Aula 2: A agricultura em Moçambique
Caracteristicas da agricultura
Moçambicana
• É praticada maioritariamente pelo setor familiar
que ocupa cerca de 90% da área arável em uso,
produzindo em parcelas pequenas (em média
abaixo de 2 ha), com baixo uso de tecnologias
modernas ou tecnologias não apropriadas as
realidades desses agricultores.
• Destaca-se também, uma baixa cobertura dos
serviços de assistência técnica e extensão rural
(Ater).
• A agricultura emprega mais de 67% da população
e contribui com cerca de 22% do PIB.
Situação da agricultura em
Moçambique
• Estima-se que o país possua cerca de 36 milhões
de terras aráveis;
• Só se encontra a ser usada 17% da capacidade
total;
• Baixo uso de maquinarias e sistemas de rega;
• Maioritariamente a utilização de equipamentos
manuais;
• Dependente da chuva.
Desafios da Agricultura em
Moçambique
A agricultura em Moçambique não obtém rendimentos
muito elevados devido a factores como:
• Dependência da chuva;
• Baixo nível de uso de sementes certificadas;
• Baixo nível de controle de pragas e doenças;
• Fraco acesso ao crédito;
• A não ocorrência de mercados justos de
comercialização;
• Baixo nível de assistência técnica;
• Fraco domínio da conservação pôs-colheita.
Principais culturas praticadas em
Moçambique
Zonas Fisiográficas
1. Depressões – altitudes inferiores a 0 metro ou seja
abaixo de nível médio das águas do mar.
2. Planícies – com uma altitude entre 0 metro ( nível
médio do mar) e os 200 metros.
3. Planaltos – constituem espécies de superfícies planas no
alto com altitude que variam entre 200m a 1000m.
a) Sub planalto – altitude entre 200 – 500m.
b) Planaltos médios ou mesoplanaltos – com altitude entre
500m a 600m.
c) Planaltos altos ou altiplanaltos - com altitude a variar
entre 600m a 1.000m.
4. Montanhas – a sua altitude ultrapassa os 1.000m.
Relevo de Moçambique
Zonas agroecologicas de
Moçambique
• São zonas agro-ecologicas as áreas com
caracteristicas naturais especificas e que as
tornam particulares para o desenvolvimento de
certas actividades agro-pecuarias.
• Elas são usadas como meio para definição de
politicas e estratégias de desenvolvimento do
sector agro-pecuário do pais e de outros
programas de densevolvimento rural.
A Região do Interior de Maputo
e Sul de Gaza (R1)
• A maior parte da zona situa-se a menos de 200 m de
altitude excepto as terras de Namaacha que atingem 500
m de altitude.
• Novembro a Março é a época chuvosa e é caracterizada por
grande irregularidade no que respeita ao começo da época,
duração da época, quantidade de precipitação. As chuvas
podem ocorrer na época seca.
• Com excepção dos solos dos pequenos Libombos, Moamba
e os vales de Limpopo, Incomati e Umbelúzi, os solos são
arenosos ou de textura franco arenosos.
• As famílias semeiam nas duas épocas (a chuvosa e a
fresca);
• Milho, feijão nhemba, amendoim e mandioca.
• Devido ao regime de precipitações as variedades usadas
são geralmente de curta duração.
A Região Costeira a Sul do rio Save (R2)
• Desde o sul da província de Maputo até ao norte da
província de Inhambane;
• Com excepção da área adjacente a costa onde as chuva
começam em Outubro e se prolongam até Abril, a época
chuvosa começa em Novembro e termina em Março. As
chuvas podem ocorrer na época fresca
• Com excepção das terras aluviais e certas zonas baixas,
os solos são arenosos.
• Milho, feijão nhemba, amendoim bata doce e mandioca.
A castanha de cajú foi uma cultura importante nesta
Região; actualmente a produção de cajú declinou ou é
quase inexistente devido a idade dos cajueiros e ao
ataque do oídio. O arroz também é uma cultura
importante nas zonas baixas.
A Região centro e norte de Gaza
e oeste de Inhambane (R3)
• Esta Região consiste duma vasta zona do interior e
menos povoada.
• È uma das zonas mais áridas do país, com
precipitações médias anuais de 400 a 600 mm,
concentrada no período de Novembro a Fevereiro.
• Devidas as limitações de humidade e no solo, o
milho possui potencial limitado, ao contrário a
mapira e mexoeira são culturas importantes na
Região.
• Nesta as famílias fazem a criação de pequenas
quantidades de animais.
A Região central de média altitude
(R4)
• Com altitude entre 200 m e 1000 m acima do nível
médio das águas do mar, nas províncias de Sofala e
Manica.
• Possui uma precipitação média anual de 1000 a 1200
mm, concentrada entre os meses de Novembro e
Março.
• A duração do ciclo culturas varia entre 120 e 180
dias.
• As culturas mais predominantes são milho, mapira,
mandioca, feijão nhemba. Nas zonas baixas
praticam-se batata-doce e arroz.
A Região de baixa altitude de Sofala
e Zambézia (R5)
• Se estende desde o sul de Sofala até Pebane na província
da Zambézia (Zona costeira);
• Os solos possuem uma textura arenosa alternando com
regiões de textura pesada.
• Uma precipitação média anual moderada a alta (1000 -
1400mm) com o período chuvoso a começar em
Novembro e termina entre Março e Maio;
• Dependendo da disponibilidade de terra as culturas de
milho, mapira, mexoeira , mandioca e feijões podem
encontrar-se consociadas.
• Nos solos pesados o cultivo de arroz é predominante.
• A produção comercial de animais é influenciada pelo
risco de doenças do gado e infestação pela mosca tse-tse.
A Região semi-árida do vale do Zambeze e
sul de Tete (R6)
• Consiste duma vasta área seca desde o distrito de
Mopeia até a fronteira com a Zâmbia;
• Não excede a 200 m de a altitude. A precipitação média
anual varia entre 500 e 800 mm, concentrada entre os
meses de Novembro e Março, O regime de
precipitações nesta zona só permite uma época de
sementeiras;
• O milho representa cerca de 10-20 % da superfície
cultivada; a mandioca quase não existe. O algodão é
produzido na média do Zambeze; em pequenas faixas
das margens cultiva-se o arroz e batata-doce e hortícolas
essencialmente para o consumo familiar. A criação de
gado caprino, porcos e galinhas é uma actividade
importante nesta Região.
A Região de média altitude da Zambézia,
Nampula, Tete, Niassa e Cabo Delgado (R7)
• Com altitude entre 200 e 1000 metros de altitude no
interior da Zambézia, Nampula, sul de Cabo Delgado e
Niassa.
• A precipitação média anual e evapotranspiração
potencial variam entre 100 e 1400 mm;
• Algumas zonas desta Região possuem temperaturas mais
altas (acima de 25ºC) e outras moderadamente quentes
(entre 20 e 25 ºC).
• A textura dos solos é variável e consistente com a
topografia;
• O milho, a mandioca, o algodão, o amendoim, a mapira,
o cajueiro, a bananeira e feijões, a castanha de cajú
• A criação de cabritos e galinhas é outra actividade
importante na Região.
A Região Litoral de Zambézia,
Nampula, e Cabo Delgado (R8)
• Consiste de uma faixa costeira de largura variável desde
Pebane na Zambézia até Quionga em Cabo Delgado.
• A precipitação média anual varia entre 800 e 1200 mm e a
evapotranspiração varia entre 1400mm e 1600 mm;
• Os solos em geral são arenosos, sendo pesados nas zonas
mais baixas.
• Mexoeira e mandioca encontra consociada com amendoim e
feijões, Nas zonas baixas o cultivo de arroz. A castanha de
cajú e fonte importante de receitas familiares.
• A criação de cabritos e galinhas e o aproveitamento de
recursos florestais (produção de carvão, corte de lenha,
bambú e capim para cobertura de casas).
• Constrangimentos: falta de serviços sociais básicos, baixo
nível de emprego, baixa fertilidade dos solos, grande pressão
da população sobre o meio ambiente, doença de Newcastle
nas galinhas e risco de infestação de mosca tse-tse.
A Região interior do norte de Cabo
Delgado (R9)- Planalto de Mueda
• Inclui o planalto de Mueda e Macomia e as áreas circundantes de
mais de 200m de altitude.
• A precipitação média anual é de 1000-1200 mm e a
correspondente evapotranspiração potencial varia entre 1200 e
1400 mm. As chuvas são concentradas entre Dezembro e Março e
são geralmente regulares;
• Os solos são variáveis, ocorrendo os solos pesados nas zonas mais
baixas.
• O milho é cultivada em consociação com amendoim feijões e
mapira, por causa desta consociação os rendimentos de milho na
segunda época são mais altos em comparação com a primeira
época. O arroz, bananas e cana doce nas zonas baixas do planalto,
a castanha de cajú é uma cultura de rendimento importante região.
• Constrangimentos: alto risco de mosca tsé-tse, rico de Newcastle,
baixa fertilidade dos solos, grande pressão da população sobre o
meio, falta de sistemas de distribuição de água e falta de serviços de
específicos de investigação.
A Região de alta altitude da Zambézia,
Niassa, Angónia e Manica (R10)
• Áreas com altitude acima de 1000 m, notavelmente na região
planáltica de Lichinga, Angónia, Marávia, alta Zambézia,
Serra Choa, Manica e Espungabera.
• A precipitação média anual excede 1200mm e a temperatura
média do ar durante o período varia entre 15 e 22.5 ºC;
• Os solos são em geral ferrasolos com textura pesada.
• Nesta Região o milho e os feijões constituem culturas
alimentares principais; as culturas principais de rendimento
são os feijões e batata. Durante a época fresca nos vales é
plantado banana vegetais batata, milho e batata doce,
basicamente para auto consumo.
• Há produção de pequena escala significante de gado bovino
e uma produção extensiva de suínos no distrito de Angónia.
Resumo das características das zonas
agroecologicas de Moçambique
Preparação do solo
•Solo – é um corpo natural, tridimensional, com características
próprias, ocupando uma seção definida da paisagem. As
características próprias de cada solo podem ser analisadas e descritas
no perfil do solo, que é a seção vertical que se estende da superfície
até o material que lhe deu origem e com dimensão lateral suficiente
para observar a variação das características.
•Em agricultura, define-se o solo como a fina camada da superfície da
crosta terrestre, composta por material solto e sem firmeza, que serve
como um meio para o crescimento de plantas.
•Composição do solo: partículas minerais que ocupam 45%, a
matéria Orgânica que ocupa 5% e a agua e o ar a ocuparem 25% cada
na constituição do solo.
•Conjunto de operações que são realizadas com o
objetivo de melhorar as condições físicas e químicas do
solo.
• Redução da população inicial de plantas invasoras
(infestantes);
• Aumento da infiltração de água, de modo a reduzir
as perdas de água e sedimentos por erosão a um
mínimo tolerável;
• Para afofar e permitir circulação do ar no solo:
• Para incorporar fertilizantes.
• Operações necessarias para criar
P. Inicial do condições de implantação de culturas
solo em áreas não utilizadas anteriormente
• Operações que visam propiciar condições
favoraveis à sementeira, germinação,
P. Periodico desenvolvimento e produção de plantas
do solo cultivadas
Desmatamento
Destruição, corte e abate de matas e florestas.
Enleiramento
Amontoa do material derrubado
Movimento de Terra
Derrube de árvores: A – de pequeno porte; B – de grande porte.
Anchinho Enleirador
Tradicional Comerciais
• Corte de • Manuais (machados,
arbustos/arvores e/ou; catanas e moto-serras)
• Queima da base do caule • Tracção/guincho
de arvores de grande • Remoção do anel
porte. • Limpeza mecânica
• Deixar alguma
árvores/sombra
• Este método é muito económico.
• É mais efectivo se o solo estiver húmido. Pode-se usar
para árvores de até 20 cm de diâmetro. Para árvores de
maior diâmetro, devem ser usados dois guinchos.
• A – Guincho
• B – Tracção
• C – Direcção de queda
• Um anel do córtex com 20-45cm de largura é removido
a cerca de 1m de altura, bloqueando a passagem de
seiva. Como resultado a árvore morre em 1-2 anos. Por
vezes recorre-se ao uso de herbicidas, ou ainda ao
método combinado de remoção de anel e aplicação de
herbicidas, como forma de acelerar o processo de
morte.
• Este método é caracterizado pela remoção do
bosque existente através do uso de maquinaria
pesada
• Lâminas frontais
– Tipo comum (Bulldozer)
• Usadas para terraplanagem
• Limpeza
• Grandes áreas
• Densidade das
árvores ≤
2500items/ha
• Diâmetro < 45 cm
• Arrastado por dois
tractores
• Árvores grandes
• Empurra árvores
(princípio de alavanca)
• Sempre acompanhado
por outros
implementos
• Deixa grandes crateras
• Material
esparramado/dificulta
o enleiramento
• Vegetação fina
• Incorporam a
vegetação
• Cilindros metálicos
c/ facas fixadas
longitudinalmente
• Vegetação de
diâmetro pequeno
• Picam e incorporam
o material
parcialmente no solo
• Grades de arrasto
com discos grandes
e recortados
• Definição: Manipulação física, química ou biológica
do solo para otimizar as condições para a germinação
e emergência das sementes, assim como o
estabelecimento das plântulas.
• Objectivo: Oferecer ambiente adequado para o
crescimento e desenvolvimento das plantas,
permitindo produção econômica e evitando a
degradação do solo.
• Preparação periódico primário: movimentação profunda do
solo, utilizando implementos conhecidos como arados;
• Preparação periódico secundário: complementar o serviço
realizado pelos arados sendo utilizados implementos
denominados grades;
• Preparção periódico corretivo: quando há necessidade, tais
como correção de acidez.
Aração (Lavoura): Consiste no corte, elevação e posterior
inversão de uma fatia de solo denominado leiva.
•Revolver o solo, expondo suas camadas internas ao ar, aos
raios solares.
•Incorporar restos de cultura, esterco e corretivos visando
manter ou melhorar a fertilidade do solo.
•Enterro da cobertura vegetal, controlando ervas daninhas ou
incorporando adubos verdes.
Tem como finalidade complementar a operação
realizada pelos arados, ou seja, complementar a
operação de preparo periódico primário, embora elas
possam ser utilizadas antes ou até mesmo em substituição
aos arados em algumas situações.
Essa operação é realizada pelos implementos
denominados grades.
GRADAGEM: Pode ser utilizada antes ou depois da
aração, ou em substituição a mesma. Profundidade de 12
cm.
✓Desagregação de torrões e nivelar a superfície;
✓Incorporação de fertilizantes ou defensivos;
✓Enterrar de sementes miúdas;
✓Eliminação de plantas invasoras.
As grades de discos podem ser basicamente de três
tipos:
a) Simples ação
Sua característica básica é a inversão do solo com uma passada.
Estes sistemas são empregados somente no controle de plantas daninhas
(capina superficial).
b) Dupla Ação (grade em X): O solo é mobilizado duas
vezes, primeiro para fora (pelos corpos frontais) e depois
para dentro (pelos corpos posteriores), e por isso são
chamados de dupla acção.
c) Dupla Ação Deslocada (Grade em Off-
set):deslocam-se formando um “V”, perpendicularmente
a direção de deslocamento. Regulam a penetração no solo.
O número de gradagens deve ser o mínimo possível
porque o uso intenso causa:
✓Compactação a pequena profundidade;
✓Destruição da matéria orgânica e;
✓Favorece a erosão.
Recomenda-se fazer uma gradeação pouco antes do plantio para:
✓ Incorporar palha;
✓ Controlar ervas daninhas;
✓ Destorroar e nivelar o solo.
Esta máquina é usada para
✓ Destorroamento e nivelamento do solo;
✓ Na formação e manutenção de canteiros em horticultura;
✓ No controle de plantas daninhas;
✓ Na incorporação de adubos e corretivos e;
✓ Na picagem e incorporação de restos culturais.
✓ Abrem sulcos no solo para plantio ou semeadura de uma
cultura, para irrigação, drenagem, controle de erosão ou
divisão de talhões.
✓ São muito usados no milho, cana de açúcar e mandioca.
A acção dos implementos de hastes (subsoladores e
escarificadores):
✓Empurrando o solo para frente, para os lados e para
cima;
✓Causando rachaduras e;
✓Desagregando um volume de solo.
São implementos utilizados:
✓Para romper a camada
compactada do solo;
✓Permitindo a infiltração e;
✓Uma maior capacidade de
retenção de água no solo.
✓ Subsolagem: a penetração
no solo é 30 cm ou mais.
✓ Escarificação: penetração
✓Para romper camadas compactadas em
profundidade devido ao tráfego repetido de
máquinas;
✓Quando se deseja uma melhor circulação de água
necessário em terrenos que tendem a acumular água;
✓Quando junto ao subsolador se aplicam fertilizantes
em profundidade.
✓ Para romper camadas compactadas em profundidade devido
ao tráfego repetido de máquinas, ou pela compactação devido
ao tráfego de tratores;
✓ Quando se deseja uma melhor circulação de água necessário
em terrenos que tendem a acumular água;
✓ Quando junto ao subsolador se aplicam fertilizantes em
profundidade.
Esquema da ação de um subsolador:
A - Camada arável ou permeável do solo;
B - Camada compactada;
C - Solo sem compactação.
✓ Escarificar o solo consiste em mobilizá-lo a uma
determinada profundidade (até 30 cm) com mínima
inversão superficial.
✓ A quebra do solo é realizada por braços (hastes) que podem
ser vibração ou não.
✓ Os arados são melhores quando o objetivo é a incorporação
de material vegetal;
✓ As grades são melhores em condições de muita vegetação,
palha e torrões.
✓ Os escarificadores não controlam eficientemente as ervas
daninhas e deixam o solo com mais torrões.
Os escarificadores melhoram a estrutura do solo, pela
redução na densidade e melhoria na agregação,
possibilitando melhor penetração de ar, água e raízes.
Calagem
O ponto ideal é determinado quando é possível um trator
operar com o mínimo esforço, dando-nos os melhores
resultados nos serviços realizados.
Humidade excessiva:
✓ O solo sofre danos físicos na estrutura (compactação);
✓ Adere com maior força nos implementos (principalmente em solos
argilosos) até o ponto de inviabilizar a operação desejada.
✓ Não ocorrem danos físicos na estrutura, mas um maior
numero de passagens será necessário para alcançar o
destorroamento que permita efetuar a operação de
semeadura, aumentando os gastos com combustível.
✓ O preparo com implementos muitos enérgicos (enxada
rotativa) pode destruir a estrutura do solo, superficialmente,
pulverizando-o e facilitando o processo erosivo
• Há quatro maneiras típicas de mobilização tendo
em vista os objetivos de preparo periódico do solo:
✓A mobilização por inversão de camadas, que é típica
dos arados de aivecas ou discos;
✓A mobilização por deslocamento lateral-horizontal,
típica das grades de discos e de dentes.
✓A mobilização por desagregação sub-superficial, típica
de subsolador, escarificador;
✓A mobilização por revolvimento rotativo, típica das
máquinas que possuem um rotor com facas ou pás,
acionado pela tomada de potência dos tratores (enxada
rotativa).
Alteração de características físicas do solo:
• Desestabilização da estrutura,
• Aumenta da erodibilidade da camada arável;
• Compactação do solo;
• Redução da macroporosidade;
• Reduçao da disponibilidade de água e ar no perfil;
• Perda do potencial produtivo da área;
• Detruição da matéria orgânica
• Perda do C orgânico, N e S
• Adensamento das camadas profundas do solo
– Iluviação de argila
– Pressão pelas rodas do tractor
– Sucção vertical
• Elevação dos teores de P e K
• Lixiviamento de aniões
• Elevação da acidez
• Compactação/adensamentodas camadas profundas do
solo
– Iluviação de argila
– Pressão pelas rodas do tractor
– Sucção vertical
• Reduced tillage “Mobilização da faixa do solo onde
irá se instalar a cultura.”
• Minimum tillage “Mobilização mínima do solo. A
mobilização é feita unicamente na fila/llinha onde
se deposita a semente”
• Zero tillage “A mobilização do solo só ocorre nos
locais/covachos onde se deposita a semente”
• Protecção do solo dos impactos provocados pelas gotas
da chuva, Sol, ventos…
• Favorece a preparação de maiores áreas
• Favorece a produção de maior número de culturas
• Aumento da população da microfuana
• Contribuição para a melhoria da estrutura do solo
devido à:
– incremento contínuo da matéria orgância
– aumento dos canais deixados pelas raízes mortas
• Redução da erosão
• Elevação dos teores de nutrientes no solo/ redução da
lixiviação dos nutrientes
• Aumento da humidade do solo devido à:
– Redução da evaporação devido a sombra
– Redução do escoamento superficial/aumento da infiltração e da
capacidade de armazenamento da água
• Redução do tempo é energia necessários para a
preparação do solo
• Consumo de Nitrogénio durante a decomposição
• Constrangimentos económicos
•Desenvolvimeto de reguladores de crescimento de
plantas
• Migrações para as cidades
• Existência de equipamento especializado
• Factores climáticos