DEPARTAMENTO DE MECÂNICA
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA MECÂNICA: MODALIDADE PROJETOS
Tratamento Térmico e Seleção de Materiais - Laboratório (TTSM - Lab)
1° SEMESTRE DE 2022
RELATÓRIO TÉCNICO
Experiências de Laboratório
Alunos: Fabricio Cazassa Pio N.° de matrícula: 19108804
uma jovem
Outro jovem
Outro jovem
xxxxxxxx
Professor: Carlos Nunes
Data da entrega: de junho de 2022
SÃO PAULO
2022
FABRICIO CAZASSA PIO | 19108804
JOVEM |
OUTRO JOVEM
OUTRO JOVEM
071 - Projetos (noite)
RELATÓRIO TÉCNICO
Experiências de Laboratório
Trabalho apresentado ao Professor
CARLOS NUNES, da disciplina
de TTSM - Lab, da turma XX,
turno noturno
do curso de Mecânica - Projetos
São Paulo, 11 de junho de 2022.
São Paulo
2022
SUMÁRIO
1 OBJETIVO................................................................................................................3
2 TEORIA.................................................................................................................... 4
3 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS E SUAS CARACTERÍSTICAS...........................6
4 MATERIAL UTILIZADO...........................................................................................8
5 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS....................................................................9
6 OBSERVAÇÕES E RESULTADOS OBTIDOS....................................................12
7 CONCLUSÃO.........................................................................................................13
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1 OBJETIVO
Estudar as principais formas de tratamento térmico, como normalização, têmpera,
recozimento e revenimento num aço 1060 e identificar as características metalográficas em
microscopio após processos de lixamento, polimento e ataque químico com alumina. Foi
avaliada a dureza do material utilizando o instrumento durometro.
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2 TEORIA
2.1 Têmpera
Têmpera é um processo de tratamento térmico de aços para aumentar a dureza e a
resistência dos mesmos. A têmpera tem duas etapas: aquecimento e esfriamento rápido. O
aquecimento tem como objetivo obter a organização dos cristais do metal, numa fase chamada
austenitização. O esfriamento brusco visa obter a estrutura martensita.
Na têmpera o aquecimento é superior à temperatura crítica, que é de 727ºC. O objetivo
é conduzir o aço a uma fase, na qual se obtém o melhor arranjo possível dos cristais do aço,
para obter a futura dureza. Após dessa fase o aço pode ser submetido a outras fases,
dependendo das necessidades. A temperatura nessa fase é temperatura de austenização. Cada
aço tem sua composição, a temperatura de varia de aço para aço.
A têmpera é obtida em temperaturas diferentes, o que depende da composição do aço da
peça e dos seus objetivos. Portanto, a têmpera de uma dada peça leva em consideração muitos
fatores.
O próprio tempo de exposição da peça na temperatura de austenização é considerado
quando se faz a sua têmpera. Cada aço tem uma temperatura de austenização, e que é aquela
que proporciona o máximo de dureza. Essa temperatura é obtida dentro de fornos, os quais
podem ser por chama ou por indução elétrica. Dependendo das exigências do cliente, a
austenização, e conseqüentemente a têmpera, vai ocorrer apenas na superfície da peça ou em
toda ela.
A segunda etapa da têmpera é o resfriamento, o qual deve ser brusco, em óleo ou água.
A rapidez do resfriamento é importante para impedir que o aço mude para fase diferente
daquela que se obteve na temperatura de austenização (obter estrutura martensítica). Quase
sempre, após a têmpera, a peça é submetida ao revenimento.
2.2 Revenimento
Revenimento é um processo que geralmente sempre acompanha a têmpera, pois elimina
imperfeições causadas por ela, além de aliviar e até remover as tensões do material,
corrigindo excessivas durezas e fragilidade do material, além de aumentar a resistência ao
choque e sua ductilidade.
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Dependendo da temperatura de revenimeto o resultará em pequena ou grande
transformação da estrutura martensítica.
Entre 100°C a 200°C ocorre a precipitação de carboneto de ferro. Este carboneto pode
estar ausente nos aços de baixo teor de carbono. A dureza Rockwell começa a cair, podendo
chegar a 60;
Entre 200°C a 300°C ocorre a transformação da austenita retida em bainita. A dureza
continua a cair. Esta transformação ocorre em aços de médio a alto teor de carbono.
Entre 250°C a 350°C ocorre a formação de um carboneto metaestável, sendo
visualizado a “troostita” e sua dureza são um pouco superiores a 50.
Em temperaturas entre 600°C a 700°C ocorre a recristalização e crescimento do grão,
forma-se a estrutura conhecida como esferoidita que se caracteriza por ser muito tenaz e de
baixa dureza, variando de 5 a 20 RC.
2.3 Normalização
A Normalização é o processo de tratamento térmico que visa refinar a granulação do
aço, melhorando a uniformidade da microestrutura. Esse processo pode ser feito como
tratamento preliminar à tempera e revenimento justamente por obter uma melhor
uniformização do material.
Os constituintes obtidos na normalização são, ferrita e perlita fina, perlita fina, ou
cementita e perlita fina. Pode ocorrer, dependendo do tipo de aço, obter a bainita.
2.4 Recozimento
O recozimento é feito em um aço quando se quer atingir um ou mais dos seguintes
objetivos: remover tensões originados por tratamentos térmicos, melhorar a usinabilidade
diminuindo a dureza, alterar propriedades mecânicas como resistência e ductilidade, remover
gases etc.
O processo se dá pelo aquecimento das peças, e o tempo em temperatura é calculado
em função do tamanho da peça ou do lote, e o resfriamento em velocidades e condições
adversas.
O resfriamento é feito de maneira lenta, dentro do forno que foi aquecido ou na
temperatura ambiente ou em caixas.
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3 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS E SUAS CARACTERÍSTICAS
3.1 Forno Elétrico Mufla
O Forno é um equipamento utilizado em aplicações que exijam altas temperaturas. O
equipamento consiste basicamente em uma câmara metálica externa com um revestimento de
material refratário.
Potência: 4400W;
Tensão: 220V;
Temperatura máxima: 1200 ºC.
3.2 Cortadora Metalográfica (Cut Off)
Equipamento de corte por meio de disco abrasivo rígido, capaz de produzir superfícies
planas.
Corte acionado por alavanca que empurra a amostra contra o disco;
Capacidade de corte de 0 a 40 mm com disco de corte abrasivo;
3.3 Lixadeira de Mesa
Equipamento com função de preparar os corpos de prova, utilizados em metalografia e
ensaios de dureza retirando marcas e imperfeições causadas na operação de corte, tornando a
superfície apta para receber lixamentos posteriores com grãos sucessivamente mais finos.
3.4 Lixas
Lixa com granulação de 220;
Lixa com granulação de 320;
Lixa com granulação de 400;
Lixa com granulação de 600.
3.5 Politriz de 2 velocidades
Esta máquina pode ser utilizada como politriz e também como lixadeira com lixas auto-
adesivas ou não. Possui sistema de irrigação de água. Prato intercambiável, facilitando sua
retirada para limpeza ou troca de pratos e anel para fixação de lixas não adesivas.
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3.6 Disco de feltro
Utilizado na politriz para aplicação de alumina para polimento do corpo de prova.
3.7 Secador
Utilizado para secar a peça sem deixar manchas.
3.8 Durômetro HRC / HRB
Equipamento utilizado para medir a resistência à penetração do corpo de prova
utilizando uma esfera temperada 1/16” como penetrador ou até mesmo diamante para peças
temperadas com alta dureza.
3.9 Microscópio
Microscópio óptico utilizado para ensaios de visualização metalográfica e tamanhos de
grão.
3.10 Salmoura
Composto de água misturada com cloreto de sódio.
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4 MATERIAL UTILIZADO
Três corpos de prova de Aço 1060.
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5 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS
Foi colocado os três corpos de provas do aço 1060 recebidos dentro do forno a uma
temperatura de 820°C com tempo de aproximadamente 30 minutos para
austenitização. Logo após foi feito diferentes tipos de resfriamento para cada corpo
de prova. Para têmpera foi feito resfriamento em banho de salmoura. Para
normalizado foi deixado ao ar e para recozimento foi deixado o corpo de prova
esfriando dentro do forno que permaneceu desligado.
O corpo de prova temperado foi cortado em três partes iguais. O normalizado foi
cortado no meio do comprimento e em uma das partes repartido o diâmetro ao meio, deixando
em formato de meia lua. O recozido foi cortado cerca de cinco milímetros do comprimento
para retirada de carbonetação.
Foi utilizado duas partes do corpo de prova temperado e revenimos uma a 200ºC e
outra a 600ºC.
Foi realizado ensaio de dureza HRB (Dureza Rockwell B) nas peças normalizada e na
recozida. Nas peças Temperadas e Revenidas a 200 e 600ºC foi realizado ensaio HRC
(Dureza Rockwell C). Em todas os corpos de provas foram realizados ensaios em 3 regiões
distintas. No corpo de prova temperado além das regiões distintas, foram realizados ensaio na
superfície do material, em meio raio e no núcleo.
Após o processo de obtenção das durezas, iniciou-se o processo de polimento para
observar as estruturas metalográficas. Portanto foi realizado lixamento sequencial com lixas
220, 320, 400 e 600 com água no corte em meio diâmetro e no corte em diâmetro inteiro do
corpo de prova normalizado.
Por fim foi feito polimento utilizando disco de feltro e alumina. Após o polimento, a
peça foi lavada em água corrente para retirada do excesso da alumina. Foi aplicado nital para
ataque químico. O corpo de prova foi novamente lavado e aplicado álcool como camada
protetora e posto no secador.
Depois de polidas e secadas, os corpos de provas foram analisados microscopicamente
para visualização de estruturas perliticas e ferriticas, alisando também os tamanhos e tipos de
grão
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6 OBSERVAÇÕES E RESULTADOS OBTIDOS
Foi observado no microscópio o tipo e inclusão do corpo de prova, sendo está do tipo A
(sulfureto) serie fina classe 1.
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7 CONCLUSÃO
Conclui-se que o tratamento térmico de têmpera tem como objetivo a transformação do
grão austenítico de perlita para martensita, aumentando em si a dureza do material e
resistência mecânica, acompanhado do processo de revenimento, que se faz necessário para a
homogeneização das “agulhas” fazendo com que o material se torne menos frágil.
Já o processo de normalização tem como objetivo o refino do grão austenítico e uma
homogeneização de sua estrututa.
E por último, o recozimento, serve para diminuir a dureza do material, facilitando sua
usinagem.