UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
Estruturas de Mercados
(2º Trabalho)
José Mário Chicate
Código: 708220389
Curso: Licenciatura em Administração
Pública
Disciplina: Introdução à Economia
Ano de Frequência: 1° Ano
Docente: Nicolau da Barca
Beira, Novembro de 2022
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cuidada/coesão textual
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nacional e
Análise e internacionais 2.0
discussão relevantes na área de
estudo
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dados
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Conclusão práticos 2.0
•Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra, 1.0
gerais Formatação paragrafo,
espaçamento entre
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Referências Normas APA 6ª •Rigor e coerência das
Bibliográficas Edição, em citações/referências 4.0
citações e bibliográficas
Bibliografias
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Índice
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO.................................................................................................. 1
CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................................... 2
2. Mercados (Estrutura de Mercado) .......................................................................................... 2
2.1 Estrutura de Mercado............................................................................................................ 2
2.1.1 Mercado em Concorrência perfeita ................................................................................... 2
2.1.1.1. Equilíbrio da firma e a Concorrência perfeita ............................................................... 4
2.1.2. Concorrência imperfeita ou Monopolista ......................................................................... 6
2.1.2.1. Poder do monopolista ................................................................................................... 7
2.1.2.3. Equilíbrio da firma em Monopólio ................................................................................ 8
2.1.2.3. Maximização do lucro ................................................................................................... 8
Conclusão ................................................................................................................................. 10
Referências bibliográficas ........................................................................................................ 11
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CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
A estrutura de mercado refere-se à organização das empresas no mercado, todavia essa estrutura
tem como finalidade maximizar lucros, maximizar participação no mercado, maximizar
margem de rentabilidade sobre os custos. O grau de concorrência de um mercado depende de
vários factores, entre os quais se destacam: o número de vendedores de um produto, a facilidade
de entrada e saída do mercado, o nível de informação partilhada pelos vendedores, os custos de
transacção, do controlo do preço. Assim, o espectro da concorrência varia entre a concorrência
perfeita num extremo e o monopólio no outro, encontrando-se a meio deste espectro a
concorrência monopolística e o oligopólio, cujo grau de concorrência é variável dentro destas
últimas estruturas do mercado. No monopólio existe um elevado poder de determinação do
preço desde que não seja regulado pelo Estado.
É habitual dividir a estrutura do mercado em quatro principais modelos, relativamente ao grau
de concorrência que uma empresa enfrenta. Uma empresa actuando em elevada concorrência
comporta-se diferentemente de uma empresa que enfrenta pouca ou nenhuma concorrência.
Deste modo, em termos teóricos, num extremo temos a concorrência perfeita onde existe um
grande número de empresas produzindo um produto padronizado, homogéneo. No outro
extremo temos o puro monopólio em cujo mercado existe apenas uma empresa que é o único
vendedor ou produtor de um bem. Como foi referido, existem mais dois modelos: a
concorrência monopolística e o oligopólio.
O presente trabalho visa abordar sobre a estrutura de mercados, trazendo consigo elementos
sobre estrutura de mercado em concorrência perfeita e imperfeita.
Pa a elaboração do presente trabalho fez-se o uso do método bibliográfico que consistiu na
consulta de diversos manuais que abordam sobre o tema, manuais estes disponíveis em
bibliotecas físicas e virtuais.
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CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2. Mercados (Estrutura de Mercado)
2.1 Estrutura de Mercado
A estrutura de mercado refere-se à organização das empresas no mercado, todavia essa estrutura
tem como finalidade maximizar lucros, maximizar participação no mercado, maximizar
margem de rentabilidade sobre os custos. O grau de concorrência de um mercado depende de
vários factores, entre os quais se destacam: o número de vendedores de um produto, a facilidade
de entrada e saída do mercado, o nível de informação partilhada pelos vendedores, os custos de
transação, do controlo do preço.
Se considerarmos o mercado de bens e serviços, as formas de mercado, segundo as 3
características acima são:
Concorrência perfeita: número infinito de firmas, produto homogéneo, e não existe
barreiras à entrada de firmas;
Monopólio: uma única empresa, produto sem substitutos próximos, com barreiras à entrada
de novas firmas;
Concorrência monopolística: inúmeras empresas, produto diferenciado, livre acesso de
firmas ao mercado;
Oligopólio: pequeno número de empresas que dominam o mercado, os produtos pode ser
homogéneos ou diferenciados, com barreiras à entrada de novas empresas.
2.1.1 Mercado em Concorrência perfeita
O sentido trivial de “concorrência” é o de rivalidade, competitividade, ausência de
regulamentação. No mercado de concorrência perfeita as empresas têm mesmo preço para os
produtos idênticos ou homogéneos, os consumidores têm muitas escolhas, o que constitui um
constrangimento quanto à variação dos preços de cada empresa em relação ao produto
homogéneo. No longo prazo, devido à concorrência perfeita, as empresas apenas obtêm um
lucro normal do seu capital. O lucro normal é o mínimo lucro necessário para manter a empresa
em actividade. Uma empresa que tem lucro normal tem um rendimento total igual ao custo de
oportunidade total, significando que o lucro económico é nulo. O lucro económico nulo indica
que a empresa recebe exactamente a taxa normal de lucro ou a taxa de retorno do mercado pelos
investimentos efectuados, ou seja, recebe o que obteria na melhor alternativa em qualquer parte.
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Contudo, a concorrência pura não existe. É apenas um modelo de referência ou modelo básico.
Os mercados concretos podem ser mais ou menos concorrenciais, mas a concorrência pura
nunca se verifica na realidade. A concorrência perfeita é um puro postulado de uma teoria
abstracta que não tem base empírica, que está em contraste com os mercados reais compostos
por diferentes espécies de agentes com grandes limitações quanto à informação e sua
interpretação. De acordo com a teoria económica neoclássica, o sentido económico de
“concorrência perfeita”, em termos teóricos, implica a existência das seguintes condições
básicas:
Hipótese da atomicidade (mercado atomizado): é um mercado com infinitos
vendedores e compradores (como “átomos”), de forma que um agente isolado não tem
condições de afetar o preço de mercado. Assim, o preço de mercado é um dado fixado
para empresas e consumidores (são price-takers, isto é, tomadores de preços dados pelo
mercado);
Fluidez: A fluidez traduz-se na mobilidade perfeita e imediata de todos os recursos no
interior do mercado, seja para entrar ou sair, o que implica a livre entrada no mercado
de novas empresas e livre saída e a ausência de constrangimentos, públicos ou privados,
limitando a mobilidade dos recursos e dos agentes, sendo também os custos de entrada
e saída do mercado de diminuta magnitude;
Hipótese da mobilidade de bens (não existem custos de transporte): existe completa
mobilidade de produtos entre regiões, ou seja, não existem custos de transporte: o
consumidor de Matão paga a mesma coisa que o da Capital. Enfim, não considera a
localização espacial de vendedores e consumidores;
Hipótese da homogeneidade (produto homogêneo): todas as firmas oferecem um
produto semelhante, homogêneo, não há diferenças de embalagem e de qualidade nesse
mercado; A característica de homogeneidade do produto consiste em cada empresa
vender um bem idêntico ao dos outros vendedores. As consequências desta
característica são a ausência de política de diferenciação do produto e a inutilidade de
publicidade. Com efeito, não havendo características diferenciadores do produto não
existe fundamento para a publicidade do mesmo produto;
Transparência do mercado: Esta característica refere-se ao conhecimento perfeito de
todas as condições do mercado por todos os agentes, tanto vendedores como
compradores, o que tem como consequência a impossibilidade para um produtor de
vender, consistentemente, o produto a um preço superior ao dos seus concorrentes. A
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transparência do mercado implica a existência de informação perfeita, o que não existe
na realidade, sendo este modelo de concorrência perfeita um modelo hipotético, em que
se baseia a teoria neoclássica para que se atinja a eficiência paretiana;
Os consumidores têm perfeito conhecimento dos preços praticados pelos vendedores.
Hipótese da racionalidade: os empresários sempre maximizam lucro e os
consumidores maximizam satisfação ou utilidade deriva do consumo de um bem, ou
seja, os agentes agem racionalmente (é o chamado Princípio da Racionalidade ou Homo
Economicus);
Inexistência de externalidades: como vimos anteriormente, externalidades (ou
economias externas) representam influências de fatores externos nos custos das firmas
e na satisfação dos consumidores. No modelo de concorrência perfeita, supõe-se que
não existam externalidades, ou seja, nenhuma firma influi no custo das demais e nenhum
consumidor afeta o consumo dos demais;
Hipótese da divisibilidade: é uma hipótese matemática, não essencial, que objetiva
auxiliar a compreensão do funcionamento do modelo. Corresponde a trabalharmos com
curvas contínuas e diferenciáveis, facilitando a utilização dos conceitos marginalistas
(Receita Marginal, Custo Marginal, Produtividade Marginal, Utilidade Marginal), por
meio de técnicas matemáticas de diferenciação e derivação;
Mercado de fatores de produção também em concorrência perfeita: todas as
hipóteses anteriores, de a ah, também valem para o mercado de fatores de produção.
Equivale a dizer que os preços dos fatores de produção são fixados, dados. Ou seja, as
curvas de custos de produção são idênticas para todas as firmas do mercado de bens e
serviços.
Como podemos observar, são hipóteses “ideais”, refletindo um mercado sem barreiras, sem
interferências; enfim, pouco realista. No entanto, essas hipóteses representam uma base, um
referencial para a construção de modelos mais próximos da realidade. Do ponto de vista
metodológico, é mais útil construir inicialmente modelos simples e depois preencher os detalhes
do que construir diretamente modelos com todos os detalhes da realidade, que é muito complexa
e que pode encobrir algumas tendências mais gerais.
2.1.1.1. Equilíbrio da firma e a Concorrência perfeita
Supõe-se, dentro desta teoria neoclássica ou marginalista, que o empresário racional tenha
sempre por objetivo último maximizar lucros. Vejamos, então, uma vez fixado o preço pelo
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mercado, qual a produção ótima para a firma, ou seja, a quantidade produzida que maximiza o
lucro da empresa, àquele preço. Mostraremos que a regra para a firma maximizar lucros é dada
por: RMg = CMg, sendo CMg crescente
Sabemos que o empresário racional sempre aumentará a produção quando isso significar maior
lucro. Então, se:
Receita adicional > custo adicional, o lucro marginal aumenta e a quantidade deve ser
aumentada, pois o lucro aumentará;
Receita adicional < custo adicional, a quantidade q não será aumentada, pois o lucro
cairá (ou o prejuízo aumentará).
Portanto, no equilíbrio RMg = CMg temos a quantidade ótima, ou a produção ótima que
maximiza o lucro da firma. Como em concorrência perfeita a receita marginal é igual ao preço
de mercado, esta condição é frequentemente mostrada como p = CMg. Entretanto, como
teoricamente a curva de CMg deve ter um formato em U, podem existir dois pontos em que
RMg = CMg.
Nessa estrutura de mercado temos uma demanda perfeitamente elástica devido aos seguintes
factores:
Ao preço P*, qualquer quantidade produzida pela empresa será absorvida pelo
mercado;
Não há possibilidade de praticar preços superiores a P*;
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Não há razão para se operar abaixo desse nível;
Se a firma ofertar o produto a um preço abaixo do preço dos concorrentes: A firma
venderá toda a sua produção e não afectará o preço de equilíbrio de mercado;
Se ofertar o seu produto acima do preço de mercado, nada venderá;
A curva de demanda do produto de uma firma: é uma recta horizontal paralela ao eixo das
abcissas (demanda perfeitamente elástica).
No longo prazo não existem custos fixos, pois todos os factores de produção variam, e, para as
empresas em concorrência perfeita, os lucros económicos deixam de existir, pelas razões
anteriormente referidas. A indústria está em equilíbrio de longo prazo quando não existe
tendência para a entrada ou saída de empresas do mercado. Nesta situação as empresas têm
apenas lucros normais, ou seja, os lucros económicos são nulos
2.1.2. Concorrência imperfeita ou Monopolista
O monopólio é um modelo ocupando o extremo oposto do espectro da estrutura de mercado. A
concorrência perfeita enfrenta uma curva da procura horizontal, com elasticidade infinita,
podendo vender (teoricamente) qualquer montante de produção ao preço determinado pelo
mercado, pois a empresa deste mercado é tomadora de preço. O monopólio é uma estrutura de
mercado extrema que se caracteriza pela existência de apenas um produtor. Assim como a
concorrência perfeita foi considerada como um extremo do espectro de possíveis estruturas de
mercado, o monopólio é o outro extremo desse espectro.
O grande número de pequenos agentes, que caracterizava o mercado de concorrência perfeita,
é contraposto agora com a presença de apenas um grande produtor que atende todo o mercado.
Enquanto que a independência dos agentes econômicos fazia com que as forças de mercado se
encarregassem de determinar o preço de equilíbrio em um mercado perfeitamente competitivo,
o preço no mercado monopolístico é determinado pelo único agente produtivo, de acordo com
a sua estrutura de custos e as características de uma demanda negativamente inclinada. A
situação de monopólio é caracterizada pela existência de uma só empresa vendedora de um
determinado produto, que não tem próximos substitutos, sendo a procura constituída por
numerosos compradores. Como único vendedor na indústria, o monopolista determina a
quantidade a vender tomando em conta o efeito das vendas no preço de mercado. A empresa
monopolista enfrenta uma curva de procura decrescente, o que significa que variações do preço
levam a quantidades vendidas diferentes.
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O monopolista, diferentemente da concorrência perfeita, estabelece o preço de venda do
produto. Na concorrência perfeita o vendedor conhece o preço de mercado, sobre o qual não
tem qualquer influência, pois está fora do seu controlo. No monopólio a empresa tem poder de
mercado ou poder monopolístico, isto é, pode estabelecer um preço acima do custo marginal e
ter lucro económico. No mercado de monopólio a entrada e saída do mercado é difícil.
Não se deve confundir o monopólio - apenas uma empresa a produzir um determinado produto
– com o poder de monopólio ou poder de mercado que pode existir, e normalmente existe, nos
outros mercados de concorrência imperfeita, como a concorrência monopolística e o oligopólio.
Monopólio refere-se a uma estrutura de mercado composta por apenas um único vendedor e
muitos compradores, e o produto oferecido não possui substitutos próximos.
Pode-se dizer que o monopolista é o mercado, e controla totalmente a quantidade de produtos
que será colocada a venda. Nesse mercado os produtores monopolistas podem colocar um
preço acima do preço de equilíbrio de mercado, mas não um preço qualquer. Contudo, o preço não
pode ser qualquer pois o monopolista tem que tomar uma decisão estratégica para maximizar
seus lucros. E para poder maximizar seus lucros o monopolista precisa
saber bem quais são seus custos e as características de demanda do mercado.
2.1.2.1. Poder do monopolista
Três factores definem o grau de poder de Monopólio:
1. A elasticidade da demanda de mercado: Como a demanda da própria empresa será
pelo menos tão elástica quanto a demanda de mercado, a elasticidade da demanda do
mercado limita o potencial de poder de monopólio, ou seja, quanto menor a
elasticidade da demanda, maior será o poder de monopólio;
2. Numero de empresas actuando: Quanto mais empresas entrarem no mercado menor
será o poder de monopólio;
3. A interacção entre as empresas: Quanto mais agressiva for a competição entre as
empresas com poder de monopólio, menor será o poder de monopólio.
Característica
O mercado monopolista é caracterizada pela existência :
1. Existe apenas 1 empresa produtora;
2. A empresa produtora é “price-maker”, ou seja, é o monopolista que fixa o preço do produto;
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3. Existem muitos compradores de pequena dimensão, que são “price-takers”;
4. A entrada no mercado está impossibilitada por barreiras estruturais e/ou estratégicas;
5. Não existem substitutos próximos.
2.1.2.3. Equilíbrio da firma em Monopólio
No mercado monopolista: Preço de venda é maior que o preço de mercado em
concorrência perfeita; O nível de produção é inferior.
Os consumidores sairão perdendo: Terão de pagar um preço superior para obter o
produto, que será oferecido em quantidade inferior.
Como existem barreiras à entrada de novas empresas: Os lucros extraordinários devem
persistir também a longo prazo.
A demanda nesse mercado é geralmente inelástica: Até certo ponto, aumentos de preços
implicam em aumentos de receita total. Mas, isso não significa que o monopolista possa
aumentar os preços indefinidamente, pois, após certo ponto, a receita total diminuirá.
2.1.2.3. Maximização do lucro
O monopolista escolhe a quantidade a produzir e vender de forma a maximizar o seu lucro:
MaxQ{LT(Q)} = MaxQ{RT(Q) − CT(Q)}
Condição de primeira ordem:
dLT(Q) dRT(Q) dCT(Q)
=0⟺ − = 0 ⟺ RMg(Qe ) = CMg(Qe )
dQ d(Q) dQ
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Condição de segunda ordem
d2 LT(Q)
< 0 ⟺ RMg′(Qe ) < CMg′(Qe )
dQ2
O lucro do monopolista é maximizado quando o benefício obtido com a venda da última
unidade produzida iguala o custo de produzir essa unidade adicional: RMg(Q*) = CMg(Q*).
Por conseguinte:
Para qualquer outro volume de produção, é possível aumentar o lucro variando a
quantidade produzida e vendida;
Se RMg(Q)>CMg(Q), então a produção de uma unidade adicional tem um rendimento
superior ao custo. A empresa deve aumentar o volume de produção para maximizar o
seu lucro;
Se RMg(Q)<CMg(Q), então a produção da última unidade fez diminuir o lucro
(rendimento inferior ao custo). Logo, a empresa deve diminuir o volume de produção.
RT(Q) = p(Q) ∗ Q
RT(Q)
RMd(Q) = = p(Q)
Q
dRT(Q) dp(Q)
RMg(Q) = = ∗ Q + p(Q)
dQ d(Q)
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Conclusão
Feito o trabalho, concluiu-se que a Concorrência Perfeita é uma estrutura de mercado na qual
tem-se a presença de muitas empresas que ofertam o mesmo bem ou serviço para uma
população. Por consequência dessa pluralidade, a definição dos preços fica à mercê da demanda
por esses bens ou serviços ofertados, isto é, nessa estrutura de mercado, os preços dependem de
um certo “equilíbrio” oriundo da relação de demanda versus oferta. Além de tudo, na
concorrência perfeita não há um domínio ou entraves à entrada de novas empresas que podem
atuar no mesmo ramo daquelas que já atuam em determinada região.
Ao contrário da Concorrência Perfeita, a Concorrência Imperfeita é uma estrutura de mercado
na qual tem-se a presença de uma ou poucas empresas que determinam os preços sobre os
próprios serviços ou produtos ofertados a uma população. Além disso, são impostos entraves à
entrada de novas empresas que podem atuar no mesmo segmento. Em sequência, apresentando
outras características peculiares, essa estrutura pode se subdividir em: Monopólio,
Concorrência monopolista, Oligopólio, Oligopsônio e Monopsônio.
mercado monopolista, por seu lado, existem muitos compradores, mas apenas um vendedor do
produto (que não apresenta sucedâneos próximos). É um mercado fechado, em que existem
barreiras à entrada de novas empresas. Há várias causas conducentes ao aparecimento de um
monopólio: a posse exclusiva de matérias-primas, autorizações governamentais para produzir,
exclusividade da tecnologia de produção (que será ainda mais restritiva se estiver protegida por
patentes), imposições governamentais quanto à dimensão do mercado (condicionamentos da
dimensão da indústria) ou questões relacionadas com economias de escala (que geralmente
levam à existência de monopólios naturais).
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Referências bibliográficas
Samuelson,P A..e Nordhaus,W. D. (2005). Economia. 18 Ed. .McGraw-Hill.
Silva, C. R. L; Luiz, S. (2001). Economia e mercados: introdução à economia. 18. ed. São
Paulo: Saraiva.
Vasconcellos M. Economia Micro e Macro. 4a ed. Editora Atlas.
Vasconcellos, M. A. S. de; Garcia, M. E. (2004). Fundamentos de Economia. São Paulo:
Saraiva, 2004.
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