0% acharam este documento útil (0 voto)
68 visualizações12 páginas

Como Identificar e Enfrentar o Burnout

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
68 visualizações12 páginas

Como Identificar e Enfrentar o Burnout

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

BURNOUT:

Síndrome de esgotamento pelo trabalho.

SÃO PAULO
O trabalho é fator de vida, e, pode ser meio de busca de
realizações e exercido com satisfação e prazer. Em alguns casos,
pode representar a fonte do desgaste emocional para muitas
pessoas.

QUAL O
SIGNIFICADO
DO TERMO
“BURNOUT”?

O termo “Burnout” significa “queima total” e é empregado para


representar o esgotamento absoluto da energia, associada a
frustração consigo e com o trabalho. Presente em todas
profissões, a síndrome é acometida pelos excessos das
profissões, sejam eles, excesso de trabalho, muitas horas de
exposição às telas, de cobrança e exageros nas cobranças de
“preciso produzir mais”.
A Síndrome de Burnout foi caracterizada pela Organização
Mundial de Saúde (OMS) como uma síndrome crônica
ocupacional e a incluiu na nova Classificação Internacional de
Doenças (CID-11), que entrará em vigor em janeiro de 2022.
BURNOUT E A ADVOCACIA
Com a advocacia não é diferente. O acúmulo de trabalho,
tensões dos processos, pressão por prazos e produtividade,
além da lida, essencialmente com conflitos, acabam gerando um
desgaste que, em muitos casos, passam a fazer parte da rotina,
se tornando “normalizados” e inicialmente percebidos.

As pessoas passam a sentir uma “compulsão” em demonstrar


seu próprio valor. O comportamento é guiado pelo desejo de
mostrar, através do esforço exaustivo, tudo o que sabe fazer e
também o que está fazendo, com excelência. Há dificuldades “de
se desligar” das demandas do trabalho. Não há mais tempo livre
para o lazer, interesses sociais e familiares. Sua rotina se limita ao
trabalho, aos problemas e afazeres relacionados a ele. Verificar
mensagens, mandar e-mails na hora de almoçar, dormir no final
de semana, são sinais de alerta.
SÃO “WORKAHOLIC” (dependentes do
trabalho, “não conseguem parar nunca”)

NÃO REALIZAM PAUSAS E TÊM DESCANSO


INADEQUADO (envolvimento contínuo com
afazeres e cliente)

POSSUEM PADRÕES IRREALISTAS

EXPERIMENTAM ESTRESSE (mesmo que


em baixo grau constante), ocasionalmente,
interrompido por uma crise!

TÊM FALTA DE REDE E APOIO SOCIAL

POSSUEM FORTE SENSO DE


RESPONSABILIDADE, mesmo quando
os outros já “deixaram a peteca cair”

SENTEM CULPA por perder


eventos/ atividades

DESEJAM ATENDER À TODAS


EXPECTATIVAS e responsabilidades
de trabalho/sociais/ familiares

SÃO INCAPAZES (ou têm relutância)


para “dizer não”
COMO IDENTIFICAR A
PRESENÇA DA SÍNDROME
DE BURNOUT?
Nesta síndrome, diferente da depressão, os sintomas e
agravantes estão mais ligados ao mundo do trabalho, enquanto
que no quadro depressivo, volta-se para aspectos mais amplos
da vida da pessoa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) descreve sinais e


sintomas da síndrome, entre os quais:

• Exaustão física e mental; • Baixa autoestima;


• Despersonalização; • Desânimo e apatia;
• Baixa realização pessoal; • Dores de cabeça e no corpo;
• Cansaço mental e físico • Negatividade constante;
excessivos; • Sentimentos de derrota, de
• Insônia; fracasso e de insegurança;
• Dificuldade de concentração; • Isolamento social;
• Perda de apetite; • Pressão alta;
• Irritabilidade e agressividade; • Tristeza excessiva.
• Falta ou lapsos de memória;
COMO ENFRENTAR?
Em primeiro lugar, quem sofre com o esgotamento profissional
deve buscar ajuda especializada assim que os primeiros
sintomas forem constatados. É necessário realizar
acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico para avaliar se
há indicação de afastamento do trabalho. O tratamento inclui
psicoterapia, podendo ser necessário, em alguns casos, uso de
medicamentos, como antidepressivos e/ou ansiolíticos. O
resultado terapêutico ocorre entre um e três meses, mas o
quadro pode persistir por mais tempo, conforme o caso.
Mudanças nas condições de trabalho e no estilo de vida são
muito positivas. A atividade física regular e os exercícios de
relaxamento são indicados para aliviar o estresse e controlar os
sintomas da doença.

As estratégias mais utilizadas para o enfrentamento da


síndrome de Burnout são baseadas no desenvolvimento de
habilidades comportamentais e cognitivas quanto ao padrão de
enfrentamento do estresse (habilidades de "coping"). Além da
psicoterapia, a meditação é uma prática efetiva, assim como a
educação sobre saúde, são indicadas para melhora do quadro.

O autocuidado representa um forte aliado para lidar com as


dificuldades emocionais. O desenvolvimento do
autoconhecimento ajuda a reconhecer qual o momento em que
é a hora de parar e quais limites estão sendo ultrapassados,
preservando o autocuidado.
SEJA GENTIL CONSIGO
A autocompaixão é um “bálsamo” necessário e precisa ser
desenvolvida para que possamos viver emocionalmente
equilibrados.Falamos em autocompaixão para descrever uma
maneira amorosa e afetiva de tratar a si mesmos, aquela voz
interior que deve dizer “Está tudo bem em errar” ou “Não preciso
ser perfeita(o) o tempo todo”, “Minha carreira não vai acabar
porque me errei”. A autocrítica exacerbada acaba com a
possibilidade de nós nos tratarmos de forma amorosa e gentil.

Para algumas pessoas, pode haver o receio de que se tiverem


autocompaixão, poderão se tornar ociosos e preguiçosos, que
não produzirão o suficiente no trabalho e que, por consequência,
alguém o fará melhor. Desta forma, acabam “retroalimentando”
um sistema ininterrupto de cobranças, cansaço e insatisfação
consigo e com o trabalho.

COMO EXERCITAR A
AUTOCOMPAIXÃO?
Você deve saber que nas viagens de avião a regra é clara em
casos de emergência e despressurização: “Coloque primeiro a
máscara de oxigênio em você mesmo”. Ou seja, você precisa
estar em condições primeiro, para depois poder agir e ajudar aos
demais. O Burnout ocorre quando todos os próprios limites foram
ultrapassados e o autocuidado é negligenciado.
10 PASSOS PARA
PREVENIR O ESGOTAMENTO
01 - Diminua a carga de trabalho. Faça pausas conscientes
durante seu dia e observe o que “está presente em você”:
Pergunte para si, o que você precisa neste momento? Pode ser
um alongamento, água, ou, simplesmente, descansar;

02 - Faça uma lista de atitudes que você pode ter quando nada
parece estar bom, como por exemplo, ouvir uma música para
melhorar seu momento, conversar com alguém que você gosta;

03 - Leia e saiba mais sobre estratégias de mindfulness (um tipo


de “meditação” para exercitar a atenção plena) e autocompaixão;

04 - Evite o consumo de álcool, cigarro e outras drogas - lícitas


e/ou ilícitas. O consumo de substâncias psicoativas e
medicamentos sem prescrição médica pode levar a sérios
problemas de saúde, conflitos interpessoais (amigos, familiares,
colegas) e a prejuízos no trabalho;

05 - Exercite-se! Evite o sedentarismo através da prática de


atividades físicas, como: caminhada, pilates, yoga, corrida,
natação, por exemplo;

06 - Alimente-se de forma equilibrada, evitando o consumo


exagerado de açúcar, carboidratos, gordura, sal e café. Uma
dieta inadequada contribui para o adoecimento;
07 - Cuide do seu sono! Dormir é fundamental para recuperar sua
energia e preservar a saúde do cérebro. Você pode estabelecer
um ritual de relaxamento à noite (como por exemplo, um banho
morno, óleo relaxante, um chá) e evitar a luminosidade propiciada
pelo uso de telas (celular, tablet, computador) pelos menos 30
minutos antes de dormir;

08 - Aprenda a “dizer não”;

09 - Tome cuidado com as próprias cobranças e expectativas


irrealistas. A advocacia autônoma também está vulnerável à
síndrome de Burnout;

10 - Busque acompanhamento de profissionais especializados


sempre que julgar necessário. Fazer terapia não é sinal de
fraqueza, mas sim uma prática necessária de autocuidado.
Lembre-se, a Plataforma CAASPsico, pode fazer parte do seu dia
a dia. Crie sua rotina de autocuidado.

Acesse
WWW.BEEPSICO.COM.BR
REFERÊNCIAS:

Diehl, L. & Carlotto, M.S. (2015). Síndrome de Burnout: indicadores


para a construção de um diagnóstico. Psicologia Clínica, 27 (2):
161-179.
Shiozawa, P. (2020). Síndrome de Burnout: há evidência para o
uso de antidepressivos?. Med Int Méx.36(Supl 1):S29-S31.
Neff, K. (2017). Autocompaixão: pare de se torturar e deixe a
insegurança de lado. São Paulo: Lúcida Letra.
EQUIPE TÉCNICA:
Ana Carolina Peuker
Psicóloga (CRP 07/11084). Especialista em Psicologia Clínica.
Possui Mestrado, Doutorado e Pós Doutorado em Psicologia, no
Programa de Pós Graduação em Psicologia (UFRGS). Realizou Pós
Doutorado em Psicologia da Saúde (UNISINOS). Atuou como
professora do Instituto de Psicologia da UFRGS. Foi professora e
colaboradora do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas (CPAD),
do Departamento de Psiquiatria da UFRGS. Membro da Comissão
de Avaliação Psicológica do Conselho Regional de Psicologia do
RS (CRP/07) e do Grupo de Trabalho de Enfrentamento à
COVID-19 da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP).
Responsável técnica pela Plataforma CAASPsico.

Marindia Brandtner
Psicóloga, especialista (UFRGS) e Mestre (UNISINOS) em
psicologia clínica, trabalha na área clínica de adolescentes e
adultos desde 2007. Instrutora de Mindfulness. Integra a equipe
de especialistas da CAASPsico.

Vagner Paulo Cazarotto Guarezi


Jornalista, historiador, Mestre em história (UPF), graduando de
Psicologia (IMED), facilitador de Comunicação Não Violenta.
Integra a equipe de especialistas da CAASPsico.
REALIZAÇÃO:

SÃO PAULO

Você também pode gostar