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Aterramento em Usinas Solares: Segurança e Normas

O documento discute os princípios básicos de aterramento em sistemas elétricos, incluindo suas funções de proteção, dissipação de cargas e garantia do bom funcionamento de proteções. Também apresenta riscos à saúde em situações sem aterramento e esquemas de aterramento definidos na NBR 5410.

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Aterramento em Usinas Solares: Segurança e Normas

O documento discute os princípios básicos de aterramento em sistemas elétricos, incluindo suas funções de proteção, dissipação de cargas e garantia do bom funcionamento de proteções. Também apresenta riscos à saúde em situações sem aterramento e esquemas de aterramento definidos na NBR 5410.

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Antonio de Oliveira/[email protected]. Reproducao proibida.

Módulo 12

Aterramento e
SPDA

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Curso de Projeto de Microgeração de Energia Solar Fotovoltaica 1

Aterramento – Princípios básicos

O sistema de aterramento tem 3 funções principais:

•Garantir a proteção das pessoas em situações de falhas elétricas (carcaça de dispositivos energizadas, faltas para a terra na rede
de média tensão, prover caminhos para descargas atmosféricas etc);
•Escoamento de cargas eletrostáticas;
•Garantir o bom funcionamento de proteções contra curtos-circuitos e contra sobretensões.

Exemplos de situações em que o sistema de aterramento atuaria para garantir proteção:

•Caso haja algum condutor do lado CA exposto e em contato com a carcaça metálica do inversor e uma pessoa tocar aquele
dispositivo, poderá ser eletrocutada ao fechar o circuito entre o condutor, a carcaça e a terra;
•Na queda de um raio no telhado, caso o sistema estivesse devidamente equipotencializado e aterrado, haveria um caminho de
descida para o raio minimizando os impactos no restante da instalação;
•O DPS necessita estar conectado à terra para poder desviar surtos de tensão e proteger os equipamentos.

Nos exemplos acima a falta do sistema de aterramento traria risco de danos à instalação e às pessoas.

Inversor
Fase Curto Fase-
Carcaça No caso ao lado o disjuntor
Neutro QGBT não irá atuar na ausência de
Entrada um condutor de proteção/terra

Resulta em choque elétrico


Corrente de curto potencialmente fatal
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Riscos dos choques elétricos

Gráfico em escala Log-log da intensidade de choque e riscos a saude.


AC-1: imperceptível
AC-2: perceptivel sem reação muscular
AC-3: contração muscular e efeitos reversíveis
AC-4: possíveis efeitos irreversíveis
AC-4.1: 5% de chance de fibrilação cardíaca
AC-4.2: 5–50% de chance de fibrilação cardíaca
AC-4.3: acima de 50% de chance de fibrilação cardíaca
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Situações de risco
Inversor

Não há caminho de retorno para a corrente da fase –


Carcaça se mantém energizada oferecendo risco de
choque a quem tocar
Como não há corrente o disjuntor não atua

Inversor
Sem aterramento não é possível instalar um DPS
Sobretensão entre fase/neutro e terra – Picos de sobretensão não
queima a são devidamente atenuados e podem queimar
eletrônica
equipamentos / dar choque

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A NBR 5410 define quais elementos podem ser utilizados como


eletrodos de aterramento. São eles, em ordem preferencial :
• uso das próprias armaduras de concreto das fundações;
• uso de fitas, barras ou cabos metálicos imersos no concreto
das fundações;
• uso de malhas metálicas enterradas, no nível das fundações,
cobrindo a área da edificação, podendo conter hastes para
complementação;
• no mínimo, uso de anel metálico enterrado, circundando o
perímetro da edificação e complementado, quando
necessário, por hastes verƟcais e/ou cabos dispostos
radialmente (pés-de-galinhá).

Esses métodos devem ser aplicados mesmo que haja uma haste
de terra no neutro do padrão de entrada!

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Esquemas de aterramento

TN-S TN-C-S TN-C

TT IT

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Aterramento de GFV

Situação das massas dos componentes das redes CC e CA em baixa-tensão:


• Rede CA (tipo TN ou TT)- de acordo com a NBR-5410 todas as massas devem estar ligadas a condutores de
proteção (item 5.1.2.2.3.1), e todos os circuitos devem dispor de condutor de proteção em toda sua extensão
(5.1.2.2.3.6)
 garantia de um caminho de baixa impedância para correntes de falta fase-massa, de modo a assegurar uma
rápida atuação da proteção

• Rede CC- o item 6.4.4 da NBR-16690 estabelece que “condutores de equipotencialização do arranjo fotovoltaico
devem ser localizados o mais próximo possível dos condutores positivo e negativo do arranjo fotovoltaico ou dos
subarranjos fotovoltaicos (redução da área de laço entre condutores), para reduzir tensões induzidas devido a
descargas atmosféricas”

• GFV – precisam de condutores de equipotencialização no lado c.c.


Equipotencializados junto ao restante do sistema!

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Aterramento de GFV

• O condutor de equipotencialização acompanha o par CC desde a estrutura/módulos na cobertura até o


quadro do inversor, promovendo as interligações das massas de todos os componentes do GFV
• A BEP, no quadro de paralelismo e proteção, interliga todos os elementos do GFV ao aterramento geral
da edificação, comum à rede captora de raios, rede de distribuição de energia (em BT e MT) e a
estruturas e massas metálicas em geral

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Aterramento de GFV – Interligação entre módulos e descida

● Item 6.4.1 – Eletrodos e Condutores de Aterramento – remete para NBR-5410


● Item 6.4.2 – Equipotencialização – seções mínimas (Figura 11) - 6 mm² ou 16 mm²
● Item 6.4.4 – Condutores de Equipotencialização – menciona a norma NBR-5419
○ aborda a necessidade de equipotencialização de partes condutoras expostas - estruturas, módulos, caixas de
junção, inversores etc.
○ especifica condutores lançados próximo dos condutores positivo e negativo dos arranjos fotovoltaicos, de modo a
reduzir a área do loop entre condutores e, assim, as sobretensões induzidas por descargas atmosféricas

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Equipotencialização - Telhado

A peça de fixação frame-


estrutura precisa romper a
camada superficial do óxido de
alumínio da moldura do módulo
FV e, eventualmente, do trilho
da estrutura

Dúvida - A continuidade tem


longa duração?

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Equipotencialização das Placas

• Molduras de alumínio costumam ter uma camada anodizada - os grampos de fixação do


módulo que não penetram nesta camada anodizada não garantem uma boa conexão frame-
estrutura
• Um grampo que rompe a camada anodizada pode violar a garantia do fabricante do módulo

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Usar cabos de cobre com conectores
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estanhados
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Instalação típica residencial – Falta de aterramento


As instalações residenciais brasileiras costumam ser precárias no aterramento. Somente o Neutro aterrado na entrada (quando
isso!) e mais nenhum elemento. Essa montagem está contra as normas e oferece risco de vida aos usuários.

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Instalação residencial – Melhor situação


Interligação dos aterramentos, uso de DPS, elemento de aterramento segundo NBR 5410

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Instalação residencial
O aterramento separado do aterramento principal não é recomendável, uma vez que aterramentos interligados terão melhor
desempenho, menor resistência e possivelmente maior segurança. Porém, caso seja necessário, o aterramento em
separado do inversor só pode ser realizado se o circuito do inversor for protegido por interruptor DR.

Não é aceitável o aterramento em separado de módulos e inversores.

Essa montagem não isenta o uso de DPS, logo, ainda será necessário ter um terra disponível no inversor e no QGBT do
cliente.

DR DPS Inversor DPS

Ainda está fora de norma e oferece riscos sérios! Não devemos aceitar trabalhar com a segurança da instalação comprometida –
podem haver falhas com interação do sistema FV.
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SPDA de Geradores Solares em Edificações

• Todas as suas partes metálicas (estruturas de suporte e molduras de painéis) deverão


compartilhar do aterramento da edificação, que será comum para a rede captora de raios e
para a rede de distribuição de energia (em média e baixa-tensão)

• Para as ligações de equipotencialização das partes metálicas do sistema fotovoltaico na


cobertura da edificação, devem ser utilizadas as seguintes seções mínimas de cabo de cobre:
o 6 mm² - se o sistema Fv for separado do SPDA da edificação
o 16 mm² - se o sistema Fv for interligado ao SPDA da edificação

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SPDA de Geradores Solares em Edificações


• Outro aspecto a observar é que há proteção legal do status quo de um SPDA
existente em uma edificação, mesmo que obsoleto com relação às últimas
versões das normas aplicáveis, desde que a cobertura da edificação não tenha
passado por nenhuma alteração desde a implantação do SPDA.
• Porém, se a edificação for equipada com uma instalação fotovoltaica, a vigência
da validade legal da proteção por um SPDA obsoleto expira!
• O instalador de uma planta fotovoltaica em uma edificação tem a
responsabilidade não somente pela correta instalação da planta, mas também da
avaliação da necessidade de SPDA ou do SPDA existente.
• Ele deve avaliar os seguintes aspectos:
• se a planta solar precisa de um sistema próprio de proteção contra raios e,
caso necessário, deve dimensionar este sistema;
• se a nova instalação fotovoltaica acaba com a proteção legal de um SPDA
obsoleto, o que vai afetar a proteção da edificação como um todo.

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SPDA de Geradores Solares em Edificações – Modelo Eletrogeométrico

• SPDA em coberturas de
edificações (DEHN)
• NBR-5419
• Nível III de proteção - esfera
rolante de 45 m de raio

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SPDA de estruturas da usina

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Probabilidade x Corrente do Raio


I (kA) 0 3 5 10 20 30 35 40 50 60 80 100 150 200 300 400 600
P (%) 100 99 95 90 80 60 50 40 30 20 10 5 2 1 0,5 0,2 0,1

100 99
95
90 90
Raios mais fracos tem esfera de
influência menor – Podem “furar”
80 80 o volume protegido pelo projeto
original do SPDA
70

60 60

50 50

40 40
80% das descargas tem entre 30 kA e 40 kA
30 30

20 20

10 10
5
2 1 0,5 0,2
0 0,1
1 10 100 1000
Valor da Corrente do Raio (kA)

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Página 10

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