Centro de Educação Profissional - CEP
Ensino Médio Técnico de Tempo Integral - EMTI
O Fascismo na Itália
Letícia Scofield, Lívia Langkammer,
Guilherme Carvalho, Igor Silveira,
Kamilly Rolim.
Teófilo Otoni – MG
10/06/2024
Centro de Educação Profissional - CEP
Ensino Médio Técnico de Tempo Integral - EMTI
O Fascismo na Itália
Teófilo Otoni
19/04/2024
O Fascismo - (1922 a 1943)
Para início, o Fascismo é classificado como uma ideologia politica que surgiu
na Itália depois da primeira guerra mundial, foi criada pelo político italiano
Benito Mussolini.
O surgimento desse primeiro governo Fascista foi no final de 1919, onde a
Itália se encontrava arruinada após a Primeira Guerra Mundial, e muitos
italianos morriam de medo de uma Revolução igual à da Rússia, que nasceu
entre os trabalhadores e fez o país viver o caos de uma Guerra Civil, gerando
um medo muito grande do Comunismo, e a grande resposta a isso foi o inicio
do Fascismo.
O Fascismo é uma ideologia de extrema direita, e isso não tem nada haver da
direita ser “má”, e a esquerda “boazinha”, porque também existiram governos
de esquerda muito opressores, como o caso da União Soviética, liderada por
Stalin. Foi onde o partido Comunista criou um Regime onde o Estado mandava
em tudo. Já o Fascismo pregava por uma sociedade divida entre “fracos e
fortes”, então Fascistas e Comunistas tiveram razões bem diferentes para
serem totalitários.
No Fascismo o povo é totalmente controlado pelo Estado, e trabalha junto para
tornar a nação mais forte. Isso explica ate mesmo o nome Fascismo que é uma
palavra que vem do italiano “fascio” (feixe), que é um conjunto de varas de
madeira. E o Mussolini acabou adotando isso como o símbolo do partido
Fascista.
A sociedade Fascista era organizada por corporações de trabalhadores que
são representadas por essas varetas. Para eles, elas são fortes, pois estão
unidas por correias vermelhas, que representa os estados fascistas. O
machado é como se fosse a arma que mostra que o país pode acabar com
seus inimigos.
- Segue uma lista de características do fascismo:
1. Sistema unipartidário ou monopartidário, no qual apenas o próprio partido
fascista tinha direito à atuação no sistema político nacional;
2. Culto ao chefe/líder como forma de colocá-lo como a única pessoa capaz de
guiar a nação ao seu destino;
3. Desprezo pelos valores liberais, nos quais estão inclusas as liberdades
individuais e a democracia representativa;
4. Desprezo por valores coletivistas, como o socialismo, comunismo e
anarquismo;
5. Desejo de expansão imperialista baseada na ideia de domínio de povos mais
fracos;
6. Vitimização de determinados grupos da sociedade ou de um povo com o
objetivo de iniciar uma perseguição contra aqueles que eram vistos como
“inimigos do povo”;
7. Uso da retórica contra os métodos políticos tradicionais afirmando que estes
eram incapazes de combater as crises e de levar a nação à prosperidade;
8. Exaltação dos “valores tradicionais” em detrimento de valores considerados
“modernos”;
9. Mobilização das massas;
10. Controle total do Estado fascista sobre assuntos relacionados à economia,
política e cultura.
O surgimento e o crescimento do fascismo na Itália são entendidos pelo
contexto de crise e incertezas que o país vivia no começo da década de 1920.
Inicio do Fascismo Italiano
→ Crise na economia italiana
Primeiramente, após a Primeira Guerra Mundial, teve início na economia
italiana um período de crise, em especial para a indústria, que sentiu os
impactos na redução da produção e do consumo após o conflito. Pois bem,
milhares de italianos abandonavam o campo e iam para as cidades atrás de
empregos nas indústrias, mas, chegando lá, também não encontravam
ocupação.
Um dos grupos mais afetados por essa falta de emprego e crise industrial foi o
dos veteranos do conflito, soldados italianos que lutaram na Primeira Guerra
Mundial e que, quando retornaram à Itália, não tinham emprego nem como se
sustentar. Certo ressentimento se estabeleceu nessa classe por defender o seu
país e não receber nenhum auxílio quando voltou para casa.
Esse grupo de veteranos acabou se reunindo, em grande número, em
organizações paramilitares que nutriam ideologias ultraconservadoras,
nacionalismo extremado e agiam com grande violência — uma das quais era o
próprio fascismo. No entanto, a crise italiana não era apenas econômica, mas
também política.
→ Crescimento do socialismo
Havia um forte sentimento de descrédito em relação ao sistema de
representatividade parlamentar da Itália. Uma parcela da sociedade italiana
passou a considerar essa democracia representativa liberal um modelo
insuficiente para representar os interesses e os anseios da população.
A Itália ainda enfrentava o grande baque de não ter tido todas as suas
exigências territoriais atendidas, especialmente a exigência por colônias no
continente africano. Percebemos, portanto, que a Itália era uma sociedade
marcada por ressentimentos e incertezas, e esse clima se agravou porque uma
parcela dela ainda se preocupava com o crescimento do socialismo no país.
Visões radicalizadas passaram a ganhar força nesse cenário. O socialismo
cresceu rapidamente na Itália ao longo da década de 1910, em especial depois
do sucesso da Revolução Russa de 1917. O fortalecimento do socialismo e de
movimentos de trabalhadores se deu em diversas partes do território italiano e
gerou forte oposição de grupos como os industriais, os grandes fazendeiros e
os liberais.
Sob influência do conservadorismo e do nacionalismo, Mussolini fundou, em
1919, o Fasci Italiani di Combattimento, um grupo paramilitar que se
transformou no Partido Nacional Fascista, em 1921.
Os fascistas utilizaram esses sentimentos de ressentimento, incerteza e medo
para fazer com que parte da população italiana, em especial no centro e norte
do país, passasse a apoiá-los. O apoio ao fascismo cresceu quando uma
parcela do país identificou nele o principal meio de combate ao crescimento do
socialismo.
Tanto os governantes liberais italianos quanto uma parcela da sociedade
italiana apoiaram os fascistas na luta contra o socialismo e não se importaram
em ver a violência sendo utilizada para tanto. O crescimento do fascismo
alcançou um nível tão expressivo que se transformou em partido político em
1921.
Benito Mussolini
Mussolini escrevia apenas para um jornal de pequena circulação, o Il Popolo
d’Italia (O Povo da Itália). Usando esse jornal e sua boa retórica, Mussolini
explorou os sentimentos de insatisfação que atingiam os italianos no pós-
guerra. Os italianos estavam frustrados com o resultado da guerra (a Itália não
teve suas reivindicações correspondidas), a economia do país patinava e os
socialistas cresciam.
O nacionalismo tornou-se uma grande força política na Itália e Mussolini,
aproveitando-se dessa onda, passou a defender a implantação de um governo
forte sob a liderança de um ditador. Logo, ele fundou um grupo que
compartilhava de suas ideias, o Fasci Italiani di Combattimento, fundado
oficialmente em 1919. Esse foi o movimento precursor do fascismo.
Os membros desse grupo adotavam uma caracterização militarizada, vestindo-
se de roupas negras, e pequenas milícias foram formadas e chamadas de
“squadristi” (conhecidos em português como camisas negras). Em seguida,
Mussolini tornou-se o grande nome do conservadorismo em toda a Itália e
passou a incentivar os squadristi a agir violentamente contra os opositores de
seus ideais, sobretudo contra os socialistas. Sua guinada à direita consolidou-
se na década de 1920.
Entre 1919 e 1922, a atuação dos fascistas cresceu consideravelmente na
Itália. O crescimento dos fascistas foi um resultado direto do fortalecimento dos
socialistas após a Primeira Guerra. Grupos como liberais e os monarquistas
passaram a apoiar veladamente a ação violenta dos fascistas contra os
socialistas.
Isso porque, além do crescimento político, a ação direta dos socialistas e de
sindicatos de operários no interior da Itália era exponencial. Os socialistas
tinham um bom número de cadeiras no Parlamento italiano e realizavam
invasões de fábricas e greves em todo o país. A agitação no campo entre
camponeses socialistas também era evidente e incomodava liberais e
conservadores.
O resultado disso foi que, em 1921, o Fasci di Combattimento tornou-se
oficialmente um partido chamado Partido Nacional Fascista e já contava com
80 mil membros naquele ano e mais de 300 mil no ano seguinte|3|. Logo, os
fascistas passaram a ocupar o poder de cidades italianas, como Milão, à força.
Em outubro de 1922, uma grande manifestação de fascistas italianos foi
realizada para forçar a monarquia italiana a nomear Mussolini como o primeiro-
ministro do país. Em 28 de outubro, mais de 30 mil fascistas se instalaram-se
nos arredores de Roma como forma de exigir que o rei Vítor Emanuel III
nomeasse Mussolini para o cargo citado.
A pressão realizada durante a Marcha sobre Roma deu certo e, no dia 30 de
outubro de 1922, Benito Mussolini era empossado como primeiro-ministro
italiano. A nomeação dele ao cargo aconteceu dentro da legalidade
constitucional da Itália.
Após assumir o poder da Itália, em 1922, Mussolini passou a se identificar
como Il Duce, traduzido como “o líder”. As ações de Mussolini visavam à
construção de um Estado policial e para isso a oposição, de uma maneira
geral, foi perseguida violentamente e todos os partidos políticos – com exceção
do fascista – foram fechados.
Com a morte da democracia italiana, o Estado fascista passou a se utilizar de
uma polícia secreta para monitorar a população do país. Na economia, ele
implantou uma série de obras públicas para empregar os desempregados e
concentrou seus esforços na educação com o intuito de doutrinar a nova
geração italiana, transformando-os em fascistas assumidos. A respeito da
educação, o próprio Mussolini dizia que:
“A educação fascista é moral, física, social e militar: ela almeja criar um
completo e harmônico humano desenvolvido, um fascista de acordo com nossa
visão”
Mussolini impôs uma agenda econômica planificada, uma vez que o Estado
fascista – um Estado forte – tomou o controle de grande parte das iniciativas
privadas na Itália. Os resultados na economia não foram tão positivos como
esperava-se e, por isso, o Estado fascista investia maciçamente em
propaganda política. Junto da propaganda que ressaltava os feitos do Estado,
o fascismo também realizava o culto à personalidade de Mussolini.
A transformação de Mussolini em ditador aconteceu oficialmente a partir de
1925, quando ele se autodeclarou ditador da Itália. A ascensão dos nazistas na
Alemanha, na década de 1930, fez com que Itália e Alemanha estreitassem
seus laços. Essa relação de fidelidade entre alemães e italianos permaneceu
até 1945.
Os alemães apoiaram os italianos quando Mussolini ordenou a invasão da
Etiópia, em 1936. Esse acontecimento era parte dos interesses dos fascistas
italianos na ampliação das colônias de seu país no continente africano. Com o
crescimento das tensões na Europa, os dois países assinaram o Pacto de Aço,
em 1939. Esse pacto estipulava um acordo de amizade entre Alemanha e Itália
e selava a cooperação militar entre as duas nações em caso de guerra.
A ditadura
A partir de 1925 a economia passou a ser firmemente controlada pelo Estado,
com o apoio dos capitalistas italianos. Os prefeitos das cidades passaram a ser
nomeados pelo rei, por indicação de Mussolini. A censura foi ampliada: a
educação, as artes, os esportes, as rádios, o cinema e, até mesmo, o lazer da
população seguiam as orientações fascistas. Foi criado o Tribunal Especial de
Defesa do Estado, responsável pelo julgamento de "crimes" políticos, sendo
juízes os oficiais da MVSN. A filiação ao PNF era quase uma obrigatoriedade
entre os italianos, pois só assim se poderia prestar concursos públicos, ter livre
passagem entre as várias regiões ou exercer qualquer cargo no funcionalismo
público. A sigla do partido fascista, PNF, era explicada comicamente, no humor
popular como "Per necessitá familiare" (Por necessidade familiar). Em abril de
1926 uma nova legislação trabalhista foi criada: patrões e empregados
deveriam participar das 22 corporações organizadas pelo Estado, a fim de
resolver seus embates dentro das leis impostas. Em cada corporação,
empresários e empregados tinham o mesmo direito, o problema era que os
primeiros apoiavam o fascismo e os segundos eram representados por
sindicatos fascistas, os únicos que tinham permissão para participar das
corporações. A negociação de fato não acontecia, mas era uma tentativa de
suprimir a luta de classes através do modelo corporativista fascista. Dessa
forma Mussolini pretendia aniquilar as organizações trabalhistas e, ao mesmo
tempo, aumentar o poder do Estado sobre as relações sociais. Mesmo não
resolvendo as questões trabalhistas, o modelo corporativista era usado como
propaganda de uma nova sociedade que o fascismo se propunha a construir.
Tal centralização política se intensificou quando o Grande Conselho Fascista
foi oficializado em 1928, pois na prática incorporava os poderes legislativo e
judiciário.
Liderança democrática e a manipulação em massas
Não obstante o fato de que em decisões importantes a democracia de base,
como oposição à opinião pública oficial, vez por outra ainda mostre
surpreendente vitalidade, a interação entre partido e liderança tornou-se mais e
mais limitada a manifestações abstratas da vontade da maioria através de
votações e os mecanismos dessas últimas, em grande parte sujeitos ao
controle das lideranças estabelecidas.
A liderança tornou-se em si mesma cada vez mais rígida e autônoma,
perdendo, na grande maioria das vezes, contato com as pessoas.
Concomitantemente, o impacto da liderança sobre as massas deixou de ser de
todo racional, passando a revelar claramente alguns dos traços autoritários que
sempre estão latentes onde o poder é controlado por uns poucos. As figuras
ocas e infladas de líderes como Hitler e Mussolini, investidas de um falso
“carisma”, são as últimas beneficiárias dessas mudanças societárias ocorridas
dentro da estrutura de liderança. Trata-se de mudanças que também afetam
profundamente as próprias massas. Quando as pessoas sentem que realmente
não estão em condições de determinar seu próprio destino, como aconteceu na
Europa; quando se desiludem a respeito da autenticidade e efetividade dos
processos políticos democráticos; então, elas são tentadas a entregar a
substância da autodeterminação democrática e arriscar sua sorte com aqueles
que eles ao menos consideram poderosos: seus líderes.
Freud[i] descreveu as organizações hierárquicas, como exércitos e igrejas, em
termos de mecanismos de identificação e introjeção autoritários que podem se
impor sobre grande número de pessoas, sem exceção dos grupos cuja
essência é o antiautoritaríssimo, como são, antes de mais nada, os partidos
políticos. Embora aparentemente distante agora, esse perigo é a contrapartida
dos procedimentos com os quais uma liderança procura se autoperpetuar. A
observação geralmente feita de que, hoje, a democracia fomenta os
movimentos e forças antidemocráticas é um dos mais claros sinais de
manifestação desse perigo.
Tratado de Latrão (1929)
As relações políticas entre a Igreja Romana e o Estado Italiano não foram
fáceis desde o processo de unificação da Itália no século 19, principalmente
por que o papado não aceitava perder o poder político sobre os antigos
Estados Pontifícios. Na perspectiva de resolver tal dilema e, ao mesmo tempo,
ganhar o apoio dos católicos, Mussolini assinou com o papa Pio 11 três
acordos, que ficaram conhecidos como Tratado de Latrão:
1. A Santa Sé teria sua soberania política dentro do Estado do Vaticano, ao
mesmo tempo que reconheceria o Estado Italiano;
2. A Itália indenizaria o Vaticano pelos danos causados durante as guerras de
unificação;
3. A religião católica seria a religião oficial do Estado Italiano, sendo ensinada
obrigatoriamente em todas as escolas.
Apesar das inúmeras medidas centralizadoras de Mussolini, o Estado
Totalitário não se implantou efetivamente na Itália, pois a monarquia foi
mantida, garantindo ao Rei Vitor Emanuel 3º parte do poder, ao mesmo tempo
em que, a Igreja Católica, depois do Tratado de Latrão, passou a ter maior
participação no cenário internacional e, também, na educação e na cultura
italiana. Quando o modelo fascista iniciou seu declínio durante a Segunda
Guerra Mundial, tanto a Igreja quanto a monarquia, buscando manter seus
privilégios, agiram de forma decisiva para tirar Mussolini do poder.
A Segunda Guerra Mundial
O envolvimento da Itália na Guerra Civil Espanhola e a invasão da Etiópia
foram extremamente prejudiciais para a economia italiana e isso aumentou a
dependência do país em relação à Alemanha. Em 1939, a Segunda Guerra
Mundial estourou quando os alemães invadiram a Polônia, e no ano seguinte,
1940, os italianos entraram no conflito ao declarar guerra contra franceses e
britânicos em junho.
Os italianos atacaram os britânicos, no norte da África, auxiliaram os alemães
em batalhas na Europa Ocidental e lançaram-se contra os gregos. Em
dificuldade na Grécia, os alemães precisaram ir em socorro aos italianos e, por
isso, acabaram invadindo a Iugoslávia, em 1941. O envolvimento da Itália, de
todas as formas possíveis, foi um desastre.
A Segunda Guerra Mundial abriu o caminho para a derrocada de Mussolini,
uma vez que o país acumulou derrotas no conflito. A situação para Mussolini
tornou-se complicada a partir de 1942 e 1943, uma vez que o envolvimento dos
alemães com a luta contra os soviéticos enfraqueceu outras posições do Eixo
na guerra.
Com a expulsão do Eixo do norte da África, as tropas dos Aliados organizaram-
se para invadir a Itália. Em julho de 1943, as primeiras tropas Aliadas
começaram a ser desembarcadas na Sicília, sul do território italiano. Em
agosto, as tropas do Eixo abandonavam a Sicília em mais uma derrota dos
italianos na guerra.
Insatisfeitos com as constantes derrotas dos italianos na guerra, o conselho de
fascistas que fazia parte do governo italiano resolveu sacar Mussolini do poder.
Antes mesmo de serem derrotados na Sicília, esse conselho reuniu-se e
decidiu por derrubar Mussolini do poder. Em 25 de julho de 1943, ele foi preso
e destituído do comando da Itália.
Morte de Mussolini
Poucas semanas depois de ser preso, Mussolini foi resgatado por uma
expedição alemã designada para libertá-lo e reintroduzi-lo ao poder da Itália.
Como parte de um acordo com Hitler, foi fundada a República Social Italiana,
um Estado fantoche que atuava na defesa dos interesses alemães. Essa
república controlava somente as regiões central e norte do país, pois o sul
estava nas mãos dos Aliados.
O colapso dos alemães na guerra representou o colapso do Estado fantoche
governado por Mussolini. Os esforços das forças Aliadas somados aos
esforços dos partisans italianos, guerrilheiros que lutavam contra o nazismo,
fizeram com que o fascismo fosse derrubado na Itália. Sem saída, Mussolini
resolveu fugir para Suíça, de onde pegaria um voo até a Espanha.
No meio do percurso, ele foi reconhecido por partisans e preso no dia 27 de
abril de 1945 junto de sua amante, chamada Claretta Petacci. Dois dias depois,
ele e sua amante passaram por um julgamento que condenou ambos à morte.
Mussolini e Petacci foram executados a tiros por partisans – ainda não se sabe
o autor do tiro.
Em seguida, seu corpo foi levado até Milão, onde foi vilipendiado (profanado)
pela população milanesa. O corpo de Mussolini foi chutado, baleado, cuspido,
etc. pela população enfurecida com a destruição trazida pelos fascistas ao seu
país. Em seguida, o corpo de Mussolini e de sua amante foi pendurado de
cabeça para baixo em uma viga de metal em um posto de gasolina.
Duce estava morto. Mas seu legado ainda assombra a Itália hoje – e o
movimento fascista do que ele foi pioneiro permanece vivo tanto na política
italiana quanto no imaginário internacional.
O Fascismo atualmente
Nos dias atuais uma das principais perguntas é se ele existe ainda e como
identifica-lo, A principal causa é a dificuldade na identificação de grupos
fascistas e a associação desse movimento com espectros políticos. Um dos
grandes debates tem sido, por exemplo, se o fascismo seria uma ideologia de
esquerda, ligada ao socialismo, ou de direita. Vale destacar que sobre essa
questão, há um consenso entre os historiadores: o fascismo é um movimento
de extrema-direita. Apesar do fascismo italiano e no nazismo terem surgido de
partidos socialistas, adotando, inclusive, as cores, estes, pouco se
identificavam. Na prática, o socialismo defende o fim das desigualdades sociais
e busca a construção de uma sociedade comunista, sem Estado.
O fascismo, por sua vez, apesar de ter um antiliberalismo semelhante, se
apresentava como socialismo apenas para atrair os trabalhadores. Sabendo
que não conquistariam a massa operária apenas com o conservadorismo e a
xenofobia, a estratégia inicial dos fascistas foi essa.
Portanto, de uma forma geral, o fascismo se aproximou muito mais do
conservadorismo de direita, com a xenofobia, o racismo, ultranacionalismo e
autoritarismo. Características essas que, até hoje, figuram em movimentos
desse espectro político. Atualmente, uma série de grupos ultraconservadores
surgiram reivindicando o legado dos fascismos do século XX.
No sul dos Estados Unidos, por exemplo, grupos ultraconservadores, utilizam o
discurso fascista para atacar principalmente negros e latinos. No Brasil, de
forma semelhante, também existe o ataque a negros e latinos, mas também
atitudes separatistas e preconceituosas com a cultura nordestina.
Portanto, percebe-se nestes grupos, com um novo contexto, características de
um neofascismo, como:
- Ataques a imigrantes e pessoas de etnias e culturas diferentes;
- Autoritarismo, anti democracia e defesa de ditaduras militares;
- Patriotismo exagerado, com características xenofóbicas;
- Elitismo, pautado na naturalização das desigualdades;
- Posturas machistas, defendendo a desigualdade entre gêneros;
- Homofobia e transfobia;
- Culto a líderes e movimentos fascistas do passado;
- Organização através de milícias violentas.
Referencias Bibliográficas
[Link]
[Link]
massas/
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
ascensao-queda-e-legado-do-fundador-do-fascismo