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Viscosidade de Fluidos e Temperatura

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CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

CURSOS DE ENGENHARIA QUÍMICA E MECÂNICA

DISCIPLINA: LABORATÓRIO DE FLUIDOS E CALOR

PROFESSOR : CARLOS ROBERTO ALTAFINI

Experimento n.° 1: DETERMINAÇÃO DA VARIAÇÃO DA VISCOSIDADE DE UM


FLUIDO COM A TEMPERATURA

ALUNOS:
Aline Zini
Renata Gasparotto
Valter Dalla Corte Jr.
Volnei Fermiano dos Santos

Caxias do Sul, 09 de abril de 2007.


1. INTRODUÇÃO

A viscosidade é uma propriedade muito importante para o estudo dos fluidos e o objetivo
deste experimento é determinar a viscosidade de um fluido e sua variação com a temperatura,
aliando a teoria com a prática, analisando o comportamento de dois óleos SAE20W-50 e ST
através de gráficos e modelos matemáticos.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Viscosidade é a resistência que um fluído oferece ao escoamento. Quanto maior o valor da


viscosidade, menor é a fluidez do produto sob uma pressão constante.

A viscosidade dos líquidos vem do atrito interno, isto é, das forças de coesão entre moléculas
relativamente juntas. Desta maneira, enquanto que a viscosidade dos gases cresce com o aumento
da temperatura, nos líquidos ocorre o oposto. Com o aumento da temperatura, aumenta a energia
cinética média das moléculas, diminui (em média) o intervalo de tempo que as moléculas passam
umas junto das outras, menos efetivas se tornam as forças intermoleculares e menor a
viscosidade.
Para entender a natureza da viscosidade nos líquidos, suponhamos duas placas sólidas
planas, uma sobre a outra, com um fluído contínuo entre elas. Aplicando uma força constante a
uma das placas, a experiência mostra que ela é acelerada até atingir uma velocidade constante
(chamada velocidade terminal). Se a intensidade da força aplicada for duplicada, por exemplo, a
velocidade terminal também duplica. A velocidade terminal é proporcional à força aplicada.
Pensando que o líquido entre as placas se separa em lâminas paralelas, o efeito da força aplicada
é o de produzir diferenças de velocidade entre lâminas adjacentes. A lâmina adjacente à placa
móvel se move junto com ela e a lâmina adjacente à placa imóvel permanece também imóvel. O
atrito entre lâminas adjacentes causa dissipação de energia mecânica e é o que causa a
viscosidade no líquido.

Figura 1 - ilustração do conceito da viscosidade dos líquidos

A lei de Newton da Viscosidade estabelece que, para uma dada velocidade de deformação
angular de um fluido, a tensão de cisalhamento é diretamente proporcional à viscosidade.

onde:
 = tensão de cisalhamento;
 = viscosidade absoluta ou dinâmica; e
u/y = velocidade de deformação angular.

Os fluidos que obedecem esta lei, são chamados de fluidos newtonianos e os que não
obedecem são chamados de fluídos não-newtonianos
A viscosidade absoluta ou dinâmica exprime a medida das forças internas de atrito do fluido
e é justamente o coeficiente de proporcionalidade entre a tensão de cisalhamento e o gradiente de
velocidade da Lei de Newton.
Um dos modelos que permite visualizar o comportamento da viscosidade dos líquidos e sua
dependência com a temperatura é o descrito abaixo:

(2)

onde:
 = viscosidade absoluta ou dinâmica
B = constante
A = constante
T = temperatura absoluta

3. MÉTODO DE COLETA DE DADOS

4.1 – Equipamentos utilizados

Viscosímetro Brookfield LV DV++


Spindle nº S 61/1
Termopar
Termômetro digital
Água
Gelo
Becker
Óleo Shell 20W-50
Óleo STP Smoke Treatment
Software wingather V1.1

4.2 – Procedimento experimental


Para determinação da variação da viscosidade de um fluido com a temperatura o
procedimento iniciou-se preenchendo o Becker com o fluido para analise. Este óleo apresentava
uma temperatura inicial de 80°C, que posteriormente foi resfriado com água e gelo
gradativamente. O spindle utilizado foi nº S 61/1.
Segue coleta conforme tabela a baixo para o óleo SAE20W-50 a rotação foi de 20 RPM e
o torque entre 10 a 95% que permaneceu constante durante todo o experimento.

Speed Torque Viscosity Viscosity Temperature Time 1/T


RPM % cP Pa.s øC sec
20,0 16,5 49,5 495,0 63,9 289 0,015649
20,0 16,8 50,4 504,0 60,0 38 0,016667
20,0 18,1 54,3 543,0 56,1 38 0,017825
20,0 19,8 59,4 594,0 52,4 38 0,019084
20,0 22,4 67,2 672,0 48,2 46 0,020747
20,0 26,7 80,1 801,0 43,0 65 0,023256
20,0 33,7 101,1 1011,0 37,6 78 0,026596
20,0 40,1 120,3 1203,0 33,7 68 0,029674
20,0 50,0 150,0 1500,0 29,3 92 0,03413
20,0 58,1 174,3 1743,0 26,6 64 0,037594
20,0 64,8 194,4 1944,0 24,7 51 0,040486
20,0 69,8 209,4 2094,0 23,5 38 0,042553
20,0 75,5 226,5 2265,0 22,1 38 0,045249
20,0 82,0 245,9 2459,0 20,8 45 0,048077
20,0 88,0 263,9 2639,0 19,7 39 0,050761
20,0 95,8 287,3 2873,0 18,6 45 0,053763
Tabela 1 – Dados coletados a partir do software wingather V1.1 do óleo SAE20W-50
Conforme observamos na tabela 1, a medida que a temperatura do fluido diminui, houve o
aumento da viscosidade e do torque. Conforme demonstrado no gráfico a baixo:

Gráfico 1 – Viscosidade x Temperatura Óleo SAE20W-50


Para ajustar os dados experimentais na forma da equação foi construído o gráfico
viscosidade x o inverso da temperatura conforme a baixo:

Gráfico 2 – Viscosidade (Pa.s) x inverso da temperatura (1/ºC) Óleo SAE20W-50 Tendência


Exponencial

Analisando o gráfico 2, chegamos aos valores de A=250,21 e B=48,518 e o valor de R² é


0,9768.
A partir do gráfico 1, geramos mais dois modelos matemáticos que representam os dados
obtidos na tabela 1, segue a baixo:
Gráfico 3 – Modelos matemáticos da viscosidade x temperatura do óleo SAE20W-50

O modelo matemático mais adequado é o de potência cuja a equação é y = 236164x -1,5028 e o


R² = 0,9979 é o que mais se aproxima de 1.

Segue coleta conforme tabela a baixo para o óleo ST a rotação foi de 0,5 RPM que
permaneceu constante durante todo o experimento.
Speed Torque Viscosity Viscosity Temperature Time
RPM % cP Pa.s øC sec 1/T
0,5 9,5 1140,0 11400,0 63,5 600 0,015748
0,5 9,8 1176,0 11760,0 61,8 57 0,016181
0,5 9,9 1188,0 11880,0 59,9 59 0,016694
0,5 10,3 1236,0 12360,0 57,4 55 0,017422
0,5 11,0 1320,0 13200,0 53,4 69 0,018727
0,5 12,8 1536,0 15360,0 48,2 106 0,020747
0,5 13,7 1644,0 16440,0 45,9 47 0,021786
0,5 15,4 1848,0 18480,0 43,1 75 0,023202
0,5 17,4 2088,0 20880,0 40,9 70 0,02445
0,5 19,4 2328,0 23280,0 38,3 67 0,02611
0,5 23,3 2795,0 27950,0 34,2 53 0,02924
0,5 26,8 3215,0 32150,0 28,8 60 0,034722
0,5 27,5 3299,0 32990,0 26,1 50 0,038314
0,5 30,9 3707,0 37070,0 23,2 45 0,043103
0,5 35,9 4307,0 43070,0 17,3 66 0,057803
0,5 37,9 4547,0 45470,0 16,0 59 0,0625
0,5 43,5 5219,0 52190,0 14,7 78 0,068027
0,5 46,1 5531,0 55310,0 13,6 41 0,073529
0,5 47,3 5675,0 56750,0 12,8 27 0,078125
0,5 47,3 5675,0 56750,0 12,8 51 0,078125
Tabela 2 – Dados coletados a partir do software wingather V1.1 do óleo ST
Conforme observamos na tabela 2, a medida que a temperatura do fluido diminui, houve o
aumento da viscosidade e do torque. Conforme demonstrado no gráfico a baixo:

Gráfico 4 – Viscosidade x Temperatura Óleo ST


Para ajustar os dados experimentais na forma da equação foi construído o
gráfico viscosidade x o inverso da temperatura conforme a baixo:

Gráfico 5 – Viscosidade (Pa.s) x inverso da temperatura (1/ºC) Óleo ST Tendência Exponencial


Analisando o gráfico 5, chegamos aos valores de A=9893,4 e B=24,589 e o valor de R² é
0,891
A partir do gráfico 4, geramos mais dois modelos matemáticos que representam os dados
obtidos na tabela 2, segue a baixo:

Gráfico 6 – Modelos matemáticos da viscosidade x temperatura do óleo ST

O modelo matemático mais adequado é a logarítmica cuja a equação é y = -28656Ln(x) +


127935 e o R2 = 0,9891 é o que mais se aproxima de 1.

4. CONCLUSÃO

Conforme as viscosidades determinadas, conclui-se que os dois fluidos do experimento


apresentaram comportamentos semelhantes. Em ambos, a medida que a temperatura diminui há
um aumento da viscosidade. O óleo SAE20W-50 é menos viscoso que o óleo ST e o primeiro
apresenta a curva da viscosidade x temperatura mais uniforme.
5. BIBLIOGRAFIA

(1) [Link] acesso em


07/04/2007.
(2) [Link] acesso em
07/04/2007.
(3) [Link] acesso em 07/04/2007 acesso em 07/04/2007
(4) [Link] acesso em
07/04/2007.

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