Trabalho de farmacologia
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O que é histamina e qual sua função no
corpo?
Histamina é responsável pelas respostas alérgicas do
corpo a antígenos e lesões
Se preferir, vá direto ao ponto Esconder
1. Qual a função da histamina?
2. Onde estão as histaminas?
3. Quando a histamina é um risco?
4. Depressão X histamina
A histamina é um mensageiro químico encontrado em um grande número de
seres vivos. Produzida pelas células que regulam a resposta imunológica, ela
controla reações corporais como alergias, inflamações, secreção de ácido
gástrico e neurotransmissão no cérebro. Na química, ela é classificada como
uma amina, ou seja, uma molécula orgânica baseada na estrutura do amoníaco,
cuja fórmula química é o NH3.
A histamina tem um papel importante no sistema imunológico do ser
humano, pois ela é responsável por realizar o trabalho necessário para se livrar
de substâncias tóxicas ao corpo. Para formar a histamina, acontece um
processo chamado descarboxilação, onde ocorre a retirada de um grupo
carboxila do aminoácido da histidina.
Irisina: hormônio do exercício combate demência
Essa substância trabalha se ligando a receptores na superfície das células,
chamados de receptores de histamina. No total, existem quatro tipos de
receptores que são chamados de H1, H2, H3, e H4. A ação
da histamina costuma ser bloqueada pelo organismo com o uso de
antihistamínicos, que impedem a realização das ligações químicas. O uso mais
convencional desses medicamentos é para o tratamento de reações alérgicas.
Qual a função da histamina?
A histamina tem papel de neurotransmissor,isso significa que ela leva
mensagens químicas entre as células nervosas e o cérebro. Porém, ela tem ações
importantes quando se trata do sistema imunológico e das respostas ao contato
com alérgenos — substâncias que causam alergias. Alguns dos seus feitos no
corpo são:
Contração dos tecidos musculares lisos dos pulmões, útero e estômago;
Dilatação dos vasos sanguíneos — aumentando a permeabilidade e
baixando a pressão arterial;
Estimulação da secreção do ácido gástrico no estômago — nesta situação os
anti-histamínicos são usados como maneira de diminuir o ácido na região
e no tratamento de úlceras;
Aceleração do ritmo cardíaco.
Em inflamações, a histamina é crucial para que haja uma resposta
imunológica do corpo. Quando acontece um dano físico, infecção ou reação
alérgica, os mastócitos desses tecidos lesionados liberam a histamina. Desta
forma, os vasos sanguíneos da área irão se dilatar e aumentar sua
permeabilidade.
Isso irá fazer com que os líquidos e células do sistema imunológico, glóbulos
brancos e proteínas de plasma sanguíneo vazem no local em que ocorreu a
lesão. A partir desse momento eles começam a combater a infecção, nutrir e
curar todos os tecidos que foram lesionados.
Quando se fala em resposta alérgica, a situação é um pouco diferente. Ao
apresentar certa hipersensibilidade a uma substância estranha, normalmente
inofensiva, os mastócitos começam a liberar histamina de maneira
descontrolada. Já que, ao sistema imunológico soltar os anticorpos, elas se
ligam aos antígenos, com intenção de os remover. No entanto, isso faz com que
os mastócitos acabem liberando cada vez mais histaminas.
A era do ciborgue: o que são os organismos cibernéticos?
Tudo isso tem como resultado uma série de sintomas alérgicos como o
corrimento nasal, olhos lacrimejantes, compressão dos brônquios e inchaço dos
tecidos. Para que os sintomas sejam mais fracos, e não causem tantos
incômodos, é feito o uso de antihistamínicos. Comumente chamados de anti-
alérgicos, eles são utilizados como forma de aliviar algumas reações alérgicas.
Onde estão as histaminas?
No mundo animal, a histamina pode ser encontrada em plantas. Um exemplo
disso é as urtigas, elas têm a substância em suas folhas, o que acaba gerando
coceira e inchaço em contato direto com a pele. Além das plantas,
a histamina está presente no veneno de espécies como vespas e abelhas.
Já no organismo humano, a histamina é encontrada em quase todos os tecidos
do corpo. Ela costuma ficar primariamente armazenada nos tecidos dos
mastócitos e em células sanguíneas chamadas de basófilos. Mas também são
encontradas nos pulmões, no trato gastrointestinal e no cérebro.
Biotecidos produzidos a partir de micro-organismos despertam interesse
do universo da moda
Quando a histamina é um risco?
A substância pode causar problemas sérios à saúde humana em algumas
situações. Como quando se consome algum tipo de peixe que está contaminado
com elevadas quantidades de histamina. Essa intoxicação alimentar pode
acontecer quando o peixe não é refrigerado da maneira correta. O que acaba
resultando na decomposição da carne, ação feita por bactérias que
produzem histamina.
As principais espécies de peixes que podem causar essa infecção são mahi-mahi,
atum, gaiado, cavala e peixes azuis. Os sintomas mais comuns são rubor facial,
dor de cabeça, náuseas e vômitos. Para evitar ficar doente é preciso tomar
cuidado na hora de comprar o alimento, sempre escolhendo o peixe mais fresco
do dia, ou evitar comprá-los, já que seu consumo está colapsando os
ecossistemas marinhos por causa dos impactos da pesca.
Certas pessoas também podem apresentar intolerância à histamina. Isso
porque a histamina é destruída pela enzima diaminoxidase (DAO), e a falta
desta ou baixa quantidade, pode acabar gerando um nível elevado da
substância e um consequente quadro de intoxicação. A partir desse momento, o
indivíduo começa a apresentar sintomas alérgicos.
Entre os sintomas dessa intolerância estão vermelhidão, comichão, corrimento
nasal, inchaço da mucosa nasal e dificuldades respiratórias. Nesse caso, é
necessário acompanhamento médico para o tratamento adequado.
Depressão X histamina
Alguns estudiosos acreditam que a histamina tem efeitos significativos em
diagnósticos de depressão. Isso porque uma pesquisa, realizada em ratos,
mostrou que níveis altos de histamina no cérebro causam uma baixa na
quantidade de serotonina no organismo do animal. Ao fazer a aplicação de
antidepressivos, a histamina trabalhou como um supressor, impedindo que o
cérebro gerasse mais serotonina com o remédio, cancelando seus efeitos
colaterais no rato.
Porém, é preciso ter em mente que esses estudos foram realizados apenas
em animais. Por isso, podem apresentar efeitos diferentes em humanos.
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melhor-entendimento-sobre-anti-histaminicos-h1-colunistas
Índice
1.
A Histamina
2.
Anti-histamínicos H1
3.
Tipos:
4.
Divididos em
5.
Efeitos:
6.
Usos terapêuticos
7.
Contraindicações:
8.
Conclusão
Índice
A histamina é um mensageiro químico gerado principalmente nos
mastócitos. Por meio vários receptores, ela medeia respostas celulares,
incluindo as:
reações alérgicas e inflamatórias
a secreção de ácido gástrico
a neurotransmissão em algumas regiões do cérebro.
A histamina não possui aplicações clínicas, mas os fármacos que
interferem na sua ação (anti-histamínicos ou bloqueadores do receptor da
histamina) têm importantes aplicações terapêuticas.
A Histamina
Onde encontramos a histamina?
Ela é encontrada em altas concentrações nos mastócitos e basófilos.
Presente em praticamente todos os tecidos, com quantidades
significativas nos:
• Pulmões
• na pele
• nos vasos sanguíneos
• no trato gastrintestinal.
• No cérebro (funcionando como neurotransmissor)
• como componente de venenos
• nas secreções de picadas de insetos.
Síntese da histamina
1. aminoácido histidina à sofre descarboxilação pela histidina-
descarboxilase à formando a amina histamina.
2. a histamina pode ser armazenada em grânulos
ou inativada pela diaminoxidase.
OBS: histidina-descarboxilase está presente nas células de todo o
organismo, inclusive nos neurônios, nas células parietais gástricas e nos
mastócitos e basófilos.
Liberação da histamina
A histamina é um dos mediadores químicos liberados nos tecidos em
resposta aos estímulos como:
• Destruição das células (como resultado de frio, de toxinas de
organismos, de traumas, de venenos de insetos e aranhas), alergias e
anafilaxias (alergia grave).
Ação da histamina
Auxilia na inflamação através de:
• Liberação de óxido nítrico pelo endotélio vascular -> causando
vasodilatação dos pequenos vasos sanguíneos
• Aumenta a secreção de citocinas pró-inflamatórias em vários tipos
de células e em tecidos locais.
• aumento da permeabilidade dos capilares.
A histamina liberada liga-se a vários tipos de receptores (H1, H2, H3 e
H4) gerando efeitos como:
1. receptores H1 age na:
Excreção exócrina = aumentando a produção de muco nasal e brônquico,
resultando em sintomas respiratórios.
Musculatura lisa brônquica = a constrição dos bronquíolos resulta nos
sintomas da asma e na redução da capacidade pulmonar.
Terminações nervosas sensoriais = por isso causa prurido e dor.
Musculatura lisa intestinal = a constrição resulta em cólicas intestinais e
diarreia.
Receptores H1 e H2 agem no(a):
Sistema cardiovascular = reduz a pressão arterial sistêmica, o que reduz
a resistência periférica. Provoca cronotropismo positivo (mediado pelos
receptores H2) e inotropismo positivo (mediado pelos receptores H1 e
H2).
Pele = a dilatação e o aumento na permeabilidade dos capilares resulta
no vazamento de proteínas e líquido para os tecidos. Na pele, isso resulta
na clássica “tríplice resposta”: edema, rubor devido à vasodilatação local
e calor.
receptor h2 age no:
Estômago = estímulo da secreção gástrica de ácido clorídrico.
Assim os processos patológicos da histamina são:
• rinite alérgica, dermatite atópica , conjuntivite, urticária,
broncoconstrição, asma e anafilaxia.
Anti-histamínicos H1
Definição
São bloqueadores dos receptores H1 clássicos.
Tipos:
Alcaftadina, Azelastina, Bepotastina, Bronfeniramina, Cetirizina,
Cetotifeno, Ciclizina, Ciproeptadina, Clemastina , Clorfeniramina,
Desloratadina, Difenidramina, Dimenidrinato, Doxilamina, Emedastina,
Fexofenadina, Hidroxizina, Levocetirizina, Loratadina, Meclizina,
Olopatadina, Prometazina.
Divididos em
Primeira geração: são os mais antigos, porém ainda amplamente
utilizados, já́ que são eficazes e baratos.
Função: bloqueiam a resposta mediada pelo receptor de histamina no
tecido alvo. Além de entrar no sistema nervoso central (SNC), causando
sedação.
Efeitos adversos: tendem a interagir com outros receptores, produzindo
uma variedade de efeitos indesejados.
• Existem efeitos adicionais não relacionados com o bloqueio H1,
pois devemos lembrar que os antagonistas H1 de primeira geração
podem se ligar em outros receptores como os: receptores colinérgicos,
adrenérgicos ou serotoninérgicos.
Segunda geração: são específicos para os receptores periféricos H1.
• não atravessam a barreira hematencefálica, causando menos
depressão do SNC do que os de primeira geração.
Efeitos:
Pelos anti-histamínicos H1 bloquearem a resposta mediada pelo receptor
de histamina no tecido alvo, eles são muito mais eficazes em prevenir os
sintomas que a histamina provoca do que em revertê-los depois de
desencadeados.
Imagem 1: Efeitos dos anti-histamínicos H1 sobre os receptores
histamínicos, adrenérgicos, colinérgicos e serotoninérgicos
Fonte: (Panavelil, 2016)
Usos terapêuticos
Em condições alérgicas e inflamatórias: os bloqueadores H1 são úteis no
tratamento e na prevenção de reações alérgicas causadas por antígenos
que agem nos anticorpos imunoglobulina E.
Contraindicações:
Não são indicados no tratamento da asma brônquica, pois a histamina é
apenas um dos diversos mediadores que são responsáveis por causar
reações bronquiais.
Conclusão
Nesse contexto, vimos a importância de entendermos, primeiramente, a
fisiologia da histamina para que possamos compreender melhor como os
fármacos interferem em sua ação no nosso organismo, aprendendo,
assim, sobre sua síntese, local que age, liberação e mecanismo de ação,
para o melhor raciocínio dos anti-histamínicos H1, principalmente
lembrando que os efeitos com o bloqueio do receptor h1 são mais usados
justamente para prevenir os sintomas que a histamina provoca no corpo
humano.
Autor : Maria Gabryella Balthazar curi