segundo
Pereira (2012): de que trata o estudo? Por que foi feito? Por que deve ser publicado?

Com base nessa contextualização, o objetivo da introdução é situar o leitor no


contexto do tema pesquisado e sua importância, oferecendo uma visão global do
estudo realizado, de forma coesa, esclarecendo as delimitações estabelecidas na
abordagem do assunto, os objetivos e as justificativas que levaram o autor à tal in-
vestigação e, obviamente, à continuidade futura de novas pesquisas sobre o assunto.

Desenvolvida a temática, o processo introdutório e suas relações com o trabalho,


a redação é facilitada se forem adotados subtítulos e estruturas semelhantes, que fa-
cilitam a localização de trechos importantes do artigo (PEREIRA, 2012). Os dizeres
dos subtítulos podem ser os sugeridos no quadro 1 ou modificados em função do tipo
de investigação (epidemiológica, de educação em saúde, estatística etc.), da ênfase
dada ou por preferências individuais, baseada na estética escolhida entre orientando
e orientador e no estilo metodológico adotado. Na versão final, o autor decide se os
subtítulos serão ou não mantidos. Em textos longos, é conveniente conservá-los. Auxi-
liam a captar rapidamente a essência do relato e a importância relativa das suas partes
(PEREIRA, 2012).

Em Síntese
A estrutura de uma pesquisa científica inclui a escolha do tema, a elaboração e a execu-
ção operacional do projeto, a organização do material coletado, a análise e discussão dos
resultados (Tabela 3), com base em Fontelles et al., 2009.

O autor deve estar preparado para detalhar cada aspecto que seja essencial para
o entendimento da sua pesquisa. O detalhamento correto permite levar a bom termo
a avaliação crítica da investigação. Outra justificativa é possibilitar que alguém, com
acesso aos dados, possa replicar o estudo e verificar a concordância de resultados
(PEREIRA, 2011).

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UNIDADE Trabalho de Conclusão de Curso em Nutrição I

Tabela 3 – Fases propostas para a elaboração de um


protocolo de pesquisa e seus respectivos procedimentos
Fases Procedimentos Objetivos
• Escolha do tema; • Indicar quais as questões que serão abordadas;
• Formulação do problema • Mostrar por que elas são importantes;
(questão da pesquisa); • Esclarecer o ponto forte da pesquisa;
De decisão • Justificativa; • Demonstrar aonde a pesquisa deseja chegar.
• Revisão da literatura;
• Determinação dos objetivos.
• Elaboração do projeto de pesquisa; • Executar os procedimentos previstos;
De execução • Execução operacional e coleta • Demonstrar como o estudo será estruturado.
de dados.
• Tabulação e apresentação dos dados; • Apreciar e comparar os dados coletados;
De análise • Análise e discussão dos resultados. • Compor e organizar os dados coletados.
• Redação e apresentação do relatório • Publicar os resultados aferidos (quando possível).
De redação
da pesquisa.

Fonte: FONTELLES et al., 2009

Importante!
O pesquisador deverá perguntar:
“O que, de fato, quero estudar?”.

Respondida a pergunta, só então estará apto para prosseguir com a questão


da pesquisa.

As características de uma boa questão de pesquisa estão mostradas na Tabela 4,


(adaptado de FONTELLES, 2009) citado tal como propostas Cummings, Browner e
Hulley, no livro “Delineando a Pesquisa Clínica – Uma Abordagem Epidemiológica”,
onde as características básicas são representadas pelo acrônimo FINER: factível,
interessante, nova (inovadora), ética e relevante.

Tabela 4 – Critério FINER para uma boa questão de pesquisa


Característica Requisitos
• Número adequado de sujeitos;
• Domínio técnico adequado;
Factível • Viável em termos de tempo e custos;
• Escopo manejável.
Interessante • Para o investigador e para a sociedade.
• Confirma ou refuta achados anteriores;
Nova (Inovadora) • Expande os achados anteriores;
• Fornece novos achados.
Ética • Cumpre as normas estabelecidas.
• Para o conhecimento científico;
Relevante • Para diretrizes clínicas e de saúde;
• Para direcionamentos futuros de pesquisa.
Fonte: Adaptado de CUMMINGS; BROWNER; HULLEY, 2003; FONTELLES et al., 2009

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De uma forma mais detalhada, o quadro pode ser descrito com as estruturas cita-
das e captadas de Fontelles et al., 2009:
• Factível: A pesquisa da maneira como está sendo planejada é possível de ser
realizada? É facilitada em algum ponto? Os pesquisadores envolvidos têm domí-
nio do assunto e experiência suficientes para realizá-la? O tempo e os recursos
disponíveis são suficientes? Essas são algumas perguntas que deverão ser feitas
e respondidas, antes de iniciar qualquer tipo de pesquisa;
• Interessante: É igualmente importante que o objeto da pesquisa desperte o
interesse do pesquisador e muitos são os motivos que podem despertar esse
interesse – sendo relevante o assunto, esse tema deve ser factível como citado
acima. O crescimento profissional é um motivo importante e deve ser construí-
do passo a passo ao longo de sua carreira e cada pesquisa é um ponto a mais.
No entanto, a construção do conhecimento é aquela que parece ser a motivação
mais considerada pela maioria dos pesquisadores;
• Nova (Inovadora): Toda boa pesquisa deve produzir novos conhecimentos, ou,
pelo menos, questionar ou confirmar se um achado anterior pode ser repetido
ou não, ou, ainda, se os resultados obtidos para uma determinada população
são aplicáveis a outra. Ademais, uma pesquisa científica não precisa ser total-
mente inédita, porém, repetir estudos cujos resultados já estão bem estabele-
cidos pela comunidade científica não é justificado, uma vez que desperdiçam
trabalho, tempo e recursos;
• Ética: O primeiro ponto a ser considerado: “se uma pesquisa não é cientifica-
mente correta, ela não é ética”;
• Relevância: Este é, sem dúvida, o requisito mais importante de uma boa questão
de pesquisa. Sua relevância está no fato de mostrar e justificar como o estudo
pretendido poderá ser inserido em um contexto mais amplo. Porque essa questão
é importante e como suas respostas poderão contribuir para os avanços científico
e tecnológico de tal modo que possa influenciar em futuras decisões no âmbito do
desenvolvimento social.

Justificativa
Na justificativa, o pesquisador deverá destacar quais os motivos que o levaram/
motivaram a desenvolver esse tema de pesquisa, sempre utilizando citações científi-
cas para embasar essa argumentação.

Os Objetivos
Tradicionalmente, os projetos de pesquisa contemplam dois tipos de objetivo: o
geral e os específicos. Ambos sintetizam o que o investigador pretende esclarecer e
devem ser coerentes com o problema proposto e com a justificativa fornecida.
No objetivo geral, o pesquisador propõe uma síntese dos resultados que pre-
tende alcançar com a pesquisa; nos objetivos específicos, ele detalha as propostas

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UNIDADE Trabalho de Conclusão de Curso em Nutrição I

desdobradas a partir do objetivo geral. A princípio, a boa técnica para enunciar o


objetivo é começar a sua redação com um verbo no infinitivo, o qual deverá exprimir
uma ação bem definida, possível de ser executada e de ser mensurada (FONTELLES,
2009). Objetivos específicos explicitarão os detalhes e serão um desdobramento do
objetivo geral (PRODANOV; FREITAS, 2013).

O objetivo fundamental de um artigo é o de ser um meio rápido e sucinto de divulgar e


tornar conhecidos, através de sua publicação (quando possível e alinhado entre os pesqui-
sadores), em periódicos especializados, a dúvida investigada – o objeto da pesquisa –, o
referencial teórico utilizado (as teorias que serviam de base para orientar a pesquisa), de
forma sucinta, o referenciamento bibliográfico, a metodologia empregada, os resultados al-
cançados e as principais dificuldades encontradas no processo de investigação ou na análise
de uma questão. Assim, os problemas abordados nos artigos podem ser os mais diversos:
podem fazer parte quer de questões que historicamente são polemizadas, quer de proble-
mas teóricos ou práticos novos (LOGOS, 2001).

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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

Sites
Guia da monografia
[Link]
Plataforma Lattes
[Link]

Vídeos
Como escolher o tema do seu TCC em 3 passos simples
[Link]

Leitura
Aprenda como elaborar um projeto de pesquisa de forma descomplicada
[Link]

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UNIDADE Trabalho de Conclusão de Curso em Nutrição I

Referências
ALVES, R. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e a suas regras. 9. ed. São
Paulo: Loyola, 2005.
BACHELARD, G. A formação do espírito científico. 3. ed. Rio de Janeiro: Con-
traponto, 2002.
COUTINHO, M. T. C.; CUNHA, S. E. Os caminhos da pesquisa em ciências
humanas. Belo Horizonte: PUC Minas, 2004.
CUMMINGS, S. R.; BROWNER, W. S. e HULLEY, S. B. Elaborando a questão de pes-
quisa. In: HULLEY, S. B.; CUMMINGS, S. R.; BROWNER, W. S. et al. Delineando a
pesquisa clínica: uma abordagem epidemiológica. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2003.
FERNANDES, F. M. B.; MOREIRA, M. RASGA; FORTES, P. D. Subsídios para a
construção de projetos em pesquisa social: reflexões epistemológicas e metodo-
lógicas. Saúde em Debate [on-line]. 2017, v. 41, n. 112.
FONTELLES, M. J. et al. Metodologia da pesquisa científica: diretrizes para a
elaboração de um protocolo de pesquisa. Revista paraense de medicina, v. 23, n. 3,
p. 1-8, 2009.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São
Paulo: Paz e Terra, 1996.
HULLEY, S. B.; NEWMAN, T. B.; CUMMINGS, S. R. Primeira Parte: Anatomia e
Fisiologia da Pesquisa Clínica. In: HULLEY, S. B.; CUMMINGS, S. R.; BROWNER,
W. S. et al. Delineando a pesquisa clínica: uma abordagem epidemiológica. 2. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2003.
LOGOS. Centro Educacional. Metodologia do trabalho científico. 2001.
MEDINA, N. H.; OLIVEIRA, M. B de. Trabalho Científico: Roteiro Para o Plane-
jamento e Cuidados Preliminares. Revista Brasileira de Oftalmologia, vol. 62, nº 5.
São Paulo, 1991. Disponível em: <[Link]
xt&pid=S0004-27491999000500018>. Acesso em: 14/08/20.
MINAYO, M. C. de S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 10. ed.
Petrópolis: Vozes, 1998.
PEREIRA, M. G. A introdução de um artigo científico. Epidemiol. Serv. Saúde,
Brasília, v. 21, n. 4, p. 675-676, dez. 2012.
________. Artigos científicos: como redigir, publicar e avaliar. Rio de Janeiro: Gua-
nabara-Koogan, 2011.
PIANA, M. C. A construção da pesquisa documental: avanços e desafios na
atuação do serviço social no campo educacional. São Paulo: Universidade Estadual
Paulista Júlio de Mesquita Filho, p. 79830389-05, 2009.
PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. de. Metodologia do trabalho científico [re-
curso eletrônico]: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed.
Novo Hamburgo: Feevale, 2013.

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