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Poemas sobre amor e solidão humana

Os poemas falam sobre amor, perda, solidão e dor emocional. Eles exploram temas como o início e fim de relacionamentos, saudade, depressão e fragilidade humana de forma profunda através de imagens e linguagem poética.

Enviado por

brunoloducca15
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Poemas sobre amor e solidão humana

Os poemas falam sobre amor, perda, solidão e dor emocional. Eles exploram temas como o início e fim de relacionamentos, saudade, depressão e fragilidade humana de forma profunda através de imagens e linguagem poética.

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Poema: amor em seu devir

Há um eco extraindo da vida significado,


Vertendo em pesadelo o que já fora um sonho
Os sussurros em minha cabeça gritam,
Lembrando-me dos demônios dos traumas
E rejeição que não consigo em meu âmago afogar

Colapso, fragmento-me e me junto às estrelas


Cenário que a consciência se apequena,
Dando lugar à inconsciência,
Que me apresenta aos meus sentimentos
Prevalentes e ao vazio remanescente

Luzes quentes que lançam


uma sombra fria com o seu olhar,
Partilham suas vidas num jogo
Egóico, autocentrado, como se tudo
Fosse um espetáculo para se observar

“Eus” narcísicos que não dizem sequer um olá


Ou se colocam realmente a escutar,
Mas que não se furtam de seu ego falar
Lembram-me de alguém que um dia
Me abraçou e disse me amar

Com palavras frias que pensei


Que da sua boca não escutaria,
Ainda que no fundo já as temia,
Pois sempre me tratara de forma
Vacilante e retraída, sem se importar
Como o meu coração reagia ou sentia

Na ansiedade de encontrar,
No medo de perder,
Na depressão precipitada
Pelo dolorido desatar,
O amor começa e finda

Todo começo apresenta seu fim,


Pois do contrário seria algo
Infinito que sempre esteve aqui
Todo relacionamento se traduz
Sob um punhado de instantes
Luminosos e outros sombrios,
Até que chega o inexorável fim

Tudo que é concreto, evapora,


Demonstrando que aquilo que se é
Na verdade era o que estava sendo,
De tal modo que somente a luz
E o devir humano, entrelaçado
No infindável atar e desatar
De laços, são constantes

Nada se cria, tudo se transforma,


O amor que precipitou, inflou e floresceu
Da seiva é cortado, murcha e se desfaz,
Apagando a luz que havia,
A qual tem a chance de ascender
Junto de outra companhia

Não vale a pena perder sua vida


Por ninguém, uma vez que as palavras
“Eu te amo” se fazem no presente,
Podendo não ser, a partir das intempéries
Da vida, em seu futuro existente
Poema: Um amor que não está mais aqui

Rindo de mim por parecer um bebê bobo,


Percebendo a minha falsa coragem e teimosia
De não temer uma vida sem você e, mesmo assim,
Continuar pensando que contigo posso viver

Queria ao seu lado estar de você


Odeio o frio, mas mesmo que eu possa ele ser,
Deixe-me provar que podemos nos conectar,
Apesar das minhas mãos geladas te amar

Compartilhamos vulnerabilidades, medo e dor,


Partilhamos a afeição mútua que indefinidamente continua
Com um coração sensível que se desvela,
Para aquela que o mais forte o faz palpitar,
Força a partir disso de você me esconder,
As coisas que na verdade gostaria de transparecer,
Eclipsando-me num infantil e sem jeito sorriso,
Para que as minhas reais intenções não possa ver

Não quero esquecer de forma alguma


As nossas simples conversas e seus particulares gestos,
Que eram para mim como delicados flocos de neve
Que brilham e balançam ao vento numa noite de inverno,
Os quais desejaria que não fossem possíveis derreter

Odeio ser mentiroso,


Então prefiro me passar por vago,
Escondendo que sinto a sua falta
E que novamente gostaria de te ver,
Enxergar em seu lindo rosto
Aquele singular e brilhante sorriso
Que assemelhava ao brilho do amanhecer

Os momentos que contigo vive


E que busco escondê-los de mim,
Sempre deles sentirei falta,
Desejando que não existisse fim
Mesmo que as estações passam,
Que as cores das ruas se desconfiguram,
Que o brilho das estrelas de outrora
Deixe de a nós chegar,
Sendo substituído por de outras,
Que daquelas se colocam no lugar,
Não deixarei o devir se colocar entre a gente,
Que ao menos em minhas memórias
Farei deles moradores, residentes

Minhas lágrimas desatam, caem e dançam


Mesmo que seja triste,
Mesmo que seja solitário,
Mesmo que eu queira chorar
E veja o meu coração e corpo
Fragmentar…, despedaçar…, rasgar…,
Tudo bem…,
Porque esse instante melancólico
Me mostra a partir da presente dor e solidão
Que algo raro e precioso ficou para trás

Não importa o quanto tempo passe,


Lembrarei sempre de ti, meu primeiro amor
Minha Perséfone que transformava
Meus dias como a flora se transforma
Com a chegada da primavera,
A dama dos meus e das e das minhas noites,
Que por meio da sua presença
Desenhava uma singular melodia,
Sendo você nela a partitura
Poema: Can you hear?

Consegue ouvir o meu coração?


Consegue ver a escuridão?
Consegue consertar o quebrado?
Tenho medo de companhia,
Mas também de solidão,
Procuro os demônios da rejeição
E da invisibilidade afogar,
Porém eles gracejam, conseguem nadar

Para se proteger das severas dores


O eu se eclipsa, se esconde e se enterra,
Temendo ser pisoteado como as flores
Do cotidiano que não recebem sequer um olá
Suas tristes e feridas sementes se espalham,
Com medo de não haver terra alguma para lhe abrigar
Os espinhos se dirigem e aos outros se mostram,
Para proteger o eu, que não aguenta mais colapsar

Dores, traumas e medos que se repetem,


Lembram de instantes que não desaparecem,
Da voz, das palavras que se assemelha
Ao carinho que o vento faz ao tocar na flor,
Recheadas de brilho, calor, cor e amor,
Mas que no fim apaticamente se afastou

Nesse cenário lúgubre à vida,


Respirar se assemelha a um ato de resistência,
Uma vez que a alma sem olhar, carinho ou amor
Se parece com um planeta sem estrela,
A qual o presenteia com ternura, companhia e calor,
Capaz de aquecer e cultivar a vida em seu interior

Seres que são instantes procurando fazer história,


Cada quais se movem em busca de no outro se amparar,
Em seu colo e no íntimo de seu amor e desejo estar
A conexão buscam e por ela vivem,
Apesar de todas as dores da vida,
Por ela permanecer insistem
Todos são vulneráveis,
Todos querem amar e ser amados,
Mas por conta de suas cascas são rejeitados!...
Poema: Danse Nocturne

Vamos dançar um pouco e com estilo,


Enquanto deixamos as estrelas
Do céu observar o brilho da nossa
Juventude o cosmo noturno partilhar

Esperamos o melhor,
Tememos o pior,
Venha comigo jovem morrer
Ou viver para sempre - você pode escolher
Ainda que não tenhamos o poder
De escolher e de tudo fazer,
Escolhemos dizer nunca,
Decidindo permanecer,
Mesmo que nos sentenciam perecer

Envolto a um pálido ponto azul de areia,


A música se revela aos homens tristes
E para as almas que como Lou Salomé abraçam a vida
Você pode imaginar o momento no qual o fim
Da sua história irá lhe fazer companhia?

Cedo ou tarde todos vão embora,


Vislumbrando que eram apenas
Instantes buscando fazer história
Alguns como um quadro desbotado
Morrem, ao passo que somente no fim
O proceder da vida descobrem

Em sua dança dialética que produz síntese,


Para existir e de fato viver, antes você precisa ser,
Apoderar-se da realidade e saboreá-la,
Semelhante a um faminto que sua provisão devora,
Permitindo-se ir de encontro a ela,
Mesmo que ela lhe traga dores ou dissabores,
Certamente lhe trará alguns amores,
Precipitando em seu ser singulares cores

Tantas aventuras perdidas que se passaram


E que não podemos mais tocar,
São substituídas por outras
Que nos convidam a experienciar
O tempo parece ser entrópico,
Estando, num sistema irreversível,
Impedido de ao passado retornar
Então não deixe o arrependimento
Ser o principal sentimento
Em seu interior principiar

Por vezes as amarguras da vida


Entram como veneno e nosso âmago apodrece,
Maculando o sopro de vida
Que em sua jovialidade a alma aquece

Alguns são como a água,


Enquanto outros como o calor,
Alguns soam como melodia,
Enquanto outros como sua batida,
Havendo, porém, aqueles
Que no limite da realidade vivem,
Sendo como caldeirões de emoções,
Nos quais, através da sua hipersensibilidade,
A união de tais polos em seu âmago reside

Mesmo que o mundo não seja


Como quando jovens o vemos,
No qual tudo pode se quisermos,
Os sonhos continuam a balançar
Como flocos de neve numa noite de inverno,
Por que não os deixamos tornar realidade?
Poema: Escura Claridade

Acordo numa manhã de um dia qualquer,


Olho ao horizonte e escuto o meu entorno…
Nada vejo…, nada ouço…
O sol, intrépido em sua luz,
Insiste desafortunado clarear os dias,
Mas não os clareia, ao menos os meus,
Os, quais devido a sua ausência, escureceram
É triste acordar sem ter seu bom dia…
Poema: Palavras da jovem aurora ao anjo negro

Uma vez conheci um anjo… Ele tinha toques gentis e sua voz era
como um abraço… Ele estava na Terra para ajudar o mundo, suas
palavras curavam traumas… e seu toque aliviava as dores…. No
entanto, apesar de todo o seu poder e gentileza, ele não
conseguia curar a si mesmo.

Era mais simples para ele ajudar os outros, do que enfrentar


seus próprios demônios; era mais fácil manter um sorriso falso
do que explicar o porquê de lágrimas silenciosas rolarem pelo
seu rosto; era mais cômodo reprimir seus próprios demônios e
fingir que em seu interior havia paz e silêncio do que
mostrá-los, esperando não ser rejeitado…

Uma vez conheci um anjo tão ferido quanto todos aqueles que
ele ajudava. Os demônios não tinham piedade, faziam-no
sangrar…,fraquejar… e, por fim, colapsar… Sugavam sua vida por
mera diversão, levando às vezes o anjo a se questionar se
merecia tudo aquilo, afinal pelas sucessivas rejeições
percebia apenas ecos de solidão ao seu redor.

Os demônios eram como parasitas, esvaziando-o de palavras


doces e toques amorosos. Preso no mundo obscuro, o anjo sentia
que nada merecia de bom, sucubindo, através de sussurros
brutais e toques infelizes, em sua própria dor.

O anjo que eu conheci queria morrer, porém ele se mantinha na


Terra para fazer as pessoas felizes, buscando seus corações
aquecer, ao passo que a cada sorriso que recebia era um
incentivo para continuar a viver…,

Nunca mais vi o anjo, mas desejo que ele não tenha desistido.
Espero que tenha percebido que sua vida é importante e que,
talvez, o sorriso que ganhe de alguém não seja apenas uma
demonstração de agradecimento por sua ajuda e carinho, mas
também porque essa pessoa o enxerga e o ama…
Poema: Depois da Chuva

Em um dia chuvoso de verão,


Debaixo do guarda chuva,
Com nosso olhar entrelaçado,
Toquei em sua pele e beijei com carinho
O seu delicado rosto molhado

Sinto falta daquela estação,


Que agora se faz presente em minha mente
Fora das minhas janelas,
As paisagens ficam mais distantes,
Semelhante à sua presença
Que nos últimos instantes
Se afastava de mim,
Colocando em nós um fim,

Tal como uma singularidade


Que nem a luz dela consegue escapar,
Estou preso naquele momento singular,
No qual eu sentia algo que as palavras
Por si são pobres e pouco hábeis em expressar,
Precisando de inúmeras outras camadas
Que somente a arte consegue se aproximar,
Para tal sentimento ser capaz de representar

Naquele instante, fadado a efemeridade,


Ainda que o guardarei pela eternidade,
O que me fez sentir foi o genuíno amor,
O qual em mim você precipitou
E que ansiava em sua alma desaguar

Nada e nem o tempo para mim mais havia,


De tal modo que passado, presente ou futuro
Eram apenas abstrações que nada a mim diziam
Tudo que eu podia compreender, observar, ou ouvir
Eram a sua voz…, seus olhos…, sua boca…,…
A presença da pessoa que me fazia sorrir

Sentia paz…, vida… e alegria,


De tal modo que o mundo não parecia
Ser mais frio, escuro ou desbotado,
Através da radiação de sua presença,
Ele se aquecia e de suas lindas cores
Ele se preenchia e coloria
Por meio do brilho do seu sorriso e olhar
A luz sobre ele incidia,
Findando com qualquer trauma, rejeição,
Ou dor que antes o obscurecia

Porém, num universo em que tudo


Possui um prazo de validade,
No qual a entropia dilacera
Tudo sem nenhum temor ou piedade,
Hoje consigo apenas ver aquele
Particular momento como miragem,
Mesmo que agora você faça parte de mim

Da união de nossas mãos desesperadas,


Dos abraços intensos e ansiosos,
Dos carinhos na pele e nos cabelos,
Das brincadeiras que produziam gracejos,
Dos beijos bobos, sutis e famintos,
Que representavam amor, cuidado e desejo,
Dos momentos que a sós partilhávamos
E que somente com os olhos nos buscávamos,
Não sou mais a mesma pessoa
Que no primeiro momento te vi,
Mesmo que você não esteja mais aqui

Qual a melhor coisa que perdemos?


Qual a pior coisa que soubemos?
Essas palavras me encharcam como gotas de chuva,
O adeus precedeu quando ainda
Contava ao seu lado os dias
Se nunca tivéssemos nos tocado,
Estaríamos sorrindo agora?

Queria lhe tocar de novo,


Queria lhe beijar de novo,
Mas a entropia me diz
Que isso é impossível para mim
Talvez seja a hora de eu, enfim, partir?
Poema: Ainda que jamais o veja ou o conheça, persisto.

Estou sentindo dor


E sei que ela provém
Da falta de amor,
Da ausência de sua presença,
Que em meus dias incidia cor

Os dias se passam
E o que uma vez fora
É impedido pela entropia de retornar,
De modo que ainda que nos colocássemos
No mesmo instante e lugar,
Seríamos outros a estar lá

Semelhante ao copo que se quebranta


Ao colidir com o apático chão,
Semelhante à folha que se fragmenta
Perante à atitude de frias mãos,
Ainda que forçosamente os pedaços
Se juntem não serão os mesmos de outrora,
Antes da maquiavélica divisão

Tenho medo de em vida não viver,


Estando em minha finitude sempre a morrer,
Devido aos obstáculos da existência
Que se colocam como travas,
Impedindo-me de ser, do mundo conhecer,
Do amor, junto de outra companhia
E de sua particular perspectiva, ver

Porém, apesar de meu temor continuo,


Pois ainda que eu morra
E não tenha o privilégio e oportunidade
De conhecer e sentir o laço
Do amor a me envolver,
Não posso deixar da minha vida me abster,
Pois de outro modo deixaria de ser,
Sentenciando-me a uma “existência”
Que jamais me permitiria de
Tê-lo em meu ser…,
Poema: Morra, passarinho

Morra, passarinho,
Chega de sofrer;
Morra passarinho,
Nunca teve um sorriso
Genuíno em teu ser,
Morra, passarinho,
Já sentiu o calor em teu ser?
Diz a voz lúgubre,
Enquanto passa um trem
Na frente do meu ser

Não pensava que minhas


Palavras fossem apenas minhas,
Incapazes de ressoar no
Íntimo de qualquer alma amiga
Mas como as palavras
De um fantasma poderiam
Tocar o coração de quem está vivo?

Morra, passarinho,
Chega de se entristecer,
Você é invisível,
Diferente dos outros
Que sempre tiveram olhares
E companhias para presentar
O seu ser, diz a voz soturna
Enquanto chega a penumbra do amanhecer

Um ninho tão escuro,


Que nem a luz pode atravessar;
Um ninho tão pobre,
Que impede a vida nele de se desenvolver;
Um ninho tão rarefeito,
Que o asfixia, desejando não mais “viver”

Olha o seu amor, passarinho,


Teve vida, o que você jamais teve
Ou irá ter; olha a ela, que com outra companhia,
Teve o sorriso genuíno que sempre buscou ter
Vida procura vida, passarinho,
Como pode alguém te amar,
Se há apenas a marca da morte em teu ser?
Morra, passarinho…

Você estende a mão,


Mas não é visto,
Fala sem ser ouvido,
Está realmente entre os vivos?

Tudo que se tem são companhias ausentes,


Que de ti, por conta de sua aparência
Ou de suas dores, sempre partiram,
Ou aquelas que tão somente lhe prove
Palavras frias, olhares vis e sorrisos gelados

Passarinho, apenas morra


Morra, passarinho, chega de somente ter
Machucados em teu ser;
Morra, passarinho, o amor é para os vivos,
E não a alguém que por conta de seu ninho
Foi sentenciado a morrer;
Morra, passarinho,
Alguém já o amou ou olhou para você?

Morra, apenas morra, passarinho,


Diz a voz da morte que, impedido
Do amarelo do sol ver, conhecendo
Tão somente apenas o escurecer,
No anoitecer levou aquele invisível e machucado ser
Poema: Tempo absoluto, porém relativo

Não pode haver novos começos,


Mas pode haver novos fins
Tempo absoluto ou relativo?
Ambivalente...

Há momentos que o sentimos


Em seu teor apático e objetivo,
No intervalo que nos separa de um ponto ao outro,
Havendo, porém, instantes que nos prendemos
Em seu caráter subjetivo
Na presença do amor perdido
Que como um fantasma insiste permanecer em nossas vidas,
Nos erros ou não ações de outrora que a mente nos inferniza,
Fazendo-nos desejar por tudo voltar,
Romper com o cenário irreversível e entrópico,
Que somente as sementes da realidade
Não parece submeter ou incomodar

Por outro lado, o cosmos graceja,


E até mesmo no objetivo nos faz sentir,
Poeticamente, o subjetivo,
Na medida que quando olhamos as estrelas no presente,
Estamos vendo na verdade o seu passado solenemente.

Vivemos em sobreposições temporais constantes,


Um eterno "se" atravessado por infinitas possibilidades
Em um meio material finito,
Constantes devir de particulares universos
Criado por um único que dele todos são tributários,
Seres que ao menos conceitualmente desvelam o passado,
Mesmo que estejam num eterno presente presos, circundados

O início não bate novamente a porta,


Mas múltiplos fins insistem em se colocar
Nas janelas como possibilidade do vir a ser
Ainda que por vezes o outrora nos incomoda e nos apequena,
Açoitando-nos e nos prendendo como um carrasco,
Por meio de um laço invisível que reside
Internamente em nosso ser

Medos, traumas e crenças que nos limitam,


São desafiadas pelo pulso da vida
Compelida pelo ímpeto de liberdade
Para a qual nosso ser e olhos gritam

Num cenário em que não se pode ao começo voltar,


Deve-se do devir se aproximar e se atentar
Tudo bem, erramos e o início queríamos consertar,
Mas talvez isso seja pela própria natureza impossível,
Mas o sorriso porvir ainda pode ser possível
Poema: Noite escura

Tenho medo de perecer


Sem nunca ter vivido;
Um cadáver vivo,
Um passarinho preso
Em um escuro ninho;
Um fantasma que jamais fora visto

Sons tempestuosos invadem minha mente,


Carregando a sua sombria cor solenemente,
Que se misturam com a constante noite,
A qual apenas se ilumina com o brilho
plácido e doce da lua

Por tudo no tempo desejaria voltar


A vida pode transformar homens bons em maus,
Então, por favor, dê-me aquilo que minha
Alma aflita precisa e quem sua falta torna a agonizar

Dê-me o sorrir…, o experienciar…,


O respirar…, o beber…,
O íntimo do outro saborear e podê-lo amar,
Antes que a existência venha me asfixiar

Jogo-me ao outrora,
Mas a entropia, com suas garras frias,
Não permite para ele voltar,
Para consertar e pôr fim aos
Erros do passado que a alma
Aflita desejaria sanar

Numa realidade injusta


Na qual o conceito de justiça parece
Tão abstrato quanto conceber a noção
De infinito, a presença de um deus
Na existência soa como fruto
Da imaginação de lixos primitivos
Então para o que ou quem
A vida estou pedindo?

Garras fúnebres envolvem o meu ser,


Em meio aos sons estridentes
Que fazem a tríade sombria
Em volúpia dançar em meu ser
Cansei! A nada e a ninguém pedirei,
Pois para mim tudo o que eu quiser tomarei!

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