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Segundo Reinado: Política e Economia (1840-1889)

O documento descreve o período do Segundo Reinado no Brasil de 1840 a 1889, incluindo eventos políticos como a Revolta dos Liberais e a Revolução Praieira, a implementação do parlamentarismo, a Guerra do Paraguai e o crescimento da economia baseada na produção de café.

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Segundo Reinado: Política e Economia (1840-1889)

O documento descreve o período do Segundo Reinado no Brasil de 1840 a 1889, incluindo eventos políticos como a Revolta dos Liberais e a Revolução Praieira, a implementação do parlamentarismo, a Guerra do Paraguai e o crescimento da economia baseada na produção de café.

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SEGUNDO REINADO (1840 A 1889)

Em 1840, a classe dominante, temerosa pelos movimentos


revolucionários que estavam levando a fragmentação política no país,
antecipou a maioridade de Pedro de Alcântara, que deveria governar a nação
imediatamente. Essa antecipação foi organizada pelo Partido Liberal, para
derrotar os conservadores do governo de Araújo Lima, e é chamada de
GOLPE DA MAIORIDADE.
Com o início do segundo reinado, a balaiada e a guerra dos farrapos
chegaram ao fim, mas dois novos movimentos começaram: a revolta dos
liberais, em SP e MG (1842), e a Praieira, em Pernambuco, em 1848/1849.

● Revolta dos liberais: ocasionada pela disputa do poder político entre


liberais e conservadores, nas províncias de SP e MG. Os liberais, que
compuseram o primeiro ministério de D. Pedro II, passaram a controlar
a política brasileira, inclusive vencendo as eleições para a Câmara, em
1842. O Partido Conservador alegou que houve fraude nas eleições e
exigiu do imperador a dissolução da Câmara. Quando o ministério
liberal foi substituído por um conservador, os liberais se rebelaram em
SP e MG. No entanto, o movimento não se expandiu e alguns líderes,
como Feijó, foram presos e outros dominados, desfazendo-se o
movimento.

● Revolução praieira: movimento com programa definido, com a


participação popular e com a perspectiva de mudança social, contrária
ao poder da camada latifundiária. Havia grande poder local dos
proprietários rurais, destacando-se a família Cavalcanti, que controlava
o Partido Conservador, mas também participava do Liberal. Em 1842,
foi fundado o Partido da Praia, cujo nome deriva da localização do
jornal Diário Novo, órgão de divulgação do Partido Liberal, situado na
rua da Praia. Em 07/11/1848, começa a sublevação de forma
espontânea em Olinda, que atinge a Zona da Mata. Pedro Ivo, um dos
líderes do movimento, passou a comandar as forças militares do
pequenos arrendatários, boiadeiros, mascates, mulatos e negros. Em
janeiro de 1849, com o documento Manifesto ao Mundo, os
revolucionários exigem voto livre e universal, liberdade de imprensa,
nacionalização do comércio e extinção do Poder Moderador. Os
principais líderes foram presos. O fim da revolução praieira assinalou o
desaparecimento dos últimos resquícios do liberalismo radical e
democrático, iniciado durante o processo de independência.

Parlamentarismo: em 1847, foi criada a Presidência do Conselho de


Ministros, dando início ao regime Parlamentarista no país. O poder mais forte
era o Legislativo, que, além de elaborar as leis, fiscalizava o Executivo. No
caso brasileiro, o imperador continuava dando as decisões finais, pois, pela
Constituição, ficava com o Poder Moderador. O presidente do Conselho de
Ministros ou Primeiro-ministro era escolhido pelo imperador para ocupar o
Poder Executivo. O regime parlamentarista vigorou até 1889, com
revezamento de gabinetes liberais e conservadores, ficando conhecido como
“parlamentarismo as avessas”.

Ministério da Conciliação: governou de 1853 a 1858, reunindo liberais e


conservadores. Responsáveis pela construção de estradas de ferro, introdução
da navegação a vapor, instalação de bancos, modernização do RJ, iluminação
a gás etc.

Guerra do Paraguai (1865/1870): também conhecida como Guerra da Tríplice


Aliança, foi o conflito de maior duração no continente latino-americano, que
reúne Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai.
Desde sua independência, em 1811, o Paraguai tinha autonomia econômica e
política, inclusive em relação à Inglaterra. No governo de Solano Lopes, a
economia paraguaia não se enquadrava no modelo proposto pela Inglaterra.
A balança comercial era sempre favorável. A moeda era forte e estável. Havia
baixo índice de analfabetismo. Em 1864, bloqueado entre Brasil e Argentina,
Solano Lopes iniciou uma política ofensiva com a finalidade de conseguir uma
saída para o Atlântico.
Antes da guerra, o Brasil se envolveu num conflito com o Uruguai e a
Argentina. No Uruguai, logo após a proclamação da independência,
formaram-se dois partidos políticos: Blancos, liderados por Oribe, com
ideologia federalista; Colorado, defensor do unitarismo, cujo grande chefe era
Rivera. O Partido Blanco estava ligado à política do ditador Rosas, da
Argentina, enquanto o Colorado era aliado do Brasil e de uma facção
argentina.
Em 1830, Rivera foi eleito presidente, depois substituído por Oribe, líder dos
Blancos. Essa eleição provocou um conflito entre os adeptos dos dois
partidos. Oribe obteve o apoio de Rosas e dos colorados.
Como os argentinos disputavam com o Brasil a hegemonia da região do rio
da Prata, seus interesses eram contrários aos dos brasileiros. Quando Oribe
assumiu o poder, o ditador Rosas o apoiou. O Brasil aliou-se a Urquiza,
presidente das províncias argentinas de Corrientes e Entre-Rios e inimigo de
Rosas.
Caxias invadiu o Uruguai e depôs Oribe e, em seguida, atacou a Argentina. A
batalha decisiva travou-se em 1852, em Monte Caseros, onde o ditador
Rosas foi derrotado.
Em 1864, subiu ao poder do Uruguai, o blanco Aguirre. D. Pedro II apoiou o
colorado Venâncio Flores e, de novo, ordenou a invasão do Uruguai. O
general brasileiro Mena Barreto efetuou o ataque por terra, e o almirante
Tamandaré comandou a esquadra aliada. Um ano depois, o governo de
Aguirre se rendeu, e Flores foi colocado no poder.
Solano Lopes, do Paraguai, rompeu relações com o Brasil, principalmente
porque tinha com Aguirre um acordo de defesa mútua. Ocupou o MT e as
províncias argentinas de Corrientes e Entre-Rios, para garantir as
comunicações até Corumbá, abastecer-se de gado e manter relações com a
Bolívia, que, nessa época, tinha saída para o mar. As províncias argentinas
foram ocupadas para permitir a passagem dos soldados paraguaios rumo ao
Uruguai, onde se reuniram com o exército dos blancos.
Em maio de 1865, o Brasil, a Argentina e o Uruguai formam a Tríplice Aliança
e declaram guerra ao Paraguai. Receberam apoio da Inglaterra, que via no
Paraguai um país auto suficiente, um mau exemplo para os demais países
latino-americanos. Nesse mesmo ano, o Brasil lança a campanha
VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA, na qual jovens patriotas, pertencentes à elite,
em sua maioria estudantes de direito, desejosos de prestígio se apresentam.
Em seguida ocorre o recrutamento forçado de jovens filhos e parentes de
fazendeiros ou, então, enviar escravos em seu lugar, os quais lutariam e se
tornariam livres, após o conflito. Principais batalhas: do Riachuelo, de Tuiuti e
do Passo da Pátria,Avaí, Itororó, Lomas Valentinas e Angostura.
Quando os aliados ocuparam Assunção, Solano foge e passa a ser
perseguido até as Cordilheiras. Em março de 1870, na batalha de Cerro Corá,
o líder Solano Lopes foi morto, terminando a guerra. O armistício entre Brasil
e Paraguai foi assinado em 1872.

Decorrências da guerra: o Paraguai ficou totalmente arruinado, com pouco


mais de 50% de sua população e uma enorme dívida de guerra. A Argentina
conquistou a hegemonia na bacia Platina. Crise econômico-financeira no
império brasileiro leva a novos empréstimos da Inglaterra, aumentando a
dependência da economia brasileira ao capital inglês. O exército brasileiro
fortaleceu-se e se profissionalizou, o que acarretou sérias questões políticas
à monarquia. Militares e escravos alforriados durante a guerra passaram a
criticar duramente a permanência da escravidão.

Economia no segundo reinado: durante a segunda metade do séc. XIX, o


café sustentou a economia [Link]ário da Abissínia, foi trazido no
séc. XVIII pelos franceses para a Guiana Francesa e, em 1727, introduzida
por Francisco de Melo Palheta nas regiões próximas a Belém do Pará. Em
1761, João Alberto Castelo Branco levou algumas sementes para o RJ, onde
o produto se desenvolveu graças à mão de obra abundante, facilidades de
transporte e proximidade do porto.
Do RJ, a lavoura cafeeira espalhou-se para províncias vizinhas (Vale do
Paraíba) e, em alguns anos, o Brasil tornou-se o maior produtor mundial. De
início, manteve-se a estrutura colonial de produção: mão de obra escrava,
latifúndio e monocultura, atendendo ao modelo econômico agrário exportador.
No final do período monárquico, a terra roxa e a mão de obra dos imigrantes
tornaram SP o grande produtor nacional de café. A acumulação de capital aí
gerada favoreceu o desenvolvimento industrial paulista.
Devido a escassez de terras próprias para o cultivo do café, má distribuição
dos cafeeiros, acelerado esgotamento das reservas naturais e utilização de
tecnologia rudimentar, tanto no preparo da terra, quanto no beneficiamento do
produto, as áreas fluminense e vale-paraibana entraram em declínio. O fim do
tráfico negreiro, em 1850, também influenciou.
Com condições geoclimáticas favoráveis (terra roxa), topografia pouco
acidentada, técnicas mais sofisticadas no plantio e beneficiamento do
produto, o que reduziu o custo de produção e aumentou a produtividade,
levaram a região do oeste paulista a ascensão.
Transformações provocadas pela produção cafeeira: implantação e
desenvolvimento do sistema ferroviário, atividades industriais de máquinas de
beneficiamento de café e sacaria, além do incentivo a indústria
têxtil,crescimento e surgimento de diversas cidades, dinamização do
comércio de importação e exportação e do sistema bancário, introdução do
trabalhador livre e assalariado depois da extinção do tráfico negreiro.
Em meados do séc. XIX, alguns fatores favoreceram o aparecimento de
indústrias no país. Os capitais liberados com a extinção do tráfico de
escravos e acumulados com a exportação de café foram aplicados em
atividades industriais. Além disso, em 1844, o ministro da fazenda, Alves
Branco, elevou as tarifas alfandegárias sobre as importações, protegendo a
indústria nacional.
No desenvolvimento industrial da época, destacou-se Irineu Evangelista de
Sousa, Barão e Visconde de Mauá. Algumas de suas realizações: a
construção da Estrada de Ferro Mauá, ligando o RJ a região da Serra de
Petrópolis; a construção do estaleiro de Ponta de Areia, em Niterói; a
organização da CIA de Navegação do rio Amazonas; a introdução da
iluminação a gás no RJ; também colaborou com a instalação do telégrafo
submarino ligando o Brasil à Europa.

Imigrantes: os primeiros imigrantes chegaram ao Brasil em 1819, ainda no


governo de D. João VI. Os suiço-alemães fundaram uma colônia, origem da
cidade de Nova Friburgo, RJ. Em 1824, alemães se fixaram no RS, onde
deram origem a várias cidades: São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estrela.
Durante o segundo reinado, a imigração tomou impulso com a expansão da
lavoura cafeeira, que exigia mais mão de obra na região de SP.
O senador Nicolau de Campos Vergueiro instituiu o sistema de parceria: o
proprietário faria adiantamentos aos imigrantes para o seu transporte e
sustento, a serem pagos num certo prazo e com juros de 6% ao ano. Os
imigrantes deveriam plantar, cultivar, colher e beneficiar o café. O produto da
venda seria dividido em partes iguais entre o colono e o fazendeiro. Esse
sistema não deu resultado, pois o imigrante não conseguia lucrar com a parte
que lhes era determinada.
A partir de 1870, a imigração passou a ser subvencionada. O governo ficou
com a responsabilidade do transporte, e o fazendeiro manteria o trabalhador
imigrante durante o prazo de um ano.
Italianos fixam-se em SP, pois a lavoura cafeeira era produzida em maior
escala nesta região. Entre 1850 e 1910, SP recebeu mais de 1,5 milhões de
imigrantes italianos. A partir de 1875, os italianos também foram para o RS,
onde passaram a desenvolver o cultivo da uva (origem de Caxias do Sul,
Garibaldi, Farroupilha).
Durante o segundo reinado, imigrantes alemães se dirigiram para SC, onde
fundaram várias cidades: Blumenau, Joinville etc. O objetivo da colonização
no sul do país era desenvolver o minifúndio e produzir alimentos para o
mercado interno.

Extinção da escravidão: de 1850 a 1888, a extinção do escravismo foi lenta e


gradual, isto é, não foi feita de uma só vez, mas por meio de diversas leis que
buscavam mais adiar o fim da escravidão do que extinguí-la. A partir de 1888,
os ex-escravos foram vender sua força de trabalho no mercado livre e em
condições desiguais. Principais leis:
1- BILL ABERDEEN: de 1845, inglesa;
2- EUSÉBIO DE QUEIRÓS: 1850;
3- RIO BRANCO OU DO VENTRE LIVRE: 1871;
4- DO SEXAGENÁRIO OU SARAIVA COTEGIPE: 1885;
5- ÁUREA: 1888.

Crise da monarquia: na segunda metade do séc. XIX, a economia brasileira


estava passando por sensíveis transformações. Entretanto, na política,
[Link] II continuava governando de forma centralizada. Os liberais e
conservadores continuavam se alternando no poder, enquanto isso, os
republicanos iam, gradativamente, ganhando espaço.
Em 1870, é assinado por muitos intelectuais o MANIFESTO REPUBLICANO,
propondo o regime republicano. No RJ, é fundado o jornal A República.
Em julho de 1873, na Convenção de Itu, foi fundado o Partido Republicano
Paulista (PRP), composto pela nova aristocracia cafeeira (do oeste paulista),
que via a monarquia como um empecilho ao progresso do Brasil.
Toda essa movimentação republicana vai trazendo à tona antigas
reivindicações de mudanças e geram questões como:

a- Questão militar: o ressentimento dos militares vinha desde 1831, com a


criação da Guarda Nacional. Com a guerra do Paraguai, o exército se tornou
mais bem organizado, composto por integrantes das camadas médias
urbanas e ex-escravos.
Uma série de atritos entre o exército e o governo, envolvendo o
Tenente-Coronel Sena Madureira e o Coronel Cunha Matos, punidos por
terem se manifestado pela imprensa contra atos do governo. Estes
receberam o apoio do Marechal Deodoro da Fonseca. Em 1887, Deodoro
fundou o Clube Militar, do qual foi o primeiro presidente. Nesse mesmo ano,
apresentou à princesa Isabel o documento em que os militares se recusavam
a prender escravos fugidos. No início de 1889, já havia mais de 250 clubes
espalhados pelo país.

b- Classe média urbana: com o início do processo de modernização (centros


urbanos, atividades de comércio, transporte, finanças e indústrias), cresceu o
número de profissionais liberais: médicos, advogados, farmacêuticos,
professores, jornalistas etc. Essa classe média urbana, formada por
brasileiros e imigrantes, teve participação na mudança do regime político
brasileiro. A extinção da escravidão, em 1888, atingiu principalmente os
proprietários de escravos urbanos, que passaram a reforçar as fileiras dos
clubes republicanos.

c- Questão religiosa: pela Constituição de 1824, o catolicismo era a religião


oficial. A igreja subordinava-se ao Estado e ao imperador que tinha sobre ela
dois direitos: beneplácito e padroado. Durante o Segundo Reinado, o
sistema de padroado instaurou uma grave crise entre Dom Pedro II e os
clérigos católicos brasileiros. Tudo começou em 1864, quando o papa Pio
IX enviou uma bula que determinava, entre outras coisas, que todos os
católicos envolvidos com a prática da maçonaria fossem imediatamente
excomungados da Igreja. O anúncio acabou atingindo diretamente Dom
Pedro II, que integrava os quadros da instituição [Link]-se
dos poderes garantidos pelo sistema de padroado, o imperador brasileiro
formulou um decreto em que não reconhecia o valor da ordem dada pela
Santa Sé. Inicialmente, a ação de D. Pedro II não teve maiores
repercussões, tendo em vista que a maioria dos clérigos brasileiros
apoiava incondicionalmente o regime monárquico. Entretanto, os bispos de
Olinda e Belém preferiram acatar a orientação de Pio IX, promovendo a
expulsão dos párocos envolvidos com a maçonaria. Inconformado com a
insubordinação destes bispos, o imperador reagiu com a condenação dos
mesmos à reclusão e prestação de trabalhos forçados. Imediatamente, os
membros da Igreja passaram a atacar o regime imperial dizendo que D.
Pedro II comete um ato de extremo rigor e autoritarismo. Mesmo anulando
a decisão posteriormente, o governo imperial perdeu uma fundamental e
influente base de apoio político ao regime.

A República é proclamada: estavam unidos contra a monarquia: o exército


republicano de diversas províncias do Brasil, cafeicultores e a classe média
urbana.
D. Pedro II escolheu o Visconde do Ouro Preto, político do partido liberal,
para o cargo de presidente do Conselho de Ministros. Combatido pelos
conservadores porque seu programa se aproximava dos republicanos, Ouro
Preto dissolveu a Câmara e convocou novas eleições. Teve início uma
conspiração para derrubá-lo, liderada por Quintino Bocaiúva e Benjamin
Constant, que buscaram o apoio de Deodoro da Fonseca.
Marcada para 20/11, a derrubada de Ouro Preto foi antecipada para dia 15.
As tropas comandadas por Deodoro prenderam os membros do gabinete e, à
tarde, a Câmara dos Deputados, no RJ, presidida por José do Patrocínio e
com o apoio do exército, declarou extinta a monarquia no Brasil. Começava a
República.

SISTEMA REPUBLICANO

República Velha ( 1889 a 1830) - esse período pode ser dividido em duas
fases:

1- República da Espada: governos militares do Marechal Deodoro da


Fonseca e Floriano Peixoto (1889-1894). Primeiras medidas do governo
republicano: Rui Barbosa é nomeado ministro da Fazenda e Benjamin
Constant, ministro da Guerra; expulsão do país de D. Pedro II e família;
transformação das províncias em Estados (federalismo); separação da igreja
e do estado; criação do casamento civil e do registro de nascimento;
naturalização de estrangeiros; escolhida a bandeira republicana; convocação
da Assembleia Constituinte para elaborar uma nova constituição, que
instituísse o regime republicano, federativo e presidencialista.
O Brasil passava por muitos problemas: dívidas que o antigo regime havia
deixado, dinheiro gasto com a indenização paga aos senhores pela
emancipação dos escravos,crescimento da dívida externa, desemprego
gerado pela emancipação dos escravos sem plano social algum, crescimento
desordenado das cidades com o aumento do número de imigrantes ao lado
do de ex-escravos.
Programa econômico - ENCILHAMENTO: em 1890, o ministro das finanças,
fez uma reforma financeira: aumentou a quantidade de moedas em circulação
sem o equivalente lastro ( ouro de reserva). Essa moeda seria dada, sob a
forma de empréstimos bancários, a quem quisesse iniciar uma empresa.
Essa política provocou a crise do encilhamento. Nasceram empresas
fantasmas, que não existiam a não ser no papel. Na Bolsa as ações eram
cotadas em valores altos, completamente irreais.
Como consequência, tivemos a alta geral do custo de vida, desvalorização da
moeda, encarecimento dos produtos estrangeiros, as importações
diminuíram, e falências.

CONSTITUIÇÃO REPUBLICANA DE 1891 - estabelecia:


a) Forma de governo - República Federativa Presidencialista;
b) Presidente eleito por voto direto,com um mandato de 4 anos, menos o
primeiro, que seria eleito pela Assembleia Constituinte;
c) Direito de voto aos maiores de 21 anos, independentemente da renda.
Mulheres, mendigos, analfabetos, religiosos da ordem monástica e
soldados do exército não tinham direito de voto. O voto seria aberto,
chamado de “voto do cabresto”, porque era controlado pelos coronéis;
d) Maior autonomia para os estados, que poderiam estabelecer impostos,
organizar a sua política, fazer empréstimos no exterior;
e) A religião católica deixava de ser oficial;
f) Respeitados liberdade de reunião, imprensa e direito de habeas
corpus;
g) 3 poderes.

Observação: federalismo - Os estados se unem para formar o sistema central,


porém possuem autonomia para definir assuntos de diversas naturezas como,
por exemplo, criação de leis, definição de políticas públicas, criação e
arrecadação de impostos, sistemas de eleições e votação, etc.

Economia na república: a economia continuava agrária, monocultora e


dependente do mercado externo. Além do café, o país exportava borracha,
mate, fumo e importava manufaturados e gêneros alimentícios.
O café brasileiro dominou o mercado externo, pois a expansão da cafeicultura
ocorreu devido a abundância de mão de obra barata, principalmente em SP.
Convênio de Taubaté (1906): devido a crise de superprodução cafeeira, os
cafeicultores de SP, RJ e MG assinaram com o governo um acordo, pelo qual
este se comprometia a comprar todo o excedente da produção para estocar e
esperar melhores preços no mercado. Para isso, contraía empréstimos, e
quem pagava por estes era a população, com os impostos.

Diversidade da economia:

Borracha: no final do séc. XIX, o desenvolvimento da indústria


automobilística impulsionou a exploração da borracha, e sua produção
aumentou no Brasil, na região amazônica, com emprego de mão de obra
nordestina.
Em 1910, o país era o primeiro produtor de borracha do mundo, mas a partir
de 1914 os ingleses plantaram mudas de seringueiras em suas colônias
asiáticas e conseguiram vender o produto a preços mais baixos. O ciclo da
borracha no país entrou em crise.
Açúcar: decadência do nordeste desde a abolição do tráfico de escravos. No
período republicano, o açúcar brasileiro perdeu mercado para Cuba. O
consumo ficou limitado ao mercado interno, e o maior consumidor era o
estado de SP. Alguns cafeicultores paulistas começaram a investir na
produção açucareira. Contando com mais capital, SP acabou superando a
produção nordestina.

Cacau: cultivado no litoral baiano, adquiriu importância com o progresso da


indústria de chocolate dos EUA e na Europa. A concorrência dos domínios
ingleses na África provocou a queda da exportação do cacau brasileiro.

Crescimento industrial brasileiro: a disponibilidade de capitais, devido a


abolição do tráfico de escravos, e a elevação das tarifas alfandegárias,
desde 1844, levaram a um ligeiro crescimento industrial no país.
A partir de 1910, SP ultrapassou o RJ, tornou-se o principal centro industrial.
Contribuíram para a industrialização de SP: o capital acumulado com o café e
a ampliação do mercado consumidor, decorrente do aumento da população.
Alguns imigrantes instalaram manufaturas nos centros urbanos, que se
transformaram, mais tarde, em grandes indústrias (Matarazzo, Klabin, Filizola
etc).
A primeira guerra impulsionou internamente a indústria de tecidos, de
alimentos, de vestuário, de calçados, de vidros etc.

Investimentos estrangeiros no Brasil: com a crise financeira provocada


pelo Encilhamento, além do fato do país estar endividado, não se conseguia
mais empréstimos no exterior. O agravante foi a queda dos preços do café
em 1896.
O presidente Campos Sales conseguiu um novo empréstimo com banqueiros
ingleses e mais tempo para saudá-lo. Para aumentar a renda do estado,
cortou os gastos públicos, aumentou os antigos impostos e criou novos.
O presidente Rodrigues Alves, sucessor de Campos Sales, pôde investir no
saneamento do RJ, na instalação de portos e na construção de estradas.
Até o início do séc. XX, a maior parte do capital estrangeiro investido no país
era de origem inglesa. Quando os EUA se tornaram o maior consumidor de
café brasieliro, o investimento norte-americano superou o inglês.

2- República Oligárquica ou Café-com-Leite: período que se estende de


1894 a 1930. A política dos governadores foi marcada por acertos políticos
entre o governo federal e as oligarquias regionais. O governo federal se
comprometia a apoiar os governos estaduais, não interferindo na política
local, e, em troca, esses governos se comprometeram a apoiar o governo
federal. Começa a ocorrer a “degola” dos candidatos da oposição (candidatos
da oposição se fossem eleitos eram impedidos de tomar posse de seu cargo).
Os coronéis decidiam as eleições.
A política do café-com-leite foi iniciada por Rodrigues Alves, caracterizada
pela união de SP e MG, que passaram a se revezar no governo federal.
Enquanto a economia de SP se sustentava na cafeicultura, a de MG se
sustentava na pecuária. Para as demais oligarquias, o executivo se
comprometia a honrar os compromissos da política dos governadores.
Algumas informações sobre os primeiros presidentes republicanos:

1- MARECHAL DEODORO DA FONSECA (1891): primeiro presidente do


Brasil,só queria militares em seu governo, o que trouxe forte oposição da
Câmara dos Deputados, que foi dissolvida por ele. Declarou Estado de Sítio,
passando a governar por meio de decretos, aumentando ainda mais a
oposição a seu governo, levando-o a renunciar.
2- FLORIANO PEIXOTO (1891/94): contando com o apoio de vários setores
da sociedade, conseguiu bons resultados em sua política econômica. No
entanto, também sofreu oposição por alguns acharem que deveria ocorrer
nova eleição e por seu caráter centralizador, acabou enfrentando dois
movimentos de revolta: Revolução Federalista, RS (1893/95), e a Revolta da
Armada,RJ (1893). A repressão às revoltas foi violenta e acabou encerrando
seu mandato.

3- PRUDENTE DE MORAIS (1894/98): inaugurou o revezamento de paulistas


e mineiros na presidência do país. Em seu mandato ocorreu a Revolta de
Canudos, interior da Bahia (1893/97). Seu objetivo era apaziguar as relações
entre diversas oligarquias e melhorar a relação do governo central com os
setores militares.
4- CAMPOS SALES (1898/1902): seu governo foi marcado pela política dos
governadores e café-com-leite. Garantiu a consolidação do coronelismo,
reforçada pelo voto de cabresto e pelo curral eleitoral, práticas que facilitavam
as fraudes eleitorais.
Funding loan é uma expressão em inglês que significa a concessão de um
empréstimo novo para unificar anteriores empréstimos numa só dívida. Foi
uma medida econômica que foi tomada pelo quarto Presidente da
República, Campos Sales, e por seu Ministro da Fazenda, Joaquim
Murtinho, no ano de 1898.
Já no caso do Brasil, o funding loan seria no valor de dez milhões de
libras e esse valor seria bancado pelo repasse das divisas geradas pelo
serviço de abastecimento de água do Rio de Janeiro, também da
Estrada de Ferro Central do Brasil e todos os tipos de impostos que
seriam recolhidos na alfândega do Brasil. Foi também estabelecido que
era obrigação assumir perante os bancos fortalecer a moeda do Brasil,
pelo combate à inflação, com o objetivo de estabilizar a economia do
país. Não se pode esquecer que foi concedido o prazo de mais de 10
anos para iniciar o pagamento da dívida externa, sendo que os três
primeiros anos foram dados ao Brasil para ele usufruir dos recursos e
conseguir começar a arrecadar o dinheiro necessário para o
pagamento da dívida.

Esse procedimento não adiantou muito até mesmo porque foram


realizados mais funding loan ao longo dos anos, só acumulando a
dívida externa.

5- RODRIGUES ALVES (1902/06): teve que lidar com a decadência da


cafeicultura, ocorrendo o Convênio de Taubaté, levando o governo federal a
assumir compromisso com os cafeicultores e exonerando a máquina pública.
Enfrentou movimentos de revolta, como a da Vacina e a da Chibata. Em seu
governo ocorreu uma superprodução cafeeira, auxiliando no pagamento das
dívidas públicas, o que levou a uma recuperação econômica proporcionando
grandes empreendimentos públicos como a remodelagem do RJ, melhoria de
estradas de ferro, construção do Teatro Municipal no RJ etc.

6- AFONSO PENA (1906/09): procurou desenvolver a agricultura, construir


estradas, incentivar a indústria e estimular a entrada de mais imigrantes para
o cultivo do café. Aproximou-se dos militares, implantando o serviço militar
obrigatório. Ocorreu superprodução de café, e o presidente implantou o Plano
Nacional de Valorização do Café, comprando toda a safra do produto para
armazená-lo e vendê-lo no final da crise. Para executar o plano fez novos
empréstimos com os ingleses. Afonso Pena morreu em 1909 e foi substituído
pelo vice Nilo Peçanha.

7- HERMES DA FONSECA (1910/14): logo na primeira semana de governo,


em novembro de 1910, a Revolta da Chibata, arquitetada por cerca de dois anos
e que culminou num motim dos marinheiros no Encouraçado Minas Gerais,
Encouraçado São Paulo, Encouraçado Deodoro e Cruzador Bahia, revolta
liderada pelo marinheiro João Cândido Felisberto. No plano interno, prosseguiu o
programa de construção de ferrovias, incluindo a ferrovia Madeira-Mamoré e de
escolas técnico-profissionais, delineado no governo Afonso Pena. Instalou a
Universidade do Paraná. Concluiu as reformas e obras da Vila Militar de Deodoro
e do Hospital Central do Exército (HCE), entre outras, além das vilas operárias
no Rio de Janeiro, no subúrbio de Marechal Hermes e no bairro da Gávea. Em
seu governo ocorreu nova renegociação da dívida externa brasileira, em 1914,
com um segundo funding loan (o primeiro fora negociado por Campos Sales),
pois a situação financeira do Brasil não andava bem. Sua política externa
manteve a aproximação com os Estados Unidos.

8- VENCESLAU BRÁS (1914/18): Vencesláu definiu seu governo como o


"Governo da pacificação dos espíritos", que buscou o entendimento nacional
depois do conturbado governo de Hermes da Fonseca. Em seu governo ocorrem
os chamados "3 G": A Grande Guerra, (como se chamava, na época, a Primeira
Guerra Mundial), a Gripe Espanhola, e as Greves de 1917. No início, o país tinha
uma posição neutra respaldada pela Convenção de Haia, buscando não
restringir os seus produtos exportados na época, principalmente o café. A
Alemanha era, na época, o principal parceiro comercial do Brasil, sendo seguida
pela Inglaterra e pela França. Após o afundamento de navios mercantes
brasileiros por submarinos da Marinha Imperial Alemã, como no dia 5 de abril de
1917 o vapor Paraná foi torpedeado perto de Le Havre, com 60 000 toneladas de
café e 3 brasileiros morreram, o Brasil declarou guerra à Alemanha em 26 de
outubro de 1917, juntando-se aos Aliados. Em 1917, houve a primeira Greve
geral da história do Brasil, com o estopim sendo o aumento do custo de vida e
uma paralisação na Cotonifício Rodolfo Crespi (uma indústria têxtil, localizada na
Mooca), ocorrida principalmente na cidade de São Paulo, em um processo de
industrialização até então inédito no país, fato acontecido principalmente pela
Primeira Guerra Mundial, que impossibilitava a importação de vários produtos,
com isso, o número de operários entre seus habitantes aumentou de forma
exponencial.

9- RODRIGUES ALVES: eleito em 1918, nunca assumiu devido à sua morte


acometido pela gripe espanhola.

10- DELFIM MOREIRA (1918/19): Com a crise orçamentária decorrente da


Primeira Guerra Mundial, promoveu o aumento das tarifas alfandegárias, emitiu
títulos de dívida e reduziu os gastos públicos, afetou os trabalhadores de várias
categorias, causando mais revolta e greves pelo país. Reformou a administração
do território do Acre, republicou o Código Civil brasileiro com várias correções ao
texto original de 1916. Decretou intervenção no estado de Goiás.

11- EPITÁCIO PESSOA (1919/22): com o fim da guerra, a Europa reabilitou


suas indústrias. No Brasil sucederam-se greves operárias e o empresariado e os
cafeicultores tentavam impor suas reivindicações. Epitácio Pessoa, buscou
implantar uma política de austeridade fiscal. Contudo, vieram as pressões dos
estados. Novo empréstimo, de nove milhões de libras, financiou a retenção de
café verde nos portos brasileiros. Outro empréstimo foi conseguido com os
Estados Unidos para a eletrificação da Estrada de Ferro Central do Brasil.
Epitácio não escapou da política dos governadores, pela qual o governo federal
deveria intervir a favor dos grupos situacionistas estaduais em troca de apoio no
Congresso. Enfrentou um dos períodos políticos mais conturbados da Primeira
República, com a Revolta do Forte de Copacabana, no dia 5 de julho de 1922, a
crise das cartas falsas e a revolta do clube militar. Seu processo sucessório
transcorreu dentro de um clima altamente agitado nas Forças Armadas. Levou a
cabo algumas obras contra a seca no Nordeste. Foram construídos duzentos e
cinco açudes, duzentos e vinte poços e quinhentos quilômetros de vias férreas
locais. Isso, no entanto, não bastou para satisfazer a insustentável situação de
penúria da população local.
Cuidou também da economia cafeeira, conseguindo manter em nível
compensador os preços do principal produto de exportação brasileiro à época
.Seu governo foi marcado por intensa agitação política. No campo artístico,
destacou-se a Semana de Arte Moderna, ocorrida em São Paulo, que buscava
instituir um novo modo de fazer arte no Brasil.

12- ARTHUR BERNARDES ( 1922/26): além da oposição por parte da baixa


oficialidade militar, ele ainda confrontou uma guerra civil no Rio Grande do Sul,
onde Borges de Medeiros se elegeu presidente do estado pela quinta vez
consecutiva, e também o movimento operário que se fortalecia novamente. Em
1923 e 1924 ocorreram novas ações tenentistas no Rio Grande do Sul e em São
Paulo, onde ocorreu a Revolta Paulista de 1924, que levou Bernardes a
bombardear a cidade de São Paulo. Tudo isso levou Bernardes a decretar o
estado de sítio, que perdurou durante quase todo seu governo. Artur Bernardes
foi o pioneiro da siderurgia em Minas Gerais e sempre se bateu pela ideologia
nacionalista e de defesa dos recursos naturais do Brasil.
Fundou a Escola Superior de Agricultura e Veterinária em sua cidade natal,
Viçosa, que viria depois a se tornar a Universidade Federal de Viçosa.

13- WASHINGTON LUÍS (1926/30): Em 18 de dezembro de 1926, instituiu a


reforma econômica, financeira, monetária e cambial no Brasil, através do decreto
nº 5.108, sendo, naquele momento, seu ministro da fazenda, Getúlio Vargas.
Uma de suas realizações foi a rodovia Rio-Petrópolis que, inaugurada em 1928,
mais tarde receberia seu nome, pertencente à BR-040, primeira rodovia
asfaltada do Brasil e considerada na época como uma grande obra da
engenharia civil brasileira; um marco. Terminou a Rodovia São Paulo-Rio (que
ainda existe em alguns trechos chamados de SP-62, SP-64, SP-66 e SP-68, no
estado de São Paulo), iniciada no seu mandato como governador do estado de
São Paulo, e inaugurada em 5 de maio de 1928. Não renovou o estado de sítio
aprovado no quadriênio anterior, por Artur Bernardes, que continuou vigorando,
porém, em alguns estados, para o combate da Coluna [Link], em 1928, a
Polícia Rodoviária Federal. Instituiu, pelo decreto nº 5.083, de 1 de dezembro de
1926, o Código de Menores. Criou, em 1927, a Aviação do Exército. Enfrentou a
crise internacional do café e a crise financeira internacional, iniciada em outubro
de 1929, com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, mas mesmo assim
tentou estabilizar a taxa de câmbio e equilibrar o orçamento nacional. Como
havia feito na prefeitura e no governo do estado de São Paulo, Washington Luís
publicou documentos antigos do Arquivo Nacional, preservando assim muitos
textos da História do Brasil, que corriam o risco de ser destruídos por insetos.
Publicou também as obras completas de Rui Barbosa.

14- JÚLIO PRESTES DE ALBUQUERQUE (1930): foi o último presidente do


Brasil eleito durante o período conhecido como República Velha, mas, impedido
pela Revolução de 1930, não assumiu o cargo. Júlio Prestes foi o único político
eleito presidente da República do Brasil pelo voto popular a ser impedido de
tomar posse.

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