UNIVERSIDADE ZAMBEZE
FACULDADE DE ENGENHARIA AGRONÓMICA E FLORESTAL
TÉCNICAS DE EXPRESSÃO
Texto de apoio
2. TEMA: Resumo
2. Resumo
Após finalizarmos a aprendizagem do tema Tomada de notas para reter a informação,
seguimos com o resumo para um tratamento mais aprofundado de diversos conteúdos. De
referenciar que o resumo vai usar algumas técnicas da tomada de notas, apresentadas no
desenvolvimento deste capítulo.
2.1. Conceito de resumo
Resumir é o acto de ler, analisar e traçar em poucas linhas o que de facto é essencial e relevante
para o leitor. (Florin, 1995).
Finalidade do resumo: a finalidade do resumo é de interiorizar melhor o conteúdo, retendo os
pontos-chaves.
2.2. Fases de preparação do resumo
1. Primeira leitura atenciosa do texto original:
‒ faça uma primeira leitura atenciosa do texto, a fim de saber o assunto do mesmo;
2. Divisão do texto em partes:
‒ depois, leia o texto por parágrafos, sublinhando as palavras- chave para serem base do
resumo;
3. Dar um título a cada parte:
‒ logo após, faça o resumo dos parágrafos, baseando-se nas palavras-chave já destacadas
anteriormente, atribua um título para cada parte;
4. Releia o seu texto à medida que for escrevendo para verificar se as ideias estão claras e
sequenciadas, ou seja, coerente e coesas;
5. Fazer um resumo geral partindo do primeiro resumo dos parágrafos recorrendo ao uso
de conectores discursivos e verificar se não está faltando ou sobrando alguma
informação;
6. Por fim, fazer uma análise da "concordância" entre os conceitos apresentados e os da
opinião do autor porque não se pode incluir comentários pessoais, organizar bem as
ideias no seu novo texto resumo.
2.3. Técnicas para escrever um resumo
1. Selecção: destacar todas as principais unidades de significação (ideias);
2. Apagamento: consiste em apagar, em cortar as partes desnecessárias. Geralmente,
essas partes são os adjectivos, advérbios ou frases equivalentes;
Ex.: O velho jardineiro trabalhava muito bem. Ele arrumava muitos jardins diariamente.
(O jardineiro trabalhava bem).
3. Generalização: estratégia que consiste em reduzir os elementos da frase através do
critério semântico, ou seja, do significado;
Ex.: A Maria comeu banana, laranja, papaia e manga ao almoco.
(A Maria comeu fruta ao almoco).
4. Construção: consiste em substituir uma sequência de factos ou proposições para uma
única, que possa ser presumida a partir delas, também baseando-se no significado.
Ex.: A Ana comprou farinha, ovos, e leite. Foi para casa, ligou a batedeira, misturou os
ingredientes e colocou-os no forno.
(A Ana fez um bolo).
2.4. Características de um bom resumo:
‒ Brevidade: contém apenas as ideias principais, os pormenores não são incluídos.
‒ Rigor e clareza: exprime as ideias fundamentais do texto, de uma forma coerente, clara e
que respeite o pensamento do autor.
‒ Linguagem pessoal: não se copiam frases do texto, exprime-se as ideias por palavras
nossas.
Contudo, importa referenciar que existe uma relação entre a “Tomada de notasˮ e o resumo,
no primeiro caso, pretende-se reter as ideias principais, no segundo faz-se o uso de algumas
técnicas do primeiro.
Referências:
Florin, J. Platão, Francisco, (1995). Para Entender o Texto: Leitura e Redacção. Ática, 10ª
edição, Brasil: São Paulo.
Köche, V. S., Boff, O., Pavani, C. (2006). Práticas Textuais: Actividade de Leitura e Escrita. RJ
Vozes; Brasil: Petrópolis.
Guimino Júnior, E., Dos Santos, N. R., & Bahule, O. (S.d). Técnicas de Expressão em Língua
Portuguesa- Ensino à Distância. Universidade Pedagógica. Moçambique.
Exercício de aplicação
Os primeiros jornais
A primeira forma de comunicar notícias foi através da palavra falada. Mercadores, comerciantes,
trovadores e viajantes deslocavam-se dum país para o outro e, ao longo das suas viagens, iam ouvindo
aqui e além notícias de interesse local ou ate nacional. À noite reunia-se um grande grupo à sua volta nas
estalagens onde pernoitavam, e toda a gente escutava o que eles tinham para contar.
Na antiga Roma, durante o reinado de Júlio César, todas as notícias importantes sobre batalhas, políticos
famosos, incêndios, etc., eram afixadas em placas espalhadas ao longo da cidade.
Na idade Media as notícias circulavam por cartas, trocadas entre mosteiros ou entre nobres. Para além dos
monges e dos ricos senhores muito pouca gente sabia ler. Os nobres, quando viajavam pelo estrangeiro,
contratavam escrivães que lhes enviavam notícias das suas terras. Em breve estes escrivães passaram a
fazer cópias das mesmas cartas, que eram enviadas a outros viajantes. Os escrivães passaram a encontrar-
se uns com os outros para trocarem informações entre si, e, assim as suas cartas tornaram-se mais ricas e
mais interessantes, conquistando cada vez mais leitores.
Os primeiros jornais europeus foram impressos no século XVII. A sua impressão saia muito cara e os
donos de jornais frequentemente aceitavam subornos para publicarem notícias falsas ou escandalosas
sobre os inimigos de certas pessoas.
Um editor inglês chamado William Prynne publicou algumas notícias desagradáveis sobre a Família Real.
Como castigo mandaram cortar-lhe as orelhas.
O primeiro jornal diário inglês apareceu em 1702. O seu nome era “ O Correio Diário”.
Nesta época já muitas pessoas sabiam ler; Queriam estar a par das últimas notícias.
Os cafés de Londres eram o local de encontro preferido pelos comerciantes e homens de negócios. Aí
podiam conversar e ler jornais.
Felicia Law
Jornais
1. Prepare um resumo no qual tome em consideração as regras que devem ser
aplicadas neste tipo de redução de texto.
Docente:
Msc. e dr.a Tacilifa Xavier