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Introdução

O documento descreve a história e regras básicas do andebol, incluindo o tamanho do campo de jogo, número de jogadores por equipe, duração das partidas e tipos de faltas.
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Introdução

O documento descreve a história e regras básicas do andebol, incluindo o tamanho do campo de jogo, número de jogadores por equipe, duração das partidas e tipos de faltas.
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1.

Introdução

O presente trabalho procura abordar acerca de andebol. O Andebol é um jogo


desportivo colectivo, praticado por duas equipas, cada uma delas com sete jogadores,
sendo um deles o guarda-redes. Podendo existir mais cinco jogadores suplentes. O
Andebol tem como objectivo: Introduzir a bola na baliza do adversário, isto é, marcar
golo; (ATAQUE) · Evitar que a equipa adversária marque golo na nossa baliza;
(DEFESA)

O nome dessa modalidade esportiva é proveniente da língua inglesa, visto que “hand”
significa “mão” e “ball” significa bola.

O Andebol constitui uma modalidade desportiva dependente do factor tempo (Read and
Edwards, 1992 cit. Hughes & Bartlet, 2002), sendo interactivo e um jogo de invasão à
semelhança do Futebol. Por estas razões, pode-se afirmar, citando Garganta (2005:182)
referindo-se ao Futebol, que o Andebol também “...tende a integrar cadeias de
acontecimentos descontínuos, implicitamente relacionados, não apenas com os
acontecimentos antecedentes, mas também com as probabilidades de ocorrência de
acontecimentos subsequentes, considerada a respectiva aleatoriedade.”.

1.1. Objectivos

Com este trabalho esperam-se alcançar os seguintes objectivos:

1.1.1. Geral
 Conhecer a modalidade de andebol.

[Link]. Específicos
 Descrever o historial e as regras do andebol;
 Listar as diversas técnicas usadas no andebol.

[Link].1. Metodologia
Segundo ANDRADE (2001:128), “metodologia é o conjunto de métodos ou caminhos
que são percorridos na busca do conhecimento”.
Esse trabalho foi desenvolvido usando a revisão bibliográfica, tanto como literaturas
com tópicos relacionado com o conteúdo do presente trabalho
2. História do Andebol

Através dos séculos houve sempre jogos populares mais ou menos parecidos com o
Andebol, diz-se mesmo que é dos jogos desportivos mais antigos. Mais tarde, na Idade
Média, segundo algumas crónicas da época, eram realizados nos castelos jogos entre
grupos de guerreiros que muito entusiasmavam os senhores feudais. Estes jogos eram
conhecidos Jogos de Mão. Já na Idade Contemporânea há conhecimento de que, em
vários países, eram praticados jogos parecidos com o Andebol; na Checoslováquia
(chamavam-lhe “Arena”), na Alemanha (o “Raffballspiel”) e até mesmo em Portugal se
praticava um jogo a que chamavam o “Malheiral”, que tinha sido criado pelo professor
de Educação física, Porfírio Malheiro.

É considerado o criador oficial do Andebol o professor Alemão Konrad Koch, através


do “Raffballspiel”, no final do século passado, mais precisamente em 1890. Este jogo
tinha regras semelhantes às do Futebol, em cujos campos era praticado, mas jogado com
as mãos. Em Portugal, o Andebol foi praticado pela 1ª vez, em 1929, trazido pelo
Alemão Armando Tshopp. Mais tarde nos países nórdicos, e dado o seu clima difícil, o
Andebol passou a ser praticado dentro de Ginásios e Pavilhões. Por esse motivo, este
jogo acabou por ser praticado em recintos fechados, num campo com dimensões
reduzidas e com equipas constituídas por sete jogadores. As duas variantes, de sete e
onze jogadores coexistiram ainda durante bastante tempo, mas gradualmente o Andebol
de sete foi congregando a preferência dos adeptos e fundamentalmente dos praticantes,
devido às condições em que era praticado e às características do jogo: maior
movimentação, mais golos, mais emoção. Em 1972 surgiu pela primeira vez nos Jogos
Olímpicos de Munique. Em Portugal apareceu no ano de 1949 através do Alemão
Henrique Feist, que realizou o primeiro torneio da modalidade.

2.1. Regras do Andebol


2.1.1. O Terreno de jogo

As medidas do terreno de jogo e as suas linhas estão indicadas na figura 1.


Os jogadores podem-se movimentar por todo o terreno de jogo menos dentro da área do
guarda-redes, pois esta só a ele pertence. O objectivo do andebol é marcar golos na
baliza da equipa adversária.

Os jogadores podem-se movimentar por todo o terreno de jogo menos dentro da área do
guarda-redes, pois esta só a ele pertence. O objectivo do andebol é marcar golos na
baliza da equipa adversária.

2.1.2. A baliza

A diferença da baliza do andebol para a baliza do mini-andebol é que nesta desce-se


mais a barra. Há escolas que possuem balizas mais pequenas para o mini-andebol. É
importante pôr uma rede entre os travessões para evitar os “golos fantasmas”, isto é,
considerar um golo válido sem este ter passado completamente os postes da baliza. Se a
bola passar por cima do travessão regulamentar, então a bola é reposta em jogo pelo
guarda-redes.

2.1.3. A bola

A bola do mini-andebol é mais fácil de manejar, porque é mais pequena e também pesa
menos. Deve-se manejar a bola só com uma mão o que se consegue com muita
facilidade. Com ela podes correr, passar ao teu companheiro, rematar à baliza e até
marcar golo. A bola é de couro e tem de circunferência 44 cm para a categoria de
“banbys” é de 48 cm para “infantis”.

2.1.4. A equipa

Para participar nos torneios é preciso no mínimo 7 jogadores e um máximo de 10


jogadores inscritos. Durante o jogo só podem jogar 5 jogadores (o guarda-redes e quatro
jogadores de campo). Todos os inscritos poderão ser guarda-redes e jogadores de
campo, embora a camisola do guarda-redes tenha que ser diferente das outras. É
obrigado a que em cada período de jogo jogue um guarda-redes diferente. Todos os
jogadores inscritos têm que jogar dez minutos seguidos no mínimo. As equipas podem
ser mistas.

2.1.5. O guarda – redes e a sua área

O guarda-redes pode defender a sua baliza com qualquer parte do corpo. Dentro da sua
área, ele pode deslocar-se à vontade com a bola. Se não estiver com a bola pode sair da
sua área. Quando se encontra fora da sua área fica sujeito às regras dos outros jogadores
de campo, não podendo ultrapassar a linha de meio campo.

2.1.6. Duração do jogo

O jogo divide-se em duas partes, que por sua vez se subdividem em dois períodos de 10
minutos de jogo, com dois minutos de intervalo entre os períodos de 10 minutos e seis
minutos de intervalo entre as duas partes. O professor deve sempre incentivar os alunos
a divertirem-se durante o jogo e a pensar que o resultado é o menos importante, o que
realmente importa é conhecer bem as regras.

2.1.7. Regras básicas do andebol.

 Início do jogo:
i. O jogo inicia-se com ambas as equipas no seu meio campo, tendo a equipa que
possui a bola fazer um lançamento de saída (passe) através de um jogador no
centro da linha de meio campo.
ii. Quando há golo, a equipa que sofreu reinicia o jogo da mesma forma, não sendo
necessário a equipa adversária estar no seu meio campo.
iii. Depois da marcação de uma falta, o jogo recomeça no local onde a falta foi
cometida.
 Bola fora:

1º - Se saiu pela linha de fundo a bola é colocada em jogo pelo guarda- redes (dentro da
sua área).

2º - Se saiu pela linha lateral, é colocada em jogo no local onde saiu, tendo de se
colocar um dos pés sobre a linha lateral e o outro no exterior do campo.
 Regras de manipulação da bola :

Pode-se lançar, bater, empurrar, parar e agarrar a bola com todo o corpo à excepção das
pernas e pés. Pode-se dar apenas três passos (quatro apoios) com a bola nas mãos.

Fig. 2 – Número de passos possíveis.

Se se interromper o drible não se pode voltar a driblar. O Guarda Redes pode utilizar
qualquer parte do corpo para defender, desde que esteja dentro da sua área de baliza.

 Violação da área de baliza – Não se pode pisar dentro da área de baliza, pode-se
entrar lá dentro apenas se for pelo ar, aquando por exemplo dum remate.
 Lançamento Livre – Sempre que alguma equipa faz uma falta é marcado um
lançamento livre:
i. Se essa falta ocorrer no espaço de jogo – Lançamento livre no mesmo local
ii. Se a falta ocorrer entre os 6m e os 9m – Lançamento livre de 9 m
iii. Se for uma falta grave – Lançamento livre de 7 m
 Marcação do livre de 9 m :
i. Caso as faltas sejam cometidas entre as linhas dos 6 e 9 metros. O jogador que
vai marcar a falta coloca-se na linha de 9 m, estando o resto da equipa fora do
campo, com os adversários no mínimo a 3 m.
ii. Quando um jogador barra o caminho ao adversário com os braços, pernas ou
mãos.
iii. Quando um jogador arranca a bola ao adversário ou o agarra.
 Marcação do livre de 7 metros:
i. O jogador que vai executar o livre coloca-se na marca de 7 metros, sem pisar a
linha ou mexer o pé de apoio, esperando pelo apito do árbitro. Todos os
jogadores têm de estar atrás da linha de 9 metros. O executante tem 3 segundos
para a sua realização.
ii. Caso o guarda – redes entre na sua área com a bola nas mãos.
iii. Quando um jogador entra intencionalmente dentro da sua área de baliza
prejudicando as acções da equipa contrária .
iv. Quando um jogador passa a bola ao guarda – redes quando este está na sua área .
v. Quando um jogador empurra, agarra, ou rateira um atacante que se encontra
isolado ou em boa posição para obter golo.

2.1.8. O golo

Qualquer jogador, inclusive o guarda-redes pode marcar golo. Para ser golo, a bola deve
entrar por completo dentro da baliza.

2.1.9. Substituições

O professor no início de cada período, dirá ao árbitro qual a composição da sua equipa.
Quando substituir alguém o professor deve dizer aos alunos que vão entrar no jogo tudo
o que terão de fazer para melhorar o jogo e não cometerem erros. É importante que
exista feedbacks positivos da parte do professor para os alunos que saíram do jogo. Só
se podem fazer substituições quando está alguém lesionado ou quando há um intervalo.

2.1.10. O árbitro

O árbitro penalizará e castigará todas as penalidades e irregularidades que aconteçam


durante o jogo. Desta forma os jogadores vão entender melhor o jogo e suas regras. A
escolha do campo é por sorteio.

2.1.11. Fair-play
 Insultar, realizar acções ou gestos de menosprezo ou protesto para com os
companheiros, adversários, técnicos, árbitros ou público será sancionado com livre
de seis metros e posterior posse de bola para a equipa contrária. Assim o jogo inicia-
se com bola ao meio campo. Sancionam-se de igual forma as mesmas acções
cometidas pelos professores/treinadores, que vão dirigidas aos árbitros, público ou
adversários.

3. Gestos Oficiais dos Árbitros:


 É também necessário (principalmente para os alunos com atestado) o conhecimento
alguns gestos do árbitro de Andebol. De seguida serão identificados alguns gestos:

Fig. 3- Sinais dos árbitros:

a)- passos;

b)- falta de drible;

c)- violação da área de baliza;

d)- agarrar na cintura;

e)- falta no braço;

f)- falta do atacante;

g) lançamento livre;

h)- não respeita a distância de 3 m.


4. Conteúdos da modalidade de Andebol

Objectivo do Jogo:

Introduzir a bola na baliza do adversário e evitar que esta entre na nossa, respeitando
sempre as regras do jogo.

Características do Jogo:

- As equipas são constituídas por 14 jogadores, sendo eles 7 efectivos (um deles o
guarda- redes) e 7 suplentes. - O jogo tem uma duração de 2x 30 minutos com 10
minutos de intervalo. - Existem 2 árbitros em campo, 1 central e 1 de baliza.

4.1. Posição Base Ofensiva

Descrição Técnica:

i. Pés, sensivelmente à largura dos ombros, um ligeiramente mais avançado em


relação ao outro, pontas dos pés viradas para a frente. O peso do corpo deve
“cair” mais sobre a parte anterior dos pés, não devendo os calcanhares fazer
força no chão;
ii. Pernas ligeiramente flectidas com a vertical dos joelhos caindo em cima dos pés,
com este ligeiro abaixamento do centro de gravidade é decisivo para o equilíbrio
do corpo;
iii. Tronco naturalmente direito ou ligeiramente inclinado à frente;
iv. Braços ligeiramente flectidos. Com as mãos abertas e próximas uma da outra, à
altura do peito.

4.1. Posição Base Defensiva

Descrição Técnica:

i. Idênticas às da posição base ofensiva;


ii. Avanço do apoio corresponde ao lado do braço hábil do adversário;
iii. Mãos abertas e ligeiramente afastadas uma da outra.

4.2. Pega da bola


i. Descrição Técnica:
ii. Com as duas mãos:
iii. As mãos formam uma ampla superfície côncava;
iv. Dedos afastados e ligeiramente Flectidos;
v. Os polegares e os indicadores formam um “W”;
vi. A bola repousa junto ao peito, a fim de facilitar a sua protecção a permitir o seu
rápido manejo. Com uma mão:
i. A mão encontra-se sobre a bola formando uma ampla superfície côncava;
ii. Dedos ligeiramente flectidos e afastados, exceptuando o polegar, que se encontra
em extensão completa, exercem uma ligeira pressão sobre a bola;
iii. Mão em semi- flexão dorsal em que a zona palmar faz um arco que não toca na
bola.

Passe de ombro
Descrição Técnica:

i. O pé de apoio oposto ao braço armado está avançado;


ii. Cotovelo do braço hábil está num plano acima do ombro;
iii. Antebraço flectido fazendo um ângulo superior a 90º com o braço;
iv. Ligeira rotação do tronco para a direita, para um jogador destro;
v. Na fase final do passe o braço acompanha a bola;
vi. O pulso e dedos executam uma flexão final propulsionando e direccionando a bola
ao peito do receptor.

4.3. Recepção

Descrição Técnica:

i. Manter o contacto visual com o colega que possui a bola;


ii. No momento de receber a bola orientar-se na direcção do portador da bola, ir o
encontro da bola e não esperar por ela;
iii. Os braços em extensão frontal, ligeiramente flectidos e descontraídos vão ao
encontro da bola;
iv. Posição das mãos: polegares próximos uns do outro e os dedos afastados e
descontraídos, formando com os polegares e indicadores um triângulo;
v. Acção amortecedora do antebraço.

4.4. Remate de ombro em apoio

Descrição Técnica:

i. Cotovelo do braço armado num plano acima do ombro;


ii. Antebraço flectido fazendo um ângulo superior a 90º com o braço;
iii. O pé de apoio oposto ao braço armado está avançado e virado para a frente;
iv. Na parte final do remate o braço hábil realiza uma extensão rapidamente
acompanhando a bola, e o tronco faz uma rotação para a esquerda;
v. O pulso e dedos executam uma flexão final propulsionando e direccionando a
bola.

4.5. Remate em suspensão

Descrição Técnica:
i. A progressão deve realizar-se à velocidade máxima, se possível, obliquamente
em relação à trajectória prevista do remate (a direcção de progressão pode ser de
cerca de 45º em relação à baliza);
ii. Armação do braço e rotação do tronco semelhante às descritas para o remate de
ombro em apoio;
iii. Chamada feita com o pé oposto ao braço hábil, o apoio desenrola-se do
calcanhar para a ponta do pé;
iv. Elevação sustentada pela acção da perna livre que se eleva para o peito um
pouco lateral e ligeiramente flectida a nível do joelho;
v. O remate é executado depois de atingido o ponto mais elevado da trajectória do
salto;
vi. Na fase final executa-se uma rotação e ligeira inclinação do corpo como no
remate de ombro em apoio, embora não tão ampla;
vii. Extensão completa do braço de remate e flexão do pulso;
viii. Recepção efectua-se sobre a perna de impulsão;
ix. Se o remate em salto se executar da ponta, a progressão deve ser executada
paralelamente à linha da área da baliza ou em direcção à linha de sete metros.

4.6. Drible

Descrição Técnica:

Consideram-se dois tipos de dribles:

 Drible de Progressão: utilizado preferencialmente no contra-ataque;


 Drible de Protecção: utilizado preferencialmente no controlo da posse da bola, em
situação de marcação individual.
i. A mão que “empurra” a bola deve estar aberta, com os dedos ligeiramente
afastados e descontraídos;
ii. Os principais propulsores do movimento são o pulso e o antebraço que
empurram e amortecem a bola;
iii. Todo o segmento superior (braço – antebraço – mão) deve adaptar-se à dinâmica
natural do movimento da bola;
iv. A bola deve ser conduzida à altura da anca e ao lado do corpo;
v. Enquanto efectua o drible de progressão, a bola deve ser empurrada para a
frente, obliquamente, de modo a coordenar a condução da bola e a velocidade de
corrida;
vi. No caso do drible de protecção o atacante deve colocar o seu corpo entre a bola
e o defensor e driblar mais baixo.

4.7. Finta

Descrição Técnica:

i. Sentir os movimentos do adversário para não actuar de forma automática;


ii. Dinâmica adequada do defesa directo, de 1 a 1,5m;
iii. Rápida mudança de ritmo e direcção do atacante na execução da 2ª fase da finta
e rápido transporte do peso do corpo para o lado oposto;
iv. Utilizar diferentes tipos de finta;
v. Utilizar a finta apenas quando há uma justificação táctica.

5. Sistemas mais usuais no andebol

Sistema 6:0
Caracterização

É um sistema que tem acompanhado a evolução do próprio jogo ao longo dos tempos e
a ela se tem adaptado. Apesar de representar em dado momento da sua história um certo
conservadorismo, transformou-se, principalmente por mérito dos espanhóis num
sistema moderno e de futuro. Assume duas das facetas, uma tradicional, com um cariz
muito rígido, muito largo mas pouco profundo, só adequado para ser utilizado por
equipas atleticamente muito fortes, altas e pesadas e uma outra de cariz mais criativo,
flexível, do mesmo modo largo mais profundo, requerendo contudo uma grande
condição física, uma esmerada qualidade técnica individual, uma grande criatividade e
um apurado sentido organizativo. Seis dos elementos na mesma linha defensiva, com
três tipos de funções diferentes:

 Dois extremos;
 Dois laterais;
 Dois centrais;

5.1. Funções / responsabilidades de cada posto específico Extremos:


 Condicionar e controlar as acções do ponta.
 Ajudar o companheiro que lhe está mais próximo.
 Tentar impedir a concretização de qualquer remate no seu espaço de actuação.
 Estabelecer com o guarda-redes o ângulo de remate da ponta a permitir ao
adversário.
 Tentar impedir a entrada do ponta aos seis metros, acompanhando-o até ser
possível a troca de marcação, caso não o consiga.
 Sair ao portador da bola na sua zona de acção.
 Laterais:
i. Sair ao portador da bola na sua zona de acção, sempre em coordenação com o
central do seu lado.
ii. Condicionar e controlar as acções do lateral contrário respectivo.
iii. Marcar um dos pivôs que permaneçam nos seis metros, em coordenação com
o central, sempre em marcação de intercepção à linha de passe.
iv. Tentar impedir a concretização de qualquer remate no seu espaço de actuação.
v. Acompanhar qualquer entrada aos seis metros do seu adversário directo e fazer
a devida troca de marcação, logo que possível.
 Centrais:
i. Dirigir a defesa no seu todo e na sua movimentação.
ii. Marcar os pivôs que eventualmente permaneçam nos seis metros, sempre em
marcação de intercepção à linha de passe.
iii. Garantir a homogeneidade e o equilíbrio da organização defensiva.
iv. Sair ao portador da bola na sua zona de acção, sempre em coordenação com o
outro central e com o lateral desse lado.
v. Tentar impedir a concretização de qualquer remate no seu espaço de actuação.
Conclusão

Como a maioria das modalidades, o andebol tem vindo a registar uma evolução na
utilização cada vez maior do contra-ataque enquanto método de jogo ofensivo, bem
como uma maior eficácia. De facto, não só a frequência de utilização é maior do que em
décadas anteriores, como é também mais elevado o número de golos obtidos através
deste método de jogo (Spate, 1991). O jogo está mais rápido, com uma maior
velocidade de execução das acções (passes, remates), existindo um aumento claro do
ritmo das combinações tácticas de grupo entre dois ou três jogadores, e o número de
ataques e de remates é maior (Roman Seco, 1999b;1999 a).

Vale ressaltar que ao contrário do Futebol, onde o jogador é expulso definitivamente de


forma directa ou por acumulação de cartões amarelos, não voltando mais ao jogo nem
podendo ser substituído, no Andebol uma situação idêntica, a expulsão, é rara, e só se
aplica em caso de conduta desportiva grave, ou seja, por agressão.

A expulsão é a sanção mais grave que pode ser aplicada e está reservada apenas para o
caso de uma atitude anti desportiva grave, uma agressão, ocorrida durante o jogo,
percebendo-se assim a sua rara ocorrência. Nas outras situações, que não a agressão, o
que ocorre é uma exclusão durante dois minutos, findos os quais o jogador pode
regressar ao jogo ou ser substituído por outro elemento. Pode ocorrer ainda uma
desqualificação directa ou por acumulação de três exclusões, onde o jogador
desqualificado não poderá voltar ao jogo, mas ao fim de dois minutos pode ser
substituído por outro elemento da mesma equipa
Referências Bibliográficas


[Link]
%[Link]
 [Link]
 [Link]
%20MatDep/PDF%20Modalidades/Ficha%20Info%[Link]
 Read, B., & Edwards, P. (1992). Teaching Children to Play Games. Leeds: White
Publishing.
 Hughes, M., & Bartlett, R. (2002). The use of performance indicators in
performance analysis. Journal of Sport Sciences(20), 739-754.
 Garganta, J. (2005). Apontamentos das aulas de Mestrado em Ciências do
Desporto. Treino com crianças e jovens. Universidade da Madeira. Funchal.

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