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Dimensionamento de Barras em Flexão Simples

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FEC-0178

CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO DE TERÇAS, VIGAS E


PILARES DE AÇO

Prof. Dr. Saulo Almeida


Prof. Dr. Cilmar Baságlia
Prof. Dr. João Alberto Venegas Requena

AULA 1: Dimensionamento de Barras Submetidas à Flexão Simples – Parte I


EMENTA GERAL
1. INTRODUÇÃO
2. ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS:
A. PLASTIFICAÇÃO TOTAL DA SEÇÃO
B. INSTABILIDADE GLOBAL
C. INSTABILIDADE LOCAL
D. CISALHAMENTO
3. ESTADO LIMITE DE SERVIÇO
A. DESLOCAMENTOS
4. PROCEDIMENTO DA ABNT NBR 8800:2008
5. APLICAÇÕES (EXERCÍCIOS)
FLEXÃO - NOMENCLATURA

tf tf

d-t f d d-t f d

normal oblíqua
tf bf tf
bf Normal (ou reta)

Simples (sem força axial)

Oblíqua 3ª AULA
Flexão
Normal (ou reta)

Composta (com força axial) 4ª e 5ª AULAS

Oblíqua

Caso mais geral: flexão composta oblíqua


EXEMPLOS DE APLICAÇÕES
PRÁTICAS
EXEMPLOS DE APLICAÇÕES
PRÁTICAS
EXEMPLOS DE APLICAÇÕES
PRÁTICAS

VIGA MISTA
AÇO-CONCRETO
FLEXÃO – SEÇÕES USUAIS

- Seção I duplamente simétrica ou monossimétrica


- Seção U
- Seção caixão
- Seções compostas

I x   y 2 dA
A

Eficiência:
afastar área do
centróide
FLEXÃO SIMPLES

- ELU (Estados Limites Últimos)

Momento fletor:
- Plastificação total da seção
- Instabilidade local da mesa (FLM)
- Instabilidade local da alma (FLA)
- Instabilidade global (FLT)

Resistência ao cisalhamento
- Plastificação total da alma por cisalhamento
- Instabilidade local por cisalhamento

- ELS (Estados Limites de Serviço)


- Deslocamentos
ESTRUTURAS DE AÇO:
BARRAS SUBMETIDAS À FLEXÃO SIMPLES

- ELU (Estados Limites Últimos)

Momento fletor:

- Plastificação total da seção

- Instabilidade global (FLT)

- Instabilidade locais (FLM e FLA)


MOMENTO FLETOR:
ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS
Panorama de tensões
Plastificação total
da seção
M
- My - M  My - M pl  M y

+ + +
fy fy fy
M
M pl - q
fy
- +
My   fy
- + fy φ
  fy
- +

+  M
MOMENTO FLETOR:
ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS

Instabilidade global
(FLT)

- Ausência de travamentos (Perfis com baixa rigidez à torção)

- Parte comprimida: barra travada pela parte tracionada


INSTABILIDADE GLOBAL

Flambagem lateral com torção (FLT)


INSTABILIDADE GLOBAL
Flambagem lateral com torção (FLT)
MOMENTO FLETOR:
ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS

Instabilidades locais (FLM e FLA)

- Perda de estabilidade das chapas comprimidas do perfil


FLAMBAGEM LOCAL DA MESA (FLM)
FLAMBAGEM LOCAL DA ALMA (FLA)
FLT FLA

FLM

FLT FLA
PROCEDIMENTO DA ABNT NBR 8800:2008
(Momento fletor)

é o menor valor obtido com base em


M Rd FLT, FLM e FLA

Anexo G – vigas de alma não esbelta


Anexo H – vigas de alma esbelta

alma
h
h tw
w 
tw
PLASTIFICAÇÃO TOTAL DA SEÇÃO

• Seção compacta (Sem instabilidades locais) e contida lateralmente


(sem instabilidades globais)

Mpl = [Link]
Momento fletor de
plastificação total

My = [Link]
Momento fletor de
início de escoamento
Momento de início da plastificação

(MÓDULO ELÁSTICO)
Momento de plastificação total

Z é o MÓDULO PLÁSTICO da seção


MÓDULO DE RESISTÊNCIA PLÁSTICO (Z)

M pl  Z  f y


Z  ydA Z  Ai y i
Em relação ao eixo de igual área

Z
Fator de forma 
W
Por equilíbrio
  1,12 C=T

  1,5 W  Módulo de resistência


elástico
CLASSIFICAÇÃO DAS SEÇÕES

- Seção compacta: é aquela que atinge o momento de plastificação total (Mres


= MP) e exibe suficiente capacidade de rotação inelástica para configurar uma
rótula plástica.

- Seção semi-compacta: é aquela em que a flambagem local ocorre após ter


desenvolvido o momento de plastificação parcial (Mres > My) mas sem
apresentar significativa rotação.

- Seção esbelta: seção na qual a ocorrência da flambagem impede que seja


atingido o momento de início de plastificação (Mres < My).

Seção compacta Seção semicompacta Seção esbelta


CURVAS DE DIMENSIONAMENTO
Regime inelástico Regime elástico

Viga Viga Viga


Curta Intermediária Longa FLT

FLA e FLM
CURVAS DE DIMENSIONAMENTO
LIMITE DE ESBELTEZ PARA SEÇÃO ESBELTA

ANEXO H
(a)

(b)

(c)
Viga Viga Viga
Curta Intermediária Longa

CURVA DE (a)
(b)
DIMENSIONAMENTO:
FLT (c)
(a)

(b)

(c)

(a)
CURVA DE (b)
DIMENSIONAMENTO:
FLM e FLA (c)
INSTABILIDADE GLOBAL

Flambagem lateral com torção (FLT)

Ensaio de viga em alumínio realizado


pelos alunos do Imperial College - London
INSTABILIDADE GLOBAL

Flambagem lateral com torção (FLT)


INSTABILIDADE GLOBAL
Flambagem lateral com torção (FLT)

Equilíbrio deslocamento lateral (u) + rotação ()

Caso fundamental

M M

Regime elástico

2
Momento fletor de  ECw   
flambagem elástica M cr 0  GJEI y 1   
L GJ  L 
INSTABILIDADE GLOBAL
Flambagem lateral com torção (FLT)
INSTABILIDADE GLOBAL
Flambagem lateral com torção (FLT)
INSTABILIDADE GLOBAL
Flambagem lateral com torção (FLT)

2
 ECw   
M cr 0  GJEI y 1   
L GJ  L 
EIy é o produto de rigidez à flexão lateral (em torno do eixo y)

GJ é o produto de rigidez à torção livre

ECw é o produto de rigidez ao empenamento

Empenamento da seção: conjunto de


deslocamentos longitudinais causados
pela rotação da seção em torno do
centro de torção.
ANÁLISE DE ESTABILIDADE ELÁSTICA
(Analogia com a compressão centrada)
CASO GERAL:
MOMENTO FLETOR NÃO CONSTANTE

M cr  ?
q M Caso fundamental M

M
Mmax

? M cr 0 

L
GJEI y 1 
ECw   
 
GJ  L 
2
CASO GERAL:
MOMENTO FLETOR NÃO CONSTANTE

M cr  Cb M cr 0 Momento fletor de flambagem


elástica do caso fundamental
2
 EC   
Fator de correção M cr 0  GJEI y 1  w  
Cb  1,0 L GJ  L 

L/4 L/4 L/4 L/4


Lb

MA MB
Mmáx

MC
(D.M.F)

12,5M max
Cb 
2,5M max  3M A  4 M B  3M C
L = Lb → comprimento sem travamento lateral
Exemplo: alguns valores de Cb

Caso fundamental
Coeficiente Cb para balanço

X X
Influência da posição do
carregamento
Influência da posição do
carregamento
Influência adicional das condições
de contorno
Influência adicional das condições
de contorno
Barras com seção monossimétrica
Barras com seção monossimétrica
MOMENTO RESISTENTE PARA FLT

M Rd
Plastificação

Mpl Interpolação linear


Flambagem inelástica
flambagem
Mr elástica Mcr

Lb

p r b ry

Valores de p, r e Mcr


Anexo G e H – NBR 8800:2008
MOMENTO RESISTENTE PARA FLT

Curva de dimensionamento para FLT


M Rd
Plastificação
Mpl Interpolação linear
Lb Flambagem inelástica
 (1)
(2) flambagem
ry Mr
elástica Mcr
(3)

M Rd 
M pl
para    p (1)
p r b
 a1

Cb     p  M pl
M Rd   M pl  ( M pl  M r )  para  p    r (2)
 a1  r   p   a1

M cr M pl
M Rd   para   r (3)
 a1  a1
MOMENTO RESISTENTE PARA FLT

Curva de dimensionamento para FLT


MOMENTO NOMINAL RESISTENTE
PARA FLT
Curva de dimensionamento para FLT
MOMENTO RESISTENTE PARA FLT
- Contenção lateral
- Flambagem local
CONTENÇÃO LATERAL

Deve restringir deslocamento lateral e rotação!


CONTENÇÃO LATERAL

A simples presença de barra transversal


já constitui um travamento lateral?

CORTE A-A

A A

A A

B B

(a) Unbraced (a) Braced

Planta
CÁLCULO DO MOMENTO CRÍTICO

[Link]
CÁLCULO DO MOMENTO CRÍTICO
CÁLCULO DO MOMENTO CRÍTICO
CÁLCULO DO MOMENTO CRÍTICO
CÁLCULO DO MOMENTO CRÍTICO
INSTABILIDADE LOCAL

FLM – flambagem local da mesa

FLA – flambagem local da alma


CLASSIFICAÇÃO DA SEÇÃO
(Função de b/t)
ABNT NBR 8800:2008 ANSI/AISC 360-05
- Seção compacta: capaz de desenvolver distribuição de tensões totalmente
plástica sem ocorrência de instabilidade local ( ≤ p)
Possui elevada capacidade de rotação – Classes 1 e 2

- Seção semi-compacta: um ou mais elementos estão sujeitos à instabilidade


no regime inelástico (p <  ≤ r) – Classe 3

- Seção esbelta: um ou mais elementos estão sujeitos à instabilidade no


regime elástico ( > r)
Flambagem local da mesa (FLM):
Curva de dimensionamento

Curva MRd x f b
f 
t
M Rd
Plastificação
b
Mpl Interpolação linear
Flambagem inelástica t
M
Mr Flambagem
mesa
Classe 1

Classe 2

Classe 3

elástica Mcr
Classe 4

p f
r Apoio alma
FLAMBAGEM LOCAL DA MESA (FLM)
Flambagem local da alma (FLA):
Curva de dimensionamento

M alma - - -
h t
h
+ + +
Apoios - mesas
M Rd
Plastificação
Mpl Interpolação linear
Flambagem inelástica
h
w 
Mr Vigas esbeltas t
Classe 1

Classe 2

Classe 3

Anexo H
Classe 4

p  r W
FLAMBAGEM LOCAL DA ALMA (FLA)
Curva de dimensionamento para:
FLA e FLM
M Rd FLM M Rd FLA
Plastificação Plastificação
Mpl Interpolação linear Mpl Interpolação linear
(1) Flambagem inelástica (1) Flambagem inelástica
Mr (2) (2)
Flambagem Mr Vigas esbeltas
elástica Mcr (3)
(3) Anexo H
p f
r p r W

M pl
M Rd  para    p (1)
 a1

1    p 
M Rd   M pl  ( M pl  M r )  para  p    r (2)
 a1  r   p 

M cr
M Rd  para   r (3) (Não aplicável à FLA – ver Anexo H)
 a1
ABNT NBR 8800:2008 – ANEXO G
ABNT NBR 8800:2008 – ANEXO G

Notas relacionadas à Tabela G.1

tf

d-t f d

bf tf

tf

d tw d-t f

bf tf
CONSTANTE DE EMPENAMENTO (Cw)
ABNT NBR 8800:2008 – ANEXO G

Notas relacionadas à Tabela G.1

4
kc  0,35  kc  0,76
h tw
ROTEIRO DE CÁLCULO
RESISTÊNCIA DE CÁLCULO
Força cortante
BARRA SUBMETIDA À FLEXÃO
SIMPLES
FORÇA CORTANTE
Tensão de cisalhamento em seção tipo I
V Tensão de cisalhamento:
max med
VM s

bI x

Aproximação: força cortante resistida V


apenas pela alma, sob tensão de  méd 
cisalhamento uniforme (tensão média): Aw

Força cortante - Estados Limites Últimos:


- Plastificação total da alma por cisalhamento
- Instabilidade local por cisalhamento
Plastificação – Tensão de
escoamento por cisalhamento
Von Mises – máx energia de distorção

  i   2  3 2  f y
=0
Para cisalhamento puro:
 0
fy
 i    3 y  f y
2 2 y   0,6 f y
3

Força cortante de plastificação soldado laminado

Vpl  A w  y  0,6A w f y  h tw tw d

Aw = htw Aw = dtw
 Pode ocorrer para baixos valores de esbeltez (h/tw)
INSTABILIDADE DA ALMA POR
CISALHAMENTO
  p  45
 máx
45 
2 1

Círculo de Mohr

Análise de estabilidade elástica: 


h
 E
2 a
 cr  kv
2 h
12(1  ) 
2

t Cisalhamento puro
INSTABILIDADE DA ALMA POR
CISALHAMENTO

 2E
 cr  kv 2
18
Coeficiente de flambagem
2 h 16
12(1  )  local por cisalhamento
t 14
kv 12 kv  5  5
10 (a / h)2
Coeficiente de flambagem local 8
por cisalhamento (função de a/h) 6
4
0 1 2 3 4 5
a/h
a a

enrijecedor
h

Mesa tracionada
INSTABILIDADE DA ALMA POR
CISALHAMENTO
Enrijecedores transversais para força cortante - requisitos
a) enrijecedores intermediários podem ser b) elementos compactos
interrompidos junto à mesa tracionada
b E
   0,56
c) momento de inércia em relação  t  lim fy
ao eixo no plano médio da alma

I s, mín  at w3 j onde j  [2,5 /( a / h) 2 ]  2  0,5

Enrijecedor intermediário
INSTABILIDADE DA ALMA POR
CISALHAMENTO
Vigas de rolamento para ponte rolante
(notar enrijecedores de alma interrompidos junto à mesa tracionada)
ESFORÇO CORTANTE RESISTENTE

CURVA DE DIMENSIONAMENTO - FORÇA CORTANTE

kv E
VRk Plastificação por  p  1,10
cisalhamento fy
Vpl
(1) Flambagem
(2) kv E
Vr inelástica r  1,37
Flambagem fy
elástica
V pl
(3) (1) VRd  para    p
 a1

p r w  p V pl
(2) VRd  para p    r
  a1
h
 2
tw   V
(3) VRd  1,24 p  pl para   r
    a1
BARRA SUBMETIDA À FLEXÃO
SIMPLES

ESTADO-LIMITE DE SERVIÇO

DESLOCAMENTOS
ESTADO-LIMITE DE SERVIÇO
DESLOCAMENTOS
ESTADO-LIMITE DE SERVIÇO
DESLOCAMENTOS

Exemplo de dano em forros de gesso


Tabela C.1 - continuação
ESTADO-LIMITE DE SERVIÇO
DESLOCAMENTOS

Atentar para a combinação de serviço a considerar:

Combinações quase permanentes

Efeitos de longa duração ou que comprometam a aparência da estrutura.

Combinações frequentes

Utilizadas para os estados limites reversíveis (que não causam danos


permanentes à estrutura ou a outros componentes da construção).
Relacionadas ao conforto dos usuários.
ESTADO-LIMITE DE SERVIÇO
DESLOCAMENTOS

Atentar para a combinação de serviço a considerar:

Combinações raras

Utilizadas para os estados limites irreversíveis, isto é, que causam


danos permanentes à estrutura ou a outros componentes da
construção.
ABNT NBR 8800:2008 – ANEXO C
ABNT NBR 8800:2008 – ANEXO C
ESTADO-LIMITE DE SERVIÇO
VIBRAÇÕES

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