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Gestão de Material na Marinha do Brasil

O documento descreve a estrutura básica da gestão de material na Marinha do Brasil, incluindo conceitos, propósitos, organização das gestorias de material e estrutura organizacional do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal para a gestão de material.

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Gestão de Material na Marinha do Brasil

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OSTENSIVO CIAA - 118/137

CAPÍTULO 1

ESTRUTURA BÁSICA DA GESTÃO DE MATERIAL

1.1 – CONCEITO
A Gestão de Material compreende as atividades de natureza administrativa e contábil,que
têm como finalidade o controle patrimonial de bens da Fazenda Nacional e a fiscalização
da atuação dos agentes responsáveis pela administração ou guarda desses bens, para
evidenciar a composição do patrimônio da Marinha do Brasil (MB).

1.2 – PROPÓSITOS DA GESTÃO DE MATERIAL


I) Processar a gestão dos bens patrimoniais em estoque e imobilizados nas OM, de forma
compatível com os sistemas contábeis existentes, Sistema Integrado de Administração
Financeira do Governo Federal (SIAFI) e os Sistemas de Controle de Material na MB, para
que os fatos administrativos correspondentes sejam registrados e contabilizados do mesmo
em todos os sistemas.
II) Documentar, registrar e demonstrar os resultados dos atos e fatos administrativos
relativos às transações efetuadas com os bens patrimoniais.
III) Definir e controlar as responsabilidades pela gestão, uso, guarda e conservação dos
bens móveis.
IV) Manter atualizados os valores contábeis desses bens patrimoniais, em relação às
variações da moeda em que são expressos e ao seu estado de conservação.
V) Fiscalizar e efetuar a Tomada de Contas dos responsáveis por esses atos e fatos
administrativos, quanto aos aspectos contábil, formal e legal.
VI) Produzir os Demonstrativos Contábeis requeridos pelo Controle Interno e Externo.

1.3 – ORGANIZAÇÃO GESTORA DE MATERIAL


1.3.1 - Organização de gestoria
Compete as OM da MB organizar, internamente, a gestão de material, com base na
função administrativa exercida e compatível com o grau de autoridade e
responsabilidade necessárias ao seu desempenho.
A Gestão de Material será organizada segundo a natureza patrimonial das OM, como a
seguir:

I) Gestão de Material da Organização Militar Consumidora não Integrada (OMCN);


II) Gestão de Material da Organização Militar Consumidora Integrada (OMCI);
III) Gestão de Material da Organização Militar Consumidora no Exterior (OMCE);
IV) Gestão de Material da Organização Militar de Fornecimento (OMF);
V) Gestão de Material da Organização Militar Prestadora de Serviços (OMPS);
VI) Gestão de Material da Organização Militar Controladora (OMCON);
VII) Gestão de Material da Organização Militar de Aquisição (OMA);
VIII) Gestão de Material da Organização Militar de Aquisição no Exterior (OME); e
IX) Gestão de Material da Organização Militar de Aquisição Centralizada (OMAC).

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As Gestorias de Material das OMCN, OMCI e OMCE deverão ser organizadas e


implantadas de acordo com os procedimentos definidos no inciso 3.1.
Quando ocorrer alteração de natureza patrimonial, a situação deverá ser comunicada à
DCoM por meio de mensagem, para análise das prestações de contas de acordo com a
classificação patrimonial da OM.
1.3.2 - Implantação de gestoria
A implantação de Gestoria de Material, por ocasião da criação da OM ou organização de
outra Gestão de Material, requer os seguintes procedimentos:
a) informar ao Centro de Controle Interno da Marinha (CCIMAR), por mensagem, com
informação para a DFM, com o seguinte texto-padrão:
"SISBENF, PTC implantação de Gestão de Material (OMCN, OMCI, OMPS OMF,
OMCON) decorrente da (criação da OM pela Portaria n° ______ de ___/___/___ do
CM) ou (necessidade de organização da Gestoria de (citar a outra Gestão)) BT";
A DFM encaminhará para a nova OM os bancos de dados do CADBEM e SISTOQUE,
bem como as instruções necessárias à instalação do Sistema de material (SISMAT).
b) designar o Gestor de Material, os Agentes Subordinados e os Encarregados de
Incumbência por Ordem de Serviço;
c) elaborar Ordem Interna, estabelecendo e definindo, no âmbito interno,
responsabilidades e procedimentos para Gestão de Material, no que concerne ao fluxo
interno, controle e contabilização patrimonial, devendo nela constar, em anexo, os
documentos de movimentação de material e relacionando as Incumbências e os Centros
de Consumo vinculados aos setores organizacionais da OM;
d) realizar os inventários iniciais de bens patrimoniais existentes na OM, de acordo com
os procedimentos específicos de cada gestão de material;
e) incorporar ao inventário inicial, o material transferido de outra OM, quando for o
caso;
f) encaminhar a Prestação de Contas por início de gestão, até três meses após a data de
emissão da mensagem de implantação da gestoria, em conformidade com o disposto no
art. 6.4 da SGM 303; e
g) encaminhar a Prestação de Contas de Material trimestral, a partir da movimentação
ocorrida após o inventário inicial até o encerramento do período correspondente, em
conformidade com o disposto no art. 6.2 da SGM 303.
1.3.3 - Encerramento de gestoria
O encerramento de Gestoria de Material por ocasião da "extinção ou desarmamento" da
OM ou por término da gestão ou por transferência de navio para a reserva, requer os
seguintes procedimentos:
a) informar ao CCIMAR, por mensagem, com informação para a DFM, com seguinte
texto-padrão:

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"SISBENF, PTC término de Gestão Material (OMCN, OMCI, OMPS, OMF ou


OMCON) decorrente da (extinção da OM ou transferência do navio para a Reserva pela
Portaria n° __________ de ___/___/___ do CM) ou (necessidade de encerramento desta
Gestoria)) BT";
b) designar por Ordem de Serviço a Comissão de Encerramento da Gestoria, constituída
por um oficial superior ou intermediário, pelo Gestor de Material e pelos demais
Agentes Subordinados e Encarregados de Incumbência responsáveis pela destinação do
material existente após a extinção ou desarmamento da OM;
c) encerrar a gestoria, registrando nos Sistemas de Controle de Material, disposto no art.
2.4, as movimentações de despesa do material, relativas às exclusões e transferências
para outras OM. O material que permanecer efetivamente a bordo do navio em reserva
deverá ser transferido para o COMIMSUP, que efetuará alterações em sua estrutura
organizacional, a fim de que o navio em reserva se torne incumbência e centro de
consumo;
d) encerrar as contas contábeis do SIAFI representativas do patrimônio da OM,
registrando as movimentações de exclusão e transferência do material;
e) emitir a Declaração de Encerramento da Gestão, em conformidade com o modelo e
instruções para preenchimento constantes do Anexo R da SGM 303;
f) encaminhar a Prestação de Contas por término de gestão, até três meses após a data
de emissão da mensagem de encerramento de gestoria, em conformidade com o
disposto no art. 6.5 da SGM 303; e
g) o COMIMSUP que permanecer com navio em reserva sob a sua guarda deverá acusar
recebimento do material que restar a bordo do mesmo, por meio de emissão de NMM
tipos 1107 e 2107.

1.4 – ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO SISBENF


A unidade básica do SISBENF é a OM, organizando-se em gestorias que podem ser
desdobradas em Incumbências e Centros de Consumo.
Para efeito de recebimento, distribuição, consumo e respectivos controles contábeis, fiscais
e de Tomada de Contas dos bens patrimoniais, as OM da MB são classificadas segundo a
sua natureza patrimonial, como:
1.4.1 - Organização Militar Consumidora (OMC)
É a denominação utilizada para as OM que aplicam o material recebido na própria
atividade, e são organizadas nos seguintes tipos:
a) Organização Militar Consumidora não Integrada (OMCN)
É a denominação utilizada para as OMC que não estão integradas ao SIAFI, tendo
em vista não possuírem execução financeira;

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b) Organização Militar Consumidora Integrada (OMCI)


É a denominação utilizada para as OMC que estão integradas ao SIAFI, "on-line",
tendo em vista realizarem execução financeira; e
c) Organização Militar Consumidora no Exterior (OMCE)
É a denominação utilizada para as OMC sediadas no exterior que estão integradas ao
SIAFI, "on-line", tendo em vista realizarem execução financeira;

1.4.2 - Organização Militar de Aquisição (OMA)


É a denominação utilizada para os Órgãos de Compra sediados no País;
1.4.3 - Organização Militar de Aquisição Centralizada (OMAC)
É a denominação utilizada para as Organizações Centralizadoras de Execução
Financeira (OCE), responsáveis pela aquisição de material das OMCN centralizadas;
1.4.4 - Organização Militar de Aquisição no Exterior (OME)
É a denominação utilizada para os Órgãos de Compra sediados no exterior;

1.4.5 - Organização Militar de Fornecimento (OMF)


É a denominação utilizada para os Órgãos de Distribuição que têm a finalidade de
armazenar e fornecer o material destinado a outras organizações;
1.4.6 - Organização Militar Prestadora de Serviços (OMPS)
É a denominação utilizada para as OM que operam atividade industrial ou hospitalares
ou ainda de pesquisa e desenvolvimento de ciência e tecnologia definidas nas Normas
Sobre Contabilidade de Custos e Gerência das Organizações Militares Prestadoras de
Serviços (SGM-304);
1.4.7 - Organização Militar Destinatária (OMD)
É a denominação utilizada para todas as OM responsáveis pelo recebimento de material
transferido ou fornecido por outra organização;
1.4.8 - Organização Militar Responsável (OMRE)
É a denominação utilizada para todas as OM que transferem, no todo ou em parte,
créditos orçamentários e recursos financeiros próprios para as OME ou OMA,
objetivando a execução de determinado programa, equivalendo, dessa forma, ao
conceito de Unidade Gestora Responsável (UGR) previsto nas Normas Sobre
Administração Financeira e Contabilidade (SGM-301);
1.4.9 - Organização Militar Solicitante (OMS)
É a denominação utilizada para todas as OM que efetuam pedidos ao exterior por conta
de recursos autorizados pelas OMRE ou aquelas OM que emitem pedidos de serviço às
OMPS;
1.4.10 - Organização Militar Controladora (OMCON)
É a denominação utilizada para os Órgãos de Direção Técnica (ODT) que centralizam o
controle do material sob a sua jurisdição; e

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1.4.11 - Organização Extra-Marinha (OREMA)


É a deominação utilizada para os demais Órgãos Federais, Estaduais, Municipais, do
Distrito Federal e dos Territórios, as Autarquias e as Empresas Públicas e Privadas
envolvidos em movimentações de material com as OM.

1.5 - ESTRUTURA PATRIMONIAL DO SISBENF


Os bens patrimoniais representam todos os itens de material destinados aos serviços de qualquer
OM, quer sejam de natureza consumidora, fornecedora, industrial, comercial ou de aquisição,
independente da jurisdição do material.
Para efeito da Gestão de Material na MB, os bens patrimoniais são classificados em contas com
titulação própria, correspondentes às do Plano de Contas da Administração Federal, aplicáveis às
peculiaridades do SISBENF, e em observância à jurisdição do material, a saber:
a) Bens de Estoque; e
b) Bens Móveis.
1.5.1 - Bens de Estoque
Consistem nos itens de material normalmente estocáveis que, uma vez utilizados, são
consumidos e alterados em suas características ou incorporados de forma definitiva a
outro bem de natureza permanente ou a bem imóvel. Os bens de estoque são
subdivididos nas seguintes contas patrimoniais:
a) Estoque para Consumo
Consiste no bem de estoque que, ao ser adquirido pelas OMCN/OMCI/OMCE, é
armazenado no almoxarifado ou no paiol dessas OM para futuro fornecimento
interno ou poderá ser classificado como Material para Consumo Imediato quando for
adquirido para aplicação imediata na OM;
b) Estoque para Fornecimento
Consiste no bem de estoque adquirido para armazenagem e distribuição pelas OMF
ou para complementação da dotação inicial e de base dos meios navais a serem
incorporados à MB;
c) Estoque para Fabricação
Consiste no bem de estoque que, ao ser obtido pelas OMPS, destina-se à
armazenagem no almoxarifado próprio para ser aplicado como matéria-prima dos
serviços de construção, de reparo e de manutenção dos meios navais, aeronavais e de
fuzileiros navais, serviços de pesquisa e desenvolvimento de ciência e tecnologia e
serviços hospitalares, bem como para fornecimento interno da própria OM;
d) Estoque de Manufaturado
Consiste no bem de estoque armazenado nas OMPS, e por elas fabricado, para venda
às OMCN/OMCI/OMPS; e
e) Material de Consumo Controlado
Consiste no bem de estoque adquirido e controlado pelas OMCON, responsáveis
pelo símbolo de jurisdição correspondente.

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1.5.2 - Bens Móveis


Consistem nos itens de material de grande valor intrínseco que não desaparecem com o
uso, preservando as características originais, mantendo-se fisicamente individualizados,
permitindo a sua incorporação ao patrimônio da MB. Os bens móveis estão
subdivididos nas seguintes contas patrimoniais:
a) Material Permanente
Consiste no bem móvel que, em condições normais, tem duração esperada superior a
dois anos;
b) Material de Consumo Duradouro
Consiste no bem móvel que apresente um acentuado desgaste com o uso, mas não
perde, ao ser aplicado, a sua individualidade e características originais e, geralmente,
não ultrapasse a dois anos de duração;
c) Material Permanente para Fornecimento
Consiste no bem móvel adquirido para armazenagem e distribuição pelas OMF ou
para dotação inicial e de base dos meios navais a serem incorporados à MB;
d) Material Permanente para Fabricação
Consiste no bem móvel que, ao ser obtido pelas OMPS, destina-se à aplicação nos
serviços de construção, de reparos e de manutenção dos meios navais, aeronavais; e
e) Material Permanente Controlado
Consiste no bem móvel adquirido e controlado pelas OMCON responsáveis pelo
símbolo de jurisdição correspondente.

1.6 - ESTRUTURA FUNCIONAL DO SISBENF


No SISBENF, os militares e servidores civis responsáveis pelo exercício das atividades
inerentes à Gestão de Material poderão desempenhar as seguintes funções:
I) Ordenador de Despesa;
II) Titular da OM;
III) Agente Fiscal;
IV) Gestor de Material;
V) Relator da Gestão de Material;
VI) Encarregado de Incumbência; e
VII) Agentes Subordinados:
- Fiel de Material;
- Fiel de Suprimento; e
- Fiel de Armazenagem.
As atribuições e competência dos militares e servidores que desempenham as atividades
inerentes à Gestão de Material encontram-se relacionadas abaixo.
Todo servidor público poderá ser chamado à responsabilidade pela perda ou extravio
do material que lhe for confiado, para guarda ou uso, bem como pelo dano que, dolosa
ou culposamente, causar a qualquer material, esteja ou não sob sua responsabilidade.
Atribuições:

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1.6.1 - Ordenador de Despesa


É toda e qualquer autoridade de cujos atos resultem emissão de empenho, autorização
de pagamento, suprimento ou dispêndio de recursos da União ou pelos quais esta
responda, sendo o responsável pela gestão de material de sua OM.
Na MB, o Ordenador de Despesa será o Comandante/Diretor, ou quem for designado,
em conformidade com o disposto no Volume I das Normas SGM-301.
1.6.2 - Titular de OM Centralizada
É o Comandante ou Diretor da OM que possui execução dê conta de gestão centralizada
em outra OM - Centralizadora, sendo responsável pela emissão e exatidão de
documentos referentes a atos de sua administração, bem como a guarda e a despesa do
material sob a sua responsabilidade.

1.6.3 - Agente Fiscal


É toda e qualquer autoridade nomeada para auxiliar o Ordenador de Despesa como
corresponsável pelo controle, fiscalização e acompanhamento rotineiro das atividades
de execução financeira e de gestão do material da OM. Na MB, o Agente Fiscal será o
Imediato/Vice-Diretor, ou quem por força de dispositivo do Regimento Interno deva
exercer tal função, ou, ainda, aquele que vier a ser expressamente designado por Ordem
de Serviço do Comandante/Diretor, em conformidade com o disposto no Volume I das
Normas SGM-301.

1.6.4 - Gestores de Material


São os agentes que realizam as tarefas inerentes às gestões de material das OM e estão
estreitamente vinculados ao Ordenador de Despesa/Titular de OM Centralizada na
condição de corresponsáveis, observando os seguintes atributos básicos:
a) os gestores deverão ser investidos nas funções mediante Ordem de Serviço do
Comandante/Diretor da OM, de acordo com as seguintes funções:
I) Gestor Patrimonial, responsável pela gestão de material nas OMC;
II) Gestor de Material para Fornecimento, responsável pela gestão de material para
fornecimento nas OMF;
III) Gestor de Material para Fabricação, responsável pela gestão de material para
fabricação nas OMPS; e
IV) Gestor de Material Controlado, responsável pela gestão de material controlado nas
OMCON;
b) os Gestores de Material, sempre que possível, deverão ser aqueles que exercem as
funções de Encarregados das Divisões ou Seções responsáveis pelo controle patrimonial
das OM;
c) as funções de Gestores de Material deverão ser exercidas, preferencialmente, por
Oficiais do Corpo de Intendentes da Marinha (CIM);

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d) nas OM em que não puder ser atendido ao disposto no item anterior, as funções de
Gestores de Material poderão ser exercidas por Oficial de outro corpo ou Quadro, ou
por servidores civis assemelhados a Oficiais, ou ainda, por militares de graduação igual
ou superior a 3o Sargento e servidores civis assemelhados, desde que devidamente
habilitados e designados formalmente pelos Ordenadores de Despesa ou
Comandante/Diretor da OM. Quando isto for impossível, poderão ser exercidas,
excepcionalmente, por qualquer outro militar ou servidor civil, em ambos os casos
devidamente habilitados, qualificados e designados formalmente pelos Ordenadores de
Despesa ou Comandante/Diretor da OM;
e) as substituições de Gestores, mesmo que em caráter eventual, somente poderão
ocorrer mediante passagens de funções; por conseguinte, são expressamente vedadas as
assinaturas nos seus impedimentos, exceto nas ausências por período de até trinta dias
(férias, destaques ou cursos);
f) a função de Gestor de Material não é acumulável com as funções de Ordenador de
Despesa, Agente Fiscal, Agente Financeiro, Gestor da Caixa de Economias e Relator da
Gestão de Material;
g) o Gestor de Material, se militar, será, obrigatoriamente, mais moderno que o Agente
Fiscal e que o Agente Financeiro; na impossibilidade de atendimento da antiguidade em
relação ao Agente Financeiro, por intermédio de documento interno da OM (Ordem
Interna), deverá ficar evidenciada a responsabilidade funcional ao Agente Financeiro
pela execução dos registros no SIAFI; e
h) considerando que o SIAFI somente admite a existência de um Agente Financeiro e,
bem assim, a este é imputada a responsabilidade pela conformidade dos registros da
OM, o acesso dos Gestores de Material ao SIAFI ficará restrito às transações de
consulta citadas no inciso 7.4.1 da SGM 303, destas Normas, e à emissão de Nota de
Lançamento (NL) para registro da movimentação de entrada e saída de material da
respectiva gestão de material.

1.6.5 - Relator da Gestão de Material


É o Oficial de qualquer Corpo ou Quadro ou servidor civil de nível superior,
expressamente designado pelo Ordenador de Despesa para, em nome deste, efetuar as
verificações necessárias quanto à regularidade da documentação referente à prestação de
contas da gestão de material, a ser remetida ao CCIMAR.
a) o Relator deverá efetuar os exames e verificações em conformidade com o disposto
na alínea b do inciso 6.7.1 da SGM 303.

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b) basicamente, a diferença entre as atribuições inerentes ao Agente Fiscal e ao Relator


da Gestão de Material, decorre da periodicidade com que devem ser realizadas as
verificações/fiscalizações. Enquanto ao Agente Fiscal compete verificar/fiscalizar os
atos e fatos contábeis inerentes à gestão de material da OM de forma rotineira, cabe ao
Relator da Gestão de Material verificar/fiscalizar os documentos comprobatórios
organizados, referentes à prestação de contas de determinada gestão de material.
c) não são acumuláveis as funções de Relator, de Gestor de Material e de Agente
Financeiro.

1.6.6 - Encarregado de Incumbência


É o responsável direto, perante o Ordenador de Despesa/Titular de OM Centralizada,
pela custódia e conservação dos bens patrimoniais que lhe foram confiados. Deverá ser
Oficial ou servidor civil assemelhado, exercendo a função de Encarregado da Divisão,
ou equivalente, ou ainda, militar de graduação igual ou superior a 3° Sargento ou
servidor civil assemelhado, designado por Ordem de Serviço pelo Ordenador de
Despesa /Titular de OM Centralizada, para responder pela custódia e conservação do
material existente na respectiva Incumbência.

1.6.7 - Agentes Subordinados


São os militares ou servidores civis assemelhados, preferencialmente dos postos ou
graduações não inferiores a 3° Sargento, designados por Ordem de Serviço, para
auxiliar os Gestores de Material, descentralizando a execução das tarefas de gestão de
material. O SISBENF admite os seguintes agentes subordinados:

a) Fiel de Material
É o auxiliar direto dos Gestores de Material nas atividades inerentes à gestão de
material das OM;
b) Fiel de Suprimento
É o auxiliar direto dos Gestores de Material nas atividades inerentes ao controle da
movimentação de material das OM;
c) Fiel de Armazenagem
É o auxiliar direto dos Gestores de Material que, para cada almoxarifado da OM, tem
em estoque, sob sua custódia e responsabilidade, os bens patrimoniais para
distribuição interna ou para fornecimento aos setores apropriados;
Não são acumuláveis as funções de Fiel de Suprimento e Fiel de Armazenagem; e
Deverá ser observado o princípio da segregação de funções, de forma que uma
mesma pessoa não seja indicada para o exercício de duas ou mais funções que, por
sua natureza, exijam fiscalização entre elas ou se completem.

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1.7 - RESPONSABILIDADES
O Ordenador de Despesa responderá, por si só ou solidariamente com os demais Agentes
do SISBENF, em caso de conivência, por eventuais prejuízos causados à Fazenda Nacional
em decorrência do recebimento, custódia e fornecimento de bens pelos quais seja
responsável. Responderá, solidariamente, com o Ordenador de Despesa, pelos atos que
gerarem dispêndio de recursos, os Titulares de OM apoiadas em execução de atos relativos
às contas de gestão, conforme definido nas Normas SGM-301.
O Ordenador de Despesa, salvo conivência, não será responsabilizado por prejuízos
causados à Fazenda Nacional decorrentes de atos praticados pelos demais agentes.
O Ordenador de Despesa, o Agente Fiscal e os Gestores de Material deverão observar os
procedimentos de credenciamento para acesso ao SIAFI estabelecidos nas Normas SGM-
301, bem como o cadastramento dos referidos Agentes no .Cadastro de Responsáveis. do
SIAFI.

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CAPÍTULO 2

CONTROLE PATRIMONIAL

2.1 – CONCEITO
Controle Patrimonial é a atividade de caráter administrativo que tem por propósito a
supervisão da movimentação de material de qualquer natureza patrimonial nas OM da MB,
desde o seu recebimento até a sua destinação final.

2.1.1 - Movimentação de receita


a) Receita
Entende-se como receita, para efeitos de controle patrimonial:
a) o recebimento de material com as seguintes origens:
I) aquisição direta no comércio ou na indústria;
II) aquisição direta no comércio ou na indústria para outra OM;
III) fornecimento por OMF, referente à quota física, fonte de recursos escritural e à
dotação de base ou inicial dos meios navais em construção;
IV) transferência de outra OM;
V) aquisição no exterior por OME;
VI) transferência por cessão de OREMA;
VII) redistribuição entre OMF;
VIII) permuta com OREMA;
IX) doação de OREMA;
X) reaproveitamento em conformidade com Laudo de Vistoria, Avaliação e
Destinação (LVAD);
XI) achado fora de carga na OM;
XII) produção de OMPS, resultante da transformação de matéria-prima;
XIII) devolução ao almoxarifado; e
XIV) acerto de simbologia; e
b) apropriação do valor da variação patrimonial positiva ocorrida com a atualização
de preços dos bens patrimoniais estocados ou em uso nas OM.

b) Fases da receita
A receita de um bem patrimonial compreende as seguintes fases:
a) Recebimento
Consiste no ato pelo qual o material encomendado, devolvido, doado, permutado,
transferido ou decorrente de qualquer outra origem é entregue no almoxarifado da
OM, de acordo com os seguintes procedimentos:
I) o recebimento não ocorrerá no almoxarifado quando o mesmo não possa ou não
deva ali ser estocado ou recebido, caso em que a entrega se fará nos locais
designados pelo Gestor de Material;
II) o material entregue pelo fornecedor deverá estar acompanhado do respectivo
título de crédito, para verificação junto à Nota de Empenho (NE) ou pedido que
autoriza o seu fornecimento;

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III) o material entregue por outra OM ou OREMA deverá estar acompanhado do


respectivo documento que autoriza a sua movimentação;
IV) no ato da entrega, o material deverá ser conferido e aceito mediante declaração,
no verso do título de crédito ou no próprio documento de origem, de que o material
recebido satisfaz as especificações contratadas;
V) a conferência é realizada pelo Fiel de Armazenagem, quantificando o material
recebido, verificando a sua qualidade, as medidas, marcas pedidas e confirmando-as
com a NE ou Autorização de Compra e com o título de crédito ou outro documento
de origem; e
VI) se o material depender, também, de perícia, o Fiel de Armazenagem indicará esta
condição no título de crédito e solicitará ao Setor Técnico competente essa perícia,
para respectiva aceitação;

b) Perícia
Consiste no ato de vistoriar ou efetuar exame técnico detalhado, de forma a certificar
que o material recebido está de acordo com as características técnicas desejadas. O
exame qualitativo poderá ser feito por técnico especializado ou comissão especial, da
qual, em princípio, fará parte o requisitante do material;

c) Aceitação
Consiste no ato de certificar que o material foi recebido em perfeitas condições de
aplicação, de acordo com os seguintes procedimentos:
I) após a conferência e perícia, a aceitação deverá ser declarada pelo Fiel de
Armazenagem no verso do título de crédito ou de outro documento de origem por
meio do "Certificado de Recebimento de Material" (CRM);
II) em seguida, o Fiel de Armazenagem encaminha a documentação ao Gestor de
Material, estoca o material ou efetua a distribuição quando for destinado a uso
imediato; e
III) para efeito de Prestação de Contas, o CRM deverá ser emitido conforme modelo
constante do Anexo C e devidamente assinado pelos Agentes Responsáveis
correspondentes;

d) Devolução
O material entregue, não aprovado integral ou parcialmente por não ter atendido às
condições de fornecimento ou às especificações técnicas, deverá ser devolvido ao
fornecedor para que providencie a correção das discrepâncias apontadas, de acordo
com os seguintes procedimentos:

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I) o Fiel de Armazenagem fará constar do verso do título de crédito (que será


devolvido acompanhado de o material, no caso de devolução total) a justificativa e a
data da devolução;
II) quando o fornecedor reapresentar o material (ou a parte devolvida), deverá ser
iniciado novo processo de recebimento e aceitação, lançando-se no verso do título de
crédito a data correspondente; e
III) no caso de devolução total ou parcial de material que não será efetivamente
fornecido, esta situação deverá ser formalizada mediante recibo de devolução
assinada pelo fornecedor; e

e) Incorporação
Consiste no registro da movimentação de receita no controle de material da OM, de
acordo com os seguintes procedimentos:
I) o Gestor de Material, após o recebimento da documentação devidamente aceita,
determina aos Agentes Subordinados a incorporação do material;
II) o Fiel de Suprimento atesta no CRM o registro da movimentação no controle de
material, lançando a classificação patrimonial e contábil, o evento e a natureza da
despesas relativas aos bens de estoque;
III) o Fiel de Material lança no CRM a classificação patrimonial e contábil, o evento,
a natureza da despesa e o número patrimonial, quando se tratar de material
permanente ou de consumo duradouro; e
IV) em se tratando de aquisição, o Gestor de Material deverá verificar o correto
preenchimento do CRM e encaminhar o título de crédito para o Agente Financeiro ou
Gestor correspondente providenciar o pagamento.

2.1.2 - Movimentação de despesa


a) Despesa
Entende-se como despesa, para efeito de controle patrimonial:
a) a baixa de um bem da carga de uma Gestão de Material, mediante autorização do
Ordenador de Despesa/Titular de OM Centralizada, de acordo com os seguintes
fatos:
I) fornecimento do material para consumo próprio da OM ou para aplicação em outro
bem;
II) fornecimento de material de OMF para outra OM;
III) transferência de material, para outra gestão (natureza patrimonial) ou para outra
OM;
IV) redistribuição de material entre OMF;
V) saída de um material estocado para acerto de simbologia por alteração do Símbolo
de Jurisdição (SJ);

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VI) saída de material ocioso, recuperável, antieconômico ou inservível por


“Destinação Contábil”, conforme estabelecido no inciso 2.5;
VII) saída de material ocioso, recuperável, antieconômico ou inservível por LVAD,
mediante sua prévia apreciação e aprovação conforme estabelecido no inciso 2.5;
VIII) saída por perda do material, em decorrência de casos fortuitos ou motivos de
força maior, que independem da vontade dos responsáveis pela sua perda, mediante
apuração administrativa, como a seguir:
- o caso fortuito não pode ser previsto e o material é danificado ou perdido por
motivo diverso do modo natural (ex.: como no caso de um raio atingir e destruir um
equipamento ou quando o material cai no mar); e
- o motivo de força maior é previsível e o material também é danificado ou perdido
por motivo diverso do modo natural (ex.: como no caso de um Servidor jogar um
equipamento ao mar para salvar a vida de um companheiro); e
IX) saída por extravio do material em decorrência de culpa ou dolo do responsável,
mediante apuração administrativa como a seguir:
- a culpa caracteriza-se por ação ou omissão voluntária, mas não intencional, dos
responsáveis, os quais podem se apresentar como imperitos, inaptos, imprudentes e
negligentes pelo extravio do material; e
- o dolo caracteriza-se por ação ou omissão voluntária intencional dos responsáveis
pelo extravio do material; e
b) a apropriação do valor da variação patrimonial negativa ocorrida com a
atualização de preços dos bens patrimoniais estocados ou em uso nas OM.

b) Despesa pelo fornecimento de material


A despesa de um bem patrimonial pelo fornecimento compreende as seguintes fases:
I) Requisição
É a fase que objetiva elaborar a especificação do material a ser redigida em
documento origem (pedido), contendo discriminadamente o símbolo, a descrição, a
unidade de fornecimento e a quantidade requisitada;
II) Autorização
Consiste na apreciação pelo Gestor de Material da validade do fornecimento, que
deverá ser autorizada no próprio documento origem (pedido);
III) Exclusão
Consiste no registro da movimentação da despesa no controle de material da OM,
pelo Fiel de Suprimento, após autorização do fornecimento pelo Gestor de Material;
e
IV) Fornecimento
Consiste na entrega do material pelo Fiel de Armazenagem mediante assinatura do
emitente do pedido como recebedor.

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c) Despesa pela destinação de material em excesso


A despesa de um bem patrimonial pela destinação de excesso compreende as fases
estabelecidas no inciso 2.5;

d) Despesa pela perda ou extravio de material


A despesa de um bem patrimonial por perda ou extravio compreende as seguintes
fases:
I) Comunicação
Os Gestores de Material, os Encarregados de Incumbência e os Titulares de Cautela
deverão comunicar, imediata e formalmente, pela via hierárquica própria de cada
OM, qualquer perda ou extravio ocorrido com o material entregue aos seus cuidados;

e) Apuração administrativa
O Diretor ou Comandante deverá determinar a apuração administrativa cabível
referente aos prejuízos causados à Fazenda Nacional cometidos sobre os bens
patrimoniais da MB, que serão indenizados em conformidade com o disposto no
Capítulo 8 das Normas Sobre Auditoria e Análise, Tomada e Prestação de Contas
na Marinha (SGM-601);
I) Autorização
Compete ao Diretor ou Comandante formalizar no relatório da apuração
administrativa a dívida com a Fazenda Nacional, autorizando a despesa do
material perdido ou extraviado e determinando o ressarcimento do prejuízo; e
II) Exclusão
Consiste no registro de movimentação da despesa no controle de material da OM,
pelo Fiel de Suprimento ou de Material, mediante autorização do Gestor de
Material na cópia do relatório e da solução da apuração administrativa assinada
pelo Comandante/Diretor.
No caso da solução da apuração administrativa apontar culpados pelo dano ou
extravio do material, havendo, portanto, servidor ou terceiro responsável por
indenizar à Fazenda Nacional, o documento origem para exclusão no Sistema de
Controle de Material é a cópia do relatório e da solução da apuração
administrativa, que será formalizada mediante emissão de tipo específico de Nota
de Movimentação de Material (NMM). Neste caso, independente do valor do
material registrado em inventário, não será emitido LVAD.

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No caso da solução da apuração administrativa não apontar culpados pelo dano ou


extravio do material, não havendo, portanto, servidor ou terceiro responsável por
indenizar à Fazenda Nacional, e do material ainda possuir algum valor financeiro
agregado, decorrente da vistoria e da avaliação realizada pela Comissão de
Vistoria, Avaliação e Destinação (CVAD), que poderá auferir alguma receita para
a Marinha, a OM deverá dar continuidade ao cumprimento das demais fases da
destinação (LVAD), e a exclusão no Sistema de Controle de Material também será
formalizada por NMM.

2.2 – CONTROLE DA MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAL


2.2.1 - Controle de Material
É composto por arquivos, manuais ou magnéticos, constituídos por fichas, ou registros
magnéticos, de responsabilidade do Gestor de Material, tendo como objetivo:
I) registrar os dados cadastrais de identificação, individualização, padronização,
localização e valorização de bens em estoque ou em uso na OM;
II) registrar os saldos, entradas e saídas de bens e valores na OM e os documentos de
movimentação de material que os formalizam;
III) controlar as responsabilidades pela gestão, uso, guarda e conservação dos bens
patrimoniais;
IV) facultar o grupamento dos bens existentes na OM e os valores por eles
representados por: código de conta contábil, número patrimonial, símbolo, centros de
consumo e incumbência;
V) promover conferências periódicas entre os registros manuais ou magnéticos com os
das fichas de armazenagem e a consequente existência física do material na quantidade
registrada;
VI) acompanhar os níveis mínimo, máximo e operacional, para possibilitar a aquisição
de material em tempo hábil; e
VII) produzir os demonstrativos patrimoniais requeridos pelo controle interno da MB.

2.2.2 - Preços
Os bens públicos distinguem-se dos bens privados por não serem fornecidos por meio
de um sistema de mercado em transações, consumidores individuais e fornecedores. A
reavaliação de bens móveis é cabível por ocasião de um processo de destinação de
excessos formalizado por LVAD, previsto no inciso 2.5.3 e 3.5.5, devendo, no entanto,
serem mantidos os itens a preço de aquisição enquanto estiverem sendo úteis para a
administração pública. Os bens patrimoniais deverão ser escriturados no controle
patrimonial das OM pelo valor expresso em moeda nacional, de acordo com os
seguintes tipos de preço:

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a) Preço de Aquisição
O preço de aquisição de um bem patrimonial compreende o somatório do preço de
custo discriminado no título de crédito ou documento equivalente e das despesas de
frete, seguros, impostos e outros serviços pagos para a sua entrega, admitindo-se o
rateio proporcional destas despesas quando vários itens integrarem um mesmo
documento;

b) Preço de Mercado
O bem patrimonial, com preço de aquisição desconhecido, será avaliado tomando
como referência o valor de outro, semelhante ou sucedâneo, no mesmo estado de
conservação, com base nos seguintes fatores:
I) preço de venda ofertado pelo mercado;
II) tempo de uso do material;
III) estado de conservação do material; e
IV) vida útil estimada para o uso;

c) Preço Médio Ponderado (PMP)


Na reposição de estoques de bens patrimoniais, cada nova aquisição que incorporar
itens patrimoniais iguais a itens já estocados, com preços diferentes, estes deverão
ser atualizados, mediante apuração do PMP calculado de acordo com a seguinte
fórmula:
PMP = (PME x QE) + (PMA x QA) QE + QA , onde
- PME, corresponde ao preço do material estocado;
- PMA, corresponde ao preço do material adquirido;
- QE, corresponde à quantidade do material estocado; e
- QA, corresponde à quantidade do material adquirido; e

d) Preço Reajustado
Os bens patrimoniais que forem entregues com o preço legalmente reajustado no
correspondente título de crédito deverão ser registrados pelo preço de aquisição. Os
preços correspondentes aos bens patrimoniais que tiverem apuração de seus
reajustamentos em datas posteriores aos registros de suas saídas das respectivas
gestorias não deverão ser escriturados.

2.2.3 - Inventário
a) Finalidades do Inventário:
I) ajuste dos dados escriturais de saldos e movimentações dos estoques com o saldo
físico real nas instalações de armazenagem;
II) análise do desempenho das atividades do Fiel de Armazenagem, por meio dos
resultados obtidos no levantamento físico;
III) identificação do material ocioso, recuperável, antieconômico e inservível
existente em estoque ou em uso nas incumbências;

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OSTENSIVO CIAA - 118/137

IV) levantamento da situação dos materiais estocados quanto à preservação e


localização; e
V) verificação da situação dos bens móveis em uso e das suas necessidades de
manutenção.

b) Tipos de Inventário:
I) Inventário anual - é o destinado a comprovar a quantidade e o valor dos bens
patrimoniais existentes no acervo das OM em 31DEZ de cada exercício;
II) Inventário inicial - é o realizado quando da implantação de uma gestoria, para
identificação e registro inicial dos bens sob a sua responsabilidade;
III) Inventário de transferência de responsabilidade - é o realizado quando da
passagem de função do Gestor de Material;
IV) Inventário especial - é o realizado por iniciativa do Ordenador de Despesa/Titular
de OM Centralizada, por término de gestão no caso de desarmamento ou extinção da
OM ou por ocasião de tomada de contas especial; e
V) Inventário rotativo - é o que consiste no levantamento rotativo, contínuo e
seletivo dos materiais existentes em estoque ou daqueles permanentes distribuídos
para uso, realizado de acordo com uma programação, de forma que todos os itens
sejam recenseados ao longo do exercício.

c) Formalização do Inventário
I) O Gestor de Material deverá solicitar ao Agente Fiscal a designação de um
Encarregado do Inventário ou de uma Comissão de Inventário, quando necessário em
face da quantidade de material a inventariar, para realização da contagem física no
prazo estabelecido.
II) Antes do inventário, o Gestor de Material deverá suspender toda escrituração do
material movimentado pela OM.
III) Na realização dos Inventários, os bens eventualmente encontrados sem nenhuma
referência de registro, número patrimonial, símbolo, preço, data de aquisição ou
outro elemento qualquer de identificação, deverão ser submetidos à avaliação da
Comissão de Inventário ou do Encarregado do Inventário, a fim de serem
devidamente registrados.
IV) Quando determinado bem móvel se encontrar fora de seu setor de localização,
por ter sido encaminhado para reforma geral, conserto ou manutenção prevista, a
Comissão de Inventário ou o Encarregado do Inventário poderá se valer do
documento que o Encarregado de Incumbência responsável pelo bem exibir no
momento da verificação física, comprovando que o mesmo encontra-se fora para
reforma, conserto ou manutenção.

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OSTENSIVO CIAA - 118/137

V) Os bens patrimoniais não localizados no dia da verificação física, sem


justificativa do responsável ou não aceita pela Comissão de Inventário ou pelo
Encarregado do Inventário, serão considerados extraviados e, nessa condição,
tomadas as providências cabíveis.
VI) Nenhum bem patrimonial poderá deixar de figurar em Inventário e, uma vez
relacionado, deverá ser devidamente especificado, com todas as suas características,
símbolo ou número patrimonial, modelo, tipo e valor.
VII) A Comissão de Inventário ou o Encarregado do Inventário deverá, toda vez que
comprovar a existência física de bens que julgar ociosos, recuperáveis,
antieconômicos ou inservíveis, consignar essa situação em seu relatório, para que o
Gestor de Material tome ciência do fato e adote as medidas cabíveis em cada caso.
VIII) Após a realização da contagem física, o Gestor de Material deverá promover a
consistência entre os registros efetuados na Ficha de Controle de Estoque ou nos
registros magnéticos com as quantidades apuradas.
IX) Toda movimentação de material ocorrida após o início do inventário deverá ser
registrada na gestão do exercício financeiro subsequente ou escriturada pelo novo
gestor, quando houver transferência de responsabilidade.
X) O inventário de transferência de responsabilidade será encerrado pelo “Termo de
Transferência de Responsabilidade” anexo G, que deverá ser assinado pelo agente
recebedor e pelos demais agentes do SISBENF, responsáveis pela gestão de material
da OM.
XI) Os demais tipos de inventário serão encerrados pelo “Termo de
Responsabilidade” anexo G, que deverá ser assinado pelo Encarregado do Inventário
ou pelo presidente da Comissão de Inventário e pelos demais agentes do SISBENF.
XII) Os Inventários deverão ser elaborados e impressos por intermédio de sistemas
de processamento de dados, conforme modelo definido nestas Normas.

2.2.4 - Solicitação de material apreendido pela Receita Federal


Conforme disposto na Portaria n.º 100, de 22ABR2002, do Ministério da Fazenda, a UG
que desejar material apreendido pela Receita Federal deverá fazer sua solicitação por
meio do Oficial-General imediatamente superior na sua cadeia de Comando. No
entanto, quando o titular da UG for Oficial-General, tal solicitação será realizada
diretamente à Receita Federal.
Por ocasião do recebimento do material deverão ser observados os seguintes
procedimentos:
I) o material recebido passará a constituir bem patrimonial da OM recebedora, ou bem
de consumo a ser utilizado em suas atividades rotineiras, especiais ou de representação;

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II) o material recebido deverá ter sua incorporação registrada no Sistema de Controle de
Material, de acordo com estas Normas;
III) as despesas com recebimento, transporte, instalação, operação e manutenção do
material correrão por conta da OM recebedora; e
IV) após o recebimento do material solicitado, as OM deverão participar aos seus
respectivos ODS/ODG, ou ao GCM, para as que não pertencem àquelas cadeias de
Comando, a relação quantitativa e qualitativa do que foi efetivamente recebido.

2.3 – DOCUMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAL


As movimentações de material deverão ser formalizadas em documentos de registro, de
controle e de origem que, para serem válidos, deverão observar as seguintes formalidades:
I) estarem, obrigatoriamente, datados no dia em que forem emitidos;
II) estarem numerados seguidamente por exercício financeiro;
III) não conterem, em qualquer hipótese, rasuras, devendo qualquer correção necessária ser
efetuada à margem do documento, em tinta carmim, datada e assinada pelo responsável
devidamente identificado;
IV) conterem os originais e as cópias, obrigatoriamente, com as assinaturas pertinentes,
sendo admitido o uso de rubricas, desde que devidamente identificadas com nome, posto
ou graduação, categoria funcional e função do signatário; e
V) serem impressos ou manuscritos e extraídos em tantas vias quantas forem necessárias.

2.3.1 - Documentos de registro


a) Nota de Movimentação de Material (NMM)
É o documento que valida a escrituração das movimentações (receita e despesa) no
controle patrimonial das OM, com base nos documentos de origem e de acordo com
os modelos, tipos e instruções para preenchimento contidos em Anexo.

b) Fichas de controle de estoque


É o instrumento de registro dos documentos de origem das movimentações do
material e do acompanhamento dos níveis de estoque, devidamente organizadas por
conta patrimonial e contendo as informações básicas do modelo constante em Anexo.
Os registros manuais inerentes a essas fichas poderão ser substituídos pelos registros
informatizados dos Sistemas de Controle de Material.

c) Fichas de armazenagem
São os instrumentos de registro manuais utilizadas para identificar o material nas
áreas de armazenagem e possibilitar a verificação da consistência com os registros
magnéticos, dos sistemas de controle de material, contendo as informações básicas
do modelo constante no Anexo E.

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2.3.2 - Documentos de controle


a) Inventário
É o documento de controle utilizado na verificação dos saldos de estoque nos
almoxarifados e dos bens móveis, em uso nas OM, que deverá ser integrado à
prestação de contas anual de material por ocasião do encerramento do exercício
financeiro, quando assim solicitado em Circular de Encerramento do Exercício
Financeiro. Os inventários e os respectivos termos de responsabilidade e de
transferência de responsabilidade deverão ser formalizados e extraídos dos sistemas
de controle de material de acordo com os modelos e instruções para preenchimento
contidos nos Anexos.

b) Demonstrativo de Movimentação de Material (DMM)


É o documento de controle, elaborado e extraído do sistema de controle de material,
de acordo com o modelo e instruções para preenchimentos constantes em Anexo, que
comprova a movimentação do material nas OM, sob a responsabilidade dos Gestores
de Material, organizado com valores acumulados por conta contábil ou conta-
corrente, nas seguintes contas patrimoniais:

I) estoque para consumo;


II) estoque para fornecimento;
III) estoque para fabricação;
IV) estoque de manufaturados;
V) material permanente e material de consumo duradouro;
VI) material permanente para fornecimento; e
VII) material permanente e de consumo controlado.
A finalidade do DMM é demonstrar, por conta patrimonial e classificadamente por
conta-corrente, quando for o caso, a última posição registrada como saldo anterior, as
entradas e saídas ocorridas no período, bem como o consequente saldo atual, que
deverá corresponder ao valor global do material estocado ou em uso nas
incumbências.
c) Relatório de Movimentação de Material (RMM)
É o documento de controle, elaborado e extraído do Sistema de Controle de Material,
de acordo com o modelo no Anexo I. O, que discrimina os tipos de entradas e saídas
de bens de estoque, organizados com valores parciais e totais para cada conta
contábil comprovada no DMM correspondente.

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d) Cautela
É o documento de controle do Encarregado de Incumbência, elaborado de acordo
com o modelo e instruções para preenchimentos constantes em Anexo, para
comprovar a entrega de material de sua carga, que está sob a responsabilidade
temporária de outro servidor.

2.3.3 - Documentos de origem


a) Título de Crédito (TC)
É o documento revestido das formalidades legais previstas nas Normas SGM-301,
emitido em decorrência de fornecimento de material. Os principais TC são as notas
fiscais emitidas pelos fornecedores, as faturas emitidas por OMPS e as notas de
entrega e as remessas/fatura de OMF.

b) Nota de Empenho (NE)


É o documento emitido pelas OM com Execução Financeira, que formaliza a
dedução de dotação de crédito do valor da despesa a realizar, autoriza a entrega do
material discriminado e cria a obrigação de pagamento por força do compromisso
assumido.

c) Autorização de Compra (AC)


É o documento emitido normalmente pelas OM sem Execução Financeira, que
formaliza a entrega do material discriminado e cria a obrigação de pagamento por
força de compromisso assumido.

d) Remessa (RM)
É o documento, estabelecido no âmbito do Sistema de Abastecimento da Marinha
(SAbM), que formaliza e valida o fornecimento de material pelas OMF, bem como
caracteriza o recebimento do material pelas OMD.

e) Guia de Remessa de Material Embarcado (GRME)


É o documento, estabelecido no âmbito do SAbM, que as OME utilizam como
documento de embarque e transporte do material adquirido no exterior para entrega
nas OMD.

f) Pedido de Material (PM)


É o documento, estabelecido no âmbito do SAbM, que formaliza o pedido de
material às OMF, ou as solicitações de material dos centros de consumo aos
almoxarifados das OMCN, OMCI, OMCE e OMPS.

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g) Nota de Movimentação de Material (NMM)


É o documento de registro, definido na alínea a do inciso 2.3.1, que deverá ser
emitido para formalizar as movimentações de material para as quais não exista um
documento de origem específico.

2.4 – SISTEMAS DE CONTROLE DE MATERIAL


Em face dos condicionamentos legais existentes e das peculiaridades da administração dos
bens patrimoniais na Marinha, impõe-se ao SISBENF a atribuição de homogeneizar os
processos de gestão de material por intermédio da integração dos Sistemas de Controle de
Material da MB com o SIAFI, visando à demonstração dos resultados obtidos, perante os
Órgãos de Controle Interno e Externo.
Na observância dessa atribuição, o SISBENF admite os seguintes sistemas de controle de
material na MB:
- Sistema de Controle de Material da DFM - SISMAT;
- Sistema de Controle de Material da DAbM - SINGRA;
- Controle do Material de Jurisdição da DSAM - CAMDSAM; e
- Controle do Material de Jurisdição da DHN - FOLHA .N.

2.4.1 - SISMAT
Sistema padronizado de processamento de dados, estabelecido e mantido pela DFM,
para utilização obrigatória no registro e controle da movimentação de material das
OMCN, OMCI, OMCE e OMPS.

2.4.2 - SINGRA
Sistema de processamento de dados, estabelecido e mantido pela DAbM, para registro e
controle da movimentação do material das OMF, objetivando o apoio das atividades de
abastecimento. A sua integração com o SIAFI implicará a observância, obrigatória, dos
procedimentos de natureza contábil, fixados pelo SISBENF.

2.4.3 - CAMDSAM
Os procedimentos para controle do material de jurisdição da DSAM em uso nas OM
deverão ser executados em conformidade com as instruções específicas, através do
Cadastro de Material da DSAM, do Inventário de Material da DSAM e do Inventário de
Componentes Inertes controladas pelo Centro de Mísseis e Armas Submarinas da
Marinha (CMASM), cuja integração com o SIAFI implicará a observância, obrigatória,
dos procedimentos de natureza contábil, fixados pelo SISBENF.

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2.4.4 - FOLHA N
Os procedimentos para controle do material dos símbolos de jurisdição "T" e "Y" da
DHN em uso nas OM deverão ser processados em conformidade com as instruções
específicas do cadastro da “Folha N”, controlado pela Base de Hidrografia da Marinha
em Niterói (BHMN), cuja integração com o SIAFI implicará a observância, obrigatória,
dos procedimentos de natureza contábil, fixados pelo SISBENF.

2.5 – FORMALIZAÇÃO DA DESTINAÇÃO POR LAUDO DE VISTORIA, AVALIAÇÃO


E DESTINAÇÃO (LVAD)
2.5.1 - Destinação de material
a) Material em excesso
Na destinação de material em excesso, deverão ser consideradas as seguintes
situações:
I) Material ocioso
É aquele que, embora em perfeitas condições de uso, não esteja sendo aproveitado ou
não tenha aplicação na OM ou na MB, a saber:
a) todo item de material não identificado que não possua um número de referência
atribuído por um fabricante, fornecedor, órgão de governo ou sociedade
classificadora, ou uma descrição de características previamente estabelecida;
b) todo item de material que, embora corretamente identificado, não pertença a um
equipamento (EQ) ou equipagem (EG) cadastrado e em uso na Marinha. Incluem-se,
nesse grupo, os itens pertencentes a EQ/EG, cuja utilização foi descontinuada na
MB; e
c) todo item de material em estoque, cuja quantidade seja superior aos níveis
máximos estabelecidos por controle de material;
II) Material recuperável
É aquele que, embora em condições precárias de uso, é passível de recuperação e o
custo dessa é, normalmente, de, no máximo, cinquenta por cento do preço de
mercado do mesmo material, ou de material similar, em perfeitas condições de uso;
III) Material antieconômico
É aquele que, em virtude do longo tempo de uso, apresenta rendimento precário e
desgaste prematuro, obsolescência ou que, por causas fortuitas, exija manutenção ou
recuperação onerosa, assim consideradas aquelas, cujo custo seja, normalmente,
superior a cinquenta por cento do preço de mercado do mesmo material ou de
material similar, em perfeitas condições de uso; e
IV) Material inservível
É aquele que não mais possa ser utilizado para o fim a que se destina, em razão da
inviabilidade de recuperação pela perda de suas características originais, tais como:

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a) material contaminado por agentes patológicos, sem possibilidade de recuperação


por assepsia;
b) material infestado por insetos nocivos, com risco para outro material;
c) material de natureza tóxica ou venenosa, com risco de vida;
d) material com prazo de validade determinado pelo fabricante vencido;
e) material contaminado por radioatividade; e
f) material avariado que, pelo longo tempo de uso, não apresenta condições de
reparo.

b) Modalidades de destinação definitiva de material


I) Redistribuição
É o remanejamento de material no âmbito do SAbM, de uma para outra OMF,
promovida pelo Órgão de Controle, com base na atividade gerencial de Controle de
Inventário.
II) Transferência
É a modalidade de destinação de material com troca de responsabilidade de uma OM
para outra.
III) Alienação
É toda disposição do direito de propriedade de um material em excesso sob a forma
de venda, permuta ou doação.
a) Venda
É a entrega, mediante remuneração pecuniária, do material em excesso, pertencente à
MB, para pessoas físicas, pessoas jurídicas e organizações Extra Marinha. O material
objeto da venda, observado o disposto no inciso 3.5.8 da SGM 303, poder á
constituir parte de pagamento nas aquisições realizadas, de acordo com condições
previamente estabelecidas e devidamente divulgadas entre os licitantes da aquisição
específica.
b) Permuta
É a troca de material de uma OM da MB com outro Órgão da Administração Direta
do Governo Federal ou dos demais Poderes da União, se considerada oportuna e
conveniente economicamente. A vistoria e avaliação será procedida, também, da
mesma forma e com a mesma finalidade, para o material a ser recebido em troca,
tendo em vista as condições ajustadas.
c) Doação
É a transferência gratuita de material pertencente à MB, para entidades públicas ou
privadas de caráter filantrópico, estas últimas, se reconhecidas como de utilidade
pública pelo Governo Federal.

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É vedada a doação a particulares (pessoa física). O material em qualquer estado,


adquirido com recursos de convênios com Órgãos Federais, Estaduais, Municipais,
do Distrito Federal ou dos Territórios, poderá ser doado ou transferido àqueles
Órgãos, quando previamente estabelecido na sua assinatura e após o cumprimento do
objeto do convênio, for necessário para assegurar a continuidade de programa
governamental, observada a competência definida no inciso 3.5.7 da SGM 303.

IV) Transferência por cessão


É a transferência de material, com troca de responsabilidade, para outro Órgão da
Administração Pública Federal do Poder Executivo ou para outros integrantes de
quaisquer dos demais Poderes da União.

V) Destruição
É a modalidade que consiste na inutilização total ou parcial do material com
comprometimento
irreversível e irrecuperável de suas características funcionais e físico-químicas, após
retirada das partes economicamente aproveitáveis, porventura existentes.

VI) Confinamento
Consiste no isolamento do item de material em excesso (produtos químicos
contaminados, material radioativo e outros), que não pode ser redistribuído, alienado
ou destruído, de modo a evitar riscos residuais à vida humana e ao meio ambiente.
c) Destinação temporária de material
É a atividade de destinação relacionada com a concessão de uso, remunerada ou
gratuita, dos bens móveis determinados como excesso nas OM.

2.5.2 - Enquadramento da destinação


A destinação do material em excesso na MB deverá ser formalizada mediante processo
de Destinação Contábil ou LVAD.

a) Destinação contábil
Consiste no processo de enquadramento do material como ocioso, recuperável,
antieconômico ou inservível, cujos preços não ultrapassem, em relação ao valor
estabelecido no inciso II, do art. 24 da Lei no 8.666/1993:
I) a cinco por cento, no caso do preço unitário; e
II) a quarenta por cento, no caso do preço global (preço unitário do item multiplicado
pela quantidade do item a ser dado despesa).

b) Laudo de Vistoria, Avaliação e Destinação (LVAD)


Consiste no enquadramento do material ocioso, recuperável, antieconômico ou
inservível para os bens patrimoniais:

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I) cujo preço unitário ou o valor global ultrapassem os respectivos limites previstos


no inciso anterior; e
II) previamente definidos pelos Órgão de Direção Técnica (ODT) que,
independentemente do preço existente nos registros internos ou no sistema de
controle de material, estabeleça sua destinação por LVAD (ex.: Viaturas
Administrativas, Embarcações).

c) Aprovação da Destinação:
I) a aprovação da Destinação Contábil é de competência do Ordenador de
Despesa/Titular de OM Centralizada; e
II) a apreciação e aprovação da destinação por LVAD é de competência do ODT e
das autoridades definidas no inciso 3.5.7 da SGM 303.

2.5.3 - Formalização da destinação por LVAD


a) Fases da Destinação por LVAD
A destinação por LVAD será formalizada mediante as seguintes fases:
I) determinação de condição de excesso;
II) enquadramento da formalização da destinação;
III) vistoria inicial;
IV) divulgação;
V) vistoria;
VI) avaliação; e
VII) destinação definitiva ou temporária do material.

b) Comissão de Vistoria, Avaliação e Destinação (CVAD)


A vistoria, a avaliação e a destinação definitiva ou temporária de material será
realizada por uma Comissão de Vistoria, Avaliação e Destinação (CVAD), composta,
no mínimo, por três membros, Oficiais, Suboficiais ou servidores civis de
reconhecida capacidade técnica, designada mediante Ordem de Serviço do
Comandante/Diretor da OM responsável pela destinação do material e presidida pelo
mais antigo designado. As OM que não possuam estrutura administrativa e de
pessoais adequadas deverão solicitar sua designação ao Comando Imediatamente
Superior.

c) Laudo de Vistoria, Avaliação e Destinação (LVAD)


É o documento em que a CVAD formalizará a destinação definitiva ou temporária do
material em excesso na OM, organizado por Símbolo de Jurisdição (SJ) do material,
conforme modelo e instruções para preenchimentos constantes em Anexo.

d) Vistoria
I) A CVAD deverá verificar a aplicação do material em excesso de acordo com as
seguintes classificações:

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a) material com aplicação (CAP)


É todo material em excesso, que poderá ser aproveitado para aplicação em outra OM
ou OREMA;
b) material com matéria-prima aproveitável (CMA)
É todo material em excesso, que apresenta partes economicamente aproveitáveis para
aplicação em outro bem patrimonial ou incorporação no patrimônio da MB;
c) material sem matéria-prima aproveitável (SMA)
É todo material em excesso, que não apresenta partes economicamente aproveitáveis
para aplicação em outro bem patrimonial ou incorporação no patrimônio da MB; e
d) material sem aplicação (SAP)
É todo material em excesso, sem condições de aproveitamento total ou parcial em
outra OM ou OREMA por oferecer riscos à vida humana.
II) Na verificação da situação e da aplicação do material, a CVAD deverá definir a
modalidade de destinação definitiva, observando a seguinte correspondência:
a) quando o material ocioso não tiver sido transferido para outra OM na fase de
divulgação, deverá ser classificado como .CAP. e indicada a destinação por alienação
(venda, permuta ou doação) ou transferência por cessão, conforme o caso;
b) quando o material recuperável não tiver sido transferido para outra OM na fase de
divulgação, deverá ser classificado como .CAP. e indicada a destinação por alienação
(venda, permuta ou doação) ou transferência por cessão, conforme o caso;
c) o material antieconômico deverá ser classificado como "CMA" ou "SMA" e
indicada a destinação por alienação (venda, doação ou destruição), conforme o caso;
d) o material inservível, contaminado por produtos químicos ou impurezas (detritos)
ou avariado pelo longo tempo de uso, que não apresenta condições de reparo, deverá
ser classificado como "CMA" ou "SMA" e indicada a destinação por alienação
(venda, permuta, doação ou destruição), conforme o caso;
e) o material inservível, contaminado por agentes patológicos ou infestado por
insetos nocivos ou com prazo de validade vencido, deverá ser obrigatoriamente
classificado como .SAP. e indicada a destinação para destruição; e
f) o material inservível, de natureza tóxica ou venenosa ou contaminado por
radioatividade, deverá ser obrigatoriamente classificado como .SAP. e indicada a
destinação para confinamento.

e) Avaliação
A CVAD deverá atribuir no LVAD o preço unitário inicial e avaliado com base nas
seguintes informações:
I) o preço unitário inicial será atribuído com base nos valores de inventário do
material existente na OM;

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II) o preço unitário avaliado, em data próxima à venda, deverá ser atribuído,
preferencialmente, com base no preço de mercado previsto na alínea b do inciso
2.2.2, uma vez que estes valores permitirão à comissão conhecer o valor mais
conveniente para venda do material, quando for o caso.

f) Destinação Definitiva
I) O material ocioso ou recuperável, que não for transferido para outra OM, bem
como o material antieconômico ou inservível, que foi destinado por meio de LVAD
devidamente aprovado, deverão ser excluídos do controle de material da OM, pelo
Fiel de Suprimento ou de Material, mediante autorização do Gestor de Material no
LVAD.
II) O material alienado deverá ser vendido em conformidade com os procedimentos
previstos no inciso 3.5.8 da SGM 303.
III) O material alienado por permuta ou doação e transferido por cessão deverá ser
entregue às OREMA mediante assinatura no documento de origem de exclusão do
controle de material ou, quando for o caso, no Termo de Transferência de
Responsabilidade constante em Anexo.
IV) A destruição do material excluído do controle de material deverá ser feita,
preferencialmente, mediante participação dos setores especializados, de forma a
atender às seguintes finalidades:
a) possibilitar que as partes economicamente aproveitáveis sejam aplicadas em outro
bem patrimonial ou incorporado ao patrimônio da MB; e
b) jogar no lixo as partes consideradas efetivamente sem aplicação para a MB.
V) O confinamento do material inservível deverá ser executado, obrigatoriamente,
por pessoal especializado em local autorizado pelas instituições responsáveis pelo
controle dos materiais contaminados.
VI) Os símbolos nacionais, armas, munições e materiais pirotécnicos serão
destruídos em conformidade com os procedimentos específicos dos respectivos ODT.

2.6 – FASES DA DESTINAÇÃO


O processo para enquadramento do material como ocioso, recuperável, antieconômico ou
inservível é subdividido nas seguintes fases:

2.6.1 - Determinação da condição de excesso


É a fase de reconhecimento do material ocioso, recuperável, antieconômico ou
inservível, existente na OM, armazenado ou em uso nas incumbências, mediante
comunicação do responsável pela guarda do material ou de uma Comissão ou
Encarregado de Inventário ao Gestor de Material.

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2.6.2 - Enquadramento da destinação


É a fase de enquadramento do processo de formalização da destinação do material,
prevista no art. 2.5.2, pelo Gestor de Material, com base nos preços constantes nos
sistemas de controle de material ou inventários, e orientações específicas dos ODT
responsáveis pela jurisdição do material.

2.6.3 - Vistoria inicial


É a fase de verificar a situação do item de material como ocioso e recuperável, pelo
Gestor de Material, visando à divulgação da sua disponibilidade.

2.6.4 - Divulgação
É a fase em que a OM, possuidora do material ocioso ou recuperável considerado em
excesso, promoverá ampla divulgação da disponibilidade do material para transferência
para outras OM, sendo obrigatória, pelo menos, a publicação de uma nota em Boletim
de Ordens e Notícias (BONO), contendo a descrição do material, a quantidade e a
respectiva situação de excesso.
a) Havendo interesse de outra OM, a transferência deverá ser formalizada por uma
NMM, autorizada pelo Ordenador de Despesa/Titular de OM Centralizada. Neste caso,
encerra-se o processo de destinação.
b) Evidenciado o desinteresse na transferência do material, a OM dará continuidade ao
cumprimento das demais fases de destinação.
c) Os ODT deverão verificar, caso a caso, se há necessidade de as demais OM serem
consultadas quanto ao interesse em receber o material, antes de serem procedidas as
demais fases da destinação, salvo se já houver divulgado, previamente, a dispensa dessa
consulta.

2.6.5 - Vistoria
É a fase de verificar a situação e a aplicação do item de material considerado em
excesso mediante exame técnico detalhado, e identificar a modalidade adequada de sua
destinação.
a) O material, cujo preço unitário ou valor global não ultrapasse os limites previstos no
inciso 2.5.2.1 deverá ser vistoriado pelo Gestor de Material, que considerando a
complexidade técnica e aplicação do material, poderá utilizar os seguintes meios para
avaliação:
I) Parecer ou Laudo de Equipe Técnica;
II) Parecer ou Laudo de Empresas;
III) Orçamentos para reparos; e
IV) Outros documentos julgados pertinentes.

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b) Na vistoria realizada pela comissão, prevista no inciso 2.5.3.2, deverão ser incluídos,
caso necessário, laudos ou pareceres técnicos, fotos ou outros documentos, que
possibilitem a posterior apreciação pelo ODT.

2.6.6 - Avaliação
É a fase de atribuir um valor financeiro atualizado ao item de material em excesso, com
base nos registros internos da OM e no preço de mercado, nos casos em que a
destinação for formalizada por LVAD, prevista no inciso. 2.5.3.

2.6.7 - Destinação Definitiva do Material


É a fase relacionada com a alienação, transferência por cessão, destruição e
confinamento do item de material existente na OM, considerado em excesso.
Na destinação contábil, aplicam-se as seguintes modalidades de destinação definitiva:
I) alienação por venda;
II) destruição; e
III) confinamento.

2.6.8 - Formalização da Destinação Contábil


a) Fases da Destinação Contábil
A Destinação Contábil será formalizada mediante as seguintes fases:
I) determinação da condição de excesso;
II) enquadramento da formalização da destinação;
III) vistoria inicial;
IV) divulgação;
V) vistoria; e
VI) destinação definitiva do material.

b) Exclusão
Consiste no registro de movimentação da despesa no Sistema de Controle de
Material, pelo Fiel de Suprimento ou de Material, mediante autorização do Gestor de
Material no documento origem de "Destinação Contábil", devidamente assinado e
previamente aprovado pelo Ordenador de Despesa/Titular de OM Centralizada.
a) No SISMAT, a destinação contábil será formalizada pelas NMM tipos 1202/2201 -
Saída de Material por Destinação Contábil.
b) Nos demais sistemas de controle de material, a destinação contábil será
formalizada mediante emissão de “Termo de Despesa por Destinação Contábil” ou
outro documento origem correspondente.

c) Destinação Definitiva
I) O material ocioso ou recuperável, excluído por destinação contábil, deverá ser
vendido de acordo com os procedimentos definidos no inciso 3.5.8 da SGM 303.

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II) O material antieconômico ou inservível por avaria, sem condições de reparo e


excluído por destinação contábil, deverá ser destruído para aproveitamento da
matéria-prima, que deverá ser aplicada em outro bem, incorporada ao patrimônio da
OM ou vendida de acordo com os procedimentos previstos no inciso 3.5.8 da SGM
303.
III) O material inservível por avaria, sem condições de reparo e excluído por
destinação contábil sem aplicação, deverá ser destruído e jogado no lixo.
IV) O material inservível contaminado, infestado, tóxico ou venenoso, excluído por
destinação contábil, deverá ser confinado ou destruído, conforme o caso.

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CAPÍTULO 3

ORGANIZAÇÃO DA GESTORIA

3.1 - ESTRUTURA ORGANIZACIONAL


A organização da Gestão de Material das OMCN, OMCI e OMCE deverá ser desdobrada
em Incumbências e Centros de Consumo.

3.1.1 - Incumbência (INC)


É a denominação utilizada para organizar a Gestão de Material em setores responsáveis
pelo material em uso ou existente em estoque, vinculados, preferencialmente, à estrutura
organizacional constante do Regimento Interno das OM ou de acordo com as
peculiaridades do serviço naval, tais como: do Mestre, do Mestre D’Armas, do Rancho
de CB/MN, do Paiol de Óleo, do Almoxarifado e outros.

3.1.2 - Centro de Consumo (CECO)


É a denominação utilizada para organizar a Gestão de Material das OMC e OMPS em
setores responsáveis pela solicitação e aplicação do material distribuído internamente,
vinculados, preferencialmente, à estrutura organizacional constante dos Regimentos
Internos das OM, tais como: da Divisão de Intendência e outros.

3.1.3 - Estrutura Funcional


a) Na organização da gestoria de material das OMCN, OMCI e OMCE, deverá ser
observada a estrutura funcional prevista no inciso. 1.4 e os procedimentos definidos
neste Capítulo.
b) O Gestor Patrimonial deverá ser sempre o Encarregado da Divisão ou Seção
responsável pelo controle patrimonial do material estocado e em uso da OMC, visando
centralizar o controle de material num único setor organizacional e possibilitar a
comunicação administrativa e funcional com as demais gestorias.
c) Nas OMC onde não estiver prevista a Divisão ou Seção de Material, as atividades
inerentes à gestão de material poderão ser atribuídas à Divisão de Serviços Gerais ou
equivalente.

3.2 - GESTÃO CENTRALIZADA DE MATERIAL


A Gestão Centralizada de Material poderá ser autorizada, em caráter excepcional, mediante
avaliação e proposta técnica da DFM, visando reduzir tarefas rotineiras das OM, desde que
o processo de obtenção também seja centralizado e a OM possua estrutura funcional
reduzida.

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As Adidâncias, Agências, Avisos de Instrução, Avisos de Transporte, Delegacias, Navios


Balizadores, Navios Faroleiros, Navios Hidrográficos, Navios Patrulhas e Navios
Varredores, cujo efetivo previsto em regimento interno está limitado a um ou dois oficiais,
poderão ser organizados como Incumbência da Gestão Centralizada de Material das OMCI
responsáveis pelo seu apoio administrativo e logístico, no que concerne à obtenção de
material, como as Capitanias, os Grupamentos Navais e os Serviços de Sinalização
Náutica.
Neste caso, os Comandantes das OM centralizadas deverão responder como Encarregados
de Incumbência ao Ordenador de Despesa da OMCI responsável pela Gestão
Centralizadora de Material.

3.3 - SISTEMA DE CONTROLE DE MATERIAL


3.3.1 - SISMAT
O registro e controle da movimentação de material das OMCN, OMCI, OMCE e OMPS
deverá ser processado, obrigatoriamente, no SISMAT, que é um sistema de processamento
eletrônico de dados desenvolvido e administrado pela DFM, composto dos Sistemas de
Controle de Estoque (SISTOQUE) e Cadastro de Bens Móveis (CADBEM) e Módulos de
Apoio. As novas OM criadas receberão as instruções da DFM para instalação do SISMAT
após cumprimento do procedimento preconizado na alínea a do inciso 4.2.1 da SGM 303.

3.3.2 - SISTOQUE
a) Sistema destinado ao registro e controle da movimentação do estoque para consumo
das OMCN, OMCI e OMCE e do estoque para fabricação e estoque de manufaturados
das OMPS.
b) O SISTOQUE tem como propósito atender às necessidades de gerência e controle
dos bens de estoque, bem como implementar uma nova estrutura sistêmica, que permita:
I) o conhecimento do existente em estoque;
II) a padronização dos itens de consumo;
III) a coleta de informações sobre as quantidades de itens e respectivos valores
utilizados
por centros de consumo, possibilitando a elaboração de subsídios financeiros;
IV) o estabelecimento dos níveis de consumo mínimo, máximo e operacional, para
possibilitar a aquisição de material em tempo hábil;
V) a identificação da localização do estoque para consumo nas OMC e do estoque para
fabricação e manufaturados nas OMPS;
VI) o acompanhamento dos prazos de validade dos medicamentos;
VII) a compatibilização do saldo das contas patrimoniais registradas no SISTOQUE
com os valores apurados nas contas contábeis do SIAFI; e

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VIII) produzir os demonstrativos patrimoniais requeridos pelo controle interno da MB,


estabelecidos nestas Normas.

3.3.3 - CADBEM
a) Sistema destinado ao registro e controle da movimentação de material permanente e
de consumo duradouro das OMCN, OMCI e OMCE.
b) O CADBEM tem como propósito documentar, registrar e demonstrar os resultados
dos atos e fatos administrativos relativos às transações com os bens móveis,
que permita:
I) controlar as responsabilidades pela gestão, uso, guarda e conservação dos bens
móveis;
II) capacitar as OM a realizarem a digitação de documentos que serão encaminhados à
DCoM por meio magnético;
III) permitir a compatibilização do saldo das contas patrimoniais registradas no
CADBEM, com os valores apurados nas contas contábeis do SIAFI;
IV) identificar os materiais incorporados nas incumbências que compõem o acervo
patrimonial da OM; e
V) produzir os demonstrativos patrimoniais requeridos pelo controle interno da MB,
estabelecidos nestas Normas.

3.4 – CADASTRO DE BENS MÓVEIS (CADBEM)


3.4.1 - Implantação
Na implantação do controle de bens móveis por meio do CADBEM, o Gestor
Patrimonial deverá observar as instruções contidas no inciso 4.2 e adotar as seguintes
providências:
a) realizar o inventário inicial de bens móveis identificando o material;
b) organizar a OM por incumbências, com os seus respectivos encarregados,
responsáveis pela custódia e conservação dos bens móveis;
c) digitar, na tabela de incumbências do SISMAT, os dados previstos para
cadastramento;
d) digitar no CADBEM as NMM tipo "entrada de material achado fora de carga na
OM" ou "entrada de material por transferência de outra OM" para incorporação do
material permanente e do material de consumo duradouro inventariado;
e) formalizar a responsabilidade dos bens sob custódia do Encarregado de Incumbência
por intermédio do Termo de Responsabilidade de Incumbência (TRI) constante do
CADBEM; e
f) imprimir o inventário de bens móveis por incumbência e formalizar a
responsabilidade do Gestor Patrimonial por meio do Termo de Responsabilidade.

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3.4.2 - Movimentações de Receita e Despesa


a) Disposições Iniciais:
I) as movimentações de receita e despesa dos bens móveis nas OMCN, OMCI e OMCE
deverão ser escrituradas no CADBEM, obrigatoriamente, como material permanente ou
material de consumo duradouro, por meio de NMM;
II) as embarcações, as aeronaves e as viaturas operativas serão classificadas como bens
móveis e registradas no CADBEM, sendo que nas OMCI e OMCE deverão ser,
simultaneamente, contabilizadas no SIAFI; e
III) o material permanente controlado pelas OMCON, registrado e controlado em
cadastros específicos, não deverá ser registrado no CADBEM das OMC e no SIAFI das
OMCI e OMCE.

b) Movimentações de receita
I) Recebimento e aceitação - os bens móveis encomendados no comércio ou na
indústria, e os doados, permutados ou transferidos de outra OM ou OREMA serão
entregues no almoxarifado para recebimento e aceitação pelo Fiel de Armazenagem, em
conformidade com o disposto no inciso 2.2.2. Em seguida, o Fiel de Material
identificará o material com etiqueta ou plaqueta e procederá à entrega do mesmo ao
Encarregado de Incumbência, mediante assinatura da NMM e tempestivamente, do TRI.
II) Achado fora de carga na OM - verificar se o material está em perfeito estado, se tem
utilidade para a OM e se está identificado com número patrimonial. Caso afirmativo,
verificar se consta do CADBEM e se não pertence a outra incumbência, providenciando
a sua escrituração no CADBEM e contabilização no SIAFI pelo Fiel de Material.

c) Movimentações de despesa
I) Transferência para outra OM - caso o material não tenha sido transferido para outra
incumbência, deverão ser adotados os seguintes procedimentos:
- o Encarregado de Incumbência deverá enviar o material ao Gestor Patrimonial,
acompanhado de a NMM preenchida com a nomenclatura, a quantidade e o número
patrimonial do material, determinando a sua condição de excesso;
- com este documento, o Gestor Patrimonial determina a segregação do material no
almoxarifado e registra no CADBEM a transferência do material para incumbência
“DESTINAÇÃO”, atualizando o TRI para assinatura do Encarregado de Incumbência;
- em coordenação com o Agente Fiscal, solicita a divulgação de uma nota em BONO,
informando as características do bem disponível para transferência; e

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- a transferência para outra OM será processada por meio de NMM-CADBEM,


devidamente assinada pelo agente recebedor da OMD; caso não haja transferência,
deverão ser adotados os procedimentos para destinação definitiva previstos na subalínea
III desta alínea.
II) Destinação contábil - o Encarregado de Incumbência determina a condição de
excesso por NMM e o Gestor Patrimonial identifica a desobrigatoriedade de destinação
por LVAD e processa a destinação contábil de acordo com as fases definidas no inciso
2.5 e 2.6.
III) Destinação definitiva - o Encarregado de Incumbência determina a condição de
excesso por meio de NMM. O Gestor Patrimonial identifica a obrigatoriedade de
destinação definitiva por LVAD e processa a destinação de acordo com as fases
definidas no inciso 2.5 e 2.6.

3.4.3 - Identificação
Após a aceitação do material, o Gestor Patrimonial autorizará o Fiel de Material a
efetuar as seguintes atividades de identificação do material:
a) identificar todo o material permanente e de consumo duradouro, sempre que possível
com etiqueta ou plaqueta contendo o código da OM, a Incumbência e o Número
Patrimonial (NP), cuja faixa numérica é distribuída pela DCoM, mediante solicitação da
OM, por mensagem;
b) a identificação do material deverá ser afixada em lugar visível, que garanta a
eficiência e a durabilidade da expressão do NP;
c) os itens com descrição diferente deverão ser, obrigatoriamente, incorporados com
números patrimoniais distintos. A descrição do material deverá ser iniciada pelo seu
nome constante do documento origem correspondente, com as informações que
possibilitem sua identificação, tais como: a cor, o tipo, a marca, as dimensões, o
fabricante, o número de série, a matéria de que é feito e outros julgados necessários.
d) quando o material se constituir de mais de uma peça, deverá cada uma delas receber
um NP próprio, exceto os equipamentos que, no seu conjunto, de peças, expressam a
sua identidade física, e a retirada de uma peça inviabilize o seu funcionamento.
e) a identificação do material bibliográfico, constituído de mais de um volume, poder á
ser feita mediante a aposição de carimbo, no início de cada volume;
f) quando o material não permitir a identificação, fazer constá-lo de uma “relação de
bens móveis da incumbência”, contendo o NP e a descrição do material, para ser afixada
na própria incumbência; e

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g) quando ocorrer a necessidade de reparo, pintura ou reforma em determinado bem, a


OM deverá preservar o NP, no sentido de que seja mantido intacto ou imediatamente
restabelecido, para fim de pronta identificação, inventário e responsabilidade, assim
como todas as características originais do bem.

3.5 - CONTROLE DOS BENS MÓVEIS NAS INCUMBÊNCIAS


3.5.1 - Responsabilidade
a) A responsabilidade dos bens sob custódia do Encarregado de Incumbência será
formalizada pelo TRI.
b) Os Encarregados de Incumbência poderão formalizar a utilização do material pelos
militares e servidores civis lotados na incumbência mediante CAUTELA.
As cautelas deverão ser atualizadas, anualmente, à vista do item patrimonial e, quando
ocorrer alterações ou transferência de responsabilidade.
c) Os Encarregados de Incumbência deverão manter o material sob sua responsabilidade
com as etiquetas em perfeito estado, providenciando sua substituição quando se
tornarem ilegíveis.
d) Nenhum Encarregado de Incumbência poderá desembarcar sem que tenha transferido
o material sob sua responsabilidade, observando os procedimentos para passagem de
função previstos neste artigo.
e) Os Encarregados de Incumbência e os militares ou Servidores Civis Titulares de
Cautelas deverão comunicar, imediata e formalmente ao Ordenador de Despesa/Titular
de OM Centralizada, conforme o caso, informando ao Gestor Patrimonial, qualquer
perda ou extravio ocorridos com o material sob sua responsabilidade.
3.5.2 - Transferência entre incumbências
a) O Encarregado de Incumbência deverá preencher a NMM correspondente e entregar
o material na incumbência de destino, mediante assinatura do Encarregado de
Incumbência recebedor na NMM, encaminhando-a para o Gestor Patrimonial.
b) O Gestor Patrimonial determinará ao Fiel de Material o registro da movimentação no
CADBEM e a emissão de uma nova relação de material das incumbências envolvidas
com o respectivo TRI, a fim de permitir a sua verificação e assinatura pelos
Encarregados de Incumbência (recebedor e entregador).
3.5.3 - Material em excesso nas Incumbências
Quando for constatada a existência de algum material ocioso, recuperável,
antieconômico ou inservível, o Encarregado de Incumbência deverá determinar a
condição de excesso, encaminhando NMM ao Gestor Patrimonial, que procederá à
destinação apropriada.

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3.5.4 - Material destinado a conserto ou a manutenção


a) Quando for autorizado, em documento próprio, o reparo ou a manutenção do material
por terceiros, o Encarregado da Incumbência deverá providenciar a emissão de Cautela,
em duas vias, autorizada pelo seu respectivo superior hierárquico.
b) A responsabilidade pela entrega e recebimento do material em reparo será do
Encarregado de Incumbência.
c) As substituições de peças ou qualquer componente de um bem móvel, pintura ou
nova forração capaz de alterar a sua identificação, serão obrigatoriamente comunicadas
ao Gestor Patrimonial, por meio de NMM, que fará as alterações cabíveis.

3,5.5 - Empréstimo de material


a) Os Empréstimos de Materiais deverão ser formalizados pelo Encarregado de
Incumbência por meio de Cautela, devidamente datada e assinada pelo recebedor;
b) Nenhum material poderá ser emprestado sem o conhecimento do Encarregado de
Incumbência.
c) Os Empréstimos de Material para outra OM só poderão ser formalizados após
autorização do Ordenador de Despesa/Titular de OM Centralizada.

3.5.6 - Inventário rotativo


a) Deverá ser realizada, pelo menos anualmente, uma verificação física dos bens móveis
sob a responsabilidade dos Encarregados de Incumbência, antecedendo a elaboração do
inventário anual por ocasião do encerramento patrimonial.
b) Mensalmente, poderão ser indicadas em Plano do Dia as Incumbências a serem
inspecionadas e os respectivos inspetores.
c) O Inspetor deverá apresentar ao Gestor Patrimonial as discrepâncias encontradas, em
relatório previsto em Ordem Interna, para que sejam providenciadas as regularizações
cabíveis.
d) Serão consideradas discrepâncias:
I) ausência de material constante do TRI;
II) existência de material que não conste do TRI;
III) material sem identificação; e
IV) material em condição de excesso.

3.5.7 - Passagem de função de Encarregado de Incumbência


a) A custódia do Encarregado de Incumbência é de competência anual, cessando por
extinção da Incumbência ou substituição do Encarregado, precedida, em ambos os
casos, das verificações regulamentares e dos respectivos inventários.
b) A Transferência de Responsabilidade dos Encarregados de Incumbência será
controlada internamente pelas OM e se efetivará após as seguintes providências:
I) designação do Encarregado de Incumbência substituto, mediante Ordem de Serviço
do Comandante/Diretor;

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II) conferência dos bens móveis relacionados no inventário de bens móveis com os
existentes na incumbência, realizada pelo Encarregado de Incumbência que passa e pelo
recebedor;
III) conferência das Cautelas dos bens em uso na incumbência, pelo recebedor; e
IV) formalização da transferência da custódia dos bens, pela assinatura do Termo de
Transferência de Responsabilidade de Incumbência (TRI), conforme modelo constante
do CADBEM.
c) As providências para transferência de responsabilidade dos Encarregados de
Incumbência serão controladas pelo Gestor Patrimonial e fiscalizadas pelo Agente
Fiscal.

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