REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Luís Inácio Lula da Silva - Presidente
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL –
MIDR
Antônio Waldez Góes da Silva - Ministro
SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA – SUDAM
Paulo Roberto Galvão da Rocha – Superintendente
DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E ARTICULAÇÃO DE POLÍTICAS
Paulo Roberto Ferreira - Diretor
DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO
Wilson Luiz Alves Ferreira - Diretor
DIRETORIA DE GESTÃO DE FUNDOS, DE INCENTIVOS FISCAIS E DE
ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS
Jorge Frota Pereira Júnior – Diretor
COORDENAÇÃO GERAL DE PLANEJAMENTO REGIONAL
Benedito Barros Caldas – Coordenador Geral, substituto
COORDENAÇÃO DE ELABORAÇÃO DE PLANOS E PROGRAMAS
Sérgio Felipe Melo da Silva – Coordenador, substituto
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA
DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E ARTICULAÇÃO DE POLÍTICAS
COORDENAÇÃO GERAL DE PLANEJAMENTO REGIONAL
PLANO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA
AMAZÔNIA - PRDA 2024-2027
BELÉM
2023
2023 © Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia – SUDAM
Tv. Antônio Baena, 1113 – Marco. Belém – Pará – Brasil
CEP: 66.093-082
cgpla@[Link]
[Link]
EQUIPE TÉCNICA
Equipe da CGPLA:
Benedito Barros Caldas – Coordenador-Geral da CGPLA e membro do Grupo de
Trabalho da Portaria nº 323/2022
Sérgio Felipe Melo da Silva – Coordenador da CPES/CGPLA, Coordenador substituto
da CPLA/CGPLA e Coordenador do Grupo de Trabalho da Portaria nº 323/2022
Adilton Pereira Ribeiro – Geógrafo da CPLA/CGPLA e membro do Grupo de Trabalho
da Portaria nº 323/2022
Érika de Almeida Leite – Química da CPLA/CGPLA e membro do Grupo de Trabalho
da Portaria nº 323/2022
João Nepomuceno de Faria Pereira – Engenheiro Civil da CPES/CGPLA e membro do
Grupo de Trabalho da Portaria nº 323/2022
Equipe do Grupo de Trabalho da Portaria nº 323/2022 e Ordem de Serviço
01/2022/DPLAN:
Alessandra Santos Lopes
Allyne Roffé Bendayan
Antônio Fernando Ferreira Ramos
Dieri Do Socorro da Silva Eugênio
Fábio Roberto Araújo dos Santos
Gilson Celso Albuquerque Chagas Junior
José Roosevelt Araújo Correia Junior
Keppler João Assis Da Mota Junior
Klener Kleni Costa Bryto
Luís Eduardo da Silva Monteiro
Manoela de Almeida Carneiro
Márcio Bastos Guerra
Narda Margareth Carvalho Gomes De Souza
Neyvan Borges de Lima
Ricardo Augusto Pina da Rocha
Robson Ferreira Silva
Rodrigo Portugal da Costa
Taciane Almeida de Oliveira
Thiago da Silva Peixoto
Vilmara Ferreira Salgado
Consultoria Contratada junto ao PNUD:
Instituto Publix para o Desenvolvimento da Gestão Pública S/S LTDA
Especialistas consultados via entrevista:
Aristides Monteiro Neto (externo)
Douglas Alcântara Alencar (externo)
João Mendes da Rocha Neto (externo)
Narda Margareth Carvalho Gomes de Souza (interno)
Gerson da Silva Lima (interno)
Rinaldo Ribeiro Moraes (interno)
Wanderley Lopes de Andrade Júnior (interno)
Ministérios parceiros no processo de elaboração do PRDA 2024-2027
Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR)
Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO)
Ministérios parceiros no processo de elaboração e definição das ações estratégicas:
Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
Ministério da Cultura (MinC)
Ministério da Educação (MEC)
Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR)
Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)
Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)
Ministério da Saúde (MS)
Ministério das Comunicações (MCOM)
Ministério de Minas e Energia (MME)
Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR)
Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)
Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
Ministério do Turismo (MTur)
Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC)
Ministério dos Povos Indígenas (MPI)
Ministério dos Transportes (MT).
NORMALIZAÇÃO: Biblioteca da Sudam
Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia
Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia – PRDA 2024 -2027 /
Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia. - Belém: SUDAM, 2023.
1. Planejamento Regional – Amazônia 2. Desenvolvimento. I. Título.
CDU – 336.027 (811)
Ficha catalográfica: Maria Selma de C. Pereira – CRB-2/864
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 – Insumos para a construção do PRDA 2024-2027 ...................................................... 18
Figura 2 - Processo de Gestão de Riscos do Projeto ................................................................... 20
Figura 3 - Lógica de construção do PRDA 2024-2027 ............................................................... 20
Figura 4 - Atributos dos Planos Regionais de Desenvolvimento ................................................ 21
Figura 5 - Nuvem de palavras extraída dos resumos temáticos da Portaria nº 323/2022. ........... 26
Figura 6 - Processo de elaboração de cenários ............................................................................ 41
Figura 7 - Eixos e Programas do PRDA 2024-2027 ................................................................... 47
Figura 8 - Modelo de Governança do PRDA 2024-2027 .......................................................... 117
Figura 9 - Modelo Lógico do PRDA 2024-2027 ...................................................................... 122
Mapa 1 - Delimitação da Amazônia Legal.................................................................................. 27
Mapa 2 - Municípios por tipologia da PNDR na Amazônia Legal ............................................. 28
Mapa 3 - Faixa de fronteira da região da Amazônia Legal ......................................................... 29
Mapa 4 - Cidades intermediárias da Amazônia Legal ................................................................ 30
Mapa 5 - Espaços institucionalizados na Amazônia Legal ......................................................... 31
Mapa 6 - Biomas na Amazônia Legal ......................................................................................... 31
Mapa 7 - Classes de Cobertura e Uso da Terra ........................................................................... 49
Mapa 8 - Quantidade de Desastres Naturais na Amazônia Legal entre 1991 e 2021.................. 91
Quadro 1 - Cenários prospectivos para o PRDA 2024-2027 ...................................................... 41
Quadro 2 - Programa Bioeconomia para o Desenvolvimento Sustentável. ................................ 52
Quadro 3 - Programa Agropecuária Inclusiva e Sustentável....................................................... 57
Quadro 4 - Programa Indústria e Serviços Sustentáveis ............................................................. 62
Quadro 5 - PDCTIA .................................................................................................................... 70
Quadro 6 - Qualificação do Capital Humano .............................................................................. 75
Quadro 7 - Programa Logística e Integração............................................................................... 84
Quadro 8 - Infraestrutura rural e urbana...................................................................................... 86
Quadro 9 - Programa Sustentabilidade e Conservação Ambiental ............................................. 93
Quadro 10 - Programa Fortalecimento da Gestão e Governança Pública ................................. 100
Quadro 11 - Programa Inclusão Produtiva ................................................................................ 106
Quadro 12 - Programa Bem-estar Social................................................................................... 109
Tabela 1 - Componentes da Decomposição do Produto Regional Baseado na Origem da
Demanda Final: Amazônia Legal, 2015 (%) ............................................................................... 33
Tabela 2 - Indicadores-chave de Resultado por Programa do PRDA 2024-2027 ..................... 123
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO ...................................................................................................................... 7
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 8
2. FUNDAMENTAÇÃO ................................................................................................... 11
3. METODOLOGIA ......................................................................................................... 15
4. CARACTERIZAÇÃO E DIAGNÓSTICO ................................................................. 23
4.1. Visão Geral ................................................................................................................ 23
4.2. Bioeconomia e Circuitos produtivos regionais ....................................................... 34
4.3. Elaboração de cenários para o PRDA 2024-2027 ................................................... 40
5. DESENHO ESTRATÉGICO ....................................................................................... 45
5.1. Eixo Desenvolvimento Produtivo ............................................................................. 48
5.1.1. Programa Bioeconomia para o desenvolvimento sustentável ...................................... 49
5.1.2. Programa Agropecuária Inclusiva e Sustentável ......................................................... 54
5.1.3. Programa Indústria e Serviços Sustentáveis ................................................................ 60
5.1.4. Contribuições da Consulta Pública .............................................................................. 63
5.2. Eixo Pesquisa, Inovação e Educação ....................................................................... 67
5.2.1. Programa de Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação da Amazônia
(PDCTIA) .................................................................................................................................... 68
5.2.2. Programa Qualificação do Capital Humano ................................................................ 73
5.2.3. Contribuições da Consulta Pública .............................................................................. 77
5.3. Eixo Infraestrutura Econômica e Urbana............................................................... 81
5.3.1. Programa Logística e Integração ................................................................................. 82
5.3.2. Programa Infraestrutura Rural e Urbana ...................................................................... 85
5.3.3. Contribuições da Consulta Pública .............................................................................. 88
5.4. Eixo Meio Ambiente .................................................................................................. 90
5.4.1. Programa Sustentabilidade e Conservação Ambiental ................................................ 91
5.4.2. Contribuições da Consulta Pública .............................................................................. 94
5.5. Eixo Fortalecimento das Capacidades Governativas dos Entes Subnacionais .... 98
5.5.1. Programa Fortalecimento da Gestão e Governança Pública ........................................ 99
5.5.2. Contribuições da Consulta Pública ............................................................................ 101
5.6. Eixo Desenvolvimento Social e Acesso a Serviços Públicos Essenciais ............... 103
5.6.1. Programa Inclusão Produtiva ..................................................................................... 104
5.6.2. Programa Bem-estar Social ....................................................................................... 107
5.6.3. Contribuições da Consulta Pública ............................................................................ 111
6. GOVERNANÇA E GESTÃO ......................................................................................... 115
6.1. Modelo de Governança ............................................................................................ 115
6.2. Fontes de Financiamento ......................................................................................... 118
7. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO .................................................................... 118
7.1. Visão geral................................................................................................................ 118
7.2. Modelo Lógico ......................................................................................................... 119
7.2.1. Detalhamento conceitual............................................................................................ 119
7.2.2. Alinhamento ao PPA Federal. ................................................................................... 120
7.3. O modelo lógico do PRDA 2024-2027 .................................................................... 120
7.4. Os indicadores de monitoramento e procedimentos de avaliação ...................... 123
8. QUADRO RESUMO................................................................................................... 125
ANEXO I – MATRIZ SWOT ................................................................................................ 137
ANEXO II – MATRIZ DE RISCO DA IMPLEMENTAÇÃO DO PRDA 2024-2027 ...... 138
ANEXO III - PROJETOS ESTRATÉGICOS ...................................................................... 139
ANEXO IV – Projetos indicados pelos estados para implementação com recursos dos
PPAs estaduais ............................................................................. Erro! Indicador não definido.
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................... 147
APRESENTAÇÃO
A Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) apresenta o
documento referencial do Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA)
para o quadriênio 2024-2027, feito em atenção à Lei Complementar nº 124/2007 e em
consonância com a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), disposta no
Decreto nº 9.810/2019, além de outras normas legais e infralegais vigentes.
O PRDA 2024-2027 possui uma perspectiva multidisciplinar, voltada para
resultados, de atenção a características multiescalares e transversais, baseada em
evidências, além de outros aspectos relevantes, que buscam sintetizar os atributos que um
documento norteador das políticas públicas na Amazônia precisa conter, visando à
diminuição das desigualdades intra e inter-regionais.
O documento contempla aspectos ambientais, econômicos, sociais e tecnológicos,
com a construção de uma proposta de intervenção estruturada baseada nos indicadores
que mostram maior criticidade na região, em diretrizes de documentos estratégicos para
a Amazônia, nas orientações de instituições líderes do processo, bem como na legislação
vigente, chegando a uma definição de projetos estruturantes pactuados entre os entes
federativos.
O PRDA 2024-2027 considera a diversidade existente na região amazônica em
seus múltiplos aspectos, a qual tem ganhado maior atenção internacional nos últimos
anos, bem como é um elemento de discussão da sociedade e da classe política brasileiras,
que têm pautado na agenda de discussão pública os rumos necessários para o
desenvolvimento da região, dada a existência de condições desafiadoras nas distintas
dimensões do desenvolvimento.
Dessa forma, espera-se que o PRDA 2024-2027 amplifique o desempenho das
mais diversas políticas públicas que são promovidas na Amazônia, por meio da criação
de sinergias e alinhamentos institucionais, visando à maior eficiência e efetividade dos
recursos públicos, considerando os diferentes setores sociais, da atividade econômica e
da atuação do Estado brasileiro.
Paulo Roberto Galvão da Rocha
Superintendente
8
1. INTRODUÇÃO
A Amazônia Legal é a região brasileira composta por nove estados (Acre, Amapá,
Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins),
contemplando sete estados do Norte, um estado do Nordeste, e um estado do Centro-
Oeste. Essa região foi instituída com o objetivo de definir a delimitação geográfica da
região política de atuação da SUDAM1, delimitada atualmente em consonância ao art. 2º
da Lei Complementar nº 124/2007. A região possui 772 municípios, visto que no
Maranhão apenas aqueles situados ao oeste do Meridiano 44º são integrantes da região.
Historicamente, há um processo de intervenção presente na Amazônia, que possui
como marco fundamental a criação da Superintendência de Valorização Econômica da
Amazônia (SPVEA) em 1953 e que deu lugar à SUDAM em 1966. Conforme mostram
Portugal e Silva (2020), a inserção da Amazônia nas políticas regionais esteve relacionada
com a incorporação desta porção do território nacional à lógica vigente do padrão de
acumulação capitalista do país, pautada na exploração de recursos naturais, em um
contexto de divisão territorial do trabalho.
Atualmente, a Amazônia é reconhecida pela sua importância ambiental para o
Brasil e para o restante do mundo em múltiplos aspectos. Becker (2007) mostra que desde
a década de 1980, o olhar internacional para a Amazônia é alterado e há o reconhecimento
da questão ambiental como fator relevante. Entre 2019 e 2022, o olhar mundial para a
Amazônia ganhou mais intensidade, devido ao antagonismo do governo brasileiro à pauta
ambiental no período.
Além da questão ambiental, outras pautas são desafiadoras na região da Amazônia
Legal como, por exemplo, a infraestrutura logística, que ao longo de muitos anos
necessita de maior integração entre os modais de transporte, bem como de maiores
investimentos em projetos capazes de trazer maior conexão intrarregional e inter-
regional.
Outros aspectos também são críticos na região, como o desenvolvimento
produtivo pautado na bioeconomia, pesquisa e inovação, fontes alternativas de energia,
acesso à internet em áreas remotas, trabalho informal, acesso a saneamento básico,
1
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9
educação e saúde de qualidade, dentre muitos outros. Ou seja, há uma gama de temas que
necessitam de maior intervenção pública na região.
Dada a realidade existente e tendo como foco o ser amazônico e o ambiente em
que este se insere, é de fundamental importância desenvolver políticas e planos que
contemplem a valorização e o desenvolvimento da região, garantindo o bem-estar de suas
populações e a proteção de seus recursos naturais. Nesse sentido, a Sudam é instituição
fundamental na condução destes trabalhos, pois possui a competência de elaborar o
PRDA, estabelecido pela Lei nº 124/2007 e que tem como objetivo a redução das
desigualdades regionais.
Assim, o PRDA 2024-2027 apresenta-se como um elemento norteador e
catalisador de políticas públicas que espelha os anseios dos governos e da sociedade
regional, ao tempo em que orienta as ações estratégicas do governo federal na região.
Baseados nos princípios de sustentabilidade, inclusão social e governança compartilhada,
o PRDA 2024-2027 foi elaborado em consonância com os principais instrumentos de
planejamento existentes, como a Estratégia Federal de Desenvolvimento - EFD, a Política
Nacional de Desenvolvimento Regional – PNDR, a Agenda 2030 e os Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Plano Plurianual (PPA) da União para 2024-
2027, além de observar as propostas presentes nos planejamentos estaduais e Consórcio
Interestadual da Amazônia Legal.
Não obstante, o PRDA 2024-2027 incorpora novos elementos do planejamento
regional, sem deixar de lado as propostas trazidas pela versão 2020-2023, e que
permanecem até os dias atuais. Dentre estas propostas está o foco no uso sustentável da
biodiversidade como fonte do desenvolvimento da região, com geração de emprego e
renda. O fortalecimento das cadeias produtivas voltados à bioeconomia, o aproveitamento
de áreas antropizadas, o turismo ecológico e a sociobiodiversidade, com a promoção de
tecnologias sustentáveis ou tecnologias sociais, aparecem como meios para alavancar o
desenvolvimento da Amazônia. Em suma, a diversidade, em suas várias representações,
é uma fonte riquíssima de oportunidades para o desenvolvimento da região.
Tais temas encontram-se alinhados e respaldados pela nova agenda
governamental que tem a Amazônia como centro das discussões, com grandes
possibilidades de eventos internacionais ocorrerem na região, a exemplo da proposta
apresentada pelo governo brasileiro junto à Organização das Nações Unidas - ONU de
10
trazer uma edição da Conference of the Parties (COP) para a Amazônia2. Isto tudo
demonstra que a região ganha cada vez mais relevância no cenário internacional e que
requer planos bem elaborados capazes de gerar transformação social.
Assim, o PRDA 2024-2027 apresenta um conjunto de eixos, programas e ações
estratégicas, transversais e estruturais, integradas e sinérgicos que envolve os diversos
atores regionais e nacionais quer sejam do setor público, quanto da iniciativa privada ou
do terceiro setor. Nesse rol de atores estão os governos estaduais e municipais, consórcios
estaduais e municipais, ministérios setoriais, organizações da sociedade civil, instituições
financeiras públicas e privadas do Brasil e do exterior, bem como organismos
internacionais, dentre outros.
A participação de atores como esses na formulação do Plano representa não
apenas uma forma contributiva na elaboração de propostas para a região, mas acima de
tudo, referenda o PRDA como instrumento de planejamento regional, passando por sua
aprovação no Conselho Deliberativo da SUDAM (CONDEL/SUDAM) visando ao
encaminhamento do respectivo Projeto de Lei respectivo ao Congresso Nacional.
O PRDA 2024-2027 está estruturado em oito seções, além dos anexos contendo a
Matriz Swot e a matriz de riscos e os projetos estratégicos. A Seção 1 é composta por esta
parte introdutória que apresenta os principais aspectos do Plano. A Seção 2 é composta
pela fundamentação nos quais são abordados os dispositivos legais que justificam o
PRDA. Na seção 3, é descrita a metodologia e a forma como o Plano foi construído, dando
destaques à participação social através da consulta pública.
A Seção 4 discorre sobre a caracterização e diagnóstico da Amazônia, onde serão
apresentados temas e indicadores com as problemáticas e possíveis soluções. Destaca-se
que o diagnóstico foi fundamental para a escolha de programas e ações estratégicas a
serem executadas. A Seção 5 apresenta a estrutura dos eixos, programas, objetivos e ações
estratégicas. Atento à PNDR, o PRDA 2024-2027 adota eixos estratégicos como
desenvolvimento produtivo; pesquisa, inovação e educação; infraestrutura econômica e
urbana, fortalecimento das capacidades governativas dos entes subnacionais, educação e
desenvolvimento social e acesso a serviços públicos essenciais.
2
A proposta foi apresentada pelo governo brasileiro durante a Conferência das Partes sobre as Mudanças
Climáticas – COP em novembro de 2022 em Sharm El Sheikh, no Egito.
11
Nas Seções 6 e 7 são apresentados, respectivamente, o modelo de governança e
gestão do PRDA, com composição multinível e participação de setores da sociedade e o
monitoramento e avaliação. Neste último, trabalha-se os indicadores vinculados aos
Programas. O monitoramento e a avaliação são elementos importantes para verificação
da eficácia e efetividade das políticas públicas.
Por fim, nos anexos I, II e III são apresentados a Matriz Swot com as forças,
fraquezas, oportunidades e ameaças; e a matriz de riscos, com o tratamento dos eventos
que podem ocorrer. Também são apresentados os projetos estratégicos, estruturantes ou
setoriais, indicados pelos estados da Amazônia Legal e por instituições regionais.
2. FUNDAMENTAÇÃO
A Amazônia Legal foi instituída pela Lei nº 1.806, de 06 de janeiro de 1953, com
o objetivo de definir a delimitação geopolítica com fins de aplicação de políticas de
soberania territorial e econômica para a promoção de seu desenvolvimento. Esta mesma
lei federal dispôs sobre a criação SPVEA.
Na década de 1960, a SPVEA foi substituída pela SUDAM, por meio da Lei nº
5.173 de 1966 e que tinha como objetivo planejar, coordenar, promover a execução e
controlar a ação federal na Amazônia Legal. Em 24 de agosto de 2001, a Medida
Provisória nº 2.157-5 extinguiu a SUDAM e criou a Agência de Desenvolvimento da
Amazônia - ADA.
Em 03 de janeiro de 2007, a SUDAM é recriada por meio da Lei Complementar
nº 124. De acordo com o art. 2º, a área de atuação da autarquia federal abrange os nove
estados da Amazônia Legal; com a finalidade de promover o desenvolvimento includente
e sustentável de sua área de atuação e a integração competitiva da base produtiva regional
na economia nacional e internacional.
A SUDAM atua na região amazônica por meio de diferentes instrumentos a fim
de alcançar a sua missão institucional. Dentre estes instrumentos estão o Fundo
Constitucional de Financiamento da Região Norte – FNO; Fundo de Desenvolvimento da
Amazônia - FDA; os Incentivos Fiscais, as transferências voluntárias e o PRDA.
No que se refere ao PRDA, infere-se da Constituição Federal do Brasil de 1988 a
obrigatoriedade inscrita no art. 3º que explicita os objetivos fundamentais da República
12
Federativa do Brasil, mais especificamente, “erradicar a pobreza e a marginalização e
reduzir as desigualdades sociais e regionais” e ainda, em acordo com os preceitos contidos
na PNDR, o PRDA vislumbra o desenvolvimento responsável com alto valor agregado,
com coesão econômica e social.
A Constituição Federal de 1988 explicita também no art. 21, inciso IX que
compete à União elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenamento do
território e de desenvolvimento econômico e social. Por conseguinte, no art. 43, §1º, trata
da composição dos organismos regionais que executarão, na forma da lei, os planos
regionais, integrantes dos planos nacionais de desenvolvimento econômico e social,
aprovados juntamente com estes.
Por sua vez, a PNDR, através do Decreto nº 9.810, de 30 de maio de 2019, tem
como finalidade a redução das desigualdades econômicas e sociais, intra e inter-regionais,
a partir da criação de oportunidades de desenvolvimento que alcance o crescimento
econômico, a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida da população.
No que confere o art. 13º da Lei Complementar nº 124/2007, o PRDA tem como
objetivo reduzir as desigualdades regionais e deve ser elaborado em consonância com a
PNDR. Dentro do §1º, do mesmo artigo, cabe à Sudam, juntamente com o Ministério da
Integração Nacional (atualmente Ministério da Integração e do Desenvolvimento
Regional), ministérios setoriais, órgãos e entidades federais presentes na sua área de
atuação e em articulação com os governos estaduais, elaborar a minuta do projeto de lei
do PRDA a ser apreciado pelo Congresso Nacional, conforme inciso IV do caput do art.
48, do §4º do art. 165 e inciso II do §1º do art. 166 da Constituição Federal.
Complementa-se que o PRDA terá vigência de quatro anos e tramitará juntamente
com o Plano Plurianual – PPA. O desafio de integrar o território amazônico com o
restante do país refletiram nas diversas políticas públicas desenvolvimentistas.
Entretanto, trata-se de uma região complexa e rica, porém de difícil estudo e de integração
nacional, muito por conta da sua dimensão territorial. Segundo o IBGE, a Amazônia
Legal apresenta uma área de 5.015.067,86 km2, o que corresponde a cerca de 58,93% do
território brasileiro, bem como da sua dimensão logística de acesso e de preservação
ambiental.
A elaboração do PRDA também está alinhada à Agenda 2030 e seus 17 Objetivos
de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Trata-se de uma agenda a nível global para o
13
período de 2016 a 2030 e pactuada pelos 193 países-membros da Organização das Nações
Unidas (ONU), inclusive o Brasil. A Agenda 2030 é considerada um plano de ação para
erradicar a pobreza e promover a vida digna de todos, sem deixar ninguém para trás, e
centrada nos chamados 5P’s: Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias.
O PRDA 2024-2027 tem a influência de um mosaico de literaturas que abordam
diversos aspectos da intervenção estatal na economia, como também a economia regional.
Pode-se observar conexões com as ideias de autores renomados da economia regional,
tais como August Losch, Alfred Weber e Walter Isard, que contribuíram para o
entendimento dos fenômenos econômicos em nível regional e a importância da
localização e da aglomeração de empresas e pessoas na atividade econômica. Em muitos
aspectos, considera-se a visão do território de Milton Santos, cuja abordagem enfatiza a
importância das relações sociais, culturais e econômicas na definição do espaço
geográfico e territorial, considerando o território com o um espaço não neutro e repleto
de relações de poder.
Além disso, são consideradas as instituições, levando em conta a perspectiva de
Douglas North, cuja teoria destaca a influência das instituições no desenvolvimento
econômico e na formação de arranjos institucionais favoráveis ao crescimento, mostrando
que a sinergia entre legislações, estratégias e atuação das empresas, setor público,
academia e terceiro setor pode alavancar o desenvolvimento regional amazônico.
Outro aspecto importante é a análise das inovações tecnológicas, que remontam à
abordagem neoschumpeteriana de autores como Richard Nelson e Sidney Winter,
Giovanni Dosi e Carlota Perez. Esses estudiosos contribuíram com teorias que exploram
o papel das inovações tecnológicas no processo de desenvolvimento econômico e
mostram que a tecnologia nasce de um ambiente complexo, que não pode ser explicado
de forma reducionista, onde a relação de influência entre indivíduos e sociedade é
recíproca.
Outro tema relevante é a importância da indústria no desenvolvimento econômico,
conforme discutem em suas obras François Perroux, Guinar Myrdal, Nicholas Kaldor e
Albert Hirschman. Esses autores forneceram contribuições significativas ao estudo das
dinâmicas industriais e sua influência no crescimento econômico regional e a partir de
suas ideias é possível depreender a importância do processo de diversificação da atividade
produtiva.
14
Ademais, há inspiração em conceitos relacionados ao desenvolvimento
sustentável, como abordado por Ignacy Sachs, Ricardo Abramovay e Carlos Nobre. Esses
estudiosos discutem a necessidade de conciliar o crescimento econômico com a
preservação do meio ambiente e a equidade social, promovendo um desenvolvimento
mais equilibrado e duradouro. São ainda considerados princípios da economia ecológica,
conforme proposto por Herman Daly e Joshua Farley. A economia ecológica enfatiza a
interdependência entre o sistema econômico e o ecossistema, buscando abordagens que
incorporem os limites ecológicos ao processo de tomada de decisões econômicas, o que
é o debate que tem a Amazônia como um dos elementos centrais.
No âmbito regional, destacam-se também as ideias de Violeta Refkalefsky
Loureiro, da Universidade Federal do Pará (UFPA), que tem buscado por meio de várias
publicações desenvolver uma proposta de desenvolvimento que envolva o respeito às
populações locais, em especial as populações tradicionais e os grupos étnicos,
incorporando seus conhecimentos sobre a região, entra outras dimensões importantes.
Além dela, outros pesquisadores podem ser mencionados, como os do Núcleo de Altos
Estudos Amazônicos da UFPA (NAEA/UFPA), com destaque para Francisco de Assis
Costa que desenvolve pesquisas com ênfase em economia agrária, desenvolvimento
regional e relações entre economia e sustentabilidade ambiental, destacando o papel das
inovações tecnológicas e institucionais, sobretudo na Amazônia.
Ao abranger uma grande diversidade de influências teóricas, o PRDA 2024-2027
mostra-se um Plano alinhado com as diversas manifestações das necessidades e formas
de intervenção pública na região amazônica, o que é condizente com uma visão que não
trata a questão do desenvolvimento da Amazônia de maneira simplista ou univariada,
considerando a imensa complexidade do emaranhado de relações econômicas, sociais e
ambientais existentes na região na atualidade.
Assim, mais do que as teorias, o PRDA 2024-2027 considera a diversidade da
ação pública existente na Amazônia e busca ser um instrumento de encontro das
diferentes perspectivas sobre o desenvolvimento da região, conectando as visões da
academia, do setor público, setor privado e terceiro setor a partir da aposta na
biodiversidade, considerando ainda a camada social, adentrando no campo da
sociobiodiversidade.
15
Por fim, cabe citar que outros elementos orientadores para a elaboração do PRDA
foram as Agendas Macrorregionais que subsidiaram a elaboração do PPA 2020-2023.
Para a macrorregião Norte, as Agendas apresentaram como aposta estratégica para o
desenvolvimento a integração e diversificação produtiva da biodiversidade, com
agregação de valor.
3. METODOLOGIA
A metodologia do PRDA 2024-2027 seguiu um conjunto de parâmetros e insumos
para sua elaboração, advindos de fontes distintas. Partiu-se, inicialmente, dos achados do
Relatório Anual de Avaliação do PRDA 2020-20233, feito para o biênio 2020 e 2021, o
qual apontou uma série de recomendações para o processo de elaboração do PRDA, como
a construção de uma matriz de riscos e do modelo lógico, entre outras.
A equipe da Diretoria de Planejamento e Articulação de Políticas (DPLAN) e da
Diretoria de Promoção de Desenvolvimento Sustentável (DPROS) da Sudam, que
conduziu o processo de elaboração do PRDA iniciou a discussão e buscou, como ponto
de partida, o disposto no PRDA 2020-2023 (diagnóstico, eixos, programas, projetos etc.),
o qual foi feito com uma visão de longo prazo (12 anos), em consonância com a nova
PNDR e consistiu no primeiro PRDA a ser encaminhado ao Congresso Nacional desde a
criação da nova Sudam em 2007. Atualmente, o PRDA 2020-2023 tramita na Câmara dos
Deputados sob o Projeto de Lei nº 6.162/2019.
Um outro insumo importante para a elaboração do PRDA 2024-2027 foi o
processo de articulação junto aos entes subnacionais visando a implementação do PRDA
2020-2023 em que se destaca as visitas aos nove governos estaduais da Amazônia Legal
ocorrida em 2021 denominada de Sudam nos Estados, a Expedição Sudam na região da
Transamazônica em 2022, além dos acordos de cooperação técnica e outras articulações
institucionais.
O Guia Prático de Análise ex-ante de Políticas Públicas do Ipea (2018) funcionou
como documento metodológico orientador para o início dos trabalhos de elaboração do
PRDA 2024-2027 e para a elaboração do Termo de Referência para contratação de
3
Disponível na página da Sudam na internet.
16
consultoria especializada no âmbito do Projeto de Cooperação Técnica entre a Sudam e
o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
A partir do Guia, foi possível elaborar um escopo metodológico contendo os
principais elementos do PRDA 2024-2027, como o processo de diagnóstico e a
construção de ações estratégicas. Com base em Ipea (2018), realizou-se em novembro de
2022 na Sudam duas oficinas sobre a árvore de problemas para o novo PRDA, onde
elencou-se os principais desafios regionais com base nos eixos da PNDR. O levantamento
feito pela equipe da Sudam foi insumo para a elaboração de um formulário aplicado aos
participantes internos e externos à Sudam, que contou com a participação dos governos
estaduais, especialistas e instituições representativas (ou classistas), como as
Confederações Nacionais da Indústria e Agricultura (CNI e CNA).
A aplicação do formulário resultou em 35 respostas, que nortearam a fase seguinte
do trabalho, que foi a elaboração de diagnóstico baseado em dados georreferenciado pela
consultoria contratada junto ao Projeto de Cooperação Técnica firmado entre a Sudam e
o PNUD. A Consultoria participou do processo por meio da elaboração do diagnóstico e
através da construção de um Guia e capacitação sobre metodologia para formulação de
políticas, planos e projetos de desenvolvimento regional. A partir do mês de novembro
de 2022, iniciou-se rotinas intensas de reuniões e workshops para discussão do conteúdo
dos produtos citados, o que contribuiu como insumo para a construção do PRDA 2024-
2027.
Por conta da abrangência das contribuições da Consultoria, o diagnóstico
georreferenciado e o documento de metodologia para elaboração de políticas, planos,
programas e projetos de desenvolvimento regional são tratados como documentos de base
deste documento referencial, juntamente com o Power BI desenvolvido pelo Instituto
Publix que permite a visualização mais interativa e dinâmica dos dados, assim como a
extração de conclusões mais bem definidas sobre os desafios da região.4
Durante o mês de dezembro, foram realizadas reuniões com especialistas internos
e externos a respeito da metodologia, escolha de temas, cenários macroeconômicos e
político-institucionais, com o objetivo de obter subsídios para a definição dos grandes
temas das escolhas estratégicas e da forma de condução da formulação do Plano. As
4
Os documentos citados neste parágrafo podem ser encontrados na página da Sudam na internet.
17
contribuições foram valiosos insumos para o encadeamento de atividades no processo de
elaboração do PRDA 2024-2027.
Um outro insumo importante para a elaboração do PRDA 2024-2027 foi a
participação e liderança do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) e
acompanhamento pelo MIDR no processo, a qual se deu desde setembro de 2022, e se
consolidou em 2023, por meio de reuniões realizadas com a participação das
Superintendências do Desenvolvimento do Nordeste e do Centro-Oeste (Sudene e
Sudeco, respectivamente). Nas reuniões, o MPO e o MIDR orientaram sobre o processo
de aderência dos Planos Regionais de Desenvolvimento (PRDs) ao Plano Plurianual
(PPA) Federal, sugerindo adequações de forma e conteúdo, como a criação da categoria
“ações estratégicas” e do eixo estratégico de Meio Ambiente.
A articulação do MPO resultou em uma oficina presencial entre os ministérios
setoriais e as Superintendências de Desenvolvimento Regional realizadas entre os dias 03
e 05 de maio de 2023, onde, em cada dia, discutiu-se um Plano macrorregional. No dia
04 de maio de 2023 a Sudam discutiu as ações estratégicas do PRDA com cerca de 20
ministérios em uma agenda com mais de 100 presentes na Escola Nacional de
Administração Pública (ENAP). Após essa reunião, outra rodada de reuniões foi feita no
formato virtual, a partir da mobilização do MPO, onde buscou-se alinhamento das ações
estratégicas, avançando para a discussão sobre projetos.
Considera-se como insumo também as definições legais e infralegais, como a Lei
nº 124/2007 e Decreto nº 9.810/2019, já citados no tópico de Fundamentação. Além dos
elementos citados, diversas reuniões das equipes da DPLAN e DPROS foram realizadas,
bem como um levantamento temático pelo Grupo de Trabalho criado pela Portaria nº
323/2022, o qual consistiu em um conjunto de resumos de documentos estratégicos, em
um total de 63, que foram documentos base deste documento referencial, devido à sua
importância para o alinhamento das políticas públicas com o PRDA. A figura 1 sintetiza
os insumos para a construção do PRDA 2024-2027.
18
Figura 1 – Insumos para a construção do PRDA 2024-2027
Metodologia e
diagnóstico do
Consultas com Instituto Publix
Levantamento do
especialistas (com a criação de
GT da Sudam e
externos e um Power BI) reuniões internas
internos
Desafios
Orientações do
levantados pela
MPO e MIDR
equipe da Sudam
Alinhamento com
Ministérios
PRDA 2020-2023 setoriais e estados
da Amazônia
Legal
Guia Análise ex-
Consulta Pública
ante
Relatório de
Avaliação do
PRDA Leis e Decretos
vigentes
PRDA 2020-2023 2024-2027
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
A Consulta Pública do PRDA 2024-2027, disponível para participação da
sociedade entre os dias 25/05/2023 e 12/06/2023, com um total de 492 participações
também trouxe importantes elementos para legitimação das escolhas feitas e inserção de
novos conteúdos no Plano. Os participantes foram convidados a responder perguntas
objetivas e subjetivas e a equipe da Sudam as analisou, visando à incorporação de novas
questões e adensamento de outras já existentes no Documento Referencial e Projeto de
Lei.
A equipe da Sudam analisou as respostas objetivas e subjetivas da Consulta
Pública e no caso das contribuições subjetivas, classificou-se o tratamento às respostas
em 4 tipos: “não se aplica”, “Já contemplado”, “Enfatizar” e “Incluir”. A primeira e a
segunda classificação não ensejaram novas inserções no Plano, ao passo que a terceira e
a quarta levaram a inclusões das contribuições na forma de novos direcionamentos para
o processo de implementação do Plano a partir das ações estratégicas definidas, sendo
que elas constam na parte final de cada eixo do Plano no tópico de desenho estratégico.
A Sudam encaminhou ofício a mais de 200 instituições informando sobre a
abertura da Consulta Pública do PRDA 2024-2027. Encaminhou-se ofícios ainda aos
estados da Amazônia Legal, visando à participação na Consulta Pública e alinhamento
sobre projetos estratégicos que a Sudam pré-selecionou dentro da Carteira do PRDA
19
2024-2027. O alinhamento de projetos tem a função de identificar aqueles casos em que
os ministérios setoriais possam apoiar projetos selecionados ou ainda projetos similares,
tendo como referência a sinalização de prioridade pelos estados. Assim, a lista de projetos
final é o resultado da aderência de prioridades entre os estados e ministérios, com a
organização da Sudam.
A Sudam também participou das Oficinas do PPA relativas a Programas do PPA
relacionados ao PRDA 2024-2027, levando insumos para a regionalização em temáticas
como Bioeconomia, Gestão de Riscos e Desastres, Desenvolvimento Territorial, entre
outras. A participação contribuiu para reforçar a importância de regionalização das ações
federais com ênfase na região Norte e Amazônia Legal.
Ademais, para cada ação estratégica do PRDA 2024-2027, realizou-se o
alinhamento aos ODS, o que ocorreu de forma direta, ou seja, cada ação estratégica foi
analisada individualmente e, a partir do seu efeito potencial diretamente atingido, houve
a vinculação com o(s) ODS correspondente (s). Como não existe um critério estabelecido
para o enquadramento de políticas públicas com os ODS, o procedimento ocorreu a partir
da análise da equipe técnica da Sudam.
O alinhamento de ações com os ODS na Amazônia é essencial para avançar na
utilização sustentável da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos que a região
oferece. O ODS 15, por exemplo, que se concentra na proteção dos ecossistemas
terrestres, é especialmente relevante nesse contexto, por conta da grande variedade de
espécies vegetais e animais na região. Vale destacar também a importância da
transversalidade do ODS 17 para o PRDA 2024-2027, uma vez que tem como foco as
parcerias e os meios de implementação para o desenvolvimento sustentável. Além desses,
os demais também são relevantes para contemplar a diversidade e a complexidade do
desafio de promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Segundo Brasil (2023), a gestão de riscos na etapa preparatória corresponde ao
mapeamento de possíveis eventos que, se ocorrerem, têm um efeito positivo ou negativo
sobre os resultados esperados para o projeto de formulação de políticas, planos,
programas e projetos. Nessa etapa observam-se as entregas a serem desenvolvidas para a
criação da política pública, os prazos para elaboração, os recursos disponíveis, a
interferência com outros projetos, o grau de comprometimento dos stakeholders e outros
20
fatores externos à Sudam. O processo para a elaboração da matriz de riscos do projeto
segue as etapas apresentadas na Figura 2, a seguir:
Figura 2 - Processo de Gestão de Riscos do Projeto
Fonte: Brasil (2023)
Tendo como base todos os insumos descritos anteriormente, o PRDA é construído,
partindo-se de evidências (dados e documentos estratégicos), orientações e disposições
legais que levam à construção de Eixos Estratégicos, Programas, Ações Estratégicas e
Projetos Estratégicos, isto é, uma estrutura de intervenção que busca atingir o objetivo do
PRDA disposto na Lei nº 124/2007. Este documento também trata do processo de
monitoramento e avaliação, bem como da governança do Plano, gestão de riscos e análise
de cenários. A Figura 2 resume a lógica do PRDA 2024-2027.
Figura 3 - Lógica de construção do PRDA 2024-2027
Evidências
Orientações
Escolhas Estrategica
(Eixos, Programas,
Ações Estratégicas e
Projetos Estratégicos)
Legislação
vigente
Alinhamento
com ministérios
e estados
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
21
Para facilitar a articulação entre os Planos Regionais de Desenvolvimento - PRDs
e o PPA, o MPO estabeleceu atributos para que os Planos guardem relação com os do
PPA, realizando as adaptações necessárias para o seu escopo específico de atuação. Estes
atributos também respondem às orientações emanadas das Leis Complementares que
instituem tais planos regionais e farão parte do respectivo Projeto de Lei para cada PRD,
conforme a Figura 3.
Figura 4 - Atributos dos Planos Regionais de Desenvolvimento
Fonte: Elaboração da SEPLAN/MPO
A Dimensão Estratégica orienta a elaboração do Plano Regional de
Desenvolvimento, dos Programas e de seus atributos. Nessa dimensão serão declaradas
as prioridades de atuação e a aposta estratégica que direciona o conteúdo do plano para o
período 2024-2027.
A seguir, serão detalhados os conceitos de cada um dos atributos que compõem a
Dimensão Estratégica dos Planos Regionais de Desenvolvimento:
a) Visão de Futuro - corresponde a uma declaração de um desejo coletivo, factível e
claro, que orienta o planejamento da ação governamental. A Visão de Futuro
estabelece o que se espera como um retrato para a região ao fim do período.
Assim, a Visão é um ideal possível de ser alcançado, que demanda o engajamento
de todos.
22
b) Aposta Estratégica - aposta aceleradora de processos de desenvolvimento
regional, em consonância com os objetivos e eixos setoriais de intervenção da
PNDR.
c) Princípios - conjunto de normas ou padrões de conduta a serem seguidos para a
implementação do plano regional.
d) Diretrizes - são orientações que regulam um caminho a seguir, estabelecendo
critérios que determinam e direcionam as ações para superação dos desafios
compreendidos em cada Eixo. As Diretrizes devem orientar a implementação dos
programas para os próximos quatro anos.
A seguir, serão detalhados os conceitos de cada um dos atributos que compõem a
Dimensão Tática dos Planos Regionais de Desenvolvimento:
a) Eixos - agrupam os programas por suas temáticas centrais. Os Eixos de cada Plano
Regional de Desenvolvimento guardam relação com a abrangência temática
prevista para os planos regionais nas suas Leis Complementares e com os eixos
estratégicos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional – PNDR.
b) Programa - representa o conjunto coordenado de ações estratégicas visando a
concretização do seu objetivo.
Os Programas, no âmbito dos Planos Regionais de Desenvolvimento, serão de
dois tipos:
• Programa Estruturante - focado em problemas complexos e que necessitam da
atuação conjunta e coordenada de mais de um Ministério Setorial, tendo como
características: I) ser multisetorial/transversal; II) ter amplitude regional; III)
interligar regiões, estados e cidades intermediárias; IV) ter alto impacto para
o desenvolvimento regional.
• Programa Setorial - Focado na atuação de política pública de um Ministério
Setorial e adaptado às demandas captadas pelo plano regional.
c) Objetivo - expressa a mudança na realidade social que o programa visa promover
ao enfrentar o problema.
d) Indicador – instrumento que permite medir objetivamente o alcance do objetivo
planejado.
e) Meta – declara o valor esperado para o indicador no período a que se refere.
23
f) Ação Estratégica - é resultante da pactuação da Superintendência com um
Ministério Setorial e expressa o conteúdo desta parceria. Para tanto, por meio
desta Ação Estratégica se buscará articulação com Programa(s) e Entrega(s) deste
Ministério no PPA para apoiar Projetos previstos no plano regional. Portanto, cada
Ação Estratégica se relaciona com um só Ministério, tanto nos Programas
Estruturantes como nos Setoriais.
g) Ações Indicativas – é o conjunto de ações orientadoras que explicitam o conteúdo
de uma Ação Estratégica. Pertence à camada gerencial e poderá sofrer alteração
ou acréscimos na medida que novas pactuações ocorram entre as
Superintendências e os Ministérios Setoriais nos processos de revisão anual do
PPA e dos Planos Regionais de Desenvolvimento.
h) Projetos - instrumento que compreende um conjunto de ações, limitadas no tempo,
das quais resultam produtos ou resultados que contribuam para alcançar o objetivo
de um programa.
i) Carteira de Projetos Complementares – corresponde a um conjunto de projetos
pactuados com os Estados e Municípios de abrangência do plano e que
materializam no território os Programas e Ações Estratégicas do plano.
Destaca-se que a camada gerencial do PRDA 2024-2027 é a etapa em que
definições e alinhamentos específicos ocorrerão, ou seja, nessa camada se darão os
desdobramentos das ações estratégicas, por meio das ações indicativas e projetos que
podem ser tanto aqueles constantes na camada legal, quanto outros complementares.
Ademais, nessa etapa podem ser trabalhados indicadores específicos, principalmente
aqueles ligados aos produtos (entregas) no Plano.
4. CARACTERIZAÇÃO E DIAGNÓSTICO
[Link]ão Geral
Esta seção trata sobre o processo de caracterização e diagnóstico feito para o
PRDA 2024-2027. Os principais insumos para o diagnóstico do Plano foram os desafios
identificados pela equipe da Sudam, a consulta realizada com especialistas e stakeholders,
o levantamento temático do GT da Portaria nº 323/2022 e o diagnóstico baseado em dados
georreferenciados elaborado pelo Instituto Publix.
24
Para elaborar um documento de planejamento multidisciplinar e que converse com
a lógica do território amazônico, é necessário se basear em dados de diferentes fontes e
analisá-los sob diferentes óticas. Nesse sentido, o PRDA 2024-2027 traz múltiplas
construções para o processo de diagnóstico.
Conforme mencionado anteriormente, a equipe da DPLAN/SUDAM e
DPROS/SUDAM iniciou o processo de diagnóstico empreendendo esforços para a
realização da árvore do problema, que serviu para identificar quais seriam os principais
desafios da região de acordo com os eixos da PNDR e o objetivo do PRDA definido na
Lei nº 124/2007. A construção resultou em uma lista de oitenta temas distribuídos por
quatro eixos da PNDR, considerando uma lógica de priorização de temas que levou em
consideração temáticas mais próximas da atuação do MIDR e da Sudam.
Os temas foram sistematizados em um formulário aplicado a atores internos e
externos à Sudam. Os resultados mostram uma hierarquização de temas e alguns surgem
como prioritários, como precariedade das rodovias em infraestrutura econômica e urbana;
falta de planejamentos territoriais no eixo Fortalecimento das Capacidades Governativas
dos Entes Subnacionais; fraca relação entre academia e empresas em Ciência, Tecnologia
e Inovação e baixo beneficiamento, verticalização e industrialização no desenvolvimento
produtivo.
Além disso, realizou-se entrevistas com três especialistas externos (João Mendes
- MIDR, Aristides Monteiro - IPEA e Douglas Alencar - UFPA), em que se pediu aos
especialistas orientações sobre o processo de elaboração do PRDA em aspectos
específicos. Para os especialistas João Mendes e Aristides Monteiro, que participaram da
construção da nova PNDR e orientaram, pelo MIDR, a construção dos PRDs em 2019,
pediu-se orientações a respeito de prioridades temáticas e forma de condução do processo
de construção do PRDA. Ao especialista Douglas Alencar, professor de Economia da
Universidade Federal do Pará, pediu-se informações sobre cenários possíveis sob a
perspectiva macroeconômica do Brasil e da Amazônia para o quadriênio 2024-2027.
Consultou-se ainda especialistas internos à Sudam no processo. Foram
selecionadas pessoas com experiência e/ou formação na temática do planejamento
regional. Assim, dialogou-se sobre metodologia e proposta para governança do PRDA,
dentre outros temas, com os servidores Narda Gomes, Gerson Lima, Rinaldo Moraes e
25
Wanderley Andrade. As principais orientações foram incorporadas em diversos tópicos
do documento referencial e na condução do processo.
As consultas aos especialistas, formulários temáticos, reuniões com o MPO e
MIDR (que orientaram sobre a criação do eixo Meio Ambiente) e o Plano de Governo do
presidente eleito resultaram em um núcleo de prioridades que envolve os seguintes temas:
I) Economia Verde e Mudanças Climáticas; II) Bioeconomia; III) Inclusão social; IV)
Infraestrutura e; V) Tecnologia. Esses temas nortearam as escolhas feitas para o
adensamento do diagnóstico do Plano. Ou seja, no PRDA 2024-2027 existe uma
priorização temática que privilegia temas estruturantes e transversais.
A partir das premissas de priorização temática, realizou-se dois processos de
diagnóstico: I) Caracterização e diagnóstico baseado em evidências, isto é, com base em
séries históricas de dados de diferentes indicadores georreferenciados, de diversos temas
e instituições, feito pela consultoria especializada; II) Levantamento temático de planos
e estudos estratégicos para a Amazônia, que consistiu em 63 resumos temáticos feitos
pelo GT da Portaria 323/2022.
A elaboração do diagnóstico georreferenciado é fruto da parceria entre a Sudam e
o PNUD, que resultou na contratação de consultoria especializada com experiência na
temática. O resultado, no que se refere ao diagnóstico do PRDA 2024-2027, consiste em
duas entregas fundamentais: I) Um arquivo no software Power BI contendo 373
indicadores em diferentes formas de visualização e agregação espacial; II) Um
documento técnico retratando os principais pontos relevantes de desafios da região
amazônica, alinhado com os eixos da PNDR e orientações existentes no processo de
construção do PRDA 2024-2027.
O levantamento temático feito pela Sudam buscou identificar os objetivos,
principais temas discutidos e agendas propositivas dos mais diversos documentos
estratégicos levantados. Essa perspectiva é fundamental para a Sudam, pois fornece uma
visão transversal do processo de planejamento do desenvolvimento, isto é, como políticas
públicas diferentes se conectam para resolver problemas no território amazônico. A figura
4 retrata a nuvem de palavras dos resumos temáticos realizados pelo GT. Percebe-se que
dentre os principais termos citados estão a “bioeconomia”, “infraestrutura”,
“sustentável”, “ambiental” e “floresta”, mostrando evidências de temas importantes para
o desenvolvimento da Amazônia.
26
Figura 5 - Nuvem de palavras extraída dos resumos temáticos da Portaria nº 323/2022.
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
Como base a todo esse processo de construção do diagnóstico do PRDA 2024-
2027, existe a perspectiva da abordagem territorial multiescalar trabalhada pela Sudam
nos últimos anos, principalmente em aderência à PNDR. Neste sentido, por ser a
Amazônia uma realidade complexa e multifacetada, adota-se no PRDA 2024-2027
diferentes escalas geográficas prioritárias para a implementação das ações.
Primeiramente, é importante considerar a delimitação da área de atuação da Sudam, e
consequentemente do PRDA, que consiste nos sete estados da região norte, somados ao
Mato Grosso e a porção oeste do meridiano nº 44 no Maranhão, o que resulta em 772
municípios atualmente. O Mapa 1 ilustra a delimitação da Amazônia Legal.
27
Mapa 1 - Delimitação da Amazônia Legal
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
A tipologia da PNDR é outra forma de analisar o território amazônico. O Mapa 2
mostra como as 8 tipologias da PNDR estão presentes na região. Percebe-se, por exemplo
que os estados de Tocantins, Mato Grosso e Rondônia não apresentam nenhum município
com a situação extrema de Baixa Renda e apresentam maior número de municípios na
situação de Alta Renda, enquanto os demais estados da Amazônia Legal possuem alto
número de municípios na condição mais vulnerável e poucos na condição mais favorável.
28
Mapa 2 - Municípios por tipologia da PNDR na Amazônia Legal
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
Também na perspectiva definida pela PNDR, a faixa de fronteira da região
amazônica é um recorte prioritário para a definição de políticas públicas na área de
atuação da Sudam. Segundo o IBGE, por Faixa de Fronteira entende-se “a faixa de até
cento e cinquenta quilômetros de largura, ao longo das fronteiras terrestres”, conforme a
Constituição Federal, em seu art. 20, parágrafo 2º. Atualmente, 125 municípios da
Amazônia Legal fazem parte da faixa de fronteira, distribuídos entre os estados do Acre
(22), Amapá (8), Amazonas (19), Mato Grosso (28), Pará (5), Rondônia (28) e Roraima
(15). O Mapa 3 mostra a faixa de fronteira da Amazônia Legal.
29
Mapa 3 - Faixa de fronteira da região da Amazônia Legal
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
O Mapa 3 também mostra os municípios que constituem as chamadas Cidades
Gêmeas, que segundo o IBGE, seriam aquelas que ficam uma ao lado da outra, mas em
países diferentes que exigem aplicação de políticas públicas específicas para atender o
grande potencial de integração econômica e cultural, bem como enfrentar os problemas
específicos de cidades fronteiriças. Na Amazônia Legal, atualmente, existem dez
municípios nessa condição, a saber: Guajará-Mirim (RO); Assis Brasil (AC); Brasiléia
(AC); Epitaciolândia (AC); Santa Rosa do Purus (AC); Tabatinga (AM); Bonfim (RR);
Pacaraima (RR); Oiapoque (AP) e Cáceres (MT).
A PNDR traz também como um de seus objetivos a criação de uma rede
policêntrica de cidades, o que significa que a política de desenvolvimento regional deve
ser implementada de forma a integrar as diferentes partes do território e valorizar
municípios que exercem um papel de influência e centralidade. Assim, a Sudam trabalha
com o conceito de Cidades Intermediárias.
Conforme Sudam (2020), as cidades intermediárias, são entendidas como espaços
de relações entre cidades e entre cidades e regiões estruturadas em nós e fluxos,
caracterizando-se como ponto de encontro e passagem obrigatória. Essas cidades atuam
como unidades de atração dos pequenos centros urbanos, intermediação entre seu entorno
30
e os grandes centros, recebendo e emanando fluxos materiais e imateriais, bem como,
fornecendo serviços e produtos que as pequenas cidades não dispõem. O Mapa 4 mostra
as 34 cidades intermediárias para a Amazônia Legal propostas pela Sudam.
Mapa 4 - Cidades intermediárias da Amazônia Legal
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
Além dos recortes propostos no âmbito da PNDR, há outras formas específicas
de enxergar o território amazônico, como a visão dos espaços institucionalizados, que se
referem as áreas específicas da região que são protegidas ou gerenciadas por instituições
governamentais ou não governamentais, com o objetivo de promover a conservação
ambiental, o desenvolvimento sustentável, a preservação da biodiversidade e a proteção
dos direitos das comunidades tradicionais que habitam a região.
O Mapa 5 mostra que a região é repleta de áreas destinadas a Unidades de
Conservação, Terras Indígenas, assentamentos e territórios quilombolas, denotando a
complexidade da promoção de políticas de desenvolvimento na região, as quais devem
considerar as múltiplas especificidades do território, incluindo a perspectiva tradicional,
em relação aos povos que ocupam a região amazônica há séculos.
31
Mapa 5 - Espaços institucionalizados na Amazônia Legal
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
A diferenciação espacial na Amazônia Legal também ocorre pela perspectiva dos
biomas existentes. A região engloba três biomas principais (Mapa 6), que são a
Amazônia, o Cerrado e o Pantanal. A Floresta Amazônica, o maior bioma da região,
possui uma imensa variedade de flora e fauna, sendo vital para o equilíbrio climático
global. O bioma cerrado é predominante no Tocantins e alcança parte do Maranhão e
Mato Grosso, o qual possui ainda o bioma Pantanal.
Mapa 6 - Biomas na Amazônia Legal
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
32
Os elementos territoriais discutidos até aqui serviram de base para a formulação
do diagnóstico do PRDA e demonstram que o planejamento para a Amazônia precisa ser
multissetorial, ou seja, permeado de visões distintas e ações econômicas, sociais,
ambientais, dentre outras, que precisam estar intimamente ligadas às peculiaridades do
território, o que tem a capacidade de gerar intervenções alinhadas com as demandas da
população, incorrendo em maior potencial de efetividade das ações.
Outra forma importante de analisar a região amazônica é por meio de sua estrutura
produtiva. Nesse sentido, o estudo chamado Sistema Interestadual de Insumo-Produto dos
estados da região amazônica realizado pela Sudam em parceria com a Universidade de
São Paulo (USP) mostrou diversos aspectos para a compreensão da estrutura produtiva
dos estados amazônicos, considerando 67 atividades baseadas no Sistema de Contas
Nacionais (SCN).
Nas colunas da Tabela 1 tem-se a origem da demanda final e nas linhas a produção
regional. Pode-se ler essa tabela da seguinte forma: em sua diagonal principal, tem-se o
percentual em que a demanda final originária na própria região afeta o produto regional,
ou seja, a contribuição intrarregional da demanda final para o produto regional.
Portanto, ao observar a Tabela 1 percebe-se que, por exemplo, no estado de
Rondônia 58,49% do produto do estado é influenciado pelos componentes da demanda
final do próprio estado. Dentre os estados que compõem a Amazônia Legal, Roraima
possui a demanda final originária no próprio estado que mais contribui para a produção
regional (84,65%). No caso de Mato Grosso tem-se a menor contribuição doméstica, isto
é, 36,43% da produção estadual é impulsionada pela demanda originária dentro do estado,
enquanto o 26,00% da produção é realizada para atender a demanda por exportações do
restante do mundo (ROW). Portanto, tomando os resultados apresentados na diagonal
principal, é perceptível a limitação espacial da demanda final dos estados que compõem
a Amazônia Legal para impulsionar o processo produtivo.
33
Tabela 1 - Componentes da Decomposição do Produto Regional Baseado na
Origem da Demanda Final: Amazônia Legal, 2015 (%)
Legenda: RB e RBR= Resto do Brasil; ROW = Resto do Mundo
Fonte: Sistema Interestadual de Insumo-Produto para a Amazônia Legal, 2015.
Em termos de contribuição da demanda final dos estados da Amazônia Legal para
a produção total brasileira, nota-se que tal contribuição é muito pequena, podendo
destacar as contribuições da demanda final do estado do Pará (2,19%), do Maranhão e
Mato Grosso, ambos com 1,56%. Uma vez que a análise de insumo-produto busca
evidenciar a interdependência sistêmica, a análise da última linha deixa evidente a
limitação da demanda final dos estados da Amazônia Legal em impulsionar o processo
produtivo brasileiro, uma vez que para cinco dos nove estados analisados o resultado é
abaixo de 1%.
Dentre os estados da região da Amazônia Legal, a demanda final do estado do
Pará é a que mais contribui para o produto dos demais estados, com destaque para a
contribuição para os estados do Amazonas (3,43%), Maranhão (2,87%) e Tocantins
(2,42%). Em relação à demanda final originária no restante do Brasil, verifica-se que a
mesma contribui em grande medida para a produção dos estados da Amazônia Legal,
podendo destacar os seguintes casos: a) Amazonas (41,03%), b) Mato Grosso (32,27%)
e Tocantins (26,89%). As menores contribuições da demanda final do restante do Brasil
para a produção ocorrem nos estados de Roraima (9,89%), Amapá (12,54%) e Acre
(15,24%). A última coluna da Tabela 1 apresenta a contribuição da demanda final do
restante do mundo para a produção dos estados. Dentre os resultados elenca-se a
contribuição do restante do mundo para os estados do Mato Grosso (26,00%), Pará
(21,91%), seguido por Rondônia (12,31%) e Tocantins (11,80%).
34
De forma geral, o estudo baseado nas matrizes de insumo-produto da Amazônia
Legal que possui análises de multiplicadores, índices-chave e extrações hipotéticas, com
uso das técnicas da análise de insumo-produto evidenciou que:
a) Há uma fraca integração intrarregional na Amazônia Legal;
b) A maior internalização dos multiplicadores de produção ocorre no setor de serviços;
c) É possível destacar a integração, pelo lado dos insumos intermediários, do estado do
Amazonas com os demais estados da Amazônia Legal;
d) É possível destacar a integração/influência, pelo lado da demanda final, do estado do
Pará com os demais estados da Amazônia Legal;
e) A importância relativa da demanda final do restante do mundo na produção dos estados
do Pará e Mato Grosso, dada a estrutura de exportações dessas Unidades da Federação;
f) A dependência dos estados da região da Amazônia Legal do restante do Brasil.
A partir do estudo, é possível perceber que o crescimento da atividade econômica
na região amazônica pautado na bioeconomia é uma necessidade para a promoção de
maior diversificação, integração, verticalização, adensamento e participação no produto
nacional pela região amazônica. Se os indicadores mostram que as atividades de
beneficiamento e industrialização, bem como a integração produtiva regional ainda são
de baixa intensidade na Amazônia, a oportunidade de um desenvolvimento pautado nos
conhecimentos tradicionais, bioprodutos e biosserviços é uma possibilidade concreta que
precisa ser estimulada.
4.2. Bioeconomia e Circuitos produtivos regionais
O PRDA 2024-2027 tem como aposta estratégica a integração e diversificação
produtiva da biodiversidade, com agregação de valor, ou seja, a bioeconomia é um tema
fundamental para direcionar as ações de todos os eixos de intervenção do Plano. Portanto,
esta seção se destina a apresentar alguns conceitos de bioeconomia, sem esgotá-los e
enfatizar as ações em andamento, assim como propostas para o tema na Amazônia.
É consenso na literatura que fatores como o crescimento demográfico, a emissão
de gases poluentes, a urbanização crescente e desigual, bem como a busca desenfreada
por matérias-primas e energia definiram um cenário de pressão e destruição de
35
ecossistemas, acarretando impactos negativos e desequilíbrios socioambientais, o que
ensejou uma série de debates sobre a relação entre sociedade e natureza, com vistas à
revisão de seu modelo econômico de desenvolvimento.
Nesse contexto, a bioeconomia surge como alternativa, um novo paradigma de
gestão em benefício da sociedade, em que recursos biológicos e renováveis são utilizados
para gerar produtos e serviços, em diferentes setores da economia, pautando-se na
tecnologia, ciência e inovação, e na valorização de saberes e práticas dos povos da
floresta, configurando-se como uma cadeia de valor biodiversa capaz de oferecer soluções
criativas, promissoras e sustentáveis.
Independente da falta de consenso para uniformizar diferentes conceitos sobre
bioeconomia (CNI, 2020), aqui a perspectiva será a de vislumbrar, não somente o alcance
de novos produtos e serviços usando tecnologias inovadoras, mas também, de novas
tecnologias que promovam eficiência na produção, com otimização dos recursos naturais,
menor impacto ambiental e maior impacto socioeconômico (CGEE, 2018).
Na Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável, liderada pelas Organizações
das Nações Unidas (ONU), constam direcionamentos para o desenvolvimento de ações
voltadas à bioeconomia, o que, de certa forma, constitui-se em instrumento que busca
operacionalizar os objetivos constantes na referida Agenda. Ademais, alguns atores
globais, como exemplo, a União Europeia (UE), ao rever em 2018, sua estratégia de
bioeconomia, passou a adotar a sustentabilidade e a circularidade (reduzir, reutilizar,
reciclar) como centrais para o sucesso de processos bioeconômicos, por acreditar que
essas duas variáveis seriam capazes de impulsionar as indústrias e modernizar os sistemas
primários de produção, havendo maior responsabilidade ambiental, com o aumento da
biodiversidade (EUROPEAN COMMISSION, 2018).
No Brasil, iniciativas relacionadas à promoção da bioeconomia estão presentes
desde 1970, como o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), que teve como objetivo
superar a crise mundial do petróleo, ao substituir este recurso caracterizado como fóssil e
não renovável, pelo etanol que é derivado da cana-de-açúcar. Nos dias de hoje, essa
iniciativa possibilitou que o país seja, em nível mundial, o segundo maior produtor e o
maior exportador de etanol (BUENO; TORRE, 2022). Este é um dos exemplos de que,
em sua biodiversidade pujante e notadamente competitiva, o Brasil oferece oportunidades
36
vantajosas e promissoras capazes de alavancar sua economia, a partir do uso racional e
responsável de seus recursos biológicos renováveis.
Contudo, em que pese sua riqueza natural, as economias nacional e regional não
podem recorrer, somente, as atividades de produção primária que gerem volume, em
contrapartida com pouco valor agregado; necessitando, portanto, do investimento na
industrialização de circuitos produtivos sustentáveis no âmbito local, para o
desenvolvimento de uma bioeconomia avançada no território amazônico, expandido a
rede de inovação existente no país, integrando os diferentes atores na geração de novas
tecnologias e produtos de maior valor agregado (CNI, 2020), o que, consequentemente,
influenciaria na redução das desigualdades e mitigação da pobreza.
Embora existam normas regulamentadoras, distribuídas em políticas públicas para
fins específicos, o Brasil não possui uma estratégia nacional sobre bioeconomia (LOPES;
CHIAVARI, 2022). No entanto, o governo brasileiro vem promovendo debates e
implementando iniciativas para inserir o tema no conjunto de propostas relevantes para a
nação. Como exemplo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
promoveu uma reunião interministerial sobre “Modelos de Governança para a
Bioeconomia Brasileira”(MCTI, 2020), com o objetivo de apoiar a implementação de
uma estratégia de CT&I para a bioeconomia no país, modelos de governança e criação
de um observatório sobre o tema, sendo reconhecida a existência de muitos estudos em
ciência e tecnologia e em bioeconomia, mas que se encontram dispersos e que requer a
necessidade de um entendimento que possibilite ações unificadas.
Outra ação partiu do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) que instituiu
o Programa Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade, para:
promover a articulação de parcerias entre o Poder Público, pequenos
agricultores, agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e seus
empreendimentos e o setor empresarial, visando a promoção e estruturação de
sistemas produtivos baseados no uso sustentável dos recursos da
sociobiodiversidade e do extrativismo, da mesma forma a produção e utilização
de energia a partir de fontes renováveis que permitam ampliar a participação
desses segmentos nos arranjos produtivos e econômicos que envolvam o
conceito da bioeconomia” (PORTARIA MAPA nº 121/2019).
Este Programa foi criado como forma de incentivar os arranjos produtivos locais
(APLs), entendidos como “aglomerações de empresas e empreendimentos, localizados
em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva, algum tipo de
governança e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem
37
entre si e com outros atores locais” (ME, 2021). Além disso, o Ministério da Economia
instituiu Núcleos Estaduais em todas as unidades da federação, com o objetivo de
fomentar o diálogo e a cooperação empreendedora entre as instituições que apoiam os
Arranjos Produtivos, e criou também o Observatório Brasileiro de APL (OBAPL), com
o propósito de ser um banco de dados, rede de divulgação e comunicação entre os
interessados no tema (Ibid,2021).
De igual relevância, cita-se a Estratégia de Desenvolvimento das Rotas de
Integração Nacional (Rotas), criada pelo MI, atual MIDR, para promover o
desenvolvimento regional, a inclusão produtiva e a geração de emprego e renda, como
forma de atender os objetivos da PNDR, com a instituição do Comitê-Supervisor da
Estratégia Rotas para a definição de diretrizes e sua devida implementação (MDR, 2022
a).
As Rotas são entendidas como redes de APLs setorialmente interligados, com
articulações sistêmicas no território. Essas redes almejam promover a inovação, a
diferenciação, a competitividade e a lucratividade dos empreendimentos associados,
mediante o aproveitamento das sinergias coletivas e a ação convergente das agências
de fomento, contribuindo para o desenvolvimento regional.
Para a Região Norte foram elencadas, principalmente, as Rotas do Açaí e Frutas
da Amazônia, da Biodiversidade Amazônica e da Piscicultura, nas quais as
Superintendências Regionais são consideradas parceiras na implementação, em suas
respectivas regiões de atuação.
Especificamente, no âmbito da Amazônia Legal, a SUDAM contribui na
elaboração de diagnósticos, construção da carteira de projetos, formação de comitê
gestor e articulação institucional, realizando o acompanhamento das seguintes Rotas
(MDR, 2022b):
1. Rota do Açaí: Polo Baixo Tocantins; Polo Nordeste Paraense e o Polo
Marajó, no Pará, e o Polo Tucujú, no Amapá.
2. Rota do Cacau: Polo Transamazônica, no Pará.
3. Rota da Biodiversidade: Polo Bioamazonas, no Amazonas.
4. Rota do Mel: Polo Sudeste do Pará.
38
É inegável que o potencial da biodiversidade amazônica lhe outorga o papel de
protagonista aos numerosos horizontes do pensamento econômico nacional. Contudo, em
se tratando da aplicação da bioeconomia, enquanto modelo alternativo de
desenvolvimento do território, deve-se levar em consideração, não somente estratégias
que salvaguardem as suas necessidades, peculiaridades e os conhecimentos tradicionais,
mas que proporcionem a restauração de ecossistemas danificados (ONU 2021-2030), a
melhoria da participação social e a distribuição de benefícios entre os atores da cadeia de
valor (BASTOS LIMA; PALME, 2022). Portanto, mais um motivo para considerar que
o fomento e a articulação de eixos prioritários de atividades produtivas são
imprescindíveis para tornar os arranjos produtivos locais mais competitivos e integrados
à economia regional.
É certo que a pressão social para o uso responsável dos recursos naturais no espaço
amazônico deva ser uma constante, que cobra a presença do poder público no efetivo
combate a toda forma de ilícito ambiental, mas, também, que infraestrutura e logística da
região amazônica façam parte das prioridades governamentais, visto que ainda persiste a
carência e a precariedade dos serviços de transporte, saúde e saneamento, a falta de acesso
à moradia digna, bem como a inexistência ou deficiência nas redes de telecomunicação e
energia. Somados a isso, ainda é grande a dificuldade para o armazenamento, distribuição
e comercialização dos produtos beneficiados, dificultando a atração de investimentos, a
competitividade, a geração de empregos e a retenção de talentos, o que afeta no
desenvolvimento econômico desse território.
Os atores e as lideranças presentes no contexto amazônico, envolvendo os entes
federados, o poder central, a iniciativa privada e as organizações da sociedade civil,
devem se mobilizar, em estreita colaboração, ao instituir políticas públicas com modelos
de governança participativa, a fim de evitar a sobreposição de ações, a descontinuidade e
os desperdícios de recursos públicos. Devem, dessa forma, concentrar-se no
fortalecimento de ações conjuntas em bioeconomia de alto valor agregado, pautadas em
ciência, tecnologia e inovação, na garantia de diretos de comunidades tradicionais, com
planos de ação transversais que canalizem investimentos no território e instrumentos de
incentivos, capazes de gerar emprego e renda, e estimular a preservação florestal, com o
combate às queimadas e ao desmatamento ilegal.
Ainda, torna-se relevante ressaltar que os estados da Amazônia Legal vêm
adotando um conjunto de medidas para fomentar políticas públicas voltadas ao
39
desenvolvimento sustentável e inclusivo, em que a biodiversidade mostra-se como valor
econômico, social e ambiental, a exemplo do estado do Pará, que instituiu a Estratégia
Estadual de Bioeconomia (PARÁ, 2021), que traçou as diretrizes para a elaboração do
Plano Estadual de Bioeconomia – PEB (PARÁ, 2022), com foco na redução da poluição
e emissões de gases do efeito estufa, preservação da sociobiodiversidade e a promoção
de cadeias produtivas em bases tecnológicas, gerenciando os recursos naturais para evitar
o esgotamento.
Outro caso, é o do estado de Rondônia que, em seu Plano de Desenvolvimento
Estadual Sustentável (RONDÔNIA, 2015), orienta-se por intensificar duas ações de
cunho produtivo, com inclusão social: os Arranjos Produtivos Locais (APLs) que tenham
expressividade econômica, potencial organizativo e de desenvolvimento sustentável, e os
setores da economia que fomentem iniciativas e processos produtivos voltados ao
desenvolvimento sustentável nas áreas agropecuária, indústria, comércio e serviços.
Cita-se, também, o estado do Amazonas que lançou o Plano de Diretrizes e
Estratégias para o Desenvolvimento Econômico Sustentável, com vistas a estimular a
economia e sua descentralização para o interior, fortalecer a Zona Franca com novos vetores
econômicos, com base em biotecnologia, e com a previsão da criação do Centro Agroindustrial
e Biotecnológico do Amazonas (AMAZONAS, 2022).
Em uma região como o do bioma da Amazônia Legal, a variedade e o volume de
matérias-primas, disponíveis para a indústria de transformação, biogás, biocombustíveis,
produtos de higiene e limpeza, alimentos, bebidas, fármacos e cosméticos, entre outros,
tornam a bioeconomia uma oportunidade para grandes negócios com alto valor agregado,
o que exigiria destinar recursos e expandir investimentos em infraestrutura de produção,
o desenvolvimento em pesquisa, tecnologia e capacitação técnica, ampliando a
multifuncionalidade do setor primário da economia, perante a indústria de transformação
(IPEA, 2017) e o fortalecimento de seus circuitos produtivos regionais.
Os problemas e desafios são muitos, mas as oportunidades também. Por isso, a
importância de que experiências exitosas na região amazônica devam ser estimuladas e
replicadas, de forma a evitar pulverizá-las e desconectá-las da realidade, constituindo-se
em modelos para programas e projetos voltados ao desenvolvimento produtivo, em um
movimento de transversalidade, com a participação de diferentes ministérios, estados e
municípios, para incentivos e financiamentos a partir de fontes orçamentárias e
40
extraorçamentárias, além dos fundos que disponibilizem linhas de financiamento para os
circuitos produtivos ligados à bioeconomia.
Essa conjuntura garantirá um ambiente eficiente e confiável capaz de estimular as
vocações presentes nos estados, a indústria local, o empreendedorismo, além de promover
um ambiente de negócios mais favorável ao uso da biodiversidade local de maneira mais
inclusiva e sustentável.
4.3. Elaboração de cenários para o PRDA 2024-2027
Segundo o Manual de elaboração de metodologia para formulação de políticas
públicas, planos, programas e projetos de desenvolvimento regional (IPEA, 2018), a
elaboração de cenários é uma etapa importante no diagnóstico de políticas, pois permite
que haja uma convergência de percepções sobre a visão de futuro, colocando em
evidência elementos que criem um entendimento comum sobre a dinâmica das variáveis
que podem influenciar a elaboração de um planejamento. O documento elenca duas
principais formas de se fazer cenários:
a) Criação de cenários projetivos: construção de uma visão de futuro a partir de
fatores e variáveis quantitativas, onde se analisa o passado e a tendência de futuro
apenas com base em dados históricos. Esse processo não considera variáveis
incontroláveis e pressupõe que eventos passados tenderão a se repetir no futuro.
b) Criação de cenários prospectivos: processo continuado de pensar o futuro e de
identificar elementos para melhorar a tomada de decisão, levando-se em
consideração suas inter-relações com o ambiente e suas variáveis incontroláveis.
O Manual orienta que para a elaboração de planejamentos, a construção de
cenários prospectivos é a mais recomendada, pois considera mudanças repentinas e
incertezas. Dessa forma, para o PRDA 2024-2027 será utilizada a metodologia de
cenários prospectivos. A metodologia está alinhada com a matriz SWOT e a matriz de
riscos anexas ao PRDA.
A elaboração de cenários para o PRDA 2024-2027 adota os processos descritos
na figura 5, partindo da identificação de eventos mais críticos, seguido do levantamento
e avaliação das variáveis e, por fim, da geração de cenários.
41
Figura 6 - Processo de elaboração de cenários
Fonte: Brasil (2023)
A elaboração dos cenários considerará três principais aspectos: o aspecto
macroeconômico, focando no Produto Interno Bruto (PIB), nos investimentos públicos,
e na retomada do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), nas políticas fiscais e
monetárias e na dinâmica do mercado internacional. O aspecto político, considerando as
propostas apresentadas pela agenda governamental do atual governo, as articulações do
governo para a aprovação das pautas executivas no Congresso Nacional. Por último, o
aspecto ambiental considerando o papel da Amazônia no contexto nacional e
internacional, a biodiversidade regional como elemento de propulsão do
desenvolvimento, as questões ambientais, a proposta de realização da COP 30 na
Amazônia e a captação de financiamento tendo como elemento o meio ambiente.
A geração dos cenários tem como resultados:
a) Inalterado, considerando-se que as variáveis adotadas não apresentarão mudanças
significativas para o período analisado;
b) Otimista, considerando que as variáveis adotadas apresentarão resultados
favoráveis no período, ou seja, crescerão além do esperado;
c) Pessimista, onde as variáveis adotadas apresentarão resultados aquém do
esperado.
Dentre os resultados esperados, entende-se que o cenário otimista é o mais
adequado e que mais corrobora para o alcance dos objetivos do PRDA 2024-2027.
Quadro 1 - Cenários prospectivos para o PRDA 2024-2027
Variáveis Cenário Cenário
Aspectos Cenário Pessimista
Inalterado Otimista
Economia
Economia do
do país
país mantém- Economia do país
apresenta
Macroeconômico PIB se estagnada e apresenta resultado
crescimento
o PIB negativo
satisfatório
permanece
ou supera a
42
próximo a meta do
zero ou nulo governo
Investimentos
Investiment
públicos
os públicos
permanece
aumentam Investimentos
aos níveis
em públicos diminuem
Investimentos Públicos atuais e
decorrência e a infraestrutura
políticas
de políticas fica deteriorada
como o PAC
como o
não sai do
PAC
papel
Reformas
tributárias
avançam e
Arcabouço são
fiscal aprovadas Reformas tributárias
permanece no não avançam no
inalterado, Congresso Congresso Nacional
Política Fiscal
mantendo-se Nacional e o governo
o fechamento permitindo mantém-se
orçamentário uma engessado
ao governo abertura
orçamentári
a ao
governo
Taxas de Taxa de juros
Taxa de juros
juros sofrem mantém-se aos
mantém-se
redução e patamares atuais ou
aos patamares
permitem sofrem elevação,
atuais,
Política Monetária com que o comprometendo o
dificultando
governo crescimento
as metas do
alcance os econômico e as
Plano de
resultados metas do Plano de
Governo
esperados Governo
Inflação
permanece Inflação gira
aos níveis ao entorno Inflação permanece
Inflação atuais e não ou alcança a elevada e acima da
consegue meta meta estabelecida
alcançar a estabelecida
meta
Dinâmica
Dinâmica
econômica
econômica Dinâmica
mundial fica
mundial econômica mundial
aquecida e
mantém-se sofre
aumenta a
inalterada e desaquecimento e
demanda
Mercado Externo com baixa consequentemente
por
demanda por reduz a demanda
commoditie
commodities por commodities ou
s ou
ou produtos produtos
produtos
manufaturado manufaturados
manufaturad
s
os
Executivo não Executivo
Executivo não
avança no amplia a sua
amplia sua base no
diálogo com o base no
Articulação Executivo x Congresso
Político Congresso Congresso
Legislativo Nacional, sofre
Nacional e o Nacional e o
constantes derrotas
Plano do Plano do
e o Plano do
Governo Governo
43
Federal não Federal é Governo Federal
sai do papel executado não é executado
O tema
Amazônia
ganha
relevância O tema Amazônia
nos debates fica à margem nos
nacionais e debates nacionais e
O tema
internaciona internacionais e
Amazônia
is e temas temas como
A Amazônia no cenário fica inerte nos
Ambiental como biodiversidade,
nacional e internacional debates
biodiversida questões ambientais,
nacionais e
de, questões ativos florestais e
internacionais
ambientais, COP não ganham
ativos relevâncias nas
florestais e pautas e discussões.
COP entram
nas pautas e
discussões.
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
O primeiro ponto a destacar nos cenários prospectivos é o aspecto
macroeconômico, considerando a variável PIB. O PIB é um indicador econômico que
engloba todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou município, em
determinado ano. Em uma análise geral, o crescimento do PIB significa que a economia
tende a ir bem, com geração de empregos, maiores investimentos públicos e privados e
elevação de salários. Dessa forma, para efeitos do cenário proposto, a elevação do PIB
reflete positivamente no alcance dos objetivos do PRDA.
A segunda variável a destacar no cenário proposto são os investimentos
públicos. Os investimentos do governo são essenciais para o aquecimento da economia
e, quando bem implementados, podem ser um balizador para o crescimento do país. Nesse
sentido, o atual governo vem trabalhando na proposta de lançar o segundo PAC, programa
que se propõe a fazer investimentos maciços em infraestrutura econômica e social. Para
os efeitos desta análise, os investimentos públicos tendem a gerar efeitos positivos na
economia e no desenvolvimento da região.
A terceira variável a ser considerada nesta análise é a política fiscal do governo.
Nesta análise é considerada o arcabouço fiscal que o governo federal vem buscando
implementar no país como as reformas tributárias e outros arranjos que possibilitam uma
abertura orçamentária ao governo. Dessa forma, um cenário otimista de aprovação do
arcabouço fiscal do governo tende a atuar favoravelmente ao alcance dos objetivos do
Plano Regional.
44
A quarta variável considerada nesta análise refere-se aos efeitos da política
monetária no ambiente econômico, mais especificamente as taxas de juros. As taxas de
juros praticadas pelos governos são importantes mecanismos para o controle da inflação
e para a liquidez da economia. Contudo, quando muito elevadas, tendem a dificultar os
investimentos, o que podem impedir o crescimento sustentado do país. As taxas de juros
adotadas pelo Banco Central do Brasil, nos últimos anos, vêm sendo objeto de críticas de
alguns setores da economia, por dificultar os investimentos privados. Nesse sentido, para
a análise proposta, taxas de juros muito elevadas tendem a gerar efeitos reversos na
economia, o que pode dificultar o crescimento do país e o alcance dos objetivos do Plano.
Outra variável a destacar nesta análise é a inflação. O regime de metas para a
inflação tem gerado resultados satisfatórios no Brasil desde que o dispositivo fora
implementado, em 1999, o que tem possibilitado maior previsibilidade para a economia
e melhora o planejamento das famílias, empresas e governo. Salvo alguns choques
significativos na economia doméstica ou mundial (choques de oferta e de demanda,
pandemia, conflitos entre países), a inflação tendeu ficar próxima das metas estabelecidas.
De forma geral, inflação muito elevada tende a ser prejudicial à economia,
principalmente às rendas das famílias que sofrem deterioração. Inflação elevada tendem
a reduzir o poder de compra desses agentes econômicos o que podem agravar as questões
sociais. Na prospecção de uma inflação sobre controle, o cenário demonstra-se otimista
com resultados positivos sobre a economia do país e, consequentemente, sobre os
objetivos do PRDA.
A sexta variável considerada refere-se à dinâmica do mercado externo e sua
estabilidade. Isto se justifica devido ao peso que as commodities e os produtos
manufaturados possuem na balança comercial brasileira. Também é importante destacar
a dependência da economia brasileira pela importação de produtos como insumos e
produtos de alta tecnologia. De forma geral, tanto as exportações quanto as importações
são sensíveis à estabilidade do mercado externo.
Em relação às commodities e aos produtos manufaturados, as exportações
brasileiras são muito sensíveis à demanda por estes produtos, principalmente do mercado
chinês, do mercado americano e da União Europeia. Assim, um cenário de estabilidade
externa e de alta demanda do mercado externo por produtos domésticos tende a gerar
efeitos positivos na economia brasileira. Dado que a Amazônia possui um peso
45
relativamente alto na pauta de exportação brasileira, uma dinâmica externa favorável
tende a corroborar com o alcance dos objetivos do Plano Regional.
Um outro ponto a destacar nas análises deste cenário é o aspecto político. Para
tal, considera-se como variável importante para esta análise as articulações a serem
realizadas entre o poder executivo e legislativo. Cada governo ao ser eleito apresenta ao
Congresso a sua agenda governamental. A proposta do executivo é analisada e votada
pelo Legislativo e, para tal, é necessário que o governo amplie a sua base no Congresso.
A base do governo inicialmente é fruto dos resultados do processo participativo
(eleições), mas também de uma boa articulação com o Congresso Nacional. Se o governo
não tiver uma boa relação com o Legislativo certamente terá dificuldades para aprovar a
sua pauta de governo. Nesse sentido, uma boa articulação do governo tende a gerar efeitos
positivos na implementação da política elaborada.
Por fim, um aspecto importante a considerar no cenário proposto é o ambiental.
Nesse aspecto o tema Amazônia ganha relevância nos debates nacionais e internacionais
e temas como biodiversidade, questões ambientais, ativos florestais e COP entram nas
pautas e discussões. A literatura atual apresenta a Amazônia como uma das maiores
marcas do mundo e os produtos da região como potenciais propulsores do
desenvolvimento regional. A aposta regional para o PRDA também aponta esse sentido.
Assim, a centralidade da Amazônia nos debates e a valorização dos seus ativos atuam
positivamente nos resultados do Plano.
5. DESENHO ESTRATÉGICO
Nesta seção, detalham-se as escolhas estratégicas do PRDA 2024-2027, por meio
de Visão de Futuro, Aposta Estratégica, Princípios, Diretrizes, Eixos Estratégicos,
Objetivos Estratégicos, Programas e Ações Estratégicas, bem como demonstra-se o
alinhamento dessa estrutura aos ODS. O texto traz elementos do diagnóstico
georreferenciado e do levantamento temático de documentos estratégicos para embasar
as escolhas feitas. Além disso, conforme descrito na metodologia, outros insumos como
as orientações do MPO e MIDR, bem como as premissas de priorização são utilizados
para as definições.
46
a) Visão de Futuro: Tornar a Amazônia referência na valorização da
sociobiodiversidade como elemento propulsor do desenvolvimento
sustentável;
b) Aposta Estratégica: integração e diversificação produtiva da biodiversidade,
com agregação de valor;
c) Princípios, conforme a PNDR:
I - transparência e participação social;
II - solidariedade regional e cooperação federativa;
III - planejamento integrado e transversalidade da política pública;
IV - atuação multiescalar no território nacional;
V - desenvolvimento sustentável;
VI - reconhecimento e valorização da diversidade ambiental, social, cultural e econômica
das regiões.
d) Diretrizes, conforme a EFD:
I - alcançar o crescimento econômico sustentado e a geração de empregos, com foco no
ganho de produtividade, na eficiência alocativa e na recuperação do equilíbrio fiscal;
II - aprimorar a governança pública, com foco na entrega efetiva de serviços ao cidadão
e na melhoria do ambiente de negócios, garantindo a soberania e promovendo os
interesses nacionais;
III - promover o bem-estar, a família, a cidadania e a inclusão social, com foco na
igualdade de oportunidades e no acesso a serviços públicos de qualidade, por meio da
geração de renda e da redução das desigualdades sociais e regionais;
IV - fomentar o desenvolvimento da infraestrutura, com foco no ganho de
competitividade e na melhoria da qualidade de vida, assegurando a sustentabilidade
ambiental e propiciando a integração nacional e internacional;
V - promover a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais, com foco na
qualidade ambiental como um dos aspectos fundamentais da qualidade de vida das
pessoas, conciliando a preservação do meio ambiente com o desenvolvimento econômico
e social.
47
A Figura 6 apresenta a estrutura proposta para o desenho estratégico do PRDA
2024-2027, contendo 6 eixos estratégicos e 11 Programas, conectados com a aposta
estratégica do Plano e com o que dispõe a PNDR, além das demais referências e
comandos legais necessários para a formatação do planejamento regional amazônico.
Figura 7 - Eixos e Programas do PRDA 2024-2027
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
Para a definição dos Eixos do PRDA 2024-2027, buscou-se prioritariamente a
correspondência direta com os Eixos da PNDR, tal qual feito no PRDA 2020-2023.
Assim, tal correspondência foi feita nos Eixos Desenvolvimento Produtivo; Infraestrutura
Econômica e Urbana; Fortalecimento das Capacidades Governativas dos Entes
Subnacionais e; Desenvolvimento Social e Acesso a Serviços Públicos Essenciais. O Eixo
Pesquisa, Inovação e Educação é resultado da fusão entre os Eixos da PNDR Ciência,
Tecnologia e Inovação e; Educação e Qualificação Profissional. Por fim, o Eixo Meio
Ambiente surgiu como resultado das discussões com o MPO e MIDR, considerando a
necessidade de um eixo que mobilizasse ações ligadas diretamente ao meio ambiente,
dentro da agenda proposta pelo governo eleito para os próximos anos.
Os Programas do PRDA 2024-2027 foram concebidos a partir das interações com
o MPO e MIDR, bem como a partir das discussões internas e leituras de documentos
estratégicos sobre a Amazônia. Busca-se, com eles, mobilizar os esforços públicos, com
norte na aposta estratégica de integração e diversificação produtiva da biodiversidade,
com agregação de valor. Assim, os Programas em sua maior parte são estruturantes ou
intersetoriais, isto é, agregam diversas pastas de governo, como por exemplo o Programa
48
“Bioeconomia para o Desenvolvimento Sustentável” que se alinha a ações de vários
ministérios que trabalham com a temática.
5.1. Eixo Desenvolvimento Produtivo
O Eixo Desenvolvimento Produtivo constitui-se em elemento estratégico para o
desenvolvimento da região amazônica, por impactar diretamente o território,
considerando que sua biodiversidade pujante, notadamente competitiva, oferece
oportunidades vantajosas e promissoras, capazes de alavancar a economia brasileira, a
partir do uso racional e responsável de seus recursos biológicos renováveis.
Composto por três Programas estratégicos Bioeconomia para o desenvolvimento
sustentável; Agropecuária Inclusiva e Sustentável e Indústria e Serviços Sustentáveis,
contendo 19 Ações Estratégicas, os programas abrangem uma série de temas
fundamentais para o desenvolvimento da região.
A agenda propositiva discutida nos documentos estratégicos levantados pela
equipe da Sudam aborda o desenvolvimento sustentável na Amazônia e abrange temas
como economia, instrumentos fiscais, ordenamento territorial, infraestrutura, questões
indígenas, ações estruturantes e transversais. Os documentos analisam diversos aspectos,
como valorização da floresta, monetização de externalidades, diversificação econômica
sustentável, crédito rural, regularização fundiária, infraestrutura e bioeconomia. São
apresentados planos estaduais e estratégias para desenvolvimento sustentável na região.
Os estudos também exploram o setor de pecuária, com foco na produtividade e
sustentabilidade, e o turismo na Amazônia Legal. Além disso, são discutidos
assentamentos rurais, políticas para a pecuária sem desmatamento, dinamismo de
emprego e renda na agropecuária e propostas de novos modelos de negócios para
aumentar a produtividade.
O Mapa 7 traz elementos balizadores nas definições de estratégias para o
desenvolvimento produtivo na Amazônia Legal, considerando as características de
cobertura e uso da terra, fundamentais para pensar o desenvolvimento sustentável na
região. Destaca-se, por exemplo, a extensão da área agrícola no Mato Grosso, Tocantins,
Pará e Maranhão e a concentração de áreas artificiais em alguns pontos do território,
principalmente capitais, dentre outras características.
49
Mapa 7 - Classes de Cobertura e Uso da Terra
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
5.1.1. Programa Bioeconomia para o desenvolvimento sustentável
A Bioeconomia na Amazônia se apresenta como uma oportunidade para o
desenvolvimento socioeconômico alinhado à conservação ambiental. Mesmo diante das
diferentes interpretações conceituais sobre o termo “Bioeconomia”, compreende uma
abordagem multidisciplinar, e que está fortemente conectada com a aposta estratégica do
PRDA 2024-2027. Com isso, o Programa de Bioeconomia diz respeito ao uso sustentável
dos produtos da sociobiodiversidade amazônica, cujas ações estratégicas são mostradas
no Quadro 2.
Em relação à temática deste programa, o diagnóstico georreferenciado traz
diversos indicadores, como Produtos com Indicação Geográfica, mostrando que apenas 6
estados que fazem parte da Amazônia Legal possuíam produtos com indicação geográfica
em 2022, totalizando 14 das 100 indicações brasileiras (14%), o que demonstra a
necessidade de atuação em toda as cadeias produtivas da bioeconomia amazônica. Outros
indicadores, como os do Sistema Interestadual de Insumo-Produto da Amazônia Legal,
mostram um baixo adensamento de atividades produtivas na região, indicando os desafios
para a estruturação produtiva da bioeconomia.
50
Assim, uma das ações necessárias para estimular a produção e comercialização de
produtos naturais amazônicos é o incentivo ao cooperativismo e ao associativismo. Ao se
unirem em cooperativas ou associações, os produtores podem ter mais poder de barganha
na comercialização de seus produtos e melhorar a gestão de suas atividades. Além disso,
é importante promover a aproximação desses grupos com instituições de pesquisa e de
fomento, que podem ajudar no desenvolvimento de novas tecnologias e na busca por
novos mercados.
Ainda no âmbito da produção de produtos naturais, é necessário investir em
tecnologias que permitam uma extração e processamento mais sustentáveis e eficientes.
Isso pode incluir a criação de novos métodos de extração, como a utilização de
tecnologias de baixo impacto ambiental, além de investimentos em maquinários e
equipamentos agroindustriais.
Para que os produtores e demais atores envolvidos nas atividades econômicas da
região tenham mais capacitação, é importante promover a realização de treinamentos e
capacitações em polos da Estratégia Rotas de Integração Nacional (MIDR) na Amazônia.
Além disso, é importante que sejam promovidos feiras e eventos que facilitem a
divulgação dos produtos e o acesso aos diversos mercados.
Outra medida importante é o fortalecimento das Rotas de Integração instaladas na
Amazônia Legal. Essas rotas são importantes vias de integração regional, e podem ser
utilizadas para facilitar o transporte de produtos e promover o comércio entre as diferentes
regiões da Amazônia Legal.
É fundamental que também sejam promovidos estudos sobre o desenvolvimento
produtivo regional, a fim de se identificar oportunidades e desafios para o
desenvolvimento econômico sustentável da região. Esses estudos podem ajudar a orientar
políticas públicas e ações privadas voltadas para a promoção do desenvolvimento
sustentável.
Além disso, é importante fortalecer a marca Amazônia e o uso de indicações
geográficas para agregar valor aos produtos regionais e estimular o desenvolvimento
econômico da região. A marca Amazônia consiste no uso coletivo do simbolismo da
Amazônia, que visa a promoção e a valorização dos produtos da região, incentivando a
produção local e a geração de emprego e renda. Já as indicações geográficas é um
51
instrumento que reconhece e protege os produtos regionais, sendo conferida a produtos
ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação,
valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares
disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função
de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer.5
Outra ação importante identificada é incentivar a certificação ambiental dos
produtos amazônicos, o que pode agregar valor aos produtos e contribuir para a
preservação da biodiversidade e dos recursos naturais da região. A certificação ambiental
atesta que os produtos foram produzidos de forma sustentável, seguindo critérios
ambientais, sociais e econômicos estabelecidos por organizações independentes e
reconhecidas internacionalmente.
Além disso, é fundamental criar mecanismos de compensação financeira para
comunidades que preservem áreas florestais, incentivando a conservação da
biodiversidade e a preservação dos recursos naturais da região. Esses mecanismos podem
incluir a remuneração por serviços ambientais, como a preservação de nascentes, a
conservação de florestas e a recuperação de áreas degradadas, o que pode incentivar as
comunidades a preservarem suas áreas naturais, contribuindo para a geração de renda. A
agricultura orgânica e os sistemas agroflorestais e agrossilvipastoris também são práticas
agrícolas que promovem a preservação do meio ambiente e o uso sustentável dos recursos
naturais.
No âmbito do turismo, é importante incentivar a criação de roteiros turísticos que
valorizem a cultura cabocla e ribeirinha e promovam a divulgação dos produtos e das
belezas naturais da região. Além disso, é necessário investir em infraestrutura turística
nas comunidades locais e na promoção da capacitação de guias turísticos locais. Tudo
isso pode ajudar a criar oportunidades de negócios e a promover a preservação da cultura
e do meio ambiente.
O Quadro 2 traz as ações estratégicas propostas para o PRDA 2024-2027 dentro
do Programa Bioeconomia para o Desenvolvimento Sustentável alinhadas com os
ministérios setoriais, sinalizando a inclusão de temáticas citadas anteriormente e outras
5
Conforme o MAPA em: [Link]
geografica/o-que-e-indicacao-geografica-ig
52
alinhadas à atuação dos ministérios setoriais relacionados prevista para os próximos 4
anos. Nesse sentido, todas as ações contam com um ministério parceiro. Assim, a proposta
é de integração de ações para fortalecimento da Bioeconomia de forma intersetorial,
também contando com a cooperação das mais diversas instituições e dos entes federativos
na região.
Quadro 2 - Programa Bioeconomia para o Desenvolvimento Sustentável.
Ações estratégicas ODS vinculados Ministério Parceiro
Fomentar o desenvolvimento de
cadeias produtivas baseadas em
produtos da biodiversidade MIDR
amazônica, por meio das Rotas de
Integração Nacional
Fomentar o desenvolvimento de
cadeias produtivas da economia
MDIC
verde baseadas em produtos da
biodiversidade amazônica
Fomentar o desenvolvimento de
cadeias produtivas de alimentos
saudáveis e sustentáveis baseadas MDA
em produtos da biodiversidade
amazônica
53
Fomentar o desenvolvimento
sustentável de cadeias produtivas da
MCTI
bioeconomia baseadas em produtos
da biodiversidade amazônica
Formar redes pan amazônicas de
pesquisa avançada, focadas na
biodiversidade regional endêmica e MCTI
compartilhada, associadas ao
Tratado de Cooperação Amazônica
Incentivo às atividades de turismo
ligadas ao meio ambiente e Mtur
comunidades locais
54
Fortalecer o uso econômico
MMA
sustentável da sociobiodiversidade
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
5.1.2. Programa Agropecuária Inclusiva e Sustentável
Este Programa, que tem o objetivo promover a agropecuária sustentável na
Amazônia e visa conciliar o desenvolvimento socioeconômico da região com a
conservação da biodiversidade e a proteção do meio ambiente, está conectado à trajetória
de uso do território amazônico baseada na agropecuária, possui diversos vetores na
região. Costa e Fernandes (2016) estabelecem que a partir dos diferentes padrões de
relações entre trajetórias tecnológicas, há duas grandes configurações representativas das
condições de desenvolvimento na Amazônia, que seriam a das economias rurais baseadas
em pecuária e agricultura e das economias baseadas em sistemas agroflorestais. No que
se refere à agropecuária, a pecuária bovina de corte, a pecuária leiteira, as culturas de
grãos, como milho e soja, que também são commodities de grande importância no
mercado internacional e que conferem ao Brasil posição diferenciada na produção de
alimentos no mundo.
Em relação a este Programa, o diagnóstico georreferenciado traz como uma das
informações a quantidade de estabelecimentos que receberam orientação técnica por
macrorregião. Nesse indicador, calculado a partir do Censo Agropecuário, a Amazônia
Legal e a região Norte ocupam a últimas colocações. O Norte ocupa a última posição
também no indicador crédito rural destinado à agricultura e à pecuária, o que significa
que a agropecuária na Amazônia necessita de maior fomento, melhores técnicas e
procedimentos para avançar em produtividade e competitividade, considerando a
transversalidade com práticas sustentáveis. Assim, o crédito é variável importante, que
adicionada as outras de cunho sustentável, como aplicação em agricultura de baixo
carbono representam uma trajetória de fomento à utilização racional dos recursos.
55
Nesse sentido, identifica-se como temas essenciais para este programa, a
promoção do uso de técnicas de manejo sustentável de recursos naturais, para garantir o
equilíbrio ecológico e o desenvolvimento socioeconômico da região. A implementação
de práticas sustentáveis de manejo dos recursos naturais pode trazer inúmeros benefícios
para a região, tais como o uso racional dos recursos naturais, a preservação da
biodiversidade, a geração de empregos e renda para as comunidades locais da região,
além de minimizar os impactos ambientais decorrentes da exploração desses recursos.
O Plano Amazônia + Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária
(MAPA) pode ser um grande viabilizador dessas ações, pois tem como objetivo contribuir
para a melhoria na geração de renda com a produção de alimentos seguros e saudáveis,
ampliando os canais de comercialização, para criar oportunidades de negócios, com
equilíbrio entre eficiência produtiva, benefício social e conservação ambiental.
Também é importante promover o uso e o desenvolvimento de tecnologias de
conservação do solo e utilização racional dos recursos hídricos, o que pode contribuir
para o aumento da produtividade agrícola e a preservação do meio ambiente. A adoção
dessas tecnologias pode minimizar os impactos ambientais decorrentes da atividade
agrícola e contribuir para a sustentabilidade da produção.
Uma instituição fundamental nesse sentido é a Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa), já que é uma empresa voltada para a inovação, que foca na
geração de conhecimentos e tecnologias para a agropecuária brasileira. Na execução
dessa tarefa, em permanente diálogo com produtores, organizações científicas e
lideranças do Estado e da sociedade civil, a Embrapa se pauta por: I) excelência científica
em pesquisa agropecuária; II) qualidade e eficiência produtiva em cultivos e criações; III)
sustentabilidade ambiental; IV) aspectos sociais e; V) parcerias com o setor produtivo.6
Identifica-se também a necessidade de incentivar a produção de culturas adaptadas
às condições da região, já que essa medida pode garantir uma produção mais eficiente e
sustentável. Além disso, é necessário apoiar a agricultura familiar com linhas de créditos
compatíveis com a realidade regional, o que pode garantir o acesso a recursos financeiros
e tecnológicos para esses produtores rurais. Nesse sentido, o Fundo Constitucional de
Financiamento do Norte, administrado pelo MIDR, pela Sudam e pelo Banco da
6
Conforme a Embrapa em: [Link]
56
Amazônia possui papel fundamental, entre outros motivos, por ter como um de seus
programas o Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (PRONAF). A
ampliação do volume e da velocidade do processo de concessão de crédito são pontos
essenciais para o desenvolvimento da agricultura familiar, conforme já apontou inclusive
o Acórdão nº 897/2019 do Tribunal de Contas da União (TCU).
Outra medida importante é a implementação de melhorias para o armazenamento
da produção, já que isso pode garantir a qualidade dos alimentos e evitar desperdícios.
Além disso, é preciso ampliar o investimento público em assistência técnica rural,
especialmente em áreas rurais de predominância da agricultura familiar e fomentar a
assistência técnica rural privada, o que pode garantir o acesso dos produtores a
informações técnicas e científicas atualizadas.
Desenvolver ações para a pesca e aquicultura também é fundamental na
Amazônia, considerando os dados mais recentes da produção da aquicultura (toneladas)
que foram divulgados em 2021 pelo Censo Demográfico Agropecuário do IBGE,
apontando que a produção nacional nesse ano foi de 6,9 milhões de toneladas, sendo que
o volume da produção na Amazônia Legal foi de 1,5 milhões, 22,2% da produção
nacional. Esse indicador vem mostrando crescimento substancial na região, tendo sido
observado crescimento de 928.887 toneladas em 2013 para 1.539.650 toneladas em 2021.
Entre os estados que mais se destacaram nessa produção em 2021, aponta-se: Rondônia
(398.288 toneladas) e Mato Grosso (385.829). Os estados da região com menor produção
foram: Acre (32.431 toneladas) e Amapá (11.191).
Também é necessário promover o levantamento, a identificação e a legalização de
áreas habitadas por comunidades tradicionais, promover a regularização fundiária de
assentamentos rurais e elaborar planos de manejo para áreas de uso comum das
comunidades. Essas medidas podem garantir a segurança e a legalidade dos territórios
ocupados por essas populações, além de incentivar o desenvolvimento sustentável dessas
áreas.
Além disso, é importante promover a ampliação da fiscalização sanitária de
produtos agropecuários em toda a região, garantindo a qualidade e a segurança dos
alimentos produzidos na região. A capacitação de produtores rurais em boas práticas
agropecuárias e o controle de qualidade de insumos utilizados na produção agropecuária
57
também são medidas fundamentais para garantir a sustentabilidade da produção rural na
Amazônia.
Outra ação importante é o incentivo às atividades de pagamento por serviço
ambiental, que têm se mostrado uma alternativa viável para a preservação da floresta.
Essas atividades consistem em remunerar proprietários rurais que preservam suas áreas
de floresta, reconhecendo o valor dos serviços ambientais prestados pela floresta, como a
regulação do clima e a preservação da biodiversidade.
Além disso, é fundamental fortalecer o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é
um registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais do país. O cadastro é uma
importante ferramenta para o controle do desmatamento, uma vez que permite o
monitoramento da cobertura vegetal e o planejamento de ações de preservação ambiental.
Outra ação importante é o fortalecimento das atividades de reflorestamento na
região, com a criação de projetos de recuperação de áreas degradadas e o incentivo à
produção de mudas nativas. Essas atividades são fundamentais para a manutenção da
biodiversidade e para a recuperação de áreas que foram degradadas ao longo do tempo.
O Quadro 3 traz as ações estratégicas propostas para o PRDA 2024-2027 dentro
do Programa Agropecuária Inclusiva e Sustentável alinhadas com os ministérios setoriais,
sinalizando a inclusão de temáticas citadas anteriormente e outras alinhadas à atuação dos
ministérios setoriais relacionados prevista para os próximos 4 anos. Nesse sentido, todas
as ações contam com um ministério parceiro. Assim, a proposta é de integração de ações
para fortalecimento da Agropecuária de forma intersetorial, também contando com a
cooperação das mais diversas instituições e dos entes federativos na região.
Quadro 3 - Programa Agropecuária Inclusiva e Sustentável
Ações estratégicas ODS vinculados Ministério Parceiro
58
Incentivar a pecuária e agricultura
MAPA
sustentável e de baixo carbono
Promover o desenvolvimento agrário
MDA
e agricultura familiar
Promover a regularização fundiária e
MDA
ambiental
59
Promover a sanidade da produção
agropecuária e de seus insumos e MAPA
produtos
Fortalecer a pesquisa e inovação na
MAPA
agropecuária
Fomentar a economia de baixo
MMA
carbono
60
Fortalecer as cadeias produtivas da
pesca e aquicultura com manejo
MPA
higiênico-sanitário e logística
adequada
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
5.1.3. Programa Indústria e Serviços Sustentáveis
Este Programa, que possui o objetivo promover a indústria e serviços sustentáveis
na Amazônia, com foco em conciliar o desenvolvimento econômico sustentável da região
com o aumento da produtividade e competitividade das empresas, parte do pressuposto
de que a economia amazônica possui atividades industriais, de comércio e serviços que
precisam ser estimuladas para se desenvolverem de forma sustentável na região. A
verticalização e a diversificação produtiva são elementos fundamentais para o
desenvolvimento econômico sustentável, conforme se observa na literatura clássica do
desenvolvimento econômico.
No que se refere aos dados do diagnóstico, percebe-se que a maior parte dos
setores industriais possui alta criticidade na região amazônica no indicador participação
dos segmentos no valor de transformação industrial (%), com atenção especial, para os
segmentos químicos, farmoquímicos e farmacêuticos, que possuem alto potencial de
conexão com a bioeconomia amazônica.
Nesse sentido, é fundamental ampliar a atenção àqueles setores ligados à
Economia Verde e à Bioeconomia, como fabricação de produtos químicos,
biocombustíveis e o Turismo. É necessária a definição específica de um rol de setores
prioritários que possuam forte ligação com os temas principais do PRDA 2024-2027,
61
especialmente no que se refere aos instrumentos de fomento da PNDR, como o FNO e os
Incentivos Fiscais de Imposto de Renda.
Assim, os temas elencados neste Programa, ao proporem a promoção de eventos
regionais que incentivem o turismo podem ser uma importante alternativa para o
desenvolvimento econômico da região. Investir em infraestrutura turística nas regiões
com maior potencial turístico e criar rotas de turismo entre os estados da Amazônia Legal
também pode ser uma medida importante para fomentar o turismo na região. A criação e
ampliação de incentivos fiscais para empresas ligadas ao setor turístico que atuem na
região também pode ser uma medida importante para fomentar o desenvolvimento
econômico da região.
Propõe-se também a implementação de políticas que incentivem o
desenvolvimento sustentável da região e valorizem a cultura local. Nesse sentido, é
preciso incentivar a produção cultural local, promover eventos culturais que valorizem a
cultura regional e investir em infraestrutura cultural nas comunidades locais. Além disso,
é necessário fortalecer o papel da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa)
na promoção de indústrias e serviços sustentáveis na Amazônia, estimular a criação de
parcerias entre empresas privadas e organizações governamentais para o
desenvolvimento de projetos sustentáveis na região e fomentar o desenvolvimento da
Indústria 4.0 na Amazônia, visando o incremento de tecnologias que resultem no aumento
da produtividade e competitividade das empresas.
Outra ação fundamental para o desenvolvimento sustentável da Amazônia é o
fomento à produção de energia renovável e eficiência energética. Para isso, é importante
destinar volume de crédito para investimentos em projetos de energia renovável e
eficiência energética, além de incentivar a construção naval sustentável na Amazônia. O
estabelecimento de um programa de capacitação para micro e pequenas empresas da
região Amazônica também é essencial, bem como a criação de parcerias com instituições
de fomento e comércio exterior, tanto no Brasil quanto em outros países.
Assim, é importante fomentar o rol de empreendimentos estratégicos para o
desenvolvimento sustentável regional, como a exploração da madeireira sustentável, a
indústria naval e a fabricação de produtos químicos com base na bioeconomia. Isso pode
ser alcançado por meio do incentivo a criação de redes de cooperação entre micro e
62
pequenas empresas da região Amazônica, do incentivo ao comércio entre os países da
Pan-Amazônia e cidades fronteiriças e da promoção de eventos regionais que incentivem
o turismo.
O Quadro 4 traz as ações estratégicas propostas para o PRDA 2024-2027 dentro
do Programa Indústria e Serviços Sustentáveis alinhadas com os ministérios setoriais,
sinalizando a inclusão de temáticas citadas anteriormente e outras alinhadas à atuação dos
ministérios setoriais relacionados prevista para os próximos 4 anos. Nesse sentido, todas
as ações contam com um ministério parceiro. Assim, a proposta é de integração de ações
para fortalecimento da Indústria e dos Serviços de forma intersetorial, também contando
com a cooperação das mais diversas instituições e dos entes federativos na região.
Quadro 4 - Programa Indústria e Serviços Sustentáveis
Ações estratégicas ODS vinculados Ministério Parceiro
Fomentar o turismo
Mtur
regional
Promover a
sociobiodiversidade MinC
cultural regional
63
Promover condições para
o aumento da
produtividade e
competitividade da MDIC
indústria, comércio e
serviços
Incentivar os
empreendimentos
prioritários por meio de MIDR
Fundos presentes na
região
Incentivar a inserção de
micro e pequenas
MDIC
empresas no mercado
nacional e internacional
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
5.1.4. Contribuições da Consulta Pública
Para o Eixo Desenvolvimento Produtivo, foram selecionadas 20 contribuições que
enfatizam os temas já tratados e contemplados no PRDA 2024-2027 e 4 contribuições
para inclusão de novas questões anteriormente não consideradas, mas que merecem
64
destaque devido à importância estratégica para a região e ao fato de serem contribuições
oriundas de um processo participativo. Nesse sentido, as listas abaixo apresentam a parte
essencial das mensagens das contribuições dos respondentes. Ressalta-se que a inserção
da manifestação no documento não significa que tal recomendação será seguida em sua
totalidade, como nos casos de sugestão de novos programas, mas sim que as temáticas
sugeridas serão levadas em consideração no processo de implementação do Plano.
Seguem abaixo manifestações sobre temáticas em que se considera a ênfase, mas
que já estão contempladas no PRDA 2024-2027.
✓ É preciso dar mais ênfase nas atividades e programas de pesquisa no campo da
economia verde e mudanças climáticas.
✓ É preciso dar um foco maior a projetos de reflorestamento produtivo
diversificado. Garantir que práticas tradicionais produtivas sejam incentivadas,
valorizando as especificidades culturais e históricas de cada região. Respeitando
a capacidade e a dinâmica dos ecossistemas em detrimento do modelo
incompatível de produção em grande escala. A agropecuária, a grilagem e o
desmatamento história ricamente formam a tríade da expansão das fronteiras
econômicas na Amazônia, este modelo precisa ser substituído para que se garanta
uma efetiva inclusão socioeconômica sustentável.
✓ As micro e pequenas empresas devem ser prioridade da ação governamental.
✓ A produção de alimentos (no campo e na cidade) deve estar entre as prioridades
de governo para combater a fome e garantir o abastecimento das famílias,
especialmente de menor renda.
✓ Nos programas relacionados à pecuária cabe pensar em como trabalhar a atividade
na Amazônia sem que haja conversão no uso do solo, tendo em vista o percentual
de áreas já desmatadas e a baixa produtividade por hectare na região.
✓ Investir nos produtos regionais vai proteger o meio ambiente e gerar valor para as
pessoas que habitam a região. Capacitar as pessoas para desenvolver a
produtividade e competitividade das produções locais habilitando-as à exportação
e melhorando o turismo. Investir em inovação tecnológica para atingir esses
objetivos alcançando mais eficiência.
✓ Considerando as riquezas que podem derivar dos vastos ativos ambientais que a
Amazônia dispõe e da necessidade de fortalecer e verticalizar a produção, bem
como agregar alto valor aos bens, produtos e serviços, o Consórcio da Amazônia
65
Legal entende que os programas e temas apresentados no eixo “desenvolvimento
produtivo na Amazônia” refletem os principais desafios e anseios da região sobre
o tema.
✓ Nesse sentido, percebe-se também uma alta adesão no PRDA 2024-2027 às
diretrizes e ações previstas no Planejamento Estratégico e Plano de Recuperação
Verde do Consórcio Amazônia Legal. Consideramos de suma importância
analisar o desenvolvimento produtivo da região a partir das seguintes
perspectivas: (i) transformar os ativos ambientais em receita financeira; (ii)
fortalecer as cadeias produtivas regionais; e (iii) promover pesquisa,
conhecimento científico e inovação para o desenvolvimento sustentável e indução
da biotecnologia.
✓ Tendo em vista o foco dado ao tema “bioeconomia”, também é importante que o
PRDA 2024-2027 leve em consideração e dialogue com outros Planos, Programas
e Projetos que estão sendo gestados pelos diversos Ministérios do Governo
Federal, como o PPCDAm (MMA), o Plano de Transição Ecológica (MF) e os
planos do Ministério de Ciência e Tecnologia, Ministério da Agricultura e
Pecuária, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, etc.
✓ É crucial fomentar as atividades de exploração e produção de petróleo e gás
natural na região, levando em consideração os impactos socioambientais e
garantindo a sustentabilidade a longo prazo. Essas ações são fundamentais para
impulsionar o crescimento e o progresso sustentável na região Amazônica.
✓ Existe uma necessidade de inclusão de um programa sobre infraestruturas
estratégicas e críticas para o desenvolvimento bioeconômico da região. Isto passa
pela própria infraestrutura local, com soluções sustentáveis, melhoria de hidrovias
até a necessidade de infraestrutura espacial nacional, com satélites que permitam
a coleta de informações em grande-escala para o planejamento estratégico do
estabelecimento de cadeias produtivas, identificação do potencial bioeconômico,
como mapeamento dos estoques de carbono, potencial de crescimento da
vegetação nativa, identificação de espécies de interesse econômico, madeireiro e
não madeireiro, assim como o monitoramento da conformidade destas cadeias
com a legislação vigente.
✓ O desenvolvimento dos campos de gás natural na região Amazônica é uma
alternativa crucial para impulsionar a transição energética, garantir o acesso à
energia e contribuir para a redução da inflação e o aumento da renda das
66
comunidades locais. É fundamental fomentar as atividades de exploração e
produção de petróleo, gás natural e biocombustíveis na região, levando em
consideração os impactos socioambientais e garantindo a sustentabilidade a longo
prazo. Essas ações são fundamentais para impulsionar o crescimento e o progresso
sustentável na região Amazônica. Além disso, é necessário combater os ilícitos
ambientais e promover estratégias de uso sustentável da biodiversidade
amazônica, buscando a harmonia entre o desenvolvimento econômico e a
preservação do meio ambiente. É necessário que o zoneamento agroecológico da
palma seja considerado para garantir uma produção sustentável. Essa abordagem
equilibrada e consciente é essencial para promover a sustentabilidade e preservar
as riquezas naturais da região.
✓ É sugerido considerar a questão energética dentro das cadeias produtivas,
principalmente no que se refere à energia elétrica. Sabe-se que o acesso à
eletricidade se correlaciona com o desenvolvimento socioeconômico da
sociedade. Contudo, existe uma lacuna de acesso ao serviço público de energia
elétrica na região que precisa ser preenchida. No âmbito das atividades produtivas
que ocorrem na Amazônia, a correlação entre o acesso à eletricidade e o
desenvolvimento socioeconômico é ainda mais forte, devido às diversas
possibilidades de uso da energia elétrica dentro dos processos produtivos.
✓ Desenvolvimento referente ao desenvolvimento agroflorestal, a fim de gerar renda
para o nosso agricultor amazônica, além de oportunidade com acesso as
tecnologias sociais.
✓ Desde que pactuemos que todos os investimentos públicos e privados na região,
incorporem metas operacionais de melhoria da qualidade de vida da população
amazônida, a partir das comunidades dos nossos rios e florestas assim como das
periferias de nossas cidades. Todas as nações desenvolvidas não abrem mão do
fortalecimento de sua economia interna (educação e trabalho de qualidade).
Quanto maior o poder de compra do consumidor final, maior o faturamento do
comércio, serviços, da agricultura e da indústria.
✓ Precisa de fato de descentralizar o recurso da pecuária, alinhando com a
agricultura familiar com inclusão (com pouca burocracia) para o ir a produção
familiar seja escoada e consumidas nas regionais por meios de fomentos do
governo federal. Fazendo com os produtos sejam industrializados no próprio
território.
67
✓ A economia verde é o grande desafio, embora já o façamos isso através do
extrativismo. Inclusive esse tipo de atividade, que antes era vista como de
subsistência, precisa ser repensada.
✓ Necessidade de ouvir as comunidades envolvidas com vistas se buscar um
entendimento e eleger as prioridades.
✓ Levar em consideração as populações e sociedades locais no processo decisório e
criar instâncias institucionais que possibilitem participar da tomada de decisão.
✓ Precisamos melhorar a discussão entre os povos que habitam na Amazônia sobre
estes temas, pois ainda não é um assunto bastante discutido.
Ademais, seguem abaixo contribuições que trazem as temáticas consideradas
como ainda não contempladas no PRDA 2024-2027, e que devido à sua importância
passam a fazer parte do arcabouço temático dentro das ações estratégicas propostas para
o Desenvolvimento Produtivo.
✓ Incluir exploração de recursos minerais.
✓ Precisam estar integrados ao Zoneamento Ecológico-Econômico e, a partir daí,
partir para a definição de estratégias de desenvolvimento que levem em conta
aptidões e restrições ao nível local. Dentro dessa perspectiva e de forma
complementar, entra o zoneamento agrícola de risco climático, para identificar as
vocações produtivas agrícolas, de forma a orientar as políticas públicas.
✓ Importante levar em conta as recomendações e desdobramentos do estudo voltado
para Nova Economia da Amazônia a ser lançado no 20 junho 2023.
✓ Dispensar garantias reais para o acesso aos MEIs ou que o risco seja assumido
pelos Fundos.
5.2. Eixo Pesquisa, Inovação e Educação
Este Eixo Estratégico é o resultado da junção de dois eixos da PNDR, que são o
eixo de Ciência, Tecnologia e Inovação (C, T e I) e o eixo de Educação e Qualificação
Profissional. A escolha de juntar os dois eixos em apenas um, parte da premissa de
priorização mencionada no tópico de metodologia, considerando que as ações de
educação podem ser mais bem tratadas no âmbito do PRDA se conectadas com C, T e I,
bom como com as demandas do setor produtivo.
68
Assim, o Eixo é composto por dois Programas Estratégicos, a saber: I) Programa
de Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação da Amazônia (PDCTIA) e;
Qualificação do Capital Humano. Os Programas contêm ao todo 14 Ações Estratégicas.
A agenda propositiva dos documentos levantados pela equipe da Sudam aborda a
educação profissional na Amazônia Legal. O documento "A educação profissional na
Amazônia Legal" analisa a educação profissional na região, identificando baixas taxas de
escolarização e um mercado de trabalho pouco dinâmico. Já o texto "A educação na
Amazônia Legal- Políticas de educação profissional" discute os desafios enfrentados e
propõe soluções como parcerias, uso da internet, ensino integral por alternância e ações
voltadas à formação e valorização de docentes.
5.2.1. Programa de Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação da
Amazônia (PDCTIA)
Este Programa, que possui o objetivo desenvolver a ciência, tecnologia e inovação
na Amazônia, com foco em promover o desenvolvimento socioeconômico da região, a
conservação da biodiversidade e a proteção do meio ambiente, parte do pressuposto que
um dos grandes desafios para a criação e implementação de ações efetivas para o
desenvolvimento da Amazônia é o investimento em C, T e I, conectado a toda a riqueza
da sociobiodiversidade amazônica.
Em relação a este Programa, pode-se citar do diagnóstico georreferenciado o
indicador Dispêndios em Ciência e Tecnologia (C&T) dos governos estaduais em relação
às suas receitas totais (%) e Pedidos de Patentes, em que a Amazônia Legal e a região
Norte figuram nas últimas posições, o que serve pra demonstrar o quanto é necessário
avançar na temática na região, pois sem investimentos públicos em C, T e I muitos novos
produtos, tecnologias e atividades econômicas deixam de ser criados.
Assim, para enfrentar esses desafios, é necessário investir em programas de
capacitação e formação de recursos humanos em áreas estratégicas para a região
amazônica, como biotecnologia, energias renováveis e tecnologias sustentáveis. Isso
possibilitará a formação de profissionais capacitados e qualificados, que poderão
contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que sejam compatíveis com
a realidade amazônica.
69
Além disso, é preciso fortalecer a cooperação e intercâmbio entre instituições de
C, T e I da região, para a promoção de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias
voltadas para a realidade amazônica. A colaboração entre essas instituições pode resultar
na criação de soluções tecnológicas mais eficientes e adaptadas à realidade local.
Na mesma linha, a aproximação entre universidades e empresas da região
amazônica para o desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa e inovação pode
trazer grandes benefícios para a região. A colaboração entre essas instituições pode
resultar na criação de soluções mais eficientes e inovadoras, além de contribuir para o
desenvolvimento da região.
A criação e consolidação de polos tecnológicos e incubadoras de empresas
inovadoras na região também são importantes para fomentar o empreendedorismo e a
criação de negócios de base tecnológica com foco em bioeconomia, como produção de
biocombustíveis, cosméticos naturais e produtos da floresta certificados. Isso pode
contribuir para a geração de emprego e renda na região.
Outro ponto fundamental é a necessidade de estabelecer parcerias e redes de
colaboração entre universidades, empresas e centros de pesquisa na região amazônica.
Essas parcerias podem fomentar a criação de novos negócios e tecnologias, além de
promover o desenvolvimento de pesquisas avançadas e inovadoras na região. Com a
aproximação entre academia e setor produtivo, é possível criar soluções tecnológicas que
atendam às necessidades específicas da região amazônica, contribuindo para a
preservação ambiental e o desenvolvimento econômico.
Investir em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para a
produção, extração e processamento de recursos naturais da Amazônia é fundamental
para garantir a sustentabilidade da região. O uso de tecnologias mais eficientes e
sustentáveis pode contribuir para a redução do impacto ambiental e para a preservação da
biodiversidade amazônica.
A adoção de tecnologias de monitoramento ambiental também é importante para
o combate ao desmatamento e a preservação da biodiversidade amazônica. A tecnologia
pode ser utilizada para monitorar a região e identificar áreas de desmatamento, o que
possibilita a ação rápida e eficiente dos órgãos responsáveis.
70
Apoiar a criação de centros de pesquisa aplicada em empresas da região, com a
participação de pesquisadores de universidades locais, é uma forma de incentivar a
inovação e o desenvolvimento de tecnologias de ponta na região. Esses centros seriam
importantes para a criação de soluções mais eficientes e adaptadas à realidade local.
É evidente que o aporte de recursos financeiros para a temática de C T e I é menor
na região se comparado as demais regiões brasileiras, e o discurso recorrente de que
maiores incentivos são necessários a fim de promover a redução das desigualdades entre
as regiões. É importante expandir a discussão, tendo em vista que as desigualdades
persistem mesmo com as atuais políticas de C T e I para a região. Assim sendo, além da
melhora no que confere os indicadores relacionados ao apoio financeiro, qualificação,
aproximação da academia a empresas e desenvolvimento tecnológico, sugere-se também
outro modelo de desenvolvimento, mais democrático, feito para e com as pessoas, em que
a tecnologia social desponta como relevante.
O Quadro 5 traz as ações estratégicas propostas para o PRDA 2024-2027 dentro
do PDCTIA alinhadas com os ministérios setoriais, sinalizando a inclusão de temáticas
citadas anteriormente e outras alinhadas à atuação dos ministérios setoriais relacionados
prevista para os próximos 4 anos. Nesse sentido, todas as ações contam com um
ministério parceiro. Assim, a proposta é de integração de ações para fortalecimento da
Ciência, Tecnologia e Inovação de forma intersetorial, também contando com a
cooperação das mais diversas instituições e dos entes federativos na região.
Quadro 5 - PDCTIA
Ações estratégicas ODS vinculado (s) Ministério parceiro
71
Fomentar o desenvolvimento de
Pesquisa e Inovação voltadas ao setor MCTI
produtivo regional
Fomentar o desenvolvimento de
Pesquisa e Inovação voltadas ao MCTI
desenvolvimento socioambiental
Ampliar e modernizar a
MCTI
infraestrutura de P&D
72
Ampliar e modernizar a
infraestrutura de P&D nas áreas de MCTI
agricultura e bioeconomia
Desenvolver tecnologias verdes para o
desenvolvimento sustentável baseadas MCTI
na bioeconomia
Desenvolver tecnologias verdes
MAPA
baseados na bioeconomia
73
Integrar instituições de Ciência e
Tecnologia e o setor produtivo na MCTI
Amazônia
Promover o fomento à pesquisa em
saúde e a formação de um complexo MS
industrial da Saúde na Amazônia
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
5.2.2. Programa Qualificação do Capital Humano
Este Programa, que tem o objetivo qualificar o capital humano na Amazônia, com
foco em promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região, com
integração ao setor produtivo regional, parte do princípio de que a qualificação
profissional pode conectar a demanda das atividades econômicas na região à oferta de
profissionais, bem como ao fato de que novos mercados a surgirem na região
demandaram profissionais capacitados. Além disso, o aumento da capacitação
profissional eleva a produtividade, competitividade e incorporação de novas tecnologias
pelas empresas.
Em relação a este Programa, pode-se citar do diagnóstico georreferenciado o
indicador Número de estabelecimentos de educação profissional de formação inicial
continuada (FIC) e Número de Instituições Privadas de Educação Superior, por
macrorregião, em que a região Norte ocupa a última posição, mostrando que a temática é
relevante para o direcionamento de políticas na Amazônia, visto que em ambos os
indicadores, a região figura entre as últimas posições.
74
Assim, é importante destacar que a formação de recursos humanos qualificados
pode contribuir para a redução da desigualdade socioeconômica na região amazônica. A
oferta de cursos técnicos, profissionalizantes e de pós-graduação pode ampliar as
oportunidades de emprego e renda para a população, especialmente para jovens e
mulheres. Essa capacitação também pode incentivar o empreendedorismo e a criação de
novos negócios na região, fortalecendo a economia local e gerando mais oportunidades
para a população.
É importante ressaltar que todas essas ações devem ser implementadas de forma
coordenada e integrada, envolvendo governo, setor privado, universidades e sociedade
civil, a partir de metas e objetivos comuns para o desenvolvimento sustentável da região
amazônica, garantindo que os recursos disponíveis sejam utilizados de forma eficiente e
eficaz. Somente com um esforço conjunto e uma visão de longo prazo é possível
transformar a região amazônica em uma referência mundial em tecnologias sustentáveis,
bioeconomia e preservação ambiental.
O Quadro 6 traz as ações estratégicas propostas para o PRDA 2024-2027 dentro
do Programa Qualificação do Capital Humano alinhadas com os ministérios setoriais,
sinalizando a inclusão de temáticas citadas anteriormente e outras alinhadas à atuação dos
ministérios setoriais relacionados prevista para os próximos 4 anos. Nesse sentido, todas
as ações contam com um ministério parceiro. Assim, a proposta é de integração de ações
para fortalecimento da Educação profissionalizante e superior de forma intersetorial,
também contando com a cooperação das mais diversas instituições e dos entes federativos
na região.
75
Quadro 6 - Qualificação do Capital Humano
Ações estratégicas ODS vinculado (s) Ministério Parceiro
Ampliar o acesso, permanência e
êxito na educação profissional, MEC
tecnológica e superior
Capacitar profissionais em
atividades ligadas à bioeconomia e MMA
ao combate à mudança climática
76
Formar e fixar capital humano em
atividades ligadas ao MEC
desenvolvimento regional
Formar, capacitar e fixar recursos
humanos para atividades de MCTI
pesquisa e desenvolvimento
Promover acordos de cooperação
científica com instituições de
MCTI
pesquisa científica e tecnológica
em biotecnologia de países
Preparar as instituições brasileiras
para a pesquisa compartilhada e MCTI
aprendizado
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
77
5.2.3. Contribuições da Consulta Pública
Para o Eixo Pesquisa, Inovação e Educação foram selecionadas 26 contribuições
que enfatizam os temas já tratados e contemplados no PRDA 2024-2027 e 3 contribuições
para inclusão de novas questões anteriormente não consideradas, mas que merecem
destaque devido à importância estratégica para a região e ao fato de serem contribuições
oriundas de um processo participativo. Nesse sentido, as listas abaixo apresentam a parte
essencial das mensagens das contribuições dos respondentes. Ressalta-se que a inserção
da manifestação no documento não significa que tal recomendação será seguida em sua
totalidade, como nos casos de sugestão de novos programas, mas sim que as temáticas
sugeridas serão levadas em consideração no processo de implementação do Plano.
Seguem abaixo manifestações sobre temáticas em que se considera a ênfase, mas
que já estão contempladas no PRDA 2024-2027.
✓ Dar maior ênfase no sentido de manter tais profissionais na região, principalmente
nas cidades médias.
✓ Faz falta um programa sobre a produção de hidrogênio verde e outro sobre
mudanças climáticas, pesquisa científica e desenvolvimento socioeconômico.
✓ Incluir biodiversidade e recuperação de áreas degradadas, incluindo toda a cadeia
desde o levantamento de áreas para coleta e produção de sementes até as técnicas
de recuperação de áreas degradadas, quer seja de forma passiva, ativa ou ambas.
✓ Zonas econômicas especiais e o fomento de pesquisas de base comunitária;
complexo industrial da saúde para soluções de endemias da Amazônia.
✓ São necessários programas voltados a todas as áreas que não apenas Ciência e
tecnologia. Treinamento de recursos humanos para atuação em organizações
associativas e administração, cooperativismo e serviço social. Na Amazônia
temos polos de educação e inovação concentrados nas grandes capitais, no
entanto, estabelecimentos de educação ou o acesso à educação deve atingir o
interior da Amazônia, de modo a promover empoderamento dos atores locais e
promover capacidade organizativa das comunidades, para que deixem de ser a
ponta da cadeia produtiva para se tornarem produtores de conhecimento e
tecnologia.
✓ É preciso expandir as vagas para alunos, pesquisadoras e professoras nas
universidades e institutos já existentes na Amazônia. Bem como, abrir novas
78
universidades e institutos com perfil de pesquisa, e que contenham modalidade de
ensino em alternativas pedagógicas para estudantes da zona rural não
necessitarem migrar para os grandes centros urbanos.
✓ É preciso investir em desenvolvimento educacional também para o campo das
ciências humanas sociais para melhorar a qualidade educacional voltada as nossas
populações tradicionais.
✓ Priorizar também questões mais específicas. Por exemplo, desenvolvimento de
tecnologias de monitoramento do fogo e desmatamento em tempo real. Soluções
baseadas na natureza para sustentabilidade de serviços ecossistêmicos,
bioprospecção de produtos da biodiversidade para desenvolvimento
bioeconômico, desenvolvimento de pessoas de povos tradicionais e indígenas para
enfrentamento das crises ambientais e soluções de sustentabilidade.
✓ É preciso que os programas venham acompanhados de políticas públicas de
valorização econômica dos atores e seus estudos. Tornar possível o intercâmbio
de saberes entre as comunidades tradicionais e os pesquisadores. Garantia de
programas de incentivo aos estudos regionais e especialmente àqueles que
devolvam à sociedade, na forma de projetos de extensão, os conhecimentos
adquiridos na pesquisa e inovação.
✓ Fundamental qualificar a vida urbana para que cidades possam reter e atrair o
capital humano que é essencial para o avanço da ciência e tecnologia.
✓ Bioeconomia e agricultura merecem atenções distintas e definições claras na
medida que podem exercer efeitos bem distintos na preservação e recuperação de
florestas.
✓ Destaca-se os produtos e as tecnologias implementadas pelo CENSIPAM, que
contribuem para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, impactando
positivamente na qualidade de vida das populações locais. Entre esses
instrumentos incluem uma plataforma web para integrar dados e gerar
informações e conhecimentos sobre as condições hidrometeorológicas da região
amazônica, chamada de SIPAM Hidro; uma plataforma para subsidiar o
acionamento das equipes de combate ao fogo no Brasil, chamada de Painel do
Fogo; um sistema de monitoramento do desmatamento na Amazônia por meio de
radares de abertura sintética (Synthetic Aperture Radar – SAR), chamado SIPAM
SAR, entre outras ações públicas.
79
✓ A Amazônia é uma região de grande importância tanto para o Brasil quanto para
o mundo, devido à sua rica biodiversidade e seu papel fundamental na regulação
do clima global.
✓ Pesquisa: A Amazônia tem sido objeto de intensa pesquisa científica nas áreas de
biologia, ecologia, geografia, climatologia e outras disciplinas relacionadas. A
pesquisa na região visa entender melhor os ecossistemas amazônicos, suas
interações com o clima global, os desafios enfrentados pela biodiversidade e os
impactos das atividades humanas, como desmatamento e mudanças climáticas. A
pesquisa também busca desenvolver soluções sustentáveis e inovadoras para
preservar e gerenciar a região de forma mais eficiente.
✓ Inovação: A inovação na Amazônia envolve o desenvolvimento e a
implementação de tecnologias e práticas sustentáveis que possam contribuir para
a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento socioeconômico da região.
Isso pode incluir iniciativas de energias renováveis, agricultura sustentável,
manejo florestal, biotecnologia, turismo responsável e outras áreas que buscam
conciliar o progresso econômico com a conservação ambiental.
✓ Educação: A educação na Amazônia é um elemento-chave para o
desenvolvimento sustentável da região. É importante promover a educação formal
e não formal para fornecer às comunidades locais as ferramentas necessárias para
entender e lidar com os desafios ambientais e socioeconômicos enfrentados na
região. Isso inclui a educação ambiental, o fortalecimento das escolas locais, a
formação de professores, o acesso à educação superior e o estímulo à pesquisa
científica entre os jovens.
✓ É importante ressaltar que, devido à natureza dinâmica dos desafios e anseios
relacionados à Amazônia, é necessário consultar fontes atualizadas e especialistas
na área para obter uma compreensão mais precisa das questões em curso e dos
programas específicos implementados na região.
✓ É preciso criar hubs de inovação na Amazônia para consolidar as ações inovadoras
dentro da pesquisa e inovação. Precisa de investimento financeiro neste setor.
✓ Deve-se ter programa de inclusão do próprio povo da Amazonia neste
desenvolvimento. Trazendo os moradores estudantes e professores dos diversos
niveis para este processo.
✓ Ao analisar a população da Amazônia Legal sob a perspectiva socioeconômica,
considerando as diversas variáveis que interferem diretamente na condição de
80
vida, tomando por base dois índices de desenvolvimento amplamente
reconhecidos, a saber o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM
e o Índice de Progresso Social (IPS), nota-se que, apesar da ampla oferta de
recursos naturais, a Amazônia Legal apresenta desenvolvimento socioeconômico
abaixo daqueles verificados no restante do País. Observa-se que o acesso à
educação superior e às condições de água e saneamento apresentam desempenho
baixíssimo em comparação com o território nacional.
✓ Nos estados da Amazônia Legal, apenas 36,4% dos municípios atingiram a meta
do IDEB, para a rede pública, que concentra a maior parte das matrículas na etapa
de ensino. O que significa que, cerca de seis a cada dez municípios não atingiram
a meta. Nessa região, apenas 4,9% das redes públicas municipais têm um índice
6 ou maior.
✓ O desenvolvimento econômico está intrinsecamente ligado ao investimento em
políticas de inovação, pesquisa e educação, com o intuito de gerar e agregar valor
à produção de ativos naturais e commodities. Neste sentido, o Consórcio da
Amazônia Legal entende que os programas e temas apresentados no eixo
“pesquisa, inovação e educação” são de extrema importância. Muitos dos temas e
programas apresentados possuem relação com ações do próprio Consórcio, como,
por exemplo, o fomento à formação de um Complexo Industrial da Saúde na
Amazônia (Plano de Recuperação Verde, no Eixo III - Tecnologia verde e
capacitação).
✓ Implantar a pedagogia da alternância através da casa familiar rural, realizar cursos
profissionalmente de nivel médio e superior, implantar campi e ou polos
universitários nos municípios e regiões mais desprovidas desses equipamentos,
realizar cursos de atualização para profissionais de ensino, pesquisa e extensão.
Apoio a capacitação de profissionais de ensino, pesquisa e extensão em nível de
especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado de interesse regional.
✓ Os setores de indústria, comercio e serviços tradicionais ainda sofrem com os
desafios da Amazônia.
✓ Eu trabalhei por alguns anos com P&D em um instituto de pesquisa sediado em
Manaus, mas nós trabalhávamos com telecomunicações, e nunca conseguíamos
nos afastar muito dos temas de verdes e caminhar em direção ao que se pesquisava
no resto do mundo, em parte devido a este tipo de direcionamento.
81
✓ Definir e incluir os planos de carreira de todos os profissionais de ensino e
pesquisa da Amazônia.
Ademais, seguem abaixo contribuições que trazem as temáticas consideradas
como ainda não contempladas no PRDA 2024-2027, e que devido à sua importância
passam a fazer parte do arcabouço temático dentro das ações estratégicas propostas para
o eixo Pesquisa, Inovação e Educação.
✓ É preciso ter um eixo para as áreas costeiras, que tem desafios diferenciados.
✓ Incluir pesquisa de recursos dos nossos rios.
✓ O programa mais importante que necessita consolidação e sustentabilidade ao
longo dos anos seria o de fixação de profissionais capacitados na região. O termo
fixação deve ser explícito e mecanismos de contratação tanto para o setor público,
como privado devem ser estabelecidos. O Brasil tem perdido recursos humanos
altamente capacitados em taxas elevadíssimas. O Sudeste já sofre com isso, a
região Amazônica sofre ainda mais. Tenho experiência de trabalho em ambas as
regiões, na formação de recursos humanos em níveis de pós-graduação e
colaborações internacionais. O que percebo é que o RH que deveria estar fixado
em instituições para garantir o desenvolvimento e a soberania nacional nos temas
de desenvolvimento sustentável, ciência, tecnologia e inovação ambiental estão
sendo exportados e ajudando outros países a avançar nestes temas.
[Link] Infraestrutura Econômica e Urbana
Este Eixo Estratégico, que segue a estrutura disposta pela PNDR, é composto por
dois programas estratégicos, a saber: I) Logística e Integração; e; II) Infraestrutura rural
e urbana. Os Programas contêm ao todo 15 Ações Estratégicas. A infraestrutura é um dos
temas identificados como fundamentais para o PRDA 2024-2027, devido aos imensos
desafios existentes em toda a região e em diversas áreas de intervenção.
A agenda propositiva discutida nos documentos levantados pela equipe técnica da
Sudam aborda questões de transporte, telecomunicações, energia e acessibilidade na
Amazônia Legal. O documento da Sudam sobre microeixos de transporte de carga e
passageiros prioriza projetos de infraestrutura de transportes na região. A Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel) utiliza um painel de controle para fiscalizar
normas do setor de telecomunicações e promover o acesso ao 5G. A Empresa de Pesquisa
Energética (EPE) destaca investimentos no setor energético e planejamento estratégico
82
no Plano Nacional de Logística (PNL) 2035. O Consórcio Interestadual da Amazônia
Legal enfoca a necessidade de expansão da infraestrutura de dados.
A pesquisa do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) e a Organização Não
Governamental (ONG) Derechos Digitales aborda a baixa qualidade de conexão e preços
altos na região Norte, enquanto o documento da Climate Policy Initiative da Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro (CPI/PUC-Rio) propõe melhorias na telefonia e
internet de alta velocidade na Amazônia. Também da CPI/PUC-Rio, a agenda propositiva
visa reduzir impactos socioambientais de projetos de infraestrutura terrestre na região.
5.3.1. Programa Logística e Integração
Este Programa, que tem como objetivo desenvolver a logística e a integração na
Amazônia, visando a melhoria da infraestrutura de transporte e comunicação na região,
bem como a redução dos custos logísticos, parte da identificação de grandes desafios
logísticos na região amazônica, muito fortemente ligados à integração dos diferentes
modais de transporte.
Em relação a este Programa, pode-se citar do diagnóstico georreferenciado o
Índice Geral de Qualidade (IGQ) dos terminais hidroviários de passageiros, calculado
para o ano de 2017, em que o desempenho da região amazônica foi considerado ruim. O
indicador de qualidade das rodovias mostra que a região Norte ocupa a última posição em
relação às outras regiões do Brasil. Já a malha ferroviária da Amazônia Legal é de cerca
de 4.600 km, o que representa apenas cerca de 6% da malha total do país. Esses
indicadores demonstram a importância da priorização de ações com vistas a promover
maior integração e logística na região amazônica.
Para enfrentar esses desafios, é necessário implementar uma série de ações que
busquem melhorar as condições de transporte, mobilidade e infraestrutura nas áreas
urbanas e rurais da Amazônia Legal e da Pan-Amazônia. Em primeiro lugar, é
fundamental melhorar as condições de manutenção das estradas na região. Muitas das
estradas que existem na Amazônia são precárias e têm condições inadequadas para o
tráfego de veículos pesados, o que dificulta a circulação de pessoas e mercadorias. Além
disso, a região carece de novas rodovias que interliguem as regiões, tornando o transporte
mais ágil e eficiente.
83
Além das rodovias, é preciso investir na malha ferroviária regional. A expansão
da ferrovia pode proporcionar uma alternativa de transporte mais barata e eficiente para
o escoamento de produtos agrícolas, minerais e outras mercadorias. Isso pode reduzir o
impacto ambiental das rodovias, além de melhorar a segurança e a eficiência do
transporte.
Outra medida importante é a implementação de tecnologias de gestão de tráfego.
Com o uso de sensores, câmeras e outros dispositivos, é possível monitorar e gerenciar o
fluxo de veículos nas rodovias, evitando congestionamentos e acidentes de trânsito.
No que diz respeito ao transporte hidroviário, é necessário aumentar a fiscalização
e promover maior segurança nas vias fluviais. A Amazônia é uma região com muitos rios,
e o transporte fluvial é uma opção importante para o escoamento de produtos e pessoas.
No entanto, a falta de segurança pode ser um fator limitante para o desenvolvimento dessa
modalidade de transporte. É fundamental também melhorar as condições de navegação
nas vias fluviais, construindo novas hidrovias e modernizando as existentes. Com isso,
será possível ampliar a capacidade de transporte de cargas e passageiros na região.
Em relação ao transporte aéreo, identifica-se a necessidade ampliar a oferta de
voos regionais e incentivar a criação de novas rotas aéreas. Isso facilitaria o acesso a áreas
remotas e aumentaria o fluxo de turismo na região. Além disso, é necessário investir em
infraestrutura aeroportuária para garantir a segurança e o conforto dos passageiros.
Importante destacar também que os transportes aéreo e fluvial são utilizados para
transportar pessoas com graves problemas de saúde, para que sejam atendidos nas
capitais.
A expansão da cobertura de internet banda larga na região é outra medida
importante para o desenvolvimento da Amazônia. Com a conectividade digital, é possível
promover a inclusão social e econômica das comunidades locais, bem como melhorar a
comunicação entre as regiões.
O Quadro 7 traz as ações estratégicas propostas para o PRDA 2024-2027 dentro
do Programa Logística e Integração alinhadas com os ministérios setoriais, sinalizando a
inclusão de temáticas citadas anteriormente e outras alinhadas à atuação dos ministérios
setoriais relacionados prevista para os próximos 4 anos. Nesse sentido, todas as ações
contam com um ministério parceiro. Assim, a proposta é de integração de ações para
84
fortalecimento da Logística e Integração regional de forma intersetorial, também
contando com a cooperação das mais diversas instituições e dos entes federativos na
região.
Quadro 7 - Programa Logística e Integração
Ações estratégicas ODS vinculado (s) Ministério Parceiro
Fortalecer a malha rodoviária e MT
ferroviária regional e a
integração fronteiriça
Fortalecimento do modal
hidroviário na Amazônia MPOR
Ampliação da oferta de voos MPOR
regionais
Aumento dos investimentos em
infraestrutura de MCOM
telecomunicações e radiodifusão
Ampliar o número de Rádios
Comunitárias na Amazônia Legal MCOM
Aumentar a oferta de canais
digitais de TV Aberta à
população da Amazônia Legal MCOM
85
Ampliar o número de
Retransmissoras de Rádios
(RTR) na região da Amazônia MCOM
Legal
Ampliar a oferta de transporte MIDR
rodoviário (vicinais)
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
5.3.2. Programa Infraestrutura Rural e Urbana
Este Programa, que tem como objetivo promover a infraestrutura rural e urbana
na Amazônia, com foco em melhorar a qualidade de vida das comunidades locais e a
integração regional, parte da identificação da necessidade de promoção de melhores
condições de infraestrutura nos municípios onde as pessoas residem, isto é, trata-se de
melhorar, como exemplo, as condições de saneamento básico e acesso às habitações
adequadas.
Em relação a este Programa, pode-se citar do diagnóstico georreferenciado
indicadores como Déficit habitacional, Domicílios particulares atendidos com iluminação
elétrica e população atendida com esgotamento sanitário, em que a Amazônia Legal e a
região Norte ocupam as últimas posições, denotando o imenso desafio que é a questão na
região.
No tocante à promoção de políticas de habitação sustentável e o acesso à moradia
digna em áreas de maior vulnerabilidade, a questão da habitação é uma necessidade básica
para a população e deve ser garantida a todos, independentemente de sua renda. Investir
em projetos de habitação sustentável, como a construção de casas com materiais locais e
energias renováveis, é uma forma de reduzir o impacto ambiental e melhorar a qualidade
de vida da população.
Outro ponto é a promoção da eficiência energética em áreas rurais que pode
contribuir para reduzir custos e melhorar a sustentabilidade. A implementação de políticas
públicas de manejo de resíduos sólidos nas áreas urbanas e rurais também é fundamental
para minimizar o impacto ambiental e melhorar a qualidade de vida das comunidades.
86
A ampliação da oferta de água potável em áreas urbanas e rurais é essencial para
garantir a saúde e o bem-estar da população; assim como a implementação de políticas
públicas de esgotamento sanitário nas áreas urbanas e rurais, que também é importante
para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida das comunidades.
Além disso, a melhoria das condições de manutenção das estradas e vicinais nas
áreas rurais é fundamental para garantir a segurança dos motoristas e passageiros e
aumentar a eficiência do transporte de cargas e pessoas. A ampliação da oferta de energia
elétrica em áreas rurais e o incentivo ao uso de fontes de energia renovável também são
importantes para melhoraria da qualidade de vida das comunidades rurais.
A ampliação da oferta de transporte público nas áreas rurais e nas áreas urbanas,
principalmente nos municípios de pequeno e médio porte, é outra medida essencial para
melhorar a mobilidade nessas regiões. Muitas comunidades rurais dependem do
transporte público para acessar serviços básicos, como atendimento médico e educação,
mas muitas vezes enfrentam dificuldades devido à falta de opções de transporte. A criação
de rotas de transporte escolar para as áreas rurais também é importante para garantir que
as crianças tenham acesso à educação.
O Quadro 8 traz as ações estratégicas propostas para o PRDA 2024-2027 dentro
do Programa Infraestrutura rural e urbana alinhadas com os ministérios setoriais,
sinalizando a inclusão de temáticas citadas anteriormente e outras alinhadas à atuação dos
ministérios setoriais relacionados prevista para os próximos 4 anos. Nesse sentido, todas
as ações contam com um ministério parceiro. Assim, a proposta é de integração de ações
para fortalecimento da Infraestrutura rural e urbana regional de forma intersetorial,
também contando com a cooperação das mais diversas instituições e dos entes federativos
na região.
Quadro 8 - Infraestrutura rural e urbana
Ações estratégicas ODS vinculado (s) Ministérios Parceiros
87
Apoiar a melhoria do
planejamento e
desenvolvimento institucional,
MCID
e da infraestrutura e
prestação dos serviços de
mobilidade urbana
Aumentar a oferta e
MCID
qualidade de moradias,
adaptadas às realidades locais
Promover ações de segurança
MT
viária e de trânsito
Incentivar a geração e uso de
energias renováveis MME
Universalizar o acesso à MME
energia elétrica na região
Universalizar o acesso aos
serviços de abastecimento de
água, coleta de lixo, MCID
esgotamento sanitário e
drenagem
Universalizar o acesso aos
serviços de abastecimento e
saneamento básico através da
implantação no meio rural de
tecnologias sociais de acesso à MDS
água potável para consumo
humano, inclusive em áreas de
povos e comunidades
tradicionais
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
88
5.3.3. Contribuições da Consulta Pública
Para o Eixo Infraestrutura Econômica e Urbana, foram selecionadas 13
contribuições que enfatizam os temas já tratados e contemplados no PRDA 2024-2027 e
1 contribuição para inclusão de novas questões anteriormente não consideradas, mas que
merecem destaque devido à importância estratégica para a região e ao fato de serem
contribuições oriundas de um processo participativo. Nesse sentido, as listas abaixo
apresentam a parte essencial das mensagens das contribuições dos respondentes.
Ressalta-se que a inserção da manifestação no documento não significa que tal
recomendação será seguida em sua totalidade, como nos casos de sugestão de novos
programas, mas sim que as temáticas sugeridas serão levadas em consideração no
processo de implementação do Plano.
Seguem abaixo manifestações sobre temáticas em que se considera a ênfase, mas
que já estão contempladas no PRDA 2024-2027.
✓ O investimento na área de saneamento básico deve ser incrementado pois se assim
não for as metas estipuladas pelo Marco legal do Saneamento para 2033 não serão
atingidas. Dar ênfase na implantação de fábricas de reciclagem de papel, plástico
e vidro na região, sendo pelo menos uma de cada em cada capital dos estados da
Amazônia Legal. Usar o FDA e o FNO para tal.
✓ É muito importante que seja resolvido a questão do saneamento urbano e poluição
de cursos hídricos.
✓ Acrescentar a necessidade de fortemente a questão da infraestrutura de
comunicação principalmente ligadas a telefonia e internet em zonas rurais e
urbanas.
✓ Quanto à habitação, é necessário haver uma compreensão mais profunda da forma
de viver local, cultura, de forma que as soluções já existem e precisam ser
adotadas em políticas públicas.
✓ O deslocamento da população ribeirinha das áreas de alagamento no período das
cheias e conscientização da população quanto à preservação da mata as margens
dos rios. Maior participação da Marinha do Brasil na fiscalização portuária e
transporte fluvial, bem como a modernização dos portos.
✓ A Amazônia possui uma vasta rede de rios, mas com ausência de infraestrutura
para pleno e melhor aproveitamento como modal de transporte predominante, é a
89
vocação natural de transporte da região. A infraestrutura de transporte terrestre e
aéreo ainda está subdesenvolvida em muitas áreas, faltando mais investimentos
no transporte aéreo inter-regional. A falta de rodovias e aeroportos garantem
dificultar a integração entre as comunidades, o transporte de mercadorias e o
acesso a serviços básicos, como saúde e educação, contudo o transporte
hidroviário, sobretudo de curta e média distância precisa maiores investimentos.
✓ O crescimento das cidades na Amazônia muitas vezes ocorre de forma
desordenada, é um crescimento urbano sem desenvolvimento, com a ocupação
irregular de terras, falta de planejamento urbano e carência de infraestrutura
básica, como saneamento, abastecimento de água potável e coleta de resíduos.
Essa urbanização desordenada traz problemas sociais, ambientais e de saúde
pública.
✓ Ferrovias e rodovias devem ser tratadas de forma distinta haja vista o impacto de
rodovias no desmatamento. Fundamental trabalhar na lógica de rede multimodal
de carga e passageiros e na implantação de terminais de integração.
✓ Levar em consideração a qualidade e manutenção dos equipamentos que chegam
às comunidades amazônicas, em especial em zonas urbanas marginalizadas.
✓ Criar formas de produção de energia fotovoltaica, fomentando a instalação de
fábricas estatais e ou de pequenas empresas com subsídio para baratear custos ao
usuário final, criar sinal de wi-fi gratuito em locais públicos.
✓ Diante da presente realidade são de elevada importância, uma vez que a região
Norte sempre foi negligenciada pelo poder público federal.
✓ Acesso à Internet de qualidade em comunidades isoladas.
Ademais, seguem abaixo contribuições que trazem as temáticas consideradas
como ainda não contempladas no PRDA 2024-2027, e que devido à sua importância
passam a fazer parte do arcabouço temático dentro das ações estratégicas propostas para
a Infraestrutura Econômica e Urbana.
✓ Está faltando a preocupação com a moradia de qualidade para famílias de baixa
renda. Neste sentido no item Moradias adaptadas às realidades locais. Se faz
necessária a implantação de Escritórios Populares de Arquitetura nós diversos
territórios das cidades Amazônicas. Se faz necessária a junção entre a saúde e a
habitação, pois existe a diferença entre moradia e habitação. Sem moradia digna
que as /os profissionais em Arquitetura sabem planejar, sem saneamento básico,
90
sem políticas de saúde que funcionem não se tem qualidade de vida, nem
habitação saudáveis. Se faz necessária a implementação da Lei 11.888 (dez/28) a
Lei da Assistência Técnica Para Habitação de Interesse Social (ATHIS) para que
as famílias de baixa renda possam ter dias melhores.
5.4. Eixo Meio Ambiente
Este Eixo Estratégico, que não segue a estrutura da PNDR, foi criado a partir das
orientações do MPO e MIDR no processo de elaboração do Plano, considerando que a
agenda governamental para a Amazônia está fortemente voltada para a sustentabilidade
ambiental. O Eixo é composto pelo Programa Estratégico Sustentabilidade e Conservação
Ambiental, possuindo 8 Ações Estratégicas.
A agenda propositiva discutida pelos documentos levantados pela equipe técnica
da Sudam aborda o Plano Recuperação Verde (PRV) da Amazônia Legal, o Plano
Estadual Amazônia Agora (PEAA), o relatório do Instituto do Homem e Meio Ambiente
na Amazônia (Imazon), o relatório da Amazônia 2030 sobre grilagem e desmatamento,
propostas para ordenamento territorial, oportunidades financeiras relacionadas ao
desmatamento e estudos sobre áreas prioritárias para restauração e territórios
conservados. Os temas centrais incluem transição para uma economia verde, combate ao
desmatamento ilegal, regularização fundiária e ambiental, pagamento por serviços
ambientais, incentivos à bioeconomia, unidades de conservação, financiamento climático
e restauração florestal. As recomendações abrangem metas de zerar o desmatamento
ilegal até 2030, geração de empregos, fiscalização, monitoramento, regeneração florestal,
cancelamento de Cadastros Ambientais Rurais (CARs) ilegais, destinação de florestas
públicas, cooperação interinstitucional e engajamento com iniciativas internacionais,
como a Coalizão Lowering Emissions by Accelerating Forest finance (LEAF).
Uma informação balizadora de políticas ambientais na Amazônia Legal é o
histórico de quantidade de desastres naturais. A região amazônica, embora rica em
biodiversidade e vital para a saúde ecológica do planeta, não está imune aos desastres
naturais. Estes podem ocorrer na forma de secas severas e inundações, ambos
exacerbados pelas mudanças climáticas. Assim, a Amazônia é instrumento de controle de
mudanças climáticas e também sofre os efeitos destas, conforme mostra o Mapa 8, no
qual percebe-se que a maior parte da região já passou por eventos de Desastres Naturais
entre o período de análise.
91
Mapa 8 - Quantidade de Desastres Naturais na Amazônia Legal entre 1991 e 2021
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
A seguir, trata-se do programa do eixo meio ambiente proposto para o PRDA
2024-2027:
5.4.1. Programa Sustentabilidade e Conservação Ambiental
Este Programa, que tem como objetivo promover a sustentabilidade e conservação
ambiental na Amazônia, com foco na conservação da biodiversidade e proteção do meio
ambiente, parte da observação da realidade amazônica em que existe grande necessidade
de intervenção pública para garantir a conservação do meio ambiente, devido a ações
passadas que geraram grande degradação dos recursos naturais.
Em relação a este Programa, pode-se citar do diagnóstico georreferenciado o
indicador de emissão de CO2 per capita e taxa de desmatamento anual que apresentam
alta criticidade e liderança do Norte e da Amazônia Legal, frente às demais regiões do
Brasil, o que enseja a destinação de um conjunto de ações para reverter a trajetória de uso
inadequado e degradação do meio ambiente amazônico.
O uso sustentável dos recursos naturais é uma questão urgente e global,
especialmente quando se trata da Amazônia. O desmatamento ilegal, a degradação do
solo, o garimpo ilegal e a poluição são problemas que afetam não apenas a região
92
amazônica, mas todo o planeta. É necessário, portanto, a implementação de ações que
visem fortalecer a fiscalização ambiental e desenvolver estratégias de monitoramento
remoto para detecção precoce de possíveis crimes ambientais.
Uma das medidas que se pode adotar é o fortalecimento das políticas do Plano de
Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDam), que consta como
uma das agendas principais do governo federal, por meio do Ministério do Meio
Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Essa política busca reduzir as taxas de
desmatamento na região, principalmente por meio da fiscalização, monitoramento e
controle das atividades econômicas na área. Além disso, é necessário estimular a criação
de sistemas de manejo florestal sustentável e programas de recuperação de áreas
degradadas.
O Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) e o Ordenamento Territorial também
são medidas importantes para conservação ambiental. O ZEE é uma política pública que
tem como objetivo identificar as áreas que possuem maior potencial para exploração
econômica e que, ao mesmo tempo, garanta a preservação do meio ambiente. Já o
Ordenamento Territorial tem como objetivo ordenar o uso do solo de forma sustentável,
evitando conflitos de interesse e promovendo o desenvolvimento regional.
Outra medida importante é o combate ao garimpo ilegal na Amazônia. Essa
atividade tem um impacto muito grande na região, destruindo florestas, contaminando
rios e causando danos irreparáveis ao meio ambiente. Para combater essa atividade, é
preciso uma atuação forte e integrada das autoridades, além de medidas de
conscientização e educação ambiental da população local.
Para promover a adoção de práticas sustentáveis na produção agropecuária, é
necessário estimular o uso de energias renováveis, como a energia solar e eólica, por
exemplo. Além disso, é importante apoiar a elaboração de planos de gestão de resíduos
sólidos nas cidades e incentivar a implantação de sistemas de transporte público
sustentável. Programas de monitoramento da qualidade do ar e água nas cidades também
são fundamentais para garantir a saúde da população e a preservação do meio ambiente.
A economia circular também é uma solução para promover a sustentabilidade,
pois trata-se de um modelo de produção e consumo que busca reduzir ao máximo a
geração de resíduos, reaproveitando os materiais em ciclos de vida útil prolongada. É
93
preciso incentivar essa prática por meio de políticas públicas e de conscientização da
população.
Além disso, é necessário desenvolver um programa contínuo de educação
ambiental, que envolva a população local, as empresas e as autoridades. A educação
ambiental é fundamental para promover a consciência ecológica e mudar hábitos e
comportamentos que agridem o meio ambiente. Além disso, é necessário desenvolver
programas de manejo de resíduos sólidos para garantir uma gestão eficiente e sustentável
dos resíduos gerados nas cidades. O Quadro 9 detalha a proposta do Programa.
O Quadro 9 traz as ações estratégicas propostas para o PRDA 2024-2027 dentro
do Programa Sustentabilidade e Conservação Ambiental alinhadas com os ministérios
setoriais, sinalizando a inclusão de temáticas citadas anteriormente e outras alinhadas à
atuação dos ministérios setoriais relacionados prevista para os próximos 4 anos. Nesse
sentido, todas as ações contam com um ministério parceiro. Assim, a proposta é de
integração de ações para fortalecimento da Sustentabilidade e Conservação Ambiental da
Amazônia de forma intersetorial, também contando com a cooperação das mais diversas
instituições e dos entes federativos na região.
Quadro 9 - Programa Sustentabilidade e Conservação Ambiental
Ações estratégicas ODS vinculado (s) Ministério Parceiro
Combater o desmatamento MMA
ilegal na Amazônia
Fortalecer a gestão e a MMA
proteção dos recursos
naturais
Demarcar e Gerir
Territórios Indígenas para MPI
a Sustentabilidade
Ambiental
94
Implementar medidas de
enfrentamento à mudança MMA
do clima
Monitorar as emissões de MCTI
gases de efeito estufa
Monitorar os biomas da MCTI
Amazônia
MMA
Fortalecer a gestão
ambiental urbana
Gerar informações
geocientíficas para a MME
Amazônia
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
5.4.2. Contribuições da Consulta Pública
Para o Eixo Meio Ambiente, foram selecionadas 16 contribuições que enfatizam
os temas já tratados e contemplados no PRDA 2024-2027 e 8 contribuições para inclusão
de novas questões anteriormente não consideradas, mas que merecem destaque devido à
importância estratégica para a região e ao fato de serem contribuições oriundas de um
processo participativo. Nesse sentido, as listas abaixo apresentam a parte essencial das
mensagens das contribuições dos respondentes. Ressalta-se que a inserção da
manifestação no documento não significa que tal recomendação será seguida em sua
totalidade, como nos casos de sugestão de novos programas, mas sim que as temáticas
sugeridas serão levadas em consideração no processo de implementação do Plano.
Seguem abaixo manifestações sobre temáticas em que se considera a ênfase, mas
que já estão contempladas no PRDA 2024-2027.
95
✓ Dar atenção aos saberes das populações tradicionais para viabilizar soluções
adequadas a cada região.
✓ Se não encontrarmos mecanismos de aumentar a renda per capita da população
ela estará vulnerável e irá comprometer o meio ambiente.
✓ Aumento qualitativo da percepção Socioambiental de pertencimento,
dependência e colaborativa para o desenvolvimento sustentável da Amazônia no
prisma da ecologia integral.
✓ Ainda há necessidade de dialogar sobre as populações tradicionais, sobretudo os
povos do campo e os conflitos por esses enfrentados.
✓ Precisa avançar na educação climática. Em todos os níveis de ensino.
✓ Algo que trate da consolidação territorial e gestão das unidades de conservação,
especialmente aquelas em que há populações tradicionais (reservas extrativistas,
reservas de desenvolvimento sustentável, florestas nacionais) e/ou sobrepostas a
territórios indígenas e quilombolas.
✓ É fundamental que as políticas públicas estejam amparadas por estudos como o
Zoneamento Ecológico-Econômico, orientando processos de ocupação e a
definição/demarcação de áreas de preservação. Concluído o ZEE, o passo seguinte
é focar na promoção do desenvolvimento daquelas áreas consideradas aptas, tendo
em conta as vocações locais. O fortalecimento da infraestrutura produtiva onde
podem ser desenvolvidas atividades econômicas parece fundamental para a
geração de emprego e renda, minimizando os riscos de pressões pela ocupação de
novas áreas (pressões por novos desmatamentos).
✓ A visão dos povos tradicionais da importância da biodiverisade pode ser mais
valorizada. Além disso, a Bioeconomia, desenvolvidas as cadeias de produtos
com base nos princípios de sustentabilidade, pode ser um motor da proteção da
biodiversidade e dos povos que vivem na Amazônia.
✓ O desenvolvimento dos campos de gás natural na região Amazônica é uma
alternativa crucial para impulsionar a transição energética, garantir o acesso à
energia e contribuir para a redução da inflação e o aumento da renda das
comunidades locais. É fundamental fomentar as atividades de exploração e
produção de petróleo e gás natural na região, levando em consideração os
impactos socioambientais e garantindo a sustentabilidade a longo prazo. Essas
ações são fundamentais para impulsionar o crescimento e o progresso sustentável
na região Amazônica. Além disso, é necessário combater os ilícitos ambientais e
96
promover estratégias de uso sustentável da biodiversidade amazônica, buscando
a harmonia entre o desenvolvimento econômico e a preservação do meio
ambiente. Essa abordagem equilibrada e consciente é essencial para promover a
sustentabilidade e preservar as riquezas naturais da região.
✓ Sugestões: 1-Ampliar divulgação dos crimes ambientais, suas consequências e as
punições. 2-Programa Regional de Resíduos Sólidos. 3-Mapeamento,
monitoramento e ações mitigadoras das áreas contaminadas com mercúrio.
✓ O desenvolvimento dos campos de gás natural na região Amazônica é uma
alternativa crucial para impulsionar a transição energética, garantir o acesso à
energia e contribuir para a redução da inflação e o aumento da renda das
comunidades locais. É fundamental fomentar as atividades de exploração e
produção de petróleo, gás natural e biocombustíveis na região, levando em
consideração os impactos socioambientais e garantindo a sustentabilidade a longo
prazo. Essas ações são fundamentais para impulsionar o crescimento e o progresso
sustentável na região Amazônica. Além disso, é necessário combater os ilícitos
ambientais e promover estratégias de uso sustentável da biodiversidade
amazônica, buscando a harmonia entre o desenvolvimento econômico e a
preservação do meio ambiente. É necessário que o zoneamento agroecológico da
palma seja considerado para garantir uma produção sustentável. Essa abordagem
equilibrada e consciente é essencial para promover a sustentabilidade e preservar
as riquezas naturais da região. Incentivar atividades que promovam a
descarbonização na região Amazônica, tanto na matriz de transporte quanto na
produção industrial.
✓ Importante incluir a criação e gestão de unidades de conservação como barreira
para conter o desmatamento e degradação ambiental.
✓ Criação e gestão de Unidades de Conservação Federais, tanto aquelas de proteção
integral, quanto às de uso sustentável. A gestão e proteção dessas áreas é
fundamental para a contenção do desmatamento ilegal, para o enfrentamento às
mudanças climáticas, paras as pesquisas e o avanço tecnológico e para a produção
sustentável e bioeconomia.
✓ a) a gestão de áreas contaminadas por atividades antrópicas legalizadas e ilegais,
como garimpos, aterros de resíduos sólidos normais e perigosos entre outras; b)
prevenção de acidentes com barragens de rejeitos minerários; c) qualidade do ar,
97
principalmente em áreas industrializadas e onde há recorrência de fumaça
originária de queimadas.
✓ Enfatizar as necessidades dos ribeirinhos, coletoras, quilombolas, e dos centros
urbanos para que canais, igarapés lagos e áreas alagadas pelas marés sejam
reservadas, para o controle de alagamento e deslizamentos em nossas cidades,
também precisamos repensar o asfaltamento nas cidades da Amazônia algo que
seja menos impactante e de maior durabilidade visto que nossas cidades são
extremamente quentes casando um desconforto da evaporação que sobe dos
asfaltos urbanos.
✓ Incluir o reconhecimento e a garantia fundiária de territórios quilombolas na
Amazônia.
Ademais, seguem abaixo contribuições que trazem as temáticas consideradas
como ainda não contempladas no PRDA 2024-2027, e que devido à sua importância
passam a fazer parte do arcabouço temático dentro das ações estratégicas propostas para
o Eixo Meio Ambiente.
✓ Um tema relevante a ser inserido é a gestão participativa.
✓ É preciso que as áreas costeiras amazônicas sejam tratadas nesses eixos e não
apenas as florestas no interior.
✓ Tratar da Adaptação Climática para as cidades da Amazônia acima de 50 mil
habitantes com. Circuitos de Parques Ambientais
✓ Ações públicas transversais e participativas, destacando-se as reuniões do
Conselho Deliberativo do Sistema de Proteção da Amazônia (CONSIPAM), que
tem por finalidade estabelecer diretrizes para a coordenação e a implementação
de ações de governo, no âmbito do Sistema de Proteção da Amazônia - SIPAM,
consoante a Política Nacional Integrada para a Amazônia Legal - PNIAL.
Acrescente-se a criação do Grupo de Integração para a Proteção da Amazônia
(GIPAM) com o objetivo de gerar informações qualificadas sobre ilícitos
ambientais na região amazônica. No GIPAM trabalham, de forma integrada e
colaborativa, integrantes de diversas Agências, incluindo as seguintes: Agência
Brasileira de Inteligência (Abin), Agência Nacional de Mineração (ANM),
Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Nacional de Colonização e Reforma
98
Agrária (Incra), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Polícia Federal
(PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Serviço Florestal Brasileiro (SFB),
Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM),
entre outras.
✓ Tratar da educação ambiental, introduzindo estes temas no currículo escolar. A
solução para a crise climática e sustentabilidade da região está na formação de
novas formas de pensar, na preparação de jovens com uma visão consolidada
sobre os processos de degradação ambiental e seus impactos. Identificar soluções
e preparar as futuras gerações para realizar a gestão territorial e ambiental da
região de forma sustentável.
✓ Gestão integrada dos recursos hídricos da Amazônia e o incentivo a criação de
comitês de bacia hidrográfica.
✓ Implantar biodigestores e usinas de reciclagem para o aproveitamento de resíduos
orgânicos, criar usinas de placas solares usando a energia em escolas, órgãos da
prefeitura em municípios de baixo IDH.
✓ Caberia algo na linha de resiliência socioambiental face às mudanças climáticas.
5.5. Eixo Fortalecimento das Capacidades Governativas dos Entes Subnacionais
Este Eixo Estratégico, que segue a estrutura disposta pela PNDR, é composto pelo
Programa Estratégico de Fortalecimento da Gestão e Governança Pública e contém 4
Ações Estratégicas. O Fortalecimento dos entes Subnacionais é um tema de grande
importância para que as ações públicas ganhem maior robustez e eficiência, chegando às
populações locais com mais qualidade.
A agenda propositiva discutida pelos documentos levantados pela equipe da
Sudam aborda planos e documentos voltados ao desenvolvimento sustentável da
Amazônia Legal, envolvendo estados como Mato Grosso, Roraima, Rondônia e
Tocantins. Os planos buscam fortalecer capacidades governativas; promover economia
verde; melhorar a gestão ambiental; e aumentar a competitividade, inovação e integração
regional. Os documentos analisam as finanças públicas, o bem-estar da população e
estratégias de desenvolvimento. As recomendações incluem focalização das
transferências de recursos, fortalecimento da governança corporativa, territorialização,
modernização da gestão pública e investimento em educação para promover avanços nos
indicadores sociais da região.
99
5.5.1. Programa Fortalecimento da Gestão e Governança Pública
Este Programa, que tem como objetivo fortalecer a gestão e governança pública
na Amazônia, visando a melhoria da qualidade dos serviços públicos, bem como a
promoção da transparência e da participação social, parte da necessidade de fortalecer as
capacidades governativas da região, as quais são fragilizadas pelas dificuldades de
conexão logística, baixos níveis de escolaridade, dentre outros aspectos.
Em relação a este Programa, pode-se citar do diagnóstico georreferenciado o
Índice de Governança Municipal do Conselho Federal de Administração (IGM-CFA) que
tem como objetivo medir a eficiência da gestão pública municipal, identificar pontos
fortes e fracos, além de subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas para o
desenvolvimento dos municípios. Nesse indicador, 362 municípios da Amazônia Legal,
de um total de 772, encontram-se em situação de alta criticidade, demonstrando a
necessidade de ações públicas que visem corrigir esse cenário.
A gestão pública na região ainda enfrenta diversos desafios, como a falta de
transparência nas compras públicas, a capacitação limitada dos servidores públicos em
ética e gestão fiscal, a falta de cooperação intermunicipal, a distância dos municípios aos
instrumentos de financiamento do setor público, entre outros.
Por isso, é fundamental que sejam implementadas ações que visem fortalecer os
mecanismos de controle e transparência nas compras públicas, a capacitação dos
servidores públicos em ética e gestão fiscal e transparência, além do fortalecimento de
arranjos cooperativos intermunicipais, como associações e consórcios públicos para a
gestão regionalizada.
O fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência nas compras
públicas é um passo importante para garantir que os recursos públicos sejam aplicados de
forma eficiente e responsável. A capacitação dos servidores públicos em ética e gestão
fiscal e transparência é outro ponto fundamental para melhorar a qualidade da gestão
pública na região.
O fortalecimento de arranjos cooperativos intermunicipais, como associações e
consórcios públicos, é uma forma de promover a gestão regionalizada, o que pode trazer
diversas vantagens, como a redução de custos e a melhoria da qualidade dos serviços
100
prestados à população. Além disso, é importante que sejam estabelecidos mecanismos
que aproximem os municípios aos instrumentos de financiamento do setor público, a fim
de garantir que eles tenham acesso aos recursos necessários para desenvolver suas
atividades.
A modernização dos serviços públicos estaduais e municipais também é uma
questão crucial para melhorar a gestão pública na região. É preciso investir em tecnologia
e capacitação para garantir que os serviços públicos oferecidos à população sejam
eficientes e de qualidade.
Outro ponto importante é o fortalecimento do diálogo e a interação entre União,
estados e municípios na definição de políticas públicas. Essa aproximação pode ajudar a
garantir que as políticas sejam implementadas de forma mais eficiente e eficaz. O auxílio
aos municípios na elaboração e implementação de instrumentos de planejamento
territorial e urbano, além do alinhamento do planejamento municipal aos ODS, é outra
medida que pode contribuir para a melhoria da gestão pública na região. Essa ação pode
ajudar os municípios a definir prioridades e a trabalhar de forma mais estratégica e
integrada.
O Quadro 10 traz as ações estratégicas propostas para o PRDA 2024-2027 dentro
do Fortalecimento da Gestão e Governança Pública alinhadas com os ministérios
setoriais, sinalizando a inclusão de temáticas citadas anteriormente e outras alinhadas à
atuação dos ministérios setoriais relacionados prevista para os próximos 4 anos. Nesse
sentido, todas as ações contam com um ministério parceiro. Assim, a proposta é de
integração de ações para fortalecimento da Fortalecimento da Gestão e Governança
Pública de forma intersetorial, também contando com a cooperação das mais diversas
instituições e dos entes federativos na região.
Quadro 10 - Programa Fortalecimento da Gestão e Governança Pública
Ações estratégicas ODS vinculado (s) Ministério Parceiro
Fortalecer a integridade,
transparência e controle social da MIDR
gestão pública na Amazônia
101
Fortalecer a gestão pública
municipal, as instituições de MIDR
planejamento e fomento e o pacto
federativo para desenvolvimento
regional
Fortalecer a gestão pública
municipal e o pacto federativo
MCID
para desenvolvimento urbano
Incentivar a elaboração de Planos MCID
diretores
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
5.5.2. Contribuições da Consulta Pública
Para o Eixo Fortalecimento das Capacidades Governativas dos Entes
Subnacionais, foram selecionadas 9 contribuições que enfatizam os temas já tratados e
contemplados no PRDA 2024-2027 e 3 contribuições para inclusão de novas questões
anteriormente não consideradas, mas que merecem destaque devido à importância
estratégica para a região e ao fato de serem contribuições oriundas de um processo
participativo. Nesse sentido, as listas abaixo apresentam a parte essencial das mensagens
das contribuições dos respondentes. Ressalta-se que a inserção da manifestação no
documento não significa que tal recomendação será seguida em sua totalidade, como nos
casos de sugestão de novos programas, mas sim que as temáticas sugeridas serão levadas
em consideração no processo de implementação do Plano.
Seguem abaixo manifestações sobre temáticas em que se considera a ênfase, mas
que já estão contempladas no PRDA 2024-2027.
✓ Dar significância aos municípios principalmente os de população menos de 30 mil
habitantes.
102
✓ A ruptura entre as políticas de serviços públicos entre os entes federativos fomenta
os apagões da presença do estado, propiciando o uso desordenado dos bens
ambientais.
✓ Fortalecimento de consórcios intermunicipais.
✓ Os programas de combate ao desmatamento, a preservação da Floresta
Amazônica e a promoção de desenvolvimento sustentável da região, atingirão
mais os seus objetivos se considerassem mais efetivamente a participação e o
envolvimento das comunidades locais e povos tradicionais na elaboração e
implementação desses programas pois são quem realmente conhecem essa
realidade e por conseguinte sabem muito bem quais as suas reais necessidades
para vencer esses desafios e anseios sobre esse fortalecimento das capacidades
Governativas dos Entes Subnacionais da Amazônia.
✓ Para a Amazônia é preciso considerar que o urbano não corresponde às cidades,
também se manifesta por meio de uma rede de vilas e outras tipologias que em
outras regiões são assumidas como rurais. Vilas com 20 mil habitantes são
comuns, assim como em uma Resex podem habitat 20 mil pessoas. A
interdependência histórica entre cidade e floresta foi rompida pelas polícias
federais nas últimas décadas, favorecendo a desterritorialização dos povos da
floresta e sua transformação em pobres periféricos nas cidades. Planos diretores
dirigidos somente às cidades excluem populações e favorecem a conversão da
floresta para usos ligados ao agronegócio. Se a preservação e a regeneração da
floresta são prioridades é preciso agir dentro e ao redor das cidades, com
ordenamento territorial que permita a manutenção de práticas nativas. Por outro
lado, as métricas e parâmetros assumidos pelas políticas públicas precisam ser
baseados em informações da região, e não em dados nacionais, próprios de estados
há muito convertidos à lógica da indústria e do capital. Neste contexto, inclusão
digital e mobilidade são prioridades, assim como o desenvolvimento de
tecnologias para saneamento, a produção de moradia não tem o mesmo
significado que em regiões onde predomina o assalariamento. Na Amazônia o
local de moradia é também local de produção. E isso não é atendido por programas
como o MCMV. A falta de escuta às populações que vivem no entorno das cidades
favorece a ação especulativa, mecanismos de participação de lideranças femininas
é chave, pois elas são as que mais resistem ao desmatamento. O desaparecimento
dessas estruturas está alterando o microclima das cidades, que seguem cada vez
103
mais alienadas em relação ao seu contexto socioambiental. Creio que esses
comentários se entrelaçam com todos os eixos.
✓ Acredito que seja necessário investir na capacidade de gestão dos municípios,
qualificando as equipes para a execução de políticas públicas.
✓ É importante que as pessoas recebam as informações sobre os repasses de recursos
para os municípios e que todo investimento e infraestrutura acima de 1 mil tenha
comissão de Fiscalização da população.
✓ Sim. Entretanto, acredito que se faz necessário estabelecer uma linha de trabalho
que incentive a melhorar no processo de prestação dos serviços públicos em geral
visto que acarretará melhorias em geral.
✓ Precisamos fazer a socialização entre os entes para o controle social.
Ademais, seguem abaixo contribuições que trazem as temáticas consideradas
como ainda não contempladas no PRDA 2024-2027, e que devido à sua importância
passam a fazer parte do arcabouço temático dentro das ações estratégicas propostas para
o Fortalecimento das Capacidades Governativas dos Entes Subnacionais.
✓ Algo sobre o fomento do conhecimento, uma escola par formação de servidores
municipais para que entendam e apliquem a lei. Creio que polos educacionais
devam ser formados para capacitar não os gestores, mas o corpo do serviço
público.
✓ Necessário estabelecer um programa relacionado à modernização ou atualização
do sistema de cadastro digital urbano dos municípios, composto por ações como
recobrimento aerofotogramétrico periódico, base de informações para elaboração
de planos diretores e que permita o acesso de consulta popular.
✓ Os municípios carecem de uma ferramenta de gestão que possibilite organizar,
dirigir e controlar os objetivos e metas. Refere-se ao Planejamento Estratégico
elaborado de forma multiprofissional e interdisciplinar. É muito desafiador ao
gestor elaborar um PPA, LOA e LDO sem uma ferramenta de médio longo prazo.
Reitero a necessidade, e a sugestão, de possibilitar aos municípios a construção
do Planejamento Estratégico Municipal.
5.6. Eixo Desenvolvimento Social e Acesso a Serviços Públicos Essenciais
Este Eixo Estratégico, que segue a estrutura disposta pela PNDR, é composto por
dois Programas Estratégicos, a saber: I) Inclusão Produtiva e; II) Bem-estar Social.
104
Encontra-se altamente conectado aos temas considerados prioritários para o PRDA 2024-
2027, considerando também a agenda do governo federal. Estes Programas contêm ao
todo 19 Ações Estratégicas.
A agenda propositiva dos documentos estratégicos levantados pela equipe técnica
da Sudam discute a dinâmica demográfica, mercado de trabalho e governança na
Amazônia Legal. Os documentos analisam padrões de migração, envelhecimento
populacional, estrutura de emprego e renda, informalidade, pobreza, ocupações no setor
de serviços, setor público e áreas qualificadas. Os estudos também destacam desafios
relacionados à segurança pública, crime organizado e fragilidade institucional. As
recomendações incluem políticas públicas para promover desenvolvimento
socioeconômico, fortalecer a governança pública, ampliar a segurança e abordar questões
fronteiriças e crimes transnacionais na região amazônica.
5.6.1. Programa Inclusão Produtiva
Este Programa, que tem como objetivo promover a inclusão produtiva de grupos
vulneráveis na Amazônia, com foco na geração de emprego e renda, bem como incentivo
ao empreendedorismo para as comunidades locais, visa a redução das desigualdades
sociais, parte da existência de diversos grupos vulneráveis na região, considerando
também as áreas de maior atenção definidas pela PNDR, como a Faixa de Fronteira.
Em relação a este Programa, pode-se citar do diagnóstico georreferenciado o
indicador de proporção da população em vulnerabilidade ou pobreza em que a Amazônia
Legal e o Norte apresentam a primeira colocação no Brasil, situação que demonstra a alta
criticidade da questão na região. Os indicadores taxa de desemprego de jovens, percentual
de pessoas em atividades informais por macrorregião e renda média domiciliar também
demonstram um cenário crítico.
A região Amazônica é um território riquíssimo em recursos naturais e culturais,
mas também é marcada por desigualdades sociais, baixa qualidade de vida e dificuldades
no acesso a serviços básicos. Para enfrentar esses desafios, é preciso implementar uma
série de ações que promovam o desenvolvimento social e econômico da região,
respeitando a diversidade e os direitos dos povos que nela habitam.
Uma das principais ações que deve ser implementada é a ampliação e divulgação
de linhas de crédito para Microempreendedores Individuais (MEIs). A falta de acesso ao
105
crédito é um problema que afeta muitos empreendedores da região, principalmente
aqueles que atuam na economia informal. Com linhas de crédito mais acessíveis, é
possível fomentar a criação e a consolidação de pequenos negócios, gerando emprego e
renda para a população local.
Além disso, é fundamental incentivar a criação de redes de economia solidária e
oferecer capacitação para os microempreendedores sobre gestão de negócios. A economia
solidária é uma alternativa viável para o desenvolvimento econômico sustentável,
baseada em valores como cooperação, solidariedade e autogestão. Capacitar os
empreendedores locais sobre gestão de negócios é importante para que eles possam gerir
suas empresas de forma mais eficiente e, assim, garantir a sua sustentabilidade.
Outra ação importante é o desenvolvimento de programas de capacitação em áreas
de alta demanda no mercado local. A região Amazônica possui diversas potencialidades
econômicas, como a produção de alimentos, a extração de recursos naturais e o turismo.
Capacitar a população local para atuar nesses setores é essencial para que eles possam
aproveitar as oportunidades de trabalho e empreendedorismo que surgem na região.
Além disso, é preciso estimular a formação de parcerias entre empresas e
trabalhadores informais, oferecer incentivos para os empreendedores informais que
buscarem capacitação e desenvolver cursos alinhados com as demandas do mercado local.
Isso pode ser feito em parceria com empresas locais, garantindo a empregabilidade dos
capacitados.
O Quadro 11 traz as ações estratégicas propostas para o PRDA 2024-2027 dentro
do Programa Inclusão Produtiva alinhadas com os ministérios setoriais, sinalizando a
inclusão de temáticas citadas anteriormente e outras alinhadas à atuação dos ministérios
setoriais relacionados prevista para os próximos 4 anos. Nesse sentido, todas as ações
contam com um ministério parceiro. Assim, a proposta é de integração de ações para
fortalecimento da Inclusão Produtiva dos menos favorecidos de forma intersetorial,
também contando com a cooperação das mais diversas instituições e dos entes federativos
na região.
106
Quadro 11 - Programa Inclusão Produtiva
Ações estratégicas ODS vinculado (s) Ministério Parceiro
Ampliar a formalização de
trabalhadores em situação de MTE
vulnerabilidade
Promover educação profissional
e tecnológica para as pessoas em
situação de vulnerabilidade MEC
Promover a capacitação e
qualificação profissional,
priorizando a população em MTE
situação de vulnerabilidade
MPI
Promover a inclusão produtiva
dos povos indígenas
Promover a inclusão produtiva MTE
da juventude
Promover a inclusão produtiva
das pessoas com deficiência e MTE
aprendizes
Promover a inclusão produtiva
de famílias rurais em situação
de vulnerabilidade, incluindo
MDS
povos e comunidades
tradicionais
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
107
5.6.2. Programa Bem-estar Social
Este Programa, que tem como objetivo promover a infraestrutura social na
Amazônia, com saúde, educação e moradia, visando a melhoria da qualidade de vida das
comunidades locais e a redução das desigualdades sociais, parte da necessidade de
promoção de melhores serviços públicos à sociedade, principalmente no que diz respeito
ao bem-estar social.
Em relação a este Programa, pode-se citar do diagnóstico georreferenciado
indicadores como número de leitos hospitalares e acesso à internet nas escolas do ensino
fundamental, em que há alta criticidade na região, o que aponta para a necessidade de
priorização de ações e, dentro do PRDA, algumas proposições visam corrigir esse cenário
principalmente nos municípios de maior vulnerabilidade.
Assim, é preciso ampliar e modernizar hospitais e postos de saúde, adquirir
equipamentos médicos modernos e formar e capacitar profissionais de saúde. A saúde é
um direito fundamental da população e deve ser garantida pelo Estado. Investir em
infraestrutura e formação de profissionais de saúde é essencial para garantir o acesso aos
serviços de saúde de qualidade.
Outra ação fundamental é a construção e reforma de escolas e creches, a
capacitação de professores e a aquisição de materiais didáticos e pedagógicos são ações
essenciais para o desenvolvimento social da Amazônia. Essas iniciativas têm o objetivo
de melhorar a qualidade da educação e garantir o acesso à educação para as crianças e
jovens da região. A construção e reforma de escolas e creches em áreas remotas e de
difícil acesso é fundamental para que as crianças possam frequentar a escola sem precisar
se deslocar por longas distâncias, além de garantir a infraestrutura necessária para o
aprendizado.
A capacitação de professores é essencial para garantir que os profissionais estejam
preparados para lidar com as particularidades da região e para oferecer um ensino de
qualidade, que possa contribuir para a formação de cidadãos críticos e conscientes. A
aquisição de materiais didáticos e pedagógicos é também fundamental para garantir o
acesso aos conteúdos atualizados e de qualidade, que possam enriquecer o aprendizado
dos alunos. Em conjunto, essas ações podem contribuir para o desenvolvimento social e
108
humano da Amazônia, possibilitando que as futuras gerações tenham acesso a uma
educação de qualidade e possam contribuir para o desenvolvimento da região.
É necessário fortalecer as políticas para a segurança em toda a região com
investimentos em equipamentos, infraestrutura e capacitação dos órgãos responsáveis.
Além disso, é fundamental garantir a proteção dos direitos dos povos indígenas, que
historicamente foram marginalizados e explorados. Para tanto, é preciso fortalecer a
atuação dos órgãos públicos responsáveis por essa proteção, bem como desenvolver ações
de promoção da saúde e educação para essas comunidades. Também é importante
incentivar a participação dos povos indígenas nas decisões sobre o uso e ocupação do
território, respeitando suas tradições e conhecimentos ancestrais.
Ressalta-se, no âmbito deste Programa do PRDA 2024-2027 a importância da
atuação do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), com Programas como
o Cidadania Marajó, com foco no enfrentamento a violações sistemáticas de direitos
humanos no arquipélago. Segundo o Ministério, o Programa pretende incidir no cenário
de alta vulnerabilidade social e precariedade de acesso a políticas públicas da região, com
ações direcionadas à promoção da cidadania, educação em direitos humanos, inclusão
produtiva e enfrentamento a violências, especialmente, à violência sexual contra crianças
e adolescentes.
Destaca-se ainda, no âmbito do MDHC, o Plano de Ação para a Proteção dos
Direitos e do Bem Viver das Crianças e Adolescentes/Jovens Yanomami, a fim de
garantir e proteger os direitos dessa população intensamente vulnerabilizada no contexto
da atual crise humanitária.
Como proposição do MDHC no processo de construção do PRDA 2024-2027, no
que se refere à promoção dos direitos das pessoas com deficiência, propõe-se para o
processo de implementação do Plano a inclusão de iniciativas com vistas a aprimorar a
gestão pública a fim de garantir a plena participação social e o exercício da cidadania das
pessoas com deficiência.
O Quadro 12 traz as ações estratégicas propostas para o PRDA 2024-2027 dentro
do Programa Bem-estar Social alinhadas com os ministérios setoriais, sinalizando a
inclusão de temáticas citadas anteriormente e outras alinhadas à atuação dos ministérios
setoriais relacionados prevista para os próximos 4 anos. Nesse sentido, todas as ações
109
contam com um ministério parceiro. Assim, a proposta é de integração de ações para
fortalecimento do estado de Bem-estar Social, especialmente das populações menos
favorecidas, de forma intersetorial, também contando com a cooperação das mais diversas
instituições e dos entes federativos na região.
Quadro 12 - Programa Bem-estar Social
Ações estratégicas ODS vinculado (s) Ministério Parceiro
Fortalecimento da saúde em áreas
de maior vulnerabilidade MS
Fortalecimento da educação em
áreas de maior vulnerabilidade
MEC
Implementar ações efetivas de
segurança na faixa de fronteira
MJSP
Implementar ações de proteção aos
povos indígenas MPI
Valorizar a pessoa idosa e
promover o envelhecimento ativo e
MDHC
saudável
Promoção de serviços integrados de
valorização da cultura de paz MDHC
Fortalecer e qualificar o
atendimento do Sistema Nacional de MDHC
Atendimento Socioeducativo
110
Garantir os direitos humanos para
as famílias com crianças na MDHC
primeira infância
Promover a dignidade e a cidadania
da população em situação de rua,
por meio do fortalecimento das
MDHC
políticas públicas e serviços
Constituir rede de proteção,
promoção e defesa para as pessoas MDHC
LGBTQIA+
Consolidar e capilarizar políticas
públicas em direitos humanos, com
fortalecimento institucional,
fomento à participação social, apoio MDHC
e articulação com estados e
municípios e educação em direitos
humanos
Promover ação do Programa de
Aquisição de Alimentos
MDS
111
Fonte: Elaboração da equipe da SUDAM
Em relação à Ação Estratégica de Promoção de serviços integrados de valorização
da cultura de paz, O MDHC sugere as seguintes ações indicativas a serem tratadas na
camada gerencial do PRDA 2024-2027:
a) ampliar e qualificar a proteção de vítimas ou testemunhas de crimes que
se encontrem sob coação ou expostas a grave ameaça em razão de
colaborarem com a investigação ou processo criminal;
b) ampliar e qualificar a proteção de defensores de direitos humanos,
ambientalistas e comunicadores em situação de ameaça ou violência
devido à sua atuação na região;
c) adaptar a metodologia e capacitar profissionais do Programa de Proteção
a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas para
atendimento culturalmente adequado de lideranças indígenas ameaçadas.
No âmbito da Ação Estratégica de Promover a dignidade e a cidadania da
população em situação de rua, por meio do fortalecimento das políticas públicas e
serviços, o MDHC propõe, como ação indicativa da camada gerencial, a implementação
do Programa Moradia Primeiro, voltado ao provimento de condições para superação da
situação crônica de rua, a parte do acesso imediato das pessoas beneficiárias à moradia,
combinada com uma série de serviços de assistência.
Por fim, ainda como contribuição do MDHC ao processo de construção do PRDA
2024-2027, ressalta-se a importância da previsão de mecanismos efetivos de participação
social nas etapas de formulação, implementação e avaliação de todas as ações do Plano.
Além de ser um direito humano, a participação social é fundamental para o
aprimoramento das políticas públicas e sua adequação à realidade de cada povo ou
localidade, principalmente em relação aos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas e
outras e populações tradicionais.
5.6.3. Contribuições da Consulta Pública
Para o Eixo Desenvolvimento Social e Acesso a Serviços Públicos Essenciais,
foram selecionadas 10 contribuições que enfatizam os temas já tratados e contemplados
no PRDA 2024-2027 e 6 contribuições para inclusão de novas questões anteriormente
não consideradas, mas que merecem destaque devido à importância estratégica para a
112
região e ao fato de serem contribuições oriundas de um processo participativo. Nesse
sentido, as listas abaixo apresentam a parte essencial das mensagens das contribuições
dos respondentes. Ressalta-se que a inserção da manifestação no documento não significa
que tal recomendação será seguida em sua totalidade, como nos casos de sugestão de
novos programas, mas sim que as temáticas sugeridas serão levadas em consideração no
processo de implementação do Plano.
Seguem abaixo manifestações sobre temáticas em que se considera a ênfase, mas
que já estão contempladas no PRDA 2024-2027.
✓ É preciso entender a realidade das diversas comunidades. Há muitos desafios a
serem cumpridos.
✓ Consultas públicas para apresentação dos projetos e a possibilidade de eventuais
contribuições das organizações do terceiro setor e entidades interessadas em
participar.
✓ Ações voltadas para o empreendedorismo feminino, mulheres são maioria na
Amazônia, por vezes chefes de família com subempregos.
✓ É preciso aumentar o acesso de povos de comunidades tradicionais à educação em
todos os níveis e incentivar a graduação para esses grupos.
✓ Segurança alimentar e combate à fome e acesso à saúde um dos mais prioritários,
de forma interseccional que olhe atentamente para pessoas em vulnerabilidade
social, povos indígenas, pessoas LGBTs e refugiados. Além disso, trazer a
temática de educação empreendedora como foco para que as pessoas em situação
de vulnerabilidade consigam atingir postos de trabalho e sair da zona de pobreza,
é urgente. A região Norte está repleta de casos de alcoolismo, suicídio, abusos e
uma série de outros problemas elencados ao desemprego e inflação.
✓ Priorizar programas de capacitação para os trabalhadores em atividades
degradantes que movimentam cidades e garantem postos de trabalho relevantes e
quando fechadas por operações ambientais gera massas de desempregos
desqualificados para outras atividades nos locais afetados.
✓ Necessário dimensionar a questão das comunidades quilombolas em relação as
políticas públicas e anseios específicos.
✓ O desenvolvimento socioeconômico de um território, não será um
desenvolvimento humano sem levar em consideração o componente fundamental
da cultura. É esta que permite aos agrupamentos humanos sua identidade cultural,
113
o que possibilita cada um o reconhecimento de pertencer a um espaço comum,
cuja responsabilidade de crescimento em benefício de todos, é tarefa necessária.
E isso tem a ver, com a geração de riqueza (a exemplo do PIB das atividades
artísticas culturais e sua influência em outras atividades, como é o caso do
turismo), com geração de trabalho e renda. Desse modo, é preciso abandonar a
retórica sobre essa importância da cultura como eixo do desenvolvimento
socioeconômico e passá-la a considerá-la como componente indispensável a
qualquer planejamento de política pública.
Por tanto propomos a realização de seminário: A contribuição da Cultura para o
Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.
✓ Ações na área de moradia.
✓ Levar educação e saúde para áreas remotas, através de telecursos, ensino a
distância e tele consultas ou atendimentos médicos de forma remota.
Ademais, seguem abaixo contribuições que trazem as temáticas consideradas
como ainda não contempladas no PRDA 2024-2027, e que devido à sua importância
passam a fazer parte do arcabouço temático dentro das ações estratégicas propostas para
o Desenvolvimento Social e Acesso a Serviços Públicos Essenciais.
✓ Os Correios poderiam complementar o trabalho da SUDAM, como único
operador logístico em todos os municípios brasileiros, podemos através de um
ACT (SUDAM-CORREIOS) promover a inclusão dos empreendedores nas
localidades remotas, com o acesso ao programa aproxime, que oferece
gratuitamente consultoria, ferramentas de gestão logística e descontos nos envios
de qualquer cidade para qualquer lugar do Brasil e do mundo.
✓ A criação de centros hospitalares que permitam o acesso de toda população
amazônica; incentivo às pesquisas, nas universidades federais, de medicamentos
a partir da flora amazônica e consequente patenteamento.
✓ Nesses programas e temas segue os projetos e ações os quais a DATAPREV pode
apoiar:
a. Fomento a mecanismos integrados de estratégias de saúde 4.0 (saúde digital);
b. Apoio a informatização na prestação de serviços públicos.
c. Incentivar estados e municípios a enviar suas informações para a base de dados
do Governo Federal.
d. Seção Carteira de projetos prioritários ao PRDA
114
e. Viabilização da implantação do Centro de Inovação – Inova MT e da Base de
Operação do Parque Tecnológico de Mato Grosso;
f. Implantação de novo Centro de Processamento de Dados - Data Center do Estado
de Mato Grosso;
g. Implantação de projeto de execução de ambiente de missão crítica por meio de
Data Center da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação;
h. Implementação de tecnologias para informatizar os sistemas utilizados pelo
governo do Estado do Pará;
i. Apoio à implantação de soluções tecnológicas e de qualificação para a
sustentabilidade das comunidades tradicionais e étnicas do Estado do Pará;
j. Implementação de caravana da inovação para elaboração do plano de ciência
tecnologia e inovação, por meio de workshops;
k. Implementação do Data Warehouse Governamental no Estado do Tocantins para
compartilhamento de informações, servidores, bancos de dados e outros;
l. Criar Programas como a pedagogia da alternância através da casa familiar rural
para evitar o êxodo rural apoiando o protagonismo juvenil.
✓ A segurança alimentar decorre de garantirmos a sustentabilidade por meio de
proteção de áreas a serem protegidas. A educação depende de conectividade na
Amazônia.
✓ Para melhorar as condições citadas nesse eixo, ressalta-se a importância do Ensino
Profissional Marítimo e Segurança da Navegação, uma vez que na Amazônia
Ocidental, os Rios são as rodovias. É necessário um investimento público por
meio de outras fontes de receita que permitam intensificar as ações da Autoridade
Marítima como vetor de desenvolvimento regional. A qualificação de Ribeirinhos
e Indígenas como aquaviários, reduz as possibilidades de acidentes, contribuindo
para a segurança da navegação e salvaguarda da vida humana.
✓ Com a CIR (Carteira de Inscrição e Registro) em mãos, os indígenas e ribeirinhos
podem trafegar de forma legalizada e organizada pelos rios, transportando
produtos e serviços, e assim, gerando renda para melhorar a qualidade de vida
dessa população, ou seja, reduzindo a desigualdade regional por meio de
Crescimento Econômico.
115
6. GOVERNANÇA E GESTÃO
6.1. Modelo de Governança
O Art. 4º do Decreto 9.203/2017, que dispõe sobre a política de governança da
administração pública federal direta, autárquica e fundacional, trata sobre diretrizes da
governança pública, como direcionar ações para a busca de resultados para a sociedade,
encontrando soluções tempestivas e inovadoras para lidar com a limitação de recursos e
com as mudanças de prioridades e articular instituições e coordenar processos para
melhorar a integração entre os diferentes níveis e esferas do setor público, com vistas a
gerar, preservar e entregar valor público.
Conforme o documento Avaliação de Políticas Públicas: Guia Prático de Análise
ex-Ante publicado pelo Ipea (2018), os modelos de governança definem quem comanda,
quem coordena, quem acompanha (supervisiona) e quem gera a política. A governança
de uma política define as competências e as atribuições de sua execução e a
responsabilidade por seus ajustes. Um modelo estabelece quem pode o quê
(competências) e quem faz o quê (atribuições).
O Tribunal de Contas da União, em complemento ao Referencial de Controle de
Políticas Públicas, aprovou, por meio da Portaria-TCU 230/2014, o Referencial para
Avaliação de Governança em Políticas Públicas, (RAG-PP) documento que se propõe a
orientar as ações de controle externo e de controle interno na condução de trabalhos
especificamente relacionados à avaliação de governança em políticas públicas.
A governança do PRDA 2024-2027 está pautada por uma estrutura que garante a
coordenação e integração de todos os atores envolvidos, bem como a implementação
efetiva das ações previstas no plano. Nesse sentido, a governança é o meio pelo qual a
ação pública será organizada, em diferentes áreas e níveis de governo, para a
implementação do Plano, visando à redução das desigualdades inter-regionais e
intrarregionais.
Assim, destaca-se como importante o elemento do pacto de metas, previsto na
PNDR e que consiste em um rol de projetos prioritários pactuados entre os entes
federativos por meio do Condel/Sudam. A aprovação do Plano no Condel/Sudam consiste
em uma excelente oportunidade para a contratualização de prioridades entre os entes
federativos, com vistas a promover a eficácia do PRDA. Portanto, os projetos contidos na
aprovação do PRDA constituem o resultado da pactuação entre os atores.
116
A Figura 7 ilustra a governança do PRDA 2024-2027, evidenciando o papel de
cada ator no Plano. Envolvendo as instituições, estão a Câmara de Políticas de Integração
Nacional e Desenvolvimento Regional e o Conselho Deliberativo (Condel) da Sudam.
Ambas as instâncias possuem fundamento nos normativos que regulamentam o PRDA.
O Condel/Sudam é um colegiado de competências definidas na Lei Complementar
nº 124/2007 e no Decreto nº 11.230/2022. É importante, assim, destacar o que dispõe os
parágrafos 1º e 2º da Lei de criação da nova Sudam.
Art, 10
[...]
§ 1º A atuação do Conselho Deliberativo será pautada pelo objetivo de
fortalecimento do pacto federativo mediante a diminuição das
desigualdades econômicas e sociais entre os entes federativos.
§ 2º Para promover a gestão participativa das múltiplas dimensões da
questão regional, o Conselho Deliberativo criará comitês, permanentes ou
provisórios, e fixará, no ato de criação, sua composição e suas atribuições”
(Lei Complementar nº 124/2007)
Além do Condel/Sudam, outra importante instância da PNDR é a Câmara de
Políticas de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, instância estratégica de
governança, presidida pela Casa Civil da Presidência da República, que possui
competências de estabelecer diretrizes para a revisão da PNDR e a sua operacionalização,
dentre outras atribuições e que possui em sua estrutura o Comitê Executivo, coordenado
pelo MIDR, com a função de operacionalizar a articulação de políticas e ações federais
para o benefício das áreas prioritárias da PNDR, dentre outras. Além dessas instâncias, a
PNDR traz a criação do Núcleo de Inteligência Regional (NIR), instância permanente de
assessoramento técnico às instituições do Governo federal, destinado à produção de
conhecimento e informações afetas à PNDR e aos seus instrumentos, coordenado pelo
MIDR.
O MIDR e a Sudam possuem a função de coordenar o processo de elaboração,
implementação e revisão do PRDA, bem como implementar ações e projetos, restritos a
certas temáticas e disponibilidade orçamentária. Os estados e municípios têm a função de
contribuir na definição de prioridades e na implementação de ações e projetos. O MPO
tem a importante função de atuar no planejamento das ações do governo federal e com
isso, de mediar, no plano orçamentário, a relação dos Planos Regionais com os demais
ministérios setoriais, tanto na formulação, quanto na implementação do Plano. Os
117
ministérios setoriais têm o papel de contribuir com temas prioritários de suas pastas para
inclusão no Plano, bem como implementar ações e projetos.
Figura 8 - Modelo de Governança do PRDA 2024-2027
Câmara de Políticas de Integração Nacional e Desenvolvimento
Regional
• MIDR e SUDAM • Estados e
Municípios
Coordenar o
Processo de Contribuir na
elaboração, definição de
implementação e prioridades e na
revisão do PRDA implementação de
e implementar ações e Projetos
ações e projetos
Coordenar a Contribuir na
gestão definição de
orçamentária e o prioridades e na
Planejamento do implementação de
governo federal ações e Projetos
• MPO • Ministérios
Setoriais
Conselho Deliberativo da Sudam (CONDEL/SUDAM)
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
O pleno funcionamento das instâncias citadas tem o poder de envolver e engajar
a participação dos entes federativos e outras instituições públicas e da sociedade civil para
aumentar a participação na implementação e revisão do PRDA 2024-2027. Além disso,
o eixo Fortalecimento das Capacidades Governativas dos Entes Subnacionais tem base
de funcionamento a maior integração entre os entes federativos e o fortalecimento do
papel dos municípios.
Cabe citar também a importância do Consórcio dos Estados da Amazônia Legal
na representação dos estados em momentos importantes da elaboração e implementação
do Plano. O Consórcio tem um papel-chave na mediação e identificação de prioridades
118
junto aos estados, e por esse motivo, todo o processo de condução do Plano passa pela
participação dessa instituição.
6.2. Fontes de Financiamento
Considerando que o PRDA 2024-2027 é alinhado com o que dispõe a PNDR,
incluindo a previsão do Pacto de Metas, de caráter interfederativo, as fontes de recursos
previstas são de origem da união e dos estados, principalmente. Destacam-se, assim, as
seguintes fontes de recursos:
I - Orçamento Geral da União e dos Estados Amazônicos;
II - Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO);
III - Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA);
IV - Fundos constituídos pelos governos estaduais e municipais;
V - Incentivos e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia;
VI – Programas de desenvolvimento de bancos públicos federais e estaduais,
existentes ou que venham a ser criados;
VII – Outras fontes de recursos nacionais e internacionais.
Anualmente, a Sudam define diretrizes e prioridades e monitora a aplicação do
FNO e do FDA junto às outras instituições partícipes no âmbito do Condel/Sudam, bem
como concede Incentivos Fiscais do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, o que viabiliza
a implementação de estratégias de aplicação alinhadas ao PRDA.
Os demais instrumentos são fruto de articulação intersetorial e interfederativa.
Ressalta-se que as Parcerias Público-Privadas também são estratégias de obtenção de
recursos para a implementação de projetos do Plano. Assim, a prospecção de parceiros
financiadores de projetos é uma atividade fundamental para a ampliação da carteira do
PRDA 2024-2027.
7. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
7.1. Visão geral
A concepção do PRDA 2024-2027 parte da premissa de que as ações
implementadas no Plano precisam ser monitoradas e avaliadas, e por isso precisam ser
mensuráveis por meio de indicadores e metas. Assim, o Plano trabalha com indicadores-
chave definidos pelo modelo lógico construído. Os indicadores são utilizados como forma
de monitorar e avaliar etapas e garantir que os objetivos estabelecidos sejam atingidos.
119
Anualmente serão verificadas as métricas de cumprimento do Plano, o que permite a
revisão constante dos mecanismos, visando à sua efetividade.
Conforme disciplina o Guia Prático de Análise Ex Ante do Governo Federal
(IPEA, 2018), os conceitos de monitoramento e avaliação são:
Por monitoramento entende-se o exame contínuo dos processos, produtos,
resultados e impactos das ações realizadas. Trata-se de informação mais
simples e imediatas sobre a operação e os efeitos da política. A avaliação
envolve julgamento, atribuição de valor e mensuração da política, no sentido
de melhorar seus processos de tomada de decisão e ajustar as linhas de
intervenção. Trata-se de informação mais aprofundada e detalhada sobre o
funcionamento e os efeitos da política (IPEA, 2018, p. 163).
7.2. Modelo Lógico
O modelo lógico é uma ferramenta importante para a execução de projetos e ações
do PRDA. Ele permite a identificação de insumos, atividades, produtos, resultados e
impactos de forma clara e objetiva. Com o uso do modelo lógico, é possível traçar uma
linha de causas e efeitos das ações e projetos do PRDA, garantindo uma avaliação mais
precisa dos seus resultados e impactos. Além disso, o modelo lógico permite uma
comunicação mais clara e efetiva das ações e resultados do PRDA com todas as partes
interessadas.
7.2.1. Detalhamento conceitual.
Abaixo, tem-se o detalhamento conceitual de cada item do modelo lógico,
conforme o guia (IPEA, 2018):
a) Insumos: Os insumos de uma política são os recursos necessários para a sua
execução, sejam financeiros, físicos (equipamentos, materiais, instalações),
humanos (número, tipo, qualificação) ou outros. Por exemplo, a sensibilização de
atores, a mudança de marcos normativos, o diagnóstico de situação, as pesquisas
de opinião, entre outros, podem ser considerados, a depender do problema,
insumos para a política.
b) Atividades: As atividades são as ações e os serviços realizados sob o escopo da
política. Nessa etapa, devem ser consideradas:
• Atividades diretas, aquelas que recaem sobre os beneficiários da política
em si (treinamentos, distribuições de renda etc.);
• Atividades indiretas, aquelas necessárias para garantir a realização da
política (treinamento de funcionários, tarefas de gerenciamento, provisão
de instalações etc.);
120
• Tais atividades podem e devem ser desenhadas na forma de processos, ou
seja, atividades encadeadas por um passo a passo. A cada atividade devem
corresponder os insumos necessários à sua consecução.
c) Produtos: No âmbito de um modelo lógico, denominam-se produtos (outputs) os
frutos diretos e quantificáveis das atividades da política, entregues imediatamente
pela realização de suas atividades. Trata-se, por exemplo, do número de
beneficiários servidos, do número de horas de duração de uma intervenção, do
número de funcionários treinados, da quantidade de benefício entregue, entre
outros. Por norma, cada atividade deve contribuir para, no mínimo, um produto.
d) Resultados: Os resultados (outcomes) de uma política, por sua vez, são mudanças
observadas no curto prazo sobre indivíduos, grupos ou instituições, como
resultado da intervenção realizada. Alterações sobre conhecimento, habilidades,
atitudes, motivação e comportamento de indivíduos são alguns exemplos.
e) Impactos: Por fim, os impactos de uma política são mudanças de mais longo prazo
promovidas sobre o aspecto ou a perspectiva futura de seus beneficiários ou grupo
no qual se inserem (por exemplo, um aumento de bem-estar da população em
relação ao tema da intervenção).
7.2.2. Alinhamento ao PPA Federal.
A construção do modelo lógico leva em conta o alinhamento da estrutura definida
pelo manual ex ante (IPEA, 2018) com a metodologia utilizada para a formulação do
Plano Plurianual do Governo Federal 2024-2027, de forma a atender a Lei Complementar
nº 124, de 03 de janeiro de 2007.
Assim, foi adicionado ao modelo tradicional do modelo lógico, os eixos e os
programas existentes na formulação tanto do PRDA quanto do PPA 2024-2027, conforme
demonstrado na seção seguinte. O encadeamento principal a ser seguido pressupõe a
conexão de cada elemento do modelo lógico. Isto é, a formação de uma “árvore” lógica,
na qual os programas, eixos estão conectados a um insumo, atividade, produto, resultado
e impacto.
7.3. O modelo lógico do PRDA 2024-2027
O modelo lógico do PRDA 2024-2027 (Figura 8) foi construído em consonância
ao PPA federal 2024-2027 e leva em consideração programas e eixos adicionados ao
121
modelo tradicional (Insumos, atividades, produtos, resultados e impactos). O modelo
busca tornar direto e lógico o caminho da política pública.
Os eixos contam com programas que necessitam de insumos que são utilizados a
partir das Ações Estratégicas. Nestas, são elencados os recursos financeiros mobilizados
para alcançar os produtos, os quais são os projetos realizados no âmbito do PRDA 2024-
2027 dentro da estrutura desenhada nos eixos de intervenção. Os produtos podem ser
projetos com recursos não reembolsáveis (financiados com recursos orçamentários e
outras fontes) ou projetos com recursos reembolsáveis, como aqueles financiados pelo
FNO.
Os resultados consistem na consequência dos produtos mobilizados pelo plano e
são as primeiras respostas da política, enquanto os impactos são os “resultados dos
resultados”, conforme descreve o guia ex ante do governo federal. Destaca-se que cada
produto e resultado são relacionados aos eixos de intervenção para uma visão mais direta
da influência sobre cada elemento da política.
122
Figura 9 - Modelo Lógico do PRDA 2024-2027
EIXO PROGRAMAS INSUMO ATIVIDADES PRODUTOS RESULTADOS IMPACTOS
• Desenvolvimento • Bioeconomia para o • Orçamento Geral da • Financiamento • Projetos com • Aumento da • Melhoria no nível de
Produtivo; desenvolvimento União; Fundos recursos não atividade econômica desenvolvimento
• Infraestrutura sustentável; • Orçamento Geral reembolsáveis reembolsáveis ligada à sustentável da região
econômica e urbana; • AgropecuáriaInclusi dos Estados; • Financiamento pelos implementados; bioeconomia; amazônica;
• Pesquisa, Inovação e va e Sustentável; • Fundo Incentivos Fiscais • Projetos com • Melhoria nos • Redução das
Edcação; • Indústria e Serviços Constitucional de • Financiamento pelos recursos indicadores do desigualdades
• MeioAmbiente; sustentáveis; Financiamento do Fundos não reembolsáveis desenvolvimento regionais.
• Logística e Norte; reembolsáveis implementados. científico, inovativoe
• Fortalecimento de
Integração • Incentivos Fiscais; • Financiamento pelos educacional na
capacidade;
região;
governativas dos • Infraestrutura rural e • Fundos Gastos e
Entes Subnacionais; urbana; Internacionais; Investimentos • Melhoria na
públicos infraestrutura
• Desenvolvimento • Inclusão Produtiva • Fundos de origem
• Análise de projetos regional;
Social e Acesso a • Bem-estar social privada;
• Contratações de • Melhora nos
Serviços Públicos • PDCTIA; • Recursos privados
Essenciais colaboradores indicadores de
• Sustentabilidade e por meio de PPPs;
desenvolvimento
Conservação • Recursos Humanos e • Análise de
sustentável ligados
ambiental Tecnológicos Convênios, Termos
ao meio ambiente;
disponíveis de Execução
• Qualificação do • Melhoria nas
Descentralizada
capital humano; capacidades de
• Publicação de editais
• Fortalecimento da gestão dos entes
de contratação de
Gestão Pública subnacionais;
serviços
• Melhoria nos
• Articulação
indicadores sociais.
Fonte: Elaboração da Equipe da Sudam
123
7.4. Os indicadores de monitoramento e procedimentos de avaliação
O monitoramento do PRDA 2024-2027 é composto pelo monitoramento da implementação
dos produtos do Plano, bem como dos indicadores-chave de resultados definidos para cada Programa
e dispostos no Projeto de Lei. Complementarmente, serão monitorados outros indicadores referentes
às outras etapas do modelo lógico e outros indicadores de resultado relevantes para as propostas do
PRDA.
Os relatórios de monitoramento do PRDA 2024-2027 são anuais e visam averiguar
constantemente o alcance das metas definidas no Plano e a implementação dos Projetos da Carteira
elencados no Projeto de Lei. A Tabela 2 apresenta os indicadores-chave de resultado selecionados
para cada Programa do Plano para constarem no Projeto de Lei.
Tabela 2 - Indicadores-chave de Resultado por Programa do PRDA 2024-2027
INDICADORES Polaridade Fonte Periodicidade Ano-base Unidade Meta para 2024-2027
Pessoas ocupadas em atividades industriais Quanto maior
RAIS Anual 2022 unid. Aumento de 20%
com baixa emissão de poluentes melhor
Quanto maior
Contratações no FNO ABC BASA Anual 2022 R$ Milhões Aumento de 25%
melhor
Pessoas ocupadas em atividades ligadas a Quanto maior
RAIS Anual 2022 unid. Aumento de 30%
bioeconomia melhor
Taxa de conclusão em cursos ligados a Quanto maior
INEP Anual 2022 % Aumento de 20%
bioeconomia melhor
Quanto maior
Pedidos de Patentes INPI Anual 2020 unid. Aumento de 15%
melhor
Taxa de Desmatamento anual nos estados da Quanto menor INPE/PROD
Anual 2022 km2 Redução de 60%
Amazônia Legal (km2) melhor ES
Proporção de população urbana vivendo em Quanto menor
PNAD/IBGE Anual 2021 % Redução de 40%
domicílios precários melhor
Índice de Condição de Superfície bom ou Quanto maior Aumento de 8 pontos
CNT Anual 2018 %
ótimo melhor percentuais
Quanto menor
Percentual de pobres na Amazônia PNAD/IBGE Anual 2021 % Diminuição de 15%
melhor
Quanto maior
Taxa de formalização PNAD/IBGE Anual 2022 % Aumento de 10%
melhor
Nível de alta criticidade do Índice de Gestão Quanto menor
CFA Anual 2022 % Redução de 30%
Municipal (IGM) melhor
Fonte: Elaboração da Equipe da Sudam
A avaliação terá a importância de identificar a efetividade das ações executadas no âmbito do
PRDA. A principal avaliação proposta é a de implementação, na qual identifica-se os principais
desafios para a execução dos projetos e programas. Outra avaliação importante a ser feita é a de
impacto, realizada por meio de perguntas e sub-perguntas relacionadas a efetividade das ações no
atingimento das metas expostas nos principais indicadores de impacto do PRDA 2024-2027. A
124
previsão é que o procedimento de avaliações de impacto do PRDA 2024-2027 seja realizado por meio
de contratação de consultorias externas.
A partir do Guia Prático ex ante do governo federal, propõe os passos a serem seguidos para
elaboração do relatório de avaliação. Sugere-se que sejam levadas em consideração as perguntas
norteadoras descritas no guia prático ex post do governo federal, elaborado também em 2018 pelo
IPEA, assim como o relatório de avaliação do PRDA 2020-2023 aprovado pela SUDAM.
A previsão é que no período de vigência do PRDA 2025-2027 sejam elaborados Relatórios de
monitoramento e de avaliação da implementação do Plano. No último ano do PRDA será elaborado
apenas o relatório de avaliação da implementação e posteriormente o de efetividade, considerando o
impacto da intervenção e a possível causalidade das etapas anteriores sobre as variáveis chave,
podendo ser utilizados métodos qualitativos, quantitativos ou descritivos.
Por fim, ressalta-se que a Sudam tem empreendido esforços para desenvolver um Guia sobre
Monitoramento e Avaliação de Políticas, Planos, Programas e Projetos de Desenvolvimento Regional
no âmbito do Projeto de Cooperação Técnica junto ao PNUD. Esses esforços que também envolvem
capacitação da equipe técnica devem contribuir para fortalecer os procedimentos de avaliação do
PRDA 2024-2027.
125
8. QUADRO RESUMO
Nº Descrição
1. Eixo: Desenvolvimento Produtivo
1.1. Programa: Bioeconomia para o desenvolvimento sustentável
Objetivo:
Promover o desenvolvimento socioeconômico alinhado à conservação ambiental
Indicador:
Pessoas ocupadas em atividades ligadas à bioeconomia
Meta: 2024: 7% 2025: 7% 2026: 8% 2027: 8%
Tipo: ( ) Cumulativa ( x ) Não cumulativa
1.1.1-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MIDR
Fomentar o desenvolvimento de cadeias produtivas baseadas em produtos da
biodiversidadeamazônica, por meio das Rotas de Integração Nacional
1.1.2-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDIC
Fomentar o desenvolvimento de cadeias produtivas da economia verde baseadas em
produtos da biodiversidade amazônica
1.1.3-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDA
Fomentar o desenvolvimento de cadeias produtivas de alimentos saudáveis e sustentáveis
baseadas em produtos da biodiversidade amazônica
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCTI
Fomentar o desenvolvimento sustentável de cadeias produtivas da bioeconomia
baseadasem produtos da biodiversidade amazônica
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCTI
Formar redes pan amazônicas de pesquisa avançada, focadas na biodiversidade regional
endêmica e compartilhada, associadas ao Tratado de Cooperação Amazônica
126
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: Mtur
Incentivo às atividades de turismo ligadas ao meio ambiente e comunidades locais
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MMA
Fortalecer o uso econômico sustentável da sociobiodiversidade
1.2. Programa: Agropecuária Inclusiva e Sustentável
Objetivo:
Promover a agropecuária sustentável na Amazônia e visa conciliar o
desenvolvimento socioeconômico da região com a conservação da biodiversidade
ea proteção do meio ambiente
Indicador:
Contratações no FNO – ABC
Meta: 2024: 6% 2025: 6% 2026: 6% 2027: 7%
Tipo: ( ) Cumulativa ( x ) Não cumulativa
1.2.1-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MAPA
Incentivar a pecuária e agricultura sustentável e de baixo carbono
1.2.2-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDA
Promover o desenvolvimento agrário e agricultura familiar
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDAPromover
a regularização fundiária e ambiental
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MAPA
Promover a sanidade da produção agropecuária e de seus insumos e produtos
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MAPA
Fortalecer a pesquisa e inovação na agropecuária
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MMA
Fomentar a economia de baixo carbono
127
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MPA
Fortalecer as cadeias produtivas da pesca e aquicultura com manejo higiênico-sanitário e
logística adequada
1.3 Programa: Indústria e Serviços sustentáveis
Objetivo:
Promover a indústria e serviços sustentáveis na Amazônia, com foco em conciliar
o desenvolvimento econômico sustentável da região com o aumento da
produtividadee competitividade das empresas
Indicador:
Pessoas ocupadas em atividades industriais com baixa emissão de poluentes.
Meta: 2024: 5% 2025: 5% 2026: 5% 2027: 5%
Tipo: ( ) Cumulativa ( x ) Não cumulativa
1.3.1- AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro:
MturFomentar o turismo regional
1.3.2-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MinC
Promover a sociobiodiversidade cultural regional
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDIC
Promover condições para o aumento da produtividade e competitividade da
indústria,comércio e serviços
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro:
MIDR Incentivar os empreendimentos prioritários por meio de Fundos
presentes na região
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDIC
Incentivar a inserção de micro e pequenas empresas no mercado nacional e
internacional
128
2. Eixo: Pesquisa, Inovação e Educação
2.1. Programa: Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação da
Amazônia(PDCTIA)
Objetivo:
Desenvolver a ciência, tecnologia e inovação na Amazônia, com foco no
desenvolvimento socioeconômico da região, na conservação da biodiversidade e
naproteção do meio ambiente.
Indicador:
Pedido de patentes
Meta: 2024: 3% 2025: 4% 2026: 4% 2027: 4%
Tipo: ( ) Cumulativa ( x ) Não cumulativa
2.1.1-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCTI
Fomentar o desenvolvimento de Pesquisa e Inovação voltadas ao setor produtivo
regional
2.1.2-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCTI
Fomentar o desenvolvimento de Pesquisa e Inovação voltadas ao
desenvolvimento socioambiental
2.1.3-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCTI
Ampliar e modernizar a infraestrutura de P&D
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MAPA
Ampliar e modernizar a infraestrutura de P&D nas áreas de agricultura e
bioeconomia
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCTI
Desenvolver tecnologias verdes para o desenvolvimento sustentável e baseadas
nabioeconomia
129
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro:
MAPADesenvolver tecnologias verdes baseadas na bioeconomia
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro:
MCTIIntegrar instituições de Ciência e Tecnologia e o setor produtivo na
Amazônia
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MS
Promover o fomento à pesquisa em saúde e a formação de um complexo industrial da
Saúdena Amazônia
2.2. Programa: Qualificação do Capital Humano
Objetivo:
Qualificar o capital humano na Amazônia, com foco em promover o
desenvolvimento socioeconômico sustentável da região, com integração ao setor
produtivo regional
Indicador:
Taxa de conclusão de cursos ligados à bioeconomia
Meta: 2024: 5% 2025: 5% 2026: 5% 2027: 5%
Tipo: ( ) Cumulativa ( x ) Não cumulativa
2.2.1-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MEC
Ampliar o acesso, permanência e êxito na educação profissional, tecnológica e
superior
2.2.2-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MMA
Capacitar profissionais em atividades ligadas à bioeconomia e ao combate à mudança
climática
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro:
MEC Formar e fixar capital humano em atividades ligadas ao desenvolvimento
regional
130
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCTI
Formar, capacitar e fixar recursos humanos para atividades de pesquisa e desenvolvimento
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCTI
Promover acordos de cooperação científica com instituições de pesquisa científica e
tecnológica em biotecnologia de países
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCTI
Preparar as instituições brasileiras para a pesquisa compartilhada e aprendizado
3. Eixo: Infraestrutura Econômica e Urbana
3.1. Programa: Logística e integração
Objetivo:
Desenvolver a logística e a integração na Amazônia, visando a melhoria da
infraestrutura de transporte e comunicação na região, bem como a redução
doscustos logísticos
Indicador:
Índice de Condição de Superfície bom ou ótimo
Meta: 2024: 2 pp 2025: 2 pp 2026: 2 pp 2027: 2 pp
Tipo: ( ) Cumulativa ( x ) Não cumulativa
Onde:
pp = pontos percentuais
3.1.1-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MT
Fortalecer a malha rodoviária e ferroviária regional e a integração fronteiriça
3.1.2-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MPOR
Fortalecimento do modal hidroviário na Amazônia
3.1.3-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MPOR
Ampliação da oferta de voos regionais
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCOM
Aumento dos investimentos em infraestrutura de telecomunicações e radiodifusão
131
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCOM
Ampliar o número de Rádios Comunitárias em todas as regiões do país
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCOM
Aumentar a oferta de canais digitais de TV Aberta à população em todas as regiões do
país
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCOM
Ampliar o número de Retransmissoras de Rádios (RTR) na região da Amazônia Legal
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MIDR
Ampliar a oferta de transporte rodoviário (vicinais)
3.2. Programa: Infraestrutura rural e urbana
Objetivo:
Promover a infraestrutura rural e urbana na Amazônia, com foco em
melhorar aqualidade de vida das comunidades locais e a integração regional
Indicador:
Proporção de população urbana e rural vivendo em domicílios precários
Meta: 2024: - 10% 2025: - 10% 2026: -10% 2027: -10%
Tipo: ( ) Cumulativa ( x ) Não cumulativa
3.2.1-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCID
Apoiar a melhoria do planejamento e desenvolvimento institucional, e da infraestrutura
eprestação dos serviços de mobilidade urbana
3.2.2-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCID
Aumentar a oferta e qualidade de moradias, adaptadas às realidades locais
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MT
Promover ações de segurança viária e de trânsito
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MME
Incentivar a geração e uso de energias renováveis
132
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MME
Universalizar o acesso à energia elétrica na região
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCID
Universalizar o acesso aos serviços de abastecimento de água, coleta de lixo, esgotamento
sanitário e drenagem
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDS
Universalizar o acesso aos serviços de abastecimento e saneamento básico através da
implantação no meio rural de tecnologias sociais de acesso à água potável para consumo
humano, inclusive em áreas de povos e comunidades tradicionais
4. Eixo: Meio Ambiente
4.1. Programa: Sustentabilidade e Conservação Ambiental
Objetivo:
Promover a sustentabilidade e conservação ambiental na Amazônia, com foco
naconservação da biodiversidade e proteção do meio ambiente
Indicador:
Taxa de desmatamento anual dos estados da Amazônia Legal (km²)
Meta: 2024: - 15% 2025: - 15% 2026: - 15% 2027: - 15%
Tipo: ( ) Cumulativa ( x ) Não cumulativa
4.1.1-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MMA
Combater o desmatamento ilegal na Amazônia
4.1.2-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MMA
Fortalecer a gestão e a proteção dos recursos naturais
4.1.3-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MPI
Demarcar e Gerir Territórios Indígenas para a Sustentabilidade Ambiental
133
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MMA
Implementar medidas de enfrentamento à mudança do clima
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCTI
Monitorar as emissões de gases de efeito estufa
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCTI
Monitorar os biomas da Amazônia
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MMA
Fortalecer a gestão ambiental urbana
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MME
Gerar informações geocientíficas para a Amazônia
5. Eixo: Fortalecimento da Gestão e Governança Pública
5.1. Programa:
Fortalecimento da Gestão e Governança Pública
Objetivo:
Fortalecer a gestão e governança pública na Amazônia, visando a melhoria
daqualidade dos serviços públicos, bem como a promoção da transparência
e daparticipação social
Indicador:
Nível de alta criticidade do Índice de gestão Municipal IGM/CFA
Meta: 2024: - 7% 2025: - 7% 2026: - 8% 2027: - 8%
Tipo: ( ) Cumulativa ( x ) Não cumulativa
5.1.1-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MIDR
Fortalecer a integridade, transparência e controle social da gestão pública na
Amazônia
5.1.2-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MIDR
Fortalecer a gestão pública municipal, as instituições de planejamento e fomento e o pacto
federativo para desenvolvimento regional
134
5.1.3-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCID
Fortalecer a gestão pública municipal e o pacto federativo para desenvolvimento
urbano
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MCID
Incentivar a elaboração de Planos diretores
6. Eixo: Desenvolvimento Social e Acesso a Serviços Públicos Essenciais
6.1. Programa: Inclusão produtiva
Objetivo:
Promover a inclusão produtiva de grupos vulneráveis na Amazônia, com foco
nageração de emprego e renda, bem como incentivo ao empreendedorismo
para as comunidades locais
Indicador:
Taxa de formalização
Meta: 2024: 2,5% 2025: 2,5% 2026: 2,5% 2027: 2,5%
Tipo: ( ) Cumulativa ( x ) Não cumulativa
6.1.1-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MTE
Ampliar a formalização de trabalhadores em situação de vulnerabilidade
6.1.2-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MEC
Promover educação profissional e tecnológica para as pessoas em situação de
vulnerabilidade
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MTE
Promover a capacitação e qualificação profissional, priorizando a população em situação
devulnerabilidade
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MPI
Promover a inclusão produtiva dos povos indígenas
135
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MTE
Promover a inclusão produtiva da juventude
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MTE
Promover a inclusão produtiva das pessoas com deficiência e aprendizes
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDS
Promover a inclusão produtiva de famílias rurais em situação de vulnerabilidade,
incluindo povos e comunidades tradicionais
6.2. Programa: Bem-estar social
Objetivo:
Promover a infraestrutura social na Amazônia, com saúde, educação e
moradia, visando a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais e a
redução dasdesigualdades sociais
Indicador:
Percentual de pobres
Meta: 2024: -3% 2025: -4% 2026: -4% 2027: -4%
Tipo: ( ) Cumulativa ( x ) Não cumulativa
6.2.1-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MS
Fortalecimento da saúde em áreas de maior vulnerabilidade
6.2.2-AE Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MEC
Fortalecimento da educação em áreas de maior vulnerabilidade
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MJSP
Implementar ações efetivas de segurança na faixa de fronteira
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MPI
Implementar ações de proteção aos povos indígenas
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDHC
136
Valorizar a pessoa idosa e promover o envelhecimento ativo e saudável
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDHC
Promoção de serviços integrados de valorização da cultura de paz
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDHC
Fortalecer e qualificar o atendimento do Sistema Nacional de Atendimento
Socioeducativo
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDHC
Garantir os direitos humanos para as famílias com crianças na primeira infância
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDHC
Promover a dignidade e a cidadania da população em situação de rua, por meio do
fortalecimento das políticas públicas e serviços
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDHC
Constituir rede de proteção, promoção e defesa para as pessoas LGBTQIA+
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDHC
Consolidar e capilarizar políticas públicas em direitos humanos, com fortalecimento
institucional, fomento à participação social, apoio e articulação com estados e municípios e
educação em direitos humanos
[Link] Ação Estratégica: Ministério Parceiro: MDS
Promover ação do Programa de Aquisição de Alimentos
Fonte: Elaboração da equipe da Sudam
137
ANEXO I – MATRIZ SWOT
AMBIENTE INTERNO
No Ambiente Interno, avaliamos os Pontos Fortes e Pontos Fracos do Plano Regional de
Desenvolvimento da Amazônia - PRDA, que consistem em fatores internos sobre os quais o órgão pode
atuar diretamente, ou seja, detém o controle.
Pontos Fortes Pontos Fracos
Resposta: Resposta:
1. Projeta a bioeconomia e o uso sustentável da 1. Reduzido orçamento da Sudam para apoiar os
sociobiodiversidade como elemento-chave ao projetos do PRDA;
desenvolvimento regional;
2. Reduzido corpo técnico para atuar no
2. Possui diagnóstico georreferenciado baseado em gerenciamento de programas e projetos;
evidências;
3. Existência de projetos com baixo nível de
3. Elaborado a partir de um processo de avaliação detalhamento.
da implementação do PRDA 2020-2023;
4. Alinhamento com os ministérios setoriais e o
PPA federal;
5. Participação da sociedade por meio de Consulta
Pública
4. Patrocínio da Alta Gestão.
Fonte: Elaboração da equipe da DPLAN/SUDAM com apoio da CGEST/SUDAM
AMBIENTE EXTERNO
Corresponde às Oportunidades e Ameaças a serem avaliadas a partir de fatores externos, tais como: o
Político, o Econômico, o Social, o Tecnológico, o Legal, os quais o PRDA não detém o controle.
Oportunidades Ameaças
Resposta: Resposta:
1. Atenção nacional e internacional para a 1. Recorrência de cortes ao orçamento no âmbito
Amazônia. do executivo federal e estaduais.
2. Aumento de aportes de recursos nacionais e 2. Descontinuidade das políticas públicas
internacionais na região. relacionadas ao PRDA.
3. Realização da COP 30 em Belém. 3. Instabilidade política a nível regional e nacional.
4. Estímulo do governo federal ao estabelecimento 4. Baixo nível de articulação entre parlamentares
de PPPs para implementação de projetos da Amazônia Legal.
5. Fragilidade das estruturas de governança dos
entes sub-regionais.
Fonte: Elaboração da equipe da DPLAN/SUDAM com apoio da CGEST/SUDAM
138
ANEXO II – MATRIZ DE RISCO DA IMPLEMENTAÇÃO DO PRDA 2024-2027
DESCRIÇÃO AVALIAÇÃO DE RISCO
Grau de Resposta ao risco
Causa Risco-chave Consequência Probabilidade Impacto risco
inerente
Insuficiência de recursos Não implantação de projetos do
Projetos não executados 5 10 50 RA Compartilhar
dos agentes envolvidos. PRDA 2024-2027
Ausência de sistema de
Carência de informações acerca
gerenciamento dos Monitoramento inadequado 5 3 15 RM Mitigar
da implantação dos projetos.
projetos do PRDA.
Falta de apoio político no Fragilização do instrumento
Não aprovação do PRDA no
Congresso à aprovação da perante os demais atores da 7 7 49 RA Mitigar
Congresso Nacional
lei do PRDA. região
Desalinhamento entre Influência negativa na
Fragilidades das estruturas
planejamento e implementação avaliação da efetividade das 6 7 42 RA Mitigar
de governança da região
do PRDA ações
Dificuldade na
Volatilidade da economia
Ambiente econômico recessivo implementação de ações e 2 5 10 RB Aceitar
nacional e mundial
obtenção de recursos
Diminuição de recursos dos
Modificações legais Redução do número de
instrumentos de financiamento 6 8 48 RA Mitigar
(Reforma Tributária) entregas do PRDA
da PNDR
Desatenção, tratamento
Governança que não
inadequado e exclusão de Resultados alcançados com
considera equidade como 3 5 15 RM Mitigar
segmentos específicos do baixa equidade
princípio
público atendido.
Fonte: Elaboração da equipe da DPLAN/SUDAM com apoio da CGEST/SUDAM
Legenda: RE = Risco Extremo RA = Risco Alto RM = Risco Médio RB = Risco Baixo
139
ANEXO III - PROJETOS ESTRATÉGICOS
Nº Descrição
1. Eixo: Desenvolvimento Produtivo
1.1. Programa:
Bioeconomia para o desenvolvimento sustentável
Projetos:
1.1-P1 Título do Projeto:
Desenvolvimento da cadeia produtiva da pesca e da aquicultura
1.1-P2 Título do Projeto:
Desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do açaí
1.1-P3 Título do Projeto:
Desenvolvimento da cadeia produtiva de madeira e móveis
1.1-P4 Título do Projeto:
Implementação de ações estratégicas intergovernamentais para implantação de infraestrutura
no Distrito Agroindustrial de Rio Preto da Eva no Estado do Amazonas
1.1-P5 Título do Projeto:
Aprimoramento das cadeias produtivas de fruticultura
1.1-P6 Título do Projeto:
Fortalecimento das cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros
1.1-P7 Título do Projeto:
Aprimoramento da cadeia da madeira manejada
1.1-P8 Título do Projeto:
Fortalecimento de Cadeias Produtivas Sustentáveis
1.1-P9 Título do Projeto:
Estímulo à vocação produtiva e à capacitação dos trabalhadores rurais
1.1-P10 Título do Projeto:
Estímulo e crescimento da Agroindústria Familiar
1.1-P11 Título do Projeto:
Floresta Plantada - Desenvolve Floresta (MT)
1.1-P12 Título do Projeto:
Desenvolvimento de clones de eucalipto adaptados ao Mato Grosso
1.1-P13 Título do Projeto:
Projeto Espécies Arbóreas Nativas Madeireiras (MT)
1.1-P14 Título do Projeto:
Financiamento ao Plano de Ação Estadual ABC+ (MT)
140
1.1-P15 Título do Projeto:
Recuperação de Pastagens Degradadas com Sustentabilidade (MT)
1.2. Programa:
Agropecuária Inclusiva e Sustentável
Projetos:
1.2-P1 Título do Projeto:
Apoio à cadeia produtiva na pecuária de corte e de leite
1.2-P2 Título do Projeto:
Implementação de projeto para cadeia produtiva de avicultura de corte e postura
1.2-P3 Título do Projeto:
Implantação da Centro de Distribuição e de Armazenamento da Produção Agrícola e
Extrativista do Estado de Rondônia – Ceasa
1.2-P4 Título do Projeto:
Aprimoramento e Expansão da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER)
1.2-P5 Título do Projeto:
Diversificação e ampliação dos sistemas de produção agropecuários e florestais (AC)
1.2-P6 Título do Projeto:
Minha Terra de Papel Passado: Regularização e emissão de títulos definitivos de lotes
rurais e urbanos (AC)
1.2-P7 Título do Projeto:
Regularização das propriedades rurais
1.2-P8 Título do Projeto:
Assegurar implantação de programa estadual de crédito de carbono para pequenos e médios
produtores rurais (MA)
1.3. Programa:
Indústria e Serviços Sustentáveis
1.3-P1 Título do Projeto:
Valorização e disseminação de saberes culturais tradicionais e da biodiversidade
1.3-P2 Título do Projeto:
Revitalização do Palacete 5 de Setembro para implantação de Centro Cultural
1.3-P3 Título do Projeto:
Criação da Zona de Processamento de Exportação dos Municípios de Barcarena, Santarém
e Marabá
1.3-P4 Título do Projeto:
Ampliação do Memorial Rondon
1.3-P5 Título do Projeto:
Implementação de estratégias para a inclusão socioprodutiva do artesanato regional
141
1.3-P6 Produção 4.0: cadeias produtivas modernas e de baixas emissões de carbono (AC)
1.3-P7 Acre Empreendedor: desenvolver projetos e ações de empreendedorismo por meio da
formação e instrumentalização
2. Eixo: Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação
2.1. Programa:
Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação da Amazônia (PDCTIA)
Projetos:
2.1-P1 Título do Projeto:
Implantação do Centro de Inovação – Inova MT e da Base de Operação do Parque
Tecnológico de Mato Grosso
2.1-P2 Título do Projeto:
Implementação do Espaço Empreendedor Verde - Sustentabilidade Empreendedora na
Amazônia por meio do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá
2.1-P3 Título do Projeto:
Fortalecimento da cadeia produtiva de inovação por meio de criação de incubadoras Hub
Connect Inovation
2.1-P4 Título do Projeto:
Infraestrutura para o estudo da biodiversidade, inovação e sustentabilidade dos
ecossistemas amazônicos
2.1-P5 Título do Projeto:
Implantação do Centro Espacial de Alcântara – CEA
2.2. Programa:
Qualificação do Capital Humano
2.2-P1 Título do Projeto:
Aquisição de unidades móveis de ensino teórico e meios de transporte para atender as
necessidades de formação de pessoas, com a oferta de cursos nos eixos tecnológicos em
produção alimentícia, ambiente e saúde, controle de processos industriais, informação e
comunicação (RO)
2.2-P2 Título do Projeto:
Ampliação da infraestrutura da educação superior na Amazônia Legal
3. Eixo: Infraestrutura Econômica e Urbana
3.1. Programa:
Logística e integração
Projetos:
142
3.1-P1 Título do Projeto:
Realização de obras de recuperação e pavimentação asfáltica da BR 319, no trecho entre o
km 177,8 e o km 655,7, com foco no desenvolvimento regional sustentável da Amazônia
Legal
3.1-P2 Título do Projeto:
Duplicação da BR 135 no trecho entre os Municípios de Miranda do Norte e Alto Alegredo
Maranhão
3.1-P3 Título do Projeto:
Duplicação da BR 010 no trecho entre os Municípios de Imperatriz e Açailândia e no
término da travessia urbana de Imperatriz
3.1-P4 Título do Projeto:
Realização de obras de pavimentação da BR-010
3.1-P5 Título do Projeto:
Duplicação da BR 316 no trecho entre o Município de Caxias, Estado do Maranhão, e o
Município de Teresina, Estado do Piauí
3.1-P6 Título do Projeto:
Duplicação da BR 316 entre os Municípios de Castanhal e Santa Maria, com extensão de
quarenta e cinco quilômetros entre os referidos Municípios e o trevo de acesso a
Salinópolis
3.1-P7 Título do Projeto:
Realização de requalificação asfáltica da BR 155 e do trecho da BR 158 que integra o
Município de Santana do Araguaia ao Município de Marabá, com extensão de
aproximadamente quinhentos e quarenta e cinco quilômetros
3.1-P8 Título do Projeto:
Realização de obras de pavimentação asfáltica de duzentos e cinquenta e quatro
quilômetros da Rodovia Transamazônica (BR 230) no trecho que interliga o Município de
Rurópolis ao Município de Medicilândia
3.1-P9 Título do Projeto:
Construção e pavimentação asfáltica da Rodovia Expresso Porto no trecho da BR 364 entre
a RO 005, com extensão de dezessete quilômetros, no Município de Porto Velho
3.1-P10 Título do Projeto:
Construção de ferrovias na região amazônica
3.1-P11 Título do Projeto:
Aprimoramento do escoamento de commodities pelas bacias hidrográficas da Amazônia
3.1-P12 Título do Projeto:
Construção e operação de mil trezentos e doze quilômetros de malha ferroviária no
território paraense (Ferrovia Paraense - Fepasa)
3.1-P13 Título do Projeto:
Construção de Terminais Portuários na Amazônia Legal
3.1-P14 Título do Projeto:
Obras de dragagem com vistas à navegabilidade hidroviária
3.1-P15 Título do Projeto:
Melhoraria da conectividade na região amazônica
143
3.1-P16 Título do Projeto:
Melhoria das condições de manutenção e segurança das estradas na região amazônica
3.1-P17 Título do Projeto:
Construção de Trecho Rodoviário - Entroncamento BR-163/MT (Sorriso) - Entroncamento
BR-158/MT (Ribeirão Cascalheira) - na BR-242/MT
3.1-P18 Título do Projeto:
Adequação de Trecho Rodoviário - Rondonópolis - Cuiabá - Posto Gil - na BR-163/MT
3.1-P19 Título do Projeto:
Construção de Trecho Rodoviário - Divisa MT/PA - Santarém - na BR-163/PA
3.1-P20 Título do Projeto:
Construção de Trecho Rodoviário - Entroncamento BR-364 - Entroncamento RO-478
(Fronteira Brasil/Bolívia) (Costa Marques) - na BR-429/RO
3.1-P21 Título do Projeto:
Construção de Trecho Rodoviário - Divisa PA/MT - Ribeirão Cascalheira - na BR-158/MT
3.1-P22 Título do Projeto:
Adequação de Trecho Rodoviário - Divisa AM/RO - Entroncamento BR-364 (Porto Velho
(Trevo do Roque)) - na BR-319/RO
3.1-P23 Título do Projeto:
Construção de Trecho Rodoviário - Laranjal do Jari - Entroncamento BR-210/AP-030 - na
BR-156/AP
3.1-P24 Título do Projeto:
Construção de Trecho Rodoviário - Ferreira Gomes - Oiapoque (Fronteira com a Guiana
Francesa) - na BR-156/AP
3.1-P25 Título do Projeto:
Construção de Trecho Rodoviário - Peixe - Paranã - Taguatinga - na BR-242/TO
3.1-P26 Título do Projeto:
Construção de Trecho Rodoviário - Cantá - Novo Paraíso - na BR-432/RR
3.1-P27 Título do Projeto:
Construção de Trecho Rodoviário - Novo Repartimento - Tucuruí - na BR-422/PA
3.1-P28 Título do Projeto:
Construção de Trecho Rodoviário - Viseu - Bragança - na BR-308/PA
3.1-P29 Título do Projeto:
Construção de Contorno Rodoviário em Barra do Garças - na BR-070/MT
3.1-P30 Título do Projeto:
Construção de Contorno Rodoviário - no Município de Brasiléia - na BR-317/AC
3.1-P31 Título do Projeto:
Construção de Trecho Rodoviário - Entroncamento BR-316 (Início do contorno de Timon)
- Povoado Montividel - na BR-226/MA
3.1-P32 Título do Projeto:
Adequação de Trecho Rodoviário - Vilhena - Porto Velho - na BR-364/RO
3.1-P33 Título do Projeto:
Adequação de Trecho Rodoviário - Divisa AM/RO - Entroncamento BR-364 (Porto Velho
144
(Trevo do Roque)) - na BR-319/RO
3.1-P34 Título do Projeto:
Melhoria nas condições de infraestrutura - construção de pontes
3.1-P35 Título do Projeto:
Modernização dos aeroportos e aeródromos na Amazônia
3.1-P36 Título do Projeto:
Melhoria das condições de navegação nas vias fluviais
3.1-P37 Título do Projeto:
Cinturão Verde: Rodovias construídas
3.1-P38 Título do Projeto:
Ponte sobre o Rio Acre no Município de Porto Acre
3.1-P39 Título do Projeto:
Federalização no trecho Balsas / Alta Parnaíba; Balsas / Buriticupu; Balsas / Fortaleza dos
Nogueiras / Grajaú / BR-222) - MA 006
3.1-P40 Título do Projeto:
Rodovia MA 379 (Arame / Itaipava do Grajaú; São Domingos do Azeitão /Mirador)
3.1-P41 Título do Projeto:
Rodovia MA - 341 (Paulo Ramos/Bom Lugar)
3.1-P42 Título do Projeto:
Pavimentação da RR 205 no trecho entre Boa Vista e Vila Paredão, no município de Alto
Alegre, estado de Roraima
3.1-P43 Título do Projeto:
Obras de pavimentação da Rodovia Tronco São Silvestre (RR 452)
3.1-P44 Título do Projeto:
Pavimentação e restauração da ligação rodoviária entre São João da Baliza/RR e o Distrito
de Vila Nova Colina
3.2. Programa:
Infraestrutura rural e urbana
Projetos:
3.2-P1 Título do Projeto:
Construção de viaduto no trevo da AC 040 com a BR 364 no Município de Rio Branco
3.2-P2 Título do Projeto:
Implantação de Complexo Viário no município de Rio Branco/AC
3.2-P3 Título do Projeto:
Terceira etapa do Anel Viário de Rio Branco/AC
3.2-P4 Título do Projeto:
Construção de instalações de gestão de resíduos sólidos
145
3.2-P5 Título do Projeto:
Elaboração e implementação do Plano Estadual de Gestão de Resíduos Sólidos (AC)
3.2-P6 Título do Projeto:
Plano Estadual de Erradicação de Lixões (MA)
3.2-P7 Título do Projeto:
Fortalecimento do Potencial Energético Renovável (MA)
3.2-P8 Título do Projeto:
Ampliação do acesso à energia elétrica na região amazônica
3.2-P9 Título do Projeto:
Construção de muro de contenção de erosão fluvial no município de Tefé, no Estado do
Amazonas
3.2-P10 Título do Projeto:
Contenção de Erosão Fluvial e Recuperação da Orla em Tabatinga/AM
4. Eixo: Meio Ambiente
4.1. Programa:
Sustentabilidade e Conservação Ambiental
Projetos:
4.1-P1 Título do Projeto:
Implementação de zoneamentos ecológico-econômicos
4.1-P2 Título do Projeto:
Fomento a políticas de conservação, de educação e de lazer do Jardim Botânico do Estado
de Mato Grosso
4.1-P3 Título do Projeto:
Implementação de Centros de Interpretação e Educação Ambiental
4.1-P4 Título do Projeto:
Elaboração e implementação dos Planos de Gestão de Terras Indígenas (AC)
4.1-P5 Título do Projeto:
Promover cidades sustentáveis por meio da gestão da qualidade do ar, arborização urbana,
e plano estadual de educação ambiental (AC)
4.1-P6 Título do Projeto:
Urbanização da orla no Município de Rio Branco/AC
4.1-P7 Título do Projeto:
Valoração dos Serviços Ecossistêmicos da Biodiversidade do Estado do Amazonas
5. Eixo: Fortalecimento das Capacidades Governativas dos Entes Subnacionais
5.1. Programa:
146
Fortalecimento da Gestão e Governança Pública
Projetos:
5.1-P1 Título do Projeto:
Elaboração e implementação de Planos Diretores Participativos
6. Eixo: Desenvolvimento Social e Acesso a Serviços Públicos Essenciais
6.1. Programa:
Inclusão Produtiva
Projetos:
6.1-P1 Título do Projeto:
Aprimoramento do Projeto Costurando com Talento no Estado do Tocantins
6.2. Programa:
Bem-estar Social
Projetos:
6.2-P1 Título do Projeto:
Construção de centros integrados de segurança pública
6.2-P2 Título do Projeto:
Construção de sistema de abastecimento de água em aldeias indígenas
6.2-P3 Título do Projeto:
Promoção de curso de pós-graduação lato sensu em enfermagem obstétrica e perinatal
6.2-P4 Título do Projeto:
Implantação do cerco eletrônico na região de fronteira da Amazônia (TO)
6.2-P5 Título do Projeto:
Fortalecimento da segurança pública na região amazônica
6.2-P6 Título do Projeto:
Proteção dos povos indígenas
6.2-P7 Título do Projeto:
Construção da Nova Sede da Fiocruz Rondônia - no Município de Porto Velho (RO)
6.2-P8 Título do Projeto:
Construção da Nova Sede da Fiocruz Amazonas - no Município de Manaus (AM)
6.2-P9 Título do Projeto:
Envelhecer nos territórios amazônicos
6.2-P10 Título do Projeto:
Apoiar a comercialização e o consumo de alimentos saudáveis e sustentáveis e da
biodiversidade amazônica
147
REFERÊNCIAS
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