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Micoses Superficiais

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Micoses Super ciais

Dra Elizangela Vilela Caldas Cannizzaro


Dermatologista Membro titular da Sociedade Brasileira de
Dermatologia
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• Micoses super ciais são infecções fúngicas que acometem
as camadas super ciais da pele, os pelos e as unhas.

• São as infecções da camada córnea ou cutícula do pelo,


onde a resposta imune do hospedeiro é mínima ou ausente.

• A presença do fungo raras vezes é sintomática, o que


torna a infecção crônica.

• Incluem a pitiriase versicolor, piedra branca, piedra preta e


tinha negra.
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Doenças associadas à
Malassezia

• Malassezia furfur é uma levedura antropo lica


lipodependente, oval ou cilíndrica. Pityrosporum ovale e
orbiculare.

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Doenças decorrentes do crescimento e
forma patogênica das leveduras do
gênero Malassezia.

• Pitiriase Versicolor: 97% dos individuos clinicamente normais são portadores


do fungo no couro cabeludo e 92% no tronco.

• É uma infecção crônica da camada córnea, assintomática, na maioria das vezes.

• Mais prevalente em climas tropicais e subtropicais.

• Ocorre em ambos os sexos, em todas as raças e pode acometer Pacientes


desde a infância ate a velhice.

• Mais frequente em adultos jovens e pós-puberes, provávelmente pela alteração


éisologica dos lípideos na pele.
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Manifestações Clínicas
• Lesões maculares múltiplas, perfoliculares, com descamação na. O
estiramento da pele afetada pode facilitar a visualização da descamação (Zileri).
O sinal da unha consiste em passar a unha sobre a lesão, com a mesma
nalidade de observar a descamação.

• A coloração é variável: branca, acastanhada, podendo ser eritematosa.

• As lesões crescem e coalescem até atingirem grandes áreas.

• Comprometem tronco, ombros, parte superior dos braços, pescoço, face e


dobras exurais.

• Na maioria são assintomáticas, com exceção feita às formas eritematosas, que


em geral, são pruriginosas.
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• Lesões pigmentadas: parecem ocorrer devido ao aumento do tamanho dos
melanossomos e mudanças em sua distribuição.

• Lesões hipopigmentadas podem ser resultantes da inibição da reação dopa-


tirosinase por frações lipídicas, produzidas pelo fungo quando em meio
gorduroso, determinando a pouca melanização.

• Evolui por surtos, com melhoras e pioras, tornando-se recidivaste ou crônica.


Diagnóstico Laboratorial

• Exame Micológico: células leveduraformes agrupadas em formato de cacho de


uva e pseudo-hifas curtas e grossas.

• Cultura:A colônia é levedoriforme branco-amarelada. As células leveduriformes


tem aspecto de "garrafa de boliche" .

• Lâmpada de wood: uorescência amarela ou prateada.

• Histopatológico: PAS células globosas, células em garrafa de boliche, e pseudo-


hifas curtas na camada córnea, que apresenta discreta hiperqueratose.
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Tratamento

• Agentes queratolíticos,hipossul to de sódio a 20%, sulfeto de selênio, derivados


imidazólicos ou morfolínicos.

• Tratamento sistêmico é possível tanto com azólicos ( cetoconazol 200 mg/dia,


10 a 20 dias), como triazólicos (itraconazol, 200mg/dia 5 a 7 dias). Fluconazol
450 mg dose única.
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• Lembrando do caráter crônico e recidivante, necessitando muitas vezes de
tratamentos multaiplos ou pro laxia.

• 13,6% recidivam em 1 ano e 80% em 2 anos de cura clínica. Fazendo-se


necessário o uso da manutenção típica e sistêmica.

• Exposição solar deve ser recomendada para acenerar a repigmentação da


hipocromia residual.

• No tratamento pro lático, cetoconazol 200mg/dia por 3 dias, 1x ao mês, por 6


meses.

• Itraconazol 400 mg mês por 6 meses.

• Fluconazol 450 mg mês, por 6 meses.


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Onicomicose

• Malassezia podem colonizar as unhas de indivíduos que tenham algum fator


predisponente como diabetes, poriase ungeal, dermatite de contato, trauma
ungueal ou que estejam fazendo uso de drogas imunossupressoras.

• Coloração branco-amarelada da lâmina ungueal e hiperceratose subungueal


com onicólise, acometendo unha das mãos com maior frequência. Dd: EMD +
cultura.
Dermatite Seborreica

• Afecção crônica, recidivante, prevalente em 2 a 4% da


população. Tem se observado maior numero de leveduras
do gênero malassezia do que em outros individuos da
população.
Gênero Trichosporon

• Piedra branca, dermatites e onicomicoses

• Piedra branca: infecção fúngica super cial crônica e


assintomática da cutícula do pelo, caratêrizado pela
presença de nódulos rmes e irregulares, de coloração
esbranquiçada.
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Manifestações Clínicas

• Nódulos de coloração variável branco ao castanho claro,amolecidos, de várias


formas e tamanhos nas áreas dos pelos genital , barba, couro cabeludo.

• Diagnostico laboratorial: EMD rifas e artrosporos ovais, formando nodulo. A


cultura é leveduriforme branca amarelada com aspecto de cera.

• Tratamento: cortar ou barbear a area afetada, associar antifúngicos tópicos.


Piedra Preta

• Infecção fúngica crônica e assintomatica da cutículas do pelo, caracterizada


pelo nódulos rmes irregulares, de coloração preta, causada pela Piedraia
hortae.
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Manifestações Clínicas

• Nódulos de coloração enegrecida, rmes, de várias formas e tamanho,


encontradas apenas nos cabelos.

• Os folículos pilosos nao sao envolvidos e a infecção é assintomática sendo de


interesse cosmético.

• Diagnostico laboratorial: EMD e cultura.

• Tratamento: Corte dos cabelos. Antifungicos de uso tópico associados ao corte


podem evitar recorrências.
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Tinha Negra

• Infecção fúngica e assintomática da camada córnea, caracterizada por maculas


acastanhadas ou enegrecidas, de bordas bem de nidas, causadas pela Hortaea
werneckii.


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Manifestações Clínicas
• Máculas acastanhadas assintomáticas, crescimento centrífugo, limites precisos
e escurecimento progressivo.

• Afetam principalmente a super cie palmar, mas podem ocorrer na região plantar,
pescoço e tórax. A importância é seu diagnostico diferencial com novos
melanociticos e melanoma maligno.

• Diagnostico laboratorial: EMD e cultura , DERMATOSCOPIA,


anatomopatologico: fungos na camada cornea com hifas septadas demáceas e
rami cadas. Hiperceratose evidente, não havendo outras alterações
epidérmicas ou térmicas.

• Tratamento: responde a agentes queratoliticos e antifúngicos tópicos. Não ha


tendencias a recidivas.
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Candidíase

• Infecção cutânea, mucosa ou sistêmica causada por levedoras do gênero


Candida.

• Está entre as infecções mais comuns da pele e mucosas.

• Manifestações de candidiase orofaringea e vulvovaginites são frequentes,


autolimitadaç e ocorrem na maioria das vezes em índividuos
imunocompetentes.

• O aumento da incidencia de infecções tem sido observado em pacientes


imunodeprimidos.
Manifestações Clínicas
• Candidíase cutaneomucosa: individuos imunocompetentes.

• Candidiase oral (estomatite cremosa): recem- nascidos. A incidência foi maior nos
alimentados por mamadeira (66,67%) em relação aos de aleitamento materno (34,55%).
Ocorre também indivíduos diabéticos, idosos e imunodeprimidos, podendo ser um indicador
de Aids. Caracteriza-se por placas cremosas, esbranquiçadas e eritema difuso sobre a língua
e a mucosa orofaringea. O uso de próteses dentarias ou chupetas, facilita o acúmulo de
saliva e a proliferação da Candida no 6angulo da boca, sendo denominada queilite angular.

• Candidiase intertriginosa: acomete preferencialmente areas de dobras da pele,


desencadeada por umidade, má higiene, obesidade, gestação e diabetes. Caracteriza-se por
áreas eritematosas com induto esbranquiçado, podendo haver exulceração e ssuras.

• Candidiase vaginal

• Paroniquia e onicomicose: in amação dos tecidos periungueais por ação de substâncias


químicas, que atuam como irritantes primários levando ao processo in amatório.
Secundariamente pode ocorrer infecção por bactérias e leveduras ( Candida).
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Tratamento

• Antifungicos topicos, orais e sistêmicos.


Dermato tose

• Micoses super ciais que acometem a pele, os pelos , as unhas, causadas por
dermató tos e fungos lamentosos não dermató tos, hialinos ou demáceos.

• Fungos queratinofílicos.

• Microsporum, Trichophyton, Epidermophyton

• São divididos em: antropo licos ( Epidermophyton occosum, Trichophyton


tonsurans, T. shoeinleinii, Y. Mentagrophytes var interdigitalis e o T. rubrum),
geo licos( Microsporum gypseum) e zoo licos ( Microsporum canis e
Trichophyton mentagrophytes var. Mentagrophytes)
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Manifestações Clínicas
• Tinha do couro cabeludo: pobreza e hábitos precários de higiene.

• Tinha capitis pode ser dividida entre tonsurantes e in amatórias.

• Tonsurantes: areas de alopécia, geralmente circulares e com caráter pruriginoso variável, onde os
pelos estão fragmentados dando aspecto semelhante a tonsura, corte rente ao couro cabeludo.

• Podem ser divididas entre microspórica ( numero diminuto de lesões, podendo atingir grandes
diâmetros, associada ao Microsporum sp.) e tricofítico (com lesões alopécicas múltiplas e diminutas
associadas ao gênero Tricophyton sp.)

• A in amatória pode ser dividida em tinha supurativa ou Kerion celsi e fávica.

• No Kerion celsi: placa escamosa e intenso processo in amatório local, com edema, rubor e secreção
purulenta, acarretando, muitas vezes, em alopécia cicatricial.

• A tinha fávica se apresenta como massa de aspecto de crosta amarelada ( escutulas ou Godet),
côncavas, centradas por um pelo, com odor de urina de rato. O agente mais relacionado é o T.
Sshoenleinii.
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• Tinha da barba: forma classica ou sicosiforme semelhante a foliculite bacteriana, ou
forma in amatória, lembrando um Kérion.

• Tinha do corpo: Forma mais comum é a anular, de cresceimento centrifugo e cura central.
A con uência dessas lesões anulares leva à formacao de placas sem tendência à cura
central.Pode também se manifestar em vesículas in amatórias semelhantes ao kerion.

• Tinha inguinocrural: Mais comum em homens adultos.Endemica crônica: T. rubrum e


epidêmica: E. occosum.

• Tinha da unha: T rubrum continua sendo o principal agente, acometimento subungueal


lateral e/ou distal. Subungueal próximas e super cial branca. Todas as 3 podem evoluir
para a destro a parcial ou total da unha. Em imunossuprimidos podem acometer
subunguel proximal e branco.

• DD: psoriase, liquen plano…


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• Tinha do pé: Vesiculosas agudas ( T mentagrophytes var mentagrophytes),
interdigitais, muitas vezes associadas a leveduras e bactérias, escamosas ,
crônicas: T. rubrum.

• Tinha da Mão:rara, pode aparecer ao mesmo tempo nos pés e mãos, ou


acometer somente as mãos de pacientes que trabalham com as Maos na terra e
ores. Assume aspecto anulas com crescimento centrifugo. Muitas vezes
necessário o dd com dermatite de contato.

• Tinha imbricada: T concentricum, Tokelau ou chimberê. Acomete pp população


indígena da America central, Paci co e Norte do Brasil. Lesões imbricam-se,
formando desenhos bizarros que servem como adornos indígenas.

• Dermato tide: Micide, forma alergica. Hipersensibilidade à distancia de um foco


de dermato tose. Lesões vesiculosas na lateral dos dedos das mãos,
conesuente à tinha do pé vesiculosa, ou pápulas foliculares no dorso,
conesuente à tinha do couro cabeludo.
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Diagnostico laboratorial

• Exame Micologico direto: rifas hialinas septadas.

• Crescimento do fungo em cultura ocorre em aproeimadamente 2 semanas.

• Lampada de wood: importante na tinha do couro cabeludo. Microsporum


oresce esverdeado. Trichophyton não orescem, com exceção da T. Shoeileinii
( a favosa)

• Histopatologia: hifas hialinas septadas na camada córnea.


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Tratamento
• Tópica , sistêmica ou combinada.

• Uso topico: derivados imidazolicos, amorol na, ciclopirox olamina entre outros.

• Uso sistemico: griseofulvina, terbina na, Itra e uco.

• Lesões isoladas devem ser tratadas topicamente.

• Indicações absolutas de terapia sistemica: tinha do couro cabeludo ( griseo 15 a 20 mg/kg/dia, terbina na 250 mg mg/dia, 125 mg
entre 20 a 40 kg e 62,5 mg/dia em menos de 20 kg. Derivados azolicos 10mg/kg/dia, derivados triazolicos:3 a 5 mg kg/dia0 e micoses
em imunossuprimidos ( doses maiores e tempo prolongado). Tinha capitis:Microsporum (griseofulvina superior) trichophyton
( terbina na superior).

• Adultos: griseo 500mg a 1g dia, terbina na 250mg/ dia, itra 100 a 200 mg/dia, uxo: 150 a 300 mg/semana.

• Pulsoterapia unhas: itra 200 mg/dia/7 dias, 1 sema por mês ou terbina na 500mg/dia/7 dias, 1 semana por mês.

• Tinha da unha 3 a 12 meses de tratamento, couro cabeludo: 2 meses, tinha do corpo: 1 mês.

• Tinha por T.rubrum, por ser cronica e recidivante, manter esquema de manutenção tópico ou sistemico.

• Em casos de onicomicose distro ca total, com hiperceratose subungueal,abrasao da lamina ungueal para ajudar na penetração dos
antifungicos tópico ou oral.


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