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Direito Do Trabalho.: Aula 2: Sujeitos Do Contrato de Trabalho: Empregador e Equiparados

O documento discute os sujeitos do contrato de trabalho, especificamente o empregador e os equiparados. Apresenta os requisitos para caracterização de emprego segundo a CLT e discute conceitos como grupo econômico, sucessão e diferenças entre empregados urbanos e rurais.

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Direito Do Trabalho.: Aula 2: Sujeitos Do Contrato de Trabalho: Empregador e Equiparados

O documento discute os sujeitos do contrato de trabalho, especificamente o empregador e os equiparados. Apresenta os requisitos para caracterização de emprego segundo a CLT e discute conceitos como grupo econômico, sucessão e diferenças entre empregados urbanos e rurais.

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DIREITO DO TRABALHO.

Aula 2: Sujeitos do contrato de trabalho: empregador e equiparados.


SUJEITOS DA
RELAÇÃO E
CONTRATO DE
TRABALHO.
RELAÇÃO DE TRABALHO - É a relação jurídica que tem como objetivo a prestação de serviço

RELAÇÃO DE EMPREGO - É o tipo de relação de trabalho que é prestado por pessoa natural,
pessoalmente de forma não- eventual subordinada e assalariada.

Importante: Toda relação de emprego pressupõe uma relação de trabalho, mas nem toda
relação de trabalho gera uma relação de emprego.
Importante: Na relação de emprego, o empregado nunca corte os riscos do negócio
empreendido (Princípio da alteridade).

Relação de trabalho é gênero que engloba os mais diversos tipos de labor que podem ser
realizados pelo ser humano.
Já a relação de emprego é uma modalidade do gênero “relação de trabalho” e será
configurada quando estiverem presentes seus requisitos: pessoa física, pessoalidade,
subordinação, onerosidade e não eventualidade.
REQUISITOS DA CARACTERIZAÇÃO DE EMPREGO

• SUBORDINAÇÃO - Uma relação de dependência laboral. Trata-se de uma subordinação


jurídica. Representa o poder empregatício do empregador (Poder De Direção). Art.6 da
CLT.
• HABITUALIDADE- Não pode trabalhar de forma eventual na hora que desejar. Deve ter
habitualidade e continuidade (Atenção!!!)
• ONEROSIDADE- É a obrigação do empregador em pagar. A onerosidade nos contratos de
emprego, traduz-se no pagamento de salário. Art. 462, § 1º e 2º da CLT. (Princípio da
alteridade).
• PESSOALIDADE- O contrato de emprego é pessoal em relação à figura do empregado, ou
seja, ele é contratado para prestar serviços pessoalmente, não podendo ser substituído,
senão em situações excepcionais e com a concordância do empregador. Diz-se que a
relação de emprego possui uma natureza Intuitu Persona (em consideração a pessoa).
• PESSOA FÍSICA - Apenas uma pessoa física (natural) pode ser contratada mediante um
contrato de emprego –Art. 3 da CLT.
CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)

Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a
dependência deste e mediante salário.

Art. 6o Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do
empregado e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego.

Art. 462 - Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado, salvo quando este resultar
de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo.
§ 1º - Em caso de dano causado pelo empregado, o desconto será lícito, desde de que esta possibilidade tenha sido
acordada ou na ocorrência de dolo do empregado.
§ 2º - É vedado à emprêsa que mantiver armazém para venda de mercadorias aos empregados ou serviços estimados
a proporcionar-lhes prestações " in natura " exercer qualquer coação ou induzimento no sentido de que os empregados
se utilizem do armazém ou dos serviços.
O Empregado
Art. 3º da CLT

SUJEITOS DO
CONTRATO DE
EMPREGO.
O Empregador
Art. 2, § 1º da CLT
O EMPREGADOR

É uma pessoa física, jurídica ou ente personificado (massa falida/ espólio) que
contrata a prestação de serviços de uma pessoa física e, assumindo os riscos
do negócio, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. (Art. 2º,
caput da CLT).

Atenção para o empregador por equiparação – Art. 2º, §1º da CLT.

EMPRESA
É a unidade econômica, produtiva, organizado e como tal seu conteúdo é
abstrato.
CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)

Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica,
admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.

§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as


instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem
trabalhadores como empregados.

§ 2o Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a
direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem
grupo econômico, serão responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego.

§ 3o Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo necessárias, para a configuração do grupo, a
demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de interesses e a atuação conjunta das empresas dele
integrantes.
GRUPO ECONÔMICO

O Direito Do Trabalho se posiciona, no sentido de oferecer aos empregados, de um


estabelecimento coligado a um grupo de empresas a garantia de seus direitos, evitando
manobras fraudulentas. (Art. 2º, §2º da CLT).

Os grupos podem se formar pelas integrações entre os empreendimentos resultantes de


fusões (duas ou + soc. se unem para uma nova, a qual se tornará a sucessora na totalidade
de direitos e obrigações), cisões (uma empresa transfere uma parte ou todas as parcelas de
seu patrimônio para uma ou mais sociedades existentes para essa finalidade, ocorrendo sua
visão rural ou apenas uma repartição de capital, que é a cisão parcial), incorporações (uma
ou mais empresas são absorvidas por outra, que se torna a titular dos direitos e das
obrigações ) ou qualquer outro mecanismo que vincule direta ou indiretamente empresas
associadas.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA E SUBSIDIÁRIA

✓ RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA- É possível cobrar a dívida de forma integral


a qualquer das partes. (Arts. 264 do CC e 455 da CLT).

✓ RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA - Um terceiro é obrigado a complementar


o que o causador do dano não foi capaz de arcar sozinho.
✓ (Súmula 331, IV, do TST).
CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)

Art. 455 - Nos contratos de subempreitada responderá o subempreiteiro pelas obrigações derivadas do contrato de trabalho
que celebrar, cabendo, todavia, aos empregados, o direito de reclamação contra o empreiteiro principal pelo
inadimplemento daquelas obrigações por parte do primeiro.

Código Civil

Art. 4264 - Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de um devedor, cada um
com direito, ou obrigado, à dívida toda.

Súmula nº 331, IV do TST – Contrato de Prestação de Serviços – Legalidade


IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do
tomador dos serviços, quanto àquelas obrigações, inclusive quanto aos órgãos da administração direta, das autarquias, das
fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista, desde que hajam participado da relação
processual e constem também do título executivo judicial (art. 71 da Lei nº 8.666, de 21.06.1993). (Alterado pela Res.
96/2000, DJ 18.09.2000).
SUCESSÃO

A sucessão de empresários ocorre quando há a transferência da empresa de um para outro


empresário (Art. 2º e 448 da CLT).
Pode ocorrer de forma definitiva ou provisória, de maneira graciosa ou onerosamente e
desde que ser sucessor continue explorando a mesma atividade econômica que explorava o
sucedido. O sucessor é o responsável trabalhista por todos o contrato, mesmo pelo período
contratual anterior à sucessão.
O sucessor também é responsável pelas dívidas de contratos extintos antes da sucessão,
porque a dívida é da empresa e não da pessoa que a explorava. O sucedido não responde
pelas dívidas trabalhistas após a sucessão, salvo em caso de fraude. (Art. 448-A da CLT).

É um fenômeno trabalhista que só ocorre em empresas urbanas e rurais.

❖Atenção: não há o que se falar sobre sucessão da dívida trabalhista pelo adquirente da
empresa em recuperação judicial ou falida. (Art. 11 da Lei 11.101/2005).
CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)

Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica,
admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.

§ 2o Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem
sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia,
integrem grupo econômico, serão responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego.

Art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos
respectivos empregados.

Art. 448-A. Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores prevista nos arts. 10 e 448 desta
Consolidação, as obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para a
empresa sucedida, são de responsabilidade do sucessor.
Parágrafo único. A empresa sucedida responderá solidariamente com a sucessora quando ficar comprovada fraude
na transferência.
EMPREGADOS URBANOS X EMPREGADOS RURAIS.

• Os empregados urbanos estão por toda a CLT.

• Os empregados e trabalhadores rurais tem previsão na lei 5.889/73.

• A CLT tem aplicação naquilo em que não colidir com a legislação específica.
CONCEITO DE EMPREGADO RURAL- ART. 2º DA LEI 5.889/73

• Serviços prestados em âmbito residencial são considerados domésticos.


• A CF assegurou os direitos dos trabalhadores rurais, mas seus contratos são regidos por legislação específica.

REQUISITOS:

✓ EMPREGADOR/ TOMADOR RURAL- Atividade agroeconômica.


LEI 5.889/73
Art. 1º As relações de trabalho rural serão reguladas por esta Lei e, no que com ela não colidirem, pelas normas da
Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 01/05/1943.
Parágrafo único. Observadas as peculiaridades do trabalho rural, a ele também se aplicam as leis nºs 605, de
05/01/1949, 4090, de 13/07/1962; 4725, de 13/07/1965, com as alterações da Lei nº 4903, de 16/12/1965 e os Decretos-
Leis nºs 15, de 29/07/1966; 17, de 22/08/1966 e 368, de 19/12/1968.
Art. 2º Empregado rural é toda pessoa física que, em propriedade rural ou prédio rústico, presta serviços de natureza não
eventual a empregador rural, sob a dependência deste e mediante salário.
Art. 3º - Considera-se empregador, rural, para os efeitos desta Lei, a pessoa física ou jurídica, proprietário ou não, que
explore atividade agro-econômica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou através de prepostos e com
auxílio de empregados.
§ 1o Inclui-se na atividade econômica referida no caput deste artigo, além da exploração industrial em estabelecimento
agrário não compreendido na Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio
de 1943, a exploração do turismo rural ancilar à exploração agroeconômica.
§ 2º Sempre que uma ou mais empresas, embora tendo cada uma delas personalidade jurídica própria, estiverem sob
direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem
grupo econômico ou financeiro rural, serão responsáveis solidariamente nas obrigações decorrentes da relação de
emprego.
Art. 4º - Equipara-se ao empregador rural, a pessoa física ou jurídica que, habitualmente, em caráter profissional, e por
conta de terceiros, execute serviços de natureza agrária, mediante utilização
SITUAÇÃO PROBLEMA
Correção
Situação-problema: Marcela Cantão trabalhou para a empresa Notícias do Dia Ltda que
pertence ao grupo econômico de duas outras empresas cuja composição societária é feita
pela Família Gonçalves. O cumprimento da jornada de trabalho de Jurema era pela manhã
para sua empregadora e pela tarde tanto poderia trabalhar para sua empregadora quanto
para qualquer uma das outras duas empresas do grupo, sem jamais ter recebido qualquer
valor adicional por isso. Após a sua demissão sem justo motivo, Jurema Cantão resolve
procurar você como advogado.

Pergunta-problema: (a) O que é necessário para configurar, de fato, um grupo econômico


nos termos do art.2º da CLT? Com base nas informações acima, é possível afirmar que as
empresas são integrantes de um grupo econômico? (b) Com base em entendimento
jurisprudencial, pelo fato de trabalhar para mais de uma empresa dentro da jornada
habitual, nos moldes da situação de Jurema, é devido à mesma o pagamento de
algum adicional?
CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003

A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não
caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário.
Leia:
Negada existência de grupo econômico de patrocinadora e time de futebol carioca
(http://www.csjt.jus.br/web/csjt/-/negada-existencia-de-grupo-economico-
depatrocinadora-
e-time-de-futebol-carioca?inheritRedirect=true)
SUGESTÃO DE FILME!
Prof.ª Ana Paula Pimenta

ATÉ A PRÓXIMA!

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