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Classificação das Doenças Periodontais

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Larissa Lopes
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CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS 28/09 Aula 1 N2

Conceitos básicos:

● Profundidade da Sondagem (PS) - quanto podemos inserir


uma sonda no sulco,acima de 4 não está certo.
● Índice de sangramento à Sondagem (ISS) - dado clínico,o ISS
é um dado de porcentagem dos sítios que estão sangrando.
● Nível da Margem Gengival (NMG) - Em relação da posição da
junção cemento-esmalte, vai ser negativo ou positivo depender da
posição da JCE.
● Nível Clínico de Inserção (NCI) - A soma do PS com NMG, distância
entre a JCE e o fundo da bolsa.

Classificação 1999 *não vai na prova


-Dividia em duas partes : Doenças Gengivais e Doenças Periodontais.

-Doenças Gengivais induzidas por placas e Doenças Gengivais não induzidas por
placa.

● Periodontite Crônica, Periodontite Agressiva, Periodontite Associada a


Fatores Sistêmicos, Periodontite Necrosantes.

CLASSIFICAÇÃO AAP 2018 *cai na prova

Doenças Periodontais
Doenças
Peri-Implantares

-Saúde periodontal, condições e doenças gengivais


-Periodontites
-Outras condições que afetam o periodonto

SAÚDE PERIODONTAL, condições e doenças gengivais

● Saúde periodontal e saúde gengival;


● Gengivite induzida por biofilme;
● Doenças gengival não induzida por biofilme

Saúde Periodontal e Saúde Gengival


- Saúde clínica em periodonto íntegro
- Saúde clínica gengival em periodonto reduzido:
- Paciente com periodontite estável
- Paciente sem periodontite
SAÚDE CLÍNICA EM PERIODONTO ÍNTEGRO

-Sem perda de inserção clínica;


-PS de até 3mm - quer dizer q o PS não está tão profundo está em saúde;
-SS em menos de 10% - não tem muito sangramento,está em saúde;
-Sem perda óssea radiográfica;

SAÚDE CLÍNICA EM PERIODONTO REDUZIDO

-Perda de inserção clínica - não quer dizer que é periodontite;


-PS de até 4mm-aceitável até 4mm - talvez sequela do tratamento periodontal;
-SS em menos de 10% - ultrapassa 10% é gengivite, ter menos de 10% se enquadra
em saúde clínica;
-Possível perda óssea radiográfica
GENGIVITE INDUZIDA POR BIOFILME

● Gengivite associada somente ao biofilme


● Gengivite mediada por fatores de risco sistêmicos ou locais
● Aumento gengival influenciado por medicamentos

● GENGIVITE ASSOCIADA SOMENTE AO BIOFILME

-Gengivite em periodonto íntegro


-Gengivite em periodonto reduzido
-Gengivite em periodonto reduzido tratado periodontalmente

● Gengivite em periodonto íntegro


Sem perda de inserção
clínica; PS de até 3 mm;
SS em mais de 10% - quadro de
gengivite; Sem perda óssea radiográfica

● Gengivite em periodonto reduzido


Com perda de inserção
clínica; PS de até 3 mm;
SS em mais de 10% - quadro de gengivite;
Possível perda óssea radiográfica - por ser reduzido

● Gengivite em periodonto reduzido tratado periodontalmente


Com perda de inserção;
PS de até 3 mm - entrou no quadro de saúde
clínica; SS em maior de 10% - entrou em quadro
de gengivite; Possível perda óssea radiográfica

GENGIVITE ASSOCIADA A FATORES SISTÊMICOS OU LOCAIS

*Fatores sistêmicos: Tabagismo, Hiperglicemia, Fatores Nutricionais, Agentes


farmacológicos, Hormônios esteroidais e Condições hematológicas.

Tabagismo - fator associado a gengivite, ele diminui o sangramento (por estar mais
vasoconstringidos), vai mascarar a gengivite;
Hiperglicemia - ligado a inflamação, e estão ligados à hiperglicemia, facilita de
fatores inflamatórios na gengiva;
Fatores nutricionais - vitamina c tende a criar compostos que vão produzir o
colágeno,escorbuto - sangramento consistente na gengiva pela falta da
vitamina Agentes farmacológicos
Hormônios esteroidais - granuloma
piogênico; Condições hematológicos -
Anemia;

*Fatores Locais: Fatores de retenção de biofilme, Xerostomia, Anatomia dental ,


Fratura dental

Fatores de retenção de biofilme -


aparelho Xerostomia - descontrole da
saliva Anatomia dental - cíngulo muito
proeminente
Fratura dental - acúmulo na região da fratura dental

AUMENTO GENGIVAL INFLUENCIADO POR MEDICAMENTOS

-Placa dental + medicação;


-Inflamação gengival e hiperplasia - inflamação que vai criar hiperplasia nos
tecidos;
-Imunossupressores, anticonvulsionantes, anticoncepcionais e bloqueadores dos
-canais de Ca+;
-Alendronato, Nifidipina , Anulodipina.

DOENÇA GENGIVAL NÃO INDUZIDA POR BIOFILME


*Desordens genéticas e de desenvolvimento
-Fibromatose hereditárias

*Infecções específicas
-Infecções fúngicas e virais
-Gengivite herpética

Condições inflamatórias e imunes


Reação a hipersensibilidade em relação ao mercúrio

Processos relacionais
Epúlide fibrosa
Granuloma fibrolastico calcificante
Epúlide vascular
Granuloma periferico de células gigantes (GPCG)

Neoplasias
Pré malignas : leucoplasia, eritoplasia
malignas: carcinoma,escamoso celular, Infiltrado celular leucêmico, Linfoma (
Hodgkin e Não- Hodgkin

Doenças endócrinas
Deficiência de vitaminas -escorbuto (avitaminose C)

Lesões traumáticas
Trauma
mecânico/físico
queimaduras
químicas Lesão
térmica

Pigmentação
gengival
Melanoplastia
Melanose
tabagista
Pigmentação induzida por medicamentos
Tatuagem de amálgama (argirose
*05/10/2023
PERIODONTITES

● Periodontite Necrosante
● Periodontite
● Periodontite como manifestação de doencas

sistêmicas Diagnóstico clínico

Periodonto Necrosante
● Acontece de forma crônica e gravemente em adultos( situação imunológica e
emocional) e em crianças (desnutrição)
● Em pacientes comprometidos temporariamente ou moderadamente - Em
pacientes com gengivite e pacientes com periodontite.
● Evolução de gengivite necrosante não tratada
● Perda rápida do osso alveolar
● Sangramento gengival, dor e halitose
● Processo inflamatório do periodonto
● Necrose/ulceração das papilas interdentais

Gengivite Necrosante - acontece unicamente na região gengival.


● Processo inflamatório gengival
● Necrose/ulceração das papilas interdentais
● Sangramento e dor
● Halitose e febre

ESTOMATITE NECROSANTE
● Maior severidade do processo inflamatório do periodonto
● Necrose de tecidos moles além da gengiva
● Osteíte e sequestro ósseo
● Pacientes severamente comprometidos sistemicamente

Periodontite-
● Perda de inserção de 3mm ou mais na vestibular, lingual ou palatina de 2
ou mais dentes - precisa de profundidade de sondagem
● Perda de inserção em 2 ou mais sítios interproximais não adjacentes-(
sítios isolados não indica periodontite )
● Classificação de periodontite em Estágio e Grau

ESTÁGIO
Grau - evolução
Estágio - quadro atual da
doença
Severidade - principal fator da doença,fator primário para caracterização da doença
Complexidade - fator modificador
ESTÁGIO 1-
Severidade
● Perda de inserção clínica de 1-2 mm (4 mm)
● Perda óssea radiográfica no terço coronal (-15%)
● Sem perda dental em razão de periodontite

Complexidade- fator de complexidade mais sério a partir do 2


● Profundidade a sondagem de até 4mm
● Padrão de perda óssea horizontal

ESTÁGIO 2

Severidade
● Perda de inserção clínica de 3-4 mm ( 5mm)
● Perda óssea radiográfica no terço coronal (15% - 33% ⅓ )
● Sem perda dental em razão de periodontite

Complexidade
● Profundidade a sondagem de até 5mm
● Padrão de perda óssea horizontal

ESTÁGIO 3

Severidade
● Perda de inserção clínica maior que 5mm
● Perda óssea radiográfica no terço apical radicular
● Até 4 dentes perdidos em razão de periodontite

Complexidade
● Profundidade de sondagem de 6mm ou mais
● Padrão de perda óssea vertical de 3mm ou mais
● Defeito rebordo moderado
● Lesão de furca grau II ou III

ESTÁGIO 4

Severidade
● Perda de inserção clínica maior que 5mm
● Perda óssea radiográfica no terço apical radicular
● Até 5 dentes perdidos

Complexidade
● Defeito rebordo grave, disfunção, mastigatória
● Trauma oclusal secundário ( paciente não consegue mastigar mais )
● Mobilidade grau II ou III
● Menos de 20 dentes em boca ( em razão de periodontite)

Extensão
● Localizado : menos de 30% dos dentes envolvidos (sítios)
● Generalizada : mais de 30% dos dentes envolvidos (sítios)
● Padrão Molar Incisivo

GRAU - progressão da doença (o quão mudou ou não mudou)


Inicialmente Grau B

GRAU A

Critério primário:
● Sem perda de inserção clínica por 5 anos
● Perda óssea menor que 0,25mm
● Fenótipo: pouca perda / muita placa

Modificadores:
● Não fumante
● Sem diabetes

GRAU B

Critério primário
● Até 2mm de perda de inserção clínica em 5 anos
● Perda óssea de 0,25mm a 1,0mm
● Fenótipo: perda condizente com os níveis de placa

Modificadores
● Tabagismo: menos que 10 cigarros por dia
● Diabetes: HBA1C menor que 7%

GRAU C

Critério primário
Mais que 2mm de perda de inserção clínica em 5
anos Perda óssea maior que 1,0mm
Fenótipo: muita perda/ pouca placa

Modificadores
Tabagismo: mais que 10 cigarros por dia
Diabetes : HBA1C maior que 7%- descompensado

PERIODONTITE como manifestação de doenças sistêmicas

Desordens sistêmicas que apresentam um grande impacto na perda dos tecidos


periodontais por influenciar por influenciar a inflamação gengival
● Doenças inflamatórias- doença de cron
● Doenças genéticas - doença de cron
● Doenças de imunodeficiência adquirida

Outras desordens sistêmicas que influenciam a patogênese das doenças


periodontais

Elas devem ser consideradas descritoras da doença ( periodontite associada com a


doença)

Diabetes mellitus, Obesidade, Osteoporose, Artrite, Estresse emocional, Depressão


*26/10/13
Outras condições que afetam o periodonto

● Manifestações periodontais de doenças sistêmicas;


● Abscesso periodontal e lesões endo periodontais;
● Condições e deformidades mucogengivais;
● Forças oclusais traumáticas;
● Fatores relacionados com dentes e próteses

OUTRAS DESORDENS SISTÊMICAS que influenciam a patogênese das


doenças periodontais

Elas devem ser consideradas descritoras da doença ( Periodontite


Associada com a doença)

● Diabetes Mellitus;
● Obesidade;
● Osteoporose;
● Artrite
● Estresse Emocional;
● Depressão;
● Tabagismo;
● Uso de medicações

MANIFESTAÇÕES PERIODONTAIS DE DOENÇAS SISTÊMICAS

NEOPLASIAS:

● Carcinoma Oral de Células Escamosas;


● Tumores Odontogênicos;
● Neoplasias primárias de tecidos periodontais;
● Neoplasias secundárias metastáticas dos tecidos periodontais

Outras desordens que podem afetar os tecidos periodontais:

● Granulomatose com poliangite;


● Histiocitose de células de Langerhans;
● Granulomas de células gigantes;
● Hiperparatireoidismo;
● Esclerose sistêmica ( esclerodermia);
● Doença do desaparecimento ósseo (Síndrome de Gorham-Stout)
Abscessos periodontais:

● Destruição tecidual significante;


● Acúmulo de pus localizado na parede gengival do sulco/bolsa periodontal;
● Elevação ovoide da gengiva acompanhada de dor
● Sangramento à sondagem e supuração à sondagem;
● Pode ter bolsa periodontal e aumento da mobilidade dental.

● Abscesso Periodontal:
Exacerbação aguda/Após o tratamento

● Abscesso Periodontal em paciente sem periodontite:


Impactação/hábitos deletérios/fatores ortodônticos/crescimento gengival e
alterações da superfície radicular/alterações anatômicas menores/condições
iatrogênicas/dano radicular severo/reabsorção radicular externa

ABCESSOS PERIODONTAIS E LESÕES ENDO PERIODONTAIS:

Lesões endo periodontais:


● Comunicação patológica entre os tecidos pulpar e periodontal (aguda/crônica)
● Bolsas periodontais profundas que se estendem ao ápice radicular;
● Teste de vitalidade pulpar negativo ou alterado - tem que ser negativo, pois
tem que ter alguma necrose pulpar, infecção ou inflamação;
● Possível perda óssea radiográfica na região apical ou de furca - vai ser em
relação à invasão periodontal;
● Dor espontânea(se o quadro avançou muito) ou à palpação/percussão;
● Supuração, mobilidade dental, fístula, alterações de coloração na coroa do
dente e/ou gengiva.

● Lesões endo periodontais com dano radicular:

Fratura radicular;
Perfuração do canal radicular ou do assoalho pulpar;
Reabsorção radicular externa

● Lesão endo periodontal em paciente com periodontite:

GRAU 1 : Bolsa periodontal estreita e profunda em uma superfície radicular;


GRAU2 : Bolsa periodontal larga e profunda em uma superfície radicular;
GRAU 3 : Bolsas periodontais profundas em duas ou mais superfícies radiculares
● Lesão endo periodontal em paciente sem periodontite:

GRAU 1 : Bolsa periodontal estreita e profunda em uma superfície radicular;


GRAU2 : Bolsa periodontal larga e profunda em uma superfície radicular;
GRAU 3 : Bolsas periodontais profundas em duas ou mais superfícies radiculares

SE HOUVER VITALIDADE PULPAR NÃO É CLASSIFICADO EM ENDO


PERIODONTAL, POIS TEM QUE TER ALGUMA COMPLICAÇÃO
PULPAR!!!!!!!!!!

CONDIÇÕES E DEFORMIDADES MUCOGENGIVAIS


● CONDIÇÕES MUCOGENGIVAIS NA PRESENÇA DE RECESSÕES
GENGIVAIS

● CLASSIFICAÇÃO DAS RECESSÕES GENGIVAIS:

● Recessão Tipo 1 (RT1): Recessão só nas faces livres


● Recessão Tipo 2 (RT2): Recessão na interproximal, só que no
mesmo nível da face livre
● Recessão Tipo 3 (RT3): Recessão na interproximal pode ser
maior do que no nível na face livre

● CLASSIFICAÇÃO DOS DEGRAUS:

● Classe + (presença de degrau cervical maior que 0,5 mm)


● Classe - (ausência de degrau cervical maior que 0,5 mm)
obs: Nomenclatura (RTX, DEGRAU +/-)

● CONDIÇÕES MUCOGENGIVAL NA AUSÊNCIA DE


RECESSÕES GENGIVAIS:

● Fenótipo gengival fino;


● Faixa estreita ou ausência de mucosa queratinizada - saúde
periodontal ligada à presença de gengiva inserida (
queratinizada )

A FAIXA DE GENGIVA QUERATINIZADA É DE MÍNIMO 1,5 mm!!!!!!!!


● FORÇAS OCLUSAIS TRAUMÁTICAS

● Trauma oclusal primário: Suporte periodontal normal (Mobilidade


adaptativa e não progressiva);
● Trauma oclusal secundário: Suporte periodontal reduzido
(Mobilidade progressiva/Migração/Dor em função/esplintagem)
● Forças ortodônticas: Reabsorção radicular, desordens pulpares,
recessão gengival e perda óssea alveolar

● FATORES RELACIONADOS COM DENTES E PRÓTESES

● Fatores locais relacionados ao dente que podem modificar ou


predispor a doenças gengivais induzidas pelo
biofilme/periodontite:

● Fatores anatômicos do dente;


● Fraturas radiculares;
● Reabsorção cervical e dilaceração cementária;
● Proximidade radicular;
● Erupção passiva alterada

● Fatores locais relacionados à prótese dental:


■ Margens de restaurações posicionadas no espaço dos tecidos
aderidos supra ósseos ( distância biológica = supracrestal ou
supra óssea );
■ Procedimentos clínicos relacionados à confecção de restaurações
indiretas

DIAGNÓSTICO CLÍNICO E RADIOGRÁFICO DAS DOENÇAS


PERIODONTAIS

● PROCESSO SAÚDE/DOENÇA
● DIAGNÓSTICO DE GENGIVITE
● DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE GENGIVITE E PERIODONTITE

O QUE CAUSA A DOENÇA PERIODONTAL????


Placa Bacteriana, Cálculo Dentário e Resposta Imunológica
Placa dentária
X
Doença Periodontal

Classificação das Bolsas:


● Sulco Gengival
● Bolsa Gengival
● Bolsa Periodontal
MOBILIDADE DENTÁRIA

Mobilidade Grau 0 : 0,1 - 0,2 mm (H)


Mobilidade Grau 1 : 0,2 - 1 mm (H)
Mobilidade Grau 2 : + 1 mm (H)
Mobilidade Grau 3 : Mob. H e V

LESÃO DE FURCA

Lesão de Furca Grau 1 : até 3 mm(⅓)


Lesão de Furca Grau 2 : mais de 3 mm
Lesão de Furca Grau 3 : envolvimento total
Lesão de Furca Grau 4 : visível clinicamente

Diagnóstico Radiográfico

CONTROLE QUÍMICO DA PLACA 09/11

O controle químico da placa pode ser necessário naqueles indivíduos que não
são capazes de controlar apropriadamente o biofilme supragengival com
dispositivos mecânicos. O uso de produtos químicos deve ser adjuvante aos
dispositivos mecânicos. Eles reduzem a quantidade de biofilme e interferem
na sua estrutura.

ENXAGUATÓRIOS: Listerine, Periogard, Cepacol e Tandy.

MECANISMOS DE AÇÃO:
● Por prevenção da adesão bacteriana;
● Por evitar o crescimento das bactérias e/ou a coagregação;
● Por eliminar um biofilme já estabelecido;
● Por alterar a patogenicidade do biofilme

QUANTO AO EFEITO:
● Agentes antimicrobianos: Efeito bacteriostático ou bactericida in vitro
● Agentes inibidores/redutores da placa: Efeito quantitativo ou
qualitativo sobre a placa que pode ou não ser suficiente para afetar a gengivite
e/ou a cárie.
● Agentes antiplaca: Afetam a placa suficientemente para mostrarem
benefício em termo de controle da gengivite e/ou cárie.
● Agentes anti gengivite: Reduzem a inflamação gengival sem
necessariamente afetarem a placa dental, incluindo os medicamentos
anti-inflamatórios.
CARACTERÍSTICAS IDEAIS:

● Especificidade: Os agentes e as formulações para o controle químico da


placa devem demonstrar um amplo espectro de ação contra bactérias,
vírus e fungos. Os produtos mais específicos, como os antibióticos, não
devem ser usados na prevenção das doenças periodontais e o uso
deles deve ser limitado à prevenção de bacteremia nos pacientes de risco e
ao tratamento de algumas condições periodontais;
● Eficácia: A capacidade antimicrobiana precisa ser demonstrada contra
microrganismos implicados na gengivite e na periodontite. Embora o
efeito bactericida possa ser somente alcançado em altas doses, o efeito
antimicrobiano deve também estar presente em doses mais baixas;
● Substantividade: Ela foi definida como a duração da ação
antimicrobiana in vivo e como uma medida do tempo de contato entre o
agente e o substrato. Esse período de tempo pode ser mais longo do que o
esperado com a deposição mecânica simples;
● Segurança: Em virtude da cronicidade das condições prevenidas e ao uso a
longo prazo esperado, os efeitos secundários têm de ser mínimos;
● Estabilidade: Os agentes precisam ficar estáveis à temperatura
ambiente por um longo período de tempo. Deve-se tomar cuidado ao se
misturarem diferentes ingredientes em formulação, a fim de evitar
interferência entre as moléculas.

ANTIBIÓTICOS

● Penicilinas, tetraciclinas, metronidazol, vancomicina, canamicina


e espiramicina;
● Por via sistêmica, os efeitos são maiores devido à manutenção da
estabilidade dos níveis séricos (também no líquido crevicular gengival );
quando aplicados tópica ou localmente , os efeitos são menores devido ao
tempo de ação limitado;
● O uso contra a placa dental não é recomendado devido à razão risco :
benefício ruim, incluindo os efeitos adversos e o aumento da
resistência bacteriana.

DETERGENTES

● Lauril Sulfato de Sódio (LSS);


● Substantividade de 5 a 7 horas. A propriedade espumante dos detergentes
pode ajudar na remoção da placa;
● Tem efeito antimicrobiano e inibidor da placa limitado;
● Associado a reações de hipersensibilidade oral, incluindo queilite,
estomatite ou úlceras aftosas, queimação e descamação.
● O LSS é encontrado em muitas formulações de dentifrícios e
enxaguatórios orais mas não foi formulado como um produto agente
ativo único;

AGENTES OXIGENANTES

● Produtos de sódio, peroxidicarbonato de sódio e peróxido de hidrogênio;


● Exercem efeito antimicrobiano graças à liberação de oxigênio
● O peroxiborato e o peroxicarbonato têm alguma atividade antimicrobiana
e inibidora da placa;
● Em baixas concentrações (< 1,5%) de peróxido de hidrogênio, eventos
adversos não são comuns, mas, em concentrações mais altas, sensação
dolorosa na boca e úlceras são frequentes

FLUORETOS

● Fluoreto de sódio e o monofluorfosfato de sódio;


● Foi demonstrada utilidade na redução da incidência de cárie;
● O íon fluoreto não demonstrou propriedade inibidora de placa;
● Presentes na maioria dos dentifrícios;
● Fluoreto estanoso e fluoreto de amina

ÓLEOS ESSENCIAIS

● Eucaliptol (0,092%), mentol (0,042%), salicilato de metila (0,060%), timol


(0,064%) e álcool (26,9%);
● Múltiplos mecanismos de ação foram propostos, como interferência na parede
celular, inibição das enzimas bacterianas, extração de endotoxinas derivadas
de lipopolissacarídeos (LPS) de bactérias gram-negativas e ação
anti-inflamatória com base na atividade antioxidante;
● Atividade antimicrobiana nos modelos de biofilme in vitro e efeito inibidor
da placa e antiplaca em diferentes estudos domésticos de higiene oral de
6 meses;
● Limitações, Os efeitos secundários incluem sensação de ardor e a coloração
dos dentária. Existe alguma controvérsia no que diz respeito à associação de
enxaguatórios orais contendo álcool e o câncer oral

TRICLOSANA

● A triclosana é um agente bisfenólico, não iônico, antibacteriano de amplo


espectro (Nos enxaguatórios orais, a 0,2%, há atividade bactericida
limitada). Como dentifrício, pode ser detectada por até 8 horas na placa
dental após o uso. A triclosana também pode induzir efeitos
anti-inflamatórios por meio da inibição das vias da cicloxigenase e da
lipo-oxigenase.
● Não existem efeitos colaterais relevantes, mas o risco de formação de
clorofórmio, um produto carcinogênico, foi sugerido em um estudo in
vitro testando a combinação de triclosana e cloro livre presente na água

BISBIGUANIDAS
● Digliconato de clorexidina. di-hidrocloreto de alexidina e dicloridrato de
octenidina;
● Excelente agentes antiplaca. A CHX é a referência, já que outras bisbiguanidas
mostram atividade similar ou inferior;
● Efeito similar entre todas as bisbiguanidas, mas existem mais estudos para a
CHX;
● A CHX é o agente mais avaliado e o mais eficaz contra os biofilmes
orais;
● Ela é formulada mais frequentemente em enxaguatórios orais com uma
concentração de 0,1 a 0,2%. Essas concentrações alcançam a dosagem de
CHX ideal de 18 a 20 mg/aplicação. A atividade clínica é observada com
dosagem de 5 a 6 mg 3 vezes/dia e dosagens mais altas não aumentam o
efeito (mas aumentam os efeitos diversos )
● Para obter uma dosagem de 20 mg com uma formulaçãi a 0,2%, enxaguar
com 10 ml por 30 segundos; com uma formulação a 0,12%, enxaguar
com 15 ml por 60 segundos.
● Efeito antimicrobiano: Isso depende da concentração. Em baixas
concentrações, a CHX aumenta a permeabilidade da membrana plasmática
levando a um efeito bacteriostático. Em concentrações mais altas,
induz a precipitação das proteínas citoplasmáticas e morte celular, biofilme
e agir ativamente dentro dele
● Efeito inibidor da placa: As moléculas de CHX aderem à superfície do
dente e interferem com a adesão bacteriana. A CHX também interage com
as glicoproteínas salivares, levando à reduzida formação da película
adquirida. Além disso, foi sugerido que a CHX afeta a atividade das
enzimas bacterianas;
● Reação de hipersensibilidade, Surdez neurossensorial se o produto
for colocado na orelha média, Alterações do paladar afetando
principalmente os sabores salgado e amargo, as quais são reversíveis,
Tumefação uni-ou bilateral da glândula parótida, Erosão na
mucosa, Alterações no processo de cicatrização e Aumento na
formação de cálculo, Manchas nos dentes, na mucosa, no dorso da
língua ou nas restaurações

AMÔNIA QUATERNÁRIA

● Cloreto de benzalcônio e cloreto de cetilpiridínio (CPC) ;


● A substantividade aproxima-se de 3 a 5 horas . O mecanismo de ação
depende de a parte hidrofílica da molécula de CPC interagir com a
membrana celular bacteriana, levando a perda dos componentes
celulares, interferência no metabolismo celular, inibição do
crescimento celular e , por fim, morte celular. Entretanto, a carga
elétrica positiva dessa parte hidrofílica ativa significa que ela pode ser
inativada por outros produtos da formulação.

CONTROLE MECÂNICO DA PLACA BACTERIANA

Placa Bacteriana: “O biofilme dental é uma massa densa não calcificada,


constituída por microrganismos e envolvidas por uma matriz rica em polissacarídeos
extracelulares bacterianos e glicoproteínas salivares, aderidas firmemente aos dentes
e em outras superfícies da cavidade bucal”

Experimental Gingivitis in Man

● Comprovação da relação entre placa e gengivite;


● Pacientes de 7-21 dias sem controle de placa bacteriana;
● Desenvolvimento de gengivite em 100% dos indivíduos;
● Placa bacteriana variava entre cada um dos indivíduos;
● Predominância de bactérias gram negativas;
● Se apresentou como uma alteração periodontal reversível;
● Reversão do quadro de gengivite após uma semana com controle
de placa.

FORMATO

DUREZA

CABO
TÉCNICAS DE CONTROLE MECÂNICO

Movimentos:
Rolo: Técnica modificada de Stillman
Vibratória: Técnicas de Stillman, Chartes e Bass
Circular: Técnica de Fonnes
Vertical: Técnica de Leonard
Horizontal: Técnica de Scrub

Movimentos corretos + Higienizar duas faces

CONTROLE MECÂNICO EM PACIENTES COM LIMITAÇÃO MOTORA

Fio dental montado

CONTROLE MECÂNICO EM PACIENTES EM TRATAMENTO


ORTODÔNTICO

EVIDENCIADOR DE PLACA BACTERIANA

EXAME CLÍNICO DO PACIENTE EM PERIODONTIA

1. Triagem - “No primeiro encontro, o clínico deve tentar fazer uma avaliação
geral do paciente. Isso inclui considerações sobre o estado mental e emocional
do paciente, temperamento, atitude e idade fisiológica.”
2. Anamnese
3. Inventário de Saúde
4. Exame Físico
5. Odontograma
6. Periograma
7. Exames Laboratoriais
8. Exames Radiográficos
PS

NMG

NCI
ISS

IPV
MOBILIDADE

LESÃO DE FURCA
PSR
(Periodontal Screening Record)

Escore RPS

0 Nenhum sinal de doença periodontal - Faixa colorida


totalmente visível.

1 Sangramento gengival até 30s após a sondagem suave -


faixa colorida totalmente visível.

2 Cálculo supra e/ou subgengival e/ou ,argens


restauradoras mal adaptadas - faixa colorida totalmente
visível.

3 Bolsa periodontal que permite a introdução da sonda no


sulco (Bolsa de 4 a 5 mm) - faixa colorida da sonda
parcialmente visível.

4 Bolsa periodontal que permite maior introdução da


sonda no sulco(bolsa profunda de 6 mm ou mais ) - faixa
colorida não visível

. Anormalidade clínica associada aos demais escores -


comprometimento de furca, mobilidade, alterações
mucogengivais e/ou recessão gengival na área colorida da
sonda (maior que 3,5 mm a partir da junção
amelocementária).

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