Sistema digesti.
vo
Sistema digestivo: modifica os alimentos ingeridos, por processos químicos e mecânicos, de modo que, no final,
possam atravessar a parede do trato gastrointestinal e entrar nos sistemas sanguíneo e linfático. O aparelho digestivo
é constituído pelo tudo digestivo, chamado trato gastrointestinal ou canal alimentar, que se estende da boca ao ânus
(cavidade oral – faringe – esófago – estômago - intestino), e pelos órgãos anexos: glândulas salivares, língua, dentes,
fígado, vesícula biliar e pâncreas.
Atividades do sistema digestivo divididas em 6 processos:
1. Ingestão do alimento na boca;
2. Movimento do alimento ao longo do tubo digestivo;
3. Preparação mecânica do alimento para a digestão;
4. Digestão química do alimento;
5. Absorção do alimento digerido para os sistemas circulatório e linfático;
6. Eliminação das substâncias não-digeríveis e restos metabólicos do corpo pela defeção.
Peristaltismo: os movimentos peristálticos ocorrem de forma a empurrar o alimento ao longo de um percurso e é um
dos movimentos interveniente na digestão. Ocorrem na musculatura lisa. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Para além deste movimento temos os movimentos que ocorrem aquando da deglutição, de fecho da cavidade nasal
por parte do palato mole e traqueia para o alimento não ir para as vias respiratórias.
Mesentério
Anatomia do sistema digestivo: todo o trato digestivo é revestido por
membrana mucosa, que protege os tecidos subjacentes, e ao mesmo
Camada muscular longitudinal
tempo permite a absorção do alimento digerido no intestino. Do
esófago ao ânus o tubo digestivo é constituído por 4 camadas ou Camada muscular circular
túnicas principais do interior para o exterior:
• Mucosa: protege o tecido do estômago do suco gástrico;
• Submucosa;
• Muscular; Peritoneu
• Serosa ou adventícia. Mucosa Serosa
Plexo mesentérico
Músculo
Submucosa Plexo submucoso
mucoso
Peritoneu: membrana serosa e que, portanto, tem duas camadas:
visceral (linhas vermelhas) e parietal (linhas azuis). Existem órgãos
que se encontram fora do peritoneu e que se encontram em
contacto com a parede abdominal denominados de
retroperitoniais: duodeno, pâncreas, cólon ascendente e
descendente, reto, rins, glândulas supra-renais e bexiga.
Mesentério: representado pelas linhas roxas e é constituído por
duas camadas de peritoneu divididas por uma camada de tecido
conjuntivo permitindo a passagem de nervos e vasos para os
órgãos. Torna-se especializado em estruturas constituídas por
gordura e tecido conjuntivo:
• Omento menor: liga a pequena curvatura do estômago e a
primeira porção do duodeno ao fígado e ao diafragma;
• Omento maior: liga a grande curvatura do estômago ao
cólon transverso.
Cavidade oral:
• Palato: impede os alimentos de entrarem na
cavidade nasal e divide-se em palato duro e
palato mole.
• Úvula palatina;
• Glândula parótida – apenas o canal parotídio;
• Canal parotídeo;
• Glândula submandibular;
• Amígdala lingual;
• Amígdala palatina;
• Língua;
• Dentes.
• Glândulas sublinguais
Glândulas salivares:
• Parótidas: glândula que secreta saliva para a cavidade oral
através do canal parotídeo, junto ao segundo molar
superior
• Submandibulares: glândula mista que secreta saliva rica em
enzimas e muco junto ao freio da língua.
• Sublinguais: glândula maioritariamente mucosa que
secreta saliva mucosa no pavimento da boca através de 10
a 20 pequenos canais.
Saliva: as glândulas salivares produzem saliva através de alvéolos
salivares que produzem secreções serosas e mucosas. Previne
infeções bacterianas, lubrifica e contem amílase salivar que ajuda na
formação do bolo alimentar. Na sialografia é injetado contraste no
ducto salivar para o observar e verificar se existem obstruções.
Amígdalas: são grandes agregados de nódulos linfáticos na cavidade oral e
nasofaringe e encontram-se envolvidos por uma cápsula de tecido conjuntivo sem
vasos aferentes. Existem amígdalas palatinas, faríngeas e linguais. Têm como função
proteger-nos de invasores. Não fazem parte do sistema digestivo mas interferem no
processo.
Língua: Desempenha funções na fala, no paladar, na mastigação e na deglutição. Os 2/3 anteriores da língua são
cobertos de papilas gustativas, enquanto que o 1/3 posterior é despapilado. A parte anterior da língua está ligada ao
pavimento bucal por uma fina prega de tecido chamada freio. Os músculos associados à língua dividem-se em
músculos:
• Extrínsecos: permitem que a língua saia da cavidade oral;
• Intrínsecos: grandes responsáveis pelas mudanças de forma de língua.
Faringe: é comum aos aparelhos respiratório e digestivo, liga-se inferiormente ao aparelho respiratório pela laringe e
ao aparelho digestivo pelo esófago. A abertura da cavidade oral para a faringe denomina-se de fauces. Divide-se em
nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. Organiza-se em dois tipos de músculos:
• Constritores (superior, médio e inferior): orientação circular das fibras, relativamente à parede da faringe;
• Elevadores (estilofaríngeo, slapingofaríngio e palatofaríngeo): orientação vertical das fibras.
Esófago: consiste num tubo de ± 25 cm que se estende da faringe até ao estômago. Situa-se no mediastino,
anteriormente às vértebras e posteriormente à traqueia. Passa pelo hiato esofágico através do diafragma e possui
dois esfíncteres:
• Esofágico superior;
• Esofágico inferior/cárdia: por norma encontra-se fechado para evitar o refluxo.
Estômago: encontra-se situado na parte superior esquerda do abdomén e no seu interior tem um aspeto semelhante
a pregas. À semelhança do que vimos possui uma camada mucosa, submucosa, muscular e serosa, no entanto, a
muscular é constituída por 3 camadas ao invés de 2. É constituído por:
• Aberturas:
▪ Gastroesofágica: Cárdia
▪ Gastroduodenal: Piloro
• Regiões:
▪ Cardica;
▪ Fundo gástrico;
▪ Corpo gástrico;
▪ Antro pilórico;
• Curvatura maior e menor;
• Esfíncteres:
▪ Cardico;
▪ Pilórico;
• Pregas gástricas.
Associadas ao estômago
temos a hérnia do hiato
esofágico que pode ser
por deslizamento ou
paraesofágica e também
as úlceras. Estas são
erosões do estômago e
podem ser causadas pela
toma continuada de
alguns fármacos. Estas
últimas também podem
aparecer no duodeno.
Intestino delgado: encontra-se dividido em 3 porções.
• Duodeno: tem cerca de 25 cm e forma
um ângulo de aproximadamente 180º
no qual a cabeça do pâncreas se apoia.
É dividida em papila maior em que
desemboca o canal colédoco, o canal
pancreático (Wirsung) e a ampola
heptopancreática (ampola de Vater) e a
papila menor que é o canal pancreático
acessório. A papila maior também pode
chamar-se esfíncter de Oddi;
• Jejuno e íleo: o jejuno tem um
comprimento de cerca de 2,5m e o
íleo tem cerca de 3,5m. Há uma
diminuição gradual de diâmetro de
espessura da parede intestinal, do
número de pregas circulares e de
vilosidades. Associado especialmente
ao íleo temos as placas de Peyer que
são nódulos linfáticos na mucosa e
submucosa. Temos a junção ileocecal
que divide o que é intestino delgado do que é intestino grosso e é constituída por esfíncter ileocecal e válvula
ileocecal que é unidirecional fazendo com que não haja refluxo do conteúdo do intestino grosso para o
delgado.
Intestino grosso: estende-se desde a junção ileocecal até ao ânus e é composto pelo cego, colón, reto e canal anal.
Tem cerca de 1,5-1,8m. Um dos exames realizado nesta região é a colonoscopia.
Fígado: é o maior órgão interno e situa-se no quadrante superior direito. Possui 4 lobos: direito, esquerdo, quadrado e
caudado e 3 ligamentos: coronário, falciforme e redondo do fígado.
Ligamento coronário Lobo caudado
Lobo esquerdo
Lobo
Lobo direito
esquerdo
Lobo direito
Ligamento
falciforme
Ligamento
Vesícula redondo Lobo quadrado
biliar Vesícula Hilo
biliar
Tem como funções:
• Produção de bílis para a emulsão de gorduras;
• Armazenamento e transformação de nutrientes;
• Desintoxicação;
• Fagocitose de eritrócitos, bactérias e outros resíduos;
• Síntese de proteínas sanguíneas e fatores de
coagulação.
O fluxo de sangue e da bílis no fígado dá-se da seguinte forma
Veia cava inferior Aorta
Canais Bílis
Veias hepáticas hepáticos
Sangue rico em
Veia porta nutrientes e
pobre em O2
Artéria Sangue rico em
hepática O2
Vias biliares: são um conjunto de canais que desembocam na vesícula
biliar. Os canais são o canal hepático comum, o canal cístico e o canal
colédoco. Dentro da vesícula biliar podem formar-se cálculos biliares
e para avaliar esta situação recorremos a um procedimento chamado
colangiopancreatografia retrograda endoscópica (CPRE). Este consiste
na injeção de um contraste na ampola de Vater numa sala de
radiologia digestiva de forma a conseguirmos observar as vias biliares.
Pode dar-se a necessidade de remover a vesícula por existirem
cálculos recorrentes na mesma, o que acaba por inflamar as paredes
do orgão. A cirurgia pode ser aberta ou por laparoscopia.
Pâncreas: é dividido em 3 grandes porções, cabeça, corpo e cauda.
Este horgão é endócrino, produz hormonas como a insulina e é
também exócrino, secreta suco pâncreatico para ajudar à digestão.
Sistema Urinário
Sistema urinário
Estrututra Função
Rins Ureteres Formação da urina Armazenamento
Pelve renal Cálices maiores
Bexiga Uretra Eliminação
Reabsorção tubular
Cálices menores Canais coletores
Filtração glomerular
Nefrónios
Secreção tubular Resíduos e substâncias
estranhas
Sistema urinário: é constituído por órgãos uropoiéticos, produzem e
armazenam a urina até ser libertada para o exterior. Por sua vez podemos
dividi-los em secretores - os rins – e em excretores - ureteres, bexiga e
uretra – que intercalam com um reservatório, a bexiga, e estão
encarregues da drenagem da urina para fora do corpo. Tem como
funções:
• Elimina resíduos metabólicos;
• Regula o volume e composição química do sangue;
• Mantém o equilíbrio mineral do organismo;
• Participa na regulação da produção de eritrócitos.
Glossário de termos importantes:
• Oligúria: excreção de um volume de urina inferior às necessidades de excreção de solutos. É definido como
diurese inferior a 400mL/24h;
• Anúria: diurese inferior a 100 mL/24h;
• Poliúria: corresponde a um volume urinário superior a 2500mL/24h
• Disúria: relaciona-se à sensação de dor, queimor ou desconforto durante a micção;
• Urgência: necessidade súbita e imperiosa de urinar, podendo haver esvaziamento involuntário da bexiga;
• Polaciúria: necessidade imperiosa de urinar, em intervalos de no máximo 2h, acompanhada de dor e pouca
quantidade de urina;
• Estrangúria ou hesitação: quando decorre um longo intervalo de tempo para que apareça o jato urinário;
• Nictúria ou noctúria: inversão do ritmo urinário, que passa a ser de hábito noturno, acordando o paciente
pela necessidade de urinar;
• Retenção urinária: incapacidade de esvaziar a bexiga por completo;
• Incontinência urinária: eliminação involuntária de urina;
• Piúria: eliminação de pus na urina;
• Hematúria: eliminação de sangue, macro ou microscópico na urina. É importante referir o período, se é inicial,
médial ou teminal.
• Hemoglobinúria: presença de hemoglobina livre na urina devido a hemólise intravascular;
• Mioglobinúria: presença de mioglobina na urina devido a destruição maciça de massa muscular;
• Porfinúria: presença de porfirinas, ou percursores, que conferem coloração vermelho-vinhosa à urina.
Rins:
• São dois, um à direita e outro à esquerda com forma parecida a um
grão de feijão com dimensões aproximadas de 11cm de altura, 5cm
de largura e 2,5cm de espessura;
• A coloração no indivíduo é vermelho-acastanhada. São órgãos
retroperitoniais, adiante da região superior da parede posterior do
abdómen e estão situados de cada lado da coluna vertebral ao nível
das vértebras de T12 e L3. O rim direito normalmente situa-se abaixo do rim esquerdo;
• Cada rim apresenta duas faces, dois bordos e duas extremidades (polos).
o Das duas faces, uma é anterior e a outra é posterior, as duas são lisas, porém a anterior é mais
abaulada e a posterior mais plana;
o Os bordos, um é medial e côncavo, e o outro é lateral e
convexo;
• Superiormente ao rins encontram-se duas glândulas que fazem
parte do sistema endócrino, as glândulas supra-renais;
• Interiormente o rim apresenta um tecido homogéneo que se
distribui perifericamente denominado córtex do rim ou córtex
renal;
• Na região mais central apresenta um prolongamento do córtex
formando as colunas renais, entre as quais se intercalam as
pirâmides renais de base dirigida para a periferia do rim;
• Na região mais central do rim, após as pirâmides renais encontramos os pequenos cálices, cálices renais
menores e os grandes cálices, cálices renais maiores. Os grandes cálices juntam-se formando a pelve renal
que dá origem ao ureter;
• O bordo medial do rim apresenta uma fissura vertical, o hilo,
por onde passam o ureter, artérias e veias renais, vasos
linfáticos e nervos formando em conjunto o pedículo renal;
• Anteriormente os rins relacionam-se com:
o Rim direito: fígado, duodeno e colon ascendente;
o Rim esquerdo: estômago, baço, pâncreas, jejuno e
colon descendente;
• O nefrónio é a unidade anatomo-fisiológica do rim e é nele
que a urina é produzida. É constituído por uma terminação
terminal dilatada, denominada cápsula de Bowman, um
túbulo contornado proximal, ansa de Henle e um túbulo
contornado distal.
Vascularização renal:
Artéria renal Veia renal
Artéria segmentar Veia interlobar
Artéria interlobar Veia arqueada
Vasa recta
Artéria arqueada Veia interlobular
Arteríola Arteríola Capilares
Artéria interlobular Glomérulo Vénulas
aferente eferente peritubulares
Ureteres: é um tubo mais ou menos uniforme de 25 centímetros de
comprimento que vai terminar inferiormente na bexiga urinária.
Descem obliquamente para baixo percorre por diante a parede
posterior do abdómen, penetrando em seguida na cavidade
pélvica, abrindo-se no óstio do ureter situado no pavimento da
bexiga urinária. São constringidos, em graus variáveis em 3
porções:
• Na junção dos ureteres e pelves renais;
• Onde cruzam a margem da abertura superior da pelve;
• Passagem na parede da bexiga
Pode possuir pedras e para se avaliar essa situação recorre-se a tomografias computadorizadas.
Bexiga: é um “reservatório” com a finalidade de
armazenar temporariamente a urina. É um órgão
muscular oco situado na cavidade pélvica,
posteriormente à sínfise púbica. No homem, está
imediatamente anterior do reto e na mulher, está
anteriormente à vagina e inferiormente ao útero.
Uretra: é um tubo que vai do pavimento da bexiga urinária até ao meio exterior e é diferente entre os dois sexos.
• Masculina: apresenta em média um comprimento de 20 centímetros e estende-se do óstio interno da uretra,
situado na bexiga, até o óstio externo da uretra que está localizado na extremidade distal do pénis. Possui
uma porção prostática, membranosa e esponjosa, esta por sua vez divide-se em bolbar e peniana;
• Feminina: apresenta em média 4 centímetros de comprimento e estende-se do óstio interno situado na
bexiga, ao óstio externo, que se situa entre os lábios menores da vagina, logo abaixo do clitóris.
Lesões e problemas no sistema urinário
Sistema reprodutor
Sistema reprodutor: é especializado na produção de gâmetas e permite a sua união e a formação de um novo ser que
continua a espécie. Não é essencial para a sobrevivência do indivíduo e sim para a da espécie. Durante a puberdade,
as hormonas sexuais “ligam” o sistema reprodutor, no entanto, este processo é diferente nos dois sexos, produzindo
gâmetas diferentes.
Órgãos sexuais primários: são as gónadas, estas produzem os gâmetas e segregam as hormonas sexuais que regulam
o processo reprodutor e estimulam o desenvolvimento dos órgãos sexuais secundários e as características sexuais
secundárias
Órgãos sexuais secundários: todos os órgãos que participam na manutenção e no transporte dos gâmetas.
Características sexuais secundários: são características estruturais que não participam diretamente na reprodução
mas que facilitam o processo reprodutor porque aumentam a atração entre os sexos.
Sistema reprodutor masculino
Sistema reprodutor masculino: produz espermatozoides e transfere-os para o sistema
Ginecomastia:
reprodutor feminino através do coito ou copulação.
distúrbio que ocorre
Órgãos sexuais primários: no sexo masculino são os testículos, que produzem no homem e que se
espermatozoides e que segregam androgénios. caracteriza pelo
aumento das mamas
em excesso.
Órgãos sexuais secundários:
• Canais que transportam os espermatozóides: epidídimos, canais deferentes, uretra;
• Glândulas acessórias: vesículas seminais, próstata, glândulas bulbouretrais;
• Órgão de copulação: pénis
Bolsa escrotal ou escroto: saco de pele suspenso na base do pénis, com duas câmaras que contêm os testículos. É
subdividida em dois compartimentos por um septo de tecido conjuntivo, o septo escrotal. O dartos e o cremáster são
músculos pares que participam na manutenção da temperatura dos testículos (35º). A contração e relaxamento
destes músculos alteram o tamanho e a posição do escroto:
• Dartos: musculo liso;
• Cremasteres: fitas de músculo esquelético, é a continuação do oblíquo
interno do abdomén.
Testículos:
• São dois pequenos órgãos ovóides, com cerca de 4 ou 5cm de maior
diâmetro, situados na bolsa escrotal;
• São glândulas endócrinas, secretam testosterona, e exócrinas excretam
espermatozóides;
• É constituído pela túnica albugínea mais exteriormente, sendo a cápsula de
tecido conjuntivo que reveste os testículos e internamente são divididos por
septos formando lóbulos:
o Túbulos seminíferos;
o Células de Leydig ou intersticiais.
• O percurso começa nos túbulos seminíferos, passa pelos tubos retos, pela rede testicular, pelos canais
eferentes e por fim chega ao epidídimo.
• À medida que se dá o desenvolvimento fetal, os testículos passam da cavidade abdominal para a bolsa através
do canal inguinal e desenvolvem-se como órgãos retroperitoneais e estão ligados à bolsa pelo gubernáculo,
cordão fibromuscular.
Canais:
• Canais eferentes: são constituídos por epitélio cilíndrico pseudo-estratificado ciliado, cujos cílios impulsionam
as células espermáticas do testículo para o epidídimo e que perfuram a túnica albugínea para sair dos
testículos.
• Epidídimo: funciona como um sistema canalículas, em forma de vírgula, localizado na face posterior dos
testículos. É o local de maturação e armazenamento dos espermatozoides e possui uma cabeça, um corpo e
uma longa cauda;
• Canais deferentes: iniciam-se na cauda do epidídimo e associam-se a
vasos sanguíneos, linfáticos e nervos que constituem o cordão
espermático. Este passa para a cavidade abdominal através do canal
inguinal e contém o canal deferente. A extremidade alarga-se e
forma ampola do canal deferente. As contrações peristálticas do
tecido muscular liso constituinte ajuda ao movimento dos
espermatozoides ao longo dos canais deferentes;
• Canal ejaculador: é a reunião do canal deferente e do canal excretor
da vesícula seminal. Penetram na próstata e abre para a uretra;
• Uretra: estende-se desde o colo da bexiga até à extremidade distal
do pénis (20 com) e apresenta 3 porções:
o Prostática: segue-se à bexiga e é onde desaguam os canais
ejaculadores e os canais prostáticos;
o Membranosa: é a porção mais curta, que vai desde a
glândula prostática ao períneo;
o Esponjosa: porção mais longa e que percorre todo o pénis.
Pénis:
• É constituído por 3 colunas de tecido erétil: os dois corpos
cavenosos que se situam lado a lado formando a face dorsal do
pénis e o corpo esponjoso que forma a face ventral do pénis e a
glande peniana;
• A raiz do pénis insere-se
nos ossos da bacia, o
prepúcio recobre a
glande peniana. Os
principais nervos,
artérias e veias do pénis
caminham ao longo da
sua face dorsal
Glândulas acessórias:
• Vesículas seminais: estão localizadas perto das ampolas dos canais
deferentes e posteriores à bexiga. Drenam para os canais ejaculadores;
• Próstata: constituída por tecido granular e muscular e segrega para a
uretra postática
• Glândulas bulbo-uretrais: são glândulas mucosas compostas que
drenam as suas secreções para a uretra esponjosa.
Períneo: é uma área em forma de losango situada entre as coxas e pode ser considerado dividido em dois triângulos, o
urogenital e o anal. Possui marcos anatómicos que demarcam os limites do períneo, nomeadamente a sínfise púbica,
o cóccix e as tuberosidades isquiáticas.
Sistema reprodutor feminino
Sistema reprodutor feminino: produz os óocitos, recebe
espermatozoides, permite a fertilização e implantação do
embrião, a gravidez, o parto e a amamentação.
Órgãos sexuais primários: no sexo feminino são os ovários,
que produzem ovócitos e que secretam hormonas.
Órgãos sexuais secundários:
• Órgãos genitais internos:
o Trompas;
o Útero;
o Vagina;
• Órgão genital externo: vulva.
Característica sexual secundária: é a mama.
Ovários: são mantidos na sua posição pelo ligamento
largo, mesovário, os ligamentos suspensores e os
ligamentos ováricos. Encontram-se recobertos por
peritoneu, epitélio ovárico, e pela túnica albugínea. É
possível distinguir o córtex, que contém os folículos, a
medula que recebe os vasos sanguíneos e linfáticos e os
nervos, através do mesovário.
Trompas uterinas: a mesossalpinge, porção do ligamento
mais largo mais diretamente associada com as trompas,
sustém as trompas uterinas. Transportam o óvulo ou o
zigoto desde o ovário até ao útero. Possuem diversas
partes:
• Pavilhão ou infundíbulo: extremidade ovárica das trompas uterinas alargada em
forma de funil;
• Óstio: abertura abdominal do infundíbulo, limitada pelas fímbrias;
• Ampola uterina: porção mais longa e mais dilatada da trompa uterina;
• Istmo: extremidade próxima do útero, mais estreito que a ampola;
• Porção intramural da trompa: atravessa a parede uterina;
• Orifício uterino: de dimensões reduzidas, que por sua vez se abre para a cavidade
uterina
É constituída por 3 camadas:
• Túnica serosa exterior, o peritoneu;
• Túnica muscular média;
• Túnica mucosa interna composta por tecido
epitelial cilíndrico simples ciliado.
Movimento do oócito: os cílios vibráteis das fímbrias
do infundíbulo captam o óvulo e dirigem-no para a
ampola tubárica e após isto, as contrações
peristálticas e os movimentos ciliares fazem progredir
o óvulo ou o ovo ao longo da trompa uterina. A
fecundação dá-se na ampola, onde o ovo permanece
vários dias.
Útero:
• Constituído pelo fundo, corpo, istmo e colo;
• É mantido na cavidade pélvica pelos ligamentos largos, redondos e utrossagrados e a sua parede é constituída
por:
o Perimétrio: membrana serosa;
o Miométrio: tecido muscular liso;
o Endométrio: membrana mucosa.
• No seu interior situa-se a cavidade uterina que se continua através do canal do colo uterino e se abre para a
vagina através do orifício externo do canal do colo ou óstio;
Vagina:
• É o órgão de copulação na mulher e estende-se desde o útero até
ao exterior;
• Situa-se entre o útero e o vestíbulo da vulva;
• É constituída por:
o Camada de tecido muscular liso;
o Epitélio de descamação humidificado, plano estratificado;
• Observam-se diversas rugas e pregas longitudinais e o hímen
recobre a abertura vestibular da vagina.
Genitais externos:
• Vulva:
o Monte do púbis: situa-se acima da extremidade anterior dos grandes lábios e a sua forma é devida a
um depósito de tecido adiposo;
o Fenda vulvar: espaço limitado pelos grandes lábios;
o Grandes lábios: recobrem os pequenos lábios;
o Pequenos lábios: pregas da pele que cobrem o vestíbulo e formam o prepúcio do clitóris;
o Vestíbulo: espaço em que se abrem a vagina e a uretra;
o Bulbos vertibulares: corpo eréctil, corpos esponjosos;
o As grandes e pequenas glândulas vestibulares, de Bartholin ou bulbovaginais e para -uretrais,
respetivamente, produzem uma secreção mucosa;
• Clítoris: tecido erétil, que possui dois corpos cavernosos e a raiz do clítoris;
• Uretra:
o Orifício externo da uretra;
o Túnica muscular;
o Túnica mucosa;
o Crista uretral.
Glândulas mamárias:
• São glândulas sudoríparas modificadas. Cada uma das glândulas
mamárias é uma saliência cónica ou hemisférica localizada na parede
anterior e lateral do tórax, de cada lado da linha mediana.
• Tem como bordos de referência:
o Medial: rebordo do esterno;
o Lateral: linha médio-axilar;
o Superior: 2º/3º arco costal;
o Inferior: 6º/7º arco costal;
• A pele que circunda a mama é fina e móvel em toda a sua extensão;
• Prega inframamária: junção da parte inferior da mama com a parede
anterior do tórax;
• Prolongamento axilar: junção inferior e externa da mama com a parede
torácica forma uma dobra de tecido cutâneo que se estende
superiormente à região axilar, em forma de cauda, envolvendo o
músculo grande peitoral;
• Na parte anterior e mediana de cada mama localiza-se o
complexo mamilo-areolar: Quadrantes da mama e o seu relacionamento
o Mamilo: pequena projeção que contém uma com o cancro:
coleção de aberturas correspondentes à • Quadrante superior direito: 50%
terminação dos canais provenientes das glândulas • Quadrante superior esquerdo: 15%
secretoras no interior do tecido mamário; • Quadrante inferior direito: 11%
o Aréola: área pigmentada circular de cor diferente • Quadrante inferior esquerdo: 6%
que circunda o mamilo • Aréola: 18%
▪ Tubérculos de Morgani: pequenas
elevações, glândulas sebáceas;
• Métodos de localização:
o Métodos dos quadrantes:
▪ Quadrante superior direito;
o Método do
▪ Quadrante superior esquerdo;
relógio:
▪ Quadrante inferior direito;
▪ Quadrante inferior esquerdo;
• Tecido mamário:
o É dividido em 15-20 lobos circundantes e
convergentes para o mamilo;
o Os lobos grandulares são constituídos por vários
lóbulos;
o Os lóbulos contêm os alvéolos que segregam leite
para canais que comvergem e formam os canais
galactóforos;
o Cada lobo possui um único canal galactóforo que
termina à superfície do mamilo;
o Esta terminação é dilatada, favorecendo o
armazenamento do leite, e forma a ampola;
o Ligamentos suspensores da mama (Cooper):
▪ Mantém a mama na sua posição;
▪ Estendem-se até à fáscia superficial do grande peitoral até à pele;
▪ Impedem a ptose mamária excessiva;
▪ A união destes ligamentos é dada pelas cristas de Duret;
o Irrigação: artérias derivadas de ramos torácico e artérias axilares;
o Drenagem linfática: importância clínica devido ao seu papel na prolongação de tumores malignos;
o Inervação: nervos intercostais;
o Tipos de tecido mamário:
▪ Glandular;
▪ Fibroso;
▪ Adiposo.
Aspeto padrão da glândula mamária:
• ACR 1: mama adiposa: • ACR 2: mama fibroadiposa:
o Faixa etária comum: a o Faixa etária comum: 30
partir dos 50 anos; a 50 anos;
o Pós-menopausa; o Mulheres jovens com 3
o Atrófica; ou mais gestações;
o Mama de crianças e o 50% gordura e 50%
homens; fibro-glandular;
o Baixa densidade. o Radiograficamente de
densidade média;
• ACR 3 e ACR 4: mama fibroglandular e mama glandular:
o Faixa etária comum: 15 a 30 anos (e mulheres nulíparas com mais de 30
anos);
o Mulheres grávidas ou lactantes;
o Pouquíssima gordura;
o Radiograficamente densa.
Exames realizados:
• Papanicolau: serve de rastreio para o cancro do colo do útero;
• Imagiologia: deteta nódulos e permite avaliar o parênquima mamário;
o Mamografia: utiliza radiação;
o Ecografia: não utiliza radiação;
o Ressonância magnética
• Histerossapingografia: serve para verificar a permeabilidade das tromaps de Falópio.