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Impugnações e Recursos no Processo Civil

direito

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Disciplina Direito Processual Civil II

Período – 6º
Turno: Noturno
Alunos: Dariene Cristina De Castro Silva
Deborah Rosa Magalhães
Jose Luiz Barcelos Neto Souza
Professor Flávio Quinaud Pedron
NOTA:
Data: 29/04/2020
1ª Prova VALOR: 30 PONTOS

ORIENTAÇÕES GERAIS • As respostas deverão ser fundamentadas. • O


acerto parcial das questões com SIM ou NÃO serão avaliados de como
condizente com a fundamentação. Respostas SIM ou NÃO sem
fundamentos serão desconsideradas.

QUESTÃO: Nº 1
Durante uma audiência de instrução e julgamento, o juiz deferiu a
contradita da testemunha do réu, indeferiu a produção de prova pericial
requerida pelo autor, fundamentando claramente suas decisões, e, ao final,
julgou antecipadamente a lide, considerando a demanda improcedente.
Diante da atual sistemática processual, frente aos atos praticados pelo juiz,
como tais decisões poderão ser impugnadas recursalmente. Fundamente
suas respostas.

Resposta: As decisões poderão ser impugnadas pelo recurso de Apelação. O


indeferimento da produção de prova não pode ser contestada pelo recurso
agravo de instrumento, devido não ter previsão expressa no Art. 1015 CPC/2015.
A decisão interlocutória que indefere a produção de prova
pericial deve ser suscitada em preliminar do recurso de Apelação, interposta
contra a decisão final ou nas contrarrazões, conforme o Art. 1.009 do CPC/2015:
“Da sentença cabe apelação.§ 1º As questões resolvidas na fase de
conhecimento, se a decisão a seu respeito não comportar agravo de instrumento,
não são cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas em preliminar de
apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou nas
contrarrazões”.

QUESTÃO: Nº 2
Contra acórdão que reduz o valor do dano moral fixado em sentença por
maioria de 50 mil para 30 mil reais, sendo que o 2º vogal pretendia diminuí-
la para 20 mil reais, é possível afirmar que haverá aplicação do art. 942 do
CPC/2015? Fundamente sua resposta.
Resposta: Não haverá aplicação neste caso. O referido artigo prevê a técnica
de ampliação do colegiado. O instituto tem aplicação de decisão não unanime
em julgamento de apelação, ação rescisória, quando houver reforma da decisão
que julgou parcialmente o mérito. Aplica-se o Art. 942 independente do objeto da
divergência, seja para decisões de mérito ou decisões sem apreciação de mérito.
A divergência, portanto, é qualitativa e não quantitativa, refere-se em dar ou
negar provimento e não sobre os motivos. No caso do agravo de instrumento é
aplicável a técnica quando versar sobre o mérito e na ação rescisória quando
rediscutir o mérito e for julgada procedente, com um voto vencido. No caso em
estudo trata-se de uma divergência quantitativa, o colegiado decidiu pelo
provimento ao pedido de dano moral da petição recursal.

QUESTÃO: Nº3
No julgamento de ação repetitiva, para maior celeridade à atividade
jurisdicional, o juízo da 1ª Vara de Belo Horizonte, quando conhecendo de
matéria cuja controvérsia é unicamente de direito e já houve sentença de
total improcedência, em outros casos idênticos, decidiu por dispensar a
citação do réu e proferiu, de imediato, sentença mediante reprodução do
teor da anteriormente prolatada. O autor apresentou apelação contra o
provimento jurisdicional. O Relator afirmou estava igualmente autorizado a
não receber o recurso de apelação já que sua sentença estava em
conformidade com súmula do Superior Tribunal de Justiça e que, portanto,
seria irrecorrível sua sentença. Tal afirmação está correta? No caso, como
advogado do autor você proporia algum recurso? Se afirmativo indique-o,
especificando a natureza do seu pedido (se de cassação ou se de revisão).
Fundamente.
Resposta: Neste caso, trata-se de decisão de mérito monocrática do Relator
devido ao precedente da súmula vinculante do STJ. Logo, a afirmação não está
correta, pois diante do art. 1021, do CPC, salvo disposição em sentido contrário,
o agravo interno é cabível contra decisão proferida pelo Relator.
Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o
respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do
regimento interno do tribunal.

QUESTÃO: Nº 4
Renato ajuizou ação indenizatória contra Moisés que tramitou por meio
eletrônico em uma das varas cíveis da comarca de São Paulo. Após o
regular processamento a ação é julgada improcedente pelo Magistrado
competente. Inconformado, Renato apresenta recurso de apelação, ficando
o cliente responsável por recolher o valor a título de preparo. Ocorre que,
como seu advogado, Renato lhe informa que após pagamento,
distraidamente, perdeu a guia do recurso. Uma vez que o Relator, já fez o
controle da petição recursal e identificou a ausência de preparo, intimando-
o para solucionar a questão, o que sugere ao seu cliente como medida
capaz de solucionar o problema e permitir o conhecimento do recurso em
questão? Fundamente sua resposta.

Resposta: Segundo o § 4º do art. 1.007, do Novo CPC; o recorrente que não


comprovar o recolhimento do preparo e do porte de remessa e retorno no ato de
interposição do recurso será intimado, na pessoa de seu advogado, para realizar
o recolhimento em dobro, sob pena de deserção. Na indagação proposta,
mesmo com a perda da guia, será possível pleitear o recurso, haja vista que a
regra e que o recorrente deve provar seu recolhimento no ato de interposição do
recurso, mas na impossibilidade de comprovação não tornará irremediavelmente
deserto o recurso, desde que seja recolhido o preparo em dobro de seu valor.
Como citado na questão o relator já intimou para solucionar o problema, assim
o advogado terá no prazo de 5 dias (art. 1007, § 2º) recolher o dobro do valor de
preparo recursal não-apresentado ou não-recolhido antes e oportunamente.

QUESTÃO: Nº 5
Você é consultado para emitir parecer acerca da seguinte consulta: o
cliente narra que contratou Fulano como advogado para ajuizar petição
inicial em face de Cicrano e Beltrano. Após a citação de ambos e, inclusive,
o seguindo arguir em sede de preliminar sua ilegitimidade passiva, o juízo,
em sede de saneamento, publica, no diário oficial, provimento jurisdicional
no qual resolve por excluir da lide o segundo réu. Contudo, nomeia tal
provimento de sentença e alegou aplicar, em face do segundo réu, os
artigos 330, II e 485, VI do CPC/2015. Desta forma, seu advogado, interpôs
o recurso de apelação contra o provimento jurisdicional. A partir disso lhe
indaga: (1) o advogado agiu de maneira correta? (b) que postura pode ser
esperada do relator no presente procedimento? (c) haveria margem
argumentar uma possibilidade de fungibilidade recursal no caso?
Fundamente suas respostas.
Resposta: (1) o advogado agiu de maneira correta? Não, ele deveria interpor
um agravo de instrumento, não um recurso de apelação mesmo o juiz ter
nomeado como sentença a decisão, o advogado consegue reconhecer que é
uma decisão interlocutória por isso caberia um agravo. Uma vez que, o juiz
poderia possibilitar ao autor a modificação subjetiva da demanda, para
providenciar a substituição do demandado. Reconhecida a incorreção e aceita,
pelo autor, no prazo de 15 dias, a indicação feita pelo réu, será ele extrometido (é
a exclusão do réu primitivo em virtude de terceiro ter aceito tácita ou expressamente
a sua nomeação à autoria) do processo, diante do manifesto reconhecimento
explícito de sua ilegitimidade passiva.

(b) que postura pode ser esperada do relator no presente


procedimento? Deverá conceder prazo de cinco dias para que a parte regularize a
falha ou complemente a documentação exigida, antes de decidir pela
inadmissibilidade (art. 932, parágrafo único)

(c) haveria margem de argumentar uma possibilidade de fungibilidade


recursal no caso?
O princípio da fungibilidade indica que um recurso, mesmo sendo incabível para atacar
determinado tipo de decisão, pode ser considerado válido, desde que exista dúvida, na
doutrina ou jurisprudência, quanto ao recurso apto a reformar certa decisão judicial. Em
conformidade com o novo CPC, pode ser o utilizado o princípio da fungibilidade quando:
a transformação dos embargos de declaração em agravo interno (art. 1024, parágrafo
3º). A transformação do Recurso Especial em Recurso Extraordinário
(art. 1.032, CPC) quando o ministro relator do STJ entender que a matéria tratada no
recurso interposto versa sobre questão constitucional. Ou a transformação do Recurso
Extraordinário em Recurso Especial (art. 1.033, CPC), quando o ministro relator do
STF entender que houve ofensa reflexa à CR.

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