0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações30 páginas

Geografia do Rio Grande do Sul: Limites e Vegetação

Enviado por

Cristina Diemer
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações30 páginas

Geografia do Rio Grande do Sul: Limites e Vegetação

Enviado por

Cristina Diemer
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL

 POSIÇÃO RELATIVA E ABSOLUTA DO RIO GRANDE DO SUL NO BRASIL E NO MUNDO

O Rio Grande do Sul localiza-se no extremo sul do Brasil, que por sua vez está localizado no Continente
Americano, mais precisamente na América do Sul.
O RS localiza-se entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico. Faz parte da região sul do Brasil,
juntamente com Paraná e Santa Catarina. É o estado “mais meridional” do país e limita-se com dois países sul-
americanos: República da Argentina e República Oriental do Uruguai.
Está em uma zona temperada, por isso seu clima é subtropical úmido. A superfície territorial tem
282.184km², sendo o 9º estado mais extenso do país, correspondendo a 3,3% do território do Brasil e a 34,3%
(ou 48,86%) do território da Região Sul.
Sua densidade demográfica é de 36,2 hab./km². A população é superior a 10 milhões de habitantes,
distribuídos em 497 municípios. Tem a forma aproximada com a de um quadrilátero.

*Limite é uma linha e fronteira é a área dentro da qual passa a linha que separa um país de outro.
*Nosso Estado é relativamente bem povoado.
*As áreas menos povoadas estão no litoral Sul e Médio.
*A Região da Campanha é pouco povoada, com 10 hab/km².
*A população gaúcha é levemente superior à do Estado do Paraná.

 O Rio Grande do Sul tem latitude média de 30º e uma posição subtropical.
 LIMITES, CONTORNO HIDROGRÁFICO E PONTOS EXTREMOS

Norte e Nordeste – Santa Catarina; (958 km)


Oeste e Noroeste – República da Argentina; (724 km)
Sul e Sudoeste – República Oriental do Uruguai; (1003 km)
Leste e Sudeste – Oceano Atlântico. (622 km)

Contornos Hidrográficos
Norte e Nordeste (Santa Catarina) – Rio Uruguai (Pelotas e Canoas) e Rio
Mampituba;
Oeste e Noroeste (Argentina) – Rio Uruguai;
Sul e Sudoeste (República Oriental do Uruguai) – Rio Quaraí, Rio Jaguarão e Lagoa Mirim;
Sudeste e Leste (Oceano Atlântico) – Laguna dos Patos e Oceano Atlântico.

Pontos Extremos
Norte – uma das curvas do Rio Uruguai, em confluência com o Rio Chapecó – a 27° 04’ 49’’ de latitude sul.
Sul – uma das curvas do Arroio Chuí, a chamada Volta da Baleia – a 33° 44’ 42’’ de latitude sul, também o ponto
extremo do sul do Brasil.
Leste – barra do Rio Mampituba ao norte de Torres – a 49° 42’ 22’’ de longitude oeste, isto é, a oeste do
Meridiano de Greenwich.
Oeste – barra do Rio Quaraí na cidade de Quaraí – a 57° 38’ 34’’ de longitude oeste.

 A maior parte dos limites é formada por acidentes naturais, exemplo, o Rio Uruguai. E uma
pequena parte dos limites com a República do Uruguai é do tipo artificial ou convencionado, ou
seja, é demarcado através de acertos entre o Brasil e o país vizinho.
A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.
1|P á g i n a
 O Rio Grande do Sul tem uma comprida faixa de fronteira por ter 1.727 km de limites com
Uruguai e Argentina.
 O ponto extremo do RS ao norte são as curvas do rio Uruguai, nas imediações de confluências
do rio Chapecó;
 O rio Uruguai é o limite natural entre o Rio Grande do Sul e a República da Argentina e o estado
de Santa Catarina. Os rios Quaraí e Jaguarão separam as terras do Rio Grande do Sul da
República Oriental do Uruguai.

 VEGETAÇÃO

A vegetação do Rio Grande do Sul é composta por campos, matas e vegetação litorânea.

Campos
Os campos, também chamados de savanas, estepes ou campinas estão distribuídos por mais da metade do
estado. Encontram-se tanto nas áreas baixas como nas áreas altas, principalmente na Campanha, no Planalto,
na Depressão Central e no Escudo Sul Rio-grandense. São áreas propícias para a criação de gado.

Há dois tipos de campos no RS: as campinas e os campos de planalto.


As campinas são campos limpos, cobriam quase todas metade sul e oeste do RS. São um tapete de
gramíneas, que se estende pelas coxilhas. As campinas existem por existirem solos rasos e a ação do
vento frio do inverno (minuano), que dificulta o desenvolvimento de vegetações maiores.
A paisagem natural das campinas é diferente perto do leito dos rios, onde aparecem as matas-galerias.
Nos lugares mais baixos e úmidos, ocorrem manchas de mata, conhecidas como capões de mato.
As campinas representam a maior área contínua de campos do Brasil. Elas são a continuação dos
campos da Argentina e Uruguai, cujo conjunto é chamado de pampa.
As campinas têm grande valor para criação de gato, no oeste do Rio Grande do Sul, onde tem as
melhores pastagens naturais do Brasil.
Os campos do planalto/de cima da Serra tem solos pobres, comparados com os de origem vulcânica.
No nordeste do estado, nos campos de Bom Jesus e Vacaria, os solos são arenosos. O frio rigoroso do
inverno, contribui para a ocorrência de vegetação campestre. São campos sujos e de qualidade pastoril
inferior por terem arbustos misturados às gramíneas.
Atualmente, a maior parte desses campos foi transformada em lavouras de trigo e soja, principalmente
em Passo Fundo e sua área, e plantações de frutas (maçã) na zona de Vacaria.

Matas
As porções de florestas que ainda existem no território gaúcho são dos seguintes tipos:

- Floresta Ombrófila (densa e mista): Encontrada nas regiões úmidas, onde mais chove.
Floresta Ombrófila Densa: Também chamada de Mata Atlântica. Estende-se próxima ao litoral norte do
estado. É uma floresta bem desenvolvida, densa e fechada, formada por árvores vigorosas com copas largas e
densas.
Ombrófila Mista: Também chamada de Mata de Araucária. A planta principal dessa floresta é o pinheiro
do tipo araucária, próprio das regiões altas.

- Floresta Estacional Decidual: Composta de árvores que perdem suas folhas durante a estação fria e adquirem
novamente as folhas na estação quente.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


2|P á g i n a
- Floresta Estacional Semidecidual: Composta em parte de árvores que não perdem suas folhas durante o ano, e
em parte de árvores que perdem as folhas durante a estação fria.
No RS existe a Mata dos Pinhais ou Mata de Araucárias e a Mata Florestal ou Mata Subtropical.

*O brinco-de-princesa foi escolhido como flor símbolo do Rio Grande do Sul. É uma espécie típica da Mata
Atlântica ou floresta ombrófila densa. É um arbusto que floresce de outubro a maio.
*As florestas Estacionais (decidual e semidecidual) ocorrem em relevo acidentado, na Bacia do Rio dos Sinos
(com altitude de mais de 30 metros), em terras baixas (com até 30 metros de altitude), no leste do Escudo Sul-
Rio-Grandense e nas Zonas Pluviais (várzeas dos rios Camaquã e Piratini).

Mata dos Pinhais ou Mata de Araucárias: É formada por pinheiros, principalmente o Pinheiro do Paraná
(araucária), largamente utilizado pelas indústrias de madeira e celulose. Dente os pinheiros nasce a erva-mate.
Situada em locais com temperatura baixa, principalmente do Planalto Rio-grandense e nas encostas.
A araucária quase não existe mais. A única reserva protegida de mata de araucária no RS é o Parque
Nacional Aparados da Serra, em Cambará do Sul.

Mata Florestal ou Mata Subtropical: Nela se encontram as árvores de grande valor econômico, boas para a
construção de móveis. São as chamadas “madeiras da lei”, como canela, ipê, louro, angico e cedro, que estão
entrelaçadas por cipós. Localiza-se nos vales dos Rios Uruguai e Jacuí e no Planalto do Sudeste.
*As florestas do nosso Estado são: A mata dos pinhais, o pinho do Paraná e a mata subtropical.

Vegetação Litorânea
Localizada no litoral. Formada por terrenos baixos e arenosos com dunas, lagoas e banhados. Apresenta
uma vegetação escassa, geralmente adaptada aos solos com muito sal.
A vegetação litorânea é uma faixa de terras banhada pelo Oceano Atlântico, o solo é arenoso e apresenta
grande quantidade de sal, formada por plantas baixas e arbustos, por uma vegetação rasteira.

*As pradarias ou campos dominam a maior parte do território do RS.

*Perto do leito dos rios, aparecem as chamadas matas-galerias.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


3|P á g i n a
*Conseqüência do desmatamento: chuvas irregulares, erosão e o material transportado acaba sendo
depositado no leito dos rios, provocando as enchentes.

 O RELEVO

Relevo: tipos, características e localização


O terreno rio-grandense é constituído por rochas cristalinas, sedimentares e basálticas.
O relevo do Rio Grande do Sul possui diferentes unidades, cada qual com suas altitudes, tipos de rocha
e formas predominantes: Planalto Sul Rio-Grandense, Planalto Norte Rio-Grandense, Depressão
Central e Planície Litorânea.
 Planalto Sul Rio-Grandense
Localiza-se no centro sul do estado e trata-se do escudo cristalino. Apresenta morros arredondados
causados pela erosão do tempo, em alguns lugares chegam/passam de 300m. Nessas partes mais altas,
os morros são mais salientes e aparecem agrupados, formando serras, chamadas de Serras do Sudeste
ou Escudo.
As principais serras do Sudeste são: de Caçapava, de Encruzilhada, dos Tapes e do Herval.
Os solos não são muito bons para agricultura, por geralmente serem arenosos e pouco férteis, por isso,
seu aproveitamento agrícola exige emprego de adubos. Porém, alguns vales fluviais da região, têm solo
de melhor qualidade.
Entretanto, os solos do Escudo, oferecem alguns minerais metálicos: cobre, ouro, estanho, chumbo,
zinco e prata. Aparecem em pequena quantidade e misturados às rochas, por isso sua exploração não
é de grande interesse.
Dentre os minerais do estado, o cobre é o mais importante, por aparecer em maior quantidade. É
encontrado, sobretudo, em Caçapava do Sul.
 Planalto Norte Rio-Grandense
Localiza-se na parte norte do estado e faz parte da unidade de relevo brasileiro chamada planaltos e
chapadas da bacia do Paraná, formada por terrenos mais ou menos elevados.
É formado por rochas sedimentares antigas de arenito, cobertas por rochas vulcânicas, principalmente
basalto (arenítico-basáltico). As maiores elevações estão na parte leste e nordeste, onde
chegam/passam de 1.000m. É nessa parte que localiza-se o poto mais elevado do Rio Grande do Sul, o
monte Negro, na serra do Realengo, em São José dos Ausentes, com 1.398m, próximo a divisa com
Santa Catarina.
As altitudes diminuem de leste para oeste. No leste e sudeste, o planalto termina em uma encosta.
Onde por causa do clima úmido, erosões e fraturas, aparecem escarpas e morros com declives. Nesta
área está localizado o Itaimbezinho, profundo e escarpado vale (canyon), de grande atração turística.
A encosta do Planalto Norte Rio-Grandense tem nome de Serra Geral. E apresentam o terreno mais
acidentado do Rio Grande do Sul.
Por causa do basalto em decomposição, o planalto tem o melhor terreno agrícola, porém estão
empobrecidos devido à exploração continuada e ao desmatamento nos terrenos mais inclinados da
Serra Geral.
Além do basalto, usado na construção civil e calçamento de ruas, os principais recursos são as gemas
(pedras preciosas e semipreciosas).
O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de gemas, destacando os municípios de: Encantando,
Soledade e Salto do Jacuí. Guaporé notabilizou-se por sua indústria de lapidação de pedras.
 Depressão Central
Separa as terras mais altas do Planalto Norte Rio-Grandense, das menos elevadas do Planalto Sul Rio-
Grandense. É uma faixa de terras relativamente baixas, planas ou levemente onduladas chamada de
depressão periférica do Sul Rio-Grandense.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


4|P á g i n a
Diferente da campanha, onde as altitudes e formas exteriores não apresentam grandes diferenças em
relação aos planaltos contíguos, essa unidade de relevo é mais individualizada e perceptível na faixa
central do estado, sendo então conhecida como Depressão Central. Parece uma planície, se estende
de leste a oeste e é onde corre o rio mais importante do estado, o Jacuí.
Onde é encontrado o calcário, o xisto e o mineral mais importante do Rio Grande do Sul, o carvão.
 A Planície Litorânea
É a faixa de terras que fica junto ao oceano Atlântico, é uma planície, pois seus terrenos são baixos e
planos. Chamada de Planície Litorânea ou Planície Costeira, é formada por sedimentos recentes,
depositados sobretudo pelo trabalho do mar.
No litoral norte, a planície é estreita, já que as escarpas da Serra Geral estão a poucos km de distância
do Oceano. Bem ao norte, aparecem junto ao mar, elevações rochosas, no lado que dá para o
Atlântico, elas tem forma de grandes paredões, que parecem torres, o que deu nome ao município de
Torres.
Da parte central á sul, a planície tem considerável largura. Em seu interior, há lagoas com água salobra.
As que se comunicam diretamente com o mar são chamadas lagunas. A Laguna dos Patos é a maior do
Brasil, se comunica com o Atlântico através do canal de Rio Grande. Outras em destaque por sua
extensão são: a Lagoa Mirim e a Lagoa Mangueira. A Lagoa Mirim serve de fronteira com o Uruguai,
parte de suas águas pertencem ao país vizinho.
O solo é arenoso e por isso não é bom para agricultura, mas graça ao uso de fertilizantes, existe uma
boa produção de cebolas em São José do Norte. A paisagem apresenta dunas e cômoros.
 Campanha
É a região oeste e sudoeste do Rio Grande do Sul. Embora pertençam a distintas unidades do relevo –
ao planalto arenítico-basáltico e à depressão periférica -, seus terrenos tem certa semelhança, pois
neles predominam elevações suaves e alongadas. Essas elevações parecem a curva que existe perto do
ponto do facão, que é chamada de coxilha. As elevações suaves e compridas do estado, então
receberam o nome de coxilhas.
Elas têm uma vegetação rasteira e campos limpos, juntos são os elementos predominantes na
Campanha.
As coxilhas aparecem em todo estado, porém em menor número, por isso é a forma de relevo mais
conhecida no Rio Grande do Sul.
Os solos da Campanha são propícios à pecuária. Na agricultura, o arroz tem destaque em suas lavouras
nos vales e baixadas.
Onde aflora um determinado arenito, há áreas desertificadas, ali, solos sofreram ação da agricultura
inadequada e continuada e o pisoteio do gado. As principais áreas desertificadas são: o deserto de São
João, em Alegrete e o deserto de Putiã, em São Borja.

É formado por planalto, planície, montes, rios, mares a lagos.


As terras mais altas situam-se no nordeste, norte e noroeste do território Rio-grandense e têm o nome de
planalto. No sudeste existem terras altas de formação antiga, formando o escudo sul-rio-grandense. Na faixa
próxima ao Oceano Atlântico as terras são baixas, constituindo a planície litorânea ou planície costeira. No
centro as terras baixas formam uma faixa chamada depressão central.

- Planalto (Planalto Basáltico, Campanha Gaúcha): Área de terras altas, geralmente planas ou onduladas,
mas que apresentam algumas ondulações. É formado por rochas sedimentares, principalmente o arenito, que
são cobertas por espessas camadas de rochas vulcânicas, sobretudo o basalto. O planalto caracteriza-se por
possuir as terras mais elevadas do estado, localizadas ao norte.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


5|P á g i n a
No nordeste deste planalto localiza-se o ponto culminante do relevo rio-grandense: o Pico do Realengo, em
São José dos Ausentes. A vegetação do planalto rio-grandense é formada por campos e matas, destacando-se os
pinheiros da mata dos pinhais.
Os solos do planalto basáltico são considerados os melhores para a produção agrícola.

- Campanha: Localizada no oeste e sudoeste do RS. Formada por elevações suaves e compridas chamadas
coxilhas. Sua vegetação é constituída por gramíneas que propiciam a atividade pecuária, além da produção de
arroz. Abrange as cidades de São Borja, Santana do Livramento, Dom Pedrito, Alegrete, Bagé, Itaqui, Rosário do
Sul, São Gabriel e Quaraí.
Possui dois desertos: Deserto de São João em Alegrete e Deserto do Puitã em São Borja.

*Coxilhas: Vistas de longe essas elevações se assemelham à curva que existe perto da ponta de um facão.
Antigamente essa parte do facão era chamada de coxilha, e por isso as elevações suaves e compridas do estado
recebem o nome de “coxilhas”, que são cobertas de vegetação rasteira (gramíneas e arbustos), própria para
criação de gado e nos vales dos rios é produzido o arroz.
*Cerros: São colinas penhascosas que existem na região da campanha. O mais famoso é o Cerro do Jarau, em
Quaraí, que ficou conhecido através da Lenda da Salamanca do Jarau.
*Pampa: Campos lisos e planos.
*Conjunto de morros = serra.

Serra Geral ou Encostas: As maiores elevações aparecem ao leste e nordeste, aonde chegam a mais de 1000
metros de altitude, constituindo o relevo mais acidentado do estado. Esta região recebe o nome de Serra
Geral. Lá se localiza o ponto mais alto do estado, o Pico do Realengo no Monte Negro, na cidade de São José
dos Ausentes.
Na região nordeste encontra-se os chamados “Aparados da Serra”, com altitudes entre 800 e 1500 metros.
Alguns cursos de água descem as encostas, entalhando-a profundamente. O exemplo mais conhecido é o
Canyon do Itaimbezinho, sendo o maior da América do Sul e o segundo do mundo.

*No leste há uma descida brusca para o litoral (na região na cidade de Torres) – uma escarpa – na qual a erosão
modelou muitos morros. A escarpa é denominada Serra Geral.
*No planalto, um dos principais recursos minerais além do basalto, são as gemas, pedras preciosas ou
semipreciosas, destacando as cidades de Encantado, Soledade, Lajeado e Salto do Jacuí.

Escudo sul-rio-grandense ou Serras do Sudeste ou Escudo Cristalino: Área saliente constituída pelas rochas mais
antigas do estado que há muito tempo estão submetidas ao desgaste da erosão.
Encontra-se no sudeste do estado. Suas altitudes são modestas, ultrapassando somente em alguns lugares
a altura de 300 metros e as formas são arredondadas. Possui quatro serras principais: Caçapava, Encruzilhada,
Herval e Tapes.
Os solos não são muito bons para a agricultura, pois geralmente são arenosos e pouco férteis.
As Serras do Sudeste oferecem alguns minerais metálicos como ouro, cobre, estanho, chumbo, zinco e
prata. Eles aparecem entre as rochas e em pouca quantidade.

- Depressão Central: É uma faixa de terras comprida, plana e levemente ondulada com altitudes inferiores a
100 metros, situada na região central do estado. Formada pelos vales dos Rios Taquari, Pardo, Jacuí (rio mais
importante da região e do estado), Sinos e Guaíba. Porto Alegre está na Depressão Central.
É formada por rochas sedimentares antigas. Neste relevo são encontradas várias jazidas de minerais como
carvão (Butiá, Arroio dos Ratos, São Jerônimo e Candiota), calcário e xisto. São produzidos arroz, fumo, erva-
mate e milho.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


6|P á g i n a
- Planície Litorânea ou Planície Costeira: É formada por uma estreita faixa de terras baixas, arenosas e
relativamente planas situadas a leste. No sul, nosso litoral toma forma de uma albarda. Por isso, antigamente,
esse trecho era conhecido como Costa do Albardão.
Estende-se do Chuí até Torres e é banhada pelo Oceano Atlântico. Ao norte junto ao mar, aparecem
elevações de rochas que são blocos remanescentes do passado geológico pela bacia do Paraná. Em Torres
também aparecem as “falésias”, rochas sedimentares acumuladas nessa região.
A pesca é a principal atividade econômica. Abrange as cidades de Pelotas, Rio Grande, Santa Vitória do
Palmar, Tavares e Mostardas. Região de grande produção de cebola. A vegetação é rala e rasteira.
Possui a Laguna dos Patos, a Lagoa Mirim, a Lagoa Mangueira e outras lagoas menores, como a Lagoa dos
Quadros e dos Barros. Lá se encontra o Parque Nacional da Lagoa do Peixe e o Parque Nacional da Ilha dos
Lobos (Ilha dos Lobos: única ilha marítima do estado), a Estação Ecológica do Taim, os Molhes da Barra do Rio
Grande (Muralhas de pedra que se prolongam mar adentro: há o molhe do leste em São José do Norte e o
molhe do oeste em Rio Grande).

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


7|P á g i n a
PLANALTO
BASÁLTICO
SERRA
GERAL

A possibilidade
de realizarmos um
sonho é o que
torna a vida
interessante.
8|P á g i n a
DEPRESSÃO CENTRAL

A
possibilid
ade de
realizarmo
s um sonho
é o que
torna a
vida
interessan
te.
9|P á g i n a
CAMPANHA
ESCUDO SUL-
RIO-GRANDENSE

PLANÍCIE
LITORÂNEA

A possibilidade de
realizarmos um sonho é
o que torna a vida
interessante.
10 | P á g i n a
 O CLIMA: VENTOS, LUGARES MAIS FRIOS E MAIS QUENTES E A RELAÇÃO COM A VEGETAÇÃO
E O RELEVO

O clima apresenta quatro as quatro estações bem definidas, sendo que em todas elas há ocorrência de
chuva. O clima do estado é subtropical úmido, que se caracteriza por ser um clima com grandes variações de
temperatura, com verões quentes e invernos com dias muito frios. O RS está na zona temperada e é mais frio
que os outros estados por estar abaixo do Trópico de Capricórnio e perto do pólo sul.
As variações de temperatura são maiores no oeste do que no leste por causa da distância com o mar
(maritimidade).
A zona de contato entre o ar quente vindo do norte e o ar frio vindo do sul chama-se frente (frente fria). A
temperatura média no estado é de 18°. O vento característico do RS é o minuano. A primavera e o inverno são
as estações mais ventosas do estado.
O clima de nosso Estado é influenciado por diversos fatores regionais. Quando constatamos que as
temperaturas do litoral norte são ligeiramente mais altas que as temperaturas registradas no litoral Sul, o fator
regional determinante foi a latitude.
O clima do estado, embora seja semelhante em todo território, possui pequenas diferenças, devido à
influência dos fatores regionais, que são: latitude, relevo, distância do mar e altitude.
 Latitude: as temperaturas do litoral norte são ligeiramente mais altas que a do litoral sul,
exemplo, em Torres, de mais baixa latitude, tem temperatura mais alta que o Chuí, bem ao sul
do estado.
 Relevo: chove mais nas partes altas da Serra Geral que no resto do estado, porque a encosta
aumenta a turbulência dos ventos úmidos vindos do oceano.
 Distância do mar: responsável pelos verões muito quentes e invernos muito frios no oeste do
estado; no litoral as variações de temperatura não são tão grandes, o que acontece porque as
diferenças de temperatura entre o inverno e verão variam na mesma proporção em que
aumenta a distância do mar, fator chamado do continentalidade.
 Altitude: o fator mais influente no clima. Pelas temperaturas mais baixas serem em lugares
mais altos, o Planalto Norte Rio-Grandense em suas partes mais elevadas, o noroeste do
estado, registram-se temperaturas mais baixas no inverno, com formação de geada e até
mesmo queda de neve. Na mesma região, porém, os verões são menos quentes do que no
resto do estado. Também devido a esse fator, o mesmo acontece nos lugares mais altos do
Escudo.
Então, dois tipos de climas subtropicais úmidos são identificados no estado: um, nas partes de
relevo mais alto, com invernos muito frios e verões brandos ou suaves; e outro, na maior parte do
território, com verões quentes e invernos menos frios.

O clima das estações do Rio Grande do Sul favorece à agricultura. O calor do verão e fim de primavera
favorece os produtos tropicais: arroz, milho, soja, fumo e etc. O inverno favorece: o centeio, linho e o
trigo. Nos declives menores da encosta nordeste, onde a geada é rara, se cultiva cana-de-açúcar e
banana, que são tropicais semipermanentes. A cultura do pêssego, de clima temperado, existe na
parte ocidental do escudo, principalmente na área de Pelotas. Acontecimentos climáticos de efeitos
negativos: granizo, geada e a neve, que danificam as plantações. Há também as chuvas excessivas por
causa das frentes estacionárias, que transbordam rios e provocam enchentes, trazendo prejuízos.

Lugares mais frios


As cidades mais frias do estado são Bom Jesus (a mais fria), Vacaria, São José dos Ausentes e São
Francisco de Paula. Em Gramado, Canela, Caxias do Sul, baixas temperaturas também são registradas. As
cidades mais frias estão localizadas nas regiões mais altas do estado, principalmente na serra e nas
encostas, localizadas no nordeste do planalto.
A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.
11 | P á g i n a
Em praticamente todo estado são frequentes a geada, a neblina e até mesmo a neve nos locais mais altos

Vento Sopra Característica


Frio e seco. É comum no inverno,
Minuano Origem polar; do sul e sudoeste quando sopra com rajadas fortes
durante três dias consecutivos.
Frio e úmido. Comum no litoral.
Carpinteiro ou Vento do Sudeste Do leste Provoca queda de temperatura
no inverno.
Frio e úmido. Veloz
Pampeiro Do oeste
acompanhado de chuvisqueiro.
Norte Do norte Quente e seco
durante o inverno.

Lugares mais quentes


As cidades de Uruguaiana, Lajeado, Campo Bom e Jaguarão são consideradas as cidades mais quentes
do estado, sendo que Uruguaiana apresenta as temperaturas mais elevadas do estado durante o verão.

 FAUNA E FLORA DO RIO GRANDE DO SUL

Fauna
Algumas espécies de animais nativos:
- Preá: Roedor que vive em vegetação baixa e fechada. Alimenta-se de gramas tenras. Sua defesa pé correr.
- Jaguatirica: Felino manchado que vive em florestas. Refugia-se em covas e grutas. Alimenta-se de aves e
mamíferos de pequeno porte. Sobe em árvores.
- Lobo-guará: Pêlos de cor avermelhada, com focinho e pernas pretas. Cauda curta e branca. Alimenta-se
de pequenos animais e frutos silvestres. É medroso.
- Puma: Habita florestas e montanhas. É carnívoro.
- Irara: Ira = mel; uara = dono do mel. Procura os ninhos das abelhas silvestres e alimenta-se também de
cana-de-açúcar, frutas e carne. Vive nas matas e sobre em árvores.
- Capivara: A capivara é um roedor semi-aquático e vive em grupos. Alimenta-se de vegetais.
Flora
Algumas espécies de vegetais nativos são chal-chal, açoita-cavalo, timbaúva, capororocão, guapuruvu,
jerivá, butiazeiro, além das “madeiras da lei”, como canela, ipê, louro, angico e cedro.

 RESERVAS ECOLÓGICAS (Unidades de Conservação da Natureza – UCs)

RESERVAS ECOLÓGICAS DA SERRA


As Reservas Ecológicas da Serra estão localizadas em uma região chamada “Região das Hortências”, que é a
mais alta e mais fria do planalto. Lá se localizam os Parques da Serra Geral e dos Aparados da Serra, que estão
sob cuidados do IBAMA.

REGIÃO DAS
HORTÊNCIAS

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


12 | P á g i n a
PARQUES NACIONAIS

- Parque Nacional dos Aparados da Serra: Está localizado na cidade de Cambará do Sul. Apresenta florestas,
campos e precipícios gigantescos conhecidos por canyons. Neste parque está localizado o famoso Canyon do
Itaimbezinho (maior canyon da América do Sul e segundo maior do mundo), além do Canyon do Faxinalzinho. –
10.250 hectares, município de Cambará do Sul.

 Parque Nacional da Serra Geral: Localiza-se nas cidades de Cambará do Sul e Praia Grande. Também
possui vários Canyons, como o da Fortaleza. 17.300 hectares, municípios de Cambará do Sul e São
Francisco de Paula. Criado em 1992.
Parque Nacional da Lagoa do Peixe: É o maior parque federal do estado e é considerado uma das sete
maravilhas do RS. Localizado na restinga que separa a Laguna dos Patos do Oceano Atlântico, abrange os
municípios de São José do Norte, Tavares e Mostardas. Foi criado em 1986 para proteger as aves que dependem
dessa região para manter seu ciclo de vida. 34.400 hectares, municípios de Mostardas, Tavares e São José
do Norte.
-

PARQUES ESTADUAIS

- Parque Estadual do Turvo: Situado no município de Derrubadas. Foi criada em 1947, sendo a primeira Unidade
de Conservação da Natureza criada no RS.
A principal atração é o Salto do Yucumã no Rio Uruguai, conhecido como “o grande roncador”, uma das
maiores quedas d’água em extensão do mundo.
o último reduto da onça-pintada e da onça-parda (também chamada de leão-baio) no Estado e abriga ainda
animais em extinção como o puma, a anta e o cateto. 17.491 hectares, município de Derrubadas.

- Parque Estadual de Itapuã: O parque está Localizado em Viamão, às margens do Lago Guaíba e da Laguna dos
Patos.
Em seu território está localizada e Lagoa Negra, parada de aves migratórias e refúgio de várias espécies.
Possui vários locais históricos: Morro da Fortaleza, Ilha do Junco, Ferraria dos Farrapos, Farol de Itapuã, Sítios
Arqueológicos Indígenas. 1.535 hectares; Viamão.

Parque Estadual do Espinilho: Localizado no município de Barra do Quaraí. 300 hectares, município de
Uruguaiana.
-

- Parque Estadual do Rio Tainhas: Localiza-se entre São Francisco de Paula e Cambará do Sul. Lá localiza-se a
Cachoeira do Passo do S. 4.924 hectares

- Parque Estadual do Delta do Jacuí : Localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre. Abrange os municípios
de Porto Alegre e Canoas. Delta do Jacuí – 17.245 hectares, municípios de Canoas, Porto Alegre, Triunfo
e Guaíba.

- Parque Estadual de Rondinha: Localizado em Rondinha e Sarandi. 1000 hectares.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


13 | P á g i n a
- Parque (Florestal) Estadual do Espigão Alto: Localizado em Barracão. 1.431 hectares.

- Parque Estadual do Caracol: Situa-se no município de Canela. Nele se encontra a Cascata do Caracol. 100
hectares.

- Parque Estadual da Guarita: O Parque Estadual José Lutzenberger, mais conhecido como Parque da Guarita,
está situado no município de Torres. É constituído essencialmente por ecossistema costeiro, contando com a
praia da Guarita. 350 hectares.

- Parque Estadual do Nonoai: Abrange uma área de 17.498 hectares nos municípios de Nonoai e Planalto.

ESTAÇÕES ECOLÓGICAS

- Estação Ecológica do Taim: Criada em 1986. Situa-se em terras dos municípios de Rio Grande e Santa Vitória do
Palmar, numa estreita faixa entre o Oceano Atlântico e a Lagoa Mirim.
Apresenta praias, dunas, campos, matas e principalmente banhados. É o maior banhado do estado. Na
parte costeira do Taim há muitas aves que utilizam as praias para alimentação e repouso. Nela se encontra o
famoso cisne-de-pescoço-preto, ave símbolo do parque.
A região do Taim possui ainda um imenso valor pela existência de restos de objetos utilizados por
populações indígenas e fósseis de animais pré-históricos.

- Estação Ecológica do Aracuri-Esmeralda: Área de preservação da natureza, localizada no município de Muitos


Capões, nos Campos de Cima de Serra. Possui uma paisagem marcada por araucárias, compondo com outras
espécies uma mata conhecida como Mata Redonda.

- Estação Ecológica Estadual de Aratinga: Localiza-se entre os municípios de São Francisco de Paula e Itati.

RESERVA ECOLÓGICA

- Reserva Ecológica da Ilha dos Lobos: A Ilha dos Lobos, a única ilha marítima do estado, está situada a dois
quilômetros da costa de Torres. Foi criada em 1983 para preservar os lobos-marinhos da região. 2 hectares.

RESERVA BIOLÓGICA

- Reserva Biológica do Ibirapuitã: Localizada na região da campanha (região sudoeste do estado), em uma região
chamada de Bioma Pampa. Abrange os municípios de Alegrete, Quaraí, Rosário do Sul e Santana do Livramento,
às margens do Rio Ibirapuitã. 351 hectares.

OUTRAS

- Molhes da Barra do Rio Grande (não é reserva ecológica): Os molhes são muralhas de pedra que se prolongam
mar adentro. Há o molhe do leste em São José do Norte e o molhe do oeste em Rio Grande. Os molhes servem
para quebrar a força do mar, para que os navios possam alcançar o porto com segurança.
O molhe do leste é procurado, no inverno, por leões-marinhos. Para preservar a vida dos leões-marinhos
foi criado em São José do Norte o Refúgio da Vida Silvestre, uma área onde esses animais ficam livres, sem o
perigo de se prenderem em redes de pescadores.
- Área de Proteção Ambiental da Rota do Sol : São Francisco de Paula, Cambará do sul, Três Cachoeiras, Três
Forquilhas, Itati e Maquiné. Foi criado em 1997.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


14 | P á g i n a
*No município de Torres (Região Litorânea), encontram-se três áreas de preservação ambiental: Parque
estadual de Itapeva, Parque Ecológico Estadual da Guarita e Reserva Ecológica Estadual da Ilha dos Lobos (única
ilha marítima do RS).
*O litoral gaúcho possui apenas uma ilha marítima: a Ilha dos Lobos. Pontos importantes do litoral: os molhes da
barra do Rio Grande, a Estação Ecológica do Taim, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe e a Reserva Ecológica da
Ilha dos Lobos.

Parques Estaduais
Bento Gonçalves da Silva – 350 hectares, município de Cristal.
Camaquã – 7.993 hectares, município de Camaquã.
Ibitiriá – 415 hectares, municípios de Bom Jesus e Vacaria.
Podocarpus – 3.645 hectares, município de Encruzilhada do Sul.

 Reserva Ecológica Nacional


São Donato – 4.392 hectares, municípios de Itaqui e São Borja.
Ibicuí Mirim – 575 hectares, município de Santa Maria.
Mato Grande – 5.161 hectares, município de Arroio Grande.

 HIDROGRAFIA: BACIAS E RIOS IMPORTANTES, LAGUNAS, LAGOS E LAGOAS

Nossos rios correm em duas direções: em direção ao Rio Uruguai ou em direção ao Oceano Atlântico.

Bacias Hidrográficas
Segundo a divisão hidrográfica nacional, as águas rio-grandenses pertencem a duas bacias: bacia Platina e
bacia do Sudeste-Sul. Pertence à Bacia Platina, o Rio Uruguai e seus afluentes e à Bacia do Sudeste Sul, todas as
águas que correm em direção ao Oceano Atlântico.
Os recursos hídricos do território gaúcho estão divididos em duas Bacias Hidrográficas: Bacia do Uruguai e
Bacia Atlântica (esta última, subdividida em Região Hidrográfica do Guaíba e Região Hidrográfica Litorânea). As
águas gaúchas são administradas pelo governo.

Região Hidrográfica do
BACIA HIDROGRÁFICA
Guaíba
DO RIO URUGUAI

BACIA HIDROGRÁFICA
ATLÂNTICA

Região Hidrográfica
Litorânea

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


15 | P á g i n a
- Bacia do Uruguai: Formada pelo Rio Uruguai e seus afluentes. O Rio Uruguai é o
mais extenso do estado e é formado pela junção dos rios Pelotas e Canoas (Capota),
na divisa com Santa Catarina. Desemboca no Rio da Prata, entre o Uruguai e a

Argentina. Os principais afluentes são os rios Inhandava, Erechim, Passo Fundo,


Várzea, Ijuí, Piratinin, Jaguari, Santa Maria, Ibirapuitã, Ibicuí é um rio de planície e
Quaraí.
Seu principal afluente é o Rio Ibicuí, que é um rio de planície, enquanto o Rio Uruguai é um rio de planalto,
portanto, não é favorável para a navegação. Aproveitados pelas usinas hidroelétricas de Itá e Machadinho.

Esta bacia é subdividida em outras regiões: Negro, Santa Maria, Quaraí, Ibicuí, Butuí-Piratinim-Icamaquã,
Ijuí, Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo, Passo Fundo-Várzea e Apuaê-Inhandava.

- Bacia Atlântica: Também conhecida por Bacia do Leste, é um conjunto de bacias hidrográficas cujas águas
correm para o Oceano Atlântico. Os principais rios são o Jacuí, Pardo, Taquari, Caí, dos Sinos, Gravataí,
Camaquã, Jaguarão e Piratini. Ainda merecem destaque as águas do Lago Guaíba, da Laguna dos Patos e da
Lagoa Mirim, bem como as lagoas Itapeva, dos Quadros, Pinguela, dos Barros, do Peixe e Mangueira.
A Bacia Atlântica é dividida em duas outras bacias hidrográficas: do Guaíba e Litorânea.

a) Região Hidrográfica do Guaíba: Tem esse nome porque o Lago Guaíba recebe as
águas de todos os rios que dela fazem parte. É a região mais povoada do estado,
abrande um total de 250 municípios e apresenta grande atividade industrial, agrícola e
pastoril. Fazem parte desta região nove bacias:
- Bacia do Alto Jacuí: Hidrelétricas de Passo Real, Ernestina e Itaúba; Agricultura e
criação de gado.

- Bacia do Pardo: Plantio de arroz irrigado e tabaco. Nesta região, no município de Candelária, foram
encontrados fósseis de animais antiquíssimos.

- Bacia do Vacacaí: Criação de gado e agricultura, principalmente de arroz irrigado. Nesta região vive o
papagaio-charão, ave que está quase em extinção.

- Bacia do Baixo Jacuí: Extração de carvão, agricultura e pecuária. No município de Triunfo, o Rio Jacuí passa pelo
Polo Petroquímico, região em que há grande concentração de indústrias (química, de plásticos, siderúrgica, de
borracha e de alimentos).

- Bacia Taquari-Antas: Ainda há porções da Mata Atlântica nesta região. Sofre grande impacto ambiental devido
ao uso de agrotóxicos na agricultura e pelo despejo de esgotos. É zona intensamente industrializada.

- Bacia do Caí: Possui indústrias de couro, calçados e do complexo metal-mecânico. O Rio Caí, em Triunfo,
recebe os efluentes do Polo Petroquímico.

- Bacia dos Sinos: O Rio dos Sinos é o mais poluído da região. Destacam-se as indústrias coureiro-calçadistas,
petroquímicas e metalúrgicas. O Martim - pescador é a ave símbolo do rio.
- Bacia do Gravataí: Lavouras de arroz irrigado e indústrias automobilísticas, mecânica, de alimentos e bebidas.

- Bacia do Lago Guaíba: Composta pelos Rios Jacuí, Caí, Sinos e Gravataí que lançam suas águas no Delta do
Jacuí* que depois forma o Lago Guaíba. O Lago Guaíba banha Porto Alegre, Guaíba, Viamão, Barra do Ribeiro e
Eldorado do Sul.
*Delta do Jacuí: O Rio Jacuí, depois de receber as águas de vários rios termina seu curso em forma de delta,
formando 30 ilhas. É um Parque Estadual.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


16 | P á g i n a
b) Região Hidrográfica Litorânea: Compreende três bacias: Camaquã, Mirim-São
Gonçalo e Litoral Médio. Tem como atividade econômica a indústria, a criação de gado
em grandes extensões de terra e a agricultura, principalmente a produção de arroz.

Rios importantes
- O Rio Camaquã é o maior rio que deságua diretamente na Laguna dos Patos.
- O Rio Jaguarão deságua diretamente na Lagoa Mirim.
- O Rio Piratini deságua diretamente no Canal de São Gonçalo.
- O Rio Gravataí nasce na região Metropolitana de Porto Alegre e deságua no Lago Guaíba.
- O Rio Uruguai desemboca no estuário da Prata. É formado pela junção dos Rios Pelotas e Canoas (Capota). É
um rio de planalto, porém seu principal e mais extenso afluente, o Rio Ibicuí, é um rio de planície. Por ser um rio
de planalto é desfavorável para a navegação. Apenas o trecho entre São Borja e Uruguaiana é navegável (São
Borja-Itaqui-Uruguaiana). Seus principais afluentes são os Rios Passo Fundo, Várzea, Ijuí, Piratinin, Ibicuí e
Quaraí.
- O Rio Jacuí tem como principais afluentes os Rios Pardo e Taquari (navegável a partir de Estrela). É um rio
navegável em sua totalidade. Passa pelo centro do estado do RS. O Rio Jacuí deságua no Lago Guaíba, onde três
outros rios também despejam suas águas: Caí, Sinos e Gravataí. É o principal rio do RS.

Lagos, Lagunas e Lagoas


- A Laguna dos Patos recebe as águas do Rio Camaquã e do Lago Guaíba. É chamada de “laguna” por ter contato
direto com o Oceano Atlântico.
- A Lagoa Mirim atinge o município de Santa Vitória do Palmar. Recebe as águas do Rio Jaguarão. Parte de suas
águas está no RS e parte no território do Uruguai. Liga-se à Laguna dos Patos através do Canal de São Gonçalo.
- O Lago Guaíba tem ampla ligação com a Laguna dos Patos.
- Lagoas do Litoral Norte: Itapeva, dos Quadros e de Tramandaí.

Canais
- São Gonçalo: liga a Laguna dos Patos à Lagoa Mirim.
- Itapuã: liga o Lago Guaíba à Laguna dos Patos.
- Rio Grande: liga a Laguna dos Patos ao Oceano Atlântico.
- Tramandaí: liga Tramandaí ao Oceano Atlântico.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


17 | P á g i n a
*A maior praia do mundo em extensão é a Praia do Cassino que está localizada no litoral sul Rio Grande do Sul.
*As cidades de Tapes, Arambaré e Barra do Ribeiro fazem parte da chamada Costa Doce e são banhadas pela
Laguna dos Patos.
*Aquífero Guarani: No RS existe um reservatório de água subterrânea que faz parte do Aquífero Guarani.
Estende-se por diversos estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais,
Mato Grosso do Sul e Goiás. Estende-se por vários países: Brasil Argentina, Uruguai e Paraguai.

 FONTES DE ENERGIA: HIDRELÉTRICAS, TERMELÉTRICAS E PARQUES EÓLICOS

70% da energia utilizada no RS é hidráulica e 30% termelétrica (principalmente movida a carvão). Também
há produção de energia eólica na cidade de Osório.
Na metade norte do estado situam-se as usinas hidrelétricas, porque os rios, percorrendo o planalto,
apresentam muitas quedas d’água. As usinas estão agrupadas em dois sistemas: o Sistema Jacuí, com sede no
município de Salto do Jacuí e o Sistema Salto, com sede no município de Canela.

Hidrelétricas do Sistema Jacuí: Itaúba, Jacuí, Passo Real, Capigüi, Ernestina, Guarita, Forquilha, Ijuizinho, Ivaí.
Hidrelétricas do Sistema Salto: Canastra, Bugres, Toca, Herval, Passo do Inferno.

HIDRELÉTRICAS

a) Rio Jacuí
- Ernestina: Está localizada no município de Tio Hugo. Os municípios atingidos pelo reservatório são: Ernestina,
Passo Fundo, Tio Hugo, Ibirapuitã, Nicolau Vergueiro e Marau.

- Passo Real: Está no município de Salto do Jacuí. Foi inaugurada em 1973. Localiza-se no Rio Jacuí e faz parte do
Sistema Jacuí. Municípios atingidos pelo reservatório: Fortaleza dos Valos, Quinze de Novembro, Ibirubá,
Selbach, Alto Alegre, Campos Borges e Salto do Jacuí.

- Itaúba: Está no município de Pinhal Grande. Foi inaugurada em 1978, e é a que possui maior potência de
geração de energia. Localiza-se no Rio Jacuí e faz parte do Sistema Jacuí. Banha Júlio de Castilhos, Pinhal Grande,
Estrela Velha e Salto do Jacuí.

- Leonel de Moura Brizola: Atinge apenas a cidade de Salto do Jacuí (antiga Usina do Salto do Jacuí).

- Dona Francisca: Localizada no município de Nova Palma. Banha os municípios de Nova Palma, Pinhal Grande,
Agudo, Ibarama, Estrela Velha e Arroio dos Tigres.

- Jacuí: Começou a operar em 1962 e é a que tem a segunda maior potência de geração de energia. Localiza-se
no Rio Jacuí, no município de Salto do Jacuí. Faz parte do Sistema Jacuí.

b) Rio Uruguai
- Itá: Localizada na divisa dos municípios de Itá (SC) e Aratiba (RS). Abrange um total de doze municípios: sete
em Santa Catarina e quatro no Rio Grande do Sul.

- Machadinho: Está na divisa dos municípios de Piratuba, em Santa Catarina e Maximiliano de Almeida no Rio
Grande do Sul.

- Passo Fundo: Esta usina está localizada no Rio Passo Fundo, que é um dos afluentes do Rio Uruguai.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


18 | P á g i n a
c) Outras
- Bugres: Está em operação desde 1952. O aproveitamento utiliza o potencial hidráulico dos rios Santa Maria e
Santa Cruz.
- Canastra: Está localizada no município de Canela, fazendo parte do Sistema Salto. Em operação desde 1956.
Aproveita uma queda d’água de 333 metros nas nascentes do Rio Santa Maria.
- Herval: Localizada no município de Santa Maria do Herval. Faz parte do Sistema Salto.
- Toca: Localizada no município de São Francisco de Paula. Faz parte do Sistema Salto.
- Passo do Inferno: Localizada no município de São Francisco de Paula. Faz parte do Sistema Salto.
- Guarita: Localizada no município de Erval Seco. Faz parte do Sistema Jacuí.
- Forquilha: Localizada no município de Maximiliano de Almeida. Faz parte do Sistema Jacuí.
- Capigüi: Localizada no município de Passo Fundo. Faz parte do Sistema Jacuí.
- Ijuizinho: Localizada no município de Eugênio de Castro. Faz parte do Sistema Jacuí.
- Ivaí: Localizada no município de Julio de Castilhos. Faz parte do Sistema Jacuí.

TERMELÉTRICAS
Do centro para o sul do estado predomina a energia elétrica obtida em usinas termelétricas que utilizam
combustíveis como carvão, óleo combustível e gás.
As principais Usinas Termelétricas do estado estão instaladas em Uruguaiana, Charqueadas, Presidente
Médici e Candiota.
 O gás natural utilizado vem da Bolívia e da Argentina por meio de gasodutos. A Usina Termelétrica da
Uruguaiana utiliza gás argentino. O Rio Grande do Sul não é produtor de gás natural, porém
começa a usar em suas indústrias. A Companhia Siderúrgica Rio-Grandense em Sapucaia do Sul,
próxima a capital, foi a primeira a usá-lo para aquecer seus fornos. Um gasoduto conduzirá gás
da Bolívia para São Paulo, e daí até o Rio Grande do Sul, oferecendo mais uma fonte de energia
para o desenvolvimento do estado.

PARQUES EÓLICOS
O maior parque eólico do RS é o da cidade de Osório, porém ainda há parques instalados no município de
Santana do Livramento.

 Petróleo
O Rio Grande do Sul não produz petróleo, que é trazido do Rio de Janeiro e do exterior, entrando pelo
porto de Rio Grande e principalmente por um terminal instalado em Tramandaí.
A maior parte do petróleo que entra por Rio Grande, vai para Refinaria Ipiranga, localizada no
município. Em Tramandaí está instalado o terminal Soares Dutra, de onde o petróleo é transportado
por oleoduto até a refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas, onde é refinado, para dar origem a
gasolina, óleos, gás, lubrificantes e outros derivados, depois distribuído por todo estado.
 Álcool
A produção no estado é bem menor que as necessidades de consumo, por isso ele também vem de
fora, principalmente de São Paulo.
 Xisto
O Rio Grande do Sul possui grandes reservas de xisto, rocha da qual se pode extrair um óleo parecido
com o petróleo, mas ainda não é muito explorado. As maiores reservas ficam em São Gabriel e Dom
Pedrito, no sudoeste do estado.
 Carvão de Pedra

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


19 | P á g i n a
É o recurso mineral mais importante do Rio Grande do Sul, que detém mais de 80% das reservas
nacionais dessa fonte de energia. Ele é encontrado nas rochas sedimentares antigas que ficam a oeste
do escudo cristalino e na depressão Central. Pouco se sabia da qualidade e grandeza de reservas do
carvão rio-grandense até os anos 80, que até então não era bom para uso na siderurgia, até quando
descobriram novas e grandes jazidas, no nordeste do estado, que demonstrou ser de boa qualidade,
prestando-se em parte para o aproveitamento na indústria siderúrgica, trazendo grandes benefícios a
economia gaúcha.
Mesmo tendo as maiores reservas do país, o Rio Grande do Sul, é o segundo maior produtor nacional
de carvão. O produzido é quase todo consumido dentro do estado, saído das minas de Candiota, do
munícipio de mesmo nome; minas de Recreio e Leão, em Butiá; Butiá Leste e Faxinal em Arroio dos
Ratos.
Empregado principalmente na geração de energia termoelétrica. Mas algumas industrias o utilizam
para aquecer suas caldeiras, ao invés do petróleo.
 Energia Elétrica
O crescimento da indústria no Rio Grande do Sul foi possível graças a um considerável aumento na
capacidade de gerar energia elétrica, a partir dos anos 70, com a criação de termoelétricas e
principalmente hidroelétricas.
Cerca de 65% da produção elétrica é feita por geradores hidráulicos, os restantes 35% são de
geradores térmicos, movidos principalmente a carvão. As principais termoelétricas do estado estão em
Candiota, que utilizam do carvão próximo às usinas. Elas fornecem energia para o sul do estado.
As maiores hidroelétricas estão sobre o rio Jacuí, no trecho em que ele desce o planalto, são elas:
Passo Real, Jacuí e Itaúba. Sendo a última, a maior do estado.
Nos anos 80, os investimentos na área de geração de energia do estado foram reduzidos, não
acompanhando o crescimento da demanda, particularmente industrial, que é a maior consumidora.
A grande maioria das usinas do Rio Grande do Sul, pertence à CEEE, que integra o sistema elétrico
Centro-Sul, controlado pelas Centrais Elétricas do Sul do Brasil S.A. (Eletrosul).
Como o estado só produz cerca de 50% do que consome, o restante vem de fora. A energia é vendida a
CEEE pela Eletrosul, principalmente das termoelétricas Jorge Lacerda (I, II, III, IV) em Tubarão, SC, e
hidroelétricas de Salto Santiago e Salto Osório, junto ao rio Iguaçu no Paraná.
O Rio Grande do Sul tem potencial para diminuir este quadro, por isso, foram retomadas obras como: a
hidroelétrica de Dona Francisca, junto ao Jacuí, a termoelétrica Jacuí I, em Charqueadas, e a terceira
termoelétrica do complexo de Candiota. Estando também em construção as hidroelétricas sobre o rio
Uruguai: Itá e Machadinho, que são as maiores do estado, e uma termoelétrica em Uruguaiana, que
vai usar gás natural comprado da Argentina.
** 1996 – privatização parcial da CEEE, com fins de atrair capitais privados para fazer frente a
necessidade de grandes investimentos no setor energético do estado.

 A ECONOMIA: AGRICULTURA, PECUÁRIA, MINERAIS, PRODUÇÃO INDUSTRIAL E COMÉRCIO

O Rio Grande do Sul, em consequência de sua formação socioespacial, é um estado agropastoril, ou


seja, a base de sua economia está na agricultura e pecuária.
Devido as condições favoráveis o estado possui uma agropecuária diversificada, onde destacam-se
muitos produtos, onde o Rio Grande do Sul, é o maior, ou ao menos, está entre os grandes produtores
do país. O estado é o maior produtor brasileiro de arroz, soja, aveia, centeio, cevada, linho, fumo,
batata-doce, ervilha e frutas temperadas, como uva, pêssego, pera e noz. E é o segundo produtor de
milho, trigo, maçã, figo e tangerina. Além de ter o maior rebanho ovino do Brasil, destaca-se pela
produção de bovinos, suínos, aves e equinos. Maior produtor de lã e um dos grandes produtores de
carne bovina, de porco e de frango, além de ovos, cavalos de raça e couro.
Antigamente o Rio Grande do Sul, era o celeiro do Brasil, por sua grande produção agropecuária, que
abastecia o país inteiro, porém, devido a expansão das fronteiras agrícolas e incorporação de novas e
A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.
20 | P á g i n a
variadas áreas produtivas ao espaço nacional, o estado já não tem a mesma importância relativa que
teve no passado.
Agricultura Colonial – destinada em parte a subsistência, caracteriza-se pela policultura: milho, trigo,
batata, mandioca, feijão, frutas e hortaliças. É praticada em pequenas propriedades, com mão de obra
familiar e associada à criação de gado leiteiro, suínos e aves. Apresenta um ou outro produto
destinado a venda, que em alguns casos ganhou destaque. Na zona de colonização italiana, como
Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Flores da Cunha, desde início destacou-se a vitivinicultura.
Na zona de colonização, particularmente no vale de Rio Pardo, o produto de destaque comercial é o
fumo, sendo Venâncio Aires, Candelária e Sobradinho os municípios de maior produção. Em Santa Cruz
do Sul, principal centro urbano da região, está localizada a maior indústria de beneficiamento de fumo
da América Latina, cuja produção se destina à exportação. O Rio Grande do Sul participa de cerca de
50% da produção nacional de fumo.
Hoje, a policultura colonial não tem mais a presença que teve no passado, pois especializou-se ou foi
substituída pela agricultura empresarial. Desfigurada e empobrecida, subsiste nas áreas de relevo
acidentado, solos erodidos e minifúndios – fatores que dificultam a modernização. O que acontece,
por exemplo, no alto do vale do rio Uruguai, causando êxodo de descendentes de antigos colonos.
** Êxodo: emigração em massa.
Agricultura Empresarial – dominante no estado. Emprega máquinas e insumos químicos, o que
demanda razoáveis investimentos e grandes e médias propriedades. Os principais produtos de cultivo
são o arroz, soja, trigo e milho.

AGRICULTURA
A agricultura no território rio-grandense começou com os indígenas que plantavam para alimentar-se.
Depois, casais vindos das Ilhas dos Açores, os açorianos, passaram a dedicar-se a agricultura, especialmente à
produção de trigo. A nossa agricultura teve desenvolvimento com a chegada dos imigrantes alemães e italianos.
A agricultura rio-grandense produz principalmente soja, milho, trigo feijão, arroz, canola, cevada, sorgo,
aveia, mamona, mandioca, batata, batata-doce e fumo. As frutas também são cultivadas: uva, laranja,
bergamota, banana, pêssego, morango, mamão, kiwi, figo e maçã.
Arroz e milho são plantados no verão; trigo e centeio são cultivados no inverno; no litoral norte são
cultivados abacaxi e banana. No resto do litoral é cultivada a cebola; nas zonas mais altas do planalto planta-se
maçã.
O RS foi chamado por muitos anos de Celeiro do Brasil.

- Soja: A soja é um dos principais produtos agrícolas plantados no Rio Grande do Sul. Seu cultivo é feito no
verão. A área de produção se encontra difundida por todo o norte rio-grandense e compreende algumas
porções da depressão central e do planalto basáltico, principalmente na região das Missões, no Planalto Médio
e no Jacuí. Os maiores produtores são os municípios de Cruz Alta, Palmeira das Missões e Tupanciretã.
A lavoura de soja foi a principal modernizadora do estado. O desenvolvimento da indústria de óleos
vegetais e os altos preços pelo produto no mercado, causou a expansão da sojicultura, principalmente
nos anos 70, ocupando terras, que até então, eram de outros cultivos, chegando em algumas áreas a
monocultura.
O cultivo é feito no verão, mecanizado e em grandes ou médias propriedades, pois as pequenas
propriedades não comportam altos investimentos necessários. A produção destina-se em grande parte
para exportação, em forma de grãos, farelo e principalmente óleo.
A expansão das lavouras de soja trouxe grandes alterações no espaço rio-grandense:
- Agricultores trocaram o cultivo de produtos alimentares, fazendo escassear alimentos como o feijão.
- Abandono da policultura, fazendo colonos dependerem da soja; nos anos 80, com a baixa do preço,
muitos ficaram em situação difícil.
- pressionados por dividas ou seduzidos por preços atraentes oferecidos por suas terras, pequenos
proprietários venderam suas terras a grandes plantadores ou empresas rurais, abandonando o campo
A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.
21 | P á g i n a
e indo para as cidades, onde muitos deles acabaram marginalizados, com isso, ocorreu uma
“favelização” até em pequenos e médios centros urbanos, onde antes era muito reduzida a presença
de pessoas em situação de miséria; ao mesmo tempo, dá-se uma concentração da propriedade
fundiária, devida à aglutinação de pequenos imóveis.
- O uso excessivo de produtos químicos e fertilizantes, esgotou o solo e causou poluição de riachos e
rios.
Embora seja encontrada em outras regiões, a soja está concentrada no Planalto Norte-Rio-Grandense,
onde é uma das bases da economia, particularmente na região das missões (Giruá, São Miguel das
Missões, São Luiz Gonzaga) e no conhecido planalto médio, onde fica a zona da produção (Palmeira
das Missões, Carazinho), no alto do Jacuí (Cruz Alta, Santa Bárbara do Sul, Fortaleza dos Valos) e em
pare da região central do estado (Tupanciretã).

- Arroz: As plantações ocorrem em terrenos planos e baixos próximos a rios e lagos. O RS é responsável por 40%
da produção nacional de arroz, sendo o maior produtor.
Uma das regiões de destaque é a do Vale do Jacuí. Os maiores produtores são Uruguaiana (principal produtor do
estado), Santa Vitória do Palmar, Itaqui, Alegrete e Arroio Grande. A capital do arroz é Cachoeira do Sul, que
promove a Fenarroz (maior evento orizícola da América). As áreas de cultivo mais antigas ficam localizadas
na Depressão Central – vale do Jacuí –margem oeste das lagunas e lagoas costeiras e no médio vale do
Uruguai. Posteriormente, expandiu-se por quase todos os vales fluviais da metade sul.
A primeira lavoura moderna do RS foi a de arroz, sendo que seu cultivo é irrigado, aparece em terrenos baixos
e planos, próximo a rios e lagoas.

- Trigo: É uma cultura de inverno. É plantado tanto em zonas de campo como em áreas florestais.

Milho: Cultura de planalto. Os principais produtores são Erechim, Canguçu, Marau, Sananduva, Chapada e
Casca. O milho é um cultivo de subsistência, nativo da América do Sul, plantado em muitas áreas
sobretudo no planalto e na encosta. Cultivado também nas áreas coloniais, associado a suinocultura.
Nos anos 70 perdeu sua importância, pois como muitas plantações foi substituído pela soja, mas na
década seguinte voltou a alta devido a avicultura, pecuária leiteira e suinocultura empresarial.
Atualmente é uma lavoura moderna, e quase sempre mecanizada, voltada para alimentação animal,
direto consumo ou abastecimento de indústrias de rações. Destacam-se pela produção os municípios
de: Erechim (no Norte); Canguçu (no Sul); Sananduva (sudeste); Chapada, Casca e Marau (na chamada
zona de produção, no planalto médio).
Arroz, soja, trigo e milho, junto ao fumo, representam 90% do valor da produção agrícola do Rio
Grande do Sul.

- Fumo: O cultivo do fumo concentra-se na encosta inferior da serra Geral, nas zonas dos rios Taquari e Pardo. A
capital do fumo é Santa Cruz do Sul.

- Uva: Seu cultivo se concentra na região da alta encosta da Serra Geral, nos Vales dos rios Taquari e Caí,
principalmente nas cidades de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Flores da Cunha. Além delas, Bagé e Santana do
Livramento são grandes produtores.

- Batata-inglesa: O RS é o quarto maior produtor de batata-inglesa do Brasil. Entre os municípios que possuem
maior produção, destacam-se São Francisco de Paula, pertencente à Região das Hortências, São José dos
Ausentes, situado nos Campos de Cima da Serra e São Lourenço do Sul, na Região Sul do estado.

- Feijão: Zonas coloniais.

- Cebola: Na região litorânea: Mostardas, Tavares e São José do Norte.


A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.
22 | P á g i n a
- Erva-mate: Erechim e Venâncio Aires.

- Pêssego: Pelotas.

- Laranja: Montenegro e Brochier, no Vale do Caí.

Maçã: Vacaria e Bom Jesus. Terrenos elevados e planos dos campos de cima da Serra, onde há
temperaturas mais baixas. Uma atividade empresarial onde se destacam os municípios de Vacaria,
Bom Jesus e São Francisco de Paula.

- Tabaco: Causa impacto ao Meio Ambiente por causa do uso de agrotóxicos.

- Kiwi: O RS é responsável por mais da metade da produção brasileira de kiwi, que se concentra nas regiões de
maior altitude do estado. O município de Farroupilha é o maior produtor.

Vitivinicultura – introduzida em Santana do Livramento como empreendimento empresarial moderno


de origem multinacional, atraído para a região pelas condições do clima, especialmente de insolação.

PECUÁRIA
A criação de animais estende-se por todo o estado. Na metade sul, predominam as grandes propriedades e
a criação tradicional de gado bovino e ovino. Na metade norte do estado, predominam as pequenas e médias
propriedades, com criação de gado leiteiro, suínos e aves.
A maior concentração do rebanho gaúcho está nas fronteiras oeste, sul, central e na campanha gaúcha.
Destacam-se os municípios de Santana do Livramento, Alegrete, Dom Pedrito e São Gabriel. No estado os
maiores rebanhos são de bovinos, suínos, aves e ovinos.

Bovinos: É o principal e maior rebanho do estado. Predomina a criação de raças de origem europeia. O gado
bovino criado na região do planalto destina-se principalmente à produção de leite, enquanto que o criado no sul
do estado, na região da Campanha, destina-se ao corte (Alegrete e Santana do Livramento). O RS é o 6º maior
criador de bovinos do país. com mais de 13 milhões de cabeças, colocando o estado em quarto lugar no
Brasil, somente atrás de MG, MT e GO. Porém, quanto à qualidade, o Rio Grande do Sul é o estado que
mais se destaca, por possuir criação de raças europeias, nos demais estados, são raças indianas, que
apesar dos avanços dão menor rendimento de carne e o couro é de qualidade inferior. Por fatores
naturais e históricos, o bovino é característica das campinas, com forte concentração no oeste e
sudoeste do estado, ou seja, na Campanha, onde está a maior parte do rebanho do Rio Grande do Sul.
A pecuária das áreas campestres é essencialmente destinada ao corte. Parte da produção de carne e
couro é vendida para outros estados ou exportada.
A criação é mais ou menos extensiva, o gado vive solto nas grandes fazendas, mas além de praticar a
rotação de campos, ele recebe cuidados especiais, como: inseminação artificial, vacinas e banhos de
carrapaticidas, etc. Também se preocupam com a melhoria da qualidade através de cruzamento de
raças, ao mesmo tempo que melhoram os campos naturais, com o plantio de espécies forrageiras.
A partir dos anos 80, surgiu a pecuária leiteira nas zonas coloniais e campos próximos de Porto Alegre,
motivada pela expansão da indústria de laticínios, que em parte são multinacionais.

Ovinos: É o maior rebanho do país e o segundo maior do estado. O RS é o maior criador de ovinos do país.
Criados principalmente na região da Campanha. Uruguaiana se destaca na criação de ovinos. É o segundo
maior rebanho do estado, com mais de 10 milhões de cabeças, equivale a 50% dos rebanhos
brasileiros. Sua criação acontece na Campanha junto com os bovinos (1 boi e 3 ovinos por hectare), tal
região que apresenta os animais de melhor qualidade e rendimento. Mas também é praticada a
A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.
23 | P á g i n a
criação nos campos próximos às lagoas costeiras do sul do estado, onde muitas vezes é mais
importante que a bovinocultura.

Suínos: O RS é o segundo maior criador de suínos do país. Com mais de 4 milhões de cabeças, é o maior
rebanho do Brasil. A criação esteve muito ligada a agricultura colonial do planalto e da encosta, que se
destina a produção de gordura animal, mas com os óleos vegetais, a procura da banha diminuiu
fazendo a criação mudar seu destino para a produção de carne. O que reestabeleceu sua importância,
destacando-se como atividade moderna e econômica da zona colonial. O aumento da criação de
porcos está ligado ao surgimento de muitos frigoríficos voltados para a industrialização de carne
(presunto, linguiça e outros produtos).

Aves: Principalmente nas zonas coloniais e nas proximidades de Porto Alegre (Viamão, Farroupilha, Garibaldi e
Caxias do Sul). A criação saiu dos fundos de quintal para ser feita em modernos estabelecimentos,
permitindo o Rio Grande do Sul tornar-se grande produtor e exportador de carne de frango.

- Equinos: O RS é o segundo maior criador de equinos do país.

MINERAIS
O escudo sul-rio-grandense é a área que apresenta maior ocorrência de minerais do RS. Também se
destacam a depressão central e algumas áreas do planalto rio-grandense.
- Carvão: Encontrado em rochas sedimentares antigas que ficam ao oeste do escudo cristalino e na depressão
central. É usado principalmente na geração de eletricidade nas usinas termelétricas e nas siderúrgicas para
produzir aço. É o principal mineral do RS.
A maior jazida de carvão do RS e do Brasil é a de Candiota, porém a de melhor qualidade é a da cidade de
Butiá. Municípios extratores: Candiota, a leste de Bagé; Butiá e Arroio dos Ratos, a oeste de Porto Alegre; São
Jerônimo, São Sepé e Charqueadas.
As sete jazidas de carvão do RS: Candiota, Capané, Charqueadas, Morungava/Chico Lomã, Santa Terezinha,
Iruí e Leão.

- Cobre: As maiores reservas se encontram em Caçapava do Sul e Lavras do Sul, nas áreas das serras do Sudeste.

- Calcário: É utilizado na fabricação de cimento e cal e é usado na agricultura como corretivo do solo. As jazidas
de calcário estão nos municípios de Pinheiro Machado, Arroio Grande, Caçapava do Sul e São Gabriel.

- Xisto: Os municípios extratores são Dom Pedrito e São Gabriel. Dele se extrai um óleo parecido com o petróleo.

- Basalto: Usado para calçamento de ruas, cercas e monumentos. As jazidas estão localizadas no planalto rio-
grandense.

- Ouro: Nas cidades de Lavras do Sul e São Sepé.

- Pedras semipreciosas (ágata, ametista e topázio) : As jazidas de pedras semipreciosas ocorrem na parte central
do planalto norte-rio-grandense. Nas cidades de Guaporé. Soledade e Salto do Jacuí há várias indústrias
joalheiras.
Ágata: Estrela, Lajeado, Soledade, Salto do Jacuí e Encantado.
Ametista: Ametista do Sul, Iraí, Frederico Westfalen, Planalto, Cristal do Sul, Rodeio Bonito, Trindade do Sul,
Gramado Loureiro. Encontrada em municípios do norte do estado.

- Caulim: Mineral utilizado pela indústria cerâmica. Extratores: Rio Pardo e Dom Feliciano.
A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.
24 | P á g i n a
A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.
25 | P á g i n a
- Mármore: Utilizado pelos escultores para produzir obras de arte e é empregado também na construção de
prédios.

- Granito: Foram utilizados desde os tempos mais antigos. Lascas de granito serviam como machados para os
primeiros habitantes de nossas terras. Os indígenas do grupo pampiano faziam de granito as bolas das
boleadeiras. Hoje, são empregados em alicerces de prédios, calçamento de ruas, construção de pontes e
monumentos.

- Estanho: Utilizado para a fabricação de latas.

- Tungstênio: É usado para a produção de filamentos e lâmpadas.

- Pedra-grês: É empregada na construção civil, em alicerces, paredes, muros e em esculturas.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


26 | P á g i n a
PRODUÇÃO INDUSTRIAL
O RS tem participação em 8,3% da industrialização brasileira. A indústria gaúcha está dividida em quatro
complexos industriais: agroindustrial, metal-mecânico, coureiro-calçadista e químico.
As primeiras indústrias foram instaladas em Rio Grande, Pelotas, Novo Hamburgo, Caxias do Sul e Porto
Alegre.
O maior pólo industrial e comercial do Rio Grande do Sul é Porto Alegre e a Região Metropolitana. As
indústrias rio-grandenses estão concentradas em determinadas áreas do território: Região Metropolitana de
Porto Alegre, Região de Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul e Rio Grande.
- Região Centro-Leste: coureiro-calçadista, tecnologia da informação, papel e celulose, metalurgia,
siderurgia, indústria química e petroquímica, automobilística e alimentícia.
- Região Nordeste: indústria metal-mecânica, autopeças, moveleira, do vestuário, vinicultura e turismo.
- Região Norte-Noroeste: agricultura, avicultura, suinocultura, indústria alimentícia e metal-mecânica.
- Região Sul-Sudoeste: agricultura, fruticultura, ovinocultura, pecuária e indústria alimentícia.

Agroindustrial
Compreende as indústrias de alimentos e bebidas que usem como matéria-prima elementos vindos da
agricultura e da pecuária. Encontra-se em todas as regiões do estado. Os produtos agroindustriais são muito
exportados.
- Pelotas é o centro especializado na indústria alimentícia.
- Lajeado e Estrela possuem indústrias de laticínios e de processamento de carne de porco e aves.
- Santa Cruz do Sul possui o maior número de indústrias de fumo.
- Bento Gonçalves, Passo Fundo, Santo Ângelo e Lajeado possuem indústrias de bebidas.

Coureiro-calçadista
Inclui indústrias que preparam o couro e as indústrias que utilizam o couro já preparado para a produção
de sapatos, bolsas, pastas e malas.
O complexo coureiro-calçadista localiza-se no Vale do Rio dos Sinos e está relacionado com a região de
imigrantes alemães. Expandiu-se para o Vale do Paranhana, parte da Região da Serra e Vale do Taquari.
Principais cidades: Novo Hamburgo, Sapiranga e Campo Bom.

Metal-mecânico
Inclui indústrias que trabalham com minerais, como metalúrgicas e siderúrgicas; indústrias de ferramentas,
de automóveis e autopeças; indústrias de máquinas e implementos agrícolas.
Localiza-se na Região Metropolitana de Porto Alegre e na Região da Serra.
- Caxias do Sul é o maior centro metal-mecânico do estado (pólo metal-mecânico).
- Em Gravataí e em Porto Alegre estão as sedes da General Motors.

Químico
Produzem produtos químicos, plásticos, borracha, produtos farmacêuticos, velas, perfumaria e fertilizantes.
Localiza-se no Pólo Petroquímico de Triunfo, na Região da Serra e na Região Metropolitana de POA.
- Petróleo: O Rio Grande do Sul não extrai petróleo. Esse é trazido do Rio de Janeiro e do exterior, entrando no
estado pelo Porto de Rio Grande e principalmente no terminal de Tramandaí. Em Tramandaí está instalado o
terminal Soares Dutra, de onde o petróleo é transportado por oleoduto até a Refinaria Alberto Pasqualini em
Canoas. A maioria desse petróleo é encaminhada para a Refinaria Ipiranga.
- Álcool: Não há produção no RS.
- A cidade de Rio Grande possui muitas indústrias na área da química (complexo químico).

*Principais refinarias de petróleo do estado


- Refinaria Alberto Pasqualini: Canoas

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


27 | P á g i n a
- Refinaria Ipiranga: Rio Grande.
- Destilaria Rio-grandense de Petróleo: Uruguaiana.
- Pólo Petroquímico: Triunfo.

Outros setores industriais


- Petroquímico: Canoas, Rio Grande e Triunfo.
- Metalúrgico: Porto Alegre, Caxias do Sul, São Leopoldo e Sapucaia do Sul.
- Mecânico: Porto Alegre, Caxias do Sul e Canoas.
- Calçadista: Novo Hamburgo, Sapiranga e Campo Bom.
- Vestuário: Porto Alegre, Caxias do Sul e Gramado; Serra e Região Metropolitana.
- Bebidas: Bento Gonçalves, Passo Fundo, Lajeado, Caxias do Sul e Garibaldi.
- Agroindústria: Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa, Erechim, Pelotas e outros.
- Moveleiro: Bento Gonçalves.

*Pólos industriais
Pólos são lugares onde há concentração de empresas do mesmo tipo.
Pólo Coureiro-calçadista: Vale do Rio dos Sinos;
Pólo Petroquímico: Triunfo;
Pólo Metal-mecânico: Caxias do Sul;
Pólo de Informática: São Leopoldo;
Pólo Madeireiro: Encruzilhada do Sul.

COMÉRCIO
O maior pólo comercial do estado é o de Porto Alegre e da Região Metropolitana. A renda per capita
gaúcha é superior a brasileira.
- Produtos exportados: trigo, arroz, fumo, carne, couro, calçados, vinho, frutas, carrocerias, produtos
siderúrgicos, autopeças, automóveis, aparelhos eletrônicos, produtos petroquímicos e softwares.

- Produtos importados: café, açúcar, sal, petróleo, metais, máquinas, motores, automóveis, aparelhos
eletrônicos e de comunicação.

- TRANSPORTES: RODOVIAS, HIDROVIAS, FERROVIAS, PORTOS E AEROPORTOS

Rodovias
As estradas de rodagem vão a todas as direções, formando a malha rodoviária do estado. Esta malha é
formada por estradas federais e estaduais. O sistema rodoviário é responsável pela maior parte da carga
transportada e pela quase totalidade o transporte de passageiros no RS.
As rodovias construídas pelo governo federal (BRs) são conservadas pelo Departamento Nacional de
Estradas e Rodagem (DNER). As construídas pelo governo estadual (RSs), são conservadas pelo Departamento
Estadual de Estradas e Rodagem.
BR 472 – São Borja a Barra do Quaraí
BR 290 – Uruguaiana a Osório
BR 285 – São Borja a Vacaria
BR 293 – Pelotas a Quaraí
BR 382 – Pelotas a Santa Maria

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


28 | P á g i n a
BR 158 – Iraí / Santa Maria / Santana do Livramento
BR 116 (a mais antiga) – Jaguarão a Vacaria
BR 386 – Palmeira das Missões a Canoas (Presidente Kennedy ou da Produção)
BR 101 – Osório a Torres

Ferrovias
As ferrovias têm um papel fundamental no transporte de cargas no estado, especialmente de soja e
derivados do petróleo. A primeira ligação ferroviária do estado ligava São Leopoldo a Porto Alegre.
Um dos trechos mais importantes do estado do RS é o da direção leste/oeste que liga Porto Alegre a
Uruguaiana. Esta ligação tem importância para Cachoeira do Sul, Santa Maria e Alegrete.

Hidrovias
O estado dispõe de uma grande hidrovia formada pelos rios Jacuí, pelo Lago Guaíba e pela Laguna dos
Patos, que inicia em Cachoeira do Sul, passa por Porto Alegre e vai até Rio Grande, onde está o único porto
marítimo do RS. Esta hidrovia possui um importante ramal que vai do Porto Fluvial de Estrela ao Rio Jacuí. O
afluente que constitui o ramal é o Rio Taquari.
- No Rio Jacuí, na cidade de Estrela está implantado o terminal rodo-hidroferroviário.
- Os pontos de convergência no conjunto de redes e vias de transporte no estado são Porto Alegre e Rio Grande.

Portos
- Fluviais:
O Porto de Porto Alegre é o maior porto fluvial do Brasil. Está situado na margem esquerda do Lago Guaíba.
O Porto de Pelotas está instalado no canal de São Gonçalo, próximo à Laguna dos Patos.

- Marítimos:
- O Porto de Rio Grande é o único porto marítimo do RS. Está localizado em Rio Grande e é chamado de “Super
Porto”.

Aeroportos
Aeroporto Salgado Filho (POA), o maior e o mais importante. O Aeroporto de Caxias do Sul e o Aeroporto
de Uruguaiana, como o de POA, também dispõem de voos internacionais. Em Santa Maria está localizado um
importante aeroporto militar.

Pontes
- A Ponte da Integração liga São Borja a São Tome (Argentina) – Rio Uruguai.
- A Ponto Passo de Los Libres – Uruguaiana é uma ponte rodoviária e ferroviária que liga o Brasil e a Argentina –
Rio Uruguai.
- A Ponte Getúlio Vargas é uma ponte móvel sobre o Lago Guaíba.

 DIVERSIDADE ESPACIAL

O Estado possui 11 zonas fisiográficas: Litoral, Depressão Central, Missões, Campanha, Serra do Sudeste,
Encosta do Sudeste, Alto Uruguai, Campos de Cima da Serra, Planalto Médio, Encosta Inferior do Nordeste e
Encosta Superior do Nordeste.
- Microrregiões geográficas: São 35. Identificadas segundo critérios de homogeneidade física, humana ou
econômica. Ex: Região do Grande Santa Rosa.

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


29 | P á g i n a
- Mesorregiões: São 7. Procedimento essencialmente administrativo, adotado para fins estatísticos. As
mesorregiões são o agrupamento das microrregiões.
- Regiões: São 20. Sendo o critério para a delimitação dessas regiões a existência de problemas comuns a
municípios vizinhos.
- Divisão norte e sul: Divisão a gosto dos economistas, que divide o RS em norte (riso) e sul (pobre). O norte
gaúcho conta com 420 municípios e o sul com 77.
- Regionalização tradicional: Leva-se em conta a homogeneidade física, histórica, cultural, demográfica e
econômica: Região de Porto Alegre, Planalto, Campanha, Depressão Central e Litoral.

- CIDADES

- Mais populosas: Porto Alegre, Santa Maria, Caxias do Sul, Pelotas, Canoas.
- A cidade de Nova Pádua foi criada por plebiscito em 1991.
- Porto Xavier, Porto Vera Cruz, São Borja, Porto Mauá e Alecrim: limitam-se com a Argentina.
- Dom Pedrito, Jaguarão e Santa Vitória do Palmar: limitam-se com a República Oriental do Uruguai.
- Dezesseis de Novembro: Capital da Alfafa.
- Cachoeira do Sul: Capital do Arroz.
- Santa Rosa: Berço Nacional da Soja.
- Santa Cruz do Sul: Capital do Fumo.
- Caxias do Sul: Segundo pólo industrial do RS. Pólo metal-mecânico do estado.
- Encruzilhada do Sul: Pólo madeireiro.
- Alegrete, Uruguaiana e Santana do Livramento: Maiores municípios em extensão do RS. Alegrete é o maior.
- A Região Metropolitana de Porto Alegre possui 31 municípios. Fazem divisa com POA: Viamão Alvorada,
Cachoeirinha, Canoas, Eldorado e Guaíba.
- Santa Maria é considerada a cidade coração do Rio Grande do Sul.
- Guarani das Missões é a capital da colonização polonesa do RS.
- Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias do Sul formam a chamada “Pequena Itália”.

*A Região Metropolitana de Porto Alegre é formada por 24 municípios interligados:

Porto Alegre Estância Velha Parobé


Alvorada Esteio Portão
Cachoeirinha Glorinha São Leopoldo
Campo Bom Gravataí Sapiranga
Canoas Guaíba Sapucaia do Sul
Charqueadas Ivoti Triunfo
Dois Irmãos Nova Hartz Viamão
Eldorado do Sul Novo Hamburgo Montenegro

A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.


30 | P á g i n a

Você também pode gostar