COLÉGIO ESTADUAL RENATO VIANA
FRANCIELI LIMA MORAIS
MICHELLE SANTOS ARAÚJO
PRESENÇA INDÍGENA NO BRASIL E EM ANAJÉ
(Trabalho apresentado à diciplina de Café Filósofico 2, ministrado pela profª Queith Rebouças como avaliação
parcial da Unidade 1)
Anajé-2023
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PRESENÇA INDÍGENA NO BRASIL E EM ANAJÉ
Ser indígena ou povo originário é qualquer membro de uma comunidade indígena,
reconhecido por ela como tal. Antes da colonização, os indígenas que habitavam o
território (hoje denominado Brasil) tinham uma cultura similar em alguns pontos, tais eram:
organização social baseada no coletivismo; religiões politeístas baseadas em elementos da
natureza; e ausência da [Link] indígenas ainda vivem do que produzem e do que
conseguem extrair da natureza. Alguns víveres, como mandioca e milho, são cultivados em
pequenas roças. A caça e pesca também são importantes práticas no sustento desses grupos,
embora existam determinados povos que não se alimentam de carne vermelha, por exemplo.
Têm acesso à escrita, o que permite que se faça o registro de suas tradições, seja na língua de
seus povos ou na língua portuguesa. Ainda assim, a tradição oral se mantém como elemento
essencial da cultura indígena.
As sociedades indígenas prezam muito por duas coisas: respeito e ligação com a
natureza e respeito à sabedoria dos anciãos. É ainda comum nas tribos indígenas o
pensamento de uma vivência sustentável — retirando da natureza somente aquilo que é
necessário para a manutenção da vida. As pessoas mais velhas são consideradas mais sábias, o
que garante a elas certa autoridade dentro da [Link] um indígena diz que a própria
terra é sagrada, não é força de expressão. Muitos povos indígenas acreditam em deuses e seres
mitológicos ligados a elementos da natureza, e o território é o espaço físico onde essas
divindades se manifestam. Ou seja, a terra não é apenas o lugar onde os indígenas moram. Em
outro ponto de vista religioso, as culturas indígenas são marcadas pela presença do xamã
(pajé), responsáveis pela mediação entre o plano espiritual e material, bem como pela
preservação e difusão do conhecimento da tribo.
Os povos indígenas dedicam grande parte do seu tempo em atividades relacionadas à
alimentação. Isso porque é preciso obter ou produzir os alimentos: criar animais, como
galinhas e porcos; realizar expedições de caça e de pesca; coletar frutos no mato; preparar a
roça e colher seus produtos. Os ingredientes da alimentação básica dos índios era a macaxeira
(mandioca ou aipim), milho, raízes, algumas folhas e frutos de palmeiras como: palmito,
cocos, carnes de caças, peixes, castanhas e frutos silvestres. Outro ponto importante: a caça
era uma das principais fontes de alimento para o indígena.
Entre eles, destaca-se a importância da música, dança, arte plumária, cestaria,
cerâmica, tecelagem e a pintura corporal.
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A melhor maneira que temos de aprender a cultura indígena é pelo contato direto com
povos indígenas ou por meio de estudos antropológicos desenvolvidos por indigenistas
(pesquisadores que se dedicam a entender a cultura indígena). Segundo o instituto, há cerca de
900 mil índios no Brasil, que se dividem entre 305 etnias e falam ao menos 274 línguas.
As línguas indígenas mais usadas no Brasil são o tikuna (com 34 mil falantes), o
guarani kaiowá (com 26,5 mil), o kaingang (22 mil), o xavante (13,3 mil) e o yanomami (12,7
mil). Algumas da palavras derivadas da língua indígena que usamos são abacaxi, açaí, aipim,
mandioca, moqueca e paçoca e diversas outras que usamos no nosso cotidiano.
Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria
ser grafado como Anajé. Prescreve-se o uso da letra "j" para palavras de origem tupi. O nome
vem do tupi gavião, referindo-se ao gavião-carijó, espécie típica na região. Ao longo dos
anos, a grafia foi alterada para anwa-jeh, anagé e finalmente para anajé. Nomes de algumas
regiões em Anajé com origem indígena, Irapua.
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REFERÊNCIAS:
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