0% acharam este documento útil (0 voto)
61 visualizações17 páginas

Características dos Anelídeos e Artrópodes

O documento descreve as características gerais dos anelídeos, incluindo que possuem corpo segmentado e sistemas digestivo, circulatório, respiratório, excretor e nervoso. Os principais representantes são minhocas e sanguessugas, que vivem em diferentes ambientes como solo e água.

Enviado por

messiasmoniz2023
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
61 visualizações17 páginas

Características dos Anelídeos e Artrópodes

O documento descreve as características gerais dos anelídeos, incluindo que possuem corpo segmentado e sistemas digestivo, circulatório, respiratório, excretor e nervoso. Os principais representantes são minhocas e sanguessugas, que vivem em diferentes ambientes como solo e água.

Enviado por

messiasmoniz2023
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1.

Filos anélidos ou anelídeos

Anelídeos (Filo Annelida) são animais que apresentam o corpo formado por uma série de anéis.
Como representantes deles, temos as sanguessugas e as minhocas.

Os anelídeos são animais invertebrados de corpo mole, alongado, cilíndrico e dividido em anéis,
apresentando uma nítida segmentação.

O filo Anélida apresenta 15 mil espécies, encontradas na água doce ou salgada e em solo
húmido. Os principais representantes dos anelídeos são as minhocas e as sanguessugas.

Anelídeos (Filo Annelida) são animais de corpo segmentado que vivem em diferentes ambientes,
como água doce e solo húmido. Actualmente são conhecidas cerca de 16.500 espécies, sendo a
minhoca a representante mais conhecida. São animais triblásticos, celomados e que apresentam
simetria bilateral. O filo é tradicionalmente dividido em poliquetas, oligoquetas e hirudíneos,
sendo um dos critérios para essa classificação a presença de cerdas.

Características gerais

Os anelídeos são animais que, como o nome sugere, possuem o corpo formado por vários
segmentos que lembram uma série de anéis fundidos uns aos outros. Vivem em ambientes
variados, sendo encontrados em ambiente marinho, em água doce e em solo húmido. Possuem
representantes de diversos tamanhos, existindo organismos com menos de 1 mm e até com mais
de 3 m, sendo esse o caso da minhoca gigante australiana.

O corpo dos anelídeos é revestido por uma cutícula colágena fibrosa, que recobre um epitélio que
apresenta células glandulares e também sensoriais. A parede do corpo do animal apresenta
camadas de músculos circulares e longitudinais.

Sistema digestivo da minhoca (fig)

O sistema digestório dos anelídeos é completo, iniciando-se na boca, localizada anteriormente, e


finalizando-se no ânus, na região posterior do corpo. O trato digestivo é tubular e estende-se por
todo o corpo do animal, atravessando cada septo. Os anelídeos alimentam-se de diferentes
produtos, existindo espécies carnívoras, herbívoras e até parasitas.
Os anelídeos apresentam sistema digestório completo. Os órgãos digestivos em sequência são: a
boca, o papo, a moela, o intestino e o ânus.

O alimento fica armazenado no papo, segue para a moela onde é triturado e no intestino ocorre a
absorção dos nutrientes.
O modo de alimentação varia conforme a espécie, mas podem ser herbívoros, carnívoros e
hematófagos.

Sistema respiratório (fig)

A respiração dos anelídeos pode ser realizada de diferentes formas. Algumas espécies
apresentam respiração cutânea, outras, no entanto, apresentam respiração branquial. Em muitos
poliquetas, observa-se a presença de estruturas chamadas de parapódios, que atuam, entre outras
funções, como brânquias. O sistema excretor dos anelídeos é formado por um par de nefrídeos
por segmento. Na maioria dos anelídeos, como as minhocas, observa-se a presença de
metanefrídeos, estruturas que colectam o líquido directamente do celoma do animal.

A pele fina e úmida dos anelídeos permite as trocas gasosas com o ambiente, o que caracteriza a
respiração cutânea.

Os anelídeos aquáticos realizam a respiração branquial.

Sistema circulatório (fig)

Os sistema circulatório desses animais é fechado, com o sangue correndo, portanto, no interior
dos vasos. O plasma sanguíneo apresenta hemoglobina dissolvida, sendo essa molécula
responsável pelo transporte de oxigênio no animal.

Sistema excretor

Os anelídeos possuem sistema circulatório fechado. Isso quer dizer que o sangue corre dentro de
vasos. No sangue encontra-se a proteína hemoglobina, porém sem hemáceas.

O sistema circulatório é composto por dois vasos, um dorsal e outro ventral, além de um
conjunto de vasos contráteis, que podem ser comparados aos corações.
Esses animais apresentam um par de nefrídeos por segmento, os quais são responsáveis por
retirar as excretas do sangue e do celoma.

Sistema nervoso

Os anelídeos apresentam um sistema nervoso que é formado um par de gânglios cerebrais,


também chamados de cérebro, e conectivos para um ou dois cordões nervosos que se estendem
por todo o comprimento do corpo do animal. Em cada segmento, observa-se a presença de
gânglios nervosos e nervos laterais.

O sistema nervoso é do tipo ganglionar. É composto por um par de gânglios cerebrais, de onde
partem dois cordões nervosos ventrais. Ao longo dos cordões, há um par de gânglios em cada
anel.

Importância ecológica da minhoca

As minhocas vivem no solo, especialmente em áreas com cobertura vegetal, matéria orgânica
abundante e muita humidade.

Elas são reconhecidas pela sua importância no solo, pois cavam túneis e galerias que permitem a
penetração do ar e da água no terra. Isso facilita o desenvolvimento das raízes das plantas.

Além de ingerirem material orgânico do solo, também eliminam as fezes, contribuindo para a
fertilidade com a produção do húmus.

Classes do filo anélida

Tradicionalmente os anelídeos são classificados em três grupos: poliquetas, oligoquetas e


hirudíneos. Estudos filogenéticos recentes mostram alguns problemas relacionados a essa
divisão, porém abordaremos a divisão em três grupos por ser a mais difundida.

 Polychaeta (poliquetas): possuem representantes marinhos e com grande quantidade de


cerdas em seu corpo. Possuem um par de apêndices chamados de parapódios, que se
assemelham a remos e são ricos em cerdas.
Os parapódios ajudam na locomoção e, em algumas espécies, funcionam como brânquias.
Apresentam sexos separados e a fecundação é externa. Possuem desenvolvimento indirecto, ou
seja, contando com estágio larval. Os poliquetas destacam-se por sua grande capacidade de
regeneração.

 Oligochaeta (oligoquetas): incluem-se anelídeos de água doce, marinhos e terrestres. Os


oligoquetas, como o nome sugere, apresentam pequena quantidade de cerdas em seu corpo.
Para locomoverem-se em solos úmidos, contraem o seu corpo ou então, literalmente, comem
o seu caminho.

Ao alimentarem-se do solo, esses animais extraem seus nutrientes, e o que não é aproveitado é
eliminado na forma de húmus. Oligoquetas são hermafroditas, a fertilização é cruzada, e o
desenvolvimento, directo. Nesse grupo, há presença de um clitelo, o qual secreta um material que
formará o casulo que conterá os ovos. Como representantes de oligoquetas, podemos citar as
minhocas.

 Hirudínea (hirudíneos): temos representantes de água doce, água salgada e ambiente


terrestre. Diferentemente dos outros grupos, os representantes dos hirudíneos não apresentam
cerdas em seu corpo.

Assim como os oligoquetas, não possuem parapódios. São conhecidos popularmente como
sanguessugas. Apesar de serem muito conhecidas por serem hematófagas, nem todas as
sanguessugas têm esse hábito. Nas espécies que sugam sangue de outros animais, observa-se
mandíbulas que lembram lâminas, que cortam a pele do hospedeiro.

Geralmente, o hospedeiro não sente dor, pois esses animais secretam uma substância anestésica.
Além disso, observa-se também a secreção da hirudina, uma substância anticoagulante. As
sanguessugas são hermafroditas e também possuem um clitelo, o qual secreta um casulo em
algumas espécies. O casulo pode ser depositado no ambiente aquático ou terrestre.
2. Filo Antropoda

Artrópodes são animais pertencentes ao Filo Arthropoda, um filo que agrupa organismos que se
destacam pela presença de apêndices articulados e um exoesqueleto quitinoso, que protege o
corpo do animal contra perda de água e predadores. O grupo dos artrópodes é bastante rico em
espécies, com mais de um milhão de espécies descritas. Pesquisadores, no entanto, acreditam que
esse número pode ser muito maior, sendo estimada a existência de cerca de um bilhão de bilhões
(1018) de artrópodes no planeta.

Esses animais são encontrados em praticamente todos os lugares, existindo espécies terrestres e
aquáticas de água doce e salgada. Como exemplos de artrópodes, podemos citar as abelhas,
lacraias, escorpiões, aranhas, lagostas e caranguejos.

Características gerais

Artrópodes são animais invertebrados, não apresentando, portanto, crânio e coluna vertebral.
Além de serem invertebrados, todos os artrópodes apresentam as características a seguir.
É o filo com o maior número de espécies e com representantes terrestres, de água doce e
marinhos. Encontra-se dividido em cinco classes: crustáceos, insectos, aracnídeos, quilópodes e
diplópodes.
Apresentam um exoesqueleto quitinoso e uma série de apêndices articulados. O exoesqueleto
limita o crescimento desses animais, que crescem através do processo de mudas (ecdises),
durante as quais trocam o seu envoltório.

São triblásticos: apresentam três folhetos embrionários (endoderme, mesoderme e ectoderme).


São celomados: apresentam celoma, uma cavidade corporal revestida por tecido derivado da
mesoderme.
São protostómios: o blastóporo origina a boca.

Possuem simetria bilateral: o corpo desses animais pode ser dividido em duas metades iguais.
Apresentam corpo segmentado com apêndices articulados: os artrópodes possuem apêndices
articulados, os quais estão presentes aos pares no corpo do animal. Esses apêndices são
modificados para desempenhar diferentes funções, sendo observados apêndices que atuam, por
exemplo, na locomoção, alimentação, defesa, percepção sensorial e reprodução.
Possuem exoesqueleto de quitina: o corpo desses animais é revestido por um esqueleto externo
formado por quitina. O exoesqueleto desses animais funciona como ponto de fixação para
músculos que promovem a movimentação dos apêndices e garante protecção contra perda
excessiva de água e predadores. O exoesqueleto, apesar de toda a sua importância, limita o
crescimento dos artrópodes. Para garantir seu crescimento, o artrópode deve trocar seu
exoesqueleto e produzir um maior. Esse processo leva a um grande gasto de energia e deixa o
animal vulnerável até o endurecimento completo do novo esqueleto externo.

Sistema digestivo

O sistema digestivo dos artrópodes é completo e o alimento é levado até ele por apêndices bucais
articulados. O sistema é dividido em três partes, o anterior serve para digestão mecânica, o
mediano (ou ceco) para digestão enzimática e absorção de nutrientes e o posterior para absorção
de água. A excreção é feita pelo nefrídeos que são associados a outras estruturas como túbulos de
Malpighi ou glândulas coxais, as quais têm aberturas na base das antenas ou na base do primeiro
par de patas para eliminação dos excretas.

Sistema respiratório (fig)

A estrutura do sistema respiratório depende do grupo e do habitat de cada espécie. Existem


grupos que apresentam respiração branquial (crustáceos), traqueias (insectos, aracnídeos,
quilópodes e diplópodes) e cavidade pulmonar (aracnídeos).

A respiração dos artrópodes varia de uma espécie para outra, uma vez que observamos a
presença desses animais em diferentes locais. Dentre as estrutura especializadas nas trocas
gasosas, podemos destacar:

Brânquias — ocorrem em espécies aquáticas;

Pulmões foliáceos — podem ser observados em aracnídeos;

Sistemas traqueais — encontrados na maioria dos insectos.


Assim como as estruturas responsáveis pelas trocas gasosas, as estruturas responsáveis pela
excreção também variam entre os grupos de artrópodes. São estruturas relacionadas com a
excreção:
Túbulos de Malpighi (estruturas que se encontram associadas ao intestino);
Glândulas antenais (poros excretores que liberam resíduos na base das antenas);
Glândulas coxais (poros excretores que se abrem nas coxas).

Sistema circulatório (fig)

O sistema circulatório é do tipo aberto e o sangue é lançado do coração para o interior de


cavidades. A excreção pode ser realizada através das glândulas verdes (crustáceos), glândulas da
coxa (aracnídeos) ou túbulos de Malpighi (insectos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes).

Pelo fato do sistema circulatório ser aberto, o sangue sai do coração, passa pelos vasos, sai para a
hemocele, alimentando os órgãos dos animais e enfim volta para o coração, e todo o processo
começa de novo. Os pequenos artrópodes não têm moléculas ou células dariam cor ao sangue, já
os artrópodes maiores têm hemocianina no sangue, molécula que deixa o sangue com coloração
azulada. Antes do sangue voltar para o coração, este passa pela estrutura responsável pela
realização da troca gasosa, brânquias no caso de animais aquáticos como os crustáceos, sistema
traqueal em insectos e pulmão foliáceo em aranhas.

.Sistema excretor

Nos artrópodes a excreção é feita, na maioria deles, por meio de tubos de Malpighi, que são
estruturas pouco mais evoluídas do que as nefrídias de uma minhoca, pois não lançam resíduos
metabólicos na superfície corporal externa, mas sim no interior do intestino.

Dependendo do habitat de cada artrópode, esse pode eliminar amónia (crustáceos), ácido úrico
(insectos diplópodes e quilópodes) ou guanina (aracnídeos). Os meios de excreção mais
adequados para o ambiente terrestres são o ácido úrico e a guanina, pois são pouco tóxicos,
exigindo pouca diluição.

Sistema nervoso
O sistema nervoso dos artrópodes é constituído por um cérebro anterior dorsal, o qual é seguido
de um cordão nervoso ventral que apresenta inchaços ganglionares nos segmentos. Os artrópodes
apresentam diferentes órgãos dos sentidos, dentre os quais se destacam estruturas olfativas, olhos
e antenas, as quais se relacionam com diferentes funções, como tatear um local, detectar
substâncias químicas e até mesmo captar sons.

O sistema nervoso é ganglionar, sendo composto por um cordão central ventral, gânglios
cerebróides e um anel nervoso.

O sistema nervoso dos artrópodes é composto por gânglios sendo um central que se liga a um
cordão nervoso que percorre todo o corpo. Os órgãos sensoriais são chamados de sensilas que
podem ser mecano e quimiorreceptores como poros, pelos e cerdas são projecções da cutícula, já
que a mesma é uma barreira entre o corpo doa animais e o meio. Eles podem ter, além dos olhos
simples, os olhos compostos tendo, cada uma das unidades, um nervo exclusivo ligado. Devido a
isso, os olhos compostos são especializados na detecção de movimentos. Os olhos de alguns
artrópodes são especializados em visão diurna ou nocturna, ou seja, eles têm alto grau de
dificuldade para se adaptar a mudança de luminosidade.

Sistema reprodutor

A reprodução é sexuada, existindo tanto espécies dióicas quanto hermafroditas. O


desenvolvimento pode apresentar estágios larvais (indirecto) ou ser directo.

Os artrópodes se reproduzem de maneira sexuada, mas há espécies que apresentam reprodução


assexuada. As abelhas, por exemplo, produzem zangões por partenogénese, um mecanismo
assexuado. Os artrópodes, geralmente, apresentam fecundação interna e o desenvolvimento pode
ser directo ou indirecto, ou seja, sem ou com metamorfose, respectivamente

Classes do filo antropóides

Os artrópodes podem ser classificados de diferentes formas. Com base em evidências


moleculares e morfológicas, os artrópodes atuais estão classificados em três linhagens:

 Quelicerados;
 Miriápodes;
 Pancrustáceos.

No grupo dos quelicerados, estão incluídos animais como aranhas, carrapatos, escorpiões e
ácaros. Centopeias e lacraias estão no grupo dos miriápodes. Por fim, no grupo dos
pancrustáceos, estão inseridos animais como camarões, lagostas, gafanhotos e moscas.

A divisão mais conhecida e trabalhada nos livros didácticos, no entanto, é aquela que agrupa
os artrópodes em cinco grupos:

 Aracnídeos;
 Insectos;
 Crustáceos;
 Quilópodes;
 Diplópodes.

Neste texto utilizaremos a classificação em cinco grupo por ela ser a mais difundida.

→ Aracnídeos

É a segunda maior classe de artrópodes. Existem espécies terrestres e aquáticas. Exemplos de


aracnídeos são as aranhas, escorpiões, carrapatos e ácaros. O corpo da maioria dos aracnídeos
encontra-se dividido em cefalotórax e abdome. No entanto, em algumas ordens ou espécies há a
divisão ou fusão dessas partes.

No cefalotórax existem quatro pares de apêndices locomotores, um par de quilíferas e um par de


palpos ou pedipalpos. As quilíferas podem ser utilizadas para injectar veneno nas presas, como
ocorre nas aranhas, ou para esmagá-las, como é o caso dos escorpiões. Os palpos são utilizados
para apreensão e manipulação das presas. Os aracnídeos não possuem antenas.

A fecundação é interna e os sexos são separados. O desenvolvimento é indirecto nos ácaros e


directo nas aranhas e escorpiões.

As aranhas possuem glândulas de veneno no interior de suas quilíferas. O veneno inoculado


contém enzimas que imobilizam e iniciam a digestão das presas.
O abdome dos escorpiões é dividido em duas regiões: uma mais anterior, chamada de pré-
abdomen (ou mesossoma), e outra mais posterior, o pós-abdómen (ou metassoma). Na
extremidade do pós-abdome há uma estrutura chama télson, que abriga as glândulas de veneno.
Esses animais apresentam corpo dividido em cefalotórax e abdome e não apresentam antenas.
Possuem:

 Quatro pares de patas;


 Um par de quilíferas (apresentam, geralmente, um formato de gancho e são bastante
afiadas);
 Um par de pedipalpos.

Em algumas aranhas, as quilíferas estão associadas às glândulas de veneno e o animal as utiliza


para capturar suas presas. Os pedipalpos, por sua vez, apresentam diferentes funções,
participando da alimentação, reprodução, defesa e sensibilidade. Podemos citar como exemplos
de aracnídeos os carrapatos, ácaros, escorpiões e aranhas.

→ Quilópodes

O nome da classe vem do grego chilioi, mil; e podos, pés, e faz referência ao grande número de
apêndices locomotores destes animais. A lacraia é um exemplo de quilópodo.
Possuem o corpo dividido em diversos segmentos. No primeiro segmento (cabeça) existe um par
de antenas e um par de estruturas inoculadoras de veneno. Em cada um dos segmentos restantes
há um par de apêndices locomotores.

São animais carnívoros, terrestres e de hábitos noturnos. Os quilópodes ou centípedes


apresentam o corpo dividido em cabeça e tronco, bem como um par de antenas e um par de patas
por segmento. Vivem no ambiente terrestre, são carnívoros e possuem apêndices que injetam
veneno e que auxiliam na captura da presa. Como exemplos, podemos citar as lacraias.

→ Diplópodes

O nome da classe vem do grego diploos, duplo; e podos, pés, e faz referência a presença de um
par de apêndices locomotores por segmento do abdome. O piolho-de-cobra é um exemplo de
diplódope. Possuem o corpo segmentado, dividido em cabeça, tórax e abdome. Na cabeça há um
par de antenas, no tórax há um par de apêndices locomotores por segmento; e no abdome, dois
pares. São herbívoros, não possuem glândulas de veneno e vivem em ambientes terrestres
úmidos.
Os diplópodes ou milípedes apresentam corpo alongado e um par de antenas. Alguns autores
dividem seu corpo em cabeça e tronco, enquanto outros dividem em cabeça, tórax e abdome. São
animais terrestres e se alimentam de vegetais. Diferentemente dos quilópodes, apresentam dois
pares de patas por segmento. Como exemplo, podemos citar os embuás.

Importância económica e ecológica dos artrópodes

Os artrópodes apresentam grande importância económica e ecológica. No que diz respeito à


importância ecológica, esses animais ocupam praticamente todos os habitats do planeta,
participando, portanto, de diferentes cadeias alimentares, sendo fonte de alimento para diferentes
espécies e se alimentando de várias outras.

Além disso, muitas espécies de artrópodes atuam na polinização de vegetais, sendo esse o caso
de várias espécies de abelhas. Há também artrópodes que vivem em associação com vegetais,
garantindo sua protecção, como a relação vista entre uma espécie de formiga e as acácias.
Enquanto a acácia fornece alimento para a formiga, esta lhe confere proteção contra predadores.

Economicamente os insetos são também importantes. As abelhas, por exemplo, além de


garantirem a polinização de espécies que fornecem alimento para os seres humanos, também
produzem uma série de produtos de valor econômico, tais como o mel e o própolis.

Vale destacar também os artrópodes que causam grandes prejuízos a lavouras, como é o caso de
gafanhotos. Não podemos nos esquecer ainda dos mosquitos, que causam prejuízos econômicos
e à nossa saúde. Eles são responsáveis por várias doenças aos seres humanos, como a dengue e a
febre amarela.
Conclusão
Referencias Bibliográfica

M. Fernandes, Izaias; A. Signo, Cleiton; Penha, Jerry. Biodiversidade no Pantanal de Poconé,


Cap. 5: Fauna de Artrópodes de solo, pg.: 75.

Fernandes, Valdir. Zoologia. Editora Pedagógica e Universitária Ltda. São Paulo.

Mateus, Amílcar. Fundamentos de Zoologia Sistemática. Fundação Calouste Gulbenkian-Lisboa,


1989.

BENETTI, Cesar João & FIORENTIN, Gelson Luiz. Bionomia e Ecologia de Coleópteros
aquáticos, com ênfase em hydradephaga. 2003.

BARNES, R. D., 2005. Zoologia dos Invertebrados. 7ª edição. Ed. Roca. São Paulo.

ESTEVES, A. F., 1998. Fundamentos de Limnologia. 2ª edição. Interciência. Rio de janeiro.

PINHO, Luiz Carlos. Ordem Diptera (Arthropoda: Insecta).2008.

SILVA, Rodolfo Mariano Lopes da. Ordem Ephemeroptera (Arthropoda: Insecta).2007.

SOARES, José Luís. Biologia no terceiro milênio. 1.ed. São Paulo. Scipione.1999.

Manual de identificação de Macroinvertebrados aquáticos do estado do Rio de Janeiro.

Campbell, Reece and Mitchell. Biology. 1999

Você também pode gostar