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Personalidade Jurídica e Capacidade Civil

Este documento discute os conceitos de personalidade jurídica, capacidade civil e incapacidade. A personalidade jurídica começa no nascimento com vida segundo a teoria natalista adotada pelo Código Civil brasileiro. A capacidade civil pode ser absoluta ou relativa e a incapacidade é suprida por representação ou assistência. O documento também aborda emancipação, interdição e extinção da personalidade.

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Thaís Carvalho
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Personalidade Jurídica e Capacidade Civil

Este documento discute os conceitos de personalidade jurídica, capacidade civil e incapacidade. A personalidade jurídica começa no nascimento com vida segundo a teoria natalista adotada pelo Código Civil brasileiro. A capacidade civil pode ser absoluta ou relativa e a incapacidade é suprida por representação ou assistência. O documento também aborda emancipação, interdição e extinção da personalidade.

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Personalidade jurídica:

Aptidão genérica para se adquirir direitos e deveres na ordem civil, pode ser atribuída a
pessoas físicas (naturais) ou jurídicas, quem tem personalidade jurídica é denominado sujeito
de direito.

Art. 1º/CC: Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.

Pessoas naturais:

Art. 2º/CC: A capacidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo,
desde a concepção, os direitos no nascituro.

O código civil adota a Teoria Natalista. Assim, o recém-nascido adquire a personalidade


jurídica, tornando-se sujeito de direito, a partir do seu nascimento com vida, mesmo vindo a
falecer minutos depois.

Teoria natalista – personalidade tem início a partir do nascimento com vida (respiração)

1ª parte do art 2º do CC

Teoria concepcionista – personalidade tem início desde a concepção

2ª parte do art 2º do CC – trata do nascituro

Natimorto – que nasceu morto

Neomorto – nasceu, respirou, mas faleceu

Capacidade:

Capacidade de exercício dos direitos

1) Capacidade de direito, jurídica ou de gozo: capacidade genérica que adquire quando nasce,
podendo ou não exercê-los.

Adquirida a personalidade jurídica, a pessoa passa a ser capaz de direitos e deveres na ordem
civil

2) Capacidade de fato, exercício ou ação: capacidade de pessoalmente praticar os atos da vida


civil.

Incapacidade:

Ausência ou abrandamento da capacidade de praticar sozinho os atos da vida civil.

1) Incapacidade absoluta: denominados menores impúberes e se limita ao critério etário.


Assim, é absolutamente incapaz o menor de 16 anos. (ART. 3º/CC).

2) Incapacidade relativa: (ART. 4º/CC) são incapazes relativamente à certos atos ou à maneira
de os exercer:
I. maiores de 16 e menores de 18

II. ébrios habituais e/ou viciados em tóxicos

III. aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua
vontade.

Obs.: pessoa com deficiência trata-se de incapacidade relativa, assim como os


indígenas.

IV. pródigos (aquele dilapida de forma imoderada e compulsivamente seus bens e


dinheiro colocando em risco ou a efetiva perda de seu patrimônio – podem ser
interditados judicialmente)

Suprimento da incapacidade

O suprimento da incapacidade absoluta se dá por meio da representação. De outro modo, na


incapacidade relativa dá-se tal suprimento por meio da assistência.

Emancipação (ART 4º/ CC)

Antecipação da capacidade plena. É ATO IRRETRATÁVEL E IRREVOGÁVEL

São modalidades de emancipação:

1) Voluntária: concedida por ambos os pais ou, por um deles.

Obs.: a emancipação voluntária não é hábil a afastar a responsabilidade dos pais.

2) Judicial: é concedida pelo tutor ao tutelado que tenha, ao menos, 16 anos completos.

Ocorre por meio de processo judicial, com parecer do Ministério Público.

3) Legal: (ART. 5º)

I. pelo casamento (a separação/divórcio posterior não revogam a emancipação)

II. exercício de emprego público efetivo

III. colação de grau em ensino superior

IV. o estabelecimento civil ou comercial, ou a existência de relação de emprego, desde


que, o menor com 16 anos completos tenha economia própria.

Obs.: a emancipação legal é imediata e automática.

Interdição (ART 1767/ CC)

Quando a família precisa intervir em nome de um dos membros para a sua proteção, uma vez
que, essa pessoa, por si só, não dispõe do discernimento necessário para se proteger.

- Capacidade relativa

- Meio judicial: ação de interdição


Quem pode pleitear a interdição:

1. Cônjuge/companheiro
2. Parentes/tutores
3. Representante da entidade em que se encontra abrigado
4. Ministério público

Obs.: o pródigo tem interdição parcial

Nomeia-se um curador, que seja maior de idade, capaz e idôneo para tomar a responsabilidade
de cuidar do interditado além de seus bens ou negócios.

EXTINÇÃO DA PESSOA FÍSICA OU NATURAL

(ART 6º /CC) A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos
ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.

Morte → real ou presumida

1. Morte real:
É constatada pela morte encefálica à luz do cadáver, aferida por profissional da
medicina e, na sua falta, por duas testemunhas.
2. Morte presumida:
Pessoa que desaparece do seu domicílio e não retorna (desaparecimento sem a
contestação de um cadáver).
COM DECLARAÇÃO DE AUSÊNCIA
1ª fase – curadoria de bens do ausente
- Há a abertura da sucessão provisória;
- Qualquer pessoa interessada na sucessão (até mesmo o Ministério Público)
poderá requerer ao Juiz a declaração de ausência e a nomeação de um curador.
- O curador será responsável por arrecadar os bens do ausente e protege-los.
(Trata-se de curadoria patrimonial)
- A curadoria durará 1 ano

2ª fase – sucessão provisória


- Vencido o prazo da curadoria dos bens, um dos interessados poderá
requisitar a sua conversão em sucessão provisória. São interessados neste
requerimento:
a) cônjuge, não separado judicialmente;
b) herdeiros;
c) credores do ausente.
- Caso nenhum dos citados façam o requerimento, o Ministério Público poderá
fazê-lo.
- Nessa fase, não se admitirá prática de ato de disposição de direito (alienação,
venda, doação)

3ª fase- sucessão definitiva


- 10 anos após a sentença que declarou aberta a sucessão provisória.
- ou 5 anos depois das últimas notícias do ausente, se maior de 80 anos
- nessa fase, há a transmissão dos bens em caráter definitivo

NOME

Direito à identificação/ atributo da personalidade

É composto pelo prenome (primeiro nome – simples ou composto) + sobrenome

Agnome – necessário para distinguir pessoas com prenomes e sobrenome iguais na mesma
família. Ex.: Júnior, Neto, Primeiro, Segundo.

 Escolha do nome – limites:


 Não é possível escolher um nome que venha expor o titular ao ridículo
 Todo registro deve ser feito na língua portuguesa, salvo os incorporados, ex.:
David
 Mudanças:
 Extrajudicial: alteração imotivada (não precisa ter motivo nenhum), até 19
anos (18 completos)
 Judiciais
 Causas voluntárias
a) Maioridade
b) Acréscimo de apelidos
c) Mudança de estado civil
d) Desconforto
e) Retificação de erro gráfico
f) Mudança de sexo
g) Retificação do prenome e sobrenome pelos pais – 15 dias após o registro
h) Nome social
i) Uso prolongado
j) Viuvez
k) Abandono Afetivo
l) Naturalização
m) Hormônio

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