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Análise de Sinais e Sistemas Básicos

O documento apresenta conceitos básicos sobre sinais e sistemas, incluindo definições de sinais unidimensionais e multidimensionais, periódicos, determinísticos, aleatórios, pares e ímpares. Também discute operações como mudança de escala, adição, multiplicação, diferenciação e integração de sinais.

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Análise de Sinais e Sistemas Básicos

O documento apresenta conceitos básicos sobre sinais e sistemas, incluindo definições de sinais unidimensionais e multidimensionais, periódicos, determinísticos, aleatórios, pares e ímpares. Também discute operações como mudança de escala, adição, multiplicação, diferenciação e integração de sinais.

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24/08/2016

Faculdade Pitágoras
Unidade Divinópolis

Introdução

Márcio Júnior Nunes

O que é um Sinal?
◦ Sinal Unidimensional
◦ Sinal Multidimensional

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 2

1
24/08/2016

Nível de líquido

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 3

Eletrocardiograma

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 4

2
24/08/2016

Pressão Arterial

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 5

Índice Ibovespa

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 6

3
24/08/2016

O que é um Sistema?

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 7

Sistema
◦ Não existe um propósito único para um
sistema
Sistema de reconhecimento automático
de locutor
Sistema de comunicação
Sistema de controle de velocidade de
motor elétrico

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 8

4
24/08/2016

Transdutor de temperatura

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 9

CLP

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 10

5
24/08/2016

Válvula de Controle

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 11

Filtro Digital de Imagens

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 12

6
24/08/2016

Sinais de tempo contínuo x(t)


Sinais de tempo discreto x[k]

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 13

Sinais de tempo discreto x[k]


◦ Uniformemente espaçados
◦ Deriva do sinal de tempo contínuo através
de amostragem a taxa uniforme

x[n] = x(nT) , n = 0, ±1, ± 2 ...

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 14

7
24/08/2016

Sinais Pares
◦ Um sinal de tempo contínuo é um sinal par se
satisfaz:
x(t) = x(-t), para todo t
◦ Sinais pares são ditos simétricos em relação ao eixo
vertical
Sinais de Ímpares
◦ Um sinal de tempo contínuo é um sinal ímpar se
satisfaz:
x(-t) = -x(t), para todo t
◦ Sinais ímpares são ditos antissimétricos em relação
ao eixo vertical

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 15

Decomposição par/ímpar de um sinal geral


x(t)
x(t) = xp(t) + xi(t)
Fazendo t = -t na expressão acima:
x(-t) = xp(-t) + xi(-t)
Utilizando as definições de sinais pares e
ímpares e resolvendo para xp e xi:

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 16

8
24/08/2016

As definições de sinais pares/ímpares


pressupõem que os sinais têm valores reais.
Quando o sinal tem valor complexo, podemos
falar em simetria conjugada:
x(-t) = x*(t)

x(t) = a(t)+ jb(t)


x*(t) = a(t) – jb(t)
Para que x(-t) = x*(t), a parte real deve ser
par e a parte imaginária deve ser ímpar

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 17

Exemplo: Decompor o sinal nas suas partes


par e ímpar:

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 18

9
24/08/2016

Solução: Decompor o sinal nas suas partes


par e ímpar:

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 19

Sinais Periódicos

Contínuo: x(t) = x(t + T) para todo t,


em que T é uma constante positiva

Discreto: x[n] = x[n + N] para todo n,


sendo o período N dado em núm. de amostras

Se esta condição for satisfeita para T = T0, ela será


também para T = 2T0, 3T0, ...

T0 é chamado período fundamental de x(t)

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 20

10
24/08/2016

Sinais Não Periódicos

Qualquer sinal para o qual não haja um valor de T


que satisfaça x(t) = x(t + T) para todo t, em que
T é uma constante positiva

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 21

Exercício: Determine a frequência fundamental


e a frequência angular do sinal abaixo:

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 22

11
24/08/2016

Sinal Determinístico
Sua descrição física é completamente conhecida, seja
na forma matemática ou na forma gráfica, não havendo
incerteza quando ao seu valor em qualquer tempo.

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 23

Sinal Aleatórios
Sinal cujos valores não podem ser preditos
precisamente, mas são conhecidos por uma descrição
probabilística (valor médio ou valor médio quadrático)

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 24

12
24/08/2016

Potência instantânea
◦ Sistemas Elétricos:
◦ A potência é proporcional à amplitude ao quadrado
do sinal
◦ Definimos então a POTÊNCIA INSTANTÂNEA em
termos de um resistor de 1 ohm

Baseando-se nessa convenção, definimos a ENERGIA


TOTAL do sinal:

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 25

Potência média ou potência


◦ Quando a amplitude do sinal não tende a 0 quando o
tempo tende a ∞, a energia do sinal é infinita

Neste caso, uma medida mais significativa é a potência


média do sinal, definida por:

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 26

13
24/08/2016

Sinal de Energia ou Potência?


Sinal de Energia sse a energia total do sinal
satisfazer:
0<E<∞
Sinal de Potência sse a potência média do sinal
satisfazer:
0<P<∞
As classificações de energia e potência são
mutuamente excludentes

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 27

Exemplo: Calcule a energia total do primeiro


sinal e a potência do segundo sinal

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 28

14
24/08/2016

Exercício

◦ Lista de Exercícios 2.0

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 29

Mudança de escala de amplitude


◦ x(t) é o sinal de tempo contínuo
y(t) = c x(t)
◦ c é o fator de escala
◦ y(t) é obtido multiplicando-se x(t) pelo escalar c
◦ O mesmo para sinais de tempo
discreto
y[n] = c x[n]

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 30

15
24/08/2016

Adição
◦ x1(t) e x2(t) sinais de tempo contínuo
◦ O sinal y(t) formado pela adição é
y(t) = x1(t) + x2(t)
◦ De maneira semelhante
y[n] = x1[n] + x2[n]

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 31

Multiplicação
◦ x1(t) e x2(t) sinais de tempo contínuo
◦ O sinal y(t) formado pela multiplicação é
y(t) = x1(t)x2(t)
◦ De maneira semelhante
y[n] = x1[n]x2[n]

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 32

16
24/08/2016

Diferenciação
◦ x(t) sinal de tempo contínuo
◦ O sinal y(t) formado pela diferenciação é

Integração
◦ x(t) sinal de tempo contínuo
◦ O sinal y(t) formado pela integração é

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 33

Mudança de escala de tempo


◦ x(t) sinal de tempo contínuo
◦ O sinal y(t) obtido pela mudança de escala da variável
independente, tempo t, por um fator a é
y(t) = x(at)
◦ a > 1: y(t) é a compressão de x(t)
◦ 0 < a < 1: y(t) é a expansão de x(t)

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 34

17
24/08/2016

Exemplo
Ex. 1: x(2t)? Ex.2: z(0.5t)?

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 35

Exemplo - Solução
1 - x(2t) 2 – z(0.5t)

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 36

18
24/08/2016

Mudança de escala de tempo


◦ x[n] sinal de tempo discreto
◦ O sinal y[k] obtido pela mudança de escala da variável
independente, n, por um fator k é
y[n] = x[kn], k > 0 e somente k inteiro
◦ Se k>1, alguns valores do sinal de tempo discreto y[k]
são perdidos

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 37

Exemplo
◦ k= 2

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 38

19
24/08/2016

Reflexão
◦ y(t) denota o sinal observado substituindo-se o tempo
t por –t
y(t) = x(-t)
◦ y(t) representa uma versão refletida de x(t) em relação
ao eixo da amplitude
Sinais pares: Como x(-t) = x(t), um sinal par é o mesmo
que sua versão refletida
Sinais ímpares: Como x(-t) = -x(t), um sinal ímpar é o
negativo de sua versão refletida
◦ O mesmo se aplica aos sinais de tempo discreto
y[n] = x[-n]

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 39

Exemplos

1) Sinal Par 2) Sinal Ímpar

3)

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 40

20
24/08/2016

Deslocamento no tempo
◦ x(t) sinal de tempo contínuo. A versão de x(t)
deslocado no tempo é:
y(t) = x(t – t0)
◦ t0 é o deslocamento no tempo
t0 > 0 → deslocamento para a direita (atraso)
t0 < 0 → deslocamento para a esquerda (avanço)
◦ X[n] sinal de tempo discreto. A versão de x[n]
deslocado no tempo é:
y[n] = x[n – m]
◦ m deve ser um inteiro, positivo ou negativo

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 41

Exemplo

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 42

21
24/08/2016

Exercício

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 43

Regra de Precedência para Deslocamento no


tempo e mudança de escala de tempo
◦ Suponhamos que y(t) é um sinal contínuo derivado de
outro sinal contínuo x(t) por uma combinação de
deslocamento e mudança de escala no tempo:
y(t) = x(at – b)
◦ Assim, temos as seguintes condições:

◦ As operações têm uma ordem de execução

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 44

22
24/08/2016

Regra de Precedência para Deslocamento no


tempo e mudança de escala de tempo
1. Executa-se o deslocamento de tempo em x(t),
gerando um sinal intermediário v(t)

2. Em seguida, a operação de mudança de escala é


executada em v(t)

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 45

Regra de Precedência para Deslocamento no


tempo e mudança de escala de tempo
◦ Supondo que, intencionalmente, não seguimos a
ordem de precedência, e executamos a mudança de
escala e só então o deslocamento no tempo

◦ Não satisfaz a equação

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 46

23
24/08/2016

Exercício
◦ Dado x(t) abaixo, encontre y(t) = x(2- t)

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 47

Exercício

◦ Lista de Exercícios 3.0

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 48

24
24/08/2016

A lista de sinais elementares inclui:


◦ Sinais exponenciais
◦ Sinais Senoidais
◦ Função Degrau
◦ Função Impulso
◦ Função Rampa
Servem como blocos de construção para sinais
mais complexos ...
... E para modelar sinais físicos que ocorrem na
natureza

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 49

A lista de sinais elementares inclui:


◦ Sinais exponenciais
◦ Sinais Senoidais
◦ Função Degrau
◦ Função Impulso
◦ Função Rampa
Servem como blocos de construção para sinais
mais complexos ...
... E para modelar sinais físicos que ocorrem na
natureza

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 50

25
24/08/2016

Representação tempo contínuo


x(t) = B e at
◦ B e a são parâmetros reais

B é a amplitude do sinal exponencial em t=0

O parâmetro a identifica dois casos


◦ Exponencial crescente para a > 0
◦ Exponencial decrescente para a < 0

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 51

Exemplo

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 52

26
24/08/2016

Representação tempo discreto


x[n] = B r n
◦ B e r são parâmetros reais

B é a amplitude do sinal exponencial em n=0

O parâmetro r identifica quatro casos

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 53

0 < r < 1 : Exponencial Decrescente


r > 1: Exponencial Crescente

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 54

27
24/08/2016

-1 < r < 0 : Exponencial Decrescente (+, -)


r < -1: Exponencial Crescente (+, -)

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 55

Conforme vimos na revisão, têm a forma:


x(t) = A cos(ωt + φ)
A -> Amplitude
ω -> frequência em rad/s
φ -> fase ou ângulo de fase

É um sinal periódico:

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 56

28
24/08/2016

A versão de tempo discreto tem a forma:


x[n] = A cos(Ωn + φ)
A -> Amplitude
Ω -> frequência em rad/s
φ -> fase ou ângulo de fase

Para que um sinal discreto seja periódico:


x[n] = x[n + N] para n inteiro
x[n] = A cos(Ωn + φ) =
x[n + N] = A cos(Ωn + ΩN + φ) =

K = algum número inteiro

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 57

Exemplos

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 58

29
24/08/2016

No tempo contínuo, para toda frequência distinta temos


um sinal distinto

No tempo discreto, os sinais com frequência Ω0 são


idênticos aos sinais com frequência
Ω0 + 2π, Ω0 + 4π, ... Etc

Ex: x(t) = cos(πt) e x[n] = cos[πn]

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 59

O sinal senoidal exponencialmente amortecido é


resultado da multiplicação do sinal exponencial de
tempo contínuo A sen(ωt + φ) pela exponencial e-αt:

Ex:

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 60

30
24/08/2016

A versão de tempo discreto do sinal senoidal


exponencialmente amortecido é:

Para que esse sinal decresça com o tempo, o parâmetro


r deve estar na faixa 0 < |r| < 1

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 61

Versão de tempo discreto u[n]

Versão de tempo contínuo u(t)

Diz-se que u(t) tem descontinuidade em t = 0, pois se


modifica instantaneamente de 0 para 1

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 62

31
24/08/2016

Sinal particularmente simples de se aplicar.


Ex:

Como sinal de teste, revela sobre a rapidez do sistema

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 63

Pode ser usado para construir outras formas de ondas descontínuas.


Exemplo
Para o pulso mostrado abaixo de amplitude
A e duração 1, expresse x(t) como uma
única expressão

Se quisermos que um sinal comece em t=0 (valor nulo para t<0) , o que
chamamos de sinal causal, basta multiplicá-lo por u(t)
Exemplo
O sinal e-at representa uma exponencial com
duração infinita começando em t = -∞.
Obtenha a forma causal dessa exponencial.

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 64

32
24/08/2016

Exercícios
Um sinal de tempo discreto x[n] é descrito conforme abaixo.
Represente x[n] como a superposição de duas funções degrau u[n]

Descreva o sinal abaixo como função x(t) de uma única expressão

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 65

Também chamada de Delta de Dirac


Derivada da função degrau u(t) em relação ao tempo t
No tempo discreto é descrita por δ[n] e definida como:

No tempo contínuo é descrita por δ(t) e definida pelo par:

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 66

33
24/08/2016

A descrição gráfica do impulso δ[n] no tempo discreto é obtida


diretamente
A descrição gráfica para o tempo contínuo pode ser vista como o
limite de um pulso retangular de área unitária

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 67

Propriedades da função Impulso


◦ δ(t) = δ(-t) ou seja, δ(t) é uma função par

◦ , propriedade do peneiramento

◦ , propriedade da mudança de escala de tempo

Prova:

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 68

34
24/08/2016

Assim como a função impulso δ(t) é a derivada da função degrau


u(t) em relação ao tempo, pelo mesmo raciocínio, a função rampa
com inclinação unitária é a integral da função degrau u(t)
É denotada por r(t) no tempo contínuo ou r[n] no tempo discreto
Permite avaliar como um sistema reage a um sinal que cresce
linearmente
Definida por

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 69

Um sistema pode ser visto como a interconexão de operações


O operador H global denota a ação do sistema (modelo matemático
ou função de transferência). Assim, a aplicação de um sinal de
entrada x(t) na entrada produz um sinal de saída descrito por
y(t) = H{x(t)}
Exemplo: Um sistema discreto cuja saída y[n] é a média dos três
últimos valores da entrada x[n] é:

Se o operador Sk denota um sistema que desloca a entrada x[n] de k


unidades de tempo produzindo a saída igual a x[n – k], conforme a figura
abaixo, desenvolva um diagrama de blocos para o sistema de médias.

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 70

35
24/08/2016

Descrevem as características do operador H que


representa o sistema
Estabilidade
◦ Um sistema é do tipo entrada limitada – saída limitada (BIBO –
Bounded Input/ Bounded Output) estável se e somente se toda
entrada limitada resultar em uma saída limitada
◦ A saída não diverge se a entrada não divergir

Se |x(t)| ≤ Mx ≤ ∞ , então |y(t)| ≤ My ≤ ∞

Mx e My são números positivos finitos

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 71

Sistema Instável

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 72

36
24/08/2016

Exemplos
◦ Mostre que o sistema abaixo é BIBO estável

◦ Mostre que o sistema abaixo é instável para r > 1.

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 73

Um sistema é linear se ele satisfaz o princípio da


superposição:
◦ H {a x[n]} = a H {x[n]} = a y[n]
◦ H {x1[n] + x2[n]} = H {x1[n] } + H {x2[n] } = y1[n] + y2[n]

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 74

37
24/08/2016

Exemplo
◦ O sistema de tempo discreto abaixo é linear?
y[n] = n x[n]

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 75

Exemplo
◦ O sistema de tempo contínuo abaixo é linear?
y(t) = x2(t)

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 76

38
24/08/2016

Um sistema é causal se o valor atual da saída depender somente


dos valores presentes e/ou passados da entrada.
Exemplo:

Se o sinal de saída depender de valores futuros do sinal de entrada


ele é não-causal
Se o sistema não-causal não for de tempo real, ele é realizável
Exemplo:

Exercício: O sistema abaixo é causal ou não-causal para k positivo?

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 77

Um sistema possui memória se sua saída depende de valores


passados do sinal de entrada (ou sistema dinâmico).
Quanto mais longe se estendem no passado os valores de entrada,
maior a memória do sistema.
Um sistema é sem memória se sua saída depende apenas do valor
atual da entrada (ou sistema instantâneo).
Exemplo:

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 78

39
24/08/2016

Exercícios
◦ Quão longe a memória dos sistemas descritos abaixo se estende no passado?

◦ A relação entrada-saída de um diodo semicondutor é dada abaixo, esse diodo


tem memória?

v(t) é a tensão aplicada


i(t) é a corrente através do diodo
a0, a1, a2,... são constantes

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 79

Um sistema é dito invariante no tempo se seus parâmetros não


mudam com o tempo (permanecem constantes).
Assim, um retardo ou avanço de tempo no sinal de entrada leva a
um deslocamento idêntico no sinal de saída

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 80

40
24/08/2016

Caso contrário, o sistema é dito variante no tempo

Exemplo
◦ O sistema abaixo é invariante no tempo?
y[n] = rn x[n]

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 81

Exercício
Um termistor tem uma resistência que varia com o tempo devido a
mudanças de temperatura. Digamos que R(t) denote a resistência
do termistor, expressa como uma função do tempo. Se x(t) é o
sinal de entrada que representa a tensão no termistor, e y(t) é o
sinal de saída que representa a corrente no termistor, podemos
representar a relação entrada-saída como

Mostre que este sistema é variante no tempo.

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 82

41
24/08/2016

Um sistema é dito invertível se a entrada puder ser recuperada da


saída do sistema

De maneira formal, a saída do segundo sistema é:


H-1{y(t)} = H-1 { H{x(t)}} = H-1 H{x(t)}
Para que a saída se iguale a entrada, devemos ter
H-1 H = I
sendo I o operador identidade
Cada entrada possui uma única saída associada

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 83

Exemplo: Mostre que o sistema descrito abaixo não é invertível.


y(t) = x2(t)

Exercício: Considere o sistema de deslocamento no tempo descrito


pela relação de entrada-saída

Em que o operador representa um deslocamento no tempo de t0


segundos. Encontre o inverso deste sistema.

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 84

42
24/08/2016

Exercício

◦ Lista de Exercícios 4.0

Márcio Nunes – Análise de Sinais e Sistemas 85

43

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