TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
1ª CÂMARA CRIMINAL
Autos nº. 0032408-57.2022.8.16.0000
Habeas Corpus Criminal n° 0032408-57.2022.8.16.0000
2ª Vara Criminal de Paranavaí
Impetrante(s): (Paciente) MÁRIO AFONSO COSTA NETO
Relator: Desembargador Gamaliel Seme Scaff
HABEAS CORPUSCRIME – HOMICÍDIO NA MODALIDADE TENTADA – PRISÃO
PREVENTIVA – DEBATES ACERCA DOS SEUS REQUISITOS – AUSÊNCIA DE
FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PERICULOSIDADE CONCRETA DO PACIENTE
CASO PERMANEÇA EM LIBERDADE – SUBSTITUIÇÃO DA CONSTRIÇÃO
IMPOSTA POR MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS, INCLUSIVE MONITORAÇÃO
ELETRÔNICA.
ORDEM CONCEDIDA.
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Habeas Corpus Crime nº 0032408-
57.2022.8.16.0000, da 2ª Vara Criminal de Paranavaí, em que são Impetrantes ALESSANDRO
SILVERIO E LEONARDO MAZEPA BUCHMANN ePaciente MÁRIO AFONSO COSTA NETO.
I – RELATÓRIO
Informam os impetrantes, em apertada síntese, que:
“No dia 03/03/2022o Delegado de Polícia da 8.ª Subdivisão Policial de Paranavaí lavrou auto de
prisão em flagrante contra o Paciente, relatando que no dia 02 de março de 2022, por volta de
20h10min, o Pacienteteria se dirigido até o estabelecimento comercial denominado ‘Bar da Suely’,
situado na Rua João dos Santos Maia, n.º 650, Jardim Simone, na cidade Paranavaí/PR e, ali
estando, fazendo uso de arma de fogo calibre doze,marca ‘Boito’, número de série G08880218,
registro n.º 903607690, capacidade de 08 tiros, efetuou 1 (um) disparo em direção à vítima Suley
Dias,que atingiu e danificou uma caixa de música – movimentos 1.1 a 1.24 dos autos nº 0001636-
12.2022.8.16.0130.
A conduta foi classificada pela autoridade policial como crime de homicídio simples tentado (art.
121, caput, c./c. o art. 14, inciso II, ambos do Código Penal).
A autoridade coatora, devidamente comunicada, homologou o auto de prisão em flagrante do
Paciente e abriu vista dos autos ao Ministério Público para manifestação na forma do artigo 310
do Código de Processo Penal (movimento 16.1 dos autos nº 0001636-12.2022.8.16.0130), que
opinou pela conversão do flagrante em prisão preventiva (movimento 19.1 dos autos nº 0001636-
12.2022.8.16.0130), o que foi acolhido pelo juízo coator (movimento 22.1 dos autos nº 0001636-
12.2022.8.16.0130). Gize-se que a autoridade coatora decretou a prisão preventiva, tratando o
fato como possível homicídio simples tentado, assim como o fizera a autoridade policial que,
inclusive, nestes termos relatou o inquérito policial.
(...)
A defesa do paciente, então, peticionou perante o juízo coator requerendo a revogação da prisão
preventiva do ora Paciente, fundando tal petitório no artigo 316, parágrafo único, do CPP, na
medida em que estava na eminência de se perfectibilizar o prazo de 90 dias desde a decretação da
prisão, o que impunha a magistrada coatora a obrigação de reapreciar a necessidade da prisão
cautelar.
(...)
Nesse habeas corpus, que ora se impetra, a tese central diz respeito ao fato de a magistrada
singular, quando da fundamentação da prisão, ter mantido a custódia preventiva apenas com
base nos indícios de autoria e de materialidade, sendo evidente que indícios de materialidade não
são hábeis para suportar a manutenção da custódia preventiva. Em verdade, nesse ponto, a
decisão da magistrada coatora incide em erro grosseiro, capaz de justificar a concessão do pleito
que aqui se deduz.
(...)
Da leitura atenta da decisão coatora se observa que tais argumentos não se prestam a embasar a
manutenção da prisão preventiva, até porque como é sabido os indícios de materialidade não são
pressupostos neutros da prisão, apenas a prova da materialidade é utilizada pelo legislador como
pressuposto neutro do decreto preventivo.
(...)
Repita-se: a denúncia trata de uma tentativa branca de homicídio e os elementos do inquérito
policial indicam que no momento do disparo o Paciente não exauriu toda a potencialidade lesiva
que tinha ao seus dispor, o que indica que se efetivamente quisesse matar a vítima, com ela a sua
mercê, poderia ter prosseguido e exaurido toda a potencialidade lesiva que tinha ao seu dispor.
Que gravidade da conduta é essa?
É de notar que a própria acusação salienta que a arma em questão tinha capacidade para 08 tiros
e que apenas 01 foi [Link] afirmação encontra respaldo nos autos de ação penal, a partir do
auto de apreensão e exibição que documenta que, juntamente com a arma de fogo, foi apreendida
01 (uma) munição (movimento 1.9 dos autos nº 0001636- 12.2022.8.16.0130).
Percebe-se que a prisão preventiva mantida em desfavor do Paciente, hoje, quando muito, justifica-
se a partir de uma gravidade em abstrato do comportamento que lhe é atribuído e não da
gravidade em concreto de referida conduta.
(...)
O fumus boni iuris reside no fato juridicamente relevante de ato coator não possui
fundamentação concreta apta a justificar a custódia preventiva do ora paciente,porque parte de
premissas abstratas e conceitos abstratos nos termos do artigo 315, §2º, CPP. Além disso, a
realidade apenas evidencia a inexistência dos argumentos autorizadores da prisão preventiva.
O periculum in mora reside no fato de que o paciente se encontra preso preventivamente há
quase 03 (três) meses,havendo a possibilidade concreta de medidas cautelares diversas da prisão
serem suficientes para acautelarem o processo.
A concessão da liminar, portanto, tem por escopo assegurar o resultado útil da decisão de mérito
do writ”. (Grifo nosso).
Assim, pleiteia: 1) A concessão de liminar para que sejam suspensos, até julgamento de mérito, os
efeitos da decisão atacada; 2) Quanto ao mérito, seja revogada a prisão preventiva decretada ou, então,
seja substituída por prisão domiciliar, com a imposição conjunta de medidas cautelares pessoais diversas
(arts. 318 e 319, do Código de Processo Penal).
A liminar foi deferida.
A Douta Procuradoria se manifestou pela não concessão da ordem.
É este o relatório.
II – FUNDAMENTAÇÃO
Primeiramente, cumpre salientar que o panorama fático e processual delineado anteriormente
quando da análise do pedido liminar permanece inalterado, razão pela qual deve o entendimento exposto
ser aqui mantido.
Contam os autos o seguinte:
Espécie de Habeas Corpus Liberatório
Constrangimento ilegal alegado: Decretação de prisão preventiva
Data da prisão: 03/03/2022
Tempo em prisão: 3 meses e 4 dias (97 dias)
Art. 121, §2º, inciso II, c/c art. 14, inciso II do
Delito:
Código Penal, por três vezes (Fatos 01, 02 e 03)
Primário: Não
Residência fixa: Sim
Sim (autos nº 0001636-12.2022.8.16.0130 -
Oferecimento da denúncia :
mov. 44.1)
A leitura dos autos revela que o paciente foi denunciado pelo MINISTÉRIO PÚBLICO nos
seguintes termos (autos nº 0001636-12.2022.8.16.0130 - mov. 44.1):
“No dia 02 de março de 2022, por volta de 20hs10min, o denunciado MÁRIO AFONSO COSTA
NETO, estando em um veículo Toyota Corolla preto, trafegava pela Rua José de Mattos quando
estacionou na contramão de direção, rente à calçada que fica defronte ao ‘Bar da Suely’,
estabelecimento de esquina, situado na Rua João dos Santos Maia, 650, Jardim Simone, neste
Município e Comarca de Paranavaí/PR, mas cuja fachada mostrada nas figuras fls. 06/07 do mov.
33.5 (figuras 6, 7 e 8), fica voltada para a Rua José de Mattos, local onde o denunciado
efetivamente estacionou seu veículo. Ali estando, o denunciado MÁRIO AFONSO COSTA NETO,
imbuído do ânimo de matar e movido por motivo torpe, parou o seu veículo Toyota Corolla preto
de modo que a janela do motorista ficasse mais perto do estabelecimento comercial e, dolosamente
e previamente determinado, consciente da ilicitude e censurabilidade de sua conduta, fazendo uso
de arma de fogo calibre doze, marca ‘Boito’, número de série G08880218, NÚMERO DE
REGISTRO 903607690, com capacidade de 08 tiros (auto de exibição e apreensão de mov. 1.22,
fotografias de mov. 1.19 e 1.20 e laudo de exame de prestabilidade e eficiência de mov. 33.4),
tentou matar a vítima SUELY DIAS, pessoa idosa, com mais de 60 (sessenta) anos de idade ao
tempo do fato, sendo que, para tanto, efetuou 1 (um) disparo em direção à ofendida, porém, em
razão circunstâncias alheias à vontade do denunciado, consistente em erro de pontaria, o disparo
atingiu e danificou uma caixa de música que estava ao lado da ofendida (fotografias de mov. 1.19
e 33.5). O denunciado MÁRIO AFONSO COSTA NETO agiu por motivo torpe, haja vista que
buscou se vingar da pessoa de DECIO DIAS CORREIA, buscando atingir a mãe deste, a
ofendida SUELY, haja vista que o denunciado tivera desavenças com a pessoa de DECIO DIAS
CORREIA, conforme situação apurada nos autos de inquérito policial n.º 9695-
23.2021.8.16.0130, em trâmite na 1ª Vara Criminal de Paranavaí, na qual DECIO foi identificado
pelos investigadores de Polícia Civil como sendo uma das pessoas que agrediu fisicamente o
denunciado MÁRIO AFONSO durante confusão ocorrida no evento denominado “Fild Club”,
realizado no NOGARA GRILL EVENTOS no dia 12 de setembro de 2021, tudo conforme se vê da
portaria, boletim de ocorrência, relatório de investigação, auto de exibição e apreensão de arma
de fogo, auto de entrega de arma de fogo e vídeos das agressões e de disparo de arma de fogo,
juntados no mov. 42”. (Grifo nosso).
Os autos também revelam que a prisão preventiva do paciente foi determinada sob os seguintes
fundamentos (autos nº 0001636-12.2022.8.16.0130 - mov. 22.1):
“Quanto ao fumus delicti, é certa a existência de prova da materialidade e de indícios de autoria
do crime imputado ao autuado, considerando a prova produzida na fase investigativa - Auto de
Prisão em Flagrante Delito (movimento 1.4), Auto de Exibição e Apreensão (movimento 1.22),
imagens do crime e arma (movimentos 1.19, 1.20 e 1.21), no Boletim de Ocorrência (movimento
1.24), nos depoimentos dos policiais militares (movimentos 1.6 e 1.8), da vítima, testemunha e
informante (movimentos 1.11, 1.13 e 1.15) e no termo de interrogatório do autuado (movimento
1.17).
(...)
Quanto à necessidade da medida (periculum libertatis), verifico que a conduta do autuado
(tentativa de homicídio) é gravíssima, sendo que necessária a prisão preventiva para preservar a
ordem pública, a fim de evitar a reiteração criminosa.
Ainda, consta nos autos que autuado ostenta condenações transitadas em julgado em razão do
cometimento dos crimes de denunciação caluniosa, jogo do bicho, desobediência, embriaguez ao
volante e corrupção ativa (movimento 6.1).
Portanto, diante das circunstâncias em que o delito foi praticado e da periculosidade do autuado,
entendo que nenhuma das medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal
são suficientes para preservar a ordem pública.
Logo, não há dúvida acerca da propensão do autuado à prática de crimes, o que justifica a
decretação da prisão preventiva, na forma dos artigos 310, inciso II e §2º, 312 e 313, incisos I e II,
todos do Código de Processo Penal.
(...)
Por todo o exposto, ACOLHO o parecer do Ministério Público (movimento 19), para o fim de
CONVERTER A PRISÃO EM FLAGRANTE EM PREVENTIVA do autuado MÁRIO AFONSO
COSTA NETO, nos termos dos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal”. (Grifo nosso).
E ao indeferir o pedido de revogação da prisão preventiva, o D. Juízo a quo assim se manifestou
(mov. 1.10 – TJPR):
“Da análise detida dos autos principais e do constante nos presentes, considerando as
circunstâncias em que o crime foi praticado, vislumbro a presença de indícios de autoria e
materialidade do requerente MÁRIO AFONSO COSTA NETO na prática de crime de homicídio
simples tentado (artigo 121, caput, c/c o artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal), sendo que
tais circunstâncias, a meu ver, justificam, inequivocamente, a manutenção da prisão preventiva.
(...)
Logo, em que pese os argumentos apresentados pela defesa, inclusive no sentido de desqualificar
a versão da vítima, não vislumbro as contradições apontadas, de modo que não constato
qualquer fato novo que demande nova apreciação da custódia cautelar com base em diversa
convicção, sendo que os argumentos apresentados não têm o condão de alterar os fundamentos
da decretação da prisão preventiva do requerente.
Posto isto, INDEFIRO o pedido de movimento 1.1 e MANTENHO a prisão preventiva da
requerente MÁRIO AFONSO COSTA NETO, pelas razões ora expostas, somadas à fundamentação
exarada na decisão de movimento 22 dos autos principais”. (Grifo nosso).
Pois bem.
Como se sabe, no “... caso da prisão preventiva com base na garantia da ordem pública, faz-se
um juízo de periculosidade do agente (e não da culpabilidade), que, em caso positivo, demonstra a
[i]
necessidade de sua retirada cautelar do convívio social” .
E como visto acima, a prisão preventiva do paciente foi decretada para a garantida da ordem
pública e fundamentada, em suma, na gravidade do crime por ele praticado (tentativa de homicídio) e na
sua periculosidade, a qual também se manifesta por suas condenações pretéritas pelos crimes de
denunciação caluniosa, jogo do bicho, desobediência, embriaguez ao volante e corrupção ativa.
Ocorre que, ao que parece, os crimes pelos quais o paciente foi condenado não foram praticados
com violência ou grave ameaça, o que reduz a percepção de sua periculosidade social.
Além disso, também não se pode desprezar que a arma utilizada pelo paciente tinha capacidade
para 08 tiros e que apenas 01 tiro foi por ele efetuado, sendo que este tiro foi direcionado a uma caixa de
som, de acordo com o que consta da denúncia, o que parece indicar que o paciente “não exauriu toda a
potencialidade lesiva que tinha ao seus dispor, o que indica que se efetivamente quisesse matar a vítima,
com ela a sua mercê, poderia ter prosseguido e exaurido toda a potencialidade lesiva que tinha ao seu
dispor”, conforme sugerido pelos nobres impetrantes.
Assim, neste momento, não parece viável manter a prisão preventiva do paciente para a garantia
da ordem pública, pela aparente ausência do periculum libertatis e pela possibilidade de se resguardar a
segurança da vítima e a ordem social com a aplicação de outras medidas cautelares diversas da prisão.
Afinal, conforme estipula o art. 282, §6º do Código de Processo Penal:
“§ 6º A prisão preventiva somente será determinada quando não for cabível a sua substituição
por outra medida cautelar, observado o art. 319 deste Código,e o não cabimento da substituição
por outra medida cautelar deverá ser justificado de forma fundamentada nos elementos presentes
do caso concreto, de forma individualizada”. (Grifo nosso).
Dessa forma, observando-se os critérios da necessidade e da adequação, neste momento, com
base no artigo 319 do Código de Processo Penal, decreto a substituição da prisão preventiva do paciente
pelas seguintes medidas cautelares diversas da prisão:
a) Proibição de manter contato e de se aproximar da vítima SUELY DIAS e de
seus parentes, consanguíneos ou afins, devendo se manter distante de todos eles
durante o trâmite processual;
b) Proibição de acesso e frequência ao estabelecimento “Bar da Suely”, situado
na Rua João dos Santos Maia, 650, Jardim Simone, Município e Comarca de
Paranavaí – PR;
c) Comparecimento periódico ao Juízo de primeira instância até o quinto dia útil
do mês, para informar e justificar suas atividades;
d) Proibição de ausentar-se da Comarca de Paranavaí – PR;
e) Comunicação imediata ao Juízo de primeira instância no caso de mudança de
residência ou de afastamento da Comarca em que reside por mais de 24 (vinte e
quatro) horas;
f) Recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana; e, por fim,
g) Monitoração eletrônica.
Frisa-se que tais medidas cautelares devem ser cumpridas até a sentença, sem prejuízo de eventual
revisão ou revogação pelo Juiz de piso, caso surjam melhores elementos que demonstrem concretamente
sua necessidade. Eventual descumprimento das medidas aqui impostas poderá ensejar a decretação da
prisão preventiva do paciente, conforme dispõem os artigos 282, §4º[ii] e 316[iii] do Código de Processo
Penal.
Assim sendo, deve ser confirmada a tutela de urgência anteriormente conferida para o fim
de determinar a imediata soltura do paciente MÁRIO AFONSO COSTA NETO, se por “AL” não
estiver preso, mediante a imposição de monitoração eletrônica e das demais medidas cautelares
acima descritas, com a expedição do competente alvará de soltura.
CONCLUSÃO.
À luz do exposto, proponho que a ordem seja concedida.
Desde logo, oficie-se ao nobre juízo de origem com cópia da presente decisão.
É como voto.
DISPOSITIVO
Ante o exposto, acordam os Desembargadores da 1ª Câmara Criminal do TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO PARANÁ, por unanimidade de votos, em CONCEDER A ORDEM no recurso de MÁRIO
AFONSO COSTA NETO.
O julgamento foi presidido pelo (a) Desembargador Nilson Mizuta, sem voto, e dele participaram
Desembargador Gamaliel Seme Scaff (relator), Desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira e Juiz
Subst. 2ºgrau Sergio Luiz Patitucci.
26 de agosto de 2022
Desembargador Gamaliel Seme Scaff
Relator
drp
[i]LIMA, Renato Brasileiro. Manual de processo penal. Niteroi – Impetus, 2011. p. 1321.
[ii]§ 4º No caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas, o juiz, mediante requerimento do Ministério Público, de seu
assistente ou do querelante, poderá substituir a medida, impor outra em cumulação, ou, em último caso, decretar a prisão preventiva, nos
termos do parágrafo único do art. 312 deste Código.
[iii]Art. 316. O juiz poderá, de ofício ou a pedido das partes, revogar a prisão preventiva se, no correr da investigação ou do processo,
verificar a falta de motivo para que ela subsista, bem como novamente decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem.