biologia
infecções sexualmente
transmissíveis
by Ana Clara Alves e Beatriz,2H
SÍFILIS
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível
(IST) curável e exclusiva do ser humano, causada
pela bactéria Treponema pallidum. Pode
apresentar várias manifestações clínicas e
diferentes estágios (sífilis primária, secundária,
latente e terciária).
Nos estágios primário e secundário da infecção, a
possibilidade de transmissão é maior. A sífilis pode
ser transmitida por relação sexual sem camisinha
com uma pessoa infectada ou para a criança
durante a gestação ou parto.
A infecção por sífilis pode colocar em risco não
apenas a saúde do adulto, como também pode ser
transmitida para o bebê durante a gestação,
podendo evoluir para aborto, graves sequelas ao
recém-nascido até mesmo óbito. O
acompanhamento das gestantes e parcerias
sexuais durante o pré-natal é fundamental pois
viabiliza o diagnóstico e tratamento adequado,
evitando assim a transmissão para o recém-
nascido.
Sífilis primária: ferida, geralmente única, no local de
entrada da bactéria (vulva, vagina, pênis, colo uterino,
ânus, boca ou outro local da pele), que aparece entre 10
e 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias.
Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus,
podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na
virilha.
Sífilis secundária: os sinais e sintomas aparecem entre 6
semanas e 6 meses do aparecimento e cicatrização da
ferida inicial. Pode ocorrer manchas no corpo, que
geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e
plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias.
Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas
pelo corpo.
Sífilis latente: fase assintomática (quando o paciente é
portador da infecção mas não apresenta sintomas). É
dividida em sífilis latente recente (menos de 2 anos de
infecção) e sífilis latente tardia (mais de 2 anos de
infecção). A duração é variável, podendo ser
interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da
forma secundária e terciária.
Sífilis terciária: pode surgir de 2 a 40 anos depois do
início da infecção. Costuma apresentar sintomas como
lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas,
podendo levar à morte.
A principal forma de transmissão da sífilis é por meio
do contato sexual desprotegido com uma pessoa
contaminada, mas também pode acontecer por meio
do contato com sangue ou mucosa de pessoas
infectadas pela bactéria Treponema pallidum, que é o
microrganismo responsável pela doença.
Para prevenir a sífilis, é fundamental o uso da
camisinha masculina ou feminina. É a única forma de
evitar a doença.
Como é feito o diagnóstico da sífilis? O teste rápido (TR)
de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS,
sendo prático e de fácil execução, com leitura do
resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a
necessidade de estrutura laboratorial. Esta é a principal
forma de diagnóstico da sífilis.
O remédio mais eficaz para tratar a sífilis é a penicilina
benzatina, que deve ser sempre administrada em
forma de injeção e a dose varia conforme o
estadiamento da doença. É importante que o
tratamento seja feito conforme a orientação do médico
para garantir a eliminação da bactéria e, assim,
diminuir o risco de formas mais graves da doença.
CLAMÍDIA
A clamídia é causada por uma bactéria, a Chlamydia
trachomatis, e afeta homens e mulheres que sejam
sexualmente ativos e que não façam o uso de
preservativos. A doença também pode ser transmitida
de mãe para bebê, durante o nascimento via canal do
parto.
A clamídia normalmente afeta a área genital de
homens e mulheres, mas há casos de pessoas que
foram infectadas com clamídia nos olhos e também na
garganta.
O uso de preservativos durante atos sexuais é a
melhor forma de impedir a disseminação da clamídia,
já que essa é uma condição capaz de causar fortes
dores nos pacientes do sexo masculino. Se não for
tratada, a clamídia pode até mesmo causar a
infertilidade em homens e mulheres.
Muitas vezes, pessoas com clamídia não apresentam
sintomas da condição, o que faz com que a doença não
seja notada. Para detectá-la, é preciso realizar check-ups
ginecológicos e urológicos pelo menos uma vez por ano.
Após o contágio com um indivíduo infectado pela doença,
podem levar cerca de 15 dias até que os sintomas iniciais
comecem a ser notados.
Os sintomas de clamídia mais comuns incluem:
dor forte na região genital e no pé da barriga;
ardência ao urinar;
vontade mais frequente de ir ao banheiro para urinar;
dor durante as relações sexuais;
dor nos testículos (nos homens);
eliminação de pus e de secreção por meio da uretra (nos
homens);
corrimento amarelado ou claro (em mulheres); e
sangramentos espontâneos fora do período menstrual ou
que acontecem durante as relações sexuais (em
mulheres).
Como é o tratamento da clamídia?
Uma vez que uma pessoa seja diagnosticada com
clamídia, o tratamento deve se estender aos
indivíduos com quem essa pessoa teve relações
sexuais, já que muitos não apresentam sintomas da
doença e ela é umas principais causas de
infertilidade. Além disso, há a possibilidade de
reinfecção, caso o parceiro não seja tratado.
A clamídia tem cura e o tratamento da clamídia é
feito por meio do uso de antibióticos que matam a
bactéria causadora da condição.
Se a pessoa for novamente infectada com a bactéria
causadora da clamídia, deverá passar pelo
tratamento de novo, já que o corpo não cria
imunidade contra essa bactéria.
O exame de sangue utilizado para o diagnóstico da
clamídia busca, em uma amostra de sangue, a
presença de anticorpos específicos para a bactéria,
já que desde o momento da contaminação é
possível observar atividade do sistema imune
combatendo as bactérias
FONTES
saude.rs.gov.br
www.rededorsaoluis.com.br
www.tuasaude.com
www.gov.br
saude.es.gov.br