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Meio Ambiente

O governo lança parceria com municípios para combater desmatamento na Amazônia, com investimentos de R$ 730 milhões. Os recursos serão destinados a municípios prioritários com base na redução do desmatamento, e 53 municípios já aderiram ao programa, responsáveis por 59% do desmatamento na região.

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O governo lança parceria com municípios para combater desmatamento na Amazônia, com investimentos de R$ 730 milhões. Os recursos serão destinados a municípios prioritários com base na redução do desmatamento, e 53 municípios já aderiram ao programa, responsáveis por 59% do desmatamento na região.

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MEIO AMBIENTE

Governo lança parceria com


municípios para combater
desmatamento e incêndios
florestais na Amazônia
O programa receberá R$ 600 milhões do Fundo Amazônia e R$
130 milhões do Floresta+. Cinquenta e três municípios dos 70
prioritários já aderiram. Eles são responsáveis por 59% do
desmatamento na Amazônia

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Publicado em 09/04/2024 08h19 Atualizado em 09/04/2024
10h14

Os recursos serão destinados aos municípios a partir da lógica


do “pagamento por performance”: quanto maior a redução anual
do desmatamento, maior o valor investido. Foto: Felipe
Werneck/Ibama
OGoverno Federal lança nesta terça-feira (9/4) o programa União
com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios
Florestais na Amazônia. A iniciativa prevê R$ 730 milhões em
investimentos para promover o desenvolvimento sustentável e
combater o desmatamento e incêndios florestais em 70
municípios prioritários na Amazônia. Os municípios aptos a
participar da iniciativa foram responsáveis por cerca de 78% do
desmatamento no bioma no ano de 2022. A cerimônia no
Palácio do Planalto, a partir das 9h, contará com a participação
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente,
Geraldo Alckmin, da ministra Marina Silva (Meio Ambiente e
Mudança do Clima) e de representantes dos municípios
prioritários.

ABRANGÊNCIA - Cinquenta e três municípios aptos já aderiram


ao programa. Eles são responsáveis por 59% do desmatamento
na Amazônia. Os 17 restantes ainda podem firmar o termo de
adesão até 30 de abril.

R$ 600 MILHÕES - O programa receberá R$ 600 milhões do


Fundo Amazônia e R$ 130 milhões do Floresta+. A iniciativa
integra o Plano de Ação para Prevenção e Controle do
Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), relançado em junho de
2023, após suspensão na gestão anterior.

POR PERFORMANCE - Os recursos serão destinados a ações


nos municípios a partir da lógica do “pagamento por
performance”: quanto maior a redução anual do desmatamento
e da degradação, maior será o valor investido. O parâmetro será
o sistema de monitoramento Prodes, do Inpe. O Prodes calcula
a taxa anual de desmatamento, medida de agosto de um ano a
julho do ano seguinte. Para 2024, será considerado o índice
calculado entre agosto de 2022 e julho de 2023.
R$ 500 MIL - Apenas por aderirem à iniciativa, todos os
municípios receberão R$ 500 mil em equipamentos e serviços
para a estruturação de escritórios de governança que melhore a
gestão ambiental, a cooperação entre governos municipais e
federal e o monitoramento do desmatamento.

Mapa com os 70 municípios prioritários para reduzir o desmatamento.


Fonte: Ministério do Meio Ambiente

BENS E SERVIÇOS - Os investimentos chegarão aos municípios


em bens e serviços e pagamentos por serviços ambientais. O
programa, construído a partir de reuniões com deputados,
senadores, prefeitos e representantes municipais, apoiará
ações como regularização fundiária e ambiental em glebas
públicas federais para a agricultura familiar e implementação
de sistemas agroflorestais.
ASSISTÊNCIA - Outras iniciativas incluem assistência técnica
para a produção e acesso aos mecanismos de financiamento e
implementação de brigadas municipais para a prevenção e
combate a incêndios. Também haverá pagamentos por serviços
ambientais para produtores que conservarem florestas e
fortalecimento do setor ambiental da prefeitura.

TERMO DE ADESÃO - Além da assinatura do prefeito, é


necessário que o termo de adesão seja ratificado por pelo
menos um vereador — preferencialmente, o presidente da
Câmara. Em até 90 dias, ao menos um deputado estadual e um
deputado federal ou senador do Estado devem declarar por
escrito apoio à adesão do município.

COMPROMISSO - Os participantes precisarão se comprometer


com ações para a redução contínua do desmatamento e
degradação florestal e disponibilização de corpo técnico que
atue como ponto focal para o programa. Outros critérios são a
existência de secretaria municipal responsável por políticas de
meio ambiente ou sustentabilidade e realização de reunião do
Conselho Municipal de Meio Ambiente em até 90 dias, com
participação de representantes da sociedade.
BENEFÍCIOS - Os municípios serão priorizados em ações de
apoio à regularização ambiental e fundiária, de análise de
requerimento de desembargo, de fomento à recuperação de
vegetação nativa, entre outros incentivos. Serão beneficiados
exclusivamente imóveis rurais inscritos e regularizados no
Cadastro Ambiental Rural.

REGULAMENTAÇÃO - O programa União com Municípios foi


oficialmente instituído pelo Decreto nº 11.687, assinado pelo
presidente Lula em 5 de setembro de 2023. A lista de
municípios prioritários e os critérios para escolhê-los foram
determinados pelas Portarias GM/MMA nº 833 e 834, de 9 de
novembro de 2023. Os termos do programa foram detalhados
na Portaria GM/MMA nº 1.030, assinada pela ministra Marina
Silva em 3 de abril de 2024. O documento determina também
criação de uma Comissão de Coordenação e Monitoramento do
Programa União com Municípios, que determinará novos
períodos de adesão ao programa.

MONITORAMENTO - A comissão será responsável também por


monitorar a implementação do programa, decidir medidas de
aprimoramento, propor novos critérios de elegibilidade e decidir
sobre a repartição de recursos e novos aportes. O grupo terá
representantes do MMA, do ICMBio, do Ibama e do Serviço
Florestal Brasileiro.

METAS - As metas previstas para o programa até 2026 incluem


a implementação de escritórios de governança, no primeiro ano
do programa, nos 53 municípios prioritários que já declararam
adesão, além de ações de regularização ambiental e fundiária
em glebas públicas federais não destinadas. Também há
objetivo de criar ao menos 30 brigadas municipais de prevenção
e combate a incêndios florestais.
30 MIL FAMÍLIAS - A expectativa é que ao menos 30 mil
famílias sejam beneficiadas com pagamentos por serviços
ambientais e ações de assistência técnica. Os pagamentos de
serviços ambientais para assentamentos, por meio do Projeto
Floresta+, beneficiarão 22 mil famílias ainda em 2024.

FUNDO DE DESENVOLVIMENTO - A cerimônia no Palácio do


Planalto também terá a assinatura de decreto que institui o
conselho consultivo do Fundo Nacional de Desenvolvimento
Florestal. Instituído pela Lei de Gestão de Florestas Públicas, de
2006, o fundo é destinado ao fomento e desenvolvimento de
atividades sustentáveis de base florestal e à promoção da
inovação tecnológica no setor.
COMO FUNCIONA - Atualmente com cerca de R$ 1,5 milhão em
caixa, o fundo é alimentado por fontes como recursos de
concessões florestais. Deve apoiar principalmente pesquisa e
desenvolvimento tecnológico em manejo florestal; assistência
técnica e extensão florestal; recuperação de áreas degradadas
com espécies nativas; aproveitamento econômico racional e
sustentável dos recursos florestais; controle e monitoramento
das atividades florestais e desmatamento; capacitação em
manejo florestal; educação ambiental; proteção do meio
ambiente e conservação de recursos naturais.
AMPLIAÇÃO - O conselho passará de sete para 14 membros,
com ampliação de vagas para organizações que representem
movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais e
trabalhadores. A nova formação do conselho consultivo incluirá
um representante do Sebrae e um dos trabalhadores, que será
indicado pela Confederação Nacional dos Sindicatos de
Trabalhadores nas Indústrias de Construção e de Madeira.
Haverá também três novos representantes da sociedade civil.
PAUTA - A primeira reunião do conselho terá como pauta a
análise da aplicação dos recursos referentes à 2023 e avaliação
do primeiro Plano Plurianual de Aplicação Regionalizada para o
período de 2024 a 2027. O plano terá como foco os temas de
manejo florestal, restauração e serviços ambientais com foco
em iniciativas que envolvam territórios de uso comunitário ou
familiar.

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