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Protocolos de Avaliação Geriátrica

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Profª. MSc.

GRACIANA LOPES
Protocolos de
Saúde do Idoso.
avaliação geriátrica
Os protocolos nos
possibilitam agregar
informações sobre os
idosos que nos ajudarão
a compreender suas
necessidades.

Andrew Bret Wallis/Getty Images

Anamnese:
• Escala de Katz > 3; 1. ÍNDICE DE KATZ:

• Mini-exame do Estado O Índice de Katz, também denominado Índice de Atividades Básicas de Vida
Mental: Analfabeto: < 20 Diária (ABVD) foi desenvolvido por Sidney Katz e sua equipe, sendo a primeira
pontos versão publicada em 1963. Avalia as atividades de vida diária hierarquicamente
relacionadas, sendo organizado para mensurar a capacidade funcional no
Maior ou igual a quatro anos desempenho de seis funções: tomar banho, vestir- se, ir ao banheiro, transferir-
de escolaridade: <25 pontos se, ter continência e alimentar-se. As atividades básicas de vida diária são
fundamentais para a autopreservação e sobrevivência do indivíduo (Moraes,
Maior ou igual a oito anos 2012).
de escolaridade: <28 pontos
• Teste Get Up and Go: > 20
segundos; e
• Avaliar o Cartão de
vacinação.
2

2. ÍNDICE DE LAWTON:
Um olhar mais criterioso O Índice de Lawton, também denominado “Escala de Atividades
expõe as características de Instrumentais de Vida Diária (AIVD)” foi proposto por Lawton e Brody em
cada idoso. A forma como 1969, com o objetivo de avaliar atividades mais complexas do que as
realiza e toma decisões está atividades básicas de vida diária e cuja independência no desempenho está
diretamente ligada ao grau diretamente relacionada à capacidade de vida comunitária independente, ou
seja, significa que os idosos que possuem independência para realização de
de independência (ou
atividades instrumentais apresentam condições mais favoráveis para viver na
dependência). comunidade.

Fonto: João Gomes/ COMUS

Fonte:
[Link]/equilibrioesau
de/2020/04/aplicativo-ajuda-
idosos-a-encontrar-voluntarios-
dispostos-a-fazer-compras.
3

3. TIMED GET UP AND GO TEST (TUGT):


É um teste de desempenho físico geral usado para avaliar a mobilidade, o
equilíbrio e o desempenho locomotor em idosos. Avalia o nível de mobilidade
funcional de forma rápida e prática (Woellner, Araujo e Martins, 2014). Isso
significa que este teste permite uma avaliação quantitativa, ou seja,
numérica, em que se pode avaliar o tempo gasto para percorrer determinada
distância, mas também permite uma avaliação qualitativa do equilíbrio
sentado, transferências de sentado para a posição em pé, estabilidade na
deambulação e mudanças de curso da marcha sem utilizar estratégias
compensatórias.
Material: para a realização do teste são necessários uma cadeira com braços,
Fonte: um cronômetro, uma fita métrica para medir três metros e fita adesiva para
[Link]
demarcar a distância a ser percorrida, sendo que o assento da cadeira deve
possuir 46 cm de altura.

Instruções: O paciente deve levantar-se de uma cadeira de braço, sem o apoio


de braços, caminhar três metros com passos seguros e confortáveis, girar
180°, retornar, sentando-se na cadeira. O tempo no qual o idoso realiza essa
tarefa é cronometrado. Algumas recomendações são necessárias na aplicação
do teste:
• A altura aproximada do assento da cadeira é de 46 cm;
• O paciente inicia o teste recostado e com os braços repousados na cadeira
ou sobre as coxas;
@reabilitaemcasaporandreara3 • Sempre que possível, o paciente deverá ser treinado no teste, previamente;
225
• O tempo é cronometrado a partir do comando de partida até o paciente
assentar-se novamente na cadeira;
• O paciente deve executar o teste com seu calçado habitual e não descalço;
• Caso o paciente utilize dispositivo de apoio para caminhar (bengala, andador
etc), também deve executar o teste com o dispositivo que geralmente usa;
• O trajeto deve ser sinalizado no chão com uma faixa colorida;
• O paciente deve ser instruído a não conversar durante a execução do teste
e realizá-lo o mais rápido que conseguir, mas de forma segura. Quanto menor
o tempo para executara tarefa, melhor o índice de mobilidade.

Ortega-Bastidas, 2023
4

Pontuação e Inerpretação do Teste TUG, segundo a Classificação de Moraes.


Fonte: Moraes, 2008

4. MINI EXAME DO ESTADO MENTAL (MEEM):

É composto por questões agrupadas em sete categorias, planejadas para


avaliar funções cognitivas específicas:
• Orientação Temporal (5 pontos);
• Orientação Topográfica (5 pontos);
• Registro de Três Palavras (3 pontos);
• Atenção e Cálculo (5 pontos);
• Lembrança das Três Palavras (3 pontos);
• Linguagem (8 pontos); e
• Capacidade Construtiva Visual (1 ponto).

Orientações úteis durante a aplicação do MEEM :


• Não forneça dicas ou pistas para as respostas;
• Não informe ao paciente se ele acertou ou não a resposta para quaisquer
uma das perguntas realizadas, isso pode inibi-lo a continuar respondendo ao
teste;
• Quando o indivíduo não compreender o significado de “escreva uma frase”,
a recomendação é que o aplicador ajude dizendo: “Escreva algo que tenha
começo, meio e fim; alguma coisa que aconteceu hoje; alguma coisa que
queira dizer”.
• As perguntas não podem ser alteradas.
5

Fonte: Folstein, Folstein & McHugh, 1975.


6

5. ESCALA DE DEPRESSÃO GERIÁTRICA (EDG):


É um dos instrumentos mais freqüentemente utilizados para o rastreamento
de depressão em idosos. Entre as suas vantagens destacam-se: é composta
por perguntas fáceis de serem entendidas, tem pequena variação nas
possibilidades de respostas (SIM/NÃO), pode ser autoaplicada ou aplicada por
um entrevistador treinado, demandando de cinco a quinze minutos para a sua
aplicação.
A EDG com quinze itens (EDG-15) é uma versão curta da escala original foi
elaborada por Sheikh & Yesavage (1986), a partir dos itens que mais
fortemente se correlacionavam com o diagnóstico de depressão.
Orientações úteis durante a aplicação da EDG :
• Faça todas as perguntas no mesmo tom de voz;
• Mesmo que o paciente explique a resposta, peça para que ele encaixe a
resposta nas alternativas SIM ou NÃO;
• As perguntas não podem ser alteradas. s depressivos nos idosos.

Fonte: Sheikh & Yesavage, 1986.


7

6. ESCALA DE BRADEN

A escala de Braden é um recurso utilizado para identificar pacientes em risco


para úlceras por pressão.
Desenvolvida por Barbara Braden e Nancy Bergstrom, em 1988, a escala é
utilizada mundialmente por profissionais da saúde.
Analisa-se seis fatores principais e pontua de 1 a 4, sendo maior quanto mais
positivo for o estado do paciente:
• percepção sensorial;
• umidade;
• atividade;
• mobilidade;
• nutrição;
• fricção e cisalhamento.
Soma-se os valores, que resultará em um número entre 6 e 23, indicando o
estado da lesão e quais práticas seguir após a avaliação.

7. ESCALA DE ZARIT - AVALIAÇÃO DA SOBRECARGA DOS


CUIDADORES
Tem por objetivo avaliar a sobrecarga dos cuidadores de idosos. Esta escala não
deve ser realizada na presença do idoso. A cada afirmativa o cuidador deve
indicar a frequência que se sente em relação ao que foi perguntado (nunca,
raramente, algumas vezes, frequentemente ou sempre). Não existem respostas
certas ou erradas. O estresse dos cuidadores será indicado por altos escores.

1. Sente que, por causa do tempo que utiliza com o seu familiar/doente já não
tem tempo suficiente para você mesmo?
( 1 ) Nunca
( 2 ) Quase nunca
( 3 ) Às vezes
8

( 4 ) Frequentemente
( 5 ) Quase sempre

2. Sente-se estressado/angustiado por ter que cuidar do seu familiar/doente e


ao mesmo tempo ser responsável por outras tarefas? (ex.: cuidar de outros
familiares, ter que trabalhar).
( 1 ) Nunca
( 2 ) Quase nunca
( 3 ) Às vezes
( 4 ) Frequentemente
( 5 ) Quase sempre

3. Acha que a situação atual afeta a sua relação com amigos ou outros
elementos da família de uma forma negativa?
( 1 ) Nunca
( 2 ) Quase nunca
( 3 ) Às vezes
( 4 ) Frequentemente
( 5 ) Quase sempre

4. Sente-se exausto quando tem de estar junto do seu familiar/doente?


( 1 ) Nunca
( 2 ) Quase nunca
( 3 ) Às vezes
( 4 ) Frequentemente
( 5 ) Quase sempre

5. Sente que sua saúde tem sido afetada por ter que cuidar do seu
familiar/doente?
( 1 ) Nunca
( 2 ) Quase nunca
( 3 ) Às vezes
( 4 ) Frequentemente
( 5 ) Quase sempre

6. Sente que tem perdido o controle da sua vida desde que a doença o seu
familiar/ doente se manifestou?
( 1 ) Nunca
( 2 ) Quase nunca
( 3 ) Às vezes
( 4 ) Frequentemente
( 5 ) Quase sempre

7. No geral, sente-se muito sobrecarregado por ter que cuidar do seu familiar/
doente?
( 1 ) Nunca
( 2 ) Quase nunca
( 3 ) Às vezes
( 4 ) Frequentemente
( 5 ) Quase sempre
9

AVALIAÇÃO DA SOBRECARGA
Leve até 14 pontos
Moderada 15 a 21 pontos
Grave acima de 22 pontos

8. ESCALA DE MORSE – AVALIAÇÃO DE RISCO DE QUEDAS

A escala de Morse foi desenvolvida pela Enfermeira e Antropóloga Janice Morse


em 1985, no Canadá, sendo publicada em 1989, com o objetivo de avaliar o risco
de quedas fisiológicas em pacientes internados. É aplicada por meio de entrevista
com o paciente, com duração de cerca de três minutos ou menos para o
preenchimento (MORSE, TYLKO, DIXON, 1987).

A Escala de Morse pressupõe autocuidado para prevenção de quedas, portanto


não está indicada para usuários com impossibilidade funcional de cair, ou seja,
que não possuam atividade motora (tetraplégicos, comatosos ou sedados).
Nestes casos, a escala de Morse é dispensada, porém as intervenções
direcionadas a prevenção da queda, especialmente aquelas relacionadas a
mobilização do usuário, permanecem vigentes;

AVALIAÇÃO
Risco baixo 0 – 24
Risco médio 25 – 44
Risco alto ≥45
10

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de


Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília, DF:
Ministério da Saúde, 2006. (Cadernos de Atenção Básica - n.º 19). Disponível
em: <[Link]
cadernos_ab/[Link]>. Acesso em: 2024.
cadernos_ab/[Link]>. Acesso em: 2014.

ORTEGA-BASTIDAS, P, Gómez B, Aqueveque P, Luarte-Martínez S, Cano-de-la-


Cuerda R. Teste Instrumentado Timed Up and Go (iTUG) - Mais do que avaliar o
tempo para prever quedas: uma revisão
sistemática. Sensores . 2023; 23(7):3426. [Link]

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